Prática da Oralidade - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
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Gaucho_827 de Março de 2013

Prática da Oralidade - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo da Prática da Oralidade, relação entre a Fala e a Escrita, exposição oral, prática da oralidade na escola.
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A PRÁTICA DA ORALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL

Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar como está sendo trabalhada a oralidade na sala de aula, principalmente, no ensino fundamental. A criança quando chega à escola, ela já possui um conhecimento empírico da língua, ou seja, já domina uma linguagem espontânea e cotidiana. Em vista disso, a escola deve desenvolver atividades com a oralidade, a fim de levar seus alunos a ter esse domínio, também, em situações mais formalizadas, em que exige do falante um controle consciente do próprio comportamento lingüístico. Este artigo desenvolveu-se tendo como metodologia um trabalho por amostragem com professores e alunos do Ensino Fundamental do município de GJT, Ro, além de referências bibliográficas que foram utilizadas como suporte para este estudo.

Palavras-chave: oralidade, escola, fundamental, linguagem

Introdução

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A oralidade é uma questão que há séculos estudiosos se empenham em pesquisar, procurando entender suas variações de acordo com cada situação de uso, região, escolaridade, faixa etária, classe social, etc.

Em virtude de estar iniciando uma nova era, século XXI, é inconcebível que se tenha os mesmos paradigmas dos séculos passados no campo educacional, tendo em vista que estamos na era do conhecimento, onde as mudanças ocorrem simultaneamente ao surgimento de novas exigências na sociedade.

Diante dos atuais acontecimentos, é função da escola desenvolver certas habilidades comunicativas, para que o aluno possa se expressar em qualquer situação, inclusive nas formais, sendo capazes de interagir em qualquer meio de modo eficaz.

Assim neste contexto de exigências, o Ensino Fundamental deverá estar desenvolvendo alguns hábitos para que o aluno busque cada vez mais a coragem de expor sua opinião e analisar questões segundo sua visão de mundo.

Observa-se que a escola sempre priorizou o uso escrito da língua, mas sabe-se que a todo instante estamos produzindo textos na modalidade oral, e é por isso que a escola deve trabalhar com esse tipo de linguagem, privilegiando-a tanto quanto à escrita, levando seus alunos a desenvolver as duas competências lingüísticas.

Durante o desenvolvimento desse trabalho serão expostos diversos tópicos, procurando refletir como a oralidade está sendo trabalhada no Ensino Fundamental. Faz-se um trabalho

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por amostragem com professores e alunos, mostrando a prática da oralidade na escola Costa Junior, no município de Gov. Jorge Teixeira, RO.

1 - A Relação entre a Fala e a Escrita

Nas ultimas décadas tornou-se mais freqüente o número de trabalhos que priorizam a linguagem oral, e a relevante preocupação tem sido o fato de que os alunos deixam a escola após anos de estudos, sem terem adquirido o domínio da variedade padrão, sentindo-se despreparados para produzir discurso oral em situações sociais que envolvem o público e exigem uma linguagem mais formal.

Espera- se que os alunos consigam, entre outras coisas, planejar a fala pública, tendo como parâmetro à língua escrita, de acordo com as exigências da situação, e da mesma forma consiga monitorar sua fala com vista na sua intenção comunicativa e na reação do interlocutor, percebendo os efeitos de sentimentos que os elementos prosódicos e gestuais podem produzir, e ainda, consiga ajustar a variedade lingüística à situação comunicativa. Segundo Matosso, “A linguagem falada está de tal modo integrada no ambiente de uma situação concreta, que nos comprazemos em imaginar a exposição ideal como sendo aquela que espontaneamente emerge da situação em que se manifesta” (1986, p.45).

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A escrita possibilita representar graficamente nossas idéias, sentimentos e opiniões, mas possui estruturas complexas, formais e abstratas, enquanto a fala, de estrutura simples, informal e concreta é vista como um fenômeno dinâmico e interativo.

A escrita pode ser considerada como resultado de um processo estático, enquanto a fala é um processo dinâmico. Portanto, cabe a escola a tarefa essencial de oferecer à criança os instrumentos necessários para que ela possa adequar seu ato verbal às necessidades reais que lhes impõe a situação, ou seja, da escola espera-se o ensino de padrões lingüísticos de prestígio para as situações mais formais, ao lado das formas coloquiais adequadas para as situações correlatas, Fávero afirma que

Em relação à situação, observa que se trata de um encontro face a face e, embora o assunto pareça ser comum e em alguns casos até superficial, os participantes precisam estar atentos as atividades verbais e não-verbais pois, não somente o que está sendo falado, mas a situação em que se fala pode afetar a conversação (2003, p.17).

Ao tratar da fala e da escrita precisamos lembrar que são duas modalidades da língua portuguesa, e que ambas apresentam distinções que correspondem à produção, transmissão e recepção. Para ilustrar o comentário acima, Matosso diz que

[...] é preciso partir da apreciação da linguagem oral e examinar em seguida a escrita como uma espécie de uma linguagem mutilada , cuja eficiência depende da maneira por que conseguimos obviar à falta inevitável de determinados elementos expressivos. (1986 p.14).

A escrita é, portanto, a transposição da fala, em certo sentido, é uma estilização da oralidade, pois a escrita tende a acompanhar a fala, e não o contrário, porque quando escrevemos simplesmente tentamos reproduzir os sons orais através de sinais gráficos.

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2 - A Exposição Oral

Falar em público é uma habilidade complexa e para ser desenvolvida necessita de treinamento ordenado. Ao mesmo tempo, não basta só treinar, é fundamental adquirir consciência dos potenciais que precisam ser trabalhados para se obter bons resultados.

Sem deixar de considerar os acontecimentos e os valores familiares dos alunos, a escola deve promover a aplicação desses conhecimentos, fazendo com que nos oito anos, que correspondem o Ensino Fundamental, cada aluno se torne capaz de falar com naturalidade e segurança em qualquer círculo social. Os PCNs afirmam que

Cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral no planejamento e realizações de apresentações públicas. Realizações de entrevistas, debates, seminários, apresentações teatrais etc. Trata-se de propor situações didáticas nas quais essas atividades façam sentido de fato, pois é descabinado treinar um nível mais formal da fala, tornando como mais apropriado para todas situações. A aprendizagem de procedimentos apropriados de fala e escutar, em contextos públicos dificilmente ocorrerá a escola não tornar para si a tarefa de promovê-la. (1998: p. 25) .

A linguagem oral na grande maioria das escolas brasileiras é utilizada, somente, para a transmissão dos conteúdos. Apesar de ser importantíssima para as inúmeras formas de comunicação em sala de aula; permitindo a troca de informações, confrontos de opiniões, etc.

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A educação escolar básica deve habilitar seus alunos os procedimentos para se expressar oralmente, orientando-os nos aspectos de entonação, dicção, gesto, postura, adequação da linguagem às mais variadas situações, (seja ela formal ou informal), elaboração do discurso ao nível do conhecimento prévio de quem ouve, superando assim os conflitos e desconforto de falar em público.

3 - A Prática da Oralidade na escola CJ

A educação, direito social, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania, sua qualificação para o trabalho e principalmente, torná-los formadores de opiniões.

Um dos meios para se trabalhar o desenvolvimento do educando é a oralidade, permitindo- lhe uma melhor qualificação para se expressar em sala de aula, e posteriormente a um outro meio social, fazendo-o desenvolver-se e adequar-se à fala em diferentes situações comunicativas.

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Diante das dificuldades que as escolas públicas apresentam decorrentes da falta de recursos, é necessária uma maior criatividade e produtividade do professor.

Para mostrar como está sendo trabalhada a oralidade nas escolas públicas, foi realizada uma pesquisa por amostragem na E.E.E.F.M. C. J., localizada no município de G. T., RO que atende a uma clientela da zona rural e urbana de aproximadamente 800 alunos, sendo os mesmos de classe média baixa.

Por ser uma escola pública, percebe-se que a escola tem apresentado um grande êxito quanto à prática da oralidade, pois 100% dos professores entrevistados disseram que freqüentemente trabalham -na com seus alunos, conforme mostra o gráfico abaixo:

Apesar de os professores enfatizarem que trabalham a oralidade, 9% dos alunos entrevistados, afirmam que em momento algum é trabalhada essa modalidade.[pic]

_______________________________________________________________FONTE: alunos da E.E.E.F.M. CJ

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Se todos os professores afirmam trabalhar a oralidade, por que 9% dos alunos alegam não desenvolver atividades orais? Talvez esta contradição seja o fato de os alunos não considerarem uma simples exposição de conteúdo na sala como prática da oralidade.

A exposição de trabalhos restritos à própria sala de aula tem sido priorizado pela escola no desenvolvimento das atividades orais como mostra o gráfico abaixo.

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FONTE: Professores da E.E.E.F.M. CJ

Percebe-se, ainda, que a escola não valoriza a interdisciplinaridade. Também poderiam trabalhar a música,.o teatro, saraus, simulações de júri etc; onde o público não fosse apenas a comunidade escolar mas toda a sociedade.

Pode-se observar que a oralidade vem sendo trabalhada de forma mais abrangente na disciplina de língua portuguesa, pois a mesma é vista como a disciplina responsável para desenvolver o educando nas suas capacidades de expressão.

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FONTE: alunos da E.E.E.F.M. CJ

Contudo, um dado interessante e que merece destaque no quadro acima é o percentual de trabalhos orais desenvolvidos na disciplina de matemática, superando disciplinas como geografia, artes e religião consideradas mais propícias a tais atividades. Isso vem quebrar o mito de que a oralidade é privilégio das aulas de português e história.

Conclusão

Finalmente, após explicitar alguns fatores sobre a oralidade no Ensino Fundamental, ratifica-se que, apesar de sabermos de todas as dificuldades que passa o ensino no Brasil, principalmente o público, é preciso buscar novas estratégias para levar os alunos a melhorar

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sua produção textual, tanto oral como escrito. Porque, somente assim, os mesmos poderão exercer seus direitos de cidadão sem medo de serem ridicularizados e sem constrangimentos.

Através da pesquisa realizada, conclui-se que apesar de toda problemática no ensino público, a E.E.E.F.M. CJ vem trabalhando a oralidade com seus alunos, embora esse trabalho tenha sido feito de modo fragmentado, enquanto poderia ser trabalhada de maneira mais integrada, envolvendo, principalmente as várias áreas do conhecimento, bem como a comunidade local.

Faz-se necessário também utilizar métodos mais abrangentes, evitando a rotina e os trabalhos tradicionais. É preciso ousar, e desenvolver atividades em que os alunos vivenciem diversas situações comunicativas, levando os mesmos a dominar não só a linguagem do seu dia-a-dia, mas também a linguagem formal, regional, técnica, literária, e outras de seu contexto social.

Conscientes das necessidades de se trabalhar com o processo de produção da linguagem e não apenas com enunciados estanques fora da situação de discurso, pensamos, assim como postulam os estudiosos da língua portuguesa, que o ensino da mesma deve passar primeiro pela produção oral. Além disso, o aprendizado da língua torna-se mais eficaz quando o aluno parte do concreto para o abstrato e, como imploram os adeptos do ensino da linguagem oral na escola, é preciso buscar formas de colocar em prática as idéias expostas.

Para isso, cabe ao professor refletir sobre sua prática pedagógica para assim modificá-la, aperfeiçoando-a no seu dia-a-dia em sala de aula. Buscar através dos recursos que lhe são disponibilizados, ser o mediador de uma aprendizagem significativa que perpetuará na vida de seus educandos.

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Referencias bibliográficas

MATTOSO,Câmara Júnior. Manual de Expressão Oral e Escrita. Petrópolis: Vozes,1986.

FÁVERO , Lopes Lenor, ANDRADE, C.V.O. Maria Lúcia,.AQUINO,G.O Zilda. Oralidade e Escrita. 4. ed. São Paulo : Cortez, 2003.

MEC, Ministério da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais língua portuguesa Rio de Janeiro:1998.

MARCUSCHI, Luiz Antonio. Da Fala para a Escrita. Atividades de retextualização. 2 ed.São Paulo:Cortez,2001.

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