Pré-História da América - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)
Andre_85
Andre_855 de Março de 2013

Pré-História da América - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)

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Apostilas de História sobre o estudo do povoamento da América, possibilidades discutidas, os Pré-Colombianos, Brasil pré-histórico, a chegada dos tempos modernos.
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A Pré-História da América (América Pré-Colombiana)

São várias as hipóteses para explicar o povoamento da América, a suposição mais aceita é a de

que os ameríndios sejam originários da Ásia, graças às semelhanças de traços físicos entre a

maioria deles e os povos pertencentes ao grupo mongol. Para muitos, as comunidades asiáticas

teriam atravessado o Estreito de Bering, alcançado o Alasca e, lentamente, se espalhado pelo

continente até a sua extremidade meridional. Um outro caminho teria sido trilhado

atravessando o arquipélago das Aleutas. As primeiras migrações do ser humano para a América

ocorreram aproximadamente entre 12 mil e 20 mil anos atrás. Outras possibilidades discutidas

pelos estudiosos são:

* Hipótese malaio-polinésia: comunidades asiáticas teriam aproveitado o sentido das correntes

marítimas e navegado, de ilha em ilha, desde a Polinésia até a costa ocidental do Peru, na

América do Sul.

* Hipótese australiana: comunidades teriam navegado de ilha em ilha e, bordejando o

continente antártico, alcançado a Terra do Fogo, no sul do continente americano.

A descoberta do crânio de uma mulher, batizada de “Luzia”, com cerca de 11 mil anos, em Minas

Gerais, levantou ainda outra hipótese que está em discussão: a de que, antes dos grupos

asiáticos, teriam vindo para o continente americano grupos originários da África, uma vez que os

traços de Luzia não são asiáticos, mas semelhantes aos crânios encontrados na África e na

Austrália.

A população indígena pré-colombiana era irregularmente distribuída pelo continente e estava

em diferentes estágios de desenvolvimento. Nenhum povo conhecia o ferro, o vidro, a pólvora

nem a roda. Calcula-se que formavam grupos de caçadores e coletores, abrigavam-se em grutas,

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tinhas o domínio do fogo e sabiam construir instrumentos de pedra lascada. Os Pré-Colombianos

podem ser divididos em dois grandes grupos:

I. Os que viviam da caça, pesca e coleta de alimentos. Eram nômades e ocupavam a maior

parte da América. Podem ser indicados os tapuias no Brasil; os esquimós no norte da América do

Norte. Alguns plantavam milho, mandioca, abóbora, feijão, algodão e batata, mas de maneira

bem rudimentar. Podem ser indicados os charruas no Uruguai e tupis-guaranis no Brasil e

Paraguai.

II. Os que tinham desenvolvido complexas atividades agrícolas, como o cultivo de diversas

plantas, com predomínio do milho, e domesticado alguns animais como lhamas, alpacas, etc. Os

maias habitavam parte do México e norte na América Central; os astecas, o planalto mexicano e

os incas a região dos Andes, principalmente nos atuais Peru e Bolívia. Eram sociedades

complexas, divididas em classe e avançadas tecnologicamente. Caracterizavam-se pela notável

produção cultural. Possuíam importantes centros urbanos para defesa e para práticas religiosas.

Seus estados eram estruturados e dominadores, impondo tributos aos povos dominados.

A pré-história americana costuma ser dividida também em períodos: Paleoíndio, da chegada dos

primeiros grupos humanos até 8000 a.C.; Arcaico, de 8000 até 2000 a.C.; e Formativo, de 2000

a.C. até a chegada dos europeus ao continente, por volta do século XV.

Brasil pré-histórico

Os vestígios indicam que os primeiros habitantes tenham chegado entre 10 mil e mais de

25 mil anos atrás. Os principais sítios arqueológicos do Brasil são:

* Toca do boqueirão, em Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São

Raimundo Nonato, no estado do Piauí, onde a brasileira Niède Guidon chefia uma equipe de

arqueólogos. Com mais de 400 sítios arqueológicos, alí se encontram pinturas rupestres, pedras

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lascadas e restos de fogueiras, sem material ósseo humano. Segundo a equipe, o sítio data de

mais de 56 mil anos, informação que tem provocado forte polêmica internacional.

* Toca da esperança, no município de Central no estado da Bahia, onde trabalha a arqueóloga

Maria Beltrão. No local há pinturas rupestres, artefatos ósseos e líticos, restos de fogueiras, mas

sem material ósseo humano.

* Gruta do sumidouro, em Lagoa Santa, no estado de Minas Gerais. É o mais antigo local de

pesquisa arqueológica no Brasil. O dinamarquês Peter Lund nele trabalhou no século XIX, tendo

encontrado fósseis humanos, com idade estimada em 12 mil anos. Esses indivíduos tinham

estatura baixa, cabeça alongada e abrigavam-se nas grutas da região.

Todos viviam sob o regime de propriedade coletiva e igualdade social. Todos os adultos

trabalhavam e o resultado do trabalho, voltado ao consumo interno, era distribuído entre todos

os membros da aldeia. A divisão do trabalho era determinada pelo sexo. As principais atividades

econômicas eram a caça, a pesca, a coleta e uma rudimentar agricultura (milho, mandioca,

inhame, cará, feijão).

Descoberta do Brasil

A chegada dos tempos modernos

Embora os europeus tenham se iniciado bem antes (século XII), foi no decorrer do século

XV que eles atingiram seu ponto máximo, ocasionando a desagregação das tradicionais

instituições feudais medievais, principiando a Idade Moderna (séculos XV a XVIII).

Consequentemente, enfraqueceu-se o domínio árabe sobre as navegações no mar

Mediterrâneo, permitindo a volta d navegação comercial europeia ocidental, interrompida em

virtude do monopólio marítimo exercido pelos árabes desde o século VIII. Esta reabertura do

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Mediterrâneo à navegação europeia provocou um notável renascimento comercial, de tal

magnitude que a atividade mercantil se tornou a mais lucrativa da Europa ocidental.

A burguesia, camada ligada às atividades mercantis bem como às suas atividades

mercantis bem como às suas atividades complementares, como transporte e construção naval,

transformou-se na classe detentora do poder econômico. Um outro resultado da expansão

comercial foi o surgimento de novas cidades e o crescimento das áreas urbanas, processo a que

os historiadores dão o nome de “renascimento urbano”.

A partir do século XIV, os reis uniram-se à burguesia para o confronto político com a

nobreza. A Europa ocidental caminhava para a centralização monárquica, resultando na

formação do Estado nacional moderno, cujo regime político era o absolutismo.

No século V, a Hispânia era ainda parte integrante do Império Romano do Ocidente.

Porém, com o deslocamento dos povos nômades pertencentes, predominantemente, ao grupo

germânico, a península Ibérica foi invadida e dominada por vários desses povos, principalmente

pelos visigodos, que nela fundaram o Reino Visigótico. Os visigodos, posteriormente, foram

catequizados, tornando-se cristãos, à semelhança de muitos outros “povos bárbaros”. No ano de

711, os árabes mulçumanos, a partir do norte da África (Marrocos), cruzaram o estreito de

Gibraltar e invadiram a península Ibérica, num rápido movimento de conquista. Como

consequência, houve a destruição do reino visigodos, e muitos cristãos, apavorados frente à

avalanche islâmica, fugiram para o norte, onde se formaram os pequenos reinos de Navarra e

Leão.

No século XI, novos reinos cristãos tinham se formado, como Castela e Aragão. Uniram-

se sob a liderança de Afonso VI, rei de Leão, para expulsar os mulçumanos, ampliando suas

bases territoriais. Era a Reconquista, ou seja, o processo de expulsão dos “infiéis” dos territórios

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cristãos europeus. Muitos nobres de outros países europeus participaram dessa verdadeira

cruzada, quer por sentimento religioso e gosto por aventuras, quer por interesse em se tornar

proprietários de terras, tiradas do domínio dos mouros. Um desses nobres, Henrique de

Borgonha, da região francesa de mesmo nome, auxiliou na Reconquista e recebeu, como doação

de Afonso VI, terras que formaram o Condado Portucalense.

Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho Afonso Henriques, ao vencer os

castelhanos e reconquistar terras dos “infiéis”, ampliou a sua possessão territorial. Proclamou a

independência do Condado, em 1139, transformando-o em reino. Foi, portanto, com Afonso

Henriques que surgiu o Reino de Portugal, governado pela dinastia de Borgonha.

Os reis dessa dinastia dedicaram-se à expansão territorial, lutando contra os

mulçumanos e os castelhanos, estimulando o povoamento cristão e a expansão agrícola das

áreas liberadas. A Reconquista fortaleceu o poder real, contribuindo para uma precoce

centralização monárquica em Portugal, a ponto desse país ser considerado o primeiro Estado

moderno europeu. No litoral, especialmente nas áreas portuárias, desenvolveu-se um ativo

comércio, favorecido pela centralização monárquica e pela localização geográfica do país, por

onde passavam importantes rotas comerciais desde o século XIII, era comum navios italianos,

que se dirigiam do Mediterrâneo para o norte da Europa, principalmente para a região de

Flandres (litoral dos Países Baixos), aportarem em Lisboa, para reabastecimento e eventuais

reparos. Dessa maneira, beneficiou-se e enriqueceu o grupo mercantil.

A consolidação do poder real, já fortalecido pela guerra, chegou ao seu apogeu com a

Revolução de Avis, a mais importante das revoluções portuguesas, pelos seus efeitos.

Com a morte, em 1383, do rei D. Fernando, filho de D. Pedro, a questão da sucessão colocou

frente a frente os interesses antagônicos da nobreza e do grupo mercantil.

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A viúva dona Leonor, com o apoio da nobreza, queria a união de Portugal com Castela,

pois a filha do rei falecido, dona Beatriz, única herdeira legítima, era casada com D. João, rei de

Castela. O grupo mercantil e o povo queriam Portugal independente. Iniciou-se uma revolução

popular, sob liderança do grupo mercantil, que apoiava D. João filho bastardo de D. Pedro e

mestre da Ordem Militar de Avis. Após várias batalhas entre portugueses e castelhanos, estes

foram vencidos em Aljubarrota, em 1385. D. João foi, então proclamado rei de Portugal,

iniciando-se o governo da dinastia Avis.

Com a revolução de Avis desaparecia o pouco do regime feudal que havia em Portugal.

As guerras contra os mouros tiveram, entre outros efeitos, o de limitar a existência do

feudalismo em Portugal. No topo da estrutura política e da organização social, os reis sempre se

posicionaram.

Durante o governo da dinastia de Avis, a monarquia tornou-se ainda mais o centro do

poder político, apoiando-se no grupo mercantil, que por seu lado, ampliou sua influencia sobre a

administração do reino. O Estado privilegiou a expansão da atividade mercantil, daí ser esse

período marcado pela expansão marítima, que levou aos Grandes Descobrimentos e à fase mais

marcante da história de Portugal.

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