Psicologia da Educação - trabalho - Pratica de Ensino, Notas de estudo de Psicologia Educacional. Universidade do Vale do Sapucaí
Rio890
Rio8901 de Março de 2013

Psicologia da Educação - trabalho - Pratica de Ensino, Notas de estudo de Psicologia Educacional. Universidade do Vale do Sapucaí

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Trabalho de psicologia: O processo de adaptação e as dificuldades de aprendizagem na teoria dos tipos psicológicos.
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ÍNDICE

Introdução ........................................................................................... 2

Dificuldade ou modalidade de aprendizagem? ........................................ 3

Conclusão ............................................................................................. 7

Bibliografia .......................................................................... .................. 8

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Introdução

Para falar em Modalidades de Aprendizagem sintomática, que são popularmente

conhecidas por dificuldades de aprendizagem, faz-se necessário compreender o processo

denominado adaptação. O processo de adaptação, conforme Piaget, cumpre-se graças a um

duplo movimento complementar de assimilação e acomodação Através do primeiro o sujeito

transforma a realidade para integrá-la às suas possibilidades de ação e, através do segundo,

transforma e coordena seus próprios esquemas ativos, para adequá-los às exigências da

realidade. A Psicopedagogia volta seu olhar para o modo como o sujeito aprende, portanto,

aprofunda o estudo do processo de adaptação formulado por Piaget.

A assimilação e a acomodação atuam no modo como o sujeito aprende e como isso

pode ser sintomatizado, tendo assim características de um excesso ou escassez de um desses

movimentos, afetando o resultado final. Na abordagem de Piaget, o sujeito está em constante

equilibração .

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Dificuldade ou modalidade de aprendizagem?

A organização dos conteúdos escolares possui um encadeamento de idéias de acordo

com o modelo formal do pensamento científico sendo, portanto, classificados ,

hierarquizados, ordenados,analisados, justificados entre outras operações racionais.

Se existem modos diferentes de pensar e os conteúdos das disciplinas respeitam os

modos da razão lógica, inerente às ciências modernas, é possível que em sala de aula nem

todos os alunos estejam sendo atingidos. Se assim for, para os que não utilizam o pensamento

racional, não deve estar ocorrendo uma boa comunicação com o professor nem uma

compreensão dos conhecimentos dispostos nos materiais didáticos. Portanto, restará como

conseqüência, sérios déficits no desenvolvimento do processo de aprendizagem desses alunos,

assim como, no curso de vida dos mesmos.

Para o aluno aprender ele deve se ajustar à modalidade que as disciplinas estão

organizadas. Caso não corresponda a essa expectativa, ele pode ser avaliado como portador

de dificuldades de aprendizagem, o que nem sempre corresponde à realidade. De outra parte,

os que possuem um pensamento lógico-racional podem ser considerados os melhores dotados

o que, às vezes, também não é real.

Há dois séculos, os Iluministas acreditavam que o homem só poderia se libertar da

ignorância através da razão, e a partir daí todo conhecimento passou a ser sistematizado de

acordo com esse tipo de pensamento. Nessa época iniciou-se a supervalorização da razão em

detrimento a outras formas de pensamento que são tão humanas e importantes quanto aquela,

uma vez que o ser pensante, pensa de várias formas.

Tendo em vista estudos de Jung, Gardner, Heidegger e outros, entendemos ser

preciso recuperar outras formas pensar do ser humano. Esta nova proposta não implica na

rejeição da razão lógica mas, na emergência de uma nova ética que se apóia muito mais

solidamente na consciência de totalidade do ser, permitindo que se vivam e que se valorizem

todos os tipos de pensamento humanos.

Dada essa diversidade, acreditamos que educadores e psicopedagogos devam querer

manter as diferenças e não submeter seus alunos a pensarem todos iguais, obrigando-os a

utilizarem a mesma modalidade de raciocínio. O papel da escola deveria ser ensinar a conviver

com as diferenças para que pudesse ser construída uma sociedade que não exclua os

diferentes, e com esta postura orientar a educação para o futuro.

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Para compreendermos os diversos modos de pensar, podemos nos apoiar na teoria

dos Tipos Psicológicos apresentada por Jung, a qual sintetizaremos aqui.

Jung distinguiu basicamente dois grupos de pessoas; um grupo que chamou de

Introvertido e outro que nomeou Extrovertido. Verificou que as pessoas introvertidas

concentram-se nos fatores subjetivos para agirem diante de uma situação que se apresenta, ou

seja, a influência predominante é a "necessidade interior". Essas pessoas são mais tímidas,

desagradam-lhes situações novas, geralmente se satisfazem com poucos amigos, são muito

reflexivas, têm medo de cair no ridículo e passam facilmente desapercebidas quando em

grupos. As extrovertidas, ao contrário, são motivadas por fatores externos ao seu mundo

interior e são fortemente influenciadas pelo meio. São sociáveis, confiantes e se adaptam com

facilidade a ambientes que não lhes são familiares. Demonstram ser otimistas, entusiastas e

desagrada-lhes estarem sós.

A diferença entre as atitudes parece começar nos primeiros ciclos de vida e há razões

para crer que podem ser inatas. Com o passar dos anos a tendência é que essas atitudes se

tornem mais equilibradas na consciência.

A distinção entre introvertidos e extrovertidos não cobre todas as diferenças de

personalidade. Jung considera que há quatro funções através das quais esses dois tipos se

orientam no mundo:

 O pensamento, que nos faculta o entendimento racional e a apreensão do significado

das coisas e o seu oposto;

 O sentimento, que pondera e valora;

 A sensação, que é a percepção pelos dos sentidos (visão, audição, olfato, tato e

paladar);

 A intuição, que nos adverte das possibilidades futuras, sendo que estas decorrem do

imaginário.

Descrevendo mais detalhadamente cada tipo, pode-se verificar que as pessoas de tipo

Pensamento têm facilidade para ordenar, justificar e dar significado aos fatos e as idéias. Elas

amam a lógica, a ordem, analisam e criticam os acontecimentos. Baseiam a vida em princípios

às vezes rígidos, e gostariam que os outros fizessem o mesmo. Reprimem a emoção tendendo

a serem mais racionais e frios, e têm também um forte sentido de dever. Os introvertidos

ordenam e dão significado às idéias, chegando mesmo a construir teorias e acreditar que com

elas vão salvar o mundo. Se desligam a ponto de não repararem ao que se passa à sua volta.

O Sentimento é a função pelo qual os indivíduos balizam-se por uma escala de

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valores. Para eles as relações pessoais são muito importantes e possuem um forte sentimento

de família, história e tradição. Têm muito tato e gostam de colocar “panos quentes” nas

situações embaraçosas, pois são portadores de um desejo autêntico de ajudar as pessoas. Os

extrovertidos chegam parecer falsos e superficiais de tanto querer agradar os que estão à sua

volta. Os introvertidos, à princípio, podem parecer frios e distantes, mas fazem um círculo de

amizades íntimo e se ligam por fortes laços afetivos - aos amigos são constantes e fiéis.

Exprimem-se bem na religião, na poesia e na música. Chico Buarque de Holanda é um bom

representante.

O tipo Sensação aceita tudo tal qual lhe parece, sente as coisas como elas

objetivamente são. Uma espada é realmente uma espada, nem o pensamento acrescenta-lhe

qualquer alteração. As pessoas com esta tipologia gostam de organizar os espaços e têm uma

excelente habilidade para harmonizar objetos e cores. Os extrovertidos podem ser

desagradáveis por expressarem com muita espontaneidade a impressão sobre aspectos que

podem lhes desgostar nas pessoas. Para o introvertido o importante é a vivência ou a

lembrança da sensação, o exemplo deste tipo é Al Pacino no filme Perfume de Mulher.

A função oposta à sensação é a Intuição que se manifesta pela percepção

inconsciente de realidades desconhecidas pela consciência. ? na verdade mais do que uma

simples percepção, é um processo ativo de criação que capta a situação e procura alterá-la de

acordo com sua perspectiva. Atua no sentido de descortinar a solução que nenhuma outra

função conseguiu descobrir. A intuição entra em jogo toda vez que se tem de fazer um juízo

ou um diagnóstico na escuridão. O extrovertido interessa-se pelo que, geralmente, é

conhecido pelo mundo da realidade. O introvertido está voltado para o fundo obscuro da

experiência. Eles costumam ter visões, revelações de natureza cósmica ou religiosa ou ainda

sonhos premonitórios. São representantes deste tipo os profetas, os artistas e os videntes.

Durante muito tempo esses indivíduos permaneceram à sombra das sociedades, mas

recentemente estão sendo mais acolhidos.

A natureza humana nega-se a ser classificada de forma precisa e simples. No entanto,

o conceito de tipo tem grande valor prático, pois ajuda a compreender as relações pessoais na

família, na escola ou no trabalho. Na educação por exemplo, ajuda os professores e

psicopedagogos a verem que uma criança introvertida não deve ser considerada infeliz ou

inadaptada, por não se associar às atividades e aos colegas com a mesma animação que a

extrovertida.

O processo de educação poderia trabalhar as quatro funções, primeiro para atender a

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totalidade dos alunos e segundo para promover o processo de desenvolvimento psíquico do

indivíduo, chamado em Psicologia Analítica - Processo de Individualização.

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Conclusão

As dificuldades de aprendizagem são decorrentes de aspectos naturais ou

secundários, passíveis de mudanças através de recursos de adequação ambiental. As

dificuldades de aprendizagem decorrentes de aspectos secundários são resultantes de

alterações estruturais, mentais, emocionais ou neurológicas, que repercutem nos processos de

aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas.

A aprendizagem normal pressupõe que os movimentos de assimilação e acomodação

estão em equilíbrio. O que caracteriza a sintomatização no aprender é predomínio de um

movimento sobre o outro. Quando há o predomínio da assimilação, as dificuldades de

aprendizagem são da ordem da não resignação, o que leva o sujeito a interpretar os objetos de

modo subjetivo, não internalizando as características próprias do objeto. Quando a

acomodação predomina, o sujeito não empresta sentido subjetivo aos objetos, antes, resigna-

se sem criticidade. O sistema educativo pode produzir sujeito muito acomodativos se a

reprodução dos padrões for mais valorizada que o desenvolvimento da autonomia e da

criatividade.

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Bibliografia

Revista Psicopedagogia (Vol. 19 – N? 55 – Pág. 105-108)

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