Psicologia Juridica - notas - Sociologia, Notas de estudo de Sociologia. Universidade do Vale do Sapucaí
Rio890
Rio8901 de Março de 2013

Psicologia Juridica - notas - Sociologia, Notas de estudo de Sociologia. Universidade do Vale do Sapucaí

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Apostilas - A psicologia jurídica: família e transtornos emocionais, síndrome de alienação parental, adoção da criança ou do adolescente, processo penal.
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A PSICOLOGIA JURÍDICA

Psicologia jurídica:

Perícia: exame de situações ou fatos realizado por um especialista ou entendido da

matéria que lhe é submetida, com o objetivo de determinar aspectos técnicos ou

científicos.

Consiste: em um exame que se caracteriza pela investigação e análise de fatos e

pessoas, enfocando os aspectos emocionais e subjetivos das relações entre as pessoas,

estabelecendo uma correlação de causa e efeito (nexo causal) das circunstâncias, e

buscando a motivação consciente ou inconsciente.

Finalidade: necessidade de se fornecer ao juiz informações que escapam ao

conhecimento jurídico.

Contribuição: através da analise e compreensão do comportamento humano no contexto

afetivo social, estabelecendo a atuação do psicólogo jurídico na mediação, e se possível

na conciliação dos conflitos nos processos judiciais.

Busca do judiciário: o poder decisório do juiz para que resolva problemas emocionais,

ocorrendo uma transferência de responsabilidade, para que tenha uma solução mágica

resolvendo imediatamente todos seus problemas, o que na realidade não ocorre, surge

conflitos que se intensificam e as dificuldades perpetuam, levando um

comprometimento das relações familiares, que torna difícil, até impossível, qualquer

tipo de intervenção (Shine e Ramos)

7. Família e transtornos emocionais:

Tipo disfarçado de crueldade e maldade inclui toda espécie de vantagens emocionais.

Alta emoção expressa: para indicar características de famílias que favoreciam a recaída

dos sintomas de pacientes psiquiátricos, estados emocionais desconfortáveis.

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Agressões emocionais: independentes do contato físico ferem moralmente.

Tipos de agressão emocional: dependem das circunstâncias e do tom como as coisas

são ditas:

Estimular sentimentos de preocupação, remorso e/ou culpa. Ex.: noras ou genros

indesejáveis; reprovação na escola;

Estimular sentimentos de inferioridade e dependência. Ex.: na sua idade eu já era....,

meu bemmmmmm;

Comportamento opositor e aversivo. Ex.: demorar no banheiro quando percebe que

tem alguém que quer entrar etc.

OBS.: A agressão emocional dependa das circunstâncias e do tom como as

coisas são ditas.

Síndrome de Alienação Parental: processo que consiste em programar uma criança

para que odeie um de seus genitores sem justificativa por influência do outro genitor

com quem a criança manter um vínculo de dependência afetiva e estabelece um pacto de

lealdade inconsciente.

Objetivo: deter o controle total sobre eles, e de destruir a relação deles com o genitor

ausente.

Efeitos na vítima: depressão crônica, incapacidade de adaptarem-se aos ambientes

sociais, transtornos de identidade e de imagem, tendência ao isolamento etc.

Adoção da criança ou do adolescente: a criança se sente rejeitada e abandonada pelos

pais (ou pela mãe); a família tem a impossibilidade de gerar seus próprios filhos e se

sentem fracassadas, diminuídas e incapazes.

Quem pode adotar: maiores de 18 anos, e ter 16 anos entre o adotante e o adotado;

União homossexual e guarda dos filhos, sem restrição no ECA, preconceito

prevalece sobre o bem da adoção.

Adoção internacional: incompetência do governo local de lidar com o problema das

crianças abandonadas; não faz descriminação quanto ao gênero, idade, cor,

deficiência física;

Queixa de comportamento

Falta de medidas sócio educativas eficazes;

Impunidade, não há previsão legal para delitos cometidos por crianças;

Relações interpessoais calcadas em relação de poder.

8. Vitimização:

Conceito: qualquer tipo de violência praticada contra a criança, podendo ser física,

sexual e/ou psicológica.

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Ato violento: causa dano, faz uso da força (física ou psíquica), é intencional, dirige-se

contra a livre e espontânea vontade de quem é objeto do dano.

Violência doméstica: ato ou omissão cometido por familiares ou por pessoas de

confiança contra criança/adolescente, mulher ou idoso.

Traumas sofridos por criança: prejudicar a elaboração das noções do tempo, espaço e

causalidade no plano das representações.

Conseqüências da vitimização:

Físicas: variando de pequenas cicatrizes até danos cerebrais permanentes e morte;

Cognitivas: desde deficiência da atenção e distúrbios cerebrais graves;

Psicológicas: desde baixa auto-estima até desordens psíquicas severas;

Comportamentais: variando de dificuldade no relacionamento com colegas até

comportamentos suicidas criminosos.

Denúncia: geralmente formulada pelo hospital que atendeu a vítima, ou pela escola, ou

por familiares, e/ou vizinhos, ou ainda pela própria vítima.

Vitimização sexual: a criança ou adolescente (menores de 18), deixa de ser visto como

uma pessoa desejante e é usado como objeto de gratificação sexual do adulto, que pode

ou não vir acompanhado de tortura, sadismo, ameaça, conquista de confiança ou mesmo

agressão física.

Abuso sexual: “atos cometidos por uma pessoa responsável pelo cuidado da criança” o

que acontece mais na faixa dos 11 anos. Ex.: tio, avô, irmão, padrasto (maioria) etc.

Agressão sexual: “atos cometidos por uma pessoa não responsável pelo cuidado da

criança”. Ex.: vizinho, conhecido etc.

Tipos de agressor:

Estranho: não agride dentro da família, somente fora;

Incestuoso: não agride fora da família, somente dentro.

Mecanismos psicológicos mais comuns nas vítimas de abuso sexual: inicialmente,

ocorre a tentativa de negação, o medo de sair às ruas e de entrar em contato com as

pessoas, além de relembrar constantemente o ocorrido, passando a evitar pessoas do

sexo oposto. Mais tarde surge a insegurança, o medo e a perda da auto-estima (falta de

cuidado com a aparência, com o corpo e/ou com a saúde).

9. Mentira:

Institucional: São mentiras já mais ou menos aguardadas e socialmente sabidas como

mentiras e mesmo assim com peso de verdade. Ex.: dos políticos, programas de

governo, instituições etc.

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Moralmente está relacionada a intenção de enganar e não ao teor da deturpação da

verdade.

Juridicamente está relacionada ao dolo ou prejuízo que causa a outra pessoa.

Não mente aquele que acredita naquilo que diz, mesmo que isto seja falso.

O propósito com que falamos alguma coisa é que definirá a mentira.

Mentirosos fisiológicos: são os falsos elogios, desculpas esfarrapadas, e o outro

também mentiroso finge acreditar.

Razões para mentir: insegurança ou baixa auto-estima (internas) e de acordo com as

pressões para o sucesso na vida em sociedade, por razões políticas ou até econômicas,

quando prejudicado for o fisco (externas).

Mentiras patológicas: determinadas por uma personalidade problemática; produzidas

por neuroses francamente histriônicas (Síndrome de Münchausen).

Síndrome de Münchausen: é caracterizada pela fabricação intencional ou simulação

de sintomas e sinais física ou psicológica sempre de natureza fantástica, em um filho ou

em si próprio, levando a procedimentos diagnósticos desnecessários e potencialmente

danosos. Há sempre uma fraude intencional nessa síndrome.

10. Processo Penal:

Laudo de sanidade mental: é de responsabilidade da psiquiatria.

É necessário uma relação causal entre doença e crime, para possível inimputabilidade.

Violência: “existe quando um indivíduo ou instituição através de meios físicos ou

psíquicos impede a manifestação de outro indivíduo na sua singularidade”.

Freud: “lei é a expressão de uma vontade coletiva, busca garantir a liberdade de conduta

de um indivíduo e seu respeito pela liberdade de outrem, proibindo a conduta pela qual

alguém é impedido de realizar alguma ação que lhe é interdita (proibida)”.

É preciso estimular a crença na possibilidade da reconstrução.

Presídio:

A penitenciária, o processo de prionização;

O olheiro, o dedo duro, código de “ética” etc;

Poder paralelo;

Isolamento

Relação de poder

Cada grupo tem um xerife;

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Todos querem sair;

Pela nossa qualidade de sujeito somos todos responsáveis (Lacan).

Psicose carcerária: a liberdade pode matar assim como o confinamento também pode,

depende de como você lida com as coisas.

11. Psicologia criminal:

Contém: sujeito que pratica o ato; ato ou ação em si e ser ou coisa;

Violência coletiva: máfia do futebol, rixa, linchamento, gangs, pichações, depredações,

streaking (correr nu pela multidão);

Violência individual: homicídio, violência doméstica, estupro, estelionato prostituição

etc.;

Atos impulsivos: Cleptomania (roubar), piromania (fogo), pedofilia, (criança), necrofilia

(cadáver), zoofilia (animais) e exibicionismo.

Toda violência é o fracasso da palavra.

12. Violência familiar:

Tipos de vítimas:

Super-protegidas pelos pais: indefesa. Ex.: garota casa e apanha do marido;

Advinda da família caótica: deslocamento da cena traumática. Ex.: apanhava em

casa (família) e aí apanha do marido.

Episódio de violência (primeiro a tensão depois a explosão e por fim a reconciliação

(indenização afetiva, sexual)); diferente de história da violência.

Síndrome do bebê sacudido: lesões de gravidades variáveis, que ocorrem quando uma

criança geralmente um lactante, é severa ou violentamente sacudido. Podem ocorrer:

cegueira ou lesões oftalmológicas, atraso no desenvolvimento, convulsões, lesões da

espinha, lesões cerebrais, morte.

Crime passional: perdura por várias razões, tais como, subordinação da mulher ao

homem (cultural), dramatização romântica do amor passional; facilidade na fuga dos

réus; pouca importância as denúncias e ao julgamento de crimes contra mulheres e

meninas por parte do Estado.

Estupro: Sexo sem o outro.

A pessoa precisa negar o estupro para sobreviver.

Prostituição: assume uma pseudo-identidade para tentar sobreviver; incorpora outra

pessoa, outra personalidade.

Seqüestro: a vítima perde todos os direitos.

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Síndrome de Estocolmo: sentimento de êxtase que toda vítima tem quando numa

situação de absoluta restrição, lhe é dado algo, migalhas.

13. Drogas:

Drogaditos (escravo da droga): “eleição” errada; overdose (tentativa de fugir da

depressão, solidão alienação); pode funcionar como tentativa do afastamento da figura

materna; a droga infla o ego, é mais grupal.

Droga: qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos,

resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

Droga de abuso: substância que age nos mecanismos de gratificação do cérebro,

provocando efeitos estimulantes, euforizantes e/ou tranqüilizantes.

Psicotrópicos: são aquelas que atuam sobre nosso cérebro, alterando de alguma maneira

nosso psiquismo, sendo que depende do tipo de droga ingerida.

Tipos de drogas (psicotópricas):

Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central (SNC): diminuem a atividade

do nosso cérebro. Ex.: álcool, soníferos ou psicotrópicos, ansiolíticos etc.

Estimulantes da Atividade do Sistema Nervoso Central: aumentam a atividade de

nosso cérebro. Ex.: cocaína, crack, anfetaminas etc.

Perturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central: modificam

qualitativamente a atividade de nosso cérebro. Ex.: vegetal (mescalina, THC

maconha, cogumelos, e plantas), sintéticas (LSD, êxtase, anticolinérgicos).

Usuários: Classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Não usuário: nunca usou;

Leve: utilizou drogas, mas no último mês o consumo não foi diário;

Moderado: utilizou semanalmente, mas não diariamente no último mês;

Pesado: utilizou diariamente no último mês.

Usuários: Classificação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e

Cultura (UNESCO).

Experimental ou experimentador: limita-se a experimentar por curiosidade, novas

experiências, pressão do grupo, geralmente não passa das primeiras experiências;

Ocasional: utiliza um ou vários produtos de vez em quando, não há dependência,

nem ruptura das relações afetivas profissionais ou sociais;

Habitual ou funcional: utiliza frequentemente, já se observa sinais de ruptura, mas

ainda funciona socialmente, embora de forma precária, correndo o risco de

dependência;

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Dependente ou disfuncional: vive pela e para a droga quase que exclusivamente,

rompe com seus vínculos sociais, provocando isolamento, marginalização e

decadência física e moral.

Dependência: é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua

(sempre) ou periódica (frequentemente) para obter prazer.

Característica: não consegue controlar o consumo de drogas, agindo de forma impulsiva

e repetitiva;

Dependência física: presença de sintomas e sinais físicos que aparecem quando o

indivíduo para de tomar a droga ou diminui bruscamente o seu uso = Síndrome de

Abstinência. Sintomas: dependem do tipo de substância. Ex.: álcool: pode ocasionar

desde um simples tremor nas mãos a náuseas, vômitos e até quadro de abstinência mais

grave denominado “delirium tremes”, com risco de morte em alguns casos.

Dependência psicológica: estado de mal estar e desconforto que surge quando o

dependente interrompe o uso de uma droga. Sintomas: ansiedade, sensação de vazio,

dificuldade de concentração, mas pode variar de pessoa para pessoa.

O que leva a dependência de drogas?

Personalidade vulnerável;

Disponibilidade da droga;

Contexto social favorável ao uso.

Alcoolismo:

Sinais de dependência: necessidade de beber maiores quantidades para obter o

mesmo efeito, aumento da importância do álcool na vida da pessoa, grande desejo

de beber e a falta de controle em relação a quando parar, síndrome da abstinência

(aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber),

aumento da ingestão de álcool para aliviar esta síndrome;

Complicações: traumatismo, aspirações de vômito, delirium, coma, convulsões e

outras complicações médicas (dependem da categoria e do modo de administração);

Fases: experimentação; manutenção; uso nocivo (pré-dependência) e dependência

(perda do controle).

14. Serial Killer:

Assassino em série: reincide em seus crimes com o mínimo de três ocasiões e com certo

intervalo de tempo entre cada um. Matam seguindo um determinado padrão. Ex.:

prostitutas, homossexuais, policias etc.

Assassino em massa: mata várias pessoas de uma só vez e sem se preocupar pela

identidade das vítimas selecionando a maioria das vezes pessoas do mesmo tipo e

característica.

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Para Albert Schweitzer: “quem quer que tenha se acostumado a desvalorizar qualquer

forma de vida corre o risco de se considerar que vidas humanas também não têm

importância”.

15. Furto ou Roubo:

Não pertenço a essa sociedade, preciso existir, pego o que é de outro, contraponho à

sociedade, gozo do pegar.

Jovens de classe alta: tentando auto-indenizar de afeto via coisas, não se frustram.

Colarinho branco: no poder em geral, tem história de humilhação social; sofisticada

rede de poder.

Atos impulsivos: as pessoas entendem, mas não governam o ato.

Cleptomania, piromania e pedofilia: disfunção afetivo-sexual, na infância foi pouco

amado, pega um pedaço de outra como forma de afeto, está preenchendo os espaços

vazios, “Folie du Touché” = vontade de pegar.

16. Pedofilia:

Pedófilo: impotência sexual relativa, medo do fracasso sexual, de ser gozado, da

chacota, se relaciona com o ingênuo se sente mais seguro, sua imaturidade sexual se

iguala ao de sua vítima.

Perfil psicológico: pessoa comum mantém preservadas as demais áreas de sua

personalidade (ponto central de sua perversão), pode ser agressivo, ma a minoria usa de

violência silenciosa, covarde (sempre vai negar o abuso), procura exercer função de

substituto paternal, seu distúrbio é compulsivo, é dependente do abuso, tem consciência

do que pratica.

Dano causado a mente da criança: sua mente é invadida por concretização de fantasias

sexuais próprias da infância e que deveriam permanecer em seu imaginário.

17. Necrofilia:

Excitação por mau cheiro, violação de cadáver para uso sexual, se compraz com o

destruído.

Necrofágico: alimenta de carne de animais morto, como defuntos (os devora).

18. Estresse pós-trauma:

É o desenvolvimento de sintomas característicos após exposição a um extremo estressor

traumático, envolvendo a experiência pessoal direta de um evento real ou ameaçador

que envolve morte, sério ferimento ou outra ameaça à própria integridade física; ter

testemunhado um evento que envolve morte, ferimentos ou ameaça à integridade física

de outra pessoa; ou o conhecimento sobre morte violenta ou inesperada, ferimento sério

ou ameaça de morte ou ferimento experimentado por um membro da família ou outra

pessoa em estreita associação com o indivíduo.

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Sintomas: revivência persistente do evento traumático, esquiva persistente de estímulos

associados com o trauma, embotamento (estado caracterizado por dificuldade de

responder aos estímulos externos e por alheamento) e sintomas persistentes de excitação

aumentada.

“Topor psíquico” ou “anestesia emocional” = resposta diminuída ao mundo externo,

geralmente começa logo após o evento traumático.

19. Exibicionismo X Voyeurismo:

Exibicionismo: tendência recorrente ou persistente de expor seus órgãos genitais a

estranhos, ou a pessoas em locais públicos, sem desejar ou solicitar contato.

Voyeurismo: tendência recorrente ou persistente de observar pessoas em atividades

sexuais ou íntimas como tirar a roupa, sem que a pessoa perceba.

20. Sadomasoquismo:

Preferência por uma atividade sexual que implica dor, humilhação ou subserviência.

Masoquismo: o sujeito prefere ser o objeto de tal estímulo.

Sadismo: o sujeito prefere ser o executante.

21. Transtornos Psicóticos e Violência:

Sintoma característico: delírio (normalmente de cunho persecutório = perseguição).

Característica: acentuado traço de desconfiança, ressentimento, frigidez no

relacionamento inter-pessoal e outros.

Os pacientes têm a crença que o mundo e os acontecimentos têm como ponto de

referência, ou seja, ele é observado, ele é perseguido por complôs misteriosos, ele é

predestinado a executar um plano de salvação da humanidade etc.

Violência e transtorno mental grave: pessoas com esquizofrenia têm maior

probabilidade de serem violentas que a população em geral, mas é bastante pequena

essa proporção.

Transtornos psicóticos: a condição de psicopatológica por si só é um fator potencial na

precipitação de comportamentos disruptivos e atos violentos de forma geral.

22. Vítima:

Pessoa que sofre ou é lesada em seu corpo ou propriedade; sujeito passivo do ilícito

penal; pessoa contra quem que se comete qualquer crime ou contravenção.

Vitimologia: ciência que tem como objetivo principal o estudo da vítima de forma

global.

Análise possível: personalidade, comportamento na gênese do crime; seu eventual

consentimento para a consumação do delito, suas relações com o delinqüente

(vitimizador) e também possível reparação de danos sofridos.

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Oswaldo Henrique Duek Marques: somente após a Segunda Guerra Mundial os

criminólogos passaram a se interessar em estudos ligados à vítimas.

Classificação Benjamin Mendelsohn:

Vítima completamente inocente ou vítima ideal: vítima inconsciente é a que nada fez ou

nada provocou para desencadear a situação criminal. Ex.: incêndio;

Vítima de culpabilidade menor ou vítima por ignorância: impulso involuntário do

delito, sujeito por certo grau de culpa ou por meio de um ato pouco reflexivo causa sua

própria vitimização. Ex.: mulher que provoca aborto por meios impróprios pagando

com sua vida, sua ignorância;

Vitima tão culpável como o infrator ou vítima voluntária: aquelas que cometem suicídio

jogando com a sorte. Ex.: roleta russa, esposo que mata mulher doente e depois se

suicida;

Vítima mais culpável que o infrator: Provocadora: por sua própria conduta incita o

infrator, o que cria e favorece a explosão prévia ao crime; Imprudência: determina o

acidente por falta de cuidado. Ex.: deixa automóvel com as chaves no contato.

Vítima unicamente culpável ou falsa vítima: Infratora: legítima defesa, o acusado deve

ser absolvido; Simuladora: quem premedita e joga a culpa no acusado, é a vítima mais

culpada que o infrator. Ex.: caso Doca Street.

Efeitos de aplicação da pena ao infrator:

1º grupo: inocente, não há provocação, nem outra forma de participação no delito, é

puramente vitimal;

2º grupo: colaboram na ação nociva e existe uma culpabilidade recíproca, pela qual a

pena deve ser menor para o agente do delito (vítima provocadora);

3º grupo: cometem por si a ação nociva e não o culpado devendo ser excluído de toda

pena.

Deve-se tentar prevenir para que não haja novas vítimas, buscando métodos para

diminuir a gravidade e a magnitude das conseqüências.

Radicalização = suicídio/violência.

23. Adolescência e Transgressão:

Características:

Modificações corporais, definida identidade sexual, concentração da libido na área

genital;

Conflito de identidade;

Stand by – vivem “à margem” ou “de fora do pacto social”;

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Oposição eu x outro. “Eu faço e ouso aquilo que os adultos sonham....”;

A turma – o pacto alternativo com o grupo.

Não: estruturante – a negativa do discurso; compulsivo (destrutivo) – o discurso

cínico, “pega leve”, insolente, forma de agressão, causar raiva no interlocutor.

JUS: enfatiza o ato e não o sujeito, tido como problema social (causalidade jurídica).

PSI: enfatiza o sujeito (carência paterna/ausência de simbolização).

Políticas educacionais: vêem-no como vítima; tendência a banalizar ou supervalorizar a

sanção; discurso moralizante e pouca ou nenhuma referência à vítima.

Descontinuidade no tratamento e acompanhamento. Ideologia de segregação e punição.

Objetivos do tratamento: retificação subjetiva e social: inserção do indivíduo na

comunidade, com conseqüente construção e desenvolvimento de laços sociais.

24. Dano psíquico:

Doença psíquica nova, relacionada causalmente com um evento traumático (acidente,

doença, delito), que tenha resultado um prejuízo das aptidões psíquicas prévias e que

tenha caráter irreversível ou, ao menos durante longo tempo.

No direito penal: lesões graves que resultarem em prejuízo emocional provavelmente ou

certamente incurável ou, menos drasticamente, em doença que incapacita por mais de

trinta dias.

Enfoque forense: pretende estabelecer critérios mais ou menos objetivos (e rígidos) para

esse diagnóstico, já que implicaria indenizações, penas e punições.

Enfoque médico: mais preocupados com a qualidade de vida, com o sofrimento e com o

conforto emocional das pessoas.

Problema: pegar o fato e transformá-lo em uma proposta com objetivos de se

estabelecer quanto ou se vale alguma indenização..

Características para que um sofrimento emocional cheque a ser considerado Dano

Psíquico:

Distinção bem precisa entre o Dano Psíquico e o Transtorno Mental;

Detectar a quantidade do dano e que tipo de transtorno psíquico dele decorreu;

Nos casos de traumatismos físicos: precisar com clareza o tipo de lesão e/ou a área e

função comprometidas que acabaram levando a pessoa a apresentar Dano Psíquico.

Nos casos de lesão física que comprometeu estruturas cerebrais: devem ser bastante

explicitadas, bom como outras lesões que tenham conseqüência um Dano Psíquico

por quaisquer mecanismos emocionais e/ou neurológicos envolvidos.

Características do Dano Psíquico:

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Prejuízo emocional capaz de resultar em comprometimento das funções psíquicas,

de forma súbita e inesperada, surgida após um evento pós traumático;

Deve guardas uma causa-efeito incontestável.

Transtornos ou doenças mentais: origem em causas naturais e biológicas, não podendo

ser atribuídos exclusivamente, a alguma injúria emocional, embora possam ser

agravados por ela

25. Na área do processo do trabalho

Síndrome de Burnout:

Hudson Huber França: é uma síndrome caracterizada pelo esgotamento físico,

psíquico e emocional, em decorrência de trabalho estressante e excessivo. É um

quadro clínico resultante da má adaptação do homem ao seu trabalho;

Benevides-Pereira: vai além do estresse, sendo encarado como uma reação ao

estresse ocupacional crônico;

Burnout (burn = queima e out = exterior): pessoas se consomem física e

emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Refere-se a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para

profissionais que mantém relação constante e direta com outras pessoas,

principalmente quando esta atividade e considerada de ajuda. Ex.: médicos,

enfermeiros, professores, psicólogos, assistentes sociais, policiais e outros.

Maslach & Jackson: 3 fatores (sintomas básicos da síndrome)

Exaustão emocional (onde a pessoa não pode dar nada de si mesma);

Desumanização (despersonalização, sentimentos e atitudes muito negativas);

Reduzida realização pessoal no trabalho (afetando a eficiência e habilidade para

realização de tarefas e de adequar-se a organização.

Possibilidade de afastamento do trabalho ou aposentadoria (pessoa com Burnout):

Decreto nº 3.048/99: a parte que fala a esse respeito foi riscada do decreto.

1º: avaliação psicológica e laudo pericial (realizado por perito/psicólogo) anamnese

subjetiva; 2º Avaliação psicológica (exame das funções psíquicas), 3º comentários

psicológicos (dados da observação clínica da periciada) e 4º conclusão (tipo de

tratamento a ser utilizado).

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