Relatorio  - determinação ponto isoeletrico de proteinas do leite, Notas de aula de Biotecnologia
vanessayg
vanessayg14 de Junho de 2014

Relatorio - determinação ponto isoeletrico de proteinas do leite, Notas de aula de Biotecnologia

PDF (874.7 KB)
10 páginas
4Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
DETERMINAÇÃO DO PONTO ISOELÉTRICO DE PROTEÍNAS DO LEITE (Relatorio aula pratica processos bioquimicos) Objetivos: Determinar o ponto isoelétrico médio das proteínas de amostras biológicas disponíveis na aula (leite, clar...
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 10
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

Técnico em Biotecnologia - Processos Bioquímicos

Professora: Sharon Schlup

Relatório 6

DETERMINAÇÃO DO PONTO ISOELÉTRICO DE PROTEÍNAS DO LEITE

Eveline Vale Mayumi Oyama Vanessa Grafulin

Porto Alegre, 13 de maio de 2013

Objetivos

Determinar o ponto isoelétrico médio das proteínas de amostras

biológicas disponíveis na aula (leite, claro de ovo e solução de proteína isolada

de soja) e responder: qual a influencia do pH na solubilidade das proteínas.

A amostra utilizada pelo grupo foi o leite.

Introdução

Proteínas são compostos orgânicos com elevado peso molecular e

representam aproximadamente 50 a 80% do peso seco da célula, sendo assim

o composto orgânico mais abundante e importante das células. São formadas

por encadeamento de aminoácidos. Podem ser classificadas em três grupos:

proteínas simples, conjugadas ou fibrosas.

Proteínas simples são constituídas exclusivamente por aminoácidos e

são denominadas homoproteínas, fornecem somente uma mistura de

aminoácidos por hidrólise, como a albumina e a caseína.

Os aminoácidos, constituintes das proteínas, apresentam dois grupos

que podem aceitar hidrogênio ou perder o hidrogênio, caracterizando

processos de protonação e desprotonação, respectivamente. A molécula pode

estar carregada positivamente, negativamente ou ser eletricamente neutra,

onde as cargas se encontram equilibradas, o que chamamos de ponto

isoelétrico. A figura abaixo representa as formas: positiva (1), neutra ou

isoelétrica (2) e negativa (3).

(3)

No experimento que relataremos, utilizamos o leite para indicar o ponto

isoelétrico. A proteína principal do leite é a caseína, que possui um grupo

amino (carga positiva) e grupo carboxílico (carga negativa). O grupamento

negativo é mais predominante na caseína, tornando-a uma partícula negativa

(2). Em solução, quando as moléculas de determinada proteína estiverem

carregadas positivamente ou negativamente, a solubilidade dessa proteína

será maior, pois as moléculas se repelirão entre si, aumentando a interação

com o solvente (4). No ponto isoelétrico, as moléculas da proteína estarão

neutras e precipitarão pois não haverá mais essa alta interação com o solvente.

Materiais

 1 Estante para tubos de ensaio

 7 tubos de ensaio de vidro

 Água destilada

 8mL de Ácido acético 0,1 M

 7 mL de leite

 Indicador de pH ou potenciômetro

 3 pipeta de vidro de 5mL

 1 pipeta de vidro de 1mL

 1 micropipeta de 40-200 uL

 1 micropipeta de 200- 1.000 uL

Métodos

1. Dispor uma série de tubos de ensaio, conforme tabela:

2. Agitar todos os tubos vigorosamente.

3. Deixar decantar por cerca de 20 minutos.

4. Observar a turbidez e determinar o pH do tubo que apresentar maior

precipitação.

5. Indicar o ponto isoelétrico da amostra que precipitar.

Resultados

Fotografamos as etapas do experimento para demonstrar melhor os

resultados obtidos.

Primeiramente, os tubos estão com água destilada em diferentes

volumes:

Figura 1. Estante com tubos de ensaio com água destilada.

Foi adicionado ácido acético aos tubos, conforme a tabela dos métodos.

Iniciamos a adição, com auxílio de pipeta, da solução protéica (leite) nos tubos:

Figura 2. Adição de leite aos tubos através de pipeta.

Figura 3. Tubos logo após a adição do leite.

Ao acrescentarmos o leite a todos os 7 tubos, aguardamos 20 minutos para a

decantação da as amostras:

Figura 4. Tubos com precipitado.

Pudemos observar o inicio da precipitação nos tubos, sendo mais

ressaltado nos tubos 3, 4 e 5. Após os 20 minutos, o tubo 3 apresentou uma

precipitação mais evidente.

Através da fita medidora de pH, analisamos em que faixa de acidez o

tubo estava:

Precipitado

Figura 5. Tubo 3 em verificação de pH através da fita.

Figura 6. Fita indicadora de pH do tubo 3 sendo analisada. Observou um pH entre 3,5 e 4,

aproximadamente.

Na tentativa de comparar valores, medimos também o pH dos tubos 4 e 6:

Figura 7. Tubo 4 sendo analisado através

da fita indicadora de pH.

Figura 8. Fita indicadora de pH dos tubos 3

e 4 (pH 3,3 – 3,5 aproximadamente).

Com os valores aproximados de pH, temos a seguinte tabela:

Tubo 0 1 2 3 4 5 6

Água destilada (mL) 4,5 4,4 4,3 4,0 3,5 2,5 0,5

Ác. acético 0,1M (mL) 0 0,1 0,2 0,5 1,0 2,0 4,0

Leite (mL) 1 1 1 1 1 1 1

pH - - - Entre 3,5

– 3,8

Aprox.

3,5

- Aprox. 2,5

Ponto isoelétrico

Diferenciação na cor das fitas dos tubos 3, 4 e 6:

Figura 9. Fitas indicadoras de pH dos tubos 3, 4 e 6. A seta indica o pH do tubo 3, abaixo, do

tubo 4 e por último do tubo 6.

Discussões e conclusão

O tubo 3 com 4 mL de água destilada, 0,5 mL de ácido acético 0,1M e

com 1 mL de leite, apresentou uma precipitação mais evidente em relação aos

outros tubos, significando que no pH entre 3,5 – 3,8 aproximadamente, se

encontra o ponto isoelétrico. Outro grupo também utilizou leite como amostra e

obtiveram o tubo 3 como ponto isoelétrico da mesma maneira.

A solubilidade das proteínas, como foi explicado em aula, depende de

vários fatores. Dentre eles, o principal é a presença das cargas elétricas ao

longo da molécula. A existência de uma carga positiva ou negativa determina a

interação com o meio aquoso, além de estabelecer um estado de repulsão

entre as próprias moléculas de proteína, aumentando a interação com o

solvente e, conseqüentemente, favorecendo a solubilidade.

Com vimos, no ponto isoelétrico existe um equilíbrio entre o número de

cargas positivas e negativas (molécula neutra), o que gera uma situação em

que as forças de repulsão entre as moléculas de proteína e as forças de

interação com o solvente são mínimas, por isso a solubilidade é mínima neste

ponto. Assim, as proteínas vão formando aglomerados que, cada vez maiores,

tendem a precipitar (3).

Figura 10. Tubo com pH correspondente ao Ponto Isoelétrico.

Bibliografia

(1)

Carga elétrica das proteínas. Disponível em <http://bioquimica.ufcspa.edu.br/pg2/pgs/medicina/links/anamariamed/proteinas/ponto_isoeletri co_caseina.pdf> (2)

Componentes do leite. Disponível em: < http://www.enq.ufsc.br/disci/eqa5216/material_didatico/componentes_do_leite.htm> (3)

Determinação do ponto isoelétrico da caseína. Experimentos de bioquímica. Disponível em: < http://www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/praticas_proteinas/ponto_isoeletrico.htm> (4)

Ponto Isoelétrico da caseína. Disponível em http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=0CEQQFjAD&url =http%3A%2F%2Fwww.pucrs.br%2Ffabio%2Fbioquimica1%2Findex_arquivos%2FMatSup_bio quimica%2FPonto_isoel_case.doc&ei=0hOPUcrmF4bg8wSJ8ICwAQ&usg=AFQjCNEaYUhrout Jb2X6rP31hAScDqFT8w&bvm=bv.46340616,d.eWU&cad=rja

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome