Religião e Evolução - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Religião e Evolução - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas sobre o tema da religião e evolução, conceito de evolução biológica, genética, teoria darwinista.
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O conceito de evolução biológica consiste na derivação das espécies de organismos vivos, de outras já existentes através de um processo de mudança mais ou menos gradual e continua.

Nesta teoria, a vida comporta-se de forma muito semelhante em escala micro e macro, por que é a própria vida que se manifesta. Um elemento chave do que é a evolução biológica é a sua caracterização como dinâmica interna ou como percepção externa, assim, referindo-se à mudança global das coisas e não só a mudança de sua aparência.

Primeiramente, pura combinação de um conjunto de elementos gera sempre um subconjunto do mesmo, ou seja, nunca aparecerá na combinação nenhum elemento diferente dos iniciais, impossibilitado a evolução.

A genética encontra-se numa escala diferente da nossa e nas teorias sobre a evolução humana necessita-se a análise em longo prazo.

Segundo a teoria Darwinista os indivíduos apresentam variações aleatórias e a evolução está determinada pela seleção natural. Estas variações denominam-se também mutações aleatórias, para sublinhar o seu caráter não dirigido. Esta teoria impôs-se sobre a teoria propostas por Lamarck, segundo a qual, os caracteres adquiridos durante a vida dos indivíduos passavam a descendência, onde a frase “a função cria o órgão” considera-se válida, mas não geral.

Juntamente com as teorias acima, encontram-se as leis de Mendel, sobre a herança genética, cujos elementos fundamentais são a combinação dos genes e o seu caráter dominante ou recessivo.

Já o Neo Darwinismo é a teoria ou ocorrente cientifica que engloba as teorias da evolução que de alguma maneira mantêm a essência da teoria Darwinista. Baseia-se no desenvolvimento da ciência, como as leis de Mendel e a genética, e limita-se a constatar que as variações do seres vivos se produzem no seu estado germinal quando o verdadeiro problema é quando e por que se produzem as variações na informação genética e suas condições associadas para conseguir o desenvolvimento efetivo, incluindo depois de várias gerações.

Como se pode observar, o Neodarwinismo mantém-se porque se adapta a quase tudo seguindo o seu próprio principio de adaptação tautológica. Quando não se pode adaptar recorre aos paradoxos biológicos, ainda que se lhes chame casos isolados para evitar que se pareça com certas teorias físicas modernas.

Por tudo isso, pode-se considerar tanto a Teoria Neodarwinista com a moderna Teoria Sintética da Evolução, como atualizações naturais ou evoluções condicionadas da Teoria de Darwin pelos avanços científicas posteriores á mesma.

Na atualidade, temos uma grande referência no mundo cientifico: o cientista Richard Dawkins nos mostra de forma clara com base nas teorias evolucionistas, a incompatibilidade metódica e

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conceitual entre Fé e Ciência. Seu estudos geraram o livro “Deus, um delírio” e, uma de suas entrevistas ele comenta:

"As pessoas gostam de dizer que fé e ciência podem conviver, mas eu não concordo. São coisas totalmente opostas. A Ciência é uma disciplina de investigação e dúvida construtiva, usando lógica, evidência e racionalidade para tirar conclusões. A fé, ao contrário, exige uma suspensão da capacidade de crítica.

A Ciência trabalha criando hipóteses, idéias e modelos, e então tenta contestá-los. Assim, um cientista está sendo questionando, sendo cético. Já a Religião transforma crenças não testadas em verdades inabaláveis pelo poder das instituições e pela passagem do tempo. Deixem-me dar um exemplo: a história da Assunção de Maria. Os católicos acreditam que Maria, mãe de Jesus,foi tão importante que não morreu fisicamente. Em vez disso, seu porpo ascendeu ao céu. Claro, não há nenhuma evidência disso. Nem mesmo a Bíblia conta como Maria morreu. A crença de que seu corpo se elevou ao céu surgiu cerca de cinco séculos depois do tempo de Jesus.Uma história inventada e espalhada boca a boca, mas que estabeleceu-se como tradição.

Essa história foi repassada ao longo dos séculos. E o engraçado das tradições é que quanto mais tempo passa, mais as pessoas as levam a sério, como se a pura passagem do tempo transformasse algo que começou como uma inveção em algo que as pessoas aceitam como fato. Por volta de 1950, a tradição estava tão fortemente estabelecida que se tornou verdade oficial, impositiva. O vaticano decretou que os católicos romanos agora deveriam acreditar na Doutrina da Assunção da Virgem. Mas se você perguntasse ao papa Pio XII como ele sabia que isso era verdade, ele diria que vocẽ deve aceitar a palavra dele, porque isso foi revelado a ele por Deus. le se isolou e ficou pensando sobre isso, pensamentos privados, apenas na cabeça dele, e convenceu a si mesmo, em base teológica, que tinha que ser assim.

Nada disso é muito perigoso se limitado à ida de Maria ao céu. Mas o que dizer da convicção pessoal do papa quando se trata, por exemplo, de desencorajar o uso de camisinha na África afetada pela AIDS? Aí, o poder da igreja pela tradição, autoridade e revelação vem com um alto custo em vidas humanas. Seria injusto falar apenas dos católicos. Todas as religiões usam esses mesmos truques. Poderiam ser imãs muçulmanos decretando fatwas, o princípio é o mesmo. São coisas decretadas por uma autoridade, repassadas ao longo da hierarquia até a base, ao pais, às crianças. Tudo sem um mínimo traço de evidência.

Ao contrário da Ciência, que os vê como um desafio, a religião se baseia em mistérios não resolvidos. Para os primeiros humanos, o número de coisas misteriosas e sem explicação era tão vasto que apenas um ser superior igualmente vasto, um 'macho alfa' no céu, poderia preencher essa lacuna.

Como nossos ancestrais teriam reagido ao nascer do sol? Devia ser o condutor de uma carruagem de fogo, um deus-Sol que aceitaria nossos sacrifícios. Um ser supremo, que no primeiro dia da criação anunciou: "Faça-se a luz!"

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Mas a investigação científica desvendou aquele mistério. Hoje sabemos que o Sol é um gigantesco reator nuclear, apenas um entre bilhões de estrelas emitindo radiação eletromagnética; calor e luz.

Como os cientistas sabem todas essas coisas sobre o mundo e o universo? Como sabemos, por exemplo, que a Terra tem 4,5 bilhões de anos de idade, e que orbita o Sol que a nutre? Como sabemos que os dinossauros têm centenas de milhões de anos de idade? A resposta é: evidência. Muitas toneladas de evidências que apóiam umas às outras. A Ciência trata de testar, comparar e confirmar todas essas evidências, u usá-las para atualizar teorias sobre o funcionamento das coisas.

Eu me lembro de uma influência que tive na minha época de aluno universitário. Havia um velho professor no meu departamento que era apaixonado por uma determinada teoria havia anos. Certa vez, um pesquisador americano visitou a universidade, e ele derrubou completamente aquela hipótese do professor. Então ele deu um passo à frente, apertou a mão do pesquisador e disse: "Meu caro colega, quero lhe agradecer. Eu estive enganado por quinze anos!". E todos nós aplaudimos. Aquele era o ideal científico de alguém que investiu muito, quase uma vida, em uma teoria. E ele estava contente por mostrarem que ele estava errado, e que a verdade científica havia avançado. "

Em todo o caso, autores como Dom Antonio Affonso de Miranda, membro da Academia Taubateana de Letras, em seu livro “Gêneses- O Romance das Origens”, afirma, citando o Pontífice Pio XII, em sua encíclica Humani generis: “O Magistério da Igreja não proíbe que a doutrina do evolucionismo seja objeto de pesquisas e debates [...] desde que ela busque em matéria já existente e viva a origem do corpo humano, pois as almas são criadas imediatamente por Deus, conforme a fé católica nos leva a sustentar”.

Em outra ocasião, a revista eclesiástica francesa L’Ami du Clergé, falando sobre o “Gêneses”, esclarece: “Não é necessário, nem rigorosamente imposto pela fé que se recorra à interpretação estritamente literal do texto sagrado para explicar, por exemplo, a maneira como o corpo de Eva de originou do corpo de Adão”.

Assim, Dom Antonio, em seu livro citado a cima, junto de questões levantadas pela revista francesa, concluiu que se podem manter a teoria criacionista e as restantes posturas religiosas e, ao mesmo tempo, aceitar qualquer outra teoria da evolução, com uma interpretação metafórica de determinadas explicações de caráter religioso para a origem da vida.

Já Dawkins afirma incompatível o âmbito da ciência com o âmbito da fé, e assim por todo mundo encontram-se pessoas que acreditam numa tese e em outra.

A fé é indiscutível, acredita-se ou não. Já a ciência se alimenta da discussão, onde nenhuma Teoria é indestrutível, pois está passível de mudança com o passar do tempo e novas descobertas, como o próprio Dawkins deixa transparecer ao citar um professor da faculdade que viu anos de estudo serem derrubados em segundos por um jovem cientista. E nessa citação, o

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autor de “Deus, um delírio” já se adianta, para que, se um dia derrubarem sua teoria ele, como muitos, não seja criticado, nem condenado, mas compreendido em suas limitações e nesse âmbito de que na ciência tudo é mutável.

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