Representação da Linguagem - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
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Gaucho_827 de Março de 2013

Representação da Linguagem - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo da Representação da Linguagem, escrita como sistema de representação, concepções das crianças a respeito do Sistema de Escrita, concepções sobre a lingua subjacentes a pratica docent...
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A Representação da Linguagem e o Processo de Alfabetização

Emília fala que tradicionalmente a alfabetização inicial considera o método realizado e o estado de “maturidade” da criança, e caracterizam quem ensina e quem aprende,sem se levar em conta um terceiro elemento dessa relação que é natureza do objeto de conhecimento envolvendo esta aprendizagem , e como este objeto de conhecimento intervém neste processo.

A Escrita como Sistema de Representação

Emília fala que a escrita pode ser vista de duas formas diferentes, e que dependendo de qual se considera, as consequências pedagógicas mudam bastante.

A escrita pode ser considerada como uma representação da linguagem ou como um código de transição gráfica das unidades sonoras.

Ela menciona que a construção de um sistema de representação qualquer adequado a uma realidade é um problema diferente da construção desses sistemas alternativos de representação construídos a partir de uma representação original. Utilizaremos a expressão codificar para construção desses sistemas alternativos. Um exemplo de construção de códigos de transcrição alternativos baseados em uma representação já constituída é a transcrição das letras do alfabeto em código telegráfico, portanto, a diferença entre codificação e criação de uma representação, é que na codificação tanto os elementos como as relações já estão predeterminados, o que se faz é encontrar uma representação diferente para os mesmos elementos e as mesmas relações, já na criação de uma representação, nem os elementos e nem as relações estão predeterminados.

A escrita é um sistema de representação e não um processo de codificação. Mas uma vez construída, pode-se pensar que sistema de representação é aprendido pelos novos usuários como um sistema codificação, mas não é assim, pois para aprender, as crianças precisam compreender o processo de construção e suas regras de produção, ou seja, precisam passar um processo semelhante ao da construção de um sistema.

A diferença que estabelecemos entre sistema de codificação e sistema de representação é importante, pois interfere na nossa ação alfabetizadora,pois se acreditamos que escrita é um código de transcrição que converte as unidades sonoras em unidades gráficas, nos focaremos na discriminação perspectiva nas modalidades envolvidas (visual e auditiva), em nos questionar sobre a natureza das unidades utilizadas, já se, acreditamos que aprendizagem da língua escrita acontece pela compreensão do modo de construção de um sistema de representação ; nos focaremos na compreensão da natureza desse sistema de representação; portanto,depende da forma que concebemos a escrita,iremos acreditar numa forma diferente de ensinar , se escrita é concebida como um código de transcrição, acreditaremos que aprendizagem realizara pela aquisição de uma técnica, já se concebemos a escrita como um sistema de representação, sua aprendizagem se realizará pela apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, através de uma aprendizagem conceitual.

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As Concepções das crianças a Respeito do Sistema de Escrita

Ferreiro, nos diz que, uma forma eficaz de saber como as crianças compreendem a natureza da escrita, é analisar suas produções espontâneas, mas não levando em conta os saberes socialmente aceitos, mas as concepções que crianças criam para explicar um certo conjunto de fenômenos ou de objetos da realidade, que não coincide com socialmente aceito, se notarmos as crianças vão avançando na compreensão do sistema de escrita.

Num primeiro momento, as crianças farão duas distinções básicas que sustentarão suas construções subsequentes: que é diferença entre desenhar e escrever,e compreensão da escrita como objeto substituto , por outro. E dedicam um grande esforço na diferenciação entre as escritas e , é isso que caracteriza o período seguinte, e nesta fase que ela busca saber as propriedades que um texto deve ter para poder ser interpretável, ou seja, para que possa ser possível atribuir-lhe uma significação. Ela passa a pensar na quantidade mínima de letras e nas variações que elas devem ter para poder ser interpretada.

O passo seguinte, se caracteriza pela busca de diferenciação entre as escritas produzidas, precisamente para “dizer coisas diferentes”, quer dizer, ela busca formas diferentes de escrita para dizer coisas diferentes, elas exploram o numero de letras e variações de letras.

Nestes períodos, as crianças não preocupam com diferenças ou semelhanças entre os significantes sonoros. E é atenção a propriedade sonora que marca o ingresso no terceiro grande período desta evolução. A criança começa a descobrir que as partes da escrita (letras) podem corresponder a outras tantas partes da palavra escrita (silaba), ela passa perceber que numero de letras tem correspondência com a quantidade de partes que se reconhece na emissão oral. Se inicia período silábico, que evolui até a exigência de uma silaba por letra, sem omitir silabas e sem repetir letras. Esta hipótese é importante, pois cria um critério para regular as variações na quantidade de letras que se tem escrever, e centra a atenção da criança nas variações sonoras da palavras. No mesmo período, mas não necessariamente ao mesmo tempo as letras podem começar a adquirir valores sonoras relativamente estáveis, essa hipótese vai sendo progressivamente desestabilizada pelos conflitos entre escrita silábica adulta, pois sempre adulta terá mais letras do que essa hipótese permite antecipar, por exemplo, até que criança tenha coragem de si comprometer em um novo processo de construção. O período silábico- alfabético é o período de transição entre um esquema em via de ser abandonado e outro futuro em via de ser construído. Quando a criança descobre que a silaba não pode ser considerada como uma unidade, mas que ela é por sua vez, reanalisavel em elementos menores, ingressa no ultimo passo da compreensão do sistema socialmente estabelecido. Compreendera a partir daí, que não basta uma letra para cada silaba e que não a uma regularidade na quantidade de letras por silabas.

As Concepções sobre a Lingua Subjacentes a Pratica Docente

Nesta parte, a autora Emilia diz que muitas discussões sobre a pratica alfabetizadora, mais que tais discussões se centram nos métodos, e que não levam em conta, o que sabemos sobre as concepções das crianças sobre o sistema de escrita, portanto a necessidade de fazer uma discussão sobre novas bases; se acreditamos que crianças não são tabuas rasas onde se inscrevem as letras e as palavras segundo determinado método, se acreditamos que é fácil e

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difícil não podem ser definidos a partir da perspectiva de um adulto, mas da de quem aprende, acreditamos que qualquer informação deve ser assimilada para ser operante; então deveríamos também aceitar que os métodos não oferecem mais do que sugestões, quando não praticas rituais ou conjunto de proibições. O método não pode criar conhecimento.

A nossa compreensão dos problemas tal como as crianças os colocam, e da consequência de soluções que elas consideram aceitáveis é, sem duvida, essencial para poder ao menos imaginar um tipo de intervenção adequada á natureza do processo real de aprendizagem, mas reduzir esta intervenção ao que tradicionalmente denominamos “método utilizado” é limitar demais nossa indagação.

Conclusões

Ferreiro conclui, que as mudanças necessárias para alfabetização não passa por um novo método de ensino, nem novos testes de prontidão, mas sim, por mudanças no eixo central das discussões, temos que tirar essa imagem empobrecida da escrita, é preciso reintroduzir , quando consideramos a alfabetização, a escrita como sistema de representação

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