Resumo bad ragaz, Exercícios de Eletrônica Analógica e Comunicação. Universidade não é definido
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tatiane_ghisi_mendes18 de Dezembro de 2015

Resumo bad ragaz, Exercícios de Eletrônica Analógica e Comunicação. Universidade não é definido

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BAD RAGAZ

O Bad Ragaz foi criado em 1967 por dois fisioterapeutas, Davis e Laggart, que modificaram e uniram duas técnicas que já existiam :

• a facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP)

• e os exercícios criados por Knupfer na Alemanha (kabat tto feito com movimentos em diagonais

Começou a ser utilizado em 1930 nos spas da cidade de Bad Ragaz na Suíça em pacientes com paralisias e limitações articulares.

No tratamento com o Bad Ragaz:

• o paciente é posicionado na água em decúbito dorsal,

• com auxílio de flutuadores ou “anéis” no pescoço, pelve e tornozelos, por esse fato que a técnica também é mencionada como “método dos anéis”.

• Em 1967, Bridgt Davis incorporou o método de facilitação neuromuscular proprioceptiva ao “método dos anéis”.

• um terapeuta para cada paciente

Para a realização do Bad Ragaz é necessário:

• um terapeuta para cada paciente, já que o terapeuta auxilia na realização de cada movimento. Para a estabilidade e tração durante os exercícios

• o terapeuta deve estar numa profundidade em que a água esteja no nível de T8-T10,

• devendo permanecer com os pés separados (distância dos ombros), com os quadris e joelhos levemente flexionados,

• com sapatos de borracha

• e pesos no tornozelo quando achar necessário.

• A estabilização pode ser feita por contatos proximais e distais, cranial (pelve, axila, cotovelo) e caudal (pelve, joelho, tornozelo).

• as sessões são aumentadas para no máximo 30 minutos.

A maioria das técnicas usadas no tratamento com Bad Ragaz foram incorporadas do método FNP, porém sofreram pequenas modificações para adequá-las ao ambiente aquático. O corpo do paciente imerso na água, não é mais estabilizado pela ação da gravidade, movendo-se livremente quando não é estabilizado pelo terapeuta.

Na facilitação neuromuscular proprioceptiva:

• o paciente fica estável, deitado sobre um plinto,

• a principal resistência é dada pelo terapeuta e o movimento realizado pelo paciente atinge sua Amplitude de Movimento (ADM) máxima.

Já no Bad Ragaz :

• a estabilidade do corpo é feita pelo terapeuta e pelos flutuadores,

• a principal resistência é oferecida pela água

• e ocorrem movimentos de eixo e extremidades.

Tanto o Bad Ragaz quanto o FNP:

• seguem padrões específicos de movimento,

• para aumentar a força e a ADM, com atividades para os braços, pernas e tronco, podendo ser realizadas em padrões unilaterais e bilaterais. Alguns dos padrões bilaterais são simétricos, onde ambos os lados do corpo movem-se na mesma direção e alguns padrões são assimétricos no qual cada lado do corpo move-se para uma direção.

O Bad Ragaz é composto de técnicas de movimentos com padrões em planos anatômicos e diagonais, com resistência e estabilização fornecido pelo terapeuta. O posicionamento do paciente em decúbito dorsal é mantido através de flutuadores nos seguimentos anatômicos. Os exercícios podem ser feitos de forma passiva ou ativamente em pacientes ortopédicos, reumáticos ou neurológicos.

• O paciente flutua na água tanto em prono quanto em supino com flutuadores no pescoço, quadris e nas extremidades.

• O terapeuta posiciona suas mãos em lugares específicos no corpo do paciente enquanto passa as instruções para o paciente mover-se na direção indicada.

O terapeuta serve como um ponto fixo enquanto o paciente se movimenta, gerando resistência através da turbulência da água.

As principais técnicas do FNP que foram adaptadas ao Bad Ragaz foram:

• As que o movimento é facilitado pelo apoio manual do terapeuta, que estimula a pele, os músculos e os proprioceptores;

• As que o paciente controla a resistência máxima durante os exercícios isotônicos e isométricos pode ser concêntrico( quando a origem e inserção se aproximam) ou excêntrico ( origem e inserção se distanciam) ;

• O estiramento muscular é facilitado pela execução de movimentos alternados;

• As que o terapeuta dá o comando de forma precisa e curta;

• A musculatura contralateral mais fraca é estimulada pela facilitação de músculos fortes;

A dificuldade dos exercícios ocorrem de uma forma natural, pelo aumento das resistências manuais proximais para distais;

• A participação do terapeuta permite que ele avalie o paciente e altere a resistência do exercício a qualquer momento;

• Os movimentos que trabalham músculos e articulações são naturais e funcionais para o paciente.

Objetivos do tratamento

Por ser muito versátil, o Bad Ragaz apresenta uma aplicação ampla e infinitas possibilidades de variação de exercícios, é indicado para pacientes reumatológicos, ortopédico e neurológico, buscando em primeiro lugar uma boa função corporal, e a atividade funcional.

Os principais objetivos do Bad Ragaz incluem:

a redução do tônus;

• relaxamento;

• aumento da amplitude de movimento;

• reeducação muscular;

• fortalecimento muscular;

• tração ou alongamento espinhal;

• melhoria do alinhamento e estabilidade do tronco;

• preparação das extremidades inferiores para sustentação do peso;

• restauração dos padrões normais de movimento das extremidades inferiores e superiores;

• melhoria da resistência geral e tratamento da capacidade funcional do corpo como um todo.

Progressão do exercício

Conforme a evolução que o paciente apresenta durante o tratamento, o nível de dificuldade dos exercícios aumenta. A resistência do exercício é exercida pelo corpo do paciente movido através da água. O arrasto turbulento produzido a partir do movimento é diretamente proporcional à velocidade de movimento do paciente, então quanto mais rápido o paciente se move mais resistência ele encontra. Ex se o paciente caminha ou corre na água.

O Bad Ragaz permite que o paciente determine o tipo da resistência encontrada pela velocidade do movimento. O terapeuta pode aumentar a dificuldade do exercício pegando em um ponto de estabilização mais distal, fazendo com que o paciente tenha que controlar segmentos maiores do seu corpo durante o movimento, tornado a atividade mais difícil.

Para a progressão do exercício são usados métodos como o aumento da ADM, mudança de resistência manual de proximal para distal, modificação do braço de alavanca, mudança de direção do movimento, alternância rápida de movimentos recíprocos, uso de flutuadores de resistência, diminuição da quantidade de flutuadores de sustentação.

O tônus musc. vai melhorar pelo relaxamento que a água proporciona.

Técnica

Há três modos pelo qual o terapeuta atua durante o tratamento pelo Bad Ragaz, isso porque se torna necessário o terapeuta fornecer estabilidade e ser flexível com a aplicação.

• O primeiro é isocineticamente onde o terapeuta fornece

fixação e o paciente determina a resistência encontrada ajustando a velocidade de movimento através da água.

• O segundo modo é isotonicamente, no qual o terapeuta atua como ponto de fixação móvel, isso leva a um aumento na resistência ao movimento. O terapeuta também pode empurra na direção contraria ao movimento

executado pelo paciente.

O terceiro é isométricamente, no qual o paciente mantém uma posição fixa enquanto está sendo empurrado através da água pelo terapeuta, isso promove contrações estabilizadoras.

Diretrizes de tratamento

As sessões iniciais de 5 a 15 minutos são recomendadas porque os exercícios exigem contrações e esforços máximos dos pacientes e são cansativas para o terapeuta. À medida que o paciente progride, as sessões são aumentadas para no máximo 30 minutos.

As técnicas de relaxamento passivo, para diminuir a hipertonia, do paciente podem ser feitas antes dos exercícios ativo do paciente e sempre quando o exercício aumentar o tônus do paciente do paciente durante a sessão. As atividades que aumentam a espasticidade devem ser evitadas durante o tratamento de pacientes neurologicamente comprometidos.

Os pacientes que possuem déficits de movimentos voluntários podem apresentar dificuldades em relaxar grupos musculares após a contração, o que atrapalha a contração dos músculos antagonistas durante a realização de um movimento. Essa rígida coativação muscular ao redor da articulação impede o movimento em qualquer direção. No Bad Ragaz, a movimentação passiva do paciente em direções em que ocorrem essas contrações prolongadas permite a contração voluntária dos músculos antagonistas.

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Pacientes hipertônicos não se deve usar movimentos rápidos com pq ele vai se contrair ainda mais. Já movimentos rápidos podem ser usados em pct hipotônicos para

fortalecer a musculatura.

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Indicações

Entre as principais indicações para o Bad Ragaz estão:

• Pacientes ortopédicos, incluindo condicionamento pré e pós cirúrgico de tronco e extremidades;

• Pacientes reumatológicos, principalmente em casos de artrite reumatóide, osteoartrite, fibromialgia

e miosite;

• Pacientes neurológicos incluindo AVE, traumatismo craniano. Parkinson, paraplegia e tetraplegia,

tomando cuidado especial quanto à resistência ao movimento com pacientes hipertônicos.

• Síndromes dolorosas de extremidades e tronco;

• Distrofia simpática reflexa;

• Pacientes que sofreram mastectomia ou cirurgia cardíaca, visando fortalecimento e alongamento

bilateral do tronco;

• Pós-parto;

• Condicionamento físico geral;

• Pacientes com sintomas de atraso no desenvolvimento, por se beneficiarem do bombardeio de

estímulos ao sistema nervoso provocado pela imersão.

O Bad Ragaz é usado para reeducação muscular, fortalecimento, tração e alongamento espinhal, relaxamento e inibição do tônus na água.

As propriedades que a água tem de flutuação, Turbulência, pressão hidrostática, tensão superficial e capacidade térmica são usadas para facilitar a reabilitação em um programa de relaxamento, estabilização e exercícios resistidos progressivos.

Contra-indicações

Os pacientes devem ser submetidos a uma triagem médica e de atividades de reabilitação aquática antes de começarem o tratamento na água.

Entre as contra-indicações e precauções estão:

• Deve-se ter precaução para evitar a fadiga excessiva porque os pacientes recebem uma grande carga de estimulação vestibular quando são puxados, empurrados ou virados na água;

• Se o paciente tiver suspeita de ter problemas vestibulares o terapeuta deve movê-lo lentamente e vigiar o aparecimento de nistagmo. Os pacientes com má tolerância a estimulação devem ser contra-indicados no tratamento;

• Cuidado com pacientes com comprometimento articular agudo de coluna e extremidades, porque neste método os movimentos vão até quando o limite articular é atingido.

Principais padrões aplicados de Membros superiores

Tronco – Paciente em supino com braços relaxados ao lado do tronco. Terapeuta com estabilização na pelve. Movimento de alongamento lateral de tronco.

Tronco – Isométrico – Paciente em supino realizando uma contração concêntrica. Terapeuta com estabilização na pelve fazendo uma flexão lateral do tronco do paciente. A progressão do exercício pode ser feita com o paciente mudando a posição das mãos ao longo do tronco para 90° de abdução de ombro

Tronco – Flexão pura – Paciente em supino. Terapeuta com estabilização na pelve. Paciente posiciona as mãos sobre as coxas ou no ombro do paciente. A progressão pode ser feita com o paciente sem colocar as mãos nas coxas ou no terapeuta, mantendo a posição.

Tronco – Extensão pura – Paciente em supino. Terapeuta com estabilização na pelve. Paciente realiza a extensão da coluna, mantendo a posição enquanto terapeuta o move na água. A progressão pode ser feita com mudanças rápidas de direção.

Rotação com flexão – Paciente em supino. Terapeuta gira a pelve do paciente para o sentido do movimento. A progressão pode ser feita com mudanças rápidas no movimento e aumento da velocidade

Rotação com extensão – Paciente em supino. Terapeuta gira a pelve do paciente para o lado oposto do movimento

Unilateral 1 – Paciente em supino. Terapeuta com contato na região dorsal da mão do paciente. Paciente realiza uma abdução e rotação externa de ombro, supinação e extensão de dedos.

Unilateral 2 – Paciente em supino. Terapeuta com contato na região da palma da mão do paciente. Paciente realiza uma adução e rotação interna de ombro, pronação e flexão dos dedos.

Polichinelo – Paciente em supino. Paciente realiza uma abdução e rotação externa de ombros acompanhados com o mesmo movimento do quadril.

Padrão de membros inferiores 1

Perna em movimento; adução e extensão de quadril com extensão de joelho movendo-se para abdução e extensão de quadril com extensão de joelho movendo-se para abdução e extensão de quadril e joelho em uma posição neutra; pega de quadril e joelho em uma posição neutra.

O terapeuta na posição de andar-parado, perpendicular ao membro inferior que ficou mobilizado, com uma das mãos na superfície medial do membro inferior de pega, no terço médio da coxa, e a outra na superfície dorsolateral do pé que faz o movimento; paciente em supino.

Dar-se-á o comando verbal para o paciente “empurre sua perna para fora e relaxe”.

Padrão de MMII 2

Abdução e extensão de quadril com extensão de joelho movendo-se para adução e extensão de quadril com extensão de joelho.

O terapeuta com a posição de andar parado, perpendicular ao membro inferior da pega; paciente em supino.

Uma das mãos na superfície medial do membro inferior da pega , no terço medial da coxa, e a outra na superfície dorsolateral do pé que fez o movimento.

Dar-se-á o comando verbal para o paciente “empurre sua perna para dentro e relaxe”.

Padrão de MMII 3

Extensão de joelho/quadril movendo-se para flexão de joelho/quadril. O terapeuta na posição de andar- parado ao pé do paciente (em supino).

Uma das mãos na superfície dorsal do pé, dando o estímulo sensitivo necessário, e a outra apoiando abaixo da superfície plantar do pé com flexão plantar.

Dar-se-á o comando verbal para o paciente “dobre o joelho e relaxe”.

Padrão de MMII 4

Extensão de joelho/quadril movendo-se para flexão de joelho/quadril e rotação externa.

O terapeuta na posição de andar-parado ao pé do paciente (em supino).

Uma das mãos na superfície dorsal do pé, dando o estímulo sensitivo necessário e outra apoiando abaixo da superfície plantar do pé de apoio em flexão plantar.

Dar-se-á o comando verbal para o paciente: “dobre o joelho em direção a sua orelha e relaxe”.

Padrão de MMII 5

Extensão de joelho/quadril movendo-se para flexão de joelho/quadril e rotação interna.

O terapeuta na posição andar-parado ao pé do paciente (em supino). Uma das mãos na superfície dorsal do pé que fez o movimento, dando o estímulo sensitivo necessário, e a outra apoiando na superfície plantar do pé de apoio em flexão plantar.

Dar-se-á o comando verbal para o paciente: “dobre o joelho em direção ao seu nariz e relaxe”.

Padrão de Tronco

Estabilização de tronco em alinhamento neutro. O terapeuta ficou posicionado entre as pernas abduzidas do paciente (em supino), quando a pega for pélvica, ou em frente à cabeça do paciente, quando a pega do terapeuta foi axilar.

Deu-se o comando verbal: “mantenha o corpo reto”, enquanto o terapeuta desalinhava o tronco do paciente, seja pegado na pelve ou na axila.

Padrões de Membros Superiores (MMSS)

Adução, rotação interna de ombros, flexão de punhos/dedos movendo-se para abdução, rotação externa de ombros, extensão de punho/dedos.

O terapeuta fica na posição andar-parado, atrás da cabeça do paciente (em supino) à distância correspondente ao comprimento de um braço. A pega do terapeuta será na superfície extensora da mão do paciente, dando estímulo sensitivo apropriado. O paciente move-se, afastando-se do terapeuta.

O comando verbal é: estique os seus dedos e punhos, e leve seus braços até as orelhas.

Relaxamento (5 minutos finais)

Paciente em flutuação, orientado a respirar corretamente enquanto relaxa a musculatura.

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