Resumo unidade 2, Exercícios de Cálculo para Engenheiros. Universidade de Brasília (UnB)
danielaaguiar
danielaaguiar1 de Maio de 2016

Resumo unidade 2, Exercícios de Cálculo para Engenheiros. Universidade de Brasília (UnB)

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Organização INDUSTRIAL
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ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL

RESUMO – PROVA

UNIDADE II

2.1 Fordismo • Modelo de produção em massa. • Sistema empurrado de produção. • Criado pelo empresário norte-americano Henry

Ford em 1914. • O foco era indústria de automóveis, projetando

um sistema baseado numa linha de montagem. • Usa princípios de padronização e simplificação • O objetivo principal deste sistema era reduzir

ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores.

• Forma do sistema de produção sistema de produção: uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção.

• Não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.

2.2 Toyotismo • É um sistema de organização voltado para a

produção de mercadorias. • Criado no Japão, após a Segunda Guerra

Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, o sistema foi aplicado na fábrica da Toyota (origem do nome do sistema).

• Principais características: ◦ Mão-de-obra multifuncional e bem

qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa.

◦ Sistema flexível de mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo o excedente. A produção deve ser ajustada a demanda do mercado.

◦ Uso de controle visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o processo produtivo.

◦ Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção. Além da alta qualidade dos produtos, busca-se evitar ao máximo o desperdício de matérias-primas e tempo.

◦ Aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.

◦ Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes.

2.3) Produção Enxuta

• A filosofia da produção enxuta (Lean Production) é obter um melhor resultado nos processos de produção e serviços dentro ou fora de uma organização utilizando todos os recursos tecnológicos e humanos.

• A produção enxuta elimina todas as possíveis fontes de perdas do processo produtivo, do começo ao fim, com menos esforço humano, tecnológico, tempo e espaço, mas ao mesmo tempo, oferece aos clientes um produto de alta qualidade.

• O Toyotismo é também chamado de Produção Enxuta (Lean Production).

• A base de sustentação do Sistema Toyota de Produção é a absoluta eliminação do desperdício e os dois pilares necessários à sustentação é o Just-in-time e a Autonomação.

• Foram desenvolvidas diversas técnicas simples mas extremamente eficientes para proporcionar os resultados esperados, como o Kanban e o Poka-Yoke. ◦ Kaban significa um cartão de sinalização

que controla os fluxos de produção ou transportes em uma indústria. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados.

◦ Poka-Yoke é um dispositivo a prova de erros destinado a evitar a ocorrência de defeitos em processos de fabricação e/ou na utilização de produtos. A inspeção é o objetivo, enquanto o Poka-Yoke é simplesmente o método. Quanto às funções de regulagem do Poka-yoke há duas maneiras onde ele pode ser usado para corrigir erros: ▪ Método de Controle: Quando o Poka-

yoke é ativado, a máquina ou linha de processamento pára, de forma que o problema possa ser corrigido.

▪ Método de advertência: Quando o Poka-yoke é ativado um alarme soa ou uma luz sinaliza, visando alertar o trabalhador.

• Os 7 desperdícios que o sistema visa a eliminar: ◦ Superprodução, a maior fonte de

desperdício. ◦ Tempo de espera, refere-se a materiais que

aguardam em filas para serem processados.

◦ Transporte, nunca geram valor agregado

no produto. ◦ Processamento, algumas operações de um

processo poderiam nem existir. ◦ Estoque, sua redução ocorrerá através de

sua causa raiz. ◦ Movimentação ◦ Defeitos, produzir produtos defeituosos

significa desperdiçar materiais, mão-de- obra, movimentação de materiais defeituosos e outros.

2.4) Novas formas de organização industrial 2.4.1) Arranjos Produtivos Locais

• Arranjos Produtivos Locais (APL) são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

• Um APL deve ter as seguintes características:

◦ Ter um número significativo de empreendimentos no território e de indivíduos que atuam em torno de uma atividade produtiva predominante;

◦ Compartilhar formas percebidas de cooperação e algum mecanismo de governança. Pode incluir pequenas, médias e grandes empresas.

2.4.2) Clusters • É uma concentração de empresas que se

comunicam por possuírem características semelhantes e coabitarem no mesmo local. Elas colaboram entre si e, assim, se tornam mais eficientes.

• Motivação:

◦ Necessidade de entrada em novos mercados,

◦ Acesso a canais de distribuição estabelecidos,

◦ Difusão e transferência de tecnologia,

◦ Complementaridade tecnológica,

◦ Partilha de riscos,

◦ Redução de custos de produção e desenvolvimento,

◦ Aceleração de introdução de novos produto,

◦ Ultrapassagem de barreiras legais,

◦ Envolvimento de diferentes experiências e estilos.

Arranjos Produtivos Locais (APL) X Clusters

Apesar da semelhança na conceituação de APL e

cluster, existe uma diferenciação entre esses dois

modelos de rede, a qual pode ser encontrada na própria

finalidade de um APL que é a de produção, ao passo

que um cluster pode estar voltado para outro tipo de

negócio, como o comércio ou prestação de serviços.

2.4.3) Cadeia Produtiva • As cadeias produtivas resultam da crescente

divisão do trabalho e maior interdependência

entre os agentes econômicos. Por um lado, as

cadeias são criadas pelo processo de

desintegração vertical e especialização técnica

e social. Por outro lado, as pressões

competitivas por maior integração e

coordenação entre as atividades, ao longo das

cadeias, amplia a articulação entre os agentes.

• Cadeia produtiva é um conjunto de etapas

consecutivas pelas quais passam e vão sendo

transformados e transferidos os diversos

insumos. Esta definição abrangente permite

incorporar diversas formas de cadeias

2.4.4) Complexo Industrial • O entrelaçamento de cadeias é comum. Muitas

cadeias se repartem e outras se juntam. Mas

não há porque presumir que a teia de cadeias

produtivas se espalhe, de maneira uniforme,

sobre a estrutura econômica. Ao contrário, as

cadeias de uma economia nacional podem ser

agregadas em conjuntos, ou blocos, de forma

que o valor médio das compras e vendas entre

os setores constituintes de um bloco seja maior

do que o valor médio das compras e vendas

destes mesmos setores com os setores de

outros blocos. Os blocos assim formados são

denominados complexos industriais

2.4.5) Milieu inovativo • O foco é no ambiente social que favorece a

inovação e não em atividades produtivas.

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