RIZÓBIO PARA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DE ALFACE
nandomiranda
nandomiranda18 de Agosto de 2015

RIZÓBIO PARA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DE ALFACE

PDF (644.8 KB)
36 páginas
356Número de visitas
Descrição
RIZÓBIO PARA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DE ALFACE
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 36
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS

ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL

RIZÓBIO E NITROGÊNIO NA PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO EM

ALFACE

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL

Luiz Fernando Dos Santos Miranda

Rondonópolis-MT

Dezembro, 2014.

RIZÓBIO E NITROGÊNIO NA PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO EM

ALFACE

Por

Luiz Fernando Dos Santos Miranda

Monografia apresentada como parte dos requisitos para a obtenção do Título

de Bacharel em Engenharia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal de

Mato Grosso.

Orientador: Prof.Dr. Salomão Lima Guimarães

Rondonópolis

Mato Grosso – Brasil

2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS

ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL

A Comissão Examinadora abaixo assinada aprova o trabalho de curso.

RIZÓBIO E NITROGÊNIO NA PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO EM ALFACE

Por: Luiz Fernando Dos Santos Miranda

Como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Agrícola e Ambiental.

Comissão Examinadora

_______________________________________________

Prof. Dr. Salomão Lima Guimarães (Orientador)

_______________________________________________

Prof.ª Dr.ª Edna Maria Bonfim da Silva (UFMT)

_______________________________________________

Prof.ª Dr.ª Maria Aparecida Peres de Oliveira (UFMT)

Rondonópolis, 19 de dezembro de 2014.

DEDICATÓRIA

Dedico a toda minha família principalmente à minha mãe Eunice Ferreira

Santos e ao meu pai Luiz Antônio S. Miranda.

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus.

A todos os meus amigos e colegas de curso que contribuíram diretamente ou

indiretamente para minha vida acadêmica.

A todos os meus professores, principalmente ao meu orientador Salomão

Lima Guimarães pela paciência e dedicação.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO........................................................................................................10

2 REFERENCIAL TEÓRICO......................................................................................12

2.1 A cultura da alface................................................................................................12

2.2 Nitrogênio.............................................................................................................14

2.3 Bactérias promotoras de crescimento de planta..................................................15

2.3.1 Rizóbio...............................................................................................................17

3 METODOLOGIA......................................................................................................18

3.1 Condução do experimento...................................................................................18

3.2 Capacidade de campo..........................................................................................19

3.3 Calagem...............................................................................................................19

3.4 Cultivar, delineamento experimental e tratamentos utilizados.............................20

3.4.1 Adubação e inoculação.....................................................................................21

3.5 Variáveis analisadas.............................................................................................22

3.6 Análise estatística.................................................................................................22

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES...........................................................................23

4.1 Numero de folhas.................................................................................................23

4.2 Massa fresca da parte aérea................................................................................24

4.3 Massa Seca da parte aérea.................................................................................25

4.4 Diâmetro da cabeça.............................................................................................27

4.5 Altura de planta....................................................................................................29

4.6 Leitura SPAD........................................................................................................30

5 CONCLUSÕES.......................................................................................................31

6 REFERÊNCIAS.......................................................................................................32

Universidade Federal de Mato Grosso

Campus Universitário de Rondonópolis

Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas

Engenharia Agrícola e Ambiental

RIZÓBIO E NITROGÊNIO NA PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO EM ALFACE

RESUMO - A alface (Lactuca sativa L.) é uma cultura plantada e consumida em todo o território brasileiro, destacando-se como a hortaliça de maior valor comercial no Brasil, sendo a sexta em importância econômica e a oitava em termos de produção. O nitrogênio é o nutriente que mais interfere em seu crescimento vegetativo, contudo existem bactérias capazes de influenciar no crescimento de plantas que correspondem a um grupo de micro-organismos associativos benéficos. Assim sendo este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da inoculação de rizóbio e doses de nitrogênio na promoção do crescimento em plantas de alface. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Rondonópolis, em delineamento inteiramente casualizado. Utilizou-se cinco doses de nitrogênio (0, 50, 100, 200 e 250 mg dm-3) com e sem a presença de rizóbioe três repetições, totalizando 30 unidades experimentais. Foram avaliados leitura SPAD, número de folhas, diâmetro da cabeça, altura, massa fresca e seca da parte aérea. Os resultados observados mostraram que para aplicação com N, a máxima produção no número de folhas foi alcançada na dose de 132,24 mg dm-3, contudo quando inoculou o rizóbio, a dose aumentou para 148,20 mg dm-3. Para massa seca da parte aérea, a máxima produção foi alcançada com 138 mg N dm-3, e de 250 mg N dm-3 quando inoculada com rizóbio na dose. No diâmetro da cabeça, observou-se máximo crescimento com a aplicação de N na dose 140,50 mg dm-3, e de 162,32 mg dm-3 quando inoculado com rizóbio. Na altura de planta observou-se 151,05 mg N dm-3, como a melhor dose na presença de inoculação de rizóbio, porém com maiores valores em altura de planta na dose de 50 mg dm-3 de N sem inoculante. Não se observou efeito da inoculação do rizóbio e as doses de nitrogênio para massa fresca da parte aérea e leitura SPAD. Nas condições testadas, o desenvolvimento da alface foi mais favorecido pela adubação nitrogenada do que pela inoculação de bactérias promotoras do crescimento de plantas.

Palavras chaves:Lactuca sativa L., Bradyrhizobium, bactéria promotora de crescimento de planta.

Universidade Federal de Mato Grosso

Campus Universitário de Rondonópolis

Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas

Agricultural and Environmental Engineering

RHIZOBIUM AND NITROGEN IN GROWTH PROMOTION IN LETTUCE

ABSTRACT - Lettuce (Lactuca sativa L.) is a crop planted and consumed throughout the Brazilian territory, standing out as the vegetable of highest commercial value in Brazil, being the sixth in economic importance and the eighth in terms of production. Nitrogen is the nutrient that most interfering in their vegetative growth, but there are bacteria capable of influencing plant growth, which correspond to a group association of beneficial micro-organisms. Therefore this study aimed to evaluate the effect of the Rhizobium inoculation and nitrogen levels in promoting growth in lettuce. The experiment was conducted in a greenhouse at the Federal University of Mato Grosso, Campus Rondonopolis, in a completely randomized design. We used five nitrogen rates (0, 50, 100, 200 and 250 mg dm-3) with and without the presence of rhizobia and three repetitions, totaling 30 experimental units. We evaluated SPAD reading, number of leaves, head diameter, height, fresh weight and shoot dry. The observed results showed that application N in the maximum output number of sheets was achieved at a dose of 132.24 mg dm-3 was inoculated Rhizobium, however when the dose was 148.20 mg dm-3. To shoot dry mass, maximum production was achieved with 138 mg N dm-3, and when inoculated with rhizobia at a dose of 250 mg N dm-3. In the diameter of the head, there was maximum growth with the application of N at the dose 140.50 mg dm-3, and 162.32 mg dm-3 when inoculated with Rhizobium. Plant height was observed N 151.05 mg dm-3 as the best dose in the presence of Rhizobium inoculation, although higher amounts in plant height at a dose of 50 mg dm-3 of N without inoculation. There was no effect of Rhizobium inoculation and nitrogen levels for fresh weight of shoot and SPAD reading. In these experimental conditions, the development of lettuce was favored by nitrogen fertilization by inoculating the bacteria to promote plant growth.

Keywords:Lactuca sativa L., Bradyrhizobium, promoting plant growth of bacteria.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Tabela 1. Análise química do solo coletado na camada de 0-20 cm em área de

cerrado nativo.............................................................................................................16

Figura 1. Determinação da capacidade de campo.....................................................17

Figura 2. Bandeja com mudas....................................................................................20

Figura 3. Vista do experimento aos dez dias do transplantio.....................................21

Figura 4. Vista geral do experimento aos 30 dias do transplantio (A: Dose 0, B: 50,

C: 100, D: 200, E: 250 mg/dm de N) .........................................................................22

Figura 5. Número de folhas em função da inoculação com rizóbio e aplicação de

doses de nitrogênio....................................................................................................23

Figura 6. Massa fresca em plantas de alface em função da inoculação com rizóbio e

aplicação de doses de nitrogênio...............................................................................25

Figura 7. Massa seca em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses de

nitrogênio....................................................................................................................26

Figura 8. Diâmetro da cabeça em função da inoculação com rizóbio e aplicação de

doses de nitrogênio....................................................................................................28

Figura 9. Altura de planta em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses

de nitrogênio...............................................................................................................29

10

1 INTRODUÇÃO

A alface (Lactuca sativa L.) é uma cultura plantada e consumida em todo o

território brasileiro. As mais conhecidas são as crespas e as lisas, das quais foram

melhoradas para o cultivo de verão ou adaptadas para regiões tropicais não

obstante as diferenças climáticas e os hábitos de consumo (COSTA & SALA, 2005).

A cultura da alface se destaca como a hortaliça de maior valor comercial no

Brasil, sendo a sexta em importância econômica e a oitava em termos de produção

(OLIVEIRA et al., 2005).

Devido possuir sistema radicular muito superficial a alface tem dificuldade em

explorar grande extensão do solo em busca de nutrientes (COSTA & SALA, 2005).

O fornecimento de doses adequadas de nitrogênio (N) favorece o crescimento

vegetativo, aumentando a área fotossintética elevando o potencial produtivo da

cultura (FILGUEIRA, 2003),

Segundo Mascarenhas, (2008) o excesso de N pode causar a queima das

folhas em plantas novas, susceptibilidade a doenças, fragilizar os tecidos, dificultar a

absorção de outros nutrientes e prolongar o ciclo da cultura e retardar a colheita

diminuindo a qualidade do produto (SOUZA, 2004).

Existem bactérias capazes de influenciar no crescimento de plantas,

correspondem a um grupo de micro-organismos associativos benéficos; devido à

capacidade de colonizar a superfície das raízes, rizosfera, filosfera e tecidos internos

das plantas (HUNGRIA, 2007).

As bactérias promotoras de crescimento de planta (BPCP) estimulam

crescimento vegetal por diversas maneiras, sendo as mais relevantes: Participam

diretamente a fixação de nitrogênio (HAN et al., 2005); produção de hormônios

vegetais ou reguladores do crescimento vegetal como giberelinas e citocininas

(DONATE et al., 2004); solubilização de fosfato (RODRIGUEZ et al., 2004); e por

atuarem como agente de controle biológico de patógenos (CORREA et al., 2008).

11

Além disso, podem ser uma alternativa para o aumento da produtividade na

alface (FREITAS et al., 2003). Contudo, essa interação com o Rhizobium ocorre de

forma associativa, não exercendo uma relação simbiótica com a planta, ainda que

essas promovam fixação biologia de nitrogênio (FBN), não irão suprir totalmente a

necessidade nutricional da planta (HUNGRIA, 2011).

Sendo assim, objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito da inoculação de

rizóbio e doses de nitrogênio na promoção do crescimento em plantas de alface.

12

2 REFERNCIAL TEÓRICO

2.1 A cultura da alface

A alface (Lactuca sativa) originou-se de espécies silvestres, ainda atualmente

encontradas em regiões de clima temperado, no sul da Europa e na Ásia Ocidental

(FILGUEIRA, 2003).

É a mais popular das hortaliças folhosas, sendo cultivada em quase todas as

regiões do globo terrestre. Pode ser considerada uma boa fonte de vitaminas e sais

minerais, destacando-se seu elevado teor de vitamina A, além de conter vitaminas

B1 e B2, vitaminas C, cálcio e ferro (FERNANDES et al., 2002).

As hortaliças são fontes de vitaminas e sais minerais, substâncias essenciais

ao bom funcionamento do organismo humano. Auxiliam a digestão e o

funcionamento dos diversos órgãos sendo, por isso, consideradas alimentos

protetores da saúde (MACEDO, 2006).

A alface é uma planta herbácea, delicada, com caule diminuto, ao qual se

prendem as folhas. Estas são amplas e crescem em roseta, em volta do caule,

podendo ser lisas ou crespas, formando ou não uma cabeça, com coloração em

vários tons de verde, ou roxa, conforme a cultivar, e são essas características que

determinam à preferência do consumidor. O sistema radicular é muito ramificado e

superficial, explorando apenas os primeiros 0,25m do solo, quando a cultura é

transplantada (FILGUEIRA, 2003).

As cultivares de alface atualmente disponíveis no mercado brasileiro de

sementes podem ser agrupadas em cinco tipos morfológicos principais, com base na

formação de cabeça e tipo de folhas: Repolhuda Lisa, Repolhuda Crespa ou

Americana, Solta Crespa, Tipo Romana.

Devido à evolução das cultivares, sistemas de manejo, tratos culturais,

irrigação, espaçamentos, técnicas de colheita e pós-colheita e mudanças nos

hábitos da alimentação, a alface é a hortaliça folhosa com maior consumo e valor

comercial no Brasil (EMBRAPA, 2007).

Sua alta perecibilidade no período de pós-colheita, oriunda do seu alto teor de

água e grande área foliar, a alface normalmente é produzida em cinturões verdes

13

próximos aos grandes centros urbanos consumidores (Vidigal et al., 1995; Santos et

al., 2001).

A alface se desenvolve melhor em temperaturas amenas, sendo que a máxima

tolerável pela planta fica em torno de 30o C e a mínima situa-se em torno de 6oC,

para a maioria das cultivares, enquanto a umidade relativa mais adequada ao bom

desenvolvimento da alface varia de 60% a 80% (CERMEÑO, 1990; SGANZERLA,

1995).

Em temperaturas elevadas o crescimento e desenvolvimento podem ser

comprometidos impedindo que a cultura expresse todo o seu potencial, podendo

reduzir seu ciclo, comprometendo sua produção devido a aceleração do

metabolismo da planta e, antecipação da fase reprodutiva (SETUBAL & SILVA,

1992).

O solo ideal para o cultivo dessa hortaliça é o de textura média, rico em matéria

orgânica e com boa disponibilidade de nutrientes. Para se obter maior produtividade,

é necessário o uso de insumos que melhorem as condições físicas, químicas e

biológicas do solo. As maiores produções podem ser obtidas a partir da melhoria das

características químicas e físico-química do solo (SOUZA et al., 2005).

Além dos aspectos nutricionais e econômicos, a alface também possui uma

grande importância social, por ser cultivada principalmente por agricultores familiares

próximos aos grandes centros urbanos. Deve-se manter um padrão de qualidade em

todos os segmentos desde a produção até a comercialização para garantir que o

produto chegue a mesa do consumidor apresentando características ideais a uma

boa aceitação (PÔRTO, 2006).

14

2.2 Nitrogênio

O nitrogênio gasoso (N2) constitui 78% dos gases presentes na atmosfera

(TAIZ & ZEIGER, 1998). O ar contém 82.000 toneladas de N para cada hectare de

superfície terrestre (NUNES et al., 2003), não existindo animal ou planta capaz

utilizá-lo como nutriente, devido sua tripla ligação entre seus átomos, que é uma das

mais fortes de que se tem conhecimento na natureza (NUNES et al., 2003).

Reação de redução do N2 atmosférico para amônia requer grande quantidade

de energia de ativação, não ocorrendo espontaneamente (QUADROS, 2009).

Na indústria, o processo de fixação de N foi desenvolvido por Harber e Bosch,

empregando-se como catalisador o ferro, temperaturas entre 300 a 500ºC e altas

pressões. Os adubos nitrogenados são produzidos, importados e comercializados no

Brasil em grandes quantidades (QUADROS, 2009).

Os gases atmosféricos também se difundem para os poros do solo e o N2

consegue ser aproveitado por alguns micro-organismos denominados diazotróficos,

que possuem a capacidade de quebrar essa ligação através de ações enzimáticas

(nitrogenase) reduzindo-o para amônia (HUNGRIA, 2007). No solo o nitrogênio é

bastante suscetível a perdas, que podem ocorrer por volatilização, lixiviação e

desnitrificação entre outras (POLETTO, 2002).

Estima-se que o processo de fixação biológica de nitrogênio (FBN), por

bactérias diazotróficas corresponda 65% do total de nitrogênio fixado na terra

(AZEVEDO, 2010). O Brasil importa em média 73% do nitrogênio mineral utilizado

na agricultura (HUNGRIA, 2011).

O nitrogênio é o nutriente mais requerido pelas plantas (MELO SILVA et al.,

2010), quando utilizado na concentração correta, produz um incremento na

produção de massa verde (FARIAS ARAUJO et al., 2011). Sua falta resulta colapso

e distúrbios na formação dos descidos vegetais (POLETTO, 2002). Já seu excesso

ocasiona diminuição na produção de massa verde, principalmente pela toxicidade de

amônio (FURLAN et al., 2011) e o acumulo de nitrato (FERNANDES et al., 2002).

15

2.3 Bactérias promotoras de crescimento de planta

As BPCP têm sido apontadas como essenciais no ecossistema de plantas em

relação ao suprimento de elementos de crescimento como nitrogênio, fósforo e ferro

(AGUIAR, 2012). Os efeitos de quaisquer bactérias que colonizem a rizosfera podem

ser positivos, neutros ou, até mesmo, negativos em relação à promoção de

crescimento (SOTTERO, 2003).

Denominadas como diazotróficas ou fixadoras de N2, interagem em diferentes

patamares de especificidades com as plantas, levando à classificação como

bactérias associativas, endofíticas ou simbióticas (HUNGRIA et al., 2007).

Bactérias promotoras do crescimento de plantas são capazes de colonizar

diversos órgãos da planta, atuando de forma benéfica quando associadas a estas,

promovem um aumento da germinação de sementes e no crescimento e

desenvolvimento vegetal (HUERGO et al., 2008).

Estimulam o crescimento da planta através de efeitos biofertilizantes e

bioestimulantes. Promovem a solubilização de nutrientes presentes no solo

(HUNGRIA, 2011). Inibem o crescimento de micro-organismos deletérios presentes

no solo, pela produção de sideróforos, tornando o ferro indisponível para outros

componentes da microbiota (SOTTERO, 2003).

Da expressão “rizobactérias promotoras do crescimento de plantas (RPCPs)”

(Kloepper & Schroth, 1978), o efeito causado pela colonização de rizobactérias na

rizosfera podem influenciar ou não no crescimento de plantas (FREITAS et al.,

2003). A promoção de crescimento, pode ser detectada de várias formas, como o

aumento em altura ou matéria seca (FREITAS, 1989; FREITAS et al., 2003) e maior

sobrevivência de mudas (AGUIAR, 2012).

O crescimento vegetal também pode ser estimulado de forma mais direta, pelo

aumento na disponibilidade de nutrientes para as plantas, pela solubilização de

fosfato inorgânico e pela mineralização de fosfato orgânico (SOTTERO, 2003), que

segundo FREITAS, (2003) é o segundo nutriente em importância para a alface.

Os gêneros bacterianos que mais se destacam como promotores de

crescimento são: Pseudomonas, Bacillus, Serratia, Azospirillum e Azotobacter

(RODRÍGUES e FRAGA, 1999; FREITAS et al., 2003). A maioria destas bactérias

são Gram-negativas (Kloepper & Schroth, 1978).

16

(FREITAS et al., 2003) citam trabalhos em que as bactérias dos gêneros

Rhizobium e Bradyrhizobium aumentaram significativamente a produção de milho,

feijão, trigo, aveia.

A busca de novas espécies e a utilização de bactérias com aplicabilidade

biotecnológica tem cada vez mais respaldo nas pesquisas que visam desenvolver

meios para exploração desses potenciais. A produção agrícola pode ter um aumento

significativo com a inoculação de BPCP (CADETE et al., 2009).

Segundo Sottero, (2003) o estabelecimento de métodos simples de seleção de

rizobactérias promotoras do crescimento de plantas pode agilizar a obtenção e a

aplicação de isolados eficientes em larga escala com diminuição de insumos

agrícolas.

17

2.3.1 Rizóbio

Rizóbio é um termo genérico atribuído a bactérias diazotróficas originalmente

pertencentes à família Rhizobiaceae. Essas bactérias apresentam habilidade de fixar

nitrogênio N2 atmosférico, quando associadas a determinadas espécies vegetais

(SOTTERO et al., 2006).

Até 1984 os rizóbios eram classificados em uma única família, com dois

gêneros e seis espécies. Atualmente, os rizóbios encontram-se em quatro famílias

(Bradyrhizobiaceae, Hyphomicrobiaceae, Phyllobacteriaceae, Rhizo-biaceae), seis

gêneros (Allorhizobium, Azorhizobium, Bradyrhizobium, Rhizobium, Mesorhizobium e

Sinorhizobium) (GARRYT E HOLT, 2001).

Algumas bactérias fixadoras de nitrogênio comportam-se como promotoras de

crescimento, podendo ser incluídas entre as BPCP. Os mecanismos de ação dessas

bactérias são os mesmos já conhecidos para outras rizobactérias (ANTOUN et al.,

1998).

CHABOT et al. (1996) testaram Pseudomonas e Rhizobium, para verificar seu

potencial como BPCP em alface e milho, em ambos os estudos, o rizóbio mostrou-se

o mais eficiente na promoção de crescimento, ainda que bactérias desse grupo

sejam estudadas como fixadoras simbióticas de nitrogênio em leguminosas.

Rizóbios de crescimento lento do gênero Bradyrhizobium Elkani e

Bradyrhizobium Japonicum são os mais utilizados na formulação de inoculantes

comerciais pelo alto poder de nodulação em leguminosas (MILAGRE, 2003) e

promoção de crescimento em não leguminosas (FREITAS et al., 2003).

Sua colonização radicular é um processo muito complexo, pois diferentes

microrganismos estão sujeitos a diversos fatores bióticos e abióticos, como umidade

do solo, luz, exsudação radicular etc. (HUNGRIA, 2011).

Na rizosfera, pela presença dos mais diversos exsudatos radiculares, que se

concentra o maior número de microrganismos (AGUIAR, 2012). A exsudação

radicular também determina quais organismos vão residir naquela rizosfera, como

também, gerar benefícios físicos e químicos para as plantas (BRANDÃO, 1989).

O entendimento das interações bacterianas e os fatores que influenciam seu

estabelecimento na rizosfera podem melhorar a eficiência do rizóbio para promoção

de crescimento vegetal (FREITAS, 2001).

18

3 METODOLOGIA

3.1 Condução do experimento

O experimento foi conduzido na casa de vegetação da Universidade Federal

de Mato Grosso (UFMT), campus de Rondonópolis, situado na latitude 16º28’15” sul

e longitude 54º38´08” oeste, entre setembro e novembro de 2014.

O solo foi coletado em área de Cerrado na camada superficial (0-20cm), de

um Latossolo Vermelho (EMBRAPA, 2009), homogeneizado, passado em peneira

com malha de 4mm, cujas características químicas e granulométricas foram

analisadas de conforme mostra a tabela 1.

Tabela 1. Análise química do solo coletado na camada de 0-20 cm em área de cerrado nativo.

pH P K Ca Mg H Al SB CTC V M.O. Areia Silte Argila

(CaCl2) mg dm-3 Cmolcdm-3 % g dm-3 g kg-1

4,1 1,2 23 0,2 0,1 5,7 0,9 0,4 5,4 6,7 12,6 475 75 450

O solo foi acondicionado em vasos com capacidade 3 dm³, caracterizando as

unidades experimentais.

19

3.2 Capacidade de campo

A capacidade de campo (Figura 1) foi determinada em casa de vegetação de

acordo com (BONFIM-SILVA et al., 2011), com vasos de mesmo volume utilizado no

experimento, em três repetições.

Figura 1. Determinação da capacidade de campo. Fonte: o autor.

3.3 Calagem

O solo foi incubado com calcário dolomítico, mantendo-se a umidade em

60% da capacidade de campo.

A necessidade de calagem foi calculada pelo método de saturação por bases

(Raij, 1991), de acordo com as necessidades da cultura (EMBRAPA, 1993),

elevando a saturação por bases para 80% com a incorporação de calcário

dolomítico (PRNT = 80,3%).

20

3.4 Cultivar, delineamento experimental e tratamentos utilizados

As sementes da alface foram adquiridas no comércio local, sendo a cultivar

empregada conhecida como “Mônica SF3” crespa repolhuda. A semeadura foi

realizada em bandeja de isopor, preenchidas com substrato misto para plantas. O

transplante das mudas foi realizado 20 dias após a semeadura (Figura 2).

Figura 2. Bandeja com mudas. Fonte: o autor.

O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com cinco

doses de nitrogênio na forma de ureia; (0, 50, 100, 200 e 250 mg dm-3), com e sem

inoculação de rizóbio, três repetições, totalizando 30 unidades (Figura 3).

21

Figura 3. Vista do experimento aos dez dias do transplantio. Fonte: o autor.

3.4.1 Adubação e inoculação

Após a calagem, foi realizada adubação com 300 mg dm-3 de P2O5 na forma

de superfosfato simples, 100 mg dm-3 de K2O na forma de cloreto de potássio;

segundo recomendações técnicas para a cultura (EMBRAPA, 1993), cuja a

aplicação foi feita por incorporação um dia antes do transplante das mudas.

As doses de nitrogênio foram divididas em três aplicações, sendo a primeira,

três dias após o transplantio das mudas, e as subsequentes com diferença de 7 dias

para cada aplicação.

O inoculante utilizado foi o MASTERFIX liquido recomendado para soja -

Estirpes: SEMIA 5019 (Bradyrhizobium Elkani) e SEMIA 5079 (Bradyrhizobium

Japonicum) com, utilizando 10ml por vaso.

22

3.5 Variáveis analisadas

Após 30 dias do transplantio (Figura 4), efetuou-se o corte das plantas de

alface, em seguida foram realizadas as avaliações para altura de planta, diâmetro de

cabeça, leitura SPAD e massa fresca da parte aérea. A matéria seca total foi

determinada após permanecer 72 horas ou até atingir massa constante, em estufa

de circulação de ar com temperatura de 70°C.

Figura 4. Vista geral do experimento, 30 dias do transplantio (A: Dose 0, B: 50, C: 100, D: 200, E: 250 mg/dm de N). Fonte: o autor.

3.6 Análise estatística

Os resultados foram submetidos à análise a variância com a realização do

teste de F e regressão, a até 5% de probabilidade, por meio do programa estatístico

SISVAR (FERREIRA, 2008).

23

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Número de Folhas

A variável número de folhas apresentou diferença significativa para na

interação bactéria promotora de crescimento de planta e o nitrogênio, ajustando-se

ao modelo quadrático de regressão (Figura 5).

FIGURA 5. Número de folhas em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses de nitrogênio.

As melhores doses foram de 148,20 mg dm-3 na presença de rizóbio e de

132,24 mg dm-3 na ausência, houve um incremento de 8,12% no número de folhas

na melhor dose de N com rizóbio, quando comparada a melhor dose de N sem

inoculação de rizóbio.

Observou-se redução no número de folhas em plantas que não receberam

adubação nitrogenada nem inoculação com o rizóbio. Segundo FREITAS et al.

24

(2003) o nitrogênio é primordial para o desenvolvimento vegetativo da alface,

contudo o número de folhas na presença de rizóbio foi superior em 27,84% mesmo

quando sem a presença de nitrogênio.

Em um experimento conduzido em casa de vegetação, SOTTERO et al.

(2006) utilizaram 64 diferentes rizobactérias, sendo que nove promoveram aumento

no número de folhas em alface, correspondendo a 14% do total.

MASCARENHAS et al. (2008) em experimento testando doses de N (0, 280,

560, 840 e 1.120 kg ha-1), não observou efeito significativo da adubação nitrogenada

sobre o número de folhas em plantas maiores que 3 cm.

PORTO et al. (1999) concluíram que os maiores diâmetros e número de

folhas por planta de alface foram obtidos na dose de 80 mg.ha-1 de adubo orgânico.

Em alface, a maior quantidade de folhas por planta resulta, em geral, numa

maior área foliar, maior massa fresca e, consequentemente, produtividade (FARIAS

ARAUJO et al., 2011). Segundo SOUZA (2006) o excesso de N interfere na

formação de folhas sadias, diminuindo o número de folhas viáveis comercialmente.

4.2 Massa fresca da parte aérea

Para massa fresca da parte aérea não houve interação significativa entre a

inoculação do rizóbio e doses de N. A maior média de produtividade foi na dose de

50mg dm-3 com produção de 63,82 g. De acordo com a equação de regressão a

melhor dose foi 136,2925 mg dm-3 com máxima produção de 66,75189 g (Figura 6)

Pode-se verificar que a presença da inoculação de rizóbio não influenciou

significativamente na variável massa fresca da parte aérea nas doses de nitrogênio

testadas.

25

Figura 6. Massa fresca em plantas de alface em função da inoculação com rizóbio e aplicação de

doses de nitrogênio.

GASONI et al., (2001) e CHIARINI et al. (1997), observaram, em condições

de campo, aumentos significativos na matéria fresca em alface, quando as sementes

foram tratadas com Pseudomonas fluorescens e Bacillus pumilus.

Com adubação orgânica, MELO SILVA et al. (2010) encontraram para massa

fresca da parte aérea da alface cv. Verônica 318,2 g planta-1 para a dose máxima

86,4 t ha-1 de composto orgânico.

FARIAS ARAUJO et al. (2011) em seu experimento constataram respostas

significativas à aplicação de N, via fertirrigação, onde obteve valor máximo de massa

fresca da parte aérea de 187,67g planta-1.

4.3 Massa seca da parte aérea

A variável massa seca da parte aérea apresentou diferença significativa para

interação entre bactéria promotora de crescimento de planta e doses de nitrogênio, e

ajustou-se ao modelo quadrático de regressão linear. Já a das doses de N sem

inoculação, se ajustaram ao modelo quadrático de regressão (Figura 7).

26

No desdobramento da adubação nitrogenada ambos os tratamentos de

inoculação foram significativos, porém no desdobramento dos tratamentos

referentes a inoculação houve diferença significativa apenas na dose 250 mg dm-3

de nitrogênio, com maior produção para no tratamento inoculado com rizóbio.

O melhor nível de nitrogênio dentro do intervalo experimental foi 250 mg dm-3

com presença de inoculação de rizóbio e 138 mg dm-3 na ausência, com máximas

produções de 7,55 e 6,29 g respectivamente.

Figura 7. Massa seca em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses de nitrogênio.

Quando comparadas as melhores doses de N com inoculação e sem

inoculação de rizóbio, constatou-se um incremento de 16,68% na presença do

rizóbio.

PINTON (2007) e SOTTERO et al. (2006) constataram que os isolados

bacterianos testados em seus experimentos, não promoveram crescimento das

plantas de alface, comparando-se as massas de matéria seca da parte aérea e total

da testemunha.

27

Na pesquisa de SOTTERO et al. (2006) observou-se que dois isolados

bacterianos (Ps-91 e Ps-856A) foram prejudiciais em relação à testemunha quando

se considerou a massa de matéria seca da parte aérea na alface, FREITAS et al.

(2003) verificam resultado similar com o isolado Ps-91 em um experimento com

areia esterilizada.

Em experimento conduzido a campo em Porto Alegre (RS), POLETTO (2002)

obteve um rendimento de massa seca da parte aérea de alface significativo, com

aumento de 805 kg ha-1 para 1565 kg ha-1, com incremento das doses de nitrogênio

de 0 a 200 kg ha-1 de N.

4.4 Diâmetro da cabeça

A variável diâmetro da cabeça apresentou diferença significativa para a

interação da aplicação de doses de nitrogênio e inoculação de bactérias promotoras

de crescimento de planta (Figura 8).

A melhor dose de acordo com a equação de regressão foi 162,32 mg dm-3

com inoculação e 140,50 mg dm-3 sem inoculação de rizóbio, com máximo diâmetro

de 27,51 e 29,55 cm respectivamente.

No desdobramento estatístico da inoculação com as doses de nitrogênio,

houve diferença significativa na dose de 250 mg dm-3 de nitrogênio.

O maior diâmetro encontrado 29,55 cm refere-se ao tratamento com ausência

de bactéria promotora de crescimento de planta no nível de adubo nitrogenado em

140,50 mg dm-3, que se aproxima bastante do recomendado pela EMBRAPA para a

cultura em solo de cerrado que é de 100 mg dm-3.

28

Figura 8. Diâmetro da cabeça em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses de

nitrogênio.

Em experimento MASCARENHAS et al. (2008) encontraram resposta

quadrática ao aumento da dose de N para diâmetro da cabeça com valor máximo

estimado de 40,8 cm.planta-1, que foi obtido com dose de 767 kg ha-1 de N.

Um estudo conduzido por SOUZA (2006) afirma que a massa fresca

comercial respondeu de forma crescente ao aumento da dose de N aplicado,

entretanto esse aumento da dose, acima de 225 kg ha-1, ocasionou uma redução na

formação da cabeça de planta de alface.

FARIAS ARAUJO et al. (2011) afirmam que a adubação orgânica eleva a

fertilidade do solo, e se sobressai sobre a adubação nitrogenada em todas as

variáveis analisadas na alface em seu experimento, prescindindo da adubação

mineral de N para elevar a produção da alface.

29

4.5 Altura de planta

A variável altura de planta apresentou diferença significativa para a interação

da aplicação de doses de nitrogênio e inoculação de bactérias promotoras de

crescimento de planta (Figura 9).

A melhor dose de nitrogênio de acordo com a equação de regressão foi

151,05 com inoculação e 139,98 mg dm-3 sem inoculação de rizóbio, com máxima

altura de 11,93 e 11,39 cm respectivamente.

Figura 9. Altura de planta em função da inoculação com rizóbio e aplicação de doses de nitrogênio.

No desdobramento da inoculação, houve diferença significativa nas doses de

100 e 250 mg dm-3 de nitrogênio.

A altura de planta foi superior em todas as doses de nitrogênio quando havia

presença de bactérias promotoras de crescimento de planta, com exceção nas

30

doses de 50 e 200 mg dm-3 de N, sem inoculante, onde se obteve maior média em

altura.

Em experimentos semelhantes foi comprovada a influência do aumento da

altura de planta de alface por rizobactérias do grupo fluorescente do gênero

Pseudomonas (FREITAS et al., 2003; SORETTO et al., 2006).

A promoção de crescimento, que pode ser detectada de várias formas, como

o aumento da altura da planta de alface (FREITAS et al., 2003). Para REZENDE et

al. (2005), a deficiência de nitrogênio retarda o crescimento da planta e influencia

diretamente em sua altura.

4.6 Leitura SPAD

Leitura SPAD não apresentou diferenças significativas, para os diferentes

níveis de aplicação de adubo nitrogenado e inoculação de rizóbio.

Não houve interação, nem diferença isolada para nenhum dos fatores

analisados, porém valores bem próximos para ambos. A associação do rizóbio não

influenciou no índice de clorofila da planta de alface.

As cultivares de alface podem variar da cor de verde e amarelo ao vermelho

escuro, devido à influência de diferentes concentrações de clorofila e antocianina

nas folhas (CECATTO, 2012). O alto teor de clorofila total é uma variável de

qualidade importante para a alface, pois é importante na alimentação (PORTO,

2006).

31

5 CONCLUSÕES

O desenvolvimento da alface foi mais favorecido pela adubação nitrogenada

do que pela inoculação de bactérias promotoras do crescimento de plantas.

32

10 REFERÊNCIAS ANTOUN, H.; BEAUCHAMP, C. J., Goussard, N.; CHABOT, R.; LALANDE, R. Potential species of Rhizobium and Bradyrhizobium as plant growth promoting rhizobacterian in non-legumes: effect on radishes. Plant and Soil, vol. 204, p. 57-67, 1998. AZEVEDO, P. T. M. Minhocas, fungos e bactérias diazotróficas em Araucária. 77f. Dissertação de mestrado – Escola Superior de Agricultura, Piracicaba, 2010. BONFIM-SILVA, E. M.et al. Desenvolvimento inicial de gramíneas submetidas ao estresse hídrico. Revista Caatinga, Mossoró, v. 24, n. 2, p. 180-186, 2011. BRANDÃO, E.M. Isolamento e seleção de rizobactérias promotoras de crescimento em milho. Piracicaba, 1989. 133p. Tese de Mestrado – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba. CADETE, L.L. Potencial promoção de crescimento vegetal por bactérias associadas ao feijão caupi. 2009. Dissertação (Mestrado Programa de Pós- Graduação em Ciência do Solo) – Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. 52p. COSTA, C. P.; SALA, F. C. A evolução da alfacicultura brasileira. Horticultura Brasileira, Brasília, DF, v. 23, n. 1, 2005. CECATTO, ANA PAULA et al. Sistemas de cultivo do morangueiro, figueira e alface sob consórcio e monocultivo em ambiente protegido. 2012. Tese de Doutorado. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO. CHABOT, R.; ANTOUN, H.; CESCAS, M. P. The promotion of the growth of corn and lettuce, solubilize phosphate by Rhizobium leguminosarum. Plant and Soil, Vol. 184, no. 2, p. 311-321, 1996. CHIARINI, L.; BEVIVINO, A.; TABACCHIONI, S. & DALMASTRI, C. Inoculation of Burkholderia cepacia, Pseudomonas and Enterobacter sp fluorencens. on Sorghum bicolor root colonization and promotion of inoculations dual voltage growth.Soil Biol. Biochem. 30: 81-87, 1997. DAVISON, J. bactérias benéficas. Bio/Tecnologia, v.6, p.282 - 286, 1988. DONATE-CORREA, J.; LEON-BARRIOS, M.; PEREZ-GALDONA, R. Screening for promoting rhizobacteria plant growth in Chamaecytisus proliferus (tagasaste), a forage legume tree-shrub endemic of the Canary Islands. Plant and Soil, Dordrecht, v. 266, n. 1-2, p. 261-272, 2004. ECHER, M. DE M.; SIGRIST, J. M. M.; GUIMARÃES, V. F.; MINAMI, K. Efeito do espaçamento no comportamento de cinco cultivares de alface. Horticultura Brasileira, Brasília, v.18, p.507-508, 2000.

33

EMBRAPA. Recomendações técnicas para o cultivo de alface. Brasília: Embrapa – Alface, 1993. 204 p. FARIAS ARAUJO. W.; TAGIANE, S. K.; VIANA, V. T.; MARCOLINO, E. Resposta da alface a adubação nitrogenada. Centro de Ciências Agrárias - Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, v. 5, n. 1, p. 12-17, abril, 2011 FERNANDES, A.A.; MARTINEZ, H.E.P.; PEREIRA, P.R.G.; FONSECA, M.C.M. Produtividade, acúmulo de nitrato e estado nutricional de cultivares de alface, em hidroponia, em função de fontes de nutrientes. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 20, n. 2, p. 195-200, junho 2002. FERREIRA, D. F. SISVAR: um programa para análises estatísticas e ensino de estatística. Revista Symposium, v.6, p.36-41, 2008. FILGUEIRA, F. A. R. Novo manual de olericultura: agro tecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. 2ª ed., UFV, 2003. FREITAS, S.S. Desenvolvimento de plântulas de café pela inoculação de Pseudomonas sp. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 13:31-34, 1989. FREITAS, S.S.; MELO, A.M.T. & DONZELI, V.P. Promoção de crescimento de alface por rizobactérias. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 27:61-70, 2003. FREITAS, L.G. Rizobactérias versus nematoides. REUNIÃO DE CONTROLE BIOLÓGICO DE FITOPATÓGENOS. 2001. Bento Gonçalves. Embrapa Uva e Vinho, 2001. p. 25-35. FURLAN, R.A.; ALVES, D.R.B.; FOLEGATTI, M.V.; BOTREL, T.A.; MINAMI, K. Dióxido de carbono aplicado via água de irrigação na cultura de alface. Horticultura Brasileira, Brasília, v.19, n.1, p. 25-29, março 2001. GARRITY, G. M. e HOLT, J. G. The road map to the Manual. In: BOONE, D. R. e CATENHOLZ, R. W., (Eds.). Manual of Systematic Bacteriology. New York: Springer-Verlag, 2001. v.1, p. 119-166. QUADROS, P. D. Inoculação de Azospirillum sp. em sementes de genótipos de milho cultivados no Rio Grande do Sul. 2009. Dissertação (Mestrado Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo) – Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. 63p. GASONI, L.; COZZI, J.; KOBAYASHI, K.; YOSSEN, V.; ZUMELZU, G.; BABBITT, S. & KAHN, N. Rendimento de resposta de alface e batata para inoculantes bacterianos fúngicas em condições de campo. In: Cordoba (Argentina). Zeitschrift Fur Plfanzenkheiten Und Pflanzenschutz – J. Plant Disseases Protec., 108:530-535, 2001.

34

HAN, J.; SUN, L.; DONG, X.; CAI, Z.; SUN, X.; YANG, H.; WANG, Y.; CANÇÃO, W. Characterization of a new plant growth promoting bacteria strain Delftia tsuruhatensis HR4 both as a diazotrophics and a biological control agent against various pathogens potential. Systematic and Applied Microbiology, Stuttgart, 28 f, 2005. HENZ, G. P.; SUINAGA, F. A. Tipos de alface cultivados no Brasil. Brasília, DF: Embrapa Hortaliças, 2009. 3-4 p. (Embrapa Hortaliças. Comunicado Técnico, 75). HUERGO, L.F.; MONTEIRO, R.A.; BONATTO, A.C.; RIGO, L.U.; STEFFENS, M.B.R.; CRUZ, L.M.; CHUBATSU, L.S.; SOUZA, E.M.; PEDROSA, F.O. Regulamento de fixação de nitrogênio em Azospirillum brasilense. In: CASSÁN, F.D.; GARCIA DE SALAMONE, Argentina, 2008. HUNGRIA, MARIANGÊLA. Inoculação com Azospirillum brasiliense: inovação em rendimento a baixo custo. Londrina: Embrapa Soja, 2011. 36p. (Documentos/Embrapa Soja, ISSN 1516-781X; n.325). HUNGRIA, M.; CAMPO, R.J.; MENDES, I.C. A importância do processo de fixação biológica do nitrogênio para a cultura da soja: componente essencial para a competitividade do produto brasileiro. Londrina: Embrapa Soja, 2007. 80p. (Embrapa Soja. Documentos, 283). (ISSN 1516-781X; N 283). KLOEPPER, J.W. & SCHROTH, M.N. Plant growth promoting rhizobacteria on radishes. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON plant pathogenic bacteria, 4, Angus, 1978. Proceedings, Angus, 1978. V.2. p.879-882. MACEDO, P. B. Curso de hortaliças. Uruçuca: EMARC. MARQUES JUNIOR, R.B., CANELLAS, L.P., DA Silva, L.G., OLIVARES, F.L. (2008) Promoção de Enraizamento de Microtoletes de Cana-de-Açúcar pelo Uso Conjunto de Substâncias Húmicas e Bactérias Diazotróficas Endofíticas. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 32:1121-1128. MASCARENHAS MHT; FREITE FM; GONÇALVES LD; VIANA MCM; LARA JFR; ANDRADE CLT; PURCINO HMA. 2008. Características comerciais da alface influenciadas por doses de nitrogênio. Horticultura Brasileira. 26: S80-S82. MELO SILVA, F. A. et al. Resposta da alface à adubação nitrogenada com diferentes compostos orgânicos em dois ciclos sucessivos. Acta Scientiarum. Agronomy, Maringá, v. 32, n. 1, p. 131-137, 2010. MILAGRE, S. T. (2003). Analise de estabilidade de cluster em uma coleção de bactérias Diazotróficas do gênero Bradyrhizobium, tese de mestrado, UNIVERSIDADE DE LONDRINA – PR. NUNES, F. S. et al. Fixação de nitrogênio: estrutura, função e modelagem bioinorgânica das nitrogenases. Química Nova. São Paulo, v.26, n.6, p.872-879, 2003.

35

OLIVEIRA, A. M. C. Avaliação da qualidade higiênica de alface minimamente processada, comercializada em Fortaleza, CE. Higiene Alimentar, v.19, n.135, p.80-85, 2005. OLIVEIRA, J.P. et al. Fixação do N2 associativa e em vida livre. In: FIGUEIREDO, M.V.B., BURITY, H.A., STAMFORD, N.P. SANTOS, C.E.R. S. Microrganismos e agrobiodiversidade: o novo desafio para a agricultura. Guaíba: Agrolivros, 2008. PINTON, R. “Quorum sensing” e biofilme como estratégia para seleção de Pseudonomas sp. promotoras de crescimento. Seropédica – RJ, pós graduação em agronomia ciência do solo, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 55f. Dissertação de programa de mestrado. Março – 2007. POLETTO, F. V. Doses e parcelamento de nitrogênio em alface. Porto Alegre – RS, mestrado em horticultura, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 63f. Dissertação de programa de mestrado. Março – 2002. PORTO, V. C. et al. Fonte e doses de matéria orgânica na produção da alface. Revista Caatinga, Mossoró, v. 23, n. 1/2, p. 7-11, 1999. PÔRTO, M. L. Produção, estado nutricional e acúmulo de nitrato em plantas de alface submetidas à adubação nitrogenada e orgânica. Areia – PB, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, p. 65 il. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Junho de 2006. RAIJ, B. V. Fertilidade do solo e adubação. São Paulo: Agronômica Ceres; Piracicaba: POTAFOS, 1991. 343p.

REIS JUNIOR, F.B et al. Identificação de isolados de Azospirillum amazonense associado a Brachiaria sp. em diferentes épocas e condições de cultivo e produção de fitormônio pela bactéria. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v.28, p.103-113, 2010.

RESENDE, G. M. de; YURI, J.E.; MOTA, J.H.; RODRIGUES JÚNIOR, J.C.; SOUZA, R.J. de; CARVALHO, J.G de. Produtividade e qualidade pós-colheita da alface americana em função de doses de nitrogênio e molibdênio. Horticultura Brasileira, v.23, n.4, 2005.

RODRÍGUEZ, H.; FRAGA, R. Fosfato de solubilização bactérias e seu papel na planta promoção de crescimento. Os avanços da biotecnologia, v. 17, p. 319-339, 1999.

RODRIGUEZ DIAZ, M.; LOGAN, N. A.; Shields, B. Three new species of fixing atmospheric nitrogen originating in antartica: new biological nitrogen fixation limits. NATIONAL MEETING OF NITROGEN FIXING, 2004 Granada. University of Granada, 2004.

SETUBAL, W.J.; SILVA, A.R. Avaliação do comportamento de alface de verão em condições de calor no Município de Teresina-PI. Teresina: UFPI, 1992. 17 p.

36

SOTTERO, A. N.; SANTOS FREITAS, S.; TAVARES DE MELO, A. M.; ESPÍNDOLA TRANI, P. Rizobactérias e alface: Colonização risosférica, promoção de crescimento e controle biologico. Curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico – IAC. Campinas (SP), 2003.

SOTTERO, A. N.; FREITAS, S. S.; MELO, A. M. T.; Trani, P. E. Rizobactérias e alface: colonização rizosférica, promoção de crescimento e cont rol e biológi co. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 30, n. 2, p. 225-234, 2006.

SOUZA, P.A.; NEGREIROS, M.Z.; MENEZES, J.B.; BEZERRA NETO, F.; SOUZA, G.L.F.M.; CARNEIRO, C.R; QUEIROGA, R.C.F. Características químicas de alfacecultivada sob efeito residual da adubação com composto orgânico. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 23, n.3, p. 754-757, set 2005. SOUZA, J. L. de; RESENDE, P. Manual de horticultura orgânica. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2006. 842 p. TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 3. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2004. 719p. TAIZ, L.; ZEIGER, E. Plant Physiology. 2 ed. Sunderland: Sinauer Associates INC. Publishers, 1998. 792p.

VARGAS, Luciano Kayser et al. Ocorrência de traços de promoção de crescimento de plantas em estirpes de rizóbio nodulam trevo isoladas de diferentes solos do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Ciência do Solo. 2009, vol.33, n.5, pp. 1227- 1235. ISSN 0100-0683.

VIDIGAL, S. M.; RIBEIRO, A. C.; ASALI, V. W. D.; FONTES, L. E. F. Resposta da alface (Lactuca sativa L.) ao efeito residual da adubação orgânica. Ensaio de Campo. Revista Ceres, Viçosa, v. 42, n. 239, p 80 88, 1995.

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome