Rousseau - trabalho - Filosofia, Notas de estudo de História e Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí
Reginaldo85
Reginaldo851 de Março de 2013

Rousseau - trabalho - Filosofia, Notas de estudo de História e Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí

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Trabalho de filosofia: Questões e respostas sobre o livro "Do contrato social" de Jean-Jacques Rousseau.
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Questões sobre o livro "Do contrato social" de Jean-Jacques Rousseau

Questões sobre o livro "Do contrato social" de Jean-Jacques Rousseau

2ºdiurno

1. A idéia de unanimidade, ao menos uma vez na história da humanidade, justifica

a aceitação dos cidadãos à vontade manifestada pela maioria do povo.

Tendo em vista a afirmação supra, responda: .

Por que devemos compreender essa afirmação como verdadeira à luz da

racionalidade iluminista presente em "O contrato social"?

Devemos compreender essa afirmação como verdadeira à luz da racionalidade

iluminista presente em O Contrato Social, pois ele cria um Estado resultante de

consenso e que garante os direitos de todos os cidadãos por visar o bem comum.

Logo, a vontade manifestada pela maioria do povo, fruto de uma convenção, é aceita

por todos os cidadãos produzindo uma vontade unânime que por todos é respeitada.

Esta vontade é a vontade geral que os conduz ao bem comum criando um estado forte

em consonância com os indivíduos. Rousseau considera que a divergência das vontades

leva o estado à destruição e logo deixa o homem a mercê dos vícios e insegurança. O

fim do pacto é permitir ao homem viver em liberdade, sem a qual não há homens, e ao

mesmo tempo criar um corpo que o proteja das ambições dos outros e lhe dê segurança

para desenvolver-se plenamente.

2. É correto afirmar que para a implementação do contrato social renunciamos

totalmente à nossa liberdade em prol da estabilização de um poder absoluto que

nos mantém seguros?

Não. Para Rousseau a liberdade é algo intrínseco ao homem, renunciar totalmente a

liberdade é renunciar à própria qualidade de homem. Rousseau divide a liberdade em

duas: a liberdade natural, que esta presente no estado de natureza e não possui limites;

desta forma traz grande instabilidade e insegurança aos homens. A segunda liberdade é

a de que goza o homem na sociedade, pós-pacto social, que tem como limite a lei, fruto

da vontade geral. Esta, a liberdade civil, nos dá maior segurança e possibilita o

desenvolvimento do individuo. Junto dos demais membros da sociedade ele forma um

corpo social forte, capaz de defender seus interesses coletivos e proporcionar a

satisfação dos interesses dos particulares em conformidade com o fim do estado.

Conclui-se então que não renunciamos totalmente à liberdade, pois usufruímos dela no

estado regido pelo pacto.

3. "Cada um de nós põe em comum sua pessoa e toda a sua autoridade, sob o

supremo comando da vontade geral, e recebemos em conjunto cada membro como

parte indivisível do todo". Rousseau afirma ser essa a essência do contrato social.

Tendo em vista a afirmação supra, responda: .

a)O que Rousseau quis dizer com a afirmação supra?

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Rousseau quis dizer com a afirmação supra que os homens possuem dois papéis na

sociedade, o primeiro é o que realiza atendendo os seus interesses particulares e o

segundo como cidadão que almeja o bem comum conciliando a sua vontade particular

com a vontade geral. Assim todos os homens constituem um corpo político que luta

para promover o bem público e sua consecução cria alicerces que possibilita aos

particulares a satisfação de seus interesses.

b)O contrato social é um fato histórico ou uma construção ideal? Justifique.

É uma construção ideal preconizada por Rousseau na qual através de uma convenção os

homens deixariam o estado de natureza criando um corpo político forte que tem o povo

como soberano e permite ao homem usufruir da liberdade que lhe é nata. Tal construção

ideal influenciou diversos campos, servindo de inspiração para Revolução Francesa e

outros movimentos políticos e sociais.

c)Por que, segundo Rousseau, optamos pelo pacto social?

Optamos pelo contrato social por ele nos possibilitar sair do estado de natureza onde

vivemos na insegurança, o homem lá tudo pode. Com o pacto estamos mais seguros a

liberdade passa a ser civil, ou seja, em conformidade com a lei. O pacto possibilita ao

homem desenvolver-se, e cria bases para que isso realmente ocorra.

d)Se as cláusulas do pacto nunca foram enunciadas formalmente, como saber

quais são essas mesmas cláusulas?

A forma de agir é que determinará a clausula do contrato que surgiu para, com toda sua

força proveniente da associação, proteger cada individuo e seus bens, retirando-os do

caos e lhes garantindo estabilidade, assim saberemos quais são as cláusulas quando

formos contra elas, ou seja, contra os preceitos que as inspiraram, contra a vontade geral

o que provocaria a ruína do estado. Logo as cláusulas são acordadas tacitamente e

quando formos repreendidos pelo corpo social e porque não cumprimos algo que foi

acordado e agora sabemos que era cláusula do contrato. .

4. Segundo Rousseau, qual deve ser a pena imposta ao cidadão que infringe as leis

do pacto? Transcreva um trecho elucidativo.

1º pena: morte “... se alguém, havendo publicamente reconhecido esses dogmas,

procede como se os não acreditasse, puna-se com a morte, pois cometeu o maior dos

crimes, mentiu à face das leis” pag 124

2º pena: banimento “... sem poder forçar ninguém a acreditá-los, pode banir do estado

os que ao crê...” pag124 .

5. Rousseau afirma que o objetivo de todo o sistema de legislação pode ser

reduzido a dois objetos principais. Liberdade e igualdade .

Pergunta-se:

a)Igualdade, para Rousseau, significa que os graus de poder e riqueza sejam

exatamente os mesmos entre os cidadãos da cidade? Por que?

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Não. Para Rousseau isso é impossível, ele trata de uma igualdade jurídica, ou seja, todos

são iguais em quanto membro do estado, e não da igualdade material que para ele nunca

vai existir, tanto que considera como estado forte aquele que mais consegue aproximar

os extremos (diminuir a desigualdade social) não havendo estado que consiga os igualá-

los.

b)Pergunta-se, como pode um homem ser livre e, a um mesmo tempo, forçado a

conformar-se com vontades que não são a sua? De que maneira podem os

opositores ser livres e, simultaneamente, submetidos a leis que não foram por eles

consentidas?

A partir do pacto há vontade geral que guia todos os indivíduos conforme o bem melhor

para todos, tal relação permite aos homens serem livres, liberdade esta que tem como

limite a lei. O homem conforma com a vontade geral mesmo que ela vá contra a sua.

Por ela ser mais forte e dizer qual é o fim que a sociedade almeja, ela pretende fortalecê-

los e criar bases para que os homens desenvolvam, prosperem e sejam livres para

realizar seus desejos pessoais desde que não entrem em atrito com as leis do estado. Por

isso é de grande importância o legislador. A liberdade que está presente na sociedade

contratual é a civil, e a obediência a elas, por serem legítimas e fruto da vontade geral, e

condição para o pacto logo se não concorda com tais condições tem que procurar outro

estado que lhe agrade. O que é melhor para a comunidade é melhor para seus membros

que formam um todo indivisível. .

6. Em uma verdadeira democracia, nos diz Rousseau, não haveria diferenças entre

as eleições por sorteio e as eleições por voto. Tendo em vista a afirmação supra,

responda:

a)Quais são os motivos que justificariam tal afirmação?

Em uma democracia, na qual todos preconizam o bem comum e todos compõem a

vontade geral que conduz o estado para seu fim, estará todo o cidadão apto para

conduzir o governo conforme a vontade geral. Desta forma não haveria diferença entre

as eleições por sorteio e as eleições por voto, qualquer cidadão estaria apto para

governar. E melhor seriam as eleições por sorteio porque como nos explica a

magistratura é onerosa para o cidadão assim a lei obrigaria o seu cumprimento a quem a

sorte lhe recair.

b)Segundo Rousseau, essa verdadeira democracia existe? Por que?

Não existe e nunca vai existir, pois a verdadeira democracia dependeria de muitos

fatores, como a igualdade de todos os cidadãos e de constantes reuniões para

deliberarem sob o rumo do governo. A democracia é um combustível de agitações

populares e guerra civil na visão de Rousseau. .

7. Segundo Rousseau, o Estado deve adotar uma religião exclusiva? Por que? Qual

deve ser a relação ideal entre as religiões professadas dentro de um mesmo

Estado?

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Não pode haver uma religião nacional exclusiva. Rousseau prega a tolerância religiosa

desde que não contradiga com os deveres do cidadão. As religiões são como aliadas do

Estado desde que atuem com os cidadãos ensinado a importância de cumprir com seus

deveres e amar a sua pátria, bem como pregar a obediência às leis e ao contrato. A

relação ideal entre as religiões professadas dentro do mesmo Estado seria a de tolerância

e respeito entre elas e sintonia com os fins do estado.

“... muito importa ao Estado que os cidadãos tenham uma religião que lhe faça amar a

seus deveres...” pag 123

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