Senhora - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de História. Universidade do Vale do Sapucaí
Reginaldo85
Reginaldo851 de Março de 2013

Senhora - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de História. Universidade do Vale do Sapucaí

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Fichamento de livro “Senhora – José de Alencar”. Biografia do autor, resumo da obra, tempo e espaço, personagens.
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Senhora – José de Alencar

FICHAMENTO DE LIVRO “Senhora – José de Alencar”

Biografia do Autor

José Martiniano de Alencar (1829-1877), político, jornalista, advogado e escritor brasileiro. Foi o maior representante da corrente literária indianista. Cearense, com parte da adolescência vivida na Bahia, José de Alencar formou-se em Direito e foi jornalista no Rio de Janeiro. Vaidoso e sentimental, iniciou sua carreira literária em 1857, com a publicação de O guarani, lançado como folhetim e que alcançou enorme sucesso, o que lhe rendeu fama súbita.

Sua obra costuma ser dividida em três etapas: 1) Romances urbanos 2) Romances históricos 3) Romances regionalistas

José de Alencar criou uma literatura nacionalista onde se evidencia uma maneira de sentir e pensar tipicamente brasileiras. Tão grande foi a preocupação de José de Alencar em retratar sua terra e seu povo que muitas das páginas de seus romances relatam mitos, lendas, tradições, festas religiosas, usos e costumes observados pessoalmente por ele, com o intuito de, cada vez mais, ―abrasileirar‖ seus textos.

Ao lado da literatura, José de Alencar foi um político atuante — chegou a ocupar o cargo de ministro da Justiça do gabinete do visconde de Itaboraí — e foi um prestigiado deputado do Partido Conservador por quatro legislaturas. Todas as reformas pelas quais lutou propunham a manutenção do regime monárquico e da escravatura. Famoso a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como ―o chefe da literatura nacional‖, José de Alencar morreu aos 48 anos, no Rio de Janeiro, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.

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Resumo da obra

Senhora é um romance passado na primeira metade do século XIX e que expõe ao leitor, como pano de fundo, valores e costumes da aristocracia escravista do Segundo Reinado. O romance conta-nos à vida de uma bela moça desiludida e rancorosa chamada Aurélia Camargo.

Aurélia passou uma infância pobre junto à mãe doente. Cresceu ao desamparo, quase à míngua. A condição humilde em que vivia, e a mãe doente precisando de cuidados não lhe traz alternativas a não ser expor-se à janela na tentativa de arranjar um casamento.

É estimada por um rapaz da sociedade, Fernando Seixas. Aurélia e Fernando apaixonam-se; ele pedindo-a em casamento. Mas a felicidade para Aurélia dura pouco. Apesar da intensa relação amorosa, Fernando, possuidor de personalidade interesseira, se vê tentado a casar-se com outra moça, que lhe daria um dote de trinta contos. Aurélia se vê então abandonada pelo amado e logo depois pela mãe, que falece.

Logo após esses acontecimentos a moça descobre que é herdeira do avô que havia conhecido pouco tempo antes. Enquanto aguarda os trâmites da herança que a fará milionária, recebe o apoio de todos que antes não se importaram. Sente-se então, a partir daí, livre para seguir seus caprichos.

Resolve se casar e pede ao seu tutor que proponha um casamento às escuras ao rapaz que escolhera, sob um dote de cem contos. Fernando não aceita a proposta, sentindo-se ultrajado. Mas se vê preso a uma dívida doméstica, pois já havia usado quase toda a poupança da família com os próprios gastos. Resolve então aceitar a proposta Quando conhece a noiva, entra em êxtase por se tratar de Aurélia. Outrora a abandonara, porém nunca deixou de amá-la. Sente- se um felizardo. Mal sabendo ele que tudo não passa de um engodo, um plano de Aurélia para vingar-se do ex-namorado que no passado a abandonou.

Fernando segue confiante até a primeira noite do seu casamento, quando Aurélia o leva a seus aposentos e deixa-lhe bem claro o papel de marido comprado apenas para manter as aparências na sociedade. E que a relação entre ambos será de senhora e objeto possuído.

O tempo passa enquanto desenvolve-se entre o casal um ódio mórbido recíproco, enquanto tentam manter uma falsa felicidade.

A vida falsa, as brigas em torno de desconfianças chegam a um alto grau de ofensas mútuas quando Fernando comunica que quer formalizar a separação. Aurélia tenta justificar-se, mas Fernando é inflexível, quer restituir-lhe o dinheiro do contrato imediatamente. Fernando devolve à Aurélia o que lhe pertence, os cem contos, e reconquista sua liberdade de ser. Pronto para deixá-lo, Aurélia detém-se para dizer-lhe que após terem se tornado, ambos, estranhos um ao outro, ter-lhe submetido às suas ofensas e humilhando-o ajoelha-se a seus pés e suplica-lhe que aceite seu amor. Fernando ergue-a em seus braços e beija-a com paixão.

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Comentários - Romance de costumes muito detalhado : descreve o dia a dia da sociedade fluminense, suas festas, almoços, janta, o que comem e o que vestem - Em alguns trechos do livro, os personagens Aurélia e Seixas fazem críticas à ―falsa cortesia‖; a sociedade burguesa em que vivem, que se comporta

elegantemente segundo os padrões franceses enquanto esconde homens mesquinhos e mulheres fúteis. Ao fazer essas críticas de costumes, Alencar coloca seu romance em transição entre os períodos romantismo-realismo da literatura brasileira, e se aproxima das raízes do movimento romântico alemão. Como os personagens de Goethe e Herder, ele critica a ―cortesia enganadora‖ da sociedade, enquanto representa em Aurélia o ímpeto típico romântico ao se vingar do amado. - O dinheiro tem no livro um papel importante; no início do texto, ele aparece como tradicional estratégia romântica na vida de Aurélia : uma herança aparece para que ela arrume sua vida. O dinheiro (ou a falta dele) vai ser também importante na vida dos protagonistas; seja moldando uma Aurélia desdenhosa ou um Seixas ambicioso. Vai ser também usado como motivo e forma de vingança, quando transforma o marido em uma mercadoria. Aurélia faz uma crítica à dominação que o dinheiro exerce nos homens, quando se resigna que Seixas a troque pelo amor de outra, mas não que ele se rebaixe por um dote. - Seixas faz uma crítica à superficialidade dos poetas ao descrever suas

imagens; como homens da sociedade urbanizada, eles não tinham um real contato com a natureza, mas apenas tiravam suas impressões de leituras.

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Tempo e Espaço

Segundo os estudiosos, no romance Senhora, José de Alencar cria um

romance urbano. Na verdade, a real intenção de Alencar era fazer uma crítica aos costumes da sociedade emergente da época. Alencar cria com este romance a metáfora do casamento por interesse, muito comum na época. Os casamentos por conveniência e o sistema patriarcal não permitiam aos jovens a livre escolha das pessoas com quem namorar e casar. Este fato embora aos nossos olhos pareça terrível, na época era comum, pois a família estava acima de tudo: os interesses, os direitos e os deveres. Entretanto, no Segundo Reinado, surge a burguesia urbana e também o romantismo que privilegia o indivíduo, a exaltação do sentimento e da mulher.

Tendo em vista que Alencar acreditava que o amor tudo podia, apesar de criar personagens como Lemos, por exemplo, para retratar o comportamento da época, ou a cor local, usa Fernando para mostrar a possível transformação de que o amor é capaz Associa a esse amor a humilhação, à despersonalização e ao sofrimento, ao mesmo tempo em que aponta para o inesperado: o fazer sofrer por amor.

Considerando que o tempo pode ser dividido nos seguintes aspectos: duração da história; tempo cronológico e tempo psicológico é necessário fazermos algumas considerações.

Duração da história: da mocidade de Emilia Camargo até Aurélia e Fernando se tornarem amantes.

Tempo cronológico: 3º e 4º capítulos são lineares. Tempo psicológico: 1º e 2º capítulos são não-lineares porque alteram a

ordem natural dos acontecimentos e explicam as atitudes dos personagens centrais.

Em termos de tempo, podemos destacar o contraponto, no livro, entre o passado, que corresponde à segunda parte - Quitação - e o presente, ao qual estão mais diretamente ligadas as outras três partes.

O passado se associa com a "cor local", na medida em que nele predomina a pobreza de Aurélia e com ela o provincianismo, o acanhamento, a "brutalidade" singela, simples.

Espaço físico: é o Rio de Janeiro Ambiente: é a sociedade fluminense. Senhora é um romance de costumes que retrata a sociedade fluminense do

Segundo Reinado. A ascensão da burguesia transparece na obra através da prosperidade das classes liberais; sobretudo através do evento da urbanização, da evasão dos campos para as metrópoles, da burocratização gerada pela política, que faz do emprego um apêndice partidário, subvertendo a antiga estrutura brasileira hierárquica, pacata. Mas trata também de revelar-nos o "modus vivendi" da aristocracia, que se perpetuou enquanto esta se manteve. Alencar fez uma crítica a essa sociedade e ao casamento como forma de ascensão social.

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Personagens – Protagonistas Aurélia -

Uma personagem que surpreende desde o inicio, uma mulher de fibra.Quase fora dos moldes românticos. Ela é contraditória e instável, com atitudes meticulosas e estudadas, ela planejou seu destino quase matematicamente, o próprio nome já sugere uma personalidade de índole arrojada.

Muito diferente das tradicionais heroínas românticas, aquelas do gênero ―bibelô delicado‖, sempre pálidas, desfalecendo de languidez, tão bem representadas pela ―Moreninha‖. Ela difere de outras personagens românticas porque ao longo da historia ela sente ódio, amor, ciúme, mágoa, desejo, tudo de forma simultânea, sua raiva, sua vingança, justiceira, mas em seu interior coexiste a Aurélia repleta de candura, explodindo de paixão, ternura e desejo.

Aurélia esbanja domínio de mando inusitado para uma mulher do século IX. Nessa época, a mulher ainda viva reprimida, um mero apêndice do homem. Suas atividades estavam vinculadas apenas a criação de filhos e ao serviço domestico, Aurélia se comportava como uma mulher moderna.

Seixas

Vivia no luxo às custas do trabalho da mãe e das irmãs pobres. Mas apesar disso, não é um pilantra, não é um ser odioso. São-lhe concedidas virtudes, o que torna seu comportamento dúbio. Ele não é de todo bom nem mau, mas dotado de uma psicologia. Um personagem romântico atípico. Logo no início do romance nota-se a servidão de Seixas ao luxo, às regalias que não condiziam com a sua casa. A sua preocupação em se apresentar com roupas, sapatos e charutos caríssimos fazia com que fosse visto na sociedade com um jovem rico, e com isso ia sustentando um certo servilismo ao luxo, portanto tinha uma ambição pelo nobre.

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