Sensibilidade no dorso da mão - Apostilas - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Sensibilidade no dorso da mão - Apostilas - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Apostilas sobre o estudo da sensibilidade dos receptores cutâneos localizados no dorso da mão, métodos, problemas e resultados.
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NUTRIÇÃO

RECEPTORES CUTÂNEOS

SENSIBILIDADE NO DORSO DA MÃO

2006

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RESUMO

O sistema nervoso depende de informações que lhe são fornecidas a partir do meio ambiente em que vivemos. Essas informações chegam até o sistema nervoso central a partir de receptores cutâneos para temperatura, tato, pressão e dor. O objetivo do nosso trabalho é estudar a sensibilidade dos receptores cutâneos localizados no dorso da mão direita, para isso usamos dois métodos: Sensibilidade tátil e de pressão (localização das sensações; discriminação de dois pontos; limiar diferencial) e Sensibilidade térmica (influencia da superfície estimulada). O resultado foi a menor sensibilidade do dorso da mão no limiar tátil, sensibilidade significativa de acordo com a quantidade de pressão exercida, sendo que diferenças maiores de pressão e pressões iguais foram as mais detectadas e com relação ao estímulo de temperatura, o dorso da mão apresentou menor sensibilidade em relação às extremidades (polegar), pois este apresentou maior intensidade de dor do que o dorso da mão.

PALAVRAS - CHAVE

Receptor – cutâneo, sensibilidade, limiar tátil, pressão, dor.

INTRODUÇÃO

Fisiologicamente, como o ser humano toma conhecimento das modificações que ocorrem no meio externo, em nível de sensações tais como: calor, frio, pressão, luz, som?

A resposta para essa pergunta reside na complexa interação entre o SNC e os receptores situados na parte periférica do corpo humano que transmitem informações das mudanças que ocorrem no meio-ambiente através de uma série de neurônios e estações sinápticas do SNC (sistemas sensoriais). Isto só é possível pois o corpo humano possui receptores especializados para os diversos tipos de sensações. Segundo Costanzo (2002) estes receptores são classificados em: mecanorreceptores (tato, audição, vestibular – pele, orgão de Corti, Cúpula e ducto semicircular); fotorreceptores (visão – retina); quimiorreceptores (olfato, paladar, pressão parcial de O2 arterial, pH do líquido cerebroespinal – mucosa olfativa, língua, corpos carotídeo e aórtico, bulbo ventrolateral); termorreceptores (temperatura – receptores de frio e de calor); nocirreceptores (extremos de dor e temperatura – nocirreceptores termais e polimodais).

Para entender melhor como isto ocorre, é preciso entender o que é um receptor e o papel que este desempenha. JACOB, FRANCONE e LOSSOW (1990) definem receptor como uma terminação periférica de um neurônio sensorial, ou uma estrutura ou órgão inervado por um

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neurônio sensorial, que é especialmente sensitivo (porém não exclusivamente) a um dado tipo de estímulo (chamado de estímulo adequado). Os receptores variam em complexidade de terminações nervosas livres sensitivas, principalmente para dor, até funções altamente complexas como visão e audição. O estímulo de um receptor causa alterações que induzem um potencial localizado nos neurônios sensitivos, chamado de potencial gerador e que, se alcançar amplitude (limiar) crítica, gera um potencial de ação propagado.

Para a finalidade deste trabalho ater-se-á ao sistema somatossensorial. Este sistema processa informações sobre tato, posição, dor e temperatura, e para isto utiliza os mecanorreceptores, termorreceptores e nocirreceptores. As informações somatossensoriais podem ser transmitidas para o SNC através de duas vias: o sistema do cordão dorsal e o sistema anterolateral. O primeiro processa as sensações de tato discriminativo, pressão, discriminação de dois pontos, vibração e propriocepção, e o segundo processa as sensações de dor, temperatura e toques suaves.

Desta forma vamos estudar as propriedades gerais dos receptores e verificar sua sensibilidade através de experiências relacionadas a sensibilidade tátil e de pressão (localização das sensações, discriminação de dois pontos, limiar diferencial) e sensibilidade térmica (influência da superfície estimulada).

QUESTÃO PROBLEMATIZANTE

Qual o grau de sensibilidade que o dorso da mão apresenta, para cada estímulo tato, pressão, temperatura e dor, em comparação com as outras partes do corpo analisados?

HIPÓTESES

O dorso da mão apresenta uma sensibilidade menor para estímulos táteis em comparação com as demais partes do corpo estudadas, assim como os estímulos para pressão, temperatura e dor.

MÉTODOS

As experiências realizadas foram feitas em 6 indivíduos, denominados A, B, C, D, E e F. É importante ressaltar que o indivíduo F é do sexo masculino, sendo os demais do sexo feminino.

Os indivíduos A, B e C foram submetidos às experiências 1.1 e 1.3. Já os indivíduos D, E e F, foram submetidos às experiências 1.2 e 2.1. As experiências foram aplicadas em duplas, sendo o indivíduo que não estava submetido à experiência o aplicador.

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1. Sensibilidade tátil e de pressão

1.1 Localização das sensações

Os materiais utilizados foram: caneta de ponta fina e régua.

O indivíduo 1 tocou com uma caneta de ponta fina um ponto do dorso da mão do individuo 2 sem que ele visse. Com outra caneta o individuo 2, sem olhar, tentou tocar o mesmo ponto. O individuo 1 anotou a distância que separava ambos os pontos. O teste também foi realizado no antebraço e nos lábios.

2. Discriminação de dois pontos

Os materiais utilizados foram: compasso e régua.

O individuo 1 tocou com o compasso varias partes do corpo do indivíduo 2, sem que ele visse. O individuo 2 relatou se sentiu o toque como um ponto ou como dois pontos. O individuo 1 começou com o compasso fechado e foi abrindo gradativamente até que o individuo sentisse dois pontos.

1.3 Limiar Diferencial

Os materiais utilizados foram caixas de fósforos com pesos diferentes.

As palmas das mãos foram colocadas levemente apoiadas na carteira.

Sobre o dorso de cada mão foi colocada uma caixa de fósforos vazia e anotado se o individuo percebeu a diferença. Foram acrescentados pesos dentro das caixas de fósforos conforme descrito na tabela 1.3 e anotado se houve sensação diferencial de peso entre a mão direita e esquerda.

2. Sensibilidade térmica

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2.1Influencia da superfície estimulada

O material utilizado foi um Becker com água gelada.

Foi colocado o polegar do individuo 1 durante 15 segundos e em seguida a mão inteira pelo mesmo tempo, e anotado as sensações obtidas. Depois de enxugar as mãos e esperar que elas voltassem à temperatura normal foi colocada novamente a mão inteira do individuo dentro do Becker por 15 segundos. Em seguida foi retirada a mão sem retirar o polegar permanecendo por mais 15 segundos, e então anotadas as sensações obtidas.

RESULTADOS

a) Dissertativo

No experimento de “Localização de Sensações“ observaram-se as seguintes médias em relação às distâncias ao tocar a ponta da caneta em cada local:

- Dorso da mão: 2,5 cm

- Antebraço: 1,4 cm

- Lábios: 1,1 cm

No experimento de “Discriminação de dois pontos” observaram-se as seguintes médias em relação às distâncias ao tocar as pontas do compasso em cada local:

- Dorso da mão: 2.5 cm

- Antebraço: 1,8 cm

- Ponta do nariz: 1,3 cm

- Polpa digital: 0,5 cm

- Lábios: 2,1 cm

- Língua: 0,7 cm

- Bochechas: 1,6 cm

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- Orelha: 1,2 cm

- Nuca: 2,1 cm

- Abdômen: 2,0 cm

- Costas: 4,3 cm

No experimento de “Limiar diferencial” observou – se a seguinte média em relação ao número de acertos e erros ao avaliar a sensação diferencial entre os pesos das caixas de fósforos:

- Acertos: 12 (75%)

- Erros: 4 (25%)

No experimento de “Influencia térmica da superfície estimulada”, as sensações observadas foram dor e dormência.

b) Figurativo

1. Sensibilidade Tátil e de pressão

1.1Localização das Sensações

|LOCAL |DIFERENÇA (cm) |

| |Indivíduo A |Indivíduo B |Indivíduo C |

|Dorso da mão |3,0 |2,5 |2,0 |

|Antebraço |2,0 |1,3 |1,0 |

|Lábios |1,0 |2,0 |0,5 |

1.2 Discriminação de 2 pontos

|LOCAL |Abertura (cm) |

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| |Indivíduo D |Indivíduo E |Indivíduo F |

|Dorso da mão |3,5 |1,5 |2,5 |

|Antebraço |1,5 |1,5 |2,5 |

|Ponta do nariz |1,5 |1,0 |1,5 |

|Polpa digital |0 |1,0 |0,5 |

|Lábios |0,5 |1,0 |0,6 |

|Língua |0,5 |1,5 |0,3 |

|Bochechas |1,5 |1,5 |2,0 |

|Orelha |1,5 |0 |2,3 |

|Nuca |1,5 |2,0 |3,0 |

|Abdômen |1,5 |2,5 |2,0 |

|Costas |3,5 |6,0 |3,5 |

1.3 Limiar diferencial

|Indivíduo A |

|Peso (g) |Sensação Diferencial |

|Mão Direita |Mão Esquerda |Sim |Não |

|Caixa Vazia |Caixa Vazia |X | |

|40 |40 |X | |

|80 |40 |X | |

|120 |40 |X | |

|160 |40 |X | |

|100 |100 | |X |

|140 |140 | |X |

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|180 |140 | |X |

|220 |140 |X | |

|260 |140 | |X |

|10 |10 | |X |

|20 |20 | |X |

|30 |20 |X | |

|40 |20 |X | |

|50 |20 |X | |

|60 |20 |X | |

|Indivíduo B |

|Peso (g) |Sensação Diferencial |

|Mão Direita |Mão Esquerda |Sim |Não |

|Caixa Vazia |Caixa Vazia | |X |

|40 |40 |X | |

|80 |40 |X | |

|120 |40 |X | |

|160 |40 |X | |

|100 |100 |X | |

|140 |140 |X | |

|180 |140 |X | |

|220 |140 |X | |

|260 |140 | |X |

|10 |10 | |X |

|20 |20 | |X |

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|30 |20 |X | |

|40 |20 |X | |

|50 |20 |X | |

|60 |20 |X | |

|Indivíduo C |

|Peso (g) |Sensação Diferencial |

|Mão Direita |Mão Esquerda |Sim |Não |

|Caixa Vazia |Caixa Vazia | |X |

|40 |40 |X | |

|80 |40 |X | |

|120 |40 |X | |

|160 |40 | |X |

|100 |100 | |X |

|140 |140 | |X |

|180 |140 |X | |

|220 |140 |X | |

|260 |140 | |X |

|10 |10 | |X |

|20 |20 | |X |

|30 |20 |X | |

|40 |20 |X | |

|50 |20 |X | |

|60 |20 |X | |

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2. Sensibilidade Térmica

2.1Influência da Superfície Estimulada

|INDIVÌDUOS |SENSAÇÕES |

| |Polegar → Dorso da Mão |Dorso da Mão → Polegar |

|D |Polegar pouco dormente e com dor. |Polegar muito dormente e com muita dor. Dorso da |

| | |mão com dor. |

|E |Não sentiu o dedo. |Muita dor no dorso da mão e no polegar. |

|F |Dor no dedo polegar. |Dor no polegar e no dorso da mão. |

DISCUSSÃO

De acordo com as médias obtidas no experimento 1.1, observou-se que o dorso da mão é a parte do corpo menos sensível em relação ao estímulo tato e a língua a mais sensível.

Sobre o limiar tátil, é muito variável porque depende do território excitado, de acordo com a densidade populacional de receptores, como ocorre, por exemplo, na pele da face, particularmente no nariz, sendo muito menor nas extremidades inferiores. (DOUGLAS, 2002).

Assim como no experimento 1.1, no experimento 1.2 o dorso da mão foi a parte menos sensível em relação ao estímulo pressão leve. De acordo com DOUGLAS (2002), os receptores de tato e pressão leve, denominados Corpúsculo de Meissner. São sensibilizados por toques de baixa intensidade que deformam o epitélio.

No experimento 1.3 foi avaliada a sensibilidade da pressão no dorso da mão, o qual apresentou uma faixa de 75% de acerto na diferenciação dos pesos colocados em cada mão. Verificou-se também que diferenças bruscas de peso entre as caixas de fósforos facilitaram a percepção, assim também aconteceu com as caixas de fósforos com o mesmo peso. Já, quando a diferença de peso era pequena, a percepção foi dificultada.

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A sensibilidade térmica foi avaliada no experimento 2.1 na mão e no dedo polegar, verificando- se que a temperatura baixa, dada pela adição de gelo na água, provocou intensa dor na mão e principalmente no polegar, ocorrendo perda da sensibilidade também (dormência). Via de regra, aceita-se que os campos receptivos do frio são mais representativos que os de calor, por quanto existem, tanto na mucosa bucal como na pele, maior densidade de pontos de frio do que de calor. (DOUGLAS, 2002).

Princípio de Weber-Fechner: refere-se ao limiar de tato (de temperatura ou dor) é variável, de acordo com a eventual aplicação prévia de outro estímulo. Assim, se o receptor silencioso, que estiver em repouso, recebe o estímulo, o limiar de excitação seria mais baixo do que se o receptor for previamente sensibilizado, pelo mesmo estímulo (DOUGLAS, 2002)

CONCLUSÃO

O dorso da mão apresentou menor sensibilidade para o limiar tátil em relação as demais partes do corpo testadas, confirmando parcialmente a hipótese elaborada no início dos experimentos. (Experimentos 1.1 e 1.2)

Na experiência 1.3, verificou-se que a pressão, causada pela diferença de peso das caixas de fósforo no dorso da mão, foi detectada com maior facilidade quando utilizadas caixas de fósforos com grandes diferenças de pesos. Quando utilizados pesos iguais, também houve grande quantidade de acertos. Porém, em pesos similares e leves, foram detectados mais erros. Sendo assim, o dorso da mão mostra-se mais sensível a este tipo de estímulo quando há diferenças significativas de pressão. Isto porque, é a deformação do epitélio que determina a sensibilização da pressão.

Já na experiência 2.1, a qual avaliou a sensibilidade térmica do dorso da mão e no polegar, verificou-se que o polegar ficou dormente e com intensa dor, enquanto o dorso da mão ficou somente com baixa sensação de dor. Porém, também é importante enfatizar que o dedo polegar permaneceu dentro da água gelada por uma quantidade de tempo maior que o dorso da mão. De acordo com a literatura, a pele possui grande quantidade de receptores para sensação de frio, sendo assim esta, a causa da grande sensação de dor. Também não foi observado o princípio de Weber-Fechner citado na discussão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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DOUGLAS, C.R.. Tratado de Fisiologia aplicado à Nutrição: Fisiologia do Sistema Sensitivo. 1 ed. São Paulo: Robe Editorial, 2002. p. 234 – 243.

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