Sistema Digestivo - Apostilas - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Pao_de_acucar
Pao_de_acucar5 de Março de 2013

Sistema Digestivo - Apostilas - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas de Fisiologia sobre o estudo do sistema digestivo, suco enterico, regularização ormonal.
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Fig. 3 - Estômago e mucosa gástrica

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A secreção pancreática é regulada por mecanismo nervoso e também hormonal.

A visão, o cheiro, o paladar e também a chegada do bolo alimentar ao estômago desencadeiam impulsos parassimpáticos através do nervo vago até o pâncreas, determinando uma secreção moderada do suco pancreático.

A chegada do alimento ao intestino delgado estimula a mucosa duodenal a produzir os hormônios secretina e pancreosina, que, por sua vez, estimulam o pâncreas a secretar o suco pancreático.

A secretina é produzida em resposta à estimulação da acidez do bolo alimentar que chega ao intestino delgado. O suco pancreático, que chega no duodeno, é altamente rico em bicarbonato que tem por finalidade neutralizar a acidez do bolo alimentar e, assim, garantir a ação das enzimas pancreáticas que funcionam em pH ligeiramente alcalino e neutro.

Outro anexo do aparelho digestivo é a vesícula biliar que armazena um líquido denominado Bile.

A BILE emulsifica as gorduras, é produzida pelo fígado a partir de hemácias velhas e é armazenada na vesícula biliar. Não apresenta enzimas digestivas. Possui sais biliares (glicolato e taurocolato de sódio) que emulsionam as gorduras, facilitando a ação das lípases (aumentam a superfície de ação). Outra função dos sais biliares é solubilizar os produtos finais da digestão lipídica, facilitando assim a sua absorção através da mucosa intestinal. A presença de gordura no intestino delgado estimula a mucosa duodenal a produzir o hormônio colecistoquinina, o qual age determinando a contração da parede da vesícula que, então, elimina a bile para o intestino.

Em sua maior parte os sais biliares são reabsorvidos pelo intestino e a seguir reutilizados pelo fígado várias vezes, antes de serem transformados em biliverdina (pigmento que da a cor às fezes) (fig. 4).

SUCO ENTÉRICO: é produzido pelo epitélio glandular das criptas de Lieberkuhen, localizadas no intestino delgado.

O suco entérico (intestinal) contém muco, cuja função é proteger a parede intestinal contra uma autodigestão, e as enzimas: enteroquinase, erepsina e as enzimas produzidas pelo pâncreas: lípase, amilase, maltase, lactase e sucrase. Seu pH está na faixa de 6,5 a 7,5.

A enteroquinase, além do papel de ativadora do tripsinogênio, digere peptídeos a aminoácidos.

Importantes estímulos diretos ou reflexos regulam a secreção do intestino delgado. A distensão do intestino e estímulos táteis ou irritantes resultam em intensa secreção do suco intestinal. A secretina um dos principais hormônios produzidos pelo intestino delgado, tem ação sobre as células do ducto pancreático e do trato biliar, aumentando a secreção de bicarbonato, o que produz um suco pancreático aquoso alcalino.

O quadro 1 resume a localização das enzimas envolvidas no processo digestivo, seus substratos e seus produtos de hidrólise.

A quadro 2 resume a ação dos hormônios envolvidos na regulação do processo digestivo.

Esses quadros encontram-se nas páginas seguintes.

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Fig.4 - Ciclo de vida das células vermelhas do sangue

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Quadro 1

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Quadro 2

REGULAÇÃO HORMONAL DO PROCESSO DIGESTIVO

HORMÔNIO LOCAL DESECREÇÀO TECIDO ALVO AÇÃO FATORES QUE ESTIMULAM

A LIBERAÇÃO

GASTRINA Estômago Estômago (glândulas gástricas)

estimulam as glândulas gástricas e

asecreção do pepsinogênio e do

HCl

distensão do estômago pelo alimento, pela cafeína e por

proteínas parcialmente

digeridas.

SECRETINA Duodeno

Pâncreas

estimula secreção dos compostos

alcalinos do suco pancreático

estimula ácido sobre o duodeno

fígado aumenta

velocidade de secreção da bile

Colecistocinina duodeno

Pâncreas

Estimula liberação de

enzimas digestivas

ácidos graxos e proteínas

parcialmente digeridas no

duodeno

vesícula biliar Estimula

contração e esvaziamento

Peptídeos inibitórios; contração gástrica

duodeno Estômago diminui atividade de contração do

estômago

presença de gorduras e

carboidratos no duodeno

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ABSORÇÃO DOS ALIMENTOS:

A absorção dos alimentos ocorre principalmente no intestino delgado, que possui microvilosidades, estruturas responsáveis pelo aumento da superfície de absorção. Ao nível do jejuno-íleo há uma grande absorção de glicose, aminoácidos, etc. O estômago e o intestino grosso também participam da absorção, principalmente de água. Algumas substâncias são absorvidas por pinocitose, porém a maior parte da absorção ocorre por difusão e transporte ativo.

Uma população bacteriana está presente no intestino grosso, sendo responsável pela produção de vitaminas: k, B12, tianina, riboflavina e vários gases.

ANÁTOMO/FISIOLOGIA COMPARADA DO SISTEMA DIGESTIVO NOS VERTEBRADOS:

A figura 5 mostra os esquemas comparando o aparelho digestivo dos peixes cartilaginosos e ósseos. Os esquemas apresentados na figura 7.6 compara o aparelho digestivo dos anfíbios, répteis e aves.

Fig. 5 - Aparelho digestivo dos peixes cartilaginosos e ósseos.

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Fig 6 - Aparelho digestivo dos anfíbios (a), répteis (b), aves (c) e mamíferos (d).

MAMÍFEROS RUMINANTES: Os ruminantes são animais herbívoros, portanto ingerem grande quantidade de celulose. O alimento que é ingerido chega ao rumem (pança) onde ocorre uma digestão preliminar por ação de bactérias e protozoários que ali vivem. Estes microorganismos simbiontes produzem enzimas capazes de degradar a celulose (celulases e celobiases). Do rúmem, o alimento passa para o reticulum (barrete), onde, por compressão, formam-se bolos alimentares que são regurgitados e atingem a boca para a mastigação (ruminação). O alimento bem mastigado, desce novamente pelo esôfago. Depois passa pelo omaso ou folhoso, onde é emulsionado e fica mais digerido. Em seguida atinge o abomaso ou coagulador, onde se dá parte da digestão química (fig. 7.7). O duodeno recebe alimento semi-digerido do coagulador. O processo digestivo normal, semelhante ao dos demais mamíferos monogástricos, ocorre no coagulador. No rúmem o alimento sofre intensa fermentação por ação microbiana e os produtos da decomposição (principalmente ácido acético, propiônico e butírico) são absorvidos e utilizados. A concentração de microorganismos no rúmem é muito alta e sua participação na nutrição do ruminante é bastante importante (em especial das bactérias). A importância das bactérias que vivem em simbiose com os ruminantes são:

- Sintetizam celulase que hidrolisa a celulose formando glicose que é absorvida pelo ruminante;

- Sintetizam vitaminas k e do complexo B, que são utilizadas pelo ruminante;

- Sintetizam aminoácidos e proteínas que são utilizadas pelo ruminante;

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Os ruminantes secretam saliva que atua como tampão, pois tem alto teor de bicarbonato de sódio, cuja finalidade é diminuir a acidez crescente em conseqüência da fermentação na pança.

Fig. 7 - Aparelho digestivo dos ruminantes e esquema do processo digestivo.

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