Sistema Nervoso - Apostilas - Bioquímica, Notas de estudo de Bioquímica. Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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Lula_8514 de Março de 2013

Sistema Nervoso - Apostilas - Bioquímica, Notas de estudo de Bioquímica. Universidade Estadual de Maringá (UEM)

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Apostilas de Bioquímica sobre o estudo Sistema Nervoso, divisão anatômica do sistema nervoso, meninges, sistema Nervoso Central.
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77

CAPÍTULO 5

SISTEMA NERVOSO

Divisão anatômica do sistema nervoso

Figura 5.1: Divisão anatômica do sistema nervoso

O sistema nervoso central é uma porção de recepção de estímulos, de comando e

desencadeadora de respostas. A porção periférica está constituída pelas vias que conduzem

os estímulos ao sistema nervoso central ou que levam até os órgãos efetuadores as ordens

emanadas da porção central.

Meninges

O encéfalo e a medula espinhal estão envolvidos e protegidos por lâminas de tecido

conjuntivo chamadas, meninges. Estas lâminas são, de fora para dentro: a dura-máter

(paquimeninge), e as leptomeninges, aracnóide e pia-máter. A dura-máter é a membrana

mais resistente e apresenta pregas que são: foice do cérebro, foice do cerebelo e tenda do

cerebelo. A aracnóide é separada da dura-máter por um espaço capilar denominado espaço

subdural e da pia-máter pelo espaço subaracnóide, onde circula o líquido cérebro-espinhal

(líquor).

Sistema Nervoso

- Sist. Nervoso Central

-Sist. Nervoso Periférico

- Encéfalo

- Medula

-Cérebro - Cerebelo - Tronco encefálico

- Mesencéfalo - Ponte - Bulbo

- Nervos - Gânglios - Terminações nervosas

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Sistema Nervoso Central

1. Vesículas primordiais: o SNC origina-se do tubo neural que, na sua extremidade

cranial, apresenta três dilatações denominadas vesículas primordiais: o prosencéfalo, o

mesencéfalo e rombencéfalo. O restante do tubo neural é a medula primitiva.

- Prosencéfalo origina o telencéfalo e o diencéfalo (originam o cérebro).

- Mesencéfalo se desenvolve sem subdividir-se.

- Rombencéfalo subdvide-se em metencéfalo (origina o cerebelo e a ponte) e

meilencéfalo (origina o bulbo).

2. Ventrículos encefálicos e suas comunicações: nas transformações sofridas pelas

vesículas primordiais, a luz do tubo neural primitivo permanece e apresenta-se dilatada

em algumas das subdivisões daquelas vesículas, constituindo os chamados ventrículos

que se comunicam entre si:

-A luz do telencéfalo corresponde aos ventrículos laterais(direito e

esquerdo).

-A luz do diencéfalo corresponde ao III ventrículo. Os ventrículos laterais

comunicam com o III ventrículo através do forame interventricular.

- A luz do mesencéfalo é um canal estreitado, o aqueduto cerebral, o qual

comunica o III ventrículo ao IV ventrículo.

- A luz do rombencéfalo corresponde ao IV ventrículo. Este é continuado

pelo canal central da medula e se comunica com o espaço subaracnóide.

3. Líquor: no espaço subaracnóide e nos ventrículos circula um líquido de

composição química pobre em proteínas, denominado líquido cérebro-espinhal ou

líquor, sendo uma de suas mais importantes funções proteger o SNC, agindo como

amortecedor de choques.

4. Divisão anatômica:

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- Cérebro: O cérebro pode ser dividido em lobos: frontal, parietal, temporal e

occipital, sendo essas denominações de acordo com as relações que os lobos guardam

com os ossos do crânio. Sua superfície apresenta uma série de sulcos que delimitam

giros, cada giro e cada sulco recebe uma denominação especial. Entretanto, dois sulcos

são os mais importantes: sulco central (separa o lobo frontal do parietal) e sulco lateral

(separa o lobo temporal do frontal e parietal).

- Corpo caloso: são fibras comissurais que conectam áreas corticais

simétricas dos dois hemisférios. Abaixo do corpo caloso existe o fórnix (tracto

arqueado de fibras), e entre eles o septo pelúcido, que separa os dois ventrículos

laterais (o ventrículo lateral estende-se a todos os lobos do cérebro).

- Diencéfalo: encontra-se escondido pelos hemisférios cerebrais, podendo ser

visualizado em um corte sagital do cérebro. No corte sagital, pode-se observar um

sulco sinuoso que é denominado de sulco hipotalâmico e que separa duas regiões do

diencéfalo: o tálamo, situado superiormente ao sulco, e o hipotálamo, situado

inferiormente a ele. Na parte inferior do hipotálamo fica a hipófise, uma importante

glândula endócrina. Importante salientar que a luz do diencéfalo corresponde ao III

ventrículo.

- Mesencéfalo: faz parte do tronco encefálico. É um grosso feixe de fibras

corticais descendentes, e sua cavidade é um estreito e longo canal denominado

aqueduto cerebral, que comunica o III e IV ventrículos.

- Ponte: também faz parte do tronco encefálico. Situa-se logo abaixo do

mesencéfalo, e é constituído por feixes de fibras horizontais que se lateralizam para os

hemisférios do cerebelo. Sua porção dorsal forma o assoalho do amplo IV ventrículo, e

seu limite inferior é o sulco bulbo pontino.

- Bulbo: situa-se entre a ponte e a medula espinhal, tendo com esta, limite

impreciso. Na sua face anterior pode-se observar a fissura mediana (continua com a

medula), pirâmides (correspondem aos reagrupamento das fibras de base do pedúnculo

cerebral, dispersos na porção ventral da ponte), decussação das pirâmides (as fibras se

cruzam para o lado oposto), sulco lateral anterior, suco lateral posterior, olivas

(eminência oval formada por uma grande massa de substancia cinzenta).

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- Cerebelo: cresce em massa finamente pregueada (como o telencéfalo),

dividida em lobos por fissuras com finas folhas cerebelares. Apresenta dois grandes

hemisférios ligados por uma estreita parte mediana, o vérmis.

- Medula espinhal: localiza-se centralmente ao canal vertebral, continuando

com o tronco encefálico no plano do forame magno. É envolta pelas meninges até a

altura dos discos entre as vértebras L1 e L2. Na vida fetal, a medula ocupa todo o

comprimento do canal vertebral. Porém, como a coluna cresce mais do que a medula,

esta ocupa apenas os 2/3 superiores do canal, ao fim do crescimento do indivíduo. No

1/3 inferiores encontram-se: raízes e nervos lombares, sacrais e coccígeas, formando a

cauda eqüina, filamento terminal(continuação não nervosa da medula) e meninges.

Distribuição da substância branca e cinzenta no SNC

A observação de um corte de encéfalo ou de medula permite reconhecer áreas claras

e áreas escuras que representam, respectivamente, o que se chama de substância branca

e cinzenta. A primeira é constituída de fibras nervosas mielínicas e a segunda por

corpos de neurônio. Na medula, a substância forma um eixo central contínuo envolvido

por substância branca. Em corte transversal vê-se que a substância cinzenta apresenta a

forma de H ou de borboleta, onde se reconhecem as colunas anterior e posterior,

substância intermédia central e dorsal e coluna lateral.

No tronco encefálico, a substância cinzenta apresenta-se fragmentada no sentido

longitudinal. Formam-se, assim, massas isoladas de substâncias cinzenta (núcleos de

nervos cranianos e outros núcleos próprios do tronco encefálico). O cérebro e o

cerebelo são formados por um córtex de substância cinzenta e um centro branco.

Massas de substância cinzenta são encontradas no centro e constituem os núcleos da

base (no cérebro) e núcleos centrais (no cerebelo).

Sistema nervoso periférico

Fazem parte do SNP, as terminações nervosas, gânglios e nervos (nervos cranianos

e espinhais). As fibras de um nervo são classificados de acordo com as estruturas que

inervam, isto é, conforme sua função. Por esta razão, uma fibra que estimula ou ativa a

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musculatura é chamada motora (ou eferentes -que saem do SNC) e a que conduz

estímulos para SNC é sensitiva (ou aferentes - que chegam ao SNC).

1. Terminações nervosas: existem na extremidade das fibras sensitivas e

motoras. Nas sensitivas, são estruturas especializadas para receber

estímulos físicos e químicos na superfície ou no interior do corpo. Já nas

motoras, o exemplo mais típico é a placa motora.

2. Gânglios: acúmulos de corpos de neurônio fora do SNC.

3. Nervos: São cordões esbranquiçados formados por fibras nervosas unidas

por tecido conjuntivo e que levam ou trazem impulsos ao/do SNC. São

ele:

- Nervos cranianos: são 12 pares de nervos que fazem conexão com

o encéfalo. Dez origina-se do tronco encefálico. Além do seu nome,

os nervos cranianos são denominados por números em seqüência

crânia-caudal. São eles:

Nervo Nome Tipo Função

I Olfatório Sensitivo Olfação

II Óptico Sensitivo Visão

III Oculomotor Motor Motor músculos do olho

IV Troclear Motor Motor do mm. Obliquo superior do olho

V Trigêmeo Misto Sensib. Motric. Gde parte cabeça e língua

VI Abducente Motor Motor do mm. Reto lateral do olho

VII Facial Misto Gustação, sensib ouvido, glândulas e mm.

VIII Vestíbulo-coclear Sensitivo Equilíbrio (vestíbulo) e Audição (coclear)

IX Glossofaríngeo Misto Gustação, sensib. ouvido e mm.

X Vago Misto Gustação, sensib. Vísceras, ouvido e mm.

XI Acessório Misto Inervação dos mm., Laringe e vísceras torácicas

XII Hipoglosso Motor Motricidade da língua

Tabela 5.1: Nervos cranianos (Quadro Geral).

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- Nervos espinhais: os 31 pares de nervos espinhais mantêm

conexão com a medula e abandonam a coluna vertebral através de

forames intervertebrais. O nervo espinhal é formado pela fusão de

duas raízes: uma ventral e outra dorsal. A raiz ventral possui apenas

fibras motoras (eferentes), cujos corpos celulares estão situados na

coluna anterior da substância cinzenta da medula. A raiz dorsal

possui fibras sensitivas (aferentes) cujos corpos celulares estão

situados no gânglio sensitivo da raiz dorsal, que se apresenta como

uma porção dilatada da própria raiz.

Figura 5.2: Corte transversal da medula espinhal.

83

Figura 5.3: Corte transversal de medula espinhal.

Figura 5.4: Corte transversal e corte frontal da medula espinhal.

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Figura 5.5: Vista inferior do encéfalo. Figura 5.6: Vista inferior do encéfalo

Figura 5.7: Vista lateral Figura 5.8: Vista superior.

85

Figura 5.9: Tronco encefálico (vista anterior).

Figura 5.10: Vesículas primordiais do sistema nervoso central.

Ponte

Sulco bulbo-pontino Oliva Pirâmide

Decussação das pirâmides Bulbo

Fissura mediana anterior

Sulco lateral posterior

Sulco lateral anterior

86

Figura 5.11: Esquema da formação do nervo espinhal.

87

Figura 5.12: Partes componentes do sistema nervoso central, visto num corte sagital

mediano.

88

89

CAPÍTULO 6

SISTEMA CIRCULATÓRIO

A função básica do sistema circulatório é a de lavar material nutritivo e oxigênio às

células; também transporta os produtos residuais do metabolismo.

Divisão

 Sistema sanguinífero: composto por vasos condutores (artérias, veias e capilares) e

coração.

 Sistema linfático: formado por vasos condutores da linfa e órgãos linfóides (linfonodos

e tonsilas).

 Órgãos hemopoiéticos: representados pela medula óssea e pelos órgãos linfóides (baço

e timo).

Coração

Tem como função atuar como uma bomba contrátil-propulsora para que ocorra a

circulação do sangue. Sua posição corresponde a região do mediastino, situada na porção

medial da cavidade torácica, entre os pulmões, atrás do esterno, à frente da coluna vertebral

e acima do diafragma. O coração apresenta um ápice (voltado ligeiramente para a

esquerda), uma base (posição medial, não tendo delimitação nítida devido à presença das

raízes dos vasos da base) e quatro faces: uma esternocostal, uma diafragmática e duas

pulmonares. As aurículas (orelhas) situadas nos átrios são como apêndices dos mesmos.

- Partes internas: átrio direito e esquerdo; ventrículo direito e esquerdo.

- Constituição: a camada mais interna corresponde ao endocárdio, formado por endotélio

e camada de vasos. A camada média é dita miocárdio, formado por tecido muscular

estriado cardíaco. Já a camada mais externa corresponde ao pericárdio, uma camada

fibro-serosa de revestimento do coração, que limita sua expansão durante a diástole

ventricular. Esta camada é subdividida em:

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 Pericárdio fibroso ( camada externa fibrosa).

 Pericárdio seroso é subdividido em lâmina parietal (aderente ao pericárdio fibroso) e

lâmina visceral ou epicárdio (camada interna serosa aderida ao miocárdio).

Entre as duas lâminas do pericárdio seroso existe uma cavidade – cavidade pericárdica

ocupada por uma camada líquida, que permite o deslizamento de uma lâmina contra a outra

durante as mudanças de volume.

– Morfologia interna: possui quatro câmaras (tetracavitário), sendo dois átrios

(direito/esquerdo), separados pelo septo inter-atrial (septo sagital superior) e , dois

ventrículos (direito/esquerdo), separados pelo septo inter-ventricular (septo sagital inferor).

O septo átrio-ventricular (septo horizontal) divide o coração em duas porções, superior e

inferior; este septo possui dois orifícios:

 Óstio átrio-ventricular direito: onde está localizada a valva tricúspide (comunicação

entre átrio e ventrículo direitos).

 Óstio átrio-ventricular esquerdo: onde está localizada a valva bicúspide/mitral

(comunicação entre átrio e ventrículo esquerdos).

As valvas são lâminas de tecido conjutivo denso recobertas pelo endocárdio, e que

apresenta subdivisão incompletas, as válvulas ou cúspides, que orientam e controlam o

fluxo sangüíneo nos óstios, além de impedir o refluxo sangüíneo. Portanto , válvula é a

unidade e valva é o conjunto.

Quando ocorre a sístole (contração) ventricular, a tensão nesta câmara aumenta

consideravelmente, o que poderia provocar a eversão da valva para o átrio e

consequentemente refluxo de sangue para esta câmara. Isso não ocorre porque cordas

tendíneas prendem a valva a músculos papilares, os quais são projeções do miocárdio nas

paredes internas do ventrículo.

- Vasos da base: correspondem aos vasos pelo qual o sangue entra e sai do coração, tendo

suas raízes situadas na base deste órgão. São eles:

 Veia cava superior e inferior: desembocam no átrio direito, trazendo sangue rico em gás

carbônico.

 Veias pulmonares: são em número de quatro (duas de cada pulmão) e, desembocam no

átrio esquerdo trazendo sangue oxigenado dos pulmões.

91

 Artéria tronco pulmonar: sai do ventrículo direito e bifurca-se em artérias pulmonares

direita e esquerda, levando sangue com alta concentração de gás carbônico para os

pulmões; é a primeira artéria a ser vista na posição anatômica do coração.

 Artéria aorta: sai do ventrículo esquerdo levando sangue oxigenado para o corpo. Sai do

ventrículo como aorta ascendente, forma o arco aórtico e, então a aorta descendente. O

arco áortico subdivide-se em:

 Tronco braqui-cefálico, que por sua vez se subdivide em Artéria subclávia direita e

Artéria carótida comum direita.

 Artéria carótida comum esquerda

 Artéria subclávia esquerda

- Valvas da base: ao nível dos orifícios de saída do tronco pulmonar e da aorta,

respectivamente no ventrículo direito e esquerdo, existem um dispositivo valvar para

impedir o retorno do sangue, sendo a valva tronco pulmonar e a valva aórtica,

respectivamente. Cada uma destas valvas é constituída por três válvulas semilunares.

Tipos de circulação

- Circulação pulmonar: é a circulação coração – pulmão – coração (ventrículo direito –

artéria tronco pulmonar – pulmão – veias pulmonares – átrio esquerdo).

- Circulação sistêmica: é a circulação coração – tecidos – coração (ventrículo esquerdo –

artéria aorta – tecidos – veias cavas superior e inferior – átrio direto).

- Circulação colateral: normalmente, existem anastomoses (comunicações) entre ramos

da artérias ou de veias entre si. Em condições normais, não há tanta passagem de

sangue através destas comunicações, mas no caso de haver obstrução, o sangue passa a

circular ativamente por estas variantes.

- Circulação portal: uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares (exemplos:

circulação portal – hepática e sistema portal na hipófise).

92

Sistema de condução

O controle da atividade cardíaca é feito através do vago (atua inibindo) e do simpático

(atua estimulando). Atuam no nó sinu-atrial ( formação situada na parede da átrio direito),

considerado como o “marcapassos” do coração. Daí, ritmicamente, o impulso espalha-se ao

miocárdio, resultando na contração. Este impulso chega ao nó átrio-ventricular, localizado

na porção inferior do septo inter-atrial e se propaga aos ventrículos através do feixe átrio-

ventricular.

Figura 6.1: Coração.

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Figura 6.2: Esquema das câmaras cardíacas.

Figura 6.3: Esqueleto cardíaco.

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Figura 6.4: Esquema da circulação portal.

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VEIAS DA CABEÇA E PESCOÇO

FONTE: Tortora, 2002.

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Crânio: a rede venosa do interior do crânio é representada por um sistema de canais

intercomunicantes denominados seios da dura-máter.

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Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia para formar o tronco

braquiocefálico venoso.

Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia.

Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da região supra-hioídea e

desemboca na terminação da veia jugular externa.

Veia jugular posterior: origina-se nas proximidades do occipital e desce

posteriormente ao pescoço para ir desembocar no tronco braquiocefálico venoso. Está

situada profundamente.

VEIAS DOS MEMBROS SUPERIORES

FONTE: Tortora, 2002.

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101

VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES

FONTE: Tortora, 2002.

102

103

As veias superficiais dos membros inferiores:

Veia safena magna: origina-se na rede de vênulas da região dorsal do pé, margeando

a borda medial desta região, passa entre o maléolo medial e o tendão do músculo tibial

anterior e sobe pela face medial da perna e da coxa.

Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma curva para se aprofundar e

atravessa um orifício da fáscia lata chamado de hiato safeno.

A veia safena parva: origina-se na região de vênulas na margem lateral da região

dorsal do pé, passa por trás do maléolo lateral e sobe pela linha mediana da face

posterior da perna até as proximidades da prega de flexão do joelho, onde se aprofunda

para ir desembocar em uma das veias poplíteas.

104

A veia safena parva comunica-se com a veia safena magna por intermédio de vários

ramos anastomósticos.

105

106

CAPÍTULO 7

SISTEMA RESPIRATÓRIO

Divisão

O sistema respiratório é dividido em duas partes:

- Porção de condução, constituído por órgãos tubulares aeríferos, como os brônquios

e traquéia (que são apenas condutores aeríferos), a laringe (também órgão da

fonação), faringe (relacionado também com o sistema digestivo) e o nariz (que

também cumpre com a função de olfação).

- Porção de respiração: representada pelos pulmões direito e esquerdo.

Nariz

No estudo do nariz incluem-se: nariz externo, cavidade nasal e seios paranasais.

- Nariz externo: tem função de captar oxigênio e expelir gás carbônico, além da

função olfatória. Situa-se no plano mediano da face, apresentando-se, no homem,

como uma pirâmide triangular em que a extremidade superior é denominada raiz, e

a inferior, base. Na base encontram-se as narinas (aberturas em fenda), separadas

por um septo. O ponto mais projetado da base recebe o nome de ápice, e entre ele e

a raiz estende-se o dorso do nariz.

- Cavidade nasal: localiza-se superiormente à cavidade bucal, separada dela pelo

palato mole (muscular) e pelo palato duro (ósseo). A cavidade nasal é dividida por

um septo osteocartilagíneo em metade direita e metade esquerda. Este septo é

constituído por cartilagem do septo nasal e lâmina perpendicular do osso etmóide e

osso vômer.

Comunica-se com o meio externo através das narinas e com a porção nasal da

faringe através das coanas. As coanas marcam o limite entre cavidade nasal e a

porção nasal da faringe. Esta cavidade é bastante vascularizada (na porção anterior

principalmente), sendo freqüentemente sede de hemorragias.

107

A cavidade nasal apresenta projeções ósseas sobre ela, recobertas por muco (camada

mucosa), denominada de conchas nasais. As conchas delimitam meatos que são

espaços entre e sob as conchas nasais. São eles:

Concha nasal superior;

Concha nasal média;

Concha nasal inferior;

Meato superior (entre a concha superior e média);

Meato médio (entre a concha média e inferior);

Meato inferior (sob a concha inferior)

- Seios paranasais: lacalizam-se nos ossos frontal, maxilar, esfenóide e etmóide, e não

possuem funções bem definidas. O seio frontal localiza-se acima da fossa nasal e

comunica-se com o seio etmóide. O seio maxilar localiza-se lateralmente a cavidade

nasal e comunica-se com o seio etmóide. O seio esfenóide desemboca acima da

concha superior e é posterior a fossa nasal. Já o seio etmóide localiza-se

lateralmente a cavidade nasal, desemboca nos meatos superior e médio e comunica-

se com o os seios frontal e maxilar.

Faringe

Tubo muscular que faz parte dos sistemas digestivo e respiratório. Localiza-se

posteriormente à faringe, cavidade nasal e bucal, reconhecendo-se nela, três partes: parte

nasal (nasofaringe), superior, que se comunica com a cavidade nasal via coanas; parte bucal

(orofaringe), média, que se comunica com a cavidade bucal pelo istmo das fauces (ou da

garganta); e parte laríngica (laringofaringe), inferior, que se comunica coma laringe através

do ádito da laringe e localiza-se posterior a ela. Não existem limites precisos entre as três

partes da faringe.

Na parede lateral da parte nasal da faringe apresenta-se o óstio faríngico da tuba

auditiva, que marca a desembocadura da tuba auditiva (que comunica a parte nasal da

faringe com a cavidade timpânica do ouvido médio) nesta porção da faringe.

108

O óstio faríngico da tuba auditiva está limitado, superiormente, por uma elevação

em forma da meia lua, denominada tórus tubal.

Laringe

É um órgão tubular que atua como via aerífera e órgão da fonação (produção de som).

Localiza-se no plano mediano, anterior a faringe e é continuada diretamente pela traquéia.

- Esqueleto da laringe: apresenta um esqueleto cartilaginoso, formado por quatro

cartilagens, sendo a cartilagem tireóide a maior de todas e em forma de V. A

cartilagem cricóide é ímpar e inferior a cartilagem tireóide, enquanto que a

cartilagem aritenóide é uma da cada lado, semelhante a uma pirâmide com o ápice

superior, com a base articulando com a cartilagem cricóide. Estas cartilagens são do

tipo hialina. Já a cartilagem epiglótica é ímpar, mediana, posterior a cartilagem

tireóide e a raiz da língua, sendo uma cartilagem elástica. Existem outras cartilagens

na laringe, porém sem maior importância, e estão interligadas por ligamentos e

músculos.

- Cavidade da laringe: em um corte sagital pode-se observar várias estruturas. São

elas: ventrículo da laringe, que são pequenas invaginações da laringe, limitado por

pregas; prega vestibular, que é a prega superior de delimitação do ventrículo da

laringe; prega vocal é a prega inferior de delimitação do ventrículo da laringe

constituída por ligamentos e músculos vocais revestidos por muco; vestíbulo é a

porção situada acima da prega vestibular até o ádito da laringe; ádito da laringe, que

é o orifício de entrada da laringe; glote é a porção compreendida entre as pregas

vestibulares e vocal de cada lado da laringe; cavidade infraglótica representada pela

porção situada abaixo da prega vocal e se continua com a cavidade da traquéia; rima

glótica, que é o espaço existente entre as pregas vocais.

Traquéia e Brônquios

A traquéia é a continuação da laringe, funcionando como um órgão do sistema

respiratório. É uma estrutura cilindróide, formada por anéis cartilagíneos incompletos em

forma de C sobrepostos e ligados por ligamentos anulares. A traquéia subdivide-se em

brônquios principais (ou de primeira ordem) direito e esquerdo. Estes dão origem aos

brônquios lobares (ou de segunda ordem). Os de segunda ordem dão origem aos brônquios

segmentares (ou de terceira ordem), que por sua vez dão origem aos segmentos

109

broncopulmonares, que sofrem sucessivas divisões até originar os alvéolos pulmonares. Em

cada pulmão, cada brônquio principal origina uma série de ramificações conhecidas como

árvore brônquica.

Pleura e Pulmão

Pleura é uma membrana serosa que reveste os pulmões, apresentando dois folhetos:

Pleura pulmonar, que reveste a superfície do pulmão;

Pleura parietal, que reveste a parede interna do tórax.

Entre os dois folhetos, há um espaço contendo líquido, que facilita o deslize entre as

duas favorecendo a mecânica respiratória.

Os pulmões são os principais órgãos da respiração. Estão contidos na cavidade torácica

e entre eles há uma região mediana denominada mediastino (região ocupada pelo coração).

Apresenta um ápice superior e uma base inferior e três faces, costal (em relação as

costelas), medial (voltada para o mediastino) e diafragmática (onde a base descansa sobre o

músculo diafrágma).

Os pulmões se subdividem em lobos, sendo em número de três para o direito e de dois

para o esquerdo. Então, tem-se:

Pulmão direito: três lobos (superior/médio/inferior)

Fissura oblíqua e horizontal (separando os lobos)

Pulmão esquerdo: dois lobos (superior/inferior)

Fissura oblíqua

Na sua face medial, cada um dos pulmões apresenta uma fenda em forma de raquete, o

hilo do pulmão, pelo qual entram e saem brônquios, vasos e nervos pulmonares,

constituindo a raiz do pulmão.

110

Figura 7.1: Sistema respiratório.

111

Figura 7.2: corte sagital.

Faringe

112

Figura 7.3: Conchas e meatos nasais, vistos num corte sagital.

Figura 7.4: Selos paranasais, vistos em corte frontal do crânio.

113

Figura 7.5: Esqueleto cartilaginoso da laringe. A, visto anteriormente e B,

visto posteriormente.

Figura 7.6: Cavidade da laringe, num corte sagital.

114

Figura 7.7: Esquema das pleuras e mediastino, corte frontal.

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