Sistema Reprodutor Humano - Apostila - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Pao_de_acucar
Pao_de_acucar5 de Março de 2013

Sistema Reprodutor Humano - Apostila - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas de Fisiologia sobre o estudo do sistema reprodutor humano, glãndulas mamarias.
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se perderam. Esta parte profunda do endométrio, que não descama na menstruação, chama-se camada basal, enquanto a porção que é destruída e renovada em cada ciclo chama-se camada funcional.

As células presentes nos fundos das glândulas, proliferam e, por deslizamento, migram para a superfície da mucosa e vão reconstruir as glândulas e o epitélio de revestimento do endométrio. Ocorre também proliferação das células do conjuntivo da lâmina própria, havendo crescimento do endométrio como um todo.

Fase Secretória: inicia-se após a ovulação e depende da formação do corpo lúteo, o qual secreta progesterona. Nesta fase o endométrio atinge sua espessura máxima (5mm), devido ao acúmulo de secreção e ao aparecimento de edema na lâmina própria.

Fase Menstrual: não havendo fertilização do óvulo expelido pelo ovário, ocorrerá uma queda brusca dos níveis de estrógenos e progesterona no sangue. Em conseqüência, o endométrio, que estava desenvolvido pelo estímulo desses hormônios, entra em colapso, sendo parcialmente destruído. O sangue da menstruação é principalmente de origem venosa, pois as artérias, ao se romperem, contraem suas paredes, fechando a extremidade rompida. O endométrio destaca-se por partes e o grau de perda endometrial varia de mulher para mulher; daí o motivo da menstruação durar aproximadamente 3 dias, ou mais. A figura 6 sintetiza os níveis hormonais, o aspecto do folículo ovariano e do endométrio durante o ciclo menstrual.

Fig. 6 - Níveis hormonais e aspecto geral do endométrio durante o ciclo menstrual.

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Placenta: é um órgão que se desenvolve durante a gravidez, no revestimento do útero. Quando completamente desenvolvido tem a forma de um bolo achatado (placenta = bolo), com aproximadamente 15 cm de diâmetro e 2 cm de espessura. A placenta desenvolve-se parcialmente de material fetal e parcialmente de material materno.(fig.7).

Fig. 7 - Formação da Placenta

Parte fetal: é formada pelo córion. Consta de uma placa corial de onde partem vilos coriônicos. Esses vilos são constituídos por uma parte central conjuntiva, derivada do mesênquima extra-embrionário, e pelas camadas de citrofoblasto e de sinciotrofoblasto.

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Parte materna: é a decídua basal, que fornece sangue arterial para as lacunas situadas entre os vilos coriônicos do feto e recebe de volta o sangue tornado venoso pelos vilos.

A função primária da placenta é permitir que substâncias dissolvidas no sangue do feto difundam para o sangue materno e vice-versa. A sua estrutura é tal que permite que isso ocorra numa área muito grande. Em condições normais não há mistura de sangue fetal com o sangue materno, pois não há contato direto entre eles. Isso é devido graças a barreira placentária que é uma membrana composta de vários tecidos. Através da placenta, o alimento e oxigênio dissolvidos no sangue materno difundem através da barreira placentária para o sangue fetal e dessa maneira, a vida e o crescimento são mantidos até o nascimento do feto. Do mesmo modo, produtos do catabolismo fetal atravessam a barreira placentária para o sangue materno e serão eliminados pelos órgãos excretores maternos. O sangue passa livremente do feto para a placenta através dos vasos do cordão umbilical, estrutura esta que une o feto à placenta, durante a gravidez. Durante o nascimento o feto é eliminado do útero, ainda em conexão por meio do cordão umbilical à placenta. Uma das tarefas do médico assistente é amarrar o cordão umbilical logo após o nascimento da criança, pois logo a placenta será eliminada do útero não exercendo mais a sua função. De fato, após a placenta se despregar do revestimento uterino a sua superfície representa como se fosse uma ferida aberta e o feto poderia morrer de uma hemorragia através dessa ferida, se o cordão umbilical não fosse amarrado.

Implantação e Desenvolvimento do Óvulo Fecundado: o óvulo humano é fertilizado na ampola da tuba uterina e sua segmentação ocorre à medida que ele se desloca passivamente na direção do útero. Por mitoses sucessivas, forma-se a mórula. Aparece, então, uma cavidade nesta massa previamente sólida, que recebe o nome de blastocisto (cisto porque é uma cavidade e blasto porque vai formar alguma coisa). O blastocisto permanece livre na cavidade uterina por apenas um ou dois dias, após os quais ele se implantará na parede do útero por ser envolvido pela secreção das glândulas endometriais.

Na fase de blastocisto, a zona pelúcida se desfaz, permitindo que as células do trofoblasto (trefen = alimentar), que têm o poder de invadir as mucosas, entrem em contato direto com o endométrio, ao qual se aderem. Imediatamente começa a multiplicação intensa das células do trofoblasto que vão assegurar a nutrição do embrião à custa do endométrio.

O trofoblasto se fixa ao endométrio e o ataca, promovendo a implantação ou nidação do embrião no interior da mucosa uterina. Esta tipo de implantação ocorre exclusivamente em primatas e é chamado de intersticial. A implantação inicia-se por volta do sexto dia, e, aproximadamente no nono dia após a fertilização, o embrião se encontra totalmente mergulhado no endométrio, do qual receberá proteção e nutrição até o fim da gravidez (fig.8).

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Fig. 8 - Desenvolvimento embrionário humano

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Fluxograma 1: REGULAÇÃO HORMONAL DO CICLO MENSTRUAL

HIPOTÁLAMO

Hormônio Liberador de

Gonadotrofinas (GnRH)

HIPÓFISE ANTERIOR

FSH LH

OVÁRIO

Estimula o desenvol- Maturação do folículo

vimento do folículo Ovulação

Desenv.do corpo lúteo

CORPO LÚTEO SECRETA

Estrógeno Progesterona

-maturação dos órgãos reprodutores -prepara o endométrio p/

desnv. dos caracteres sexuais 2arios gravidez e manutenção

espessamento do endométrio deste durante a mesma

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GLÂNDULAS MAMÁRIAS:

Cada mama é um conjunto de 15 a 25 glândulas exócrinas do tipo tubuloalveolar composta; essas glândulas são divididas em lobos por tecido conjuntivo denso e adiposo e têm por função secretar leite para nutrir os recém-nascidos. Embora o conjunto de lobos seja chamado freqüentemente de glândula mamária, cada lobo é de fato uma glândula mamária, com sua parte secretora e seu ducto excretor próprio. Esses ductos secretores chamados galactóforos, abrem-se independentemente na papila mamária, a qual mostra de 15 a 25 orifícios, cada um com cerca de 0,5 mm de diâmetro.

O tecido conjuntivo penetra em cada lobo, dividindo-o em lóbulos e envolvendo cada unidade secretora. A estrutura histológica das glândulas mamárias varia de acordo com a idade e condições fisiológicas do organismo (fig.9).

Fig 9 - Estrutura da mama.

Desenvolvimento das glândulas mamárias: antes da puberdade as glândulas mamárias apresentam-se constituídas pelos seios galactóforos, que se ramificam, apresentando nas suas extremidades profundas, pequenos maciços celulares. Ao atingir a maturidade sexual, puberdade, as mamas aumentam de tamanho e tomam a forma hemisférica e o mamilo torna-se proeminente.

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Na mulher adulta: as glândulas mamárias são constituídas pelos ductos galactóforos e por porções secretoras tubuloalveolares. Próximo à abertura da papila os ductos galactóforos dilatam-se, formando os seios galactóforos. Estes são revestidos por epitélio estratificado pavimentoso, próximo ao seu orifício externo. À medida que o ducto se aprofunda na mama, seu epitélio se torna cada vez mais fino, com menor número de camadas de células cilíndricas. Mais próximo às unidades secretoras, o epitélio do ducto se torna cúbico simples. Na parede dos ductos existem células musculares lisas.

A parte secretora das glândulas mamárias é constituída por túbulos de epitélio cúbico simples, os quais terminam em porções dilatadas, os alvéolos. A luz dos túbulos e alvéolos é muito pequena e alguns desses elementos são compactos, sem luz.

Durante o ciclo menstrual observam-se pequenas variações na estrutura histológica dessas glândulas, que se caracterizam por uma proliferação dos ductos e das partes secretoras aproximadamente na época da ovulação e que coincidem com o maior teor de estrógeno circulante. Além disso, observam-se maior acúmulo de tecido adiposo e hidratação maior do tecido conjuntivo na fase pré-menstrual, que se reflete num aumento do volume das mamas. Nesta fase a divisão das glândulas mamárias em lóbulos se torna mais nítida.

O crescimento das glândulas mamárias durante a gravidez dá-se pela ação sinergética de vários hormônios, destacando-se os seguintes: estrógenos, progesterona, prolactina, hormônio mamotrófico placentário, tiroxina e hormônio somatotrófico. Os estrógenos agem sobre os ductos galactóforos, estimulando seu crescimento (aumento do número de mitoses) e promovendo sua ramificação. A progesterona estimula o crescimento das partes secretoras das glândulas mamárias.

Durante a gravidez a quantidade de estrógeno aumenta, pois esse hormônio é também produzido pela placenta. Aumenta também a taxa de progesterona, que é produzida primeiro pelo corpo lúteo (que na gravidez se mantém durante um período mais longo) e mais tarde pela placenta.

A lactação caracteriza-se pelo desencadeamento dos processos de secreção do leite, que produzido dentro das células epiteliais das porções secretoras, se acumula em sua luz e dentro dos ductos galactóforos. Conseqüentemente, o aspecto das glândulas nesta fase é diferente do apresentado pelas glândulas em crescimento. As células tornam-se cúbicas ou pavimentosas. Apresentam retículo endoplasmático liso muito aumentado, e abundantes vacúolos esféricos e de tamanho variado contendo lipídios. Além dos vacúolos lipídicos, observam-se, bem evidentes no pólo apical das células secretoras, grânulos de natureza protéica. A síntese das proteínas do leite se dá ao nível do retículo endoplasmático rugoso, abundante na parte basal desta célula, passando pelo aparelho de Golgi e acumulando-se na porção apical. As proteínas constituem aproximadamente 1,5% do leite humano; já a lactose constitui cerca de 7%.

A sucção da criança funciona em mulheres lactantes como estímulo nos receptores tácteis que existem em abundância ao redor do mamilo e que são os responsáveis pelo desencadeamento de um reflexo que promoverá a liberação da oxitocina (hormônio da hipófise posterior). Este hormônio promove a contração das células mioepiteliais presentes na glândula, ocorrendo, assim, a ejeção do leite. Em mulheres em período de lactação, os estímulos emocionais e sexuais também podem determinar a liberação de oxitocina, fazendo com que o leite brote nos mamilos.

Após a menopausa inicia-se a involução climatérica da mama, que é caracterizado por uma redução do seu tamanho, conseqüência da atrofia dos ductos, porções secretoras e do tecido conjuntivo.

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