Sistema Reprodutor Humano - Apostilas - Fisiologia_Parte1, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Pao_de_acucar
Pao_de_acucar5 de Março de 2013

Sistema Reprodutor Humano - Apostilas - Fisiologia_Parte1, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas de Fisiologia sobre o estudo do aparelho reprodutor humano, glãndulas.
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SISTEMA REPRODUTOR HUMANO

O sistema ou aparelho reprodutor humano é constituído no sexo masculino pelos testículos, ductos genitais, glândulas acessórias e pênis e no sexo feminino pelos ovários, dois ovidutos (também denominados trompa de Falópio), útero, vagina e duas glândulas mamárias. A seguir será descrito resumidamente estes aparelhos.

APARELHO REPRODUTOR MASCULINO

Fig. 1 - Esquema geral do Aparelho Genital Masculino

TESTÍCULOS: Em número de dois, apresentam-se envolvidos por uma espessa cápsula de tecido conjuntivo, rico em fibras colágenas, a albugínea.

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Os testículos são constituídos por uma série de túbulos enovelados, túbulos seminíferos, na parede dos quais são formados os espermatozóides, originários das células germinativas primárias (espermatogênese) (fig.2). As duas extremidades de cada túbulo drenam para rede de dutos no epidídimo de onde os espermatozóides passam para o canaldeferente, deste para o ducto ejaculador e dai para a uretra prostática por ocasião da ejaculação. Entre os túbulos no testículo existem ninhos de células que contém grânulos de lipídeos (células intersticiais de Leydig), as quais secretam testosterona para a circulação.

Fig. 2 - Testículo e Túbulo Seminífero

ESPERMATOGÊNESE: as espermatogônias, células germinativas primárias localizadas junto à lâmina de base dos túbulos seminíferos, evoluem para espermatócitos primários, sendo este processo iniciado durante a adolescência, por ação hormonal. Os espermatócitos primários reduzem, pela divisão meiótica, o número de cromossomos em dois estágios: espermatócitos secundários e em espermátides; este último contém o número haplóide de 23 cromossomos. Após as espermátides sofrerem maturação formam-se os espermatozóides (fig.3).

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Fig. 3 - Espermatogênese

O número estimado de espermátides formadas de uma única espermatogônia é 512. No homem, a formação de espermatozóide maduro, a partir da célula germinativa primária, no processo regular de espermatogênese leva em média 74 dias.

Cada espermatozóide é uma complicada célula móvel, rica em DNA, cuja cabeça é constituída fundamentalmente de material cromossômico.

Sabe-se que a temperatura é muito importante na regulação da espermatogênese e que esse processo geralmente ocorre só a temperaturas inferiores a do corpo humano, aproximadamente 32oC. É por esse motivo que na maioria dos mamíferos, os testículos se encontram fora da cavidade abdominal, nas bolsas escrotais, e sua distância do abdômen varia com a temperatura, sendo esta distância controlada por ação de músculos que se contraem ou relaxam. Porém o fator de ação mais contínua e importante sobre a espermatogênese é, sem dúvida, o endócrino. Esse processo depende do estímulo do hormônio folículo- estimulante (FSH) da hipófise anterior, que age diretamente na linhagem seminal, e do LH, que estimula a secreção de andrógeno nas células intersticiais, hormônio este que estimula a espermatogênese.

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DUCTOS GENITAIS: são os ductos que transportam os espermatozóides produzidos no testículo: epidídimo e ducto deferente.

Epidídimo: é constituído por um tubo único, longo (quatro a seis metros) e intensamente enovelado sobre si mesmo. É revestido internamente por um epitélio pseudo-estratificado, composto por células basais arredondadas e células prismáticas. Essas células se apóiam sobre uma membrana basal envolta por fibras musculares lisas e um tecido conjuntivo frouxo, rico em capilares sangüíneos.

Ducto Eferente: caracteriza-se por apresentar uma estreita luz e parede espessa constituída por músculo liso. É revestido internamente por um epitélio pseudo-estratificado prismático com microvilos. A lâmina própria é de natureza conjuntiva, rica em fibras elásticas. Ao longo do ducto deferente e ligados a ele correm vasos e nervos que entram no testículo e dele saem.

GLÂNDULAS ACESSÓRIAS: são as vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais.

Vesículas Seminais: são dois órgãos; cada um formado por um tubo de 15 cm de comprimento, intensamente enrolado sobre si mesmo. Em corte, esse órgão apresenta epitélio pseudo-estratificado prismático, com células ricas em grânulos de secreção. A lâmina própria é rica em fibras elásticas e envolta por uma camada muscular lisa, constituída por duas lâminas: uma interna, de fibras circulares, e outra externa, de fibras longitudinais. A secreção da vesícula seminal (sêmem), que é acumulada no interior dessa glândula, é eliminada na ejaculação graças à contração da musculatura lisa. Essa secreção contém proteínas e é rica em vitamina C e frutose, metabólitos importantes para os espermatozóides.

Tanto a secreção quanto o funcionamento da musculatura lisa desse órgão são dependentes do hormônio testosterona.

Próstata: é um conjunto de 30 a 50 glândulas tubuloalveolares ramificadas, cujos ductos desembocam na uretra prostática. A próstata não só produz o líquido prostático, mas também o armazena no seu interior para expulsá-lo durante a ejaculação. A próstata apresenta-se envolta por uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso, que envia septos que penetram na glândula. Essas glândulas são revestidas internamente por epitélio cúbico simples ou por epitélio colunar pseudo-estratificado, cujas células secretam proteínas.

As glândulas prostáticas dividem-se em três grupos: mucosas, submucosas e principais; em três regiões separadas, situadas concentricamente em volta da uretra. Dessas glândulas as que mais contribuem para a secreção prostática são as principais.

Os processos de secreção da próstata dependem, como na vesícula seminal, da testosterona; quando falta esse hormônio, a glândula regride.

Glândulas bulbouretrais: são formações pares, do tamanho de uma ervilha, que se situam atrás da uretra membranosa, onde desembocam. São glândulas tuboalveolares com células do tipo mucoso. Apresentam músculo esquelético e liso nos septos que separam os seus lóbulos. Sua secreção tem aspecto mucoso.

PÊNIS:é constituído essencialmente por três massas cilíndricas de tecido muscular, mais a uretra, envoltas externamente por pele. Delas, duas são colocadas dorsalmente e recebem o nome de corpos cavernosos do pênis. A outra, ventral, chama-se corpo cavernoso da uretra e envolve a uretra peniana em todo o seu trajeto. Na sua porção terminal, dilata-se formando a glande. Os três corpos cavernosos encontram-se envoltos por uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea do pênis. Essa membrana forma um septo que penetra os dois corpos cavernosos do mesmo. Os corpos cavernosos do pênis e da uretra são formados por um emaranhado de vasos sangüíneos dilatados, revestidos por endotélio. O prepúcio é uma prega retrátil da pele do pênis contendo tecido conjuntivo, com músculo liso no seu interior. Observa-se, na sua dobra interna e na pele que recobre a glande, pequenas glândulas sebáceas.

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APARELHO REPRODUTOR FEMININO:

Fig. 4- Esquema geral do aparelho genital feminino.

Ovários

Folículos ovarianos: o número total de folículos nos dois ovários da criança recém-nascida é estimado em dois milhões, porém a maioria sofrerá um processo degenerativo, sendo que na época da puberdade restam apenas cerca de 300.000 folículos. Essa regressão folicular ocorre durante toda a vida, desde a menarca (primeira menstruação) até a menopausa (última menstruação). Distinguem-se os folículos primários, os folículos em crescimento e os folículos maduros ou de Graaf. A regressão pode atingir qualquer tipo de folículo, desde os primários até os quase completamente maduros. Como em geral apenas um ovócito é liberado pelos ovários em cada ciclo menstrual (duração média 28 dias) e a vida reprodutiva da mulher é de 30 a 40 anos, o total de ovócitos liberados é de aproximadamente 450. Todos os demais folículos, com seus ovócitos, degeneram e desaparecem.

À medida que um folículo cresce, principalmente pelo aumento de células granulosas, surgem acúmulo de líquido entre essas células (líquido folicular). As cavidades contendo líquido confluem e acabam formando uma cavidade única, o antro folicular. O líquido folicular contém proteoglicanas, diversas proteínas e altos teores dos hormônios esteróides, progesterona, estrógenos e andrógenos.

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As células foliculares da primeira camada em volta do ovócito e, portanto, em contato com a zona pelúcida tornam-se alongadas e formam a corona radiata, que acompanha quando este deixa o ovário. A corona radiata está ainda presente quando o espermatozóide fertiliza o óvulo (na trompa uterina) e se mantém por algum tempo durante o trajeto deste pela trompa.

Ovulação:ocorre na ruptura do folículo maduro com liberação do ovócito, que será colhido pela extremidade dilatada na trompa uterina. A ovulação ocorre aproximadamente no meio do ciclo menstrual, portanto em torno do 14o dia, considerando-se o ciclo de 28 dias, que é o mais freqüente. A ovulação ocorre através da pressão exercida pelo folículo maduro na superfície do ovário fazendo com que se inicie uma isquemia o que contribui para o enfraquecimento dos tecidos, facilitando a saída do ovócito.

Pós-ovulação: após a ovulação, as células foliculares e as da teca interna que permanecem no ovário dão origem a um glândula endócrina temporária, denominada corpo lúteo (corpo amarelo). O corpo lúteo se localiza no cortical do ovário e secreta progesterona e estrógenos, que atuam sobre a mucosa uterina, estimulando a secreção de suas glândulas. Além disso, a progesterona impede o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a ovulação. As células foliculares não se dividem depois da ovulação, mas aumentam muito de volume e adquirem as características de células secretoras de hormônios esteróides.

O corpo lúteo é formado pelo estímulo do hormônio luteinizante (LH) sintetizado pela parte distal da hipófise, sob o controle do hipotálamo. Quando não ocorre gravidez, o corpo lúteo tem uma existência de 10 a 14 dias apenas. Após esse período, devido à falta de hormônio luteinizante, ele degenera e desaparece. Este é chamado corpo lúteo menstrual ou espúrio. Ocorrendo a gravidez, as gonadotrofinas coriônicas produzidas pelo sinciotrofoblasto da placenta estimularão o corpo lúteo, que se manterá durante a gestação. Este é o corpo lúteo gravídico ou verdadeiro. Todo ociclo ovarianoestá esquematizado na figura 5.

Fig. 5 - Ciclo Ovariano

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Oviductos

A trompa uterina ou oviducto é um tubo musculomembranoso de grande mobilidade, com cerca de 12 cm de comprimento. Uma de suas extremidades abre-se na cavidade peritoneal, próximo ao ovário, e a outra atravessa a parede do útero e abre-se no interior desse órgão. O oviducto divide-se em quatro segmentos chamados: intramural (localiza-se no interior da parede uterina), istmo (formado pelo terço da trompa adjacente), ampola e infundíbulo (tem a forma de um funil e localiza-se próximo ao ovário). A extremidade livre do infundíbulo, que é a mais larga, apresenta prolongamentos em forma de franjas (fímbrias). A parede da trompa é formada por uma camada mucosa, uma muscular e uma serosa representada pelo peritônio.

Quando ocorre a ovulação a trompa uterina recebe o ovócito expulso pelo ovário e o conduz na direção do útero. Sua luz representa um ambiente adequado à fertilização, e a secreção aí contida contribui para a proteção e nutrição do ovócito, bem como para a ativação do espermatozóide.

Na época da ovulação, a trompa movimenta-se de modo regular pela contração de sua musculatura. As fímbrias do infundíbulo aproximam-se da superfície do ovário e sua forma de funil facilita a captação do ovócito liberado. A trompa também apresenta ondas de contração iniciadas no infundíbulo e que se dirigem na direção do útero. Essas ondas, auxiliadas pela atividade ciliar do epitélio, parecem ser de grande importância na movimentação do embrião no sentido do útero.

Útero

Tem a forma de uma pêra, com uma porção dilatada, o corpo, cuja parte superior é o fundo do útero e uma parte inferior cilíndrica que se abre na vagina, a cérvix ou colo do uterino. A parede do útero é relativamente espessa e constituída por três túnicas, que, de fora para dentro são: 1a) serosa (tecido conjuntivo e mesotélio) ou adventícia (tecido conjuntivo), conforme a região do órgão considerada; 2a) miométrio (túnica de músculo liso); e 3a) endométrio (mucosa).

Miométrio: é a túnica mais espessa do útero, sendo formada por feixes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo. Durante a gravidez o miométrio cresce acentuadamente, sofrendo regressão após o parto. Esse crescimento deve-se ao aumento do número de fibras musculares lisas, à hipertrofia dessas fibras e um aumento do material intercelular, principalmente colágeno. As novas fibras musculares que surgem na gravidez resultam da divisão miótica de fibras preexistentes e da diferenciação de células mesenquimatosas presentes no miométrio.

Após a gravidez ocorre destruição de algumas fibras musculares lisas, redução no tamanho das que persistem e uma degradação enzimática do colágeno, de modo que o útero reduz seu tamanho, quase voltando às suas dimensões de pré-gravidez.

Endométrio: é formado por epitélio e lâmina própria contendo glândulas tubulosas simples que às vezes se ramificam em suas porções mais profundas. O epitélio ao mesmo tempo, reveste e secreta glicoproteínas (muco). Suas células são cilíndricas e algumas apresentam cílios. Sob a ação dos hormônios ovarianos (estrógeno e progesterona) produzidos por estímulo da adeno-hipófise, o endométrio sofre modificações estruturais cíclicas, que constituem o ciclo menstrual.

As modificações estruturais do endométrio durante o ciclo menstrual são graduais. Porém, para efeito didático, ele pode ser descrito na seguinte ordem: fase proliferativa, fase secretória e fase menstrual.

Fase Proliferativa: após a fase menstrual a mucosa uterina fica reduzida a uma pequena faixa de tecido conjuntivo, contendo os fundos das glândulas, pois suas porções superficiais e o epitélio de revestimento

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