Socrates - trabalho - filosofia, Notas de estudo de Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí
Reginaldo85
Reginaldo851 de Março de 2013

Socrates - trabalho - filosofia, Notas de estudo de Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí

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Trabalho de filosofia: A inderrogabilidade do valor das leis no pensamento de Sócrates – A subsunção do foro interior e geral em benefício da coletividade.
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“A inderrogabilidade do valor das leis no pensamento de Sócrates – A subsunção

do foro interior e geral em benefício da coletividade”

Um dos fatos mais conhecidos sobre Sócrates é sobre sua morte, condenado a

beber cicuta. Fato que, se visto fora do contexto, entende-se como uma morte injusta e

desnecessária, mas, após conhecer as idéias de Sócrates, vê-se que foi um fim, ainda que

injusto, necessário para a afirmação de suas teorias.

O problema principal para a filosofia de Sócrates era a conduta da vida humana, as

regras da moral. Ele ensinava que o fim supremo dos homens, a forma de alcançar a

felicidade ou a proximidade de Deus era praticar a virtude; e esta, era conseguida com a

sabedoria. Por esses mesmos motivos, os erros e pecados eram todos vistos como frutos

da ignorância, opostos da virtude e do conhecimento.

A sabedoria, segundo o método socrático, era conseguida inicialmente, com o

homem admitindo sua ignorância, pois só quem aceita não saber nada está disposto a

procurar as verdades.

Ao mesmo tempo que Sócrates conseguia discípulos ele também juntava inimigos,

ele já conhecia suas verdades e incitava os homens gregos a procurarem seu

conhecimento por meio dos diálogos e das reflexões. Além de suas idéias, o exemplo da

vida de Sócrates também era uma forma de praticar a sua filosofia, que muitos seguiam;

era uma vida de retidão, de busca pela felicidade na prática da ética e da justiça.

Mas entre essas idéias, o que levou Sócrates a ser condenado e a aceitar a

condenação foram as críticas à liberdade na Grécia e o respeito às normas vigentes.

Segundo suas idéias, respeitar as leis era também um modo de praticar a virtude,

pois elas foram feitas para o bem comum, sejam elas justas ou injustas. Mesmo tendo

certeza de sua inocência sobre a corrupção de jovens ou sobre cultuar outros deuses,

Sócrates aceitou sua punição porque pregava obediência absoluta às leis, porque não

cabia ao indivíduo questionar leis que eram feitas por e para a comunidade.

Como um exemplo de cidadão virtuoso, Sócrates cumpriu a sentença imposta para

que as leis pudessem continuar eficazes na instauração da ordem, para que o seu

sacrifício pessoal servisse como orientação para todos cumprirem seus papéis como

cidadãos justos.

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Deste modo, a morte de Sócrates serviu como confirmação de suas teorias, que de

outro modo, se ele fugisse e se recusasse a cumprir, seria uma traição.

Foi necessário para a cidade de Atenas, que precisava de atitudes favoráveis à

democracia e às leis, e também foi uma submissão de suas opiniões individuais aos

interesses do coletivo, representados pelo acato às decisões judiciais.

Foi também uma última prática de questionamento, sobre a justiça e sobre as

crenças dos homens, e a afirmação de sua devoção à moral, ao relacioná-las com as leis

cívicas.

Fontes bibliográficas:

MARITAIN, Jacques. Introdução Geral a Filosofia. Livraria Agir Editora, RJ. 1978

BITTAR, Eduardo C.B; ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do

Direito. Atlas, SP.

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