Sondagens - Apostilas - Técnica cirúrgica_Parte2, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Sondagens - Apostilas - Técnica cirúrgica_Parte2, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Técnica cirúrgica sobre o estudo das Sondagens, água e sabão ou antiséptico, sondagem vesical.
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SONDAGENS

NOS HOMENS, APÓS A

ANTISSEPSIA DA REGIÃO PÚBICA

COM MOVIMENTOS CIRCULARES,

REALIZA-SE O MESMO NO PÊNIS,

TRACIONANDO O PREPÚCIO PARA

EXPOSIÇÃO DA GLANDE, E PARA A

PASSAGEM DO CATETER, RETIFICANDO-SE O MESMO PARA CIMA, E INTRODUZINDO-

SE A SONDA LENTAMENTE.

NOS PACIENTES NÃO CIRCUNCIDADOS(

COM FIMOSE) DEVE-SE ASSEGURAR QUE APÓS A

EXPOSIÇÃO DA GLANDE, DEVEMOS COBRIR

NOVAMENTE A GLANDE COM O PREPÚCIO PARA

EVITAR O ESTRANGULAMENTO DO CORPO

PENIANO(PARAFIMOSE).

A FIMOSE É UMA CONSTRIÇÃO OU RIGIDEZ DO PREPÚCIO.

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ESTA AFECÇÃO É NORMAL EM UM RECÉM-NASCIDO OU EM UMA CRIANÇA

JOVEM E NA MAIORIA DOS MENINOS;É FREQÜENTE OCORRER A RESOLUÇÃO

ESPONTÂNEA, ENTRETANTO MUITOS PACIENTES NECESSITAM DA OPERAÇÃO, A

POSTECTOMIA NOS ADULTOS, A FIMOSE PODE SER DECORRENTE DE UMA

IRRITAÇÃO PROLONGADA. COMO O PREPÚCIO RÍGIDO NÃO PODE SER RETRAÍDO,

ELE PODE INTERFERIR NA MICÇÃO E NA ATIVIDADE SEXUAL. O TRATAMENTO

HABITUAL É A CIRCUNCISÃO, OU POSTECTOMIA.

NA PARAFIMOSE,O PREPÚCIO RETRAÍDO NÃO PODE SER COLOCADO DE

VOLTA RECOBRINDO A GLANDE. PODE SER TRATADA POR MEIO DA REDUÇÃO

MANUAL OU POR PROCEDIMENTO CIRÚRGICO .

NAS SONDAGENS VESICAIS DE DEMORA, COM O SISTEMA DE DRENAGEM

FECHADO, DEVE-SE OBSERVAR ALGUMAS REGRAS PARA DIMINUIÇÃO DO RISCO DE

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO: NUNCA ELEVAR A BOLSA COLETORA ACIMA DO

NÍVEL VESICAL; LIMPEZA COMPLETA DUAS VEZES AO DIA AO REDOR DO MEATO

URETRAL; NUNCA DESCONECTAR O SISTEMA DE DRENAGEM FECHADO, E A TROCA

DO SISTEMA DEVE SER REALIZADO DE ACORDO COM A ROTINA DO SETOR E O

QUADRO CLÍNICO DO PACIENTE

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USO DE ÁGUA E SABÃO OU ANTI-SÉPTICO PREVIAMENTE À SONDAGEM

VESICAL?

A INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO REPRESENTA DE 31 A 42% DAS INFECÇÕES

HOSPITALARES, OCUPANDO O PRIMEIRO LUGAR NA MAIORIA DAS INSTITUIÇÕES.

ACIMA DE 95% DOS CASOS ESTÁ RELACIONADO À SONDAGEM VESICAL. MUITAS

MEDIDAS SÃO PRECONIZADAS PARA SUA PREVENÇÃO DESTACANDO-SE: ESCOLHA DO

CATETER ADEQUADO; RESTRIÇÃO AO USO DE SONDAS ALÉM DAS INDICAÇÕES

ESTABELECIDAS; TÉCNICA DE INSERÇÃO; CUIDADOS COM O MEATO; MANTER O

SISTEMA FECHADO; PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO DE INFECÇÃO CRUZADA;

CATETERES IMPREGNADOS COM ANTIMICROBIANOS (BENEFÍCIO QUESTIONÁVEL EM

CATETERIZAÇÃO PROLONGADA) E TÉCNICA DE COLETA ESTÉRIL. EMBORA EXISTA

CORRELAÇÃO ENTRE A COLONIZAÇÃO DO MEATO E A INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO DO

TRATO URINÁRIO,

NÃO EXISTE SUSTENTAÇÃO TEÓRICA À PRÁTICA DE ANTI-SEPSIA DO

MEATO NA MANUTENÇÃO DA SONDA, NÃO SENDO MAIS RECOMENDADA.

ENTRETANTO, A UTILIZAÇÃO DE ANTISSEPSIA PARA A REALIZAÇÃO DA

SONDAGEM AINDA É INDICADA.

ESTUDO ANTERIOR DE CARAPETI (CITADO PELOS AUTORES) COMPAROU

TÉCNICA ESTÉRIL (DEGERMAÇÃO POR 4 MINUTOS DA EQUIPE COM ANTI-

SÉPTICO, LUVAS E AVENTAIS ESTÉREIS, TÉCNICA ASSÉPTICA COM USO DE

ANTI-SÉPTICO NO PERÍNEO DO PACIENTE, LUBRIFICANTE ESTÉRIL E ÁGUA

ESTÉRIL PARA INSUFLAR O BALÃO) COM UM MÉTODO LIMPO / NÃO ESTÉRIL

(LIMPEZA COM ÁGUA E SABÃO DAS MÃOS DA EQUIPE, NÃO UTILIZAÇÃO DE

AVENTAIS, LIMPEZA DO PERÍNEO COM ÁGUA E SABÃO APENAS SE PRESENÇA DE

SUJIDADE) NÃO DEMONSTROU DIFERENÇA SIGNIFICATIVA. VÁRIAS CRÍTICAS

FORAM FEITAS A ESTE ESTUDO ANTERIOR: NÚMERO LIMITADO DE CASOS

DANDO PEQUENO PODER ESTATÍSTICO AOS RESULTADOS, MÉTODO DE

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RANDOMIZAÇÃO PRIMITIVO AO UTILIZAR UMA MOEDA PARA CLASSIFICAÇÃO

NOS GRUPOS, O ESTUDO NÃO FOI DUPLO-CEGO, NÃO FORAM APRESENTADOS

OS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS EMPREGADOS.

P/ EQUIPE DO HOSPITAL DE BRISBANE NA AUSTRÁLIA COMPAROU A

INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO, UTILIZANDO CLOREXIDINA

AQUOSA A 0,1% OU LIMPEZA COM ÁGUA E SABÃO PARA O PREPARO PERI-

URETRAL DE PARTURIENTES QUE SERIAM SUBMETIDAS À SONDAGEM VESICAL.

O COMITÊ DE ÉTICA DO HOSPITAL APROVOU A PESQUISA, MAS NÃO FOI

SOLICITADO O CONSENTIMENTO INFORMADO DOS PACIENTES, POIS OS

MÉTODOS JÁ ERAM EMPREGADOS ANTERIORMENTE NA INSTITUIÇÃO. AS

PARTURIENTES FORAM DISTRIBUÍDAS RANDOMICAMENTE POR COMPUTADOR

ENTRE OS DOIS GRUPOS DO ESTUDO E HOUVE DIFERENÇA SIGNIFICATIVA

APENAS NA REALIZAÇÃO DE CESARIANA NO GRUPO COM ANTI-SÉPTICO, MAS

ESTE NÃO FOI UM FATOR SIGNIFICANTE NA OCORRÊNCIA DE INFECÇÃO.

APÓS 24 HORAS DA INSERÇÃO DO CATETER FOI COLHIDA UROCULTURA

E A INCIDÊNCIA DE BACTERIÚRIA FOI 9,2% NO GRUPO QUE FOI SUBMETIDO À

ANTI-SEPSIA E 8,2% NO GRUPO DA LIMPEZA COM ÁGUA E SABÃO, NÃO SENDO

SIGNIFICANTE ESTA DIFERENÇA.

SEGUNDO OS AUTORES, "ESTE FOI O SEGUNDO ENSAIO CLÍNICO A MOSTRAR

QUE O USO DE ANTI-SÉPTICOS PARA A LIMPEZA DA ÁREA PERI-URETRAL NÃO

APRESENTA BENEFÍCIO E É UMA PRÁTICA QUE DEVE SER DESCARTADA". ELES

FAZEM UMA RESSALVA QUE "ESTE ESTUDO FOI REALIZADO EM PACIENTES

JOVENS, COM CATETERIZAÇÃO DE CURTA DURAÇÃO E QUE A GENERALIZAÇÃO

DESTE RESULTADO PARA OUTROS GRUPOS DE PACIENTES PODE SER

LIMITADO".

FONTE: WEBSTER J, ET AL. WATER OR ANTISEPTIC FOR PERIURETHRAL CLEANING

BEFORE URINARY CATHETERIZATION: A RANDOMIZED CONTROLLED TRIAL. AM J

INFECT CONTROL 2001: 29:389-394.

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SONDAGEM VESICAL PROLONGADA E INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM

INSTITUIÇÕES PARA PACIENTES CRÔNICOS

ESTA REVISÃO FOI PUBLICADA NO EXEMPLAR DE MAIO DO INFECTION CONTROL

AND HOSPITAL EPIDEMIOLOGY POR LINDSAY E. NICOLLE SOBRE A IMPORTÂNCIA,

PATOGENIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO DA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM

PACIENTES COM SONDAGEM VESICAL PROLONGADA. ELA SUBVERTE MUITOS

CONCEITOS CLÁSSICOS E APROFUNDA A ANÁLISE DAS PROFUNDAS ALTERAÇÕES DA

INTERAÇÃO HOSPEDEIRO COM OS MICRORGANISMOS, PROVOCADAS POR UMA

INSTRUMENTAÇÃO PROLONGADA. ESTE TEXTO CAI COMO UMA LUVA PARA MAIS

ESTA NOVIDADE DO NOSSO SITE QUE É PASSARMOS A ABRIR TODOS OS ARTIGOS

PUBLICADOS PARA DEBATE. APROVEITEM AO MÁXIMO AS CONSEQÜÊNCIAS QUE ELE

TERÁ SOBRE NOSSA PRÁTICA PROFISSIONAL, DISCUTINDO AMPLAMENTE EM SEU

HOSPITAL E EM NOSSO FÓRUM. AFINAL, NADA É SIMPLES QUANDO O HOMEM

INTERVÊM EM SISTEMAS ECOLÓGICOS ESTABELECIDOS NA NATUREZA, SENDO AS

PRÓPRIAS INFECÇÕES HOSPITALARES UM CLARO EXEMPLO DESSA COMPLEXA

INTERAÇÃO.

UMA SONDA VESICAL É CONSIDERADA DE LONGA PERMANÊNCIA QUANDO

ULTRAPASSA 30 DIAS. ISTO OCORRE EM 5 A 10% DOS PACIENTES INTERNADOS EM

INSTITUIÇÕES PARA DOENTES CRÔNICOS. A INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

NESTES PACIENTES É PRATICAMENTE INEVITÁVEL, MAS HABITUALMENTE É

ASSINTOMÁTICA, ENTRETANTO SUA URINA É UMA IMPORTANTE FONTE

INSTITUCIONAL DE GERMES MULTI RESISTENTES, VINDO DAÍ UMA PREOCUPAÇÃO

ADICIONAL. MESMO ASSIM, PACIENTES COM SONDAGEM PROLONGADA APRESENTAM

UMA MAIOR MORTALIDADE ASSOCIADA À INFECÇÃO, POIS A INCIDÊNCIA DE

BACTEREMIA É TRINTA VEZES MAIOR QUE NOS NÃO SONDADOS, ALÉM DE

EVIDÊNCIAS DE PIELONEFRITE AGUDA ENCONTRADAS EM MUITAS AUTÓPSIAS. A

PRINCIPAL MANIFESTAÇÃO CLÍNICA OBSERVADA É FEBRE COM OU SEM BACTEREMIA,

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PRINCIPALMENTE SE O PACIENTE TIVER CONCOMITANTEMENTE OBSTRUÇÃO DE SUA

SONDA.

O RISCO DIÁRIO DE UM PACIENTE CATETERIZADO APRESENTAR NOVA BACTERIÚRIA

É APROXIMADAMENTE 3 A 7%. ASSIM, APÓS UM MÊS DE SONDAGEM, QUASE TODOS

APRESENTARÃO ESTA COMPLICAÇÃO. GERALMENTE SÃO ISOLADOS DE 2 A 5

MICRORGANISMOS, COM PREDOMINÂNCIA DO GÊNERO ENTEROBACTERIACEAE

(DESTACANDO-SE ESCHERICHIA COLI; KLEBSIELLA PNEUMONIAE; CITROBACTER

SPP.; ORGANISMOS PRODUTORES DE URÉASE COMO PROTEUS MIRABILIS;

MORGANELLA MORGANII E PROVIDENCIA STUARTII); GRAM NEGATIVOS NÃO

FERMENTADORES (PSEUDOMONAS AERUGINOSA; ACINETOBACTER SPP.;

STENOTROPHOMONAS MALTOPHILIA); BACTÉRIAS GRAM POSITIVAS

(ESTAFILOCOCOS COAGULASE NEGATIVO; ENTEROCOCCUS SPP.; ESTREPTOCO DO

GRUPO B), E FUNGOS EM PACIENTES COM ANTIBIOTICOTERAPIA PROLONGADA

(PRINCIPALMENTE CANDIDA ALBICANS; NAS TAMBÉM CANDIDA GLABRATA; CANDIDA

TROPICALIS).

EM CADA PACIENTE CRONICAMENTE SONDADO, OS MICRORGANISMOS ESTÃO

MUDANDO CONSTANTEMENTE, O P. STUARTII PERSISTE POR MAIS TEMPO, POIS

APRESENTA ADESINAS ESPECÍFICAS, AO PASSO QUE O ENTEROCOCO RAPIDAMENTE

DESAPARECE. OUTRA CARACTERÍSTICA IMPORTANTE É SUA MULTI RESISTÊNCIA,

POSSIVELMENTE EM DECORRÊNCIA DOS VÁRIOS ESQUEMAS ANTIBIÓTICOS A QUE

OS PACIENTES FORAM SUBMETIDOS. PORTANTO, A URINA DE PACIENTES COM

SONDAGEM DE LONGA PERMANÊNCIA DEVE SER CONSIDERADA FONTE DE

MICRORGANISMOS MULTI RESISTENTES.

OS MICRORGANISMOS PODEM ASCENDER À BEXIGA PELA SUPERFÍCIE EXTERNA DO

CATETER APÓS A COLONIZAÇÃO DA MUCOSA PERIURETRAL OU PELA SUPERFÍCIE

INTERNA A PARTIR DA CONTAMINAÇÃO DA BOLSA OU TUBO DE DRENAGEM. O

REFLUXO URINÁRIO PARA A BEXIGA TAMBÉM PODE LEVAR À CONTAMINAÇÃO. UMA

VEZ QUE A BACTÉRIA ATINJA A BEXIGA PODE FICAR PROLIFERANDO, POIS SEMPRE

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FICA UM RESÍDUO URINÁRIO NA BEXIGA, EM DECORRÊNCIA DO BULBO DA SONDA. A

SUPERFÍCIE DA SONDA VESICAL, PRINCIPALMENTE A INTERNA, FICA RECOBERTA

COM UM BIOFILME FORMADO POR COMPONENTES DO HOSPEDEIRO E DOS

MICRORGANISMOS, O QUAL PROTEGE OS MICRÓBIOS DA AÇÃO DOS

ANTIMICROBIANOS E DOS MECANISMOS DE DEFESA DO HOSPEDEIRO, COMO OS

LEUCÓCITOS E ANTICORPOS. O BIOFILME TAMBÉM FAVORECE A OBSTRUÇÃO DAS

SONDAS. EM SONDAGENS DE LONGA DURAÇÃO, A COLETA DE URINA PELA SONDA

PODE REFLETIR OS MICRORGANISMOS PRESENTES NO BIOFILME AO INVÉS DOS

PRESENTES NA URINA.

É MUITO DIFÍCIL O DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM

PACIENTES COM SONDAGEM PROLONGADA. EMBORA FEBRE SEJA O SINTOMA MAIS

FREQÜENTE, SUA PRESENÇA AO LADO DE UMA UROCULTURA POSITIVA, EM

PACIENTES COM SONDAGEM DE LONGA DURAÇÃO, NÃO É SINÔNIMO DE INFECÇÃO

DO TRATO URINÁRIO. ASSIM, UMA CUIDADOSA INVESTIGAÇÃO DE OUTRAS FONTES

POTENCIAIS DE INFECÇÃO DEVE SER REALIZADA PREVIAMENTE A

ANTIBIOTICOTERAPIA, PARTICULARMENTE SE O PACIENTE ESTIVER ESTÁVEL

CLINICAMENTE E A FEBRE FOR DE BAIXA INTENSIDADE. FEBRE E BACTEREMIA SEM

FEBRE PODEM SER RESOLVIDAS APENAS COM CUIDADOS LOCAIS COMO A TROCA DO

CATETER OBSTRUÍDO E EVITAR TRAUMA DA MUCOSA URINÁRIA PROVOCADA PELA

SONDA. BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NÃO DEVE SER TRATADA COM

ANTIMICROBIANOS, POIS NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS DE SEU BENEFÍCIO EM REDUZIR

A MORBIDADE E A MORTALIDADE ASSOCIADAS, NEM A URINA É MANTIDA ESTÉRIL,

HAVENDO SIM A PERSPECTIVA DE EMERGÊNCIA DE RESISTÊNCIA MICROBIANA.

COMO PRATICAMENTE TODOS OS PACIENTES COM SONDAGEM DE LONGA DURAÇÃO

APRESENTAM BACTERIÚRIA, NÃO HÁ INDICAÇÃO PARA A COLETA ROTINEIRA DE

UROCULTURA. A PIÚRIA, PRATICAMENTE SINÔNIMO DE INFECÇÃO, PODE ESTAR

ASSOCIADA À IRRITAÇÃO PROVOCADA PELA SONDA, NÃO HAVENDO NECESSIDADE

DE REALIZAR UROCULTURA. ESSE EXAME ESTÁ INDICADO EM SITUAÇÕES

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ESPECÍFICAS COMO NA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS, PARA IDENTIFICAÇÃO DE

FONTES DE GERMES MULTI RESISTENTES E PARA PACIENTES COM FEBRE ASSOCIADA

OU NÃO A SINAIS E SINTOMAS LOCAIS, BACTEREMIA E OUTRAS COMPLICAÇÕES DA

SONDAGEM COMO HEMATÚRIA E OBSTRUÇÃO.

A UROCULTURA DEVE SER SEMPRE REALIZADA ANTES DE SE INICIAR A

ANTIBIOTICOTERAPIA DE UMA INFECÇÃO SINTOMÁTICA DO TRATO URINÁRIO. SE

UM PACIENTE DESENVOLVE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO E ESTÁ SONDADO HÁ

MAIS DE 7 DIAS, RECOMENDA-SE A TROCA DA SONDA E A COLETA DA UROCULTURA

APÓS A NOVA SONDAGEM. O ANTIBIÓTICO DEVE SER VOLTADO À SUCEPTIBILIDADE

DOS MICRORGANISMOS ISOLADOS E A SE A RESPOSTA FOR SATISFATÓRIA, A

DURAÇÃO DA ANTIBIOTICOTERAPIA NÃO DEVE EXCEDER 5 A 7 DIAS, PARA SE

EVITAR A EMERGÊNCIA DE MICRORGANISMOS RESISTENTES.

DENTRE AS MEDIDAS PROFILÁTICAS OBVIAMENTE DESTACA-SE EVITAR O USO

PROLONGADO DAS SONDAS, INCENTIVANDO SUA SUBSTITUIÇÃO POR CONDONS,

FRALDÕES COM REFORÇO DA HIGIENE PERINEAL. A INSTITUIÇÃO DEVE

DESENVOLVER, DIFUNDIR, TREINAR E MONITORAR O EMPREGO DE PROTOCOLOS

RELACIONADOS À SONDAGEM VESICAL, CONTEMPLANDO PELO MENOS SUA

INDICAÇÃO, TÉCNICA DE INSERÇÃO, SISTEMAS FECHADOS DE DRENAGEM,

IRRIGAÇÃO DA SONDA, MANUTENÇÃO DO FLUXO URINÁRIO E INDICAÇÕES PARA

TROCA DA SONDA.

EMBORA ESTUDOS FALHEM AO MEDIR SEU IMPACTO, VÁRIAS MEDIDAS SÃO

PROPOSTAS: MEDIR O RISCO DIÁRIO DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM

PACIENTES SONDADOS; MONITORAR PRESENÇA DE BACTÉRIAS RESISTENTES NA

URINA DOS PACIENTES SONDADOS; IDENTIFICAR SURTOS OU DE TENDÊNCIA A

AUMENTO DESTAS INFECÇÕES; ISOLAR PACIENTES COM VRE OU MRSA NA URINA;

LAVAR AS MÃOS E UTILIZAR LUVA AO TER CONTATO COM A URINA DOS PACIENTES

COM CATETERIZAÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA; EMPREGAR SONDAS ESPECIAIS EM

PACIENTES DE RISCO; PADRONIZAR OS CUIDADOS PARA OS PACIENTES SONDADOS

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(INSERÇÃO, MANUTENÇÃO, TROCA, MEDIDAS DE SEGURANÇA, DRENAGEM E

AVALIAÇÃO DE RESULTADOS); SEPARAÇÃO ESPACIAL DE PACIENTES

CATETERIZADOS; TREINAR A EQUIPE EM PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS (CUIDADOS

COM PACIENTES INCONTINENTES; ITU ASSOCIADA À SONDAGEM DE LONGA

PERMANÊNCIA; TRANSMISSÃO CRUZADA DE MICRORGANISMOS ENTRE PACIENTES

SONDADOS).

NÃO ESTÁ INDICADA A ANTIBIOTICOPROFILAXIA DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

EM PACIENTES COM SONDAGEM PROLONGADA, POIS FATALMENTE RESULTA EM

INFECÇÃO POR GERMES COM MAIOR RESISTÊNCIA MICROBIANA. A IRRIGAÇÃO

ROTINEIRA E A TROCA PERIÓDICA DA SONDA TAMBÉM NÃO SÃO EFETIVAS NESTA

PREVENÇÃO. UM ESTUDO DEMONSTROU QUE MESMO O TRATAMENTO DE PACIENTES

ASSINTOMÁTICOS NÃO REDUZIU A INCIDÊNCIA DE BACTEREMIA OU OBSTRUÇÃO DO

CATETER, PORÉM FOI ASSOCIADO A SUPERINFECÇÃO COM GERMES RESISTENTES À

DROGA EMPREGADA (CEFALEXINA).

A REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS UROLÓGICOS, NA PRESENÇA DE URINA

INFECTADA, APRESENTA ALTO RISCO DE COMPLICAÇÕES COMO FEBRE, BACTEREMIA

E CHOQUE SÉPTICO. ESTAS CONSEQÜÊNCIAS PODEM SER PREVENIDAS SE ANTES DA

INTERVENÇÃO FOR REALIZADA UMA UROCULTURA, IDENTIFICANDO E EMPREGANDO

DROGAS EFETIVAS CONTRA O(S) MICRORGANISMO(S) ISOLADO(S). LOGO, ESTE

EXAME É OBRIGATÓRIO ANTES DE PROCEDIMENTOS UROLÓGICOS EM PACIENTES

COM SONDAGEM DE LONGA DURAÇÃO. O ANTIBIÓTICO DEVE SER DADO

IMEDIATAMENTE ANTES DA INTERVENÇÃO E NÃO DEVE SE PROLONGAR POR MAIS

QUE 24 HORAS, POIS SUA FINALIDADE É PROFILÁTICA DE COMPLICAÇÕES DO

PROCEDIMENTO E NÃO TERAPÊUTICA DA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO.

A TROCA DE UMA SONDA VESICAL TAMBÉM É TRAUMÁTICA, AUMENTANDO A

INCIDÊNCIA DE BACTEREMIA, DOBRANDO O RISCO DE INFECÇÃO DO TRATO

URINÁRIO NAS PRIMEIRAS 24 HORAS SUBSEQÜENTES, SENDO SUGERIDA TAMBÉM A

ANTIBIOTICOPROFILAXIA POR 24 HORAS QUANDO UMA SONDA PROLONGADA É

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