Tcc dimensionador de banco de baterias
FabricioPDC
FabricioPDC15 de Julho de 2015

Tcc dimensionador de banco de baterias

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Trabalho de Conclusão de Curso sobre Dimensionamento de banco de baterias
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Universidade Federal do Paraná Departamento de Engenharia Elétrica

ERICK WAGHETTI SANTOS

RICARDO SEIJI MATSUMOTO

DIBB – Dimensionador de banco de

baterias

Curitiba

2010

                     

ERICK WAGHETTI SANTOS

RICARDO SEIJI MATSUMOTO

DIBB – Dimensionador de banco de

baterias

Curitiba

2010

Projeto de Graduação apresentado à Disciplina de Projeto de Graduação como requisito parcial à conclusão do Curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná. Orientador: Vilson R. G. R. da Silva

                     

RESUMO

Baterias são elementos acumuladores de energia com papel fundamental nos

sistemas elétricos, atuando como fonte de energia reserva durante falhas na fonte

principal. Baterias do tipo VRLA são largamente utilizadas devido as suas

características de versatilidade, confiabilidade e custo/benefício. Devido à falta

de literatura técnica sobre tema, este trabalho tem por objetivo apresentar o

DIBB, um método de dimensionamento de bancos de baterias VRLA, assim

como o software criado para executá-lo. O público alvo deste projeto são os

profissionais e estudantes em busca de um método detalhado para realizar

dimensionamento de bancos de baterias.

Palavras-chave: Bateria VRLA, dimensionamento, software

ABSTRACT

Batteries are energy accumulator elements playing a crucial role in electrical

systems, acting as an energy reserve during failures in the main source. Type

VRLA batteries are widely used due to its characteristics of versatility,

reliability and cost / benefit. Due to lack of technical literature on the subject,

this paper aims to present the DIBB, a method of sizing of VRLA battery banks,

as well as software designed to run it. The audiences for this project are

professionals and students in search of a method to perform detailed design of

                      battery banks.

Keywords: VRLA battery, design, software

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Visão geral de um sistema atendido por banco de baterias............................................... 2

Figura 2: Pilha Voltáica.................................................................................................................... 3

Figura 3: Estrutura de uma célula de bateria .................................................................................... 4

Figura 4: Ligação de baterias em série ............................................................................................. 7

Figura 5: Ligação de baterias em paralelo........................................................................................ 8

Figura 6: Ligação de baterias série-paralelo..................................................................................... 8

Figura 7: Representação das reações químicas de carga e descarga nas baterias chumbo ácidas.. 10

Figura 8: Representação da eletrólise da água na carga de uma bateria chumbo ácida ................. 10

Figura 9: Comportamento do oxigênio e do hidrogênio em uma bateria chumbo ácida................ 11

Figura 10: Recombinação do oxigênio e do hidrogênio em uma bateria de gel ............................ 12

Figura 11: Recombinação de oxigênio e hidrogênio em uma bateria AGM.................................. 13

Figura 12: Exemplo de uma curva de descarga.............................................................................. 16

Figura 13 : Arquitetura da solução apresentada, conforme documento N°240-500-700 do Sistema

de Documentação TELEBRÁS [1] ................................................................................................ 24

Figura 14: Interface de entrada de dados do DIBB ........................................................................ 34

                     

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Curva de capacidade de uma bateria genérica ..........................................................6

Tabela 2: Meia reação de descarga de uma bateria chumbo ácida...........................................9

Tabela 3: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto .........................................26

Tabela 4: Resultados do DIBB para o exemplo proposto.........................................................29

Tabela 5: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto, agora utilizando o 

elemento de bateria modelo 3 OPzV 150 ................................................................................30

Tabela 6: Resultados do DIBB para o exemplo proposto, agora usando o elemento de bateria 

modelo 3 OPzV 150 ..................................................................................................................31

Tabela 7: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto, agora utilizando o 

elemento de bateria modelo 20 OPzV 2500 ............................................................................31

Tabela 8: Resultados do DIBB para o exemplo proposto, agora usando o elemento de bateria 

modelo 20 OPzV 2500 ..............................................................................................................32

                     

SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO .................................................................................................................1

1.1 ESTADO DE ARTE..........................................................................................................1

1.1.1Dimensionador de Baterias pelo Engenheiro Walter Sidnei Soares .......................2

1.2 OBJETIVOS ....................................................................................................................2

2BATERIAS ........................................................................................................................3

2.1 BATERIAS .....................................................................................................................3

2.2 BATERIAS CHUMBO-ÁCIDAS .........................................................................................9

2.3 BATERIAS CHUMBO-ÁCIDAS REGULADAS POR VÁLVULA (BATERIAS VRLA)............11

3METODOLOGIA ...........................................................................................................14

3.1 PREMISSAS..................................................................................................................14

3.2 FLUXO DE PROCESSO ..................................................................................................15

3.3 VARIÁVEIS DE ENTRADA ............................................................................................16

3.4 ALGORITMO DE CÁLCULO...........................................................................................18

4APLICAÇÃO DO DIBB – EXEMPLO.........................................................................22

5RESULTADOS DO DIBB..............................................................................................32

                      6CONCLUSÕES ...............................................................................................................34

7REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................................................36

APÊNDICE A – FLUXOGRAMA DE CÁLCULO DO DIBB ..........................................38

ANEXO A – TABELA DE INFORMAÇÕES SOBRE AS BATERIAS DO

FABRICANTE SATURNIA [9] ...........................................................................................40

ANEXO B – LISTA DE PESOS DE CRITICIDADE RETIRADOS DO MANUAL

TELEBRÁS [1] .......................................................................................................................41

ANEXO C – CURVA DE AUTONOMIA RETIRADO DO MANUAL TELEBRÁS [1]43

    1                  

1 INTRODUÇÃO

As baterias elétricas têm sido utilizadas ao longo dos anos em diversas aplicações,

porém uma de suas aplicações principais está voltada a elementos acumuladores em sistemas

de alimentação ininterruptos.

Na atualidade, existe uma grande dependência pela energia elétrica. A falta do

suprimento de energia pode gerar diversos problemas, em sua maioria ligada ao prejuízo

material ou perda de informações. É por esta razão que muitas empresas voltam sua atenção a

sistemas que possam suprir energia elétrica em situações de emergência.

Nos sistemas de suprimento de emergência existem dois tipos de fontes de energia:

os geradores e as baterias. Para suprir a energia elétrica, os geradores precisam de

combustível e assim transformarão energia mecânica em energia elétrica, já as baterias

transformarão energia química armazenada, em energia elétrica.

As baterias são adequadas em situações emergências, pois podem ser colocadas em

funcionamento quase que imediatamente, diferente das maquinas geradoras. Na prática, as

baterias são empregas apenas até que um gerador a combustível possa entrar em operação,

devido grande diferença de custo financeiro entre os dois sistemas.

1.1 Estado de Arte

Citaremos aqui um processo já existente na literatura para dimensionamento de

bancos de baterias.

    2                  

1.1.1 Dimensionador de Baterias pelo Engenheiro Walter Sidnei Soares

Criado pelo engenheiro Walter Sidnei Soares, esse processo [14] demonstra uma

técnica utilizada para o dimensionamento de banco da baterias. O processo é focado no

dimensionamento através da capacidade em wattdos elementos.

Objetivos 

Neste trabalho, a função especifica da bateria é atuar como fonte auxiliar que

assegura ininterruptibilidade no fornecimento de energia, um esquema deste sistema pode ser

observado na Figura 1.

Corrente alternada Unidade retificadora

Acumulador de energia

Carga CC

Figura 1: Visão geral de um sistema atendido por banco de baterias 

A corrente alternada fornecida pela concessionária é convertida em corrente contínua

depois de passar por uma ou mais unidades retificadoras. Esta corrente continua é utilizada

para alimentar uma carga, além de manter carregada uma associação de baterias. Quando o

fornecimento de energia CA é interrompido, a energia acumulada nas baterias é utilizada para

suprir o consumo da carga [1].

O foco deste projeto é apresentar o método criado para determinar arranjos de

baterias, de modo que estes consigam suprir condições pré-definidas de carga e autonomia.

Esta metodologia de dimensionamento foi batizada com o nome de DIBB (Dimensionador de

banco de baterias).

    3                  

Para facilitar sua utilização, o DIBB foi adaptado para um software em linguagem

VBA(Visual Basic for Applications),permitindo que todos os cálculos nele contidos sejam

realizados automaticamente, com fácil visualização dos resultados.

O DIBB tem como público alvo usuários com conhecimento básico sobre instalações

elétricas e baterias, que procuram uma metodologia para dimensionar baterias para sistemas

que necessitam do fornecimento de energia ininterrupta. Sua adaptação para software o torna

uma ferramenta de cálculo para simular rapidamente diversas configurações de banco de

baterias, sem que o usuário tenha que perder tempo com extensos processos de cálculos.

2 BATERIAS

2.1 Baterias

O conceito de baterias é antigo, em 1800, a primeira bateria foi criada por

Alessandro Volta, tal bateria foi denominada pilha voltáica. A pilha voltaica consistia de

discos de cobre e discos de zinco sobrepostos, posicionado entre cada disco havia um pano

enxarcado com água salgada. A Figura 2 [2] demonstra um esquema da pilha voltáica de

cobre-zinco.

Figura 2: Pilha Voltáica

    4                  

Desde então as baterias evoluiram muito, atualmente existem baterias de diversos

tamanhos, formatos e compostos por diferentes elementos químicos.

A bateria elétrica é uma fonte de corrente contínua, ela é utilizada como suprimento

de energia para diversos tipos de equipamentos que abrange desde eletrônicos portáteis até

automóveis.

A bateria é um equipamento composto da combinação de uma ou mais células

eletroquímicas, também chamadas de células voltaicas, tais células tem como objetivo

converter energia química armazenada em energia elétrica.

A célula voltaica é um equipamento simples que consiste de um ou mais pares de

placas compostas por um tipo de metal ou liga de metal, cada uma das placas primárias do par

é feito de um material específico e as placas secundárias do par são feitos de outro material, as

placas primárias e as placas secundárias são intercaladas entre si em conjunto com uma placa

separadora não condutora e são envoltos em uma solução eletrolítica. A estrutura da célula

pode ser visualizada na Figura 3 [3].

Figura 3: Estrutura de uma célula de bateria

    5                  

As placas não se encostam fisicamente, porém estão eletricamente conectados pela

solução eletrolítica que geralmente é composta por uma solução ácida ou alcalina.

Dentre as placas, uma é chamada de ânodo, para onde os ânions tendem a migrar e a

outra é chamada cátodo, para onde os cátions têm tendência a migrar. Devido à diferença de

material de cada placa, existe uma diferença de potencial entre as placas, essa diferença

também é conhecida como tensão de terminal da célula [4].

Quando o circuito é fechado, conectando os terminais da bateria; no caso da célula os

terminais da própria, as reações químicas começam a ocorrer; nessa reação ocorre à troca de

íons, o ânodo sofre oxidação do material e libera elétrons e no cátodo ocorre um acúmulo de

material e a passagem dos elétrons livres, gerando a corrente elétrica.

Nas baterias reais, a descarga ocorre também quando a bateria se encontra em

circuito aberto, esse fenômeno é denominado autodescarga. A autodescarga acontece porque

no momento em que a bateria se encontra carregada, ela se encontra forçada a um estado

quimicamente não natural e quando em repouso tende a voltar a sua situação natural,

resultando numa pequena descarga.

Existem três tipos de células, as principais são as células primárias e as células

secundárias. Atualmente, a terceira e menos utilizada devido a seu custo elevado é a chamada

célula a combustível.

As células primárias têm reações eletroquímicas não reversíveis, ou seja, após a

descarga não há como ser re-utilizada a não ser que ocorra a troca dos materiais de dentro da

célula.

    6                  

A maioria das baterias que utilizam a célula primária utiliza o zinco como ânodo, um

óxido metálico como cátodo e uma solução ácida ou alcalina como eletrólito. Essas baterias

são as mais baratas e podem ser estocadas por um longo período de tempo, devido ao pequeno

nível de autodescarga deste tipo de bateria. Os tipos de baterias primárias mais comuns são as

de Zinco-Carbono e as alcalinas [4].

As células secundárias apresentam reações eletroquímicas reversíveis, ou seja, as

reações químicas que produzem eletricidade na célula podem facilmente ser revertidas para

restaurar os materiais na célula ao seu estado inicial, este processo é chamado de

recarregamento da bateria. Este processo de recarregamento consiste na passagem forçada de

corrente elétrica através da célula na direção oposta a que a corrente é produzida

originalmente na célula.

A bateria secundária é utilizada principalmente em partida de motores, equipamentos

eletrônicos portáteis e acumuladores para sistemas de energia ininterruptos. Os tipos de

baterias secundárias, ou recarregáveis, mais comuns são as de Níquel Cádmio, Níquel Hidreto

Metálico, Íon de Lítio e as mais utilizadas as Chumbo Ácidas [4].

A capacidade de descarga da bateria é dada em Ah, que quantifica a quantidade de

energia utilizável a bateria pode armazenar em condições de tensão nominais. Um exemplo de

curva de capacidade está demonstrado na Tabela 1 [5].

Tabela 1: Curva de capacidade de uma bateria qualquer

10h 8h 5h 3h 1h 150Ah/10h 150A 144A 129A 106A 72A

CAPACIDADE EM Ah - Descarga de 1,75V/elemento BATERIA

     

    7                  

De acordo com a curva da Tabela 1:

1 Para uma descarga de 10 horas, será consumido 15 A por hora, ou seja 150 A no total;

2 Para uma descarga de 1 hora, será consumido 72 A.

Em diversos casos uma bateria pode não ser suficiente para suprir a demanda por

corrente ou tensão do sistema, nesses casos é necessário o agrupamento de baterias, criando

assim um banco de baterias, esse agrupamento pode ser feito em série, paralelo ou série-

paralelo.

A ligação de baterias em série resulta numa capacidade constante, porém a tensão

terminal aumenta. Como pode ser observado na Figura 4 [6], o valor de tensão dobrou.

Figura 4: Ligação de baterias em série

Uma fileira de baterias conectadas em série é denominada de string.

A ligação de baterias em paralelo resulta no aumento da capacidade do sistema,

porém a tensão terminal continua a mesma.

Como pode ser observado na Figura 5 [6], o valor de tensão não muda, supondo que

a capacidade de uma bateria seja 100Ah, o sistema total teria uma capacidade de 200Ah.

    8                  

Figura 5: Ligação de baterias em paralelo 

No caso da ligação em série-paralelo, ocorre tanto o aumento da tensão terminal

quanto da capacidade, porém ocorre um aumento de complexidade do sistema. Um exemplo é

demonstrado na Figura 6 [6].

Figura 6: Ligação de baterias série‐paralelo

    9                  

2.2 Baterias Chumbo-ácidas

Inventada em 1859, pelo físico francês Gastón Planté, a bateria chumbo ácida foi a

primeira bateria recarregável criada para uso comercial. Este é o tipo de bateria menos

eficiente no quesito peso/energia [7], porém é a tecnologia de bateria recarregável com

melhor custo/benefício e com os avanços tecnológicos apresenta a melhor eficiência entre as

baterias recarregáveis, são bastante duráveis e não possuem efeito memória, também

conhecido como vício da bateria, permitindo assim um maior número de cargas e descargas

da bateria.

Na célula das baterias chumbo ácidas, o anodo é composto por chumbo ( Pb ), o

cátodo por dióxido de chumbo ( 2PbO ) e o eletrólito é composto por ácido sulfúrico

( 42 SOH ). Uma simplificação da meia reação de descarga da bateria pode ser demonstrada na

Tabela 2 [8].

Tabela 2: Meia reação de descarga de uma bateria chumbo ácida

Placa Meia Reação - Descarga Tensão

Resultante

Negativa Pb + SO42- → PbSO4 + 2e- 0.356V

Positiva PbO2 + SO42- + 4H+ + 2e- → PbSO4 + 2H2O 1.685V

Como apresentado na Tabela 2, cada uma das células gera em torno de 2V, então

para se conseguir, por exemplo, uma bateria de 12V são necessárias 6 células conectadas.

As reações completas de descarga e carga podem ser simplificadas e estão

demonstradas na Figura 7 [9].

    10                  

 

Figura 7: Representação das reações químicas de carga e descarga nas baterias chumbo ácidas

Na descarga, o dióxido de chumbo da placa positiva e o chumbo da placa negativa

reagem com o ácido sulfúrico do eletrólito. Gradualmente ambas as placas, positiva e

negativa, se transformam em sulfato de chumbo, enquanto a concentração do ácido sulfúrico

diminui.

Já no processo de carregamento, quando a bateria está ligada a uma fonte de energia,

os materiais ativos, positivo e negativo, que foram transformados em sulfato de chumbo

revertem para dióxido de chumbo e chumbo respectivamente, enquanto a concentração do

ácido sulfúrico aumenta.

Quando a bateria se encontra no estágio final de carga, a energia é consumida

somente para a decomposição eletrolítica da água no eletrólito, resultando na geração de gás

oxigênio da placa positiva e hidrogênio da placa negativa [9], como apresentado na Figura 8.

222 22 OHOH +→ Figura 8: Representação da eletrólise da água na carga de uma bateria chumbo ácida

Dentro da bateria pode ocorrer a recombinação do hidrogênio e do oxigênio, porém

esta ocorre num nível extremamente baixo não chegando a 30% de eficiência [10]. A Figura 9

    11                   [11] apresenta, dentro de uma bateria, o comportamento dos gases de oxigênio e de

hidrogênio.

Figura 9: Comportamento do oxigênio e do hidrogênio em uma bateria chumbo ácida 

O gás produzido desprende da bateria causando diminuição do eletrólito, requerendo

que ocasionalmente haja reposição de água. Devido à liberação do gás hidrogênio, as baterias

chumbo ácidas necessitam estar em um ambiente bem ventilado, pois o gás é extremamente

explosivo, mesmo em pequenas concentrações [10].

Na prática, nas células não é utilizado o chumbo puro como anodo, para melhorar a

desempenho e aumentar a vida útil da bateria, utiliza-se uma liga contendo chumbo e

pequenas quantidades de antimônio (Sb), estanho (Sn), cálcio (Ca) ou selênio (Se),

dependendo da finalidade da bateria [4].

2.3 Baterias Chumbo-ácidas Reguladas por Válvula (Baterias VRLA)

A bateria VRLA (Valve Regulated Lead Acid) é uma bateria chumbo ácida

construída com o intuito de diminuir a manutenção da bateria, dispensando a adição de água à

célula, pois a bateria foi projetada para que o hidrogênio e o oxigênio se recombinem dentro

da bateria em vez de deixar escapar para o ambiente. Nesta bateria existe uma válvula de

    12                   segurança no caso em que a concentração de hidrogênio dentro da bateria atinja um nível

perigoso. Quando isto ocorre o gás é liberado, porém a válvula raramente é aberta devido ao

alto nível de eficiência na recombinação dos gases dentro da bateria, não havendo mais a

necessidade de um ambiente com ventilação especial para o funcionamento das baterias.

Outro fator essencial das baterias VRLA é o eletrólito, diferente das baterias chumbo

ácidas convencionais, o eletrólito das baterias VRLA não é uma solução líquida. Dependendo

do eletrólito a bateria VRLA tem uma nomenclatura diferente, pode ser denominada como

bateria em gel ou bateria AGM [4].

Na bateria em gel, o ácido sulfúrico é misturado com microsílica que resulta em um

eletrólito de consistência de gelatinosa. Neste formato ocorre a melhora de resistência a

temperaturas extremas, choque e vibrações; quimicamente e conseqüentemente eletricamente

a bateria funciona da mesma forma [12]. Quando seco, o eletrólito em forma de gel apresenta

vãos em sua estrutura, estes vãos são necessários para liberar o oxigênio da placa positiva

para a placa negativa, facilitando a recombinação do oxigênio e do hidrogênio liberado pela

placa negative [10]. Um esquema dessa recombinação pode ser visualizado na Figura 10 [11].

Figura 10: Recombinação do oxigênio e do hidrogênio em uma bateria de gel 

    13                  

Esta tecnologia de bateria apresenta algumas desvantagens: a bateria precisa ser

carregada lentamente, para evitar que o excesso de vapores danifique a célula [7].

A bateria AGM (Absorved Glass Mat) é a mais recente tecnologia de baterias

chumbo ácidas. Trata-se de redes de micro fibra de vidro, posicionadas entre as placas de

chumbo da bateria, as quais absorveram todo o ácido necessário para as reações nas células.

Por outro lado, a capacidade de absorção das redes de fibra de vidro é tal que, embora o ácido

seja completamente absorvido pela rede, o limite de saturação da rede nunca é alcançado. A

fibra de vidro não age apenas como uma esponja de ácido, mas também como um separador

elétrico e permite a passagem de oxigênio entre as places [10], como pode ser visto na figura

11 [11].

Figura 11: Recombinação de oxigênio e hidrogênio em uma bateria AGM 

A bateria AGM apresenta diversas vantagens: imunidade ao congelamento, a

eficiência de recombinação de hidrogênio e oxigênio é extremamente alta chegando a valores

próximos a 100% [11], nível de autodescarga pequeno, devido à baixa resistência elétrica

apresentando assim, uma maior capacidade e eficiência que as outras baterias [13].

Devido a estas peculiaridades dos eletrólitos, as baterias VRLA necessitam de menos

ácido para o seu funcionamento, além de não haver problemas de vazamento de ácido, estas

baterias podem ser posicionadas de diversas maneiras. Com a diminuição de ácido dentro da

    14                   bateria conseqüentemente o tamanho e peso da bateria também diminuem, sendo esta mais

uma das grandes vantagens das baterias VRLA.

3 METODOLOGIA

3.1 Premissas

As baterias consideradas para utilização do DIBB são as baterias VRLA não

ventilada, nas condições de funcionamento especificadas pela curva de descarga do elemento

de bateria utilizado (indicada no respectivo manual do fabricante, que indica temperatura de

operação e limites de tensão de flutuação e final de descarga). O DIBB dimensiona apenas o

arranjo quantitativo das baterias, não levando em consideração sua distribuição espacial no

ambiente de instalação (área ocupada), nem equipamentos auxiliares (sensores e periféricos)

cuja utilização para funcionamento de um sistema real seja recomendável/necessária.

Também não são considerados quaisquer outros elementos presentes nos sistemas de

fornecimento CC (tais como reguladores de tensão, cabeamento, quadros elétricos e unidades

retificadoras).

No DIBB, considera-se a operação do banco de baterias dentro dos limites de carga e

descarga especificados pelo fabricante (tensão de flutuação em que o elemento permanece

enquanto não é utilizada, tensão final de descarga a que o elemento é submetido enquanto

fornece energia para a carga). Conforme já mencionado, não serão abordados aqui os

mecanismos que efetuam este controle da tensão.

O DIBB considera apenas a utilização de bateria dentro de sua vida útil, ou seja, com

uma capacidade maior do que 80% da nominal.

    15                  

O aplicativo DIBB não aponta qual bateria é a mais indicada para o sistema. Pode ser

utilizada qualquer bateria VRLA semelhantes de qualquer fabricante, bastando apenas

modelá-los a partir da sua curva de descarga Ah x hora.

O aplicativo DIBB por si só não realiza comparações entre arranjos de diferentes

baterias para a mesma situação modelada.

3.2 Fluxo de Processo

O fluxo do processo baseia-se nas 4 etapas apresentadas a seguir:

1. Levantamentos de informações acerca da instalação e da bateria a serem

utilizadas tais informações são determinados pelo usuário.

2. Com base nas informações levantadas, determinar as variáveis de entrada.

3. Alimentar as equações do algoritmo de cálculo com as respectivas variáveis e

realizar os cálculos.

4. Obter os resultados do DIBB, entre eles a quantidade de baterias conectadas

em série e número de fileiras de baterias conectadas em série que estarão

conectadas em paralelo.

Cada cálculo e operação que compõe o fluxo de processo é alimentado por variáveis

de entrada ou pelas saídas de outros passos anteriores, fornecendo resultados que devem ser

encadeados para se atingir os resultados do DIBB.

Para facilitar o entendimento do DIBB, pode ser consultada a ilustração chamada

diagrama ilustrado do fluxo do processo, no Apêndice A.

    16                  

Analisando o diagrama, fica visível a relação entre o algoritmo de cálculo, variáveis

de entrada e os cálculos de passagem entre eles.

3.3 Variáveis de Entrada

Variáveis de entrada são as informações que o usuário deve fornecer ao DIBB, e que

são utilizadas durante o fluxo do processo para alimentar as equações do algoritmo de cálculo.

Elas são o resultado de como o usuário modelou a situação problema para informar ao DIBB

os parâmetros do banco de baterias procurado. São elas:

Curva de descarga por elemento de bateria (Ah x h)

Esta curva apresenta os valores de capacidade do elemento de bateria escolhido (em

Ah) em função da duração da descarga, nas condições de temperatura e para a tensão final de

descarga especificada pelo fabricante. Ela é composta por pontos (Ah x Horas) que compõe a

curva fornecida no manual do fabricante. Um exemplo de curva de descarga pode ser

visualizada na Figura 12.

Figura 12: Exemplo de uma curva de descarga 

     

    17                   • Autonomia do banco de baterias (Aut, [h])

Esta variável representa o valor da autonomia desejada para o banco de bateria.

Indica qual o tempo mínimo que o banco de baterias deve sustentar a carga. Este é um dado

que fica a critério do usuário do DIBB.

Potência nominal da carga (Pc, [W])

Esta variável representa a potência ativa que a carga solicita ao banco de baterias. As

cargas aqui consideradas são sempre de potência constante, em que quedas na tensão de

alimentação são compensadas pelo aumento da corrente solicitada.

Tensão final por elemento de bateria (Vfpe, [V])

Este valor representa a tensão limite de descarga a que um elemento de bateria pode

ser submetido sem comprometer sua vida útil. Este valor é especificado pelo fabricante e está

relacionado com a curva de descarga do elemento de bateria.

Tensão mínima admissível pela carga (Vmin_carga, [V])

Este valor representa a mínima tensão, estipulada pelo usuário, a que a carga é

submetida. Neste patamar, a tensão por elemento de bateria é a tensão final por elemento,

descrita anteriormente.

Tensão de flutuação por elemento (Vflut_e, [V])

Este valor indica qual a tensão por elemento no instante em que o banco de baterias

começa a ser utilizado pela carga. É um valor especificado pelo fabricante, e depende da

tensão a que está submetida à carga quando esta não está utilizando o banco de baterias, e sim

    18                   a fonte de energia principal (no caso, a fonte principal estaria alimentando a carga e

carregando o banco de baterias)

3.4 Algoritmo de Cálculo

Conforme explicado anteriormente, o algoritmo de cálculo é o conjunto dos cálculos

e operações que compõem o fluxo do processo.

Cada passo do algoritmo de cálculo é alimentado por variáveis de entrada ou pelas

saídas de passos anteriores, fornecendo resultados que devem ser encadeados para se atingir

os objetivo do DIBB. São eles:

Passo 1: Cálculo analítico da capacidade (Ah) do elemento de bateria (Ah, [Ah]).

Neste passo, determina-se a capacidade (em Ah) de cada elemento de bateria

utilizado no banco. Se o valor da capacidade não for um valor tabelado no manual do

fabricante, este valor deve ser calculado através de uma interpolação linear.

A partir de dois pontos próximos que compõem a curva de descarga, faz-se uma

aproximação linear para calcular o terceiro ponto interpolado, que expressa a capacidade do

elemento de bateria na autonomia determinada pelo usuário. O cálculo pode ser demonstrado

pela equação abaixo:

Ah = ( )( ) ( ) ( )[ ]

( ) ⎭ ⎬ ⎫

⎩ ⎨ ⎧

− −

+ ⎭ ⎬ ⎫

⎩ ⎨ ⎧

⎥ ⎦

⎤ ⎢ ⎣

⎡ − −

XaXc YcXaYaXc

XaXc YaYcXb *** (1)

Onde:

a: Ponto anterior ao procurado X : Horas (variável independente)

b: Ponto procurado Y: Capacidade em Ah (variável dependente)

c: Ponto posterior ao procurado

    19                   • Passo 2: Cálculo da corrente máxima fornecida por cada elemento de bateria (Ie,

[A]).

Este passo calcula a máxima corrente (em ampéres) que cada bateria, e

conseqüentemente todas as baterias conectadas em série, consegue fornecer.

O cálculo da corrente utiliza o valor obtido em (1), capacidade ba bateria para a

autonomia desejada (Ah), e da variável de entrada: autonomia desejada (Aut). A equação 2

apresenta o cálculo da corrente máxima:

Ie = Aut Ah (2)

Passo 3: Cálculo do número de elementos em série (Ns, número de elementos).

Este passo determina a quantidade de baterias que devem ser colocados em série para

atender as especificações de tensão indicadas pelo usuário.

Este valor depende das variáveis de entrada: tensão final por elemento de bateria

(Vfpe) e tensão mínima admissível pela carga (Vmin_carga). O cálculo do número de

elementos em série é dado pela equação 3:

Ns = Vpfe

acV argmin_ (3)

O resultado da equação 3 tem ser um número inteiro, por representar uma quantidade

de componentes reais. Caso o resultado seja um valor fracionário, é feito o arredondamento

sempre para o número inteiro acima do obtido.

    20                   • Passo 4: Cálculo da tensão inicial do banco de baterias (Vini, [V]).

Este passo calcula a tensão inicial (em volts) que o banco de baterias fornecerá para a

carga no início do processo de descarga do banco. Este é o maior valor de tensão CC que o

banco de baterias poderá fornecer a carga.

O cálculo da tensão inicial depende do número de baterias conectadas em série,

obtida através da equação 3, Ns, e da tensão de flutuação por bateria (Vflut_e), uma variável

de entrada. A equação 4 demonstra o cálculo da tensão desejada.

Vini = Vflut_e * Ns (4)

Passo 5: Cálculo da tensão mínima fornecida pelo banco de baterias (Vfor_min, [V]).

Este passo apresenta a menor tensão que o banco de baterias fornece para a carga

(em volts), dentro das condições especificadas pelo usuário. Este é o valor de tensão ao final

da descarga, quando a tensão por elemento for igual à tensão final por elemento de bateria.

Este valor é obtido a partir da quantidade de baterias conectadas em série, resultado

obtido da equação 3, Ns, e da tensão final por elemento de bateria (Vfpe). A equação 5

demonstra a relação entre essas variáveis para a obtenção do resultado:

Vfor_min = Vpfe * Ns (5)

Passo 6: Corrente média solicitada pela carga (Ic_med, [A]).

Este passo apresenta a corrente média (em ampéres) que a carga solicita ao banco de

baterias ao longo do processo de descarga.

    21                  

Este valor é obtido a partir da potência nominal da carga (Pc), da tensão inicial do

banco de baterias (Vini), resultado da equação 4; e da tensão mínima fornecida pelo banco de

baterias (Vfor_min), fornecida pela equação 5. A equação 6 demonstra o processo:

Ic_med = ( ) min_

*2 VforVini

Pc +

(6)

Passo 7: Quantidade de strings em paralelo (Np, número de strings).

Este passo apresenta a quantidade de fileiras de baterias ligadas em série, que devem

ser colocadas em paralelo, para atender as condições especificadas pelo usuário.

Este valor é calculado a partir da corrente máxima suportável por bateria (Ie), obtida

da equação 2, e pela corrente média solicitada pela carga (Ic_med), obtida da equação 6. A

equação 7 demonstra o cálculo da quantidade de strings em paralelo:

Np = Ie medIc _

(7)

O resultado da equação 7 deve ser inteiro, por representar uma quantidade de

componentes reais. Caso o resultado seja um valor fracionário, é feito o arredondamento

sempre para o número inteiro acima.

Passo 8: Corrente média solicitada a cada string (Istring, [A]).

Este passo apresenta o valor médio de corrente (em ampéres) que circula em cada

fileira de bateria conectada em série durante o processo de descarga.

Este valor é calculado a partir da corrente média total solicitada pela carga (Ic_med),

obtida da equação 6, dividida pelo número de fileiras de baterias ligadas em série disponíveis

(Np), obtida da equação 7. A equação 8 ilustra este cálculo:

    22                  

Istring = Np

medIc _ (8)

Passo 9: Capacidade de ampliação da carga atendida (Cap, [W]).

Este passo apresenta a quantidade (em kW) que pode ser aumentada a potência

nominal da carga, sem alterar a configuração do banco de baterias (baterias série e paralelos)

e mantendo a autonomia mínima do banco de baterias fixada pelo usuário.

O cálculo é dependente da corrente máxima suportável por elemento de bateria,

quantidade de strings em paralelo, da corrente média solicitada pela carga, obtidas

respectivamente das equações 2, 7 e 6. O cálculo também depende da variável de entrada

tensão mínima fornecida pelo banco de baterias. A equação 9 mostra a relação destas

variáveis para a obtenção do resultado.

Cap = [ (Ie*Np) – Ic_med ] * [ (Vfor_min) ] (9)

4 APLICAÇÃO DO DIBB – EXEMPLO

Para demonstrar a utilização do DIBB, é apresentado um exemplo numérico de

dimensionamento de elementos acumuladores em um sistema de fornecimento de energia em

corrente contínua.

Como situação problema foi considerada o dimensionamento de baterias que

compõem o fornecimento de energia em corrente contínua para um sistema de

telecomunicações. No Documento Especificações Gerais de Suprimentos de Energia em

Corrente Contínua a Equipamentos de Telecomunicações, N°240-500-700 do Sistema de

Documentação TELEBRÁS – Série Engenharia [1],foram encontradas diversas alternativas

para suprir sistemas de telecomunicações com energia em corrente contínua.

    23                  

No exemplo, foi considerado um sistema com as características abordadas na

Solução 02 da Alternativa 02 de Sistemas de Corrente Contínua, apresentada no

documento Telebrás citado [1]. No caso, o consumidor de energia em corrente contínua é um

sistema composto por equipamentos de telecomunicação que não podem sofrer interrupção e

cujo consumo final seja igual ou inferior a 7,2 kW, localizado em área de poucos recursos

técnicos. Foi considerado equipamentos de telecomunicação de faixa larga, que não requerem

dispositivos reguladores da faixa de tensão CC fornecida.

Quanto à críticidade do equipamento, foi caracterizado como uma central de pequeno

porte situada em local onde a duração das interrupções no fornecimento de corrente alternada

sejam inferiores 06 horas, com menos de 12 falhas ao ano, e que o tempo necessário para

deslocamento do GMG móvel (Grupo motor gerador diesel) seja de 02 a 04 horas. Em caso de

falha no equipamento, uma equipe de técnica consegue chegar ao local entre 02 e 04 horas,

levando cerca de 30 minutos para executar um serviço de manutenção. Posteriormente estas

informações serão úteis para se determinar a autonomia do banco de baterias.

O documento Telebrás apresenta a arquitetura geral do sistema de corrente contínua

para atender ao cenário apresentado, conforme apresentado na Figura 13 [1].

    24                  

Figura 13 : Arquitetura da solução apresentada, conforme documento N°240‐500‐700 do Sistema de 

Documentação TELEBRÁS [1]

O documento Telebrás [1] apresenta a arquitetura, mas não trás informações

adicionais sobre o dimensionamento das partes que a compõem. Na Figura 13 percebe-se que

os acumuladores de energia em corrente contínua, também chamados de bateria, são apenas

uma parte do sistema de fornecimento de corrente contínua.Informações sobre a arquitetura

podem ser obtidas no documento N°240-500-700 do Sistema de Documentação TELEBRÁS

[1].

Conforme apresentado na seção 3.2 Fluxo do Processo, o primeiro passo para

utilização do DIBB é levantar as informações acerca da instalação e da bateria utilizada. Já

descrito as características da instalação, deve-se escolher o tipo de bateria que irá compor o

arranjo. Escolheu-se a bateria chamada 8 OPzV 750 para compor o banco de baterias. No

Anexo A é apresentado um extrato do documento “Baterias estacionárias Chumbo-Ácidas

Reguladas por Válvula: tipo OpzV“ [9]. Este documento, em que bateria 8 OPzV 750 está

descrita, é uma tabela apresentando pontos notáveis da curva de descarga Ah x Hora de

diversos tipos de bateria deste fabricante.

    25                  

Prosseguindo no roteiro apresentado em 3.2 Fluxo do Processo, o segundo passo do

DIBB é determinar as variáveis de entrada.É importante ressaltar que a determinação destas

faz parte da modelagem que o usuário deve fazer antesde poder utilizar o DIBB.São elas:

1) A curva de descarga por elemento de bateria escolhida (8 OPzV 750)está na tabela

extraída do documento Baterias estacionárias Chumbo-Ácidas Reguladas por

Válvula: tipo OpzV, disponível no Anexo A.

2) A autonomia do banco de baterias para este exemplo foi determinada pela

metodologia apresentada no documento Telebrás [1]. Neste método utiliza-se uma

tabela e as características da instalação para dar um “peso”dependendo do nível

crítico da instalação. Este “peso” é então aplicado a uma “curva de autonomia”. Para

este exemplo, as características de nível crítico conferem um peso de valor “65”,

resultando em uma autonomia de 10 horaspara o banco de baterias.A tabela e a

curva mencionadas estão disponíveis no Anexo B e Anexo C.

3) A Potência nominal da carga para este exemplo será aquela mencionada

anteriormente, 7200 W, que é a potência máxima para os equipamentos abordados na

Solução 02 da Alternativa 02 de Sistemas de Corrente Contínua apresentada do

documento Telebrás citado[1].

4) A Tensão final por elemento de bateriapara este exemplo é a determinada no

documento Baterias estacionárias Chumbo-Ácidas Reguladas por Válvula: tipo OpzV

[9], valendo 1,75 V a 25C° (Estes são os valores de tensão e temperatura onde é

válida a tabela contendo a curva de descarga apresentada no Anexo A). Em situações

reais, quando os elementos se descarregam até este valor é usual desconectar bateria e

carga para evitar comprometimento da vida útil dos elementos acumuladores.

5) A Tensão mínima admissível pela carga é o menor valor a que a carga alimentada

pelas baterias será submetida. Quando a tensão total do banco chegar a este valor, os

    26                  

elementos estarão individualmente com um valor de tensão igual a tensão final por

elemento de bateria. No exemplo esta informação não é apresentada explicitamente

pela norma Telebrás [1]. O que é apresentado é a quantidade de elementos em série

recomendados, 24 elementos em série, conforme Solução 02 da Alternativa 02 de

Sistemas de Corrente Contínua. Assim sendo, a menor tensão a que a carga é

submetida quando alimentada pelo banco de baterias é 24 elementos vezes 1,75 V = 42

V.Geralmente, o DIBB é empregado na determinação da quantidade de elementos em

série necessários, sendo o usuário o responsável por informar qual o limite de tensão

admissível pela carga. Neste exemplo, excepcionalmente, é necessário calcular a

Tensão mínima admissível pela carga, visto que a quantidade de elementos em série

por fileiras de baterias já estava determinada (24 elementos).

6) A Tensão de flutuação por elemento é o valor especificado pelo fabricante como a

tensão em que deve ser mantidos carregados as baterias para evitar que estas se

descarreguem. Neste exemplo, o valor desta tensão é de 2,23 V por elemento,

conforme documento Baterias estacionárias Chumbo-Ácidas Reguladas por

Válvula: tipo OpzV [9].

Com as informações sobre as variáveis de entradadispostas acima, podemos montar

a Tabela 3, que resume a modelagem feita pelo usuário e que servirá como entrada para o

DIBB.

Tabela 3: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto Curva de descarga do elemento 8 OPzV 750 e demais variáveis de entrada

Horas Ah Autonomia do banco de baterias [horas] 10,00 20,00 840,00 Potência nominal da carga [kW] 7,20 10,00 750,00 Tensão final por elemento de bateria [V] 1,75 8,00 720,00 Tensão mínima admissível pela carga [V] 42,00 5,00 660,00 Tensão de flutuação por elemento [V] 2,23 3,00 596,00 1,00 407,00

    27                  

Uma vez conhecidas as variáveis de entrada,o próximo passo é a realizar os

processos internos,já descritos em 3.5 Algoritmo de Cálculo.

Os resultados dos processos internos quando aplicados no exemplo proposto

apresentam os seguintes resultados:

Passo 1: Cálculo analítico da capacidade Ah/h do elemento de bateria.

Ah = 750 Ah

Passo 2: Cálculo da corrente máxima fornecida por cada elemento de bateria.

Ie = 10 750 =75 A

Processo Interno – 3: Cálculo do número de elementos em série.

Ns = 24 elementos.

Processo Interno – 4: Cálculo da tensão inicial do banco de baterias.

Vini = 2,23 * 24 = 53,52 V

Processo Interno – 5: Cálculo da tensão mínima fornecida pelo banco de baterias.

Vfor_min = 1,75 * 24 = 42 V

Processo Interno – 6: Corrente média solicitada pela carga.

Ic_med = ( ) ( )4252,53

7200*2 +

= 150,75 A

    28                   • Processo Interno – 7: Quantidade de strings em paralelo.

Np = 75

75,150 = 2,01 → 3 strings

Processo Interno – 8: Corrente média solicitada a cada string.

Istring = 3

75,150 = 50,25 A

Processo Interno – 9: Capacidade de ampliação da carga atendida.

Para a configuração do banco que já foi apresentada nos processos anteriores,

quantidades de baterias em série e paralelo, este processo calcula aproximadamente quantos

kW de carga poderiam ser adicionados sem comprometer o valor mínimo de autonomia

estipulado pelo usuário.

Este valor (em kW) é calculado a partir da diferença entre a corrente média solicitada

pela carga e a capacidade total somada de todas as fileiras de baterias. Esta diferença de

corrente é então multiplicada pela tensão mínima fornecida pelo banco de baterias, entregando

a potência aproximada que pode ser adicionada ao banco sem que haja a necessidade de

adicionar mais baterias.

A autonomia do banco de bateriasindicada pelo usuário é o menor valor que este

considera aceitável para o banco projetado. Existem situações onde a capacidade total de

corrente do banco precisa ser necessariamente superdimensionada, pois qualquer redução no

número de baterias torna o sistema sobredimensionado. Este processo interno ilustra um valor

em kW que representa este excesso de capacidade.

    29                  

No cálculo deste processo foi utilizado o valor da tensão mínima fornecida pelo

banco de baterias ao invés de um valor médio de tensão (entre flutuação e tensão final de

descarga), de modo a introduzir uma margem de segurança no valor que assegura como

“capacidade de ampliação”. O valor de tensão utilizado apresenta resultados de potência

sempre inferiores aos que seriam obtidos utilizando o valor médio de tensão.

Cap = [ (75*24) – 150,75 ] * 42 = 3,12 kW

No exemplo a capacidade de ampliação é de até 3,12 kW. Que é um valor

seguramente aplicável para ser acrescido aos 7,2 kW de carga já existentes sem que haja

modificação no banco de baterias para manter a autonomia em no mínimo 10 horas.

Após o processamento dos nove processos internos mostrados, pode-se partir para a

quarta e última etapa do fluxo do processo. Esta etapa consiste simplesmente em recolher os

resultados dos processos internos e utilizá-los para especificar as características do banco de

baterias desejado. Tais resultados estão compilados na Tabela 4.

Tabela 4: Resultados do DIBB para o exemplo proposto Ah por elemento de bateria, para a autonomia desejada: 750,00 Ah Corrente máxima suportável por elemento de bateria: 75,00 A Quantidade de elementos em série formando cada string: 24 elementos Quantidade de strings em paralelo: 3 strings Tensão mínima fornecida pelo banco de baterias: 42 V Corrente média solicitada pela carga: 150,75 A Corrente média solicitada a cada string: 50,25 A Capacidade de ampliação da carga atendida: 3,12 kW Tensão Inicial do banco de baterias: 53,52 V

Como mostrado na Tabela 4, o banco de baterias que irá suprir as necessidades da

carga neste exemplo é composto por 3 strings, fileiras de baterias conectadas em série, ligadas

em paralelo, cada uma com 24 elementos acumuladores. As baterias consideradas aqui são do

    30                   modelo 8 OPzV 750 – Fabricante Saturnia [9]. Ainda pode ser dito com segurança que o

banco suporta um acréscimo de 3,12 kW de carga sem comprometer a autonomia mínima

especificada, no caso 10 horas.

O propósito do DIBB não é fazer comparação entre arranjos, mas pode-se questionar

a presença dos 3,12 kW como desnecessária nesta situação. Para reduzir a capacidade

sobredimensionada, seria necessário utilizar um arranjo com mais baterias de menor

capacidade que a do 8 OPzV 750.

Apenas para comparar os resultados, será re-projetado o banco de bateria para a

mesma situação problema, utilizando agora a bateria 3 OPzV 150 também do fabricante

Saturnia [9]. Análoga a Tabela 3, está apresentada abaixo a Tabela 5 contendo as variáveis de

entrada do novo projeto.

Tabela 5: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto, agora utilizando o elemento de bateria modelo 3 OPzV 150

Curva de descarga do elemento 3 OPzV 150 e demais variáveis de entrada Horas Ah Autonomia do banco de baterias [horas] 10,00 20,00 161,00 Potência nominal da carga [kW] 7,20 10,00 150,00 Tensão final por elemento de bateria [V] 1,75 8,00 144,00 Tensão mínima admissível pela carga [V] 42,00 5,00 131,00 Tensão de flutuação por elemento [V] 2,23 3,00 120,00 1,00 87,00

Realizando novamente o fluxo do processo, é obtida a Tabela 6, com os resultados

do projeto.

    31                  

Tabela 6: Resultados do DIBB para o exemplo proposto, agora usando o elemento de bateria modelo 3 OPzV 150

Ah por elemento de bateria, para a autonomia desejada: 150,00 Ah Corrente máxima suportável por elemento de bateria: 15,00 A Quantidade de elementos em série formando cada string: 24 elementos Quantidade de strings em paralelo: 11 strings Tensão mínima fornecida pelo banco de baterias: 42 V Corrente média solicitada pela carga: 150,75 A Corrente média solicitada a cada string: 13,70 A Capacidade de ampliação da carga atendida: 0,60 kW Tensão Inicial do banco de baterias: 53,52 V

Comparando os dois bancos projetados, pode ser verificado que o segundo utiliza 11

strings de 24 baterias, e que a capacidade de ampliação da carga foi sensivelmente reduzida.

Pode ser argumentado agora que 11x24 =264 bateriasseja um número muito

elevado, podendo trazer inconveniente de alocação de espaço ou manutenção, sem contar

custo de aquisição.

Será projetado um terceiro banco, agora sem preocupação com a capacidade de

ampliação de carga, mas tentando reduzir ao máximo o número de baterias.

Será utilizada a bateria de maior capacidade disponibilizada pelo fabricante, o 20

OPzV 2500. A Tabela 7 mostra as variáveis de entrada, enquanto Tabela 8 mostra os

respectivos resultados.

Tabela 7: Variáveis de entrada do DIBB para o exemplo proposto, agora utilizando o elemento de bateria modelo 20 OPzV 2500

Curva de descarga do elemento 20 OPzV 2500 e demais variáveis de entrada Horas Ah Autonomia do banco de baterias [horas] 10,00 20,00 2750,00 Potência nominal da carga [kW] 7,20 10,00 2500,00 Tensão final por elemento de bateria [V] 1,75 8,00 2400,00 Tensão mínima admissível pela carga [V] 42,00 5,00 2200,00 Tensão de flutuação por elemento [V] 2,23 3,00 1900,00 1,00 1190,00

    32                  

Tabela 8: Resultados do DIBB para o exemplo proposto, agora usando o elemento de bateria modelo 20 OPzV 2500

Ah por elemento de bateria, para a autonomia desejada: 2.500,00 Ah Corrente máxima suportável por elemento de bateria: 250,00 A Quantidade de elementos em série formando cada string: 24 elementos Quantidade de strings em paralelo: 1 strings Tensão mínima fornecida pelo banco de baterias: 42 V Corrente média solicitada pela carga: 150,75 A Corrente média solicitada a cada string: 150,75 A Capacidade de ampliação da carga atendida: 4,17 kW Tensão Inicial do banco de baterias: 53,52 V

Neste caso, pode ser notado que é necessária apenas uma string para suprir a carga, e

que ainda existe uma substancial capacidade de ampliação de consumo.

5 RESULTADOS DO DIBB

Devido à falta de documentação sobre o dimensionamento de acumuladores em

sistemas de alimentação ininterrupta, o DIBB proporciona ao usuário uma excelente

metodologia para o auxilio no dimensionamento de bancos de baterias voltados a cargas de

corrente contínua.

Sua utilização requer conhecimento de dados técnicos da instalação, assim como da

bateria utilizada. Estes dados de situação precisam ser modelados para determinação das

variáveis de entrada, com a qual o DIBB interpreta as informações fornecidas pelo usuário.

A maneira mais prática de se utilizar o DIBB é a partir de sua adaptação para

Software em VBA (Visual Basic for Applications), que realiza o fluxo do processo

automaticamente. Esta ferramenta computacional funciona em sistema operacional Windows,

usando como background o aplicativo MS-Excel.

    33                  

O Software DIBB apresenta resultados mais rápidos e precisos em comparação ao

processo desenvolvido manualmente, pois este sendo realizado por um computador, apresenta

uma maior precisão dos cálculos em menor tempo, além de poder alterar as configurações da

instalação ou de bateria utilizada em um pequeno intervalo de tempo.

O Software DIBBapresenta ainda uma funcionalidade adicional ao DIBB chamada

“pré-configuração”. Com ela é possível calcular a tensão mínima admissível pela cargaa

partir de uma quantidade de baterias em série pré-determinada, como foi no caso do exemplo

abordado.

A interface entre Software DIBBe usuário é user-friendly, ou seja, apresenta uma

interface simples e fácil de ser utilizada, ela é composta por campos onde é possível digitar o

valor numérico das variáveis de entrada, cada um desses campos apresenta um corretor

automático, caso o valor seja inserido de forma errônea, e apresenta comentários de ajuda,

para auxiliar o usuário em sua utilização.

A interface ainda conta combotões virtuais, para facilitar a sua utilização, e tabelas

de onde se podem extrair e transportar os resultados obtidos para outros aplicativos do sistema

operacional Windows(usando, por exemplo, um simples comando de copiar e colar), sua

interface de entrada de dados pode ser visualizada na figura 14.

    34                  

Figura 14: Interface de entrada de dados do DIBB

6 CONCLUSÕES

A fonte de inspiração para criação do DIBB surgiu a partir das atividades profissionais

de um dos autores desta obra. Atuando como estagiário no centro de manutenção de campo de

uma operadora de telefonia celular, o autor teve vivencia prática em trabalhos de instalação e

manutenção de instalações de telecomunicação alimentadas em corrente contínua. Era

evidente que alguns dos métodos empregados para dimensionar as fontes auxiliares de energia

(para o caso de queda na alimentação principal) não eram adequadamente planejados ou

justificados. Muitas vezes a solução era escolhida simplesmente porque em outro caso

semelhante fora usado determinado banco de baterias, então se supunha que o mesmo banco

de baterias atenderia a situação atual. Também era evidente a falta de documentação técnica

disponível para tentar justificar qualquer estudo mais aprofundado sobre o assunto.

    35                  

Posteriormente, já atuando fora da operadora de telefonia celular, o autor optou por

estudar mais a fundo as sistemáticas de dimensionamento de banco de baterias, escolhendo o

tema para seu trabalho de conclusão do curso.

O segundo autor deste TCC iniciou sua participação no projeto com o intuito de

automatizar a metodologia que estava sendo desenvolvida. Seu trabalho focou-se em

organizar, testar e transformar as idéias que estavam surgindo em algoritmos, para então

desenvolver um software que somasse a relevância técnica do DIBB com o poderio de cálculo

do ambiente computacional.

Durante o desenvolvimento do DIBB tivemos valiosa contribuição por parte do

professor orientador, que trouxe sua experiência profissional para elucidar sobre os pontos

mais relevantes em projetos dos bancos de baterias. Sua colaboração também permitiu a

contextualização do DIBB frente a padrões técnicos de aplicação, como os disponíveis nas

normas do sistema Telebrás.

O principal desafio na concepção do DIBB foi criação da metodologia de cálculos

necessários para encontrar os resultados do DIBB.

A criação do software foi um desafio menor, visto que a estrutura do processo;

conténdo as variáveis de entrada, cálculos, premissas de utilização e apresentação de

resultados; já havia sido planejada para posterior adaptação em software.

O resultado final do TCC foi um método que atende ao objetivo proposto: O

dimensionamento de bancos de baterias VRLA, com base na modelagem de situação

fornecida pelo usuário do processo.

    36                  

O software desenvolvido também atende exemplarmente a função a que se destina:

Executar automaticamente o DIBB, apresentando os resultados de maneira rápida e objetiva

ao usuário.

O desejo dos autores é que o DIBB possa servir como ferramenta prática e útil para

os projetos a que se destina, e também que sua metodologia de cálculo possa contribuir para o

desenvolvimento de futuros estudos no assunto.

7 Referências Bibliográficas

1. Especificações Gerais de Suprimentos de Energia em Corrente Contínua a Equipamentos

de Telecomunicações, N°240-500-700 do Sistema de Documentação TELEBRÁS, 1997.

2. History of the battery – Wikipedia. Disponível em :

<http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_the_battery> Acesso em julho 2010.

3. FREEDOM. Manual Técnico Bateria estacionária. Sorocaba, 2008. 22 p.

4. Battery (Eletricity) - Wikipedia. Disponível em

<http://en.wikipedia.org/wiki/Battery_(electricity)> Acesso em junho 2010.

5. VASCONCELOS, James C. Sistemas de Energia DC: Baterias em Telecom. Sorocaba,

2005. Disponível em : <http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialbateria/default.asp>

Acesso em maio, 2010

6. Wentzel, Constantin Von. Comparing Marine Battery Technologies. Disponível em

<http://www.vonwentzel.net/Battery/00.Glossary/index.html> Acesso em junho 2010.

    37                   7. MURTA, Joel; Sousa Cristina. Baterias. Disponível em :

<http://www.estv.ipv.pt/PaginasPessoais/paulomoises/Controlo_carga/baterias.pdf>

Acesso em junho 2010.

8. PowerStream Battery Chemistry FAQ. Disponível em :

<http://www.powerstream.com/BatteryFAQ.html> Acesso em junho 2010.

9. SATURNIA. Baterias estacionárias Chumbo-Ácidas Reguladas por Válvula: tipo

OpzV. Sorocaba, 2005. 33 p.

10. WITTEMANN, Robert. A battery of analysis. 1998. Disponível em :

<http://connectedplanetonline.com/mag/telecom_battery_analysis/index.html> Acesso em

junho, 2010

11. Battery Types and Comparisons - VRLA vs GEL vs AGM. Disponível em :

<http://www.bdbatteries.com/batterycomparison.php> Acesso em junho 2010.

12. Deep Cycle Battery FAQ. Disponível em :

<http://www.windsun.com/Batteries/Battery_FAQ.htm> Acesso em junho 2010.

13. C&D TECHNOLOGIES. Dynasty VRLA Batteries and Their Application.

Pennsylvania. 6p.

14. SOARES, Walter S. Dimensionamento de baterias para sistemas ininterruptos de

energia. Jurubatuba – SP: Sec Power

15. C&D TECHNOLOGIES. Parallel Operations VRLA Batteries. Pennsylvania. 5 p.

    38                  

Apêndice A – Fluxograma de cálculo do DIBB  

    39                  

    40                   Anexo A – Tabela de Informações sobre as Baterias do Fabricante Saturnia

[9]

    41                   Anexo B – Lista de Pesos de Criticidade Retirados do Manual Telebrás [1]

FUNÇÃO DA ESTAÇÃO PESO

ESTAÇÃO REPETIDORA (Rádio / Fibra Óptica) 20

CENTRAL PRIVADA DE COMUTAÇÃO TELEFÔNICA 7

CENTRAL DE COMUTAÇÃO RURAL 6

CENTRAL DE PEQUENO PORTE, ESTAÇÃO TERRENA DE PEQUENO PORTE ou ESTÁGIO REMOTO DE CPA

5

CENTRAL LOCAL 4

CENTRAL TRÂNSITO LOCAL 3

CENTRAL TRÂNSITO REGIONAL 2

CENTRAL TRÂNSITO NACIONAL, CENTRAL DE MULTIPLEX, CENTRAL DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ou ESTAÇÃO TERRENA DE GRANDE PORTE

1

CENTRAL TRÂNSITO INTERNACIONAL 0

CONFIABILIDADE DA ENERGIA COMERCIAL (DURAÇÃO / FREQUÊNCIA DAS FALHAS)

PESO

ACIMA DE 6 HORAS (colocar o tempo real) 30

DE 1 HORA A 6 HORAS / MAIS DE 12 FALHAS/ANO 25

DE 1 HORA A 6 HORAS / ATÉ 12 FALHAS/ANO 20

DE 20 A 60 MINUTOS / MAIS DE 12 FALHAS/ANO 10

DE 20 A 60 MINUTOS / ATÉ 12 FALHAS/ANO 8

< 20 MINUTOS / MAIS DE 12 FALHAS/ANO 2

< 20 MINUTOS / ATÉ 12 FALHAS/ANO ou COM GRUPOS GERADORES REDUNDANTES

0

TEMPO MÉDIO NECESSÁRIO PARA REPARO PESO

ACIMA DE 1 HORA E 30 MINUTOS 20

DE 40 MINUTOS A 1 HORA E 30 MINUTOS 10

DE 20 A 40 MINUTOS 5

ATÉ 20 MINUTOS 0

TEMPO MÉDIO NECESSÁRIO PARA ATENDIMENTO PELA EQUIPE DE MANUTENÇÃO

PESO

ACIMA DE 5 HORAS 30

    42                   DE 1 HORA E 30 MINUTOS A 5 HORAS 20

DE 40 MINUTOS A 1 HORA E 30 MINUTOS 8

DE 20 MINUTOS A 40 MINUTOS 2

ATÉ 20 MINUTOS 0

TEMPO MÉDIO NECESSÁRIO PARA DESLOCAMENTO DO GMG MÓVEL

PESO

ACIMA DE 5 HORAS 30

DE 1 HORA E 30 MINUTOS A 5 HORAS 15

DE 40 MINUTOS A 1 HORA E 30 MINUTOS 8

DE 20 MINUTOS A 40 MINUTOS 2

ATÉ 20 MINUTOS ou NÃO APLICÁVEL 0

    43                  

Anexo C – Curva de Autonomia Retirado do Manual Telebrás [1]

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