Teoria do Consumidor - Anotações - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Teoria do Consumidor - Anotações - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Anotações sobre a teoria do consumidor, mercado de factores, equilíbrio geral, bem estar social.
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ÍNDICE

1. Teoria Do Consumidor

2.1 Preferências e Função Utilidade

2.2 Escolha do Consumidor e Função Procura

2.3 Efeito Substituição e Efeito Rendimento

2.4 Dotações de Bens

2.5 Oferta de Trabalho

2.6 Consumo Intertemporal

2.7 Preferência Revelada

2.8 Função Despesa e Função Utilidade Indirecta

2.9 Medidas de Bem Estar Individual

2. Mercado de Factores

3.10 Procura de Factores e Oferta de Factores

3.11 Mercado de Factores Perfeitamente Concorrencial

3.12 Monopsónio no Mercado de Factores

3.13 Monopólio no Mercado de Factores

3. Equilíbrio Geral

4.14 Modelo de Troca Pura

4.15 Modelo com Produção

4. Bem Estar Social

5.16 Função Bem Estar Social

5.17 Medidas de Bem Estar Social

INTRODUÇÃO (2011/02/07)

* Distinção entre Abordagem Positiva e Abordagem Normativa

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Afirmação Positiva

* Afirmação do tipo “É”

* Afirmação objectiva

* Afirmação que não contém juízos de valor

* Afirmação cuja veracidade não depende de considerarmos como bons ou maus os resultados envolvidos (os tais juízos de valor não são tidos em conta)

* Afirmação que apenas envolve critérios objectivamente formulados

* Afirmação que se mostra ser verdadeira ou falsa com evidência factual

* Afirmação que pode ser demonstrada

* Implica uma observação directa

* Implica um raciocínio lógico

Afirmação Normativa

* Afirmação do tipo “DEVE”

* Afirmação subjectiva

* Afirmação que envolve juízos de valor

* Afirmação que envolve critérios éticos (morais)

* Afirmação que envolve critérios não devidamente explicitados

PREFERÊNCIAS E FUNÇÃO UTILIDADE (2011/02/10)

* Postulado da Racionalidade

* Relação de Preferências

* Axiomas Fundamentais das Preferências

* Preferências Completas

* Preferências Transitivas

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* Conjuntos de Alternativas

* Preferências Adicionais das Preferências

* Preferências Contínuas e a Existência de Função Utilidade

Relação de Preferências

* Relação binária estabelecida no conjunto A

* Permite a comparação de pares de alternativas ai, aj A

* Estabelece uma determinada ordenação entre pares de alternativas

Axiomas Fundamentais sobre as Preferências Viabilizam a operacionalidade do postulado da racionalidade

1. Preferências Completas

* O consumidor consegue sempre comparar dois cabazes

* O consumidor é sempre capaz de escolher entre dois cabazes

* Dificilmente poderá ser posto em causa

x1,x2≿y1,y2

y1,y2≿x1,x2

x1,x2≿y1,y2 e y1,y2≳x1,x2 Indiferente para o consumidor consumir qualquer dos cabazes

2. Preferências Reflexivas

* Qualquer cabaz é, pelo menos, tão bom como ele próprio

* Qualquer alternativa é indiferente a si própria

* Qualquer cabaz é certamente pelo menos tão bom como qualquer outro cabaz idêntico

* Advém do facto de as preferências serem completas

x1,x2≿x1,x2

3. Preferências Transitivas

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* Se o consumidor acha que X é, pelo menos, tão bom como Y e que Y é, pelo menos, tão bom como Z, então ele deve concluir que X é, pelo menos, tão bom como Z

* Axioma mais problemático

* Numa economia de mercado, é praticamente imposto que tenhamos preferências transitivas Caso contrário, perderíamos dinheiro devido à falta de consistência

* Supondo laranja ≻ pêra, maçã ≻ laranja, pêra ≻ maçã, estamos perante preferências não transitivas. Assim, tenho uma pêra e pedem-ma mais dinheiro por uma laranja Aceitava? Sim fico com laranja – mesmo raciocínio com maçã, aceita? Sim fico com Maçã – – …

* É perfeitamente razoável uma pessoa preferir o cabaz X ao cabaz Y e preferir o cabaz Y ao cabaz Z e, por sua vez, preferir o cabaz Z ao cabaz X. No entanto, surge-nos um problema de escolha: para qualquer cabaz que essa pessoa escolhesse, haveria sempre um outro preferível a esse. Assim, parte – se do pressuposto que as preferências são transitivas: as pessoas fazem as “melhores” escolhas

Se x1,x2≿y1,y2 e y1,y2≿z1,z2, então x1,x2≿z1,z2

Função Utilidade

* Permite caracterizar o problema do consumidor e a sua solução em termos matemáticos

* Permite representar relações de preferências (se as preferências forem racionais verifiquem os axiomas)

* Dá – nos a representação numérica da ordenação das alternativas segundo as preferências

* Não é única Há várias funções de utilidade que representam as mesmas preferências

* A Utilidade é ORDINAL O valor da utilidade atribuído a cada cabaz não é importante por si só, mas porque permite ordenar os cabazes

* Propriedades Ordinais da Função Utilidade São as propriedades de u(a) que são preservadas, isto é, que se mantém invariantes, com transformações estritamente crescentes de u(a)

U=u(a) representa as mesmas preferências que G=g(a) se e só se G for uma transformação estritamente crescente de U: G=TUe ga=TUacom dTdU>0

Transformações Monotónicas Crescentes TMC

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* Transformam uma dada função utilidade numa outra que representa exactamente as mesmas preferências

* Se f(u) é TMC de u, que representa determinadas preferências, então f(u) é uma função utilidade que descreve as mesmas preferências que u

* f’(u) > 0 em todo o domínio

Exemplo U=x1.x2

U1=x12.x22=(x1.x2)2=U2 É TMC

U2=x12.x23=(x1.x2)2x2=U2x2 Não é TMC

U3=4x11.x21=4(x1.x2)1=4U1 É TMC

4=412+17=4+17 ∂U5∂U=4>0 É TMC

U6=ln(x1x2)=lnU ∂U6∂U=1U=1x1x2>0 É TMC

Conjuntos definidos a partir da Relação de Preferências

Upper Contour Set

* Conjunto superior ou indiferente a uma alternativa possível a

X2

X1

UPa=ai∈A:a≿ai

Lower Contour Set

* Conjunto inferior ou indiferente a uma alternativa possível a

LWa=ai∈A:a≿ai

X2

X1

Indifference Set

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* Conjunto de indiferença duma alternativa possível a

* Intersecção entre UP e LW

X2

X1

Ia=ai∈A:a∽ai

Preferências Contínuas: diz – se que a relação de preferências é racional se os conjuntos UPa e LWa forem conjuntos fechados (que contêm as suas fronteiras)

X2

X1

PREFERÊNCIAS E FUNÇÃO UTILIDADE (2011/02/14)

* Preferências Individualistas

* Preferências Monótonas

* Preferências Convexas

Preferências Individualistas

* xij – Quantidade consumida por um indivíduo i, do bem j.

* Para comparar consumidores só olhamos para o seu consumo e não para o dos outros

* Deixamos de ter em conta x11 , x12 , x21 , x22

* Passamos a ter em conta x1 e x2 conforme seja consumo do bem 1 ou 2 para qualquer indivíduo em análise

Preferências Monótonas: MAIS É MELHOR

1. Preferências Monótonas (forte)

* Basta ter mais de um bem para o novo cabaz ser de certeza melhor

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* Faz sentido no contexto de problemas económicos

* Necessidades Ilimitadas

* Recursos Escassos

X2

X1

2. Preferências Monótonas (fraco)

* xa≫xb⟹x1a>x1bx2a>x2b

* Temos de ter mais dos dois bens para estarmos melhores

* Já são aceites funções de utilidade Leontief

X2

X1

Preferências Convexas

1. Preferências Convexas em Sentido Estrito

* Sempre que, para qualquer x possível, o conjunto de alternativas Upx, é estritamente convexo

* Ou seja, qualquer combinação linear, de 2 diferentes alternativas do conjunto, cai no interior do conjunto

* Conjunto de indiferença – convexo para a origem

* Diversifica o consumo por diferentes bens

X2

X1

X2

X1

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* É interessante ver que no caso de estarmos perante uma curva côncava e da utilidade aumentar para a origem as preferências são convexas.

2. Preferências Convexas em Sentido Lato

* A diferença reside no facto de Upx poder ter fronteiras lineares, continuando a ser um conjunto convexo (em sentido lato)

* Preferências estritamente convexas ⟹ Preferências convexas em sentido lato

* Se as preferências são convexas a função de utilidade é quasi-côncava

* A quasi-concavidade não exige concavidade

* Função de utilidade quasi-côncava ⟹ curvas de indiferença, no espaço (x1,x2), convexas para a origem

* Preferências convexas ⟹ inclinação (valor absoluto) da curva de indiferença, é decrescente com x1

X2

X1

PREFERÊNCIAS E FUNÇÃO UTILIDADE (2011/02/17)

* O Conceito de Taxa Marginal de Substituição

* Preferências Homotéticas

Taxa Marginal de Substituição

* Declive/Inclinação de uma curva de indiferença

* Mede a taxa à qual o consumidor está disposto a substituir um bem por outro

* Quanto mais acima estiver a curva de indiferença, maior a TMS

TMSX1,X2=UMG1UMG2

dU=∂U∂x1.dx1+∂U∂x2.dx2 =-dx2-dx1=∂U∂x1∂U∂x2

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* Se preferências convexas TMSX1,X2 é decrescente à medida que X1 aumenta

* É uma propriedade ordinal (potencialmente observável

TMS=dgdU.dUdx1dgdU.dUdx2=dUdx1dUdx2

∆x2∆x1 Taxa à qual o consumidor está disposto a substituir o bem 2 pelo bem 1

INTERPRETAÇÃO

TMSX1,X2 É o máximo de x2 que a pessoa está disposta a prescindir para obter mais uma unidade de x1

TMSX1,X2 É o mínimo de x2 que a pessoa quer obter para estar disposta a prescindir de uma unidade de x1

TMSX1,X2 À medida que mais de x1 é consumido é natural que o consumidor vá estando disposto a prescindir de menos de x2 para obter ainda mais uma unidade de x1

Consumidores valorizam relativamente mais o bem 1

TMS é maior

Inclinação da recta é maior em termos absolutos

Consumidores valorizam relativamente menos o bem 1

TMS é menor

Inclinação da recta é menor em termos absolutos

X2

X1

X2

X1

Utilidade Marginal

* A utilidade ser decrescente não é um requisito de preferências convexas

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EXEMPLO COMPROVATIVO:

U=x13.x23

TMS=3.x12.x233.x22.x13=x2x1

x2↑ x1↓ →TMS ↑

x2↓ x1↑ →TMS ↓

Preferências Homotéticas

* Podem ser descritas por qualquer transformação monótona positiva de uma função homogénea de grau 1

* Exemplos: Cobb Douglas e CES

X2

X1

ESCOLHA DO CONSUMIDOR E FUNÇÃO PROCURA (2011/02/21)

* Funções Procura Marshallianas ou Ordinárias

* O que são e como se obtêm?

* Ver que são Funções Homogéneas de Grau Zero nos Preços e Rendimento

* Condições de Homogeneidade

* Variações do Rendimento

* Classificação de Bens Consoante Variações Absolutas (Normal, Inferior)

* Classificação de Bens Consoante Variações Percentuais (Necessidade, Luxo)

* Juntar as Duas Definições

* Curva de Agregação de Engel

Teoria do Consumidor Maximização da Utilidade

X2

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X1

MP2

-P1P2

MP1

Restrição Orçamental P1.x1+P2.x2≤M

Max Ux1,x2

s.a. M-P1.x1+P2.x2≥0

L=Ux1,x2+λ(M-P1.x1+P2.x2)

∂L∂x1=0∂L∂x2=0∂L∂λ=0

(λ funciona como utilidade marginal do rendimento)

Função Procura: expressa a quantidade de cada um dos bens em função dos respectivos preços e do rendimento de que o consumidor dispõe

Temos:

* u1=△u△x1

* u2=△u△x2

O que acontece se u1u2>p1p2

* △x2=-1⟹△U=-u2 poupando p2€⟹△x1=p2p1⟹△U=p2p1u1

* Assim, △U=p2p1u1-u2>0

* Isto acaba quando chegamos a solução de canto x2 = 0.

X2

X1

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u1u2>P1P2

Funções Procura Marshallianas ou Ordinárias

* x1=X1P1,P2,M

* x2=X2P1,P2,M

* São homogéneas de grau 0

Homogénea de Grau R→ λRφZ1,Z2,Z3=φλZ1,λZ2,λZ3

Homogénea de Grau R=0→ λ0φZ1,Z2,Z3=φλZ1,λZ2,λZ3

Teorema de Euler: ∂x1∂P1.P1x1+ ∂x1∂P2.P2x1+∂x1∂M.Mx1=0 = εx1,P1+εx1,P2+ζx1,M=0

Elasticidade Procura Rendimento ζx1,M

Elasticidade Procura Preço Directa εx1,P1

Elasticidade Preço Procura Cruzada εx1,P2

* Estamos perante uma Função Procura Marshalliana se os seus expoentes, sendo multiplicativa, somam zero. (Elasticidade = ao expoente)

Variações do Rendimento

* Uma variação (acréscimo/decréscimo) do rendimento afecta a recta orçamental quando os preços são fixos

* Uma variação do rendimento conduz a um deslocamento paralelo da recta orçamental

* Deslocamento para cima Acréscimo do rendimento

* Deslocamento para baixo Decréscimo do rendimento

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Curva Rendimento Consumo/Via de Expansão do Rendimento

* União dos vários cabazes obtidos enquanto a recta orçamental se vai deslocando

* Ilustra os cabazes de dois bens que são procurados a vários níveis de rendimento

* Descreve a escolha óptima a diferentes níveis de rendimento e a preços constantes

* Lugar geométrico dos pontos que correspondem aos diferentes cabazes procurados para cada nível de rendimento

* NOTA: Se ambos os bens forem normais, a via de expansão do rendimento terá necessariamente declive positivo

Curva de Engel

* Obtida a partir da definição da escolha óptima do bem 1 (por exemplo) face a um rendimento m

* Resulta da fixação dos preços dos bens 1 e 2 e da posterior análise da forma como a quantidade procurada se altera quando o rendimento varia

* Gráfico da procura de um dos bens (1 ou 2) em função do rendimento, quando todos os preços são mantidos constantes

Curva de Agregação de Engel

m=p1x1+p2x2⟶1=p1x1M∂x1∂MMx1+p2x2M∂x2∂MMx2⇒1=S1ζx1,m+S2ζx2,m

S1+S2=1 Então ⇒ S1ζx1,m+1-S1ζx2,m=1

* A média ponderada das elasticidades procura rendimento é igual a 1.

* Se um bem é de luxo o outro é de necessidade.

X2

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M

Superior

Inferior

X2

M

X2

M

Necessidade

X2

X1

Bem x1 Inferior

Bem x2 de Luxo

Bem x1 Normal de Necessidade

Bem x2 de Luxo

Bem x1 de Luxo

Bem x2 Normal de Necessidade

Bem x1 de Luxo

Bem x2 Normal de Necessidade

Classificação dos Bens Consoante VARIAÇÕES ABSOLUTAS

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Bem Inferior | M↑ | X1↓ |

Bem Inferior | M↓ | X1↑ |

Bem Normal | M↑ | X1↑ |

Bem Normal | M↓ | X1↓ |

1. Bem Inferior

* A quantidade procurada de um bem inferior varia sempre ao contrário da variação do rendimento

* Quando o rendimento aumenta, a quantidade procurada diminui

* Quando o rendimento diminui, a quantidade procurada aumenta

* Ser ou não inferior depende do nível de rendimento em causa

* Exemplos: papas de aveia, salsichas de peru, sardinha em lata, outros produtos de baixa qualidade

2. Bem Normal

* A quantidade procurada de um bem normal varia sempre do mesmo modo que a variação do rendimento

* Quando o rendimento aumenta, a quantidade procurada aumenta

* Quando o rendimento diminui, a quantidade procurada diminui

Δx1Δm>0

Classificação dos Bens Consoante VARIAÇÕES PERCENTUAIS

Bem de Luxo | ζx1,M>1 |

Bem de Necessidade | ζx1,M<1 |

1. Bem de Luxo

dP1.x1MdM=P1.dx1dM.M-P1.x1M2=P1.x1Mdx1dM.Mx1-1>0 se ζx1,M>1

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* Quando o M (rendimento) aumenta, a percentagem do bem gasta com M é maior

* Quando o consumo de um bem aumenta em maior proporção do que o rendimento

2. Bem de Necessidade

dP1.x1MdM=P1.dx1dM.M-P1.x1M2=P1.x1Mdx1dM.Mx1-1<0 se ζx1,M<1

* Quando o consumo de um baixo aumenta proporcionalmente menos do que o rendimento

Classificação dos Bens Consoante

VARIAÇÕES ABSOLUTAS e VARIAÇÕES PERCENTUAIS

ESCOLHA DO CONSUMIDOR E FUNÇÃO PROCURA (2011/02/24)

* Imposto

* Progressivo

* Regressivo

* Variações de Preços

* Substituto Bruto

* Complementar Bruto

* Variações Absolutas

* Bens de Procura Ordinária

* Bens de Giffen

* Variações Percentuais

* Bens de Procura Elástica

* Bens de Procura Inelástica

Imposto Progressivo

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* Quanto maior o rendimento, maior a taxa média de imposto

* Rendimento ↑ Taxa de Imposto ↑

* Quanto menor o rendimento, menor a taxa média de imposto

* Rendimento ↓ Taxa de Imposto ↓

Taxa Média de Imposto = Imposto TotalRendimento

* Bem de Luxo

* Aumenta o peso na despesa com o aumento do rendimento

* t1.p1.x1Rendimento ↑

Imposto Regressivo

* Quando se compra um bem, paga – se um imposto

* Bem de Necessidade

* Diminui o peso na despesa com o aumento do rendimento

* t1.p1.x1Rendimento ↓

Variações dos Preços

Curva Preço – Consumo/Via de Expansão do Preço

* Descreve as escolhas óptimas à medida que o preço de um determinado bem varia

* Representa os vários cabazes procurados aos diferentes preços de um dado bem

Variações no Preço da Procura Ordinária do Bem

1. Bem de Giffen

* A quantidade procurada deste bem diminui quando o preço diminui

P1↑ → x1↑

P1↓ → x1 ↓

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∂x1∂P1.P1x1>0→ εx1,P1>0

Exemplo: Papas de Aveia e Leite

Um determinado consumidor está a consumir 7 tigelas de papas de aveia e 7 chávenas de leite por semana

O preço das papas de aveia baixa

Se o consumidor continuar a consumir as mesmas 7 tigelas por semana, passará a dispor de mais dinheiro para comprar mais leite Há um dinheiro extra que se poupa por causa da redução de preço das papas de milho

Pode – se, igualmente, tomar a decisão de consumir ainda mais leite e reduzir o consumo de papas de aveia A redução de preço das papas de aveia libertou dinheiro extra para gastar em outras coisas

2. Bem de Procura Ordinária

* Regra geral, a quantidade procurada de um bem aumenta quando o seu preço diminui

* P1↓ → x1↑

* Recta orçamental torna-se menos inclinada

* Intersecção com o eixo vertical (ordenada na origem) mantém-se

* Intersecção com o eixo horizontal (abcissa na origem) move-se para a direita

* Regra geral, a quantidade procurada de um bem diminui quando o seu preço aumenta

* P1↑ → x1↓

* Recta orçamental torna-se mais inclinada

* Intersecção com o eixo vertical (ordenada na origem) move-se para cima

* Intersecção com o eixo horizontal (abcissa na origem) mantém-se

P1↑ → x1↓

P1↓ → x1 ↑

∂x1∂P1.P1x1<0→ εx1,P1<0

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Variações no Preço de Outro Bem

1. Substitutos Brutos

P2↑ → x1↑

* Quando o bem 2 se torna mais caro, o consumidor decide passar a consumir o bem 1

* O consumidor substitui o consumo do bem mais caro, trocando-o pelo mais barato

P2↓ → x1 ↓

* Quando o bem 2 se torna mais barato, o consumidor decide passar a consumir o bem 2

* O consumidor substitui o consumo do bem mais caro, trocando-o pelo mais barato

∂x1∂P2.P2x1>0→ εx1,P2>0

2. Complementares Brutos

* Bens que são consumidos em conjunto

* Quando o preço de um dos bens sobe, o consumo de ambos tende a diminuir

* Quando o preço de um dos bens desce, o consumo de ambos tende a aumentar

P2↑ → x1↓

* Quando o bem 2 se torna mais caro, o consumidor decide diminuir a quantidade procura do bem 1

P2↓ → x1 ↑

* Quando o bem 2 se torna mais barato, o consumidor decide aumentar a quantidade procura do bem 1

∂x1∂P2.P2x1<0→ εx1,P2<0

EFEITO SUBSTITUIÇÃO E EFEITO RENDIMENTO (2011/03/03)

* Slutsky

* Identidade de Slutsky

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* Equação de Slutsky

* Compensação à Slutsky

* Condição de Agregação de Slutsky

* Hicks vs. Slutsky

* Efeito Rendimento

Efeito Substituição Rotação

* Também designado por Variação da Procura Compensada

* Variação da quantidade procurada resultante da alteração da taxa de troca entre dois bens

* Resulta da alteração do preço de um dos bens Poder de compra permanece inalterável

∆x1S=x1P1B,P2,M'-x1P1A,P2,M

* O SINAL DO EFEITO SUBSTITUIÇÃO É NEGATIVO

* O sentido do movimento do efeito substituição é sempre o mesmo que o do preço

* A variação na quantidade procurada provocada pelo efeito substituição é contrária à variação do preço

* Se o preço aumenta, o efeito substituição implica uma diminuição da quantidade procurada

* Se o preço diminui, o efeito substituição implica um aumento da quantidade procurada

Efeito Rendimento Deslocamento

* Variação da quantidade procurada resultante da alteração do poder de compra

* Deslocamento paralelo da recta do orçamento

* Resulta de uma alteração do rendimento do consumidor Preços relativos mantêm-se constantes

∆x1M=x1P1B,P2,M-x1P1B,P2,M'

* O SINAL DO EFEITO RENDIMENTO DEPENDE DO TIPO DE BEM

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* Bem Normal Sinal Negativo

* Preço (=) Rendimento ↓ Quantidade Procurada do Bem ↓

* Preço (=) Rendimento Quantidade Procurada do Bem

* Bem Inferior Sinal Positivo

* Preço (=) Rendimento ↓ Quantidade Procurada do Bem

* Preço (=) Rendimento Quantidade Procurada do Bem

Efeito Total

* Pode ser decomposto em duas partes

* Efeito Substituição

* Efeito Rendimento

∆x1T=∆x1S+∆x1M =

(=) x1P1B,P2,M-x1P1A,P2,M=x1P1B,P2,M'-x1P1A,P2,M+x1P1B,P2,M-x1P1B,P2,M'

* Esta equação diz-nos que a variação total da quantidade procurada é igual ao somatório dos efeitos substituição e rendimento

IDENTIDADE DE SLUTSKY

* Trata – se de uma identidade porque o primeiro e o quarto termos do membro direito da equação anulam-se de modo que o lado direito é idêntico ao lado esquerdo

* O SINAL DO EFEITO TOTAL PODE SER POSITIVO OU NEGATIVO

* Bem Normal Efeitos Substituição e Rendimento actuam no mesmo sentido

* Os dois efeitos reforçam – se mutuamente

* Preço Quantidade Procurada do Bem ↓ Efeito Substituição

* Preço (=) Rendimento Quantidade Procurada do Bem Efeito Rendimento

∆x1T=∆x1S+∆x1M

-=-+(-)

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* Bem Inferior

* Preço Quantidade Procurada do Bem Efeito Substituição

* Preço (=) Rendimento ↓ Quantidade Procurada do Bem Efeito Rendimento

∆x1T=∆x1S+∆x1M

?=-+(+)

SE EFEITO RENDIMENTO > EFEITO SUBSTITUIÇÃO Bem de Giffen

∆x1T=∆x1S+∆x1M

+=-+(+)

* Preço Quantidade Procurada do Bem

* Aumento do Preço do bem Redução do Poder de Compra Aumento da Quantidade consumida do Bem Inferior

* A identidade de Slutsky mostra que este género de efeito perverso só se verifica para bens inferiores

* Um bem de Giffen é sempre um bem inferior, mas um bem inferior não é necessariamente um bem de Giffen

Efeito de Substituição à Slutsky | Efeito de Substituição à Hicks |

Roda – se a restrição orçamental em torno do cabaz original | Roda – se a recta ao longo da curva de indiferença através do cabaz inicial |

Poder de Compra constante | Utilidade constante |

Consumidor pode adquirir o cabaz inicial | Consumidor pode adquirir um cabaz que é, relativamente ao primeiro, indiferente (não pode adquirir o cabaz inicial) |

Dá ao consumidor o dinheiro suficiente para que ele regresse ao nível do seu consumo inicial | Dá ao consumidor o dinheiro suficiente para que ele regresse à sua curva de indiferença inicial |

Sinal Negativo |

--------------------------------------------

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[ 1 ]. NOTA: Ausência de Ilusão Monetária Quando o rendimento e os preços aumentam/diminuem na mesma proporção, o consumidor não tem motivos para alterar as suas escolhas! Não é o rendimento que conta mas o poder de compra dado pelo rendimento

[ 2 ]. NOTA: Embora pareça razoável definir substitutos e complementares em termos do comportamento de procura do consumidor, existem algumas dificuldades em aplicá-las a ambientes mais gerais. Por exemplo, se utilizarmos a definição acima numa situação que envolva mais do que dois bens é perfeitamente possível que o bem 1 possa ser um substituto do bem 3, mas que o bem 3 seja um complementar do bem 1. Assim, em abordagens mais avançadas utiliza-se, normalmente, uma definição um pouco diferente de substitutos e complementares, daí que, neste caso, se utilize o termo “bruto”.

[ 3 ]. O termo resulta do facto de que, devido à subida do preço de um dos bens, torna-se necessária a existência de uma compensação para o consumidor, a qual se traduz numa subida do rendimento pois só assim ele poderá continuar a adquirir o cabaz inicial. Se o preço descer, a compensação é feita no sentido oposto.

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