Tópicos sobre ecologia - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Tópicos sobre ecologia - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas e exercicios sobre os tópicos da ecologia, definição, ecossistema, animais e plantas.
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Ecologia - 

1. Construir um diagrama do ecossistema de um pequeno açude de água doce, colando fotografias/figuras dos animais existentes.

Item prático.

NOTA – Utilize o item 5 para obter todas as informações que formam um ecossistema e tome como base para formar o ecossistema pedido neste item.

2. Escolher um mamífero, um pássaro, um réptil e um anfíbio que sejam comuns na região em que você mora, e construir para cada um deles um diagrama de sua pirâmide ecológica.

Colocamos abaixo um exemplo de cada. Note que na cadeia alimentar de um grupo são encontrados sempre outros grupos. Para ela ser completa é necessário que os decompositores levem o animal do topo (morto) para a terra, servindo de nutriente para os vegetais.

Mamífero Pássaro Réptil Anfíbio

Baleia Orca Águia Jibóia Sapo

¯ ¯ ¯ ¯

Foca Cobra Rato Grilo

¯ ¯ ¯ ¯

Peixe Bode Grilo Grama

¯ ¯ ¯

Plâncton Grama Grama

3. Saber o significado dos seguintes termos:

a. Ecologia - é o estudo dos seres vivos e o ambiente onde vivem, bem como as suas inter- relações.

b. Comunidade - conjunto de populações animais e vegetais que vivem numa área se relacionado uniformemente.

c. Cadeia alimentar - conjunto de alimentos disponível para as populações animais e vegetais.

d. Comensalismo - dois seres de espécies diferentes que dependem um do outro para viver.

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e. Sucessão ecológica - quando um ser vive substitui o outro na cadeia, tornando-se o dominante.

f. Plâncton - existem 2 tipos: fitoplancton (vegetal) e zooplancton (animal). Vivem em suspensão nas águas doces, salobras e marinhas.

g. Conservação - a conservação ambiental consiste de conservar aquilo que temos para não ter problemas no futuro.

h. Comunidade clímax - comunidade que possui todos os elementos necessários para a teia alimentar, em harmonia.

i. Autotrófico - fabricam a própria alimentação através da água e gás carbônico. Ex: Plantas.

j. Bioma - conjunto de seres vivos de uma área.

4. Fazer observações detalhadas, em campo, e estudos, em livros, sobre o habitat de alguns pequenos animais de sua região. Escrever um trabalho: metade dele com os resultados de suas observações, e metade a partir de estudos de livros. Cerca de 700 palavras.

NOTA – Pesquise em livros de biologia, ciências do ambiente, etc. Não faça sobre o seu bicho de estimação, pois sua casa é um habitat artificial.

5. Definir um ecossistema e declarar os fatores biológicos e físicos básicos que o mantém equilibrado.

Os fatores abióticos (não-vivos) do ecossistema são: luz solar, calor, água em estado líquido, ar puro e solo. Os fatores bióticos (vivos) são: os produtores (plantas em geral), os consumidores primários (herbívoros), os consumidores secundários (carnívoros) e os decompositores (fungos e bactérias) que promovem a volta da matéria ao ambiente físico para fechar a cadeia alimentar.

6. Investigar como se faz a coleta de lixo em seu bairro. Quanto lixo sua família joga por dia? Por semana? Por ano? Como poderiam lidar melhor com o lixo?

NOTA - Cada cidade tem o seu lixão e a quantidade de lixo por família/dia pode variar. Consulte o lixão de sua cidade e procure dados sobre isso. Sem dúvida nenhuma, a melhor forma de ajudar é praticando a reciclagem do lixo. Separando o metal, plástico, vidro e papel dos orgânicos e entregando nos lixos destinados a este fim. Com as latas de alumínio recicladas pode-se até ganhar dinheiro com a venda.

7. Ler o jornal de uma cidade grande (a mais perto da sua se você não mora numa cidade grande) durante um mês, procurando os níveis de poluição atmosférica. Faça um gráfico demonstrando a curva deste nível durante o mês. Descobrir o que causou os pontos altos de sua curva.

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NOTA - Este item deve ser feito da seguinte maneira, pegue um jornal de grande porte, como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo, ou qualquer outro que fale sobre a sua região e observe todos os dias, durante o mês em questão como está o nível do ar em seu bairro. Faça um gráfico dizendo como foi a variação da poluição. Perceba que nos finais de semana ela tende a diminuir pela natural queda de veículos circulantes e fábricas em repouso.

8. Relacionar dez maneiras de trabalhar ativamente em favor de seu meio ambiente. Colocar quatro delas em prática.

- Programar uma limpeza de praça com o seu clube

- Quando passear com seu cão pelas ruas, recolha as fezes dele.

- Não jogue sujeira pela rua, pois entopem bueiros e causam enchentes.

- Programar o plantio de árvores em sua região junto à prefeitura

- Aderir ao programa de castração de animais para diminuir a superpopulação de cães e gatos

- Fazer folhetos informativos sobre conservação ambiental e entregar em sua região

- Fazer uma passeata pró-ecologia e chamar o máximo de pessoas para ajudar a divulgar as idéias

- Não atirar lixo nas encostas de rios e córregos, provocando imundícia nestas regiões.

- Economizar água, não lavando calçadas e quintal sempre com água, mas varrendo algumas vezes.

- Mostrar aos outros como conservar, economizar e dinamizar os recursos que dispomos hoje para não faltar amanhã.

9. Descobrir um trecho do Espírito de Profecia, e um texto Bíblico relacionado à ecologia, e ser capaz de explicar a sua relevância e aplicação em nossos dias.

Para este item, pode-se ler o Livro "Educação, capítulo - Ensinos da Natureza (pág. 97-120)" de Ellen G. White, CPB. Algumas citações:

"Não devemos meramente falar às crianças a respeito dessas criaturas de Deus. Os próprios animais devem ser seus professores. As formigas nos ensinam lições de paciente operosidade, de perseverança em superar obstáculos, providência para o futuro. E os pássaros são ensinadoras de suave lição de confiança. Nosso Pai celestial provê alimento; mas devem eles recolhê-lo, construir o ninho e criar a prole..." Educação, 117.

"Deve-se animar as crianças a buscar na natureza objetos que ilustrem os ensinos da Bíblia, e estudar nesta os símiles tirados daquela”.Educação pág. 120.

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O que é Ecologia?

Em 1866, um cientista alemão chamado E. Haeckel utilizou pela primeira vez a palavra ¨ecologia¨. Sendo uma palavra originária da Grécia, é fácil entendermos seu significado dividindo-a da seguinte forma:

ECO = HABITAT LUGAR DE VIDA DE UM ORGANISMO

LOGIA = ESTUDO E/OU CIÊNCIA

Podemos então dizer de forma simples que a ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o lugar onde eles vivem (habitat), e em conseqüência, as influências que uns causam aos outros.

Com esta definição, fica clara a compreensão que temos a frente um vasto campo de conhecimento, e que na realidade não se compõe de uma ciência isolada, mas está presente em todas as nossas ações e disciplinas de estudo. Pode se limitar aos seus conceitos específicos, mas sua magnitude fica clara nas relações com a física, química, botânica e nosso dia a dia, principalmente com a economia e relações sociais.

Mesmo não sendo especialista em nenhuma área específica, podemos dar nossa parcela de ajuda, especialmente quando nos consideramos "ser vivo" a se relacionar com o resto do universo e nesta equação simples o "eu", ir garantir a importância de "nós", e o universo pode ser visto como a somatória dos nossos "ecossistemas".

A Ecologia - Algo Para o Bem Coletivo

Não somente os animais e vegetais relacionam-se entre si e o ambiente em que vivem,homem também faz parte desta comunidade.

Infelizmente, ao longo do tempo, o homem provocou mudanças nos diversos ecossistemas, a maior parte das vezes, de uma maneira negativa.

Contudo, devido à sua inteligência e habilidade, possui também capacidade suficiente para solucionar os problemas que ele mesmo criou, gerando soluções, propondo modelos e aplicando estes conceitos.

Sendo assim, a ecologia deve ser entendida como algo pessoal, através de uma verdadeira participação. Cada um de nós pode lutar por ela de uma forma positiva, agindo nos diversos ecossistemas.

O que é Ecossistema?

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Ecossistema é uma comunidade (conjunto) que possui elementos físicos (ar, água, solo, rocha, etc.) e elementos vivos (animais e vegetais, dos grandes até os microscópicos).

Em um ecossistema, os elementos físicos e os elementos vivos estão unidos numa mesma área, coexistindo num processo de dependência. Por exemplo, em uma floresta, a energia do sol permite que os vegetais vivam. Isto é de importância comprovada pelo fato de que os animais herbívoros (que se alimentam exclusivamente de vegetais) morreriam de fome caso não existissem os vegetais.

A natureza é muito interessante. Alguns animais alimentam-se somente de vegetais e outros, alimentam-se de outros animais. Todo este processo forma um ciclo que inicia da terra e retorna a ela.

Podemos então considerar como ecossistema, uma floresta, um lago, um rio, uma casa e seus moradores, uma rua...O UNIVERSO!

Você observou que existem diversos ecossistemas e que a ecologia estuda todos eles. Então se queremos o bem da ecologia, nada melhor do que "DESENVOLVER OS ECOSSISTEMAS", começando pelo seu próprio ecossistema.

Animais e Plantas

O conjunto de população de animais, vegetais e microrganismos interagindo com os fatores ambientais como ar, luz, água, calor e solo, formam um ecossistema de floresta. Existem os ecossistemas de lagos, rios e mares. O conjunto de todos esses ecossistemas chamamos de biosfera.

As espécies são encontradas em seus hábitats naturais, que são suas moradas, por estarem já adaptadas ao meio.

Num mesmo hábitat, vivem várias espécies diferentes. Cada espécie tem seu modo de ser, de viver, de agir, de dormir e de se reproduzir. A essas atividades chamamos nicho ecológico.

Relações Harmônicas

Relações Interespecíficas (entre seres de espécies diferentes)

Mutualismo: Associação entre seres de espécies diferentes em que as duas se beneficiam.Ex.: líquen = algas + fungos

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Comensalismo: Associação entre seres de espécies diferentes em que uma se alimenta doa resto da outra sem causar prejuízo. Ex.: A rêmora é um peixe que gruda no tubarão, a rêmora se alimenta das sobras que escapam pela lateral da boca do tubarão.

Inquilinismo: Associação em que uma espécie se fixa ou se abriga na outra sem prejudicá-la. Ex.:orquídeas e bromélias em árvores.

Relações Intraespecíficas ( entre seres da mesma espécie)

Colônia: Associação entre indivíduos da mesma espécie que se mantém ligados fisicamente. Ex.: caravelas, corais e esponjas.

Sociedade: Associação entre indivíduos da mesma espécie que se agrupam e se organizam para divisão do trabalho. Ex.: formigas, abelhas e cupins.

Relações Desarmônicas ( negativas)

Relações Interespecíficas (entre espécies diferentes)

Predatismo: Relação em que uma das espécies, a predadora, mata a outra (presa) para se alimentar. Ex.: leão come a zebra.

Parasitismo: Associação em que uma das espécies vive sobre ou dentro da outra (hospedeiro) alimentando-se dela e causando prejuízos.Ex.: lombriga e homem, larva de vespa e joaninha.

Competição: Relação entre indivíduos de espécies diferentes que competem pelos mesmos fatores do ambiente existentes em quantidade limitada. Ex.: corujas e gaviões que atacam os mesmos roedores.

Relações Intraespecíficas (entre seres da mesma espécie)

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Competição: Relação entre indivíduos da mesma espécie que competem pelos mesmos fatores do ambiente existente em quantidade limitada. Ex.: competição pela fêmea, território e liderança.

Visão Geral

O Sol é a fonte de luz, calor e energia, que dão vida ao planeta. Seu calor mantém a Terra aquecida na temperatura adequada aos seres viventes. Para isso contribui a camada de ozônio, que filtra os raios ultravioleta, prejudiciais à vida. Sem o Sol não haveria a evaporação das águas, fundamental para o ciclo da água e nem o processo de fotossíntese, pelo qual as plantas retiram gás carbônico do ar e água e sais minerais da terra, produzindo oxigênio e substâncias orgânicas, base da alimentação dos animais. Os animais, durante a respiração, retêm oxigênio e expelem dióxido de carbono, que as plantas utilizam durante a fotossíntese, reiniciando esse processo.

O nitrogênio, outro dos componentes vitais para a vida por causa dos aminoácidos, proteínas, DNA e RNA, compõe aproximadamente 80% da atmosfera. Os animais e as plantas absorvem nitrogênio sob as formas de amônia ou de nitrato, nos quais são convertidos por bactérias.

Certas bactérias do solo e as algas azuis dos oceanos convertem o nitrogênio do ar em amônia. Algumas plantas absorvem diretamente essa amônia. As bactérias transformam a amônia em nitritos e em seguida em nitratos, que as plantas usam para os compostos como as proteínas, DNA e RNA.

Ao comerem as plantas, os animais acabam absorvendo nitrogênio. Esses animais são herbívoros. Os animais carnívoros que comem herbívoros e os carnívoros que comem outros carnívoros também acabam absorvendo nitrogênio. Essa sequência em que alguns animais comem outros é chamada de cadeia alimentar, que se inicia com o processo de fotossíntese das plantas e raramente excede quatro ou cinco níveis ou grupos de seres vivos.

Quando os animais e plantas morrem, certas bactérias e fungos, também chamados de decompositores, convertem seus compostos de nitrogênio em gás nitrogênio, reiniciando o ciclo do nitrogênio.

O ciclo da água, outro dos ciclos básicos para a vida na Terra, tem seu início com a evaporação das águas dos oceanos, lagos e rios, formando nuvens e retornando à terra em forma de chuva e neve.

Nas áreas com vegetação, o solo retém água. Essa água é usada pelas plantas. Outra parte da água acaba indo para os rios e lagos.

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A água não utilizada pelas plantas passa através de pedras permeáveis e acaba se dirigindo para grandes reservatórios no subterrâneo, formando os chamados lençóis de água, que fluem de volta para os oceanos.

Como podemos observar, o ecossistema global é formado por ciclos e processos interdependentes e de forma sincronizada e equilibrada. O ser humano, ao longo do tempo, vem criando produtos e processos que interferem direta ou indiretamente nesse equilíbrio.

Um dos exemplos é o veículo automotor. Para seu uso, utiliza-se a queima de combustível e constrói-se estradas. As estradas impermeabilizam o solo e impedem a absorção de água. Para sua construção é necessária a extração de minérios. A queima de combustível gera dióxido de carbono em níveis insuportáveis.

Cadeia Alimentar

É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor. Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema. Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários. Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários. Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante. Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem. Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.

Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais. Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores. O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas. Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares. As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

Cadeias alimentares: o que são?

A matéria está constantemente ciclando dentro de um ecossistema, ou dito de outra forma, o que os seres vivos retiram do ambiente, eles devolvem. Tem sido assim desde do início da existência da vida da terra, até os dias de hoje. Trata-se de um ciclo eterno.

Além da matéria, a energia também passa por todos os componentes de um ecossistema, só que, no entanto, enquanto a matéria circula, a energia flui, o que significa que a energia não

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retorna ao ecossistema como a matéria como iremos ver na próxima seção. Como podemos notar, os ecossistemas possuem uma constante passagem de matéria e energia de um nível para outro até chegar nos decompositores, os quais reciclam parte da matéria total utilizada neste fluxo. A este percurso de matéria e energia que se inicia sempre por um produtor e termina em um decompositor, chamamos de cadeia alimentar.

Componentes de uma cadeia alimentar

Obrigatoriamente, para existir uma cadeia alimentar devem estar presentes os produtores e os decompositores. Entretanto não é isso o que acontece na realidade, pois outros componentes estão presentes. Desta forma a melhor maneira de se estudar uma cadeia alimentar, é através do conhecimento dos seus componentes, ou seja, toda a parte viva (fatores bióticos) que a compõe. Os componentes de todas as cadeias de uma forma geral podem ser enquadrados dentro das seguintes categorias:

• Produtores - são todos os seres que fabricam o seu próprio alimento, através da fotossíntese, sendo neste caso as plantas, sejam elas terrestres ou aquáticas;

• Animais - os animais obtem sua energia e alimentos comendo plantas ou outros animais, pois não realizam fotossíntese, sendo, portanto incapazes de fabricarem seu próprio alimento.

• Decompositores - apesar da sua importância, os decompositores nem sempre são muito fáceis de serem observados em um ecossistema, pois sendo a maioria formada por seres microscópicos, a constatação da sua presença não é uma tarefa tão fácil.

Os ciclos biogeoquímicos

Os nutrientes minerais pertencem à Biosfera e sua quantidade é limitada. São constantemente reciclados e nesse processo participam os seres vivos. Os mais importantes ciclos da matéria são o da água, o do carbono e o do nitrogênio.

Ciclo da Água

Um dos ciclos básicos para a vida na Terra, o ciclo da água tem seu início com a evaporação das águas dos oceanos, lagos e rios. Essa evaporação se dá por causa do calor provocado pelo Sol e pela ação dos ventos, transformando a água do estado líquido para o estado gasoso. O vapor de

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água, por ser mais leve que o ar, sobe na atmosfera formando nuvens. Quando as nuvens são atingidas por temperaturas mais baixas, o vapor de água se condensa e se transforma em gotículas que se precipitam de volta à superfície em forma de chuva. Nas regiões muito frias, essas gotículas se transformam em flocos de neve ao se precipitarem. As águas da chuva ficam retidas no solo nas áreas onde há vegetação. Essa água é usada pelas plantas. Outra parte da água acaba indo para os rios e lagos. A água não utilizada pelas plantas passa através de pedras permeáveis e acaba se dirigindo para grandes reservatórios no subterrâneo, formando os chamados lençóis de água, que fluem de volta para os oceanos. A evaporação das águas da superfície terrestre é constante e novos ciclos se formam a todo instante. O homem, os animais e as plantas também contribuem para a formação de vapor de água, por expiração durante o processo de respiração.

Ciclos do CO2 e do O2

O gás carbônico é um dos maiores causadores da poluição do ar que respiramos. Ele é resultado, principalmente, da queima de combustível, do carvão e das queimadas nas florestas. As fábricas, os veículos automotores e as usinas de eletricidade que utilizam combustível são, portanto, os grandes poluidores da atmosfera. Além de gerar gás carbônico, toda combustão consome oxigênio, piorando o quadro. O homem, os animais e as plantas, quando respiram, também expelem gás carbônico. No processo de fotossíntese, as plantas retiram o gás carbônico do ar e produzem oxigênio. Apesar das plantas também precisarem de oxigênio para sua subsistência, essa utilização é bem menor do que sua capacidade de produção desse gás. Se não fosse assim, não haveria oxigênio suficiente para os demais seres no planeta.

Ciclo do Nitrogênio

O nitrogênio é um dos componentes vitais para a vida. Sua importância se deve aos aminoácidos, proteínas, DNA e RNA fornecidos. O DNA e o RNA são materiais genéticos que contêm informações determinantes dos caracteres hereditários transmissíveis à descendência.

O nitrogênio compõe aproximadamente 80% da atmosfera. Entretanto, os animais e as plantas não podem absorvê-lo diretamente do ar, e sim na forma de amônia solúvel em água ou na forma de nitrato, nas quais é convertido por bactérias. Certas bactérias do solo e as algas azuis dos oceanos convertem o nitrogênio do ar em amônia. Algumas plantas absorvem diretamente essa amônia. As bactérias transformam a amônia em nitritos e em seguida em nitratos, que as plantas usam para os compostos como as proteínas, DNA e RNA. Ao comerem as plantas, os

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animais herbívoros acabam absorvendo nitrogênio. Os animais carnívoros, ao comerem os herbívoros, também absorvem nitrogênio, assim como toda a cadeia alimentar. Quando os animais e plantas morrem, certas bactérias e fungos, também chamados de decompositores, convertem seus compostos de nitrogênio em gás nitrogênio, que retorna à atmosfera, reiniciando o ciclo do nitrogênio.

Sucessão Ecológica

A criação de qualquer novo habitat – um campo lavrado, uma duna de areia na borda de um lago, fezes de um animal qualquer, uma lagoa temporária deixada por uma chuva pesada – funcionam como um “convite” a uma tropa de espécies particularmente bem adaptada de invasores. Esses primeiros colonizadores são seguidos por outros que são um pouco mais lentos em tirar “vantagens” do novo habitat, mas são eventualmente mais bem sucedidos que as primeiras espécies que chega, chamadas de espécies pioneiras. Desta forma, o caráter da comunidade muda com o tempo. Este padrão direcional, contínuo, não-sazonal de colonizações e desaparecimento de populações de espécies em uma dada

área é chamado de sucessão ecológica. Este caráter contínuo e regular de substituição de espécies é resultado das próprias modificações causadas no habitat pelas próprias espécies sucessoras. Por exemplo, as plantas sombreiam a superfície da terra, contribuem com detritos para o solo e alteram o seu teor de umidade. Essas mudanças frequentemente inibem a continuação do sucesso das próprias espécies causadoras e tornam o ambiente mais adequado para outras espécies, que então excluem aquelas responsáveis pelas mudanças.

O plâncton

Os oceanos, rios e lagos do nosso planeta são povoados por uma imensa diversidade de seres vivos de reduzidas dimensões e pertencentes aos mais diversificados grupos biológicos. Constituem o chamado plâncton e caracterizam-se por flutuarem passivamente, arrastados pelas correntes ou outros movimentos da água. Alguns deles possuem órgãos locomotores que lhes permitem deslocar-se por curtas distâncias, mas nenhum consegue vencer os movimentos da água.

Por oposição, os animais que nadam activamente compõem o Necton (de que fazem parte a maior parte dos invertebrados, os peixes, répteis e mamíferos).

O Plâncton pode dividir-se em fitoplâncton e zooplâncton.

Plâncton Vegetal ou Fitoplâncton

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Composto por uma grande diversidade de seres vegetais que, tal como as plantas e algas, conseguem realizar a fotossíntese, ou seja, graças à presença de pigmentos especiais, em particular a clorofila, conseguem captar a energia do sol para produzirem o seu próprio alimento a partir de dióxido de carbono e sais minerais. São por isso chamados produtores. São as algas unicelulares que compõem basicamente o fitoplâncton. Um dos grupos mais abundantes são as diatomáceas, de formas muito variadas e formando por vezes colónias. Diferem das outras algas por possuírem uma parede celular de sílica e apresentarem uma cor acastanhada. Outro grupo importante são os flagelados, assim designados por possuírem um flagelo, ou seja um pequeno apêndice locomotor. Os dinoflagelados (2 flagelos) constituem o 2º grupo mais importante do fitoplâncton e aparecem por vezes em grandes concentrações, constituindo as conhecidas "marés vermelhas", frequentemente tóxicas.

O fitoplâncton constitui a principal fonte de produção de matéria orgânica na água, dele dependendo todos os outros animais (herbívoros ou carnívoros). Constitui na realidade a Base da Vida.

O zooplâncton

Por sua vez, constitui o elo principal entre o fitoplâncton e os animais marinhos de maiores dimensões. Na realidade o fitoplâncton serve de alimento ao zooplâncton; este por sua vez vai ser comido por animais de maiores dimensões (peixes, crustáceos, etc...), os quais serão ingeridos por animais ainda maiores. Estabelece-se assim uma Cadeia Alimentar baseada em complexas relações alimentares entre os diferentes animais e plantas. As grandes baleias oceânicas por exemplo alimentam-se directamente de zooplâncton que retiram da água por filtração, com a ajuda das suas longas barbas. O zooplâncton inclui um número elevado de animais de dimensões e formas diversas, pertencentes aos mais variados grupos zoológicos. Alguns são unicelulares ou seja, compostos por uma só célula. Os crustáceos constituem uma parte importante do zooplâncton, de que fazem parte, nalguns casos, durante toda a vida. Noutros casos são planctónicos apenas durante o estado larvar, passado a fazer parte do necton quando adultos, como por exemplo as lagostas, ou os caranguejos.

Os ovos e larvas da grande maioria dos peixes fazem parte do plâncton.

O único meio eficaz de defesa para os seres vivos que vivem em pleno oceano é tornarem-se invisíveis aos olhos dos predadores. Por esta razão, a maior parte dos organismos que formam o plâncton são transparentes, sendo muito difícil detectá-los dentro de água.

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Algumas espécies são bioluminescentes, ou seja, brilham na escuridão das profundezas, utilizando esta capacidade para afugentarem predadores ou atraírem parceiros sexuais. Por outro lado, a forma dos seres planctónicos é extremamente curiosa, apresentando geralmente espinhos ou outros apêndices muito longos.

As comunidades de plâncton flutuam passivamente nos oceanos, sendo arrastadas pelas correntes de ressurgência e outros movimentos da massa de água, registando assim movimentos laterais passivos. No entanto, o Plâncton realiza movimentos ou migrações verticais activas, diariamente ou sazonalmente. Na realidade, ao entardecer uma grande quantidade de animais planctónicos sobe das profundezas onde vive normalmente (entre os 200 m e os 500 m) e sobe até à superfície, para se alimentar do fitoplâncton que aí vive. Ao amanhecer regressam à profundidade, permanecendo na escuridão ou penumbra. Pensa-se que esta é uma forma de protecção contra os predadores que abundam à superfície durante o dia.

A pirâmide de energia

Em cada nível trófico há grande consumo de energia para execução das reações metabólicas. Há liberação de energia na forma de calor, que é “perdido” pelo ecossistema. A energia restante é armazenada nos tecidos. Os produtores consomem, para sua sobrevivência, grande parte da energia por eles fixada na fotossíntese. Sobra pouco para o nível dos consumidores primários, que utilizarão, no seu metabolismo, boa parte da energia obtida dos produtores.

O mesmo acontece em relação aos consumidores secundários,que despenderão, em suas atividades metabólicas, boa parcela da energia obtida dos consumidores primários. Isso limita o número dos níveis tróficos e explica ser a biomassa decrescente nas cadeias alimentares a partir dos produtores, que terão a maior biomassa. Portanto, a quantidade de energia disponível sempre diminui, porque se deve descontar o que é gasto pelas atividades próprias de cada nível trófico.

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DDT: acumulação nos consumidores de último nível

O DDT é um inseticida organoclorado que é biodegradado lentamente.

Tem grande afinidade pelo tecido gorduroso dos animais e é excretado vagarosamente; por isso apresenta efeito cumulativo.

Ao atingir a água, após ser pulverizado numa lavoura com o intuito de combater uma praga de insetos, acaba provocando um acúmulo indesejável nas aves, que são consumidoras de último nível trófico.

Compromete-se, entre outras coisas, a reprodução delas, uma vez que o DDT interfere no metabolismo do cálcio, levando à produção de ovos de casca frágil.

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