Tópicos sobre Endividamento - Apostilas - Ciencias Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Tópicos sobre Endividamento - Apostilas - Ciencias Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o estudo dos Tópicos sobre Endividamento, Indices de Endividamento, indicadores.
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Indices de Endividamento

• Quantidade da divida (alta, razoável ou baixa)

Sabemos que o Ativo é financiado por Capital de Terceiros (Passivo Circulante e Exigível) e por Capital Próprio (Patrimônio Liquido). Assim, Capital de Terceiros e Próprios são fontes de recursos.

Também são os indicadores de endividamento que nos informam se a empresa se utiliza mais de recursos de terceiros ou de recursos dos proprietários. Saberemos se os recursos de terceiros tem seu vencimento em maior parte a Curto Prazo (Circulante) ou Longo Prazo (Exigível a Longo Prazo).

É do conhecimento de todos que, nos últimos anos, tem sido crescente o endividamento das empresas. Esse fenômeno é mais mundial que brasileiro.

Historicamente por volta de 1973 as empresas utilizavam 30% de Capital de Terceiros. Em menos de 10 anos, a situação de inverteu: a empresa passou a utilizar mais de 57% de Capital de Terceiros. Nos finais de 80, novamente o Capital Próprio cresceu chegando a 60%. No Plano Real, o endividamento chegou a 51%. Em 2001, o endividamento chegou a 53,4%. Em 2008, caiu para 48% e em 2010 subiu para 51%.

È muito mais vantajoso se trabalhar com Capital de Terceiros “não onerosos”, isto é, exigíveis que não geram encargos financeiros explicitamente para a empresa, ou seja, não há juros: fornecedores, impostos, encargos sociais a pagar etc.

Por outro lado, uma participação do Capital de Terceiros exagerada em relação ao Capital Próprio torna a empresa vulnerável. Normalmente as instituições financeiras não estão dispostas a conceder financiamentos para as empresas que apresentarem essa situação desfavorável. Em média, as empresas que vão a falência apresentam endividamento elevado em relação ao Patrimônio Liquido.

Ressaltemos que o endividamento de alguns países desenvolvidos é alto, chegando a 60%. Isso se deve a necessidade imperiosa de renovação do Ativo para torná-lo mais competitivo. Assim, só recursos próprios não são suficientes para atender a velocidade da renovação do Ativo, precisando-se recorrer a Capital de Terceiros.

Na análise do endividamento, há necessidade de detectar as características do seguinte indicador:

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- empresas que recorrem a dividas como um complemento dos Capitais Próprios para realizar aplicações produtivas em seu Ativo, para ampliação, expansão, modernização. Esse endividamento é sadio, mesmo sendo um tanto elevado, pois as aplicações produtivas deverão gerar recursos para saldar o compromisso assumido;

- empresas que recorrem a dividas para pagar outras dividas que estão vencendo. Por não gerarem recursos para saldar seus compromissos, elas recorrem a empréstimos sucessivos. Permanecendo esse circulo vicioso a empresa será séria candidata a insolvência, consequentemente a falência.

• Qualidade da dívida (boa, razoável ou ruim)

A analise da composição do endividamento também é bastante significativa:

- endividamento a Curto Prazo, normalmente utilizado para financiar o Ativo Circulante;

- endividamento a Longo Prazo, normalmente utilizado para financiar o Ativo Imobilizado.

A proporção favorável seria de maior participação de dividas a Longo Prazo propiciando a empresa tempo maior para gerar recursos que saldarão os compromissos. Expansão e modernização devem ser financiadas com recursos a Longo Prazo e não pelo Passivo Circulante, pois os recursos a serem gerados pela expansão e modernização virão a longo prazo.

Se a composição do endividamento apresentar significativa concentração no Passivo Circulante (curto prazo), a empresa poderá ter reais dificuldades num momento de reversão de mercado. Na crise, ela terá poucas alternativas: venda de seus estoques na base de uma liquidação forçada (a qualquer preço), assumir novas dividas a curto prazo, que certamente terão juros altos, o que aumentariam as despesas financeiras.

Se a concentração fosse a Longo Prazo, a empresa, num momento de revés teria mais tempo para replanejar a situação, sem necessidade de desfazer-se dos estoques a qualquer preço.

Empréstimos a curto prazo, são mais onerosos que os de Longo Prazo. Quando uma empresa tem divida concentrada no Curto prazo, principalmente formada por empréstimo, certamente a qualidade não é boa. Entretanto, quando há equilíbrio entre curto e longo prazo, a qualidade é melhor. Outro ângulo de análise da qualidade da divida é custo do dinheiro. Excesso de Desconto de Duplicatas e empréstimos de curto prazo propiciam custo elevado da divida, propiciando qualidade ruim. Normalmente os financiamentos de longo prazo são menos onerosos (mais baratos).

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Alguns indicadores:

1. Participação de Capital de Terceiros sobre Recursos Totais (Quantidade):

_____Capital de Terceiros____ __= Exigível Total_____ = PC + ELP___ = PC+PNC

Capital Terceiros+Capital Próprio Exigível Total+PL PC + ELP + PL PC+PNC+PL

Exemplo:

2004 : 440.000 = 0,56 = 56%

790.000

2005 : 430.000 = 0,52 = 52%

830.000

56% ou 52% dos Recursos totais originam-se de Capitais de Terceiros

Sendo assim, 44% do Ativo é financiado por Capital Próprio e 48% respectivamente.

Houve um pequeno decréscimo de endividamento em 2005. Podemos dizer neste ano que a situação é equilibrada, praticamente meio a meio de capital de Terceiros e Capital Próprio.

O endividamento pode ser medido pelo Grau da Divida, que é o capital de terceiros dividido pelo Patrimônio Liquido.

2. Garantia do Capital Próprio ao Capital de Terceiros

Capital Próprio____ = PL_________ = PL______ = PL______

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Capital de Terceiros Exigível Total PC + ELP PC + PNC

2004 : 350.000 = 0,80 para 1

440.000

2005 : 400.000 = 0,93 para 1

430.000

Para cada $ 1,00 de Capital de Terceiros há $ 0,80 de Capital Próprio como Garantia. Aumentando para $0,93 em 2005.

A garantia ao Capital de Terceiros oferecida pelo Capital Próprio aumentou para $ 0,93 em 2005.

3. Composição de endividamento (Qualidade)

PC PC

Capital de Terceiros = PC + PNC

2004: 340.000 = 0,77 ou 77%

440.000

2005: 280.000 = 0,65 ou 65%

430.000

77% ou 65% dos capitais de Terceiros vencerão a curto prazo

A empresa opera mais com dividas a curto prazo. Essa situação é desfavorável, prejudicando sua Liquidez Corrente (situação financeira). Todavia, houve boa melhora de um ano para o outro.

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• Quantidade x qualidade da dívida

Se eu perguntasse para uma classe de alunos qual é a sua divida e o Aluno A tivesse $ 5.000 e o Aluno B tivesse $ 100.000. Em termos de quantidade o Aluno A teria divida baixa e o B alta. Continuando, detecto que o A tem divida em cheque especial ( maior que 150% ao ano) e o Aluno B deve para seu avô que disse “pague quando puder e sem juros”. O Aluno A tem qualidade ruim de divida, porem a divida do Aluno B é de boa qualidade.

Faremos uma comparação da Empresa Prosperidade com a Cia Conservadora:

Prosperidade

ATIVO PASSIVO

Circulante 4200

Não Circulante 5800 Circulante 3100

Não Circulante 2900

PL 4000

Total 10.000 Total 10000

Conservadora

ATIVO PASSIVO

Circulante 4200

Não Circulante 5800 Circulante 4000

PL 6000

Total 10.000 Total 10000

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Prosperidade tem um endividamento (60% = 6000/10000) alto para os padroes brasileiros; todavia, está no limite dos padroes internacionais. Ainda que o endividamento seja alto (quantidade), podemos dizer que é um bom perfil de endividamento (qualidade), pois praticamente a metade é de longo prazo ou Não Circulante (menos oneroso e mais tempo para pagar).

Por outro lado, a Conservadora tem um endividamento baixo (40% = 4000/10000), porem de qualidade ruim, pois ele todo vai vencer rapidamente e, havendo financiamentos de instituições financeiras, seria mais oneroso.

A situação financeira da Prosperidade é mais folgada que a da Conservadora no Curto Prazo. Para o Longo Prazo, a Prosperidade terá tempo de gerar mais Circulante a fim de honrar seus compromissos que demorarão para vencer.

Obs.: A empresa Prosperidade apresenta uma liquidez corrente de 1,35, demonstrando uma situação Financeira de curto Prazo satisfatória (admitindo que esse índice de liquidez está acima da média das empresas do mesmo ramo de atividade). Por outro lado, o endividamento é alto (60%). Essa situação pode ser mais confortável se a empresa for rentável, já que o lucro não distribuído será incorporado ao Patrimônio Liquido, reduzindo o endividamento. Daí a necessidade da analise conjunta do terceiro tripé, que veremos a seguir.

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