Trabalho de artes, Projetos de Artes. Professor Waldemar Rodrigues da Silva
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maurilio_santos19 de Novembro de 2015

Trabalho de artes, Projetos de Artes. Professor Waldemar Rodrigues da Silva

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Mozart Camargo Guarnieri Biografia Mozart Camargo Guarnieri nasceu no dia 1 de fevereiro de 1907, na cidade de Tietê, no estado de São Paulo. Filho de músico, iniciou seus estudos de teoria musical aos 10 anos de idade com o professor Virgínio Dias, a quem dedicou “Sonho de Artista”, sua primeira composição. Em 1923 a família mudou-se para São Paulo. A partir de 1924 Guarnieri passou a estudar piano com Sá Pereira e Ernani Braga. De 1926 a 1930 estudou composição e direção de orquestra com o italiano Lamberto Baldi. Camargo Guarnieri começou a escrever música regularmente após a Semana de Arte Moderna, iniciando-se como compositor essencialmente brasileiro em 1928, aos 21 anos, quando compôs a Dança Brasileira e a Canção Sertaneja. Chegou a submeter essas duas obras a Mário de Andrade, então o mais importante intelectual da época, que tornou-se mestre de Guarnieri. Essa relação mestre-discípulo se alongou por muitos anos. O maestro foi contratado em 1937 pelo Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo, dirigido, na época, por Mário de Andrade. Em 1938 recebeu uma viagem para a Europa do Conselho de Orientação Artística do Estado de São Paulo. Em Paris estudou contraponto, fuga, composição e estética musical com Charles Koechlin, regência de orquestra e de coros com François Rühlmann, maestro da Orquestra da Ópera de Paris na época, além de realizar uma audição de suas obras na série Revue Musicale, retornando ao Brasil em 1939, em decorrência da II Guerra Mundial. Em 1942 fez sua primeira viagem aos Estados Unidos, onde realizou um concerto com a Orquestra League of Composers of New York e dirigiu a Orquestra Sinfônica de Boston a convite de Sergey Koussevitzky. De 1955 a 1960 foi assessor técnico de assuntos musicais do Ministério da Educação e Cultura. Durante toda sua vida Guarnieri acumulou prêmios e ocupou altos cargos no cenário da música nacional e internacional. Diferenciando-se de seus antecessores e mesmo de contemporâneos, Camargo Guarnieri não “veio” da música européia para a brasileira, pelo contrário, iniciou-se já envolvido em música brasileira. Compôs vasta obra em todos os gêneros, atingindo um número de mais de setecentas peças. Grande apreciador da música de Brahms, devoto de Bach, além de admirar Mozart de tal maneira que deixou de assinar seu primeiro nome em respeito ao mestre. Ficava furioso quando alguém o chamava de Mozart ou cometia o "crime" de colocar seu nome completo em um programa de concerto ou capa de disco. Foi criador e diretor do Coral Paulistano, idealizou o 1º Festival de Campos do Jordão, foi diretor da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, regente

titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da USP desde a sua criação, em 1975, e membro fundador da Academia Brasileira de Música, da qual foi presidente. Regeu as mais importantes orquestras estrangeiras. Foi membro do júri dos mais importantes concursos internacionais, além de ter sido agraciado com inúmeros prêmios, condecorações e medalhas, somando mais de cem títulos nacionais e estrangeiros, e ainda premiado em mais de 10 concursos nacionais e internacionais de composição. Camargo Guarnieri faleceu em 13 de janeiro de 1993, aos 85 anos, em São Paulo, logo após ter sido agraciado com o prêmio “Gabriela Mistral”, pela OEA (Washington), com o título de “Maior Compositor Contemporâneo das Três Américas”.

Obras

Para orquestra:

1929 Suíte infantil

1931 Concerto nº 1 para piano e orquestra

Selvagem

Saudosamente

Depressa

1937 Flor de Tremembé para 15 instrumentos solistas e percussão

1940 Concerto nº 1 para violino e orquestra

1941 Encantamento

1942 Abertura Concertante para orquestra

1944 Sinfonia nº 1

Rude

Profundo

Radioso

1945 Sinfonia nº 2 "Uirapuru"

Enérgico

Terno

Festivo

1946 Concerto nº 2 para piano e orquestra

Decidido

Afetuoso: Scherzando

Vivo

1951 Choro para violino e orquestra

1952 Concerto nº 2 para violino e orquestra

1952 Sinfonia nº 3

Lento - Enérgico e violento

Serenamente - Vivo

Decidido

1953 Variações sobre um tema nordestino para piano e orquestra

1954 Suíte IV Centenário

1956 Choro para clarineta e orquestra

1956 Choro para piano e orquestra

1957 Suite uit de film "Rebelião em Vila Rica"

Majestoso

Andantino

Misterioso

Scherzando

Agitado

Alegre

Valsa

Saudoso

Humorístico

Gingando

1961 Choro para violoncelo e orquestra

1963 Sinfonia nº 4 "Brasília"

Allegro enérgico

Lento e trágico

Enérgico triunfante

1964 Concerto nº 3 para piano e orquestra

Allegro deciso

Magoado

Festivo

1965 Seresta para piano e orquestra de câmara

1968 Concerto nº 4 para piano e orquestra

Resoluto

Profundamente triste - Vivo - Profundamente Triste

1970 Concerto nº 5 para piano e orquestra

1971 Abertura festiva

1977 Sinfonia nº 5 para coro e orquestra

Lento - Allegro impetuouso

Lento nostálgico

Allegro

1981 Sinfonia nº 6

Enérgico e ritmado

Triste

Finale

1985 Sinfonia nº 7

1987 Concerto nº 6 para piano e orquestra

Óperas

1932 Pedro Malazarte ópera cômica

1960 Um Homem Só tragédia lírica

Missas e cantatas

1958 Seca, cantata para soprano, coro ad libitum e orquestra

1965 Guaná-Bará, cantata para narrador, coro, orquestra

1970 O Caso do Vestido, cantata para soprano e orquestra

1972 Missa Dilígite (Amai-vos uns aos outros) para coro e orquestra de cordas

Obras para coro

1936 Coisa deste Brasil

Obras para canto e orquestra

2 Canções de Celso Brant

Meus pecados

Como o coração da noite

Música de câmara

1931 Trio para violino, cello e piano

1931 Sonata nº 1 para cello e piano

1931 Trio para violino, viola e cello

1931 Quinteto de sopros

1932 Quarteto nº 1 (quarteto de cordas)

1933 Sonata nº 2 para violino e piano

Sem pressa e bem ritmado

Profundamente terno

Impetuoso

1944 Quarteto nº 2 (quarteto de cordas)

1946 Ponteio e Dança para cello e piano

1950 Sonata nº 3 para violino e piano

Moderato espressivo

Terno

Decidido

1955 Sonata nº 2 para cello e piano

1956 Sonata nº 4 para violino e piano

Enérgico ma espressivo

Íntimo

Allegro appassionato

1959 Sonata nº 5 para violino e piano

Cômodo

Terno

Gingando

1962 Quarteto nº 3 (quarteto de cordas)

1965 Sonata nº 6 para violino e piano

Tranquillo

Misterioso

Grandioso

1974/1982 Cantilenas para cello e piano

1976 Angústia para quarteto de cordas

1977 Sonata nº 3 para cello e piano

1978 Sonata nº 7 para violino e piano

Enérgico

Magoado

Com alegria

1989 Duo para flautas

1989 Trio para violino, cello e piano (transc. Sonata nº 7)

Obras para piano

1918 Sonho de Artista (Valsa lenta)

1928 Canção sertaneja

1928 Dança brasileira

1928 Sonatina nº 1

Molengamente

Ponteado e bem dengoso

Bem depressa

1929 Noturno

1929 Prelúdio e Fuga

1929 Suíte infantil

Acalanto

Requebrando

Ponteio

Maxixando

1929 Toada

1930 Choro torturado

1931 Danca selvagem

1931-1934 Cinco pecas infantis

Estudando piano (1933)

Criança triste (1933)

Valsinha manhosa

A criança adormece (1933)

Polka (1931)

1931-1935 Ponteios 1 caderno (Da 1 a 10)

Calmo, com profunda saudade (1931)

Raivoso e ritmado (1931)

Dolente (1931)

Gingando (1931)

Fatigando (1932)

Apaixonado (1932)

Contemplativo (1933)

Angustioso (1933)

Fervoroso (1934)

Animado (1935)

1932 O Cavalinho da perna quebrada

1932 Lundu

1932 Piratininga

1934 Sonatina nº 2

Alegre, com graca

Ingenuamente

Depressa

Espirituoso

1934 Valsa nº 1 Lentamente

1935 Tocata

1935 Valsa nº 2 Preguicoso

1936 Toada triste

1937 Sonatina nº 3 (in the G-clef)

Allegro

Con tenerezza

Bem rítmico (Two-Part Fugue)

1937 Valsa nº 3 Com moleza

1939 Ficarás sozinha

1943 Valsa nº 4 Calmo e saudoso

1944 Maria Lucia

1946 Dança negra

1947-1949 Ponteios 2 caderno (Da 11 a 20)

Triste (1947)

Decidido (1949)

Saudoso (1948)

Confiante (1949)

Incisivo (1949)

Tranquilamente (1948)

Alegre (1948)

Nostálgico (1949)

Calmo - Homenagem a Ernesto Nazareth (1949)

Vagaroso (1949)

1948-1981 Improvisos nº 1-10

Calmo (1948)

Lentamente - "Homenagem a Heitor Villa-Lobos" (1960)

Nostálgico (1970)

Saudoso (1970)

Alegre (1981)

Tristonho (1974)

Tranquilo (1978)

Profundamente triste (1980)

Melancólico (1975)

Dengoso (1981)

1948 Valsa nº 5 Calmo

1949- 1988 Estudos nº 1-20

Deciso (1949)

Brilhante (1949)

Appassionato (1949)

Animato (1954)

Con moto (1950)

Impetusos, marcatissimo (1962)

Sem pressa (1962)

Cômodo (1962)

Furioso (1962)

Movido (1964)

Brilhante (1968)

Dengoso (1968)

Lento e fluido - "Homenagem a Claude Debussy" (1969)

Sem pressa (1969)

Maneiroso (1970)

Caprichoso (1984)

Sem pressa (1985)

(para a mão esquerda) - Dramático e Triste (1981)

"Ondeante" (1988)

"Saramba" (1982)

1949 Valsa nº 6 Lento

1952 Acalanto

1953 Suíte mirim

Ponteando

Tanguinho

Modinha

Cirandinha

1954-1955 Ponteios 3 caderno (Da 21 a 30)

Decidido (1954)

Triste (1954)

Vigoroso (1954)

Tranqüilo (1954)

Esperto (1955)

Calmo (1955)

Cômodo e expressivo (1955)

Calmo e sentido (1954)

Saudoso (1955)

Sentido (1955)

1954 Valsa nº 7 Saudoso

1954 Valsa nº 8 Calmo

1956-1957 Ponteios 4 caderno (Da 31 a 40)

Triste (1956)

Com alegria (1957)

Queixoso (1956)

Calmo e solene (1956)

Dengoso (1957)

Tristemente (1957)

Com humor (1957)

Hesitante (1957)

Dengoso (1957)

Con moto (1957)

1957 Valsa nº 9 Calmo

1958-1959 Ponteios 5 caderno (Da 41 a 50)

Tristemente (1958)

Dengoso, mas sem pressa (1958)

Grandeoso (1959)

Desconsolado (1959)

Com alegria (1959)

Íntimo (1959)

Animado (1959)

Confidencial (1959)

Torturado - "Homenagem a Alexander Skriabin" (1959)

Lentamente e triste (1959)

1958 Sonatina nº 4

Com alegria

Melancólico

Gracioso

1959 Valsa nº 10 Choroso

1960-1977 Série dos curumins

Brincando (1960)

Valsa (1961)

Flavinha (1969)

Valsinha pretensiosa (1965)

Acalanto para Bárbara (1977)

Valsinha (1971)

Dança da pulga (1969)

1961 Baião

1962 Sonatina nº 5

Com humor

Muito calmo

Com alegria

1969 Dança da pulga

1982 Sonatina nº 8

Repenicado

Profundamente íntimo

Dengoso

1982 Toada sentimental

1982-1988 Momentos

Dolente (1982)

Lento e nostálgico (1982)

Com alegria (1982)

Terno (1982)

Desolado (1984)

Improvisando (1985)

Calmo e tristonho - Homenagem a Henrique Oswald (1985)

Gracioso (1986)

Sofrido (1987)

Íntimo (1988)

Obras para violão

Ponteio para violão

Valsa-Choro nº1 (1954)

Três Estudos

Valsa-Choro nº 2

Trilhas sonoras

1957 Rebelião em Vila Rica

Antonio Vivaldi Biografia Filho de Giovanni Battista Vivaldi e Camilla Calicchio, Antonio Vivaldi era o mais velho de sete irmãos. Seu pai, um barbeiro, mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), depois de iniciá- lo na música, matriculou-o, ainda pequeno, na Capela Ducal de São Marcos, para aperfeiçoar seus conhecimentos musicais,[3] e foi também responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde Antonio Vivaldi despontou como o maior violinista do seu tempo. Em 1703, Vivaldi foi ordenado padre. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), e ele se voltou para o ensino de violino num orfanato de moças - o Ospedale della Pietà, em Veneza. Pouco tempo após assumir suas novas funções, as meninas ganharam seu apreço e sua estima. Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. É durante esses anos que Vivaldi escreve grande parte da sua música. Em 1705 é publicada a sua primeira coletânea - as Doze sonatas (Opus 1), dedicadas ao nobre vêneto Annibale Gambara e compostas ainda sob forte influência de Arcangelo Corelli. Em 1708 é publicada uma segunda coletânea de 12 sonatas para violino e baixo contínuo (Opus 2), mas a fama internacional só seria alcançada com a publicação, em Amsterdam, 1711, de uma coletânea de 12 concertos - "L'estro armonico" (Opus 3), graças ao editor Estienne Roger, com suas novas técnicas de impressão, bem mais avançadas do que as dos editores venezianos. L'estro armonico repercutiu por toda a Europa. Mais tarde, seis desses concertos seriam transcritos por Bach, para vários instrumentos. No orfanato, desempenhava diversas atividades, interrompidas apenas por suas muitas viagens. Em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais do Ospedale della Pietà e, em 1716, tornou-se maestro de' concerti. Vivaldi também parece ter tido vários casos amorosos, um dos quais com uma de suas alunas, a contralto Anna Girò, e o compositor era suspeito de fazer algumas adaptações nas velhas óperas venezianas a fim de adequá-las aos recursos vocais da suposta amante. Essa atividade causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello, que teria escrito

um panfleto contra ele. Em 1714, o compositor publica La stravaganza (Opus 4), uma coletânea de concertos para violino solo, cordas e baixo contínuo. No mesmo ano, torna-se impresario e diretor musical do Teatro Sant'Angelo, onde apresenta Orlando finto pazzo (RV 727), sua primeira ópera encenada em Veneza e a segunda depois da sua estreia em Vicenza, com Ottone in villa. Em 1723 Vivaldi publicou seu Opus 8, Il cimento dell'armonia e dell'inventione, coletânea que inclui "As Quatro Estações" e que consistia de doze concertos:

Concerto nº 1 em mi maior, "La primavera", RV 269 Concerto nº 2 em sol menor, "L'estate", RV 315 Concerto nº 3 em fá maior, "L'autunno", RV 293 Concerto nº 4 em fá menor, "L'inverno", RV 297 Concerto nº 5 em mi maior, "La tempesta di mare", RV 253 Concerto nº 6 em dó maior, "Il piacere", RV 180 Concerto nº 7 em ré menor, "Per Pisendel", RV 242 Concerto nº 8 em sol menor, RV 332 Concerto nº 9 em ré menor, RV 236 (para violino) / RV 454 (para oboé) Concerto nº 10 em si maior, "La caccia", RV 362 Concerto nº 11 em ré maior, RV 210 Concerto nº 12 em dó maior, RV 178 (para violino) / RV 449 (para oboé)

Sete desses concertos são descritivos: os quatro primeiros ("La primavera", "L'estate", "L'autunno", "L'inverno") e mais "La tempesta di mare", "Il piacere" e "La caccia". Vivaldi transformou a tradição da música descritiva em um estilo tipicamente italiano, com seu timbre inconfundível, no qual as cordas têm um papel central. Seus concertos tiveram enorme sucesso, particularmente na França, e, na segunda metade do século XVIII surgiram mesmo algumas notáveis adaptações da La primavera: Michel Corrette (1707-1795) baseou seu moteto Laudate Dominum de coelis, de 1765, nesse concerto, e, em 1775, o filósofo Jean-Jacques Rousseau escreveu uma delicada transcrição da peça para flauta solo. "La primavera" também era uma das peças favoritas de Louis XV, e Vivaldi recebeu várias encomendas de outras composições para a corte de Versailles. Em 1725, Il cimento dell'armonia e dell'inventione foi publicado em Amsterdam, com grande sucesso. Em 1738, Vivaldi estava naquela cidade para dirigir a abertura do concerto comemorativo dos 100 anos do Schouwburg de Van Campen, o primeiro teatro da cidade. De volta a Veneza, que à época estava sob severa crise econômica, o compositor exonera-se de suas funções no Ospedale em 1740, planejando mudar-se para Viena, sob o patrocínio de seu admirador Carlos VI. Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida na pobreza. As suas composições já não eram particularmente apreciadas em

Veneza. Com a mudança dos gostos musicais e a afirmação da ópera napolitana Vivaldi estava fora de moda, sendo obrigado a vender um considerável número de manuscritos, a preços irrisórios, para financiar sua transferência para Viena, a convite de Carlos VI. As razões da partida de Vivaldi não são inteiramente claras. Sabe-se que o Imperador adorava as suas composições, e que, em 1727, Vivaldi dedicara a ele La Cetra, uma coletânea de doze concertos para violino. Possivelmente, em Viena, Vivaldi assumiria a posição de compositor oficial na Corte Imperial. Mas a decisão de sair da Itália também pode ter sido motivada por um episódio desagradável. Pouco antes do início da temporada de ópera em Ferrara - que, para Vivaldi, significava uma esperança de resolver suas dificuldades financeiras -, o compositor foi convocado pelo núncio apostólico para ser informado de que fora proibido de entrar na cidade emiliana pelo própio arcebispo local, Tommaso Ruffo. O motivo alegado para tal proibição (catastrófica para Vivaldi, tendo em vista os compromissos financeiros já assumidos), foi o fato de o Prete Rosso não oficiar missas, além de andar acompanhado por mulheres, tais como Anna Girò. Ademais, o arcebispo tinha aversão ao envolvimento de padres com espetáculos. Isto é o que se deduz da carta enviada por Vivaldi ao seu patrocinador em Ferrara, o marquês Guido Bentivoglio, pedindo seu apoio para tentar reverter a interdição do arcebispo. Na carta, o compositor alegava motivos de saúde para não mais oficiar a missa e proclamava a natureza perfeitamente correta das suas relações com as senhoras que o acompanhavam, todas de exemplar, e comprovável, devoção e honestidade. Nada disso adiantou, e Antonio Vivaldi teve mesmo que amargar um grande prejuízo econômico, afronta que o teria convencido a deixardefinitivamente a Itália. No entanto, sua permanência em Viena seria breve. Pouco depois da sua chegada a Viena, morre seu protetor, Carlos VI, em 20 de outubro de 1740. Esse trágico golpe de azar deixa o compositor sem qualquer fonte de rendimentos, obrigando-o a novamente vender seus manuscritos para sobreviver. Vivaldi morreria no ano seguinte, no dia 28 de julho de 1741, provavelmente em consequência da bronquite asmática que o acompanhara por toda a vida. Teve um enterro modesto. Anna Girò retornou a Veneza, onde morreira em 1750. O corpo do compositor encontra-se sepultado na Universidade Tecnológica de Viena. Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até os anos de 1900.

Obras Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:

Concertos: Há divergências sobre o número exato de concertos compostos por Vivaldi. Algumas publicações contam 550 concertos compostos por ele. Em outras publicações, citam-se 477 concertos e outros ainda 456. Seus concertos mais conhecidos e divulgados são Le quattro stagioni (As quatro estações).

46 óperas,

44 motetos,

sinfonias,

2 serenatas,

73 sonatas,

100 árias

30 cantatas

Música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta, como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Nicolas Chédeville), Música sacra - três oratórios (Oratorio Juditha Triumphans, composto para a Pietá; dois Gloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros). Menos conhecido é o facto de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidada em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmónicos, inventando melodias e trechos originais. Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música não-acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais.

Franz Liszt Biografia Franz Liszt (1811-1886) foi músico húngaro. Considerado o maior pianista de sua época. Compositor de "Poemas Sinfônicos", "Sonata em Si Menor", "Fausto-Sinfonia", "As Lieder", entre outras. Descobre o Romantismo, no qual

todas as correntes, francesa, inglesa, alemã e italiana influenciam nas suas composições. Franz Liszt (1811-1886) nasceu na vila de Raiding, Doborján, na região da Hungria, no dia 22 de outubro de 1811. Seu pai Adam Liszt era administrador das propriedades do Príncipe Nicolas Eszterházy, candidato napoleônico ao trono húngaro, o príncipe foi protetor de Joseph Haydn e de Ludwig van Beethoven. Seu pai tocava violino e cantava no coro da igreja. Franz recebia aulas do pai e assimilava tudo com extrema facilidade. Com nove anos de idade já se apresentava em Oldenburgo, Eisenstadt e em Presburgo. Pensando no futuro do filho a família vai morar em Viena, quando Franz estava com dez anos. Na capital austríaca, Franz estuda piano gratuitamente, com o professor Czerny, que foi aluno de Beethoven, enquanto Salieri, mestre da capela da corte, lhe ensina teoria musical. Depois de dois anos de estudos, sua primeira apresentação foi brilhante. O programa constava de músicas que exploravam o efeito do virtuosismo do jovem. Os jornais o acolheram como um fenômeno. Meses depois a família volta para a Hungria, para concertos em Budapeste, em seguida mudam-se para a França, para Liszt estudar no Conservatório Nacional de Paris. O diretor da escola recusa o aluno por ser estrangeiro. O velho Liszt não se abalou pois os comentários vindo do exterior abriram a expectativa do público parisiense em relação ao jovem virtuose. Com treze anos Franz apresenta seu primeiro concerto público no Teatro Louvois. O jovem é aclamado pela imprensa. Franz Liszt trabalha exaustivamente e é obrigado a tirar um período de descanso no litoral francês. Nessa época, em agosto de 1827, morre seu pai. Junto com sua mãe, muda-se para Paris onde passa a lecionar música, abandonando os concertos. Franz apaixona-se por uma aluna, Carolina, filha do Conde Saint Cricq. Obrigado a se afastar da amada, recolhe-se ao isolamento. Em 1830, a revolução contra a monarquia de Carlos X, consegue tirar Liszt da apatia. Estabelece grande amizade com Frédéric Chopin e Niccolò Paganini. Com 22 anos conhece a Condessa Marie d'Agoult, vive com ela durante seis anos na Suíça, período que se dedica à composição. Com 31 anos, a convite da imperatriz Alexandra Feodorovna, Liszt segue para Rússia. Na corte de Weimar, na Prússia, vive dez anos como mestre de capela. Apresenta recitais na Turquia, Dinamarca, Polônia, Portugal e Espanha. Franz Liszt, a partir de 1960, se recolhe a vida religiosa, onde continua compondo e lecionando. No dia 31 de julho de 1886, morre pobre e solitário.

Obras O nome de Liszt ocupa lugar de destaque dentro da história da música como um inovador que foi. Romântico pôr excelência, rompeu com todos os cânones do Classicismo, estabelecendo novos padrões de estilo. Ao mesmo

tempo, sua obra contém já os germes do cromatismo wagneriano, do impressionismo debussysta e de muitas tendências estéticas modernas. Sua meta foi encontrar uma linguagem própria, fazendo uma equilibrada e criativa síntese das principais conquistas de seus contemporâneos. Liszt revolucionou a música de seu tempo. Quando se pensa no Liszt compositor, é sempre necessário lembrar, antes de tudo, que ele foi um virtuose do piano e que dominava completamente sua técnica. Liszt foi o primeiro músico a explorar todas as potencialidades do instrumento,atingindo dimensões orquestrais. Pode-se afirmar que Liszt se deve a moderna técnica do piano. Criou uma série de recursos técnicos: a utilização das sete oitavas (glissandos, escalas, harpejos, acordes), o que retundou na ampliação do espaço sonoro; a exploração de todos os matizes dos registros graves e dos agudos; o enriquecimento da sonoridade, através da escrita em oitavas. Pôr outro lado, a tendência orquestral de Liszt levou-o, também, a utilizar rápidas sucessões de notas; abundância de trinados em terças e sextas; glissandos em notas simples ou duplas; notas repetidas; pequenas apojaturas, trêmulos, grandes saltos de intervalo. Além disso, Liszt aperfeiçoou a técnica pianística ao dar maior relevo à mão esquerda que em sua obra tem a mesma importância que a direita, sendo muitas vezes usada em passagens solo,com o emprego constante de mãos alternadas e cruzadas. Principais obras para o piano: Anos de Peregrinação, Estudos Trancendentais, Seis Estudos de Concerto, Sonata em Si Menor, Harmonias Poéticas e Religiosas, Seis Consolações, Valsa Mefisto, dois Concertos para Piano e orquestra, etc. O tratamento que Liszt deu à orquestra não foi menos original que o recebido pelo piano. Muito rica, como a maioria das instrumentações dos românticos, em Liszt a orquestração nunca é excessivamente pesada. Entre as principais inovações que caracterizam sua arte sinfônica, incluem-se o tratamento especial dado a cada instrumento, explorando-o em todas as possibilidades de timbre - grande ousadia para a época - o relevo dado à percussão, ao introduzir instrumentos com efeitos especiais, como o triângulo como instrumento solista (Concerto N. 1 para Piano e Orquestra); o uso inovador de glissandos na harpa, procedimento do qual os impressionistas tanto abusariam. Mas, a maior contribuição de Liszt para a música de programa foi a fixação dos princípios estéticos do poema sinfônico como música de caráter mais psicológico do que descritivo. Principais obras para a Orquestra: Poemas Sinfônicos, Rapsódias Húngaras, Sinfonia Dante, Sinfonia Fausto

Heitor Villa Lobos

Biografia Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi maestro e compositor brasileiro, considerado o expoente máximo da música do Modernismo no Brasil. Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de março de 1887. Recebeu orientação musical ainda criança. No ano de 1915, Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e com 19 anos de idade fez suas primeiras composições. Em 1922 participou da Semana de Arte realizada em São Paulo. No ano de 1923, viajou para a Europa e só voltou ao Brasil no ano de 1929. Muitas orquestras foram dirigidas por ele. Escreveu várias composições. Organizou um coral de 12.000 vozes em São Paulo no ano de 1931, acontecimento de grande importância na América do Sul. Fez várias viagens pelo mundo dirigindo com entusiasmo suas próprias composições. Recebeu grande incentivo de Debussy e Stravinski. Em suas viagens pelo Brasil, fez pesquisas e anotou em seu diário as muitas modalidades musicais do folclore brasileiro, para depois analisar e formar suas composições. São muitas as peças que compôs, as que mais se destacaram foram os choros em número de 16, esses choros foram compostos no período de 1920 a 1929. São mais de mil composições conhecidas. Durante sua vida recebeu 24 títulos do Instituto da França. Era membro da Academia de Belas Artes em Nova Iorque e Comendador da Ordem de Mérito do Brasil. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Iorque, e o de fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Música. Heitor Villa-Lobos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro do ano de 1959. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

Obras Música Orquestral

12 sinfonias (1916–1957)

Uirapuru (1917)

Amazonas (1917)

Choros

nº 6 (1926)

nº 8 (1925)

nº 9 (1929)

nº 10 - Rasga o Coração

nº 11 (1928)

nº 12 (1929)

Bachianas brasileiras

nº 1 (1930) para 12 violoncelos

nº 2 (1930) para orquestra

nº 3 para piano e orquestra (1938)

nº 4 (1936) para piano ou para orquestra

nº 5 (1938-1945) para soprano e 8 violoncelos

nº 6 (1938) para flauta e fagote

nº 7 (1942) para orquestra

nº 8 (1944)

nº 9 (1945) para orquestra e choro

Erosão (1950)

Odisseia de uma Raça (1953)

Gênesis (1954)

Emperor Jones (1956)

Momo Precoce para piano e orquestra (1929)

5 concertos para piano e orquestra (1945, 1948, 1957, 1954, 1954)

Martírio dos Insetos para violino e orquestra (1925)

2 concertos para violoncelo e orquestra (1913, 1955)

Concerto para Violino e Orquestra (1951)

Concerto para Violão e pequena orquestra (1951)

Concerto para Harpa e Orquestra (1953)

Concerto para Harmônica e Orquestra (1953)

Ciranda das Sete Notas para fagote e orquestra (1953)

Fantasia para Violoncelo e Orquestra (1945)

Concerto grosso (1958)

Piano

Danças Características Africanas (1914)

Prole do Bebê nº 1 (1918)

Prole do Bebê nº 2 (1921)

Lenda do Caboclo (1920)

Caixinha de Música Quebrada

Rudepoema (1926)

Choro nº 5 (1926)

Cirandas (1929)

Saudades das Selvas Brasileiras (1927)

Valsa da Dor (1930)

Ciclo Brasileiro (1936)

As Três Marias (1939)

Hommage à Chopin (1949)

Música de câmara

17 quartetos de cordas (1915–1957)

3 trios para piano, violino e violoncelo

Sexteto Místico (1917)

Quarteto Simbólico (1921)

Trio para oboé, clarinete e fagote (1921)

Noneto (1923)

Quarteto de sopros (1928)

Quinteto em Forma de Choros (1928)

Bachiana nº 1 para conjunto de violoncelos (1930)

Bachiana nº 6 para flauta e fagote (1938)

Trio de cordas (1945)

Duo para violino e viola (1946)

Assobio a Jato (1950)

Fantasia Concertante (1953)

Duo para oboé e fagote (1957)

Quinteto instrumental (1957)

Violão

Choro nº 1 (1924)

12 Estudos (1924–1929)

5 Prelúdios (1940)

Suíte Popular Brasileira (5 peças) (1908-1912 e 1923)

Música vocal

Canções típicas brasileiras (1919)

Guia Prático (1938)

Serestas (1925)

Bachiana nº 5 (1938–1945) para soprano e 8 violoncelos

A Floresta do Amazonas (1958)

Modinhas e canções (1933–1942)

Poema de Itabira (1942)

Música Coral

Vida Pura, oratório (1919)

Descobrimento do Brasil, 4 suítes (1937)

Missa de São Sebastião (1937)

Bendita Sabedoria (1958)

Magnificat (1958)

Música Dramática

Izaht, ópera (1912/1918)

Magdalena, opereta (1947)

Yerma, ópera (1956)

A Menina das Nuvens, ópera bufa (1958)

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