Trabalho nr 11
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abraao.santossilva.712 de Julho de 2015

Trabalho nr 11

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1 INTRODUÇÃO

Com este trabalho visamos mostrar a evolução, importância e os cuidados que

precisamos ter nas atividades de Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio

de Materiais. Dando ênfase a riscos que essa atividade pode proporcionar além do

Transporte de Produtos Perigosos.

Entre as numerosas cargas movimentadas e armazenadas no Brasil todos os

dias, muitas pertencem a categoria de cargas perigosas. Estes produtos oferecem

inúmeros riscos à saúde das pessoas, ao meio ambiente e ao patrimônio se não forem

obedecidas normas técnicas de segurança e saúde.

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2 HISTÓRICO TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

2.1 Transporte

O ínicio da operação de transporte tem seu desenvolvimento com o surgimento

da roda.

Não existe prova arqueológica de sua origem pré-histórica. Pode-se supor que

esta tenha existido antes do período histórico, talvez antes do domínio das técnicas

metalúrgicas pelo homem, ou durante esta fase. Os primitivos instrumentos de pedra ou

metal poderiam ter sido utilizados para se lavrar ou talhar as primeiras rodas. Os

primeiros testemunhos de seu aparecimento, contudo, ligam sua origem à civilização

Suméria, aproximadamente em 3000 A.C.

A invenção da roda foi de grande valia em lugares em que o terreno favorecia

sua utilização: planícies, cobertas por plantas rasteiras. Ela facilitou enormemente o

transporte dos fardos pesados, desta forma permitindo o aumento da atividade

econômica. Seguindo suposições da arqueologia, Os célebre Estandarte de Ur, um

mosaico que era carregado em procissões. Ele mostra uma cena de transporte, e

podemos observar a presença de carros de combate e transporte, com suas rodas

peculiares formadas de duas peças de madeira, sendo tracionados por onagros. (2500

A.C.)

Os Carros egípcios tornaram o carro de guerra mais leve, e sua construção

tornou-se extremante refinada. A escolha de materiais era cuidadosa, e para cada parte

era empregada a madeira que melhor se adequasse à função. O encaixe das peças era

perfeito. Os raios das rodas, por exemplo, eram compostos de duas peças separadas,

que eram coladas a seguir. Isto visava obter uma maior elasticidade. As imagens nos

dão uma idéia da leveza destes veículos, os quais, nas vastas planícies do Egito,

certamente permitiam aos combatentes alcançar grande velocidade, uma vantagem

decisiva nos confrontos (aproximadamente 1400 A.C.).

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Carpentum era um carro de duas rodas puxado por dois cavalos. Era utilizado

por sacerdotes; foi sobre carpenta que foram trazidos para o Capitólio os objetos

cultuais. O carpentum de quatro rodas estava reservado ao imperador, altos dignatários

e magistrados.

2.1.1 Construção das Estradas Romanas

A construção de estradas foi um fator essencial no desenvolvimento econômico do

Império Romano, além de favorecer enormemente seu domínio militar. A circulação

viária só poderia florescer em um país onde estradas apropriadas estivessem à

disposição do tráfego. Contudo, o desenvolvimento da rede viária exigia muito tempo.

Havia um regulamento sobre as estradas, mas ela ainda não considerava sua

construção e manutenção como uma tarefa do estado, tornando-a um dever dos

proprietários das terras situadas à margem das estradas. Por outro lado, se a civilização

romana tomava de empréstimo os elementos da construção das estradas aos Etruscos,

assim como em tantas outras conquistas culturais, ela não deixava de as enriquecer

com um espírito criativo, renovador e organizador. (século I D.C.)

2.2 Armazenagem

Cientistas franceses, estudando o comportamento da humanidade nos seus

primórdios, chegaram a uma interessante e curiosa conclusão. Um marco importante da

história da humanidade, dizem, quem sabe o marco divisor, poderia ter sido o início da

prática da armazenagem. Para os pesquisadores, mesmo os mais notáveis feitos da humanidade não teriam a importância que teve a experiência e o aprendizado da

armazenagem na vida das pessoas e dos povos. Com ela, os agrupamentos, antes

nômades, deixaram de vagar de terra em terra à cata do alimento, e passaram a colher

e armazenar para o consumo diário e os períodos em que a natureza não os agraciava

com seus generosos frutos. Estabelecidos, não mais abandonavam as suas terras, construíam aldeias e, fixados ao solo, passavam a cultivar de forma mais intensa, a

colher e a armazenar, o marco, que poderia dividir a história da humanidade, o antes e

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o depois da armazenagem. O Museu Britânico preserva até hoje um papiro com uma história do Egito, em que se conta sobre a fome que sobreviria ao país. Seriam sete

anos de grandes safras, boas produções de grãos, haveria fartura e sobrariam

mantimentos. Mas haveria, a seguir, outros sete anos, estes de miséria e fome, sem

produção de alimentos.

3 DESLOCAMENTO, LEVANTAMENTO E TRANSPORTE DE CARGAS

Deslocar, levantar e transportar cargas, define-se como sendo os movimentos e

esforços desprendidos por uma ou mais pessoas, objetivando movimentar cargas dos

mais diversos tipos, formas ou tamanhos, pelo processo manual.

3.1 Riscos Possíveis

-Esforço físico intenso; - Levantamento e Transporte de peso;

- Postura Inadequada;

- Rítmos excessivos;

- Trabalhos em turnos e noturnos;

- Monotonia;

- Repetitividade;

- Jornada de Trabalho prolongada, etc.

3.2 Fatores Considerados no Processo de Transporte de Materiais

-Peso - Forma

- Volume

- Tipo

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- Condições gerais

- Trajetos: Distâncias, Adversidade, Portas, Escadas, Local da reposição

- Posicionar-se sempre próximo a carga;

- Não torcer o corpo para pegar ou movimentar cargas;

- Usar sempre a musculatura das pernas;

- Aproximar bem a carga do corpo;

- Centralizar a carga em relação as pernas;

- Observar quais Equipamentos de Proteção Individual que a carga exige;

- Jamais tentar transportar quando a carga tiver peso, tamanho ou forma

adversas;

- Lembre-se que outros colegas de trabalho, poderão auxiliá-lo quando

necessário, e;

- Existem limites para o deslocamento, levantamento e transporte de CARGAS

MANUAIS. Existem outros meios e máquinas disponibilizadas para o transporte de

cargas.

4 TRANSPORTE DE EQUIPAMENTOS PERIGOSOS

Primeiramente precisamos ter consciência de qual produto iremos transportar e

ou armazenar e qual classe pertencem, podem ser os seguintes:

Classe 1: explosivos.

Classe 2: gases.

Classe 3: líquidos inflamáveis.

Classe 4: sólidos inflamáveis.

Classe 5: substâncias oxidantes peróxidos orgânicos.

Classe 6: substâncias tóxicas e infectantes.

Classe 7: material radioativo.

Classe 8: substâncias corrosivas.

Classe 9: substâncias e artigos perigosos diversos.

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É muito importante saber o tipo do produto que esta sendo transportado. Antes

de sair é conveniente saber as características e os perigos relativos aos produtos que

você irá transportar.

A seguir realizaremos uma analise de cada produto e seus perigos.

4.1 Classe 1 - Explosivos

Os explosivos são produtos que podem ocasionar reações químicas sob

determinadas condições. Quando ocorre uma explosão são liberados gases e

consequentemente um violento deslocamento do ar isto que causa a destruição.

Imagine a quantidade de gases liberados na explosão de um caminhão carregado de

dinamite, isto destrói tudo o que estiver na sua volta.

Segundo o R-105 do ministério da defesa compete ao comando do exercito

fiscalizar o transporte de armas, munições e explosivos.

Além da fabricação de munições para armas de fogo, os explosivos são muitos

usados em mineração, para remover rochas.

Em função do risco que apresentam os explosivos foram agrupados em

subclasses:

- Substâncias com risco de explosão em massa

- Substâncias com riscos de projeção, mas sem risco de explosão em massa.

- Substâncias com riscos de fogo e com pequeno risco de explosão ou de

projeção, ou ambos, mas sem riscos de explosão em massa.

- Substâncias que não apresentam riscos significativos.

- Substâncias muito insensíveis, com risco de explosão em massa.

- Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa.

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4.2 Classe 2 - Gases

São todas as substâncias que pertencem ao estado gasoso da matéria.

Devido a seu alto poder de expansão uma vez liberado os gases são muito perigosos.

Os gases podem ser classificados como:

- Gases permanentes: não se liquefazem quando comprimidos à temperatura

ambiente.

- Gases liquefeitos: tornam-se líquidos quando são pressurizados mesmo em

temperatura ambiente.

- Gases dissolvidos: são misturados a líquidos por processos industriais.

Gases altamente refrigerados: precisam de temperaturas muito baixas para se tornarem

líquidos.

- Gases tóxicos comprimidos: são nocivos à saúde, venenosos.

Os gases também se agrupam em subclasses:

- Gases Inflamáveis: extremamente perigosos, o risco de explosão é grande. Ex.

GLP gás liquefeito de petróleo ( gás de cozinha).

- Gases comprimidos não inflamáveis e não tóxicos: Ex. oxigênio que apesar de

alimentar o fogo não é inflamável e não tem cheiro. Podem ser asfixiantes e oxidantes.

- Gases tóxicos: Ex. amônia, gás venenoso extremamente perigoso para os

olhos e vias respiratórias, pode levar a morte.

4.3 Classe 3 - Líquidos e inflamáveis

Precisamos esclarecer que não é o liquido que pega fogo e sim os vapores

inflamáveis que evaporam dos líquidos e podem entrar em combustão.

São transportados muitos produtos que pertencem a está classe podemos citar

como exemplo os seguintes: gasolina, diesel, querosene, benzeno, álcool, etc. Alguns

produtos químicos também são inflamáveis: acetona, éter, tintas, vernizes, laca, etc.

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Ao transportar estes produtos o condutor precisa estar ciente de que estará em

contato com dois elementos a combustão e o oxigênio, portanto, a prevenção, por parte

do condutor, significa evitar o contato com o terceiro elemento: calor, faísca,

eletricidade, brasa, etc. Deve se ter um cuidado ainda com a eletricidade estática.

Outro grande perigo está presente na carga e descarga de combustível. Se o

veiculo estiver carregado de eletricidade estática, na hora em que começar a ser

descarregado, o próprio combustível servirá de conexão à terra, gerando ignição e,

conseqüentemente, fogo e explosão.

4.4 Classe 4 - Sólidos Inflamáveis

São substâncias que quando submetidas a uma fonte de ignição podem pegar

fogo. Exemplos parafina sólida, madeira, isopor, plástico, pólvora solta, etc.

Os sólidos inflamáveis se agrupam em subclasse:

- Sólidos Inflamáveis: são sólidos que pegam fogo facilmente exemplos. Enxofre

e magnésio.

- Produtos passiveis de combustão espontânea: Substâncias que se incendeiam

ao em contato com o ar. Exemplo fósforo branco que precisa ser conduzido submerso

em água.

4.5 Classe 5 - Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos Está classe possui as seguintes divisões:

- Substâncias Oxidantes: geralmente não são inflamáveis quando em contato

com substâncias combustíveis, liberam oxigênio dando origem a um incêndio que libera

gases tóxicos.

- Peróxidos Orgânicos: provocam explosões e incêndios quando em contatos

com outros materiais. É altamente nociva a saúde atacando os olhos e o aparelho

respiratório. O combate a incêndios se faz com a utilização de muita água.

4.6 Classe 6 - Substâncias tóxicas

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Divide-se em duas classes que são as seguintes:

- Substâncias Tóxicas: ao serem liberados podem causar sérios danos a saúde

quando em contato com a pele ou serem respirados, podem causar a morte.

- Substâncias Infectantes: contém microorganismos capas de produzir doenças.

Na maioria das vezes é conduzido por pessoal altamente capacitado, obedecendo às

normas expedidas pelo Ministério da Saúde.

4.7 Classe 7 - Material Radioativo A radiação que deles emana é capaz de atravessar a maior parte dos materiais

que estejam próximos, como vidros, roupas, paredes e corpo humano. Será, entretanto

extremamente perigosa, podendo causar graves queimaduras, lesões internas,

doenças degenerativas e a morte.

No Brasil todo os produtos radioativos são controlados pela CNEM, que registra

e monitora todos os movimentos e usos do produto.

4.8 Classe 8 - Substâncias Corrosivas

Quando em contato com outras substâncias provoca corrosão. O grau de

corrosão depende do material. Existem substâncias que se tornam corrosivas se em

contato com a água e a umidade relativa do ar.

A maior parte destes produtos é prejudicial a saúde causando graves

queimaduras.

4.8 Classe 9 - Substâncias e Artigos Diversos

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Nesta classe estão classificadas substâncias ou produtos que, pelas suas

característica e propriedades não se enquadram em nenhuma das categorias e classes

anteriores. Trata-se de uma grande variedade de substâncias e produtos.

5 CONCLUSÃO

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Através deste trabalho é possível concluir que cada vez mais é necessário um

aperfeiçoamento e cuidados na execução de Transporte, Movimentação, Armazenagem

e Manuseio de Materiais pois por mais prepararado que esteja o funcionário ele estará

constantemente exposto a riscos, levando em consideração o Transporte de Produtos

Perigosos este cuidado deverá ser redobrado pois além de correr riscos a si mesmo

poderá expor pessoas que possivelmente não terão relação alguma com sua função,

como é o caso de pedestres e motoristas.

6 REFERÊNCIAS

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SAVARIZ, Manoelito. Manual de produtos perigosos : emergência e transporte.

Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto, 1993.

ARAÚJO, Giovanni Moraes de. Segurança na armazenagem, manuseio e

transporte de produtos perigosos : gerenciamento de emergência

química/ Giovanni Moraes de Araújo ; tradução de Ana Teresa Duarte.

Rio de Janeiro : Gerenciamento Verde, 2005.

Movimentação e Operação de Produtos Perigosos: MOPP livro do aluno /

redação César B. Bruns. Curitiba. TECNODATA. 2006.

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