Triunvirato Romanos - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)
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Andre_855 de Março de 2013

Triunvirato Romanos - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)

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Apostilas e exercicos de História sobre o estudo do Triunvirato, perguntas e respostas.
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Trabalho de História:

1. Explique a composição dois Triunvirato romanos e qual foi o desfecho da cada um.

O primeiro Triunvirato ocorreu em 70 a.C, Pompeu e Crasso foram eleitos cônsules e restabeleceram o poder dos tribunos da plebe. O plebiscito voltou a ter força de lei e os tribunais foram divididos igualmente entre senadores, pebleus e cavaleiros.

Mais tarde, em 59 a.C., Pompeu e Crasso apoiaram Júlio César, que também se elegeu cônsul. Em seguida, os três articularam um golpe contra o Senado e assumiram o comando de Roma com o apoio do exército. Surgia assim o Primeiro Triunvirato. Em 55 a.C.,as províncias romanas foram divididas entre os três chefes militares. Pompeu ficou com a península Ibérica, Crasso com a Síria e César com a Gália.

Crasso e César partiram, então, para as regiões que lhes couberam em campanhas militares. Crasso morreu em 53 a.C. combatendo no Oriente.César venceu os gauleses e conquistou também a Britânia.

Com a morte de Crasso, Pompeu, apoiado pelo Senado, e César, apoiado pela plebe, passaram a disputar o poder. A situação agravou-se quando o Senado tentou isolar Júlio César, nomeando Pompeu como único cônsul e ordenando a César que desmobilizasse seus exércitos.

Em resposta, César e suas tropas saíram da Gália e marcharam sobre Roma em 49 a.C. Pompeu como único cônsul e ordenando a César depôs o faraó, colocou em seu lugar Cleópatra, que se tornaria sua amante, e transformou o Egito em protetorado romano.

O segundo Triunvirato: Entretanto, assassinado César, seus opositores não chegaram a exercer o poder, que passou a ser disputado por dois de seus herdeiros políticos:o general Marco Antônio, seu braço direito, e o jovem Caio Otávio, sobrinho-neto de César e seu herdeiro testamentário.

Apesar da disputa, Otávio e Marco Antônio resolveram unir as forças, às quais se juntou Lépido, outro partidário de César. Estava formado o Segundo Triunvirato. E assim como fizeram antes César, Crasso e Pompeu, os três dividiram entre si o mundo romano e se lançaram contra seus opositores. Nesse processo, foram mortos 2 mil cavaleiros e trezentos senadores.

Não demorou muito para que os triúnviros entrassem em conflito. Em 37 a. C., Otávio afastou Lépido do poder e alguns anos depois se lançou contra Marco Antônio, que se juntara a Cleópatra no Egito, onde ambos foram derrotados em 30 a. C.

Senhor do Egito, Otávio apoderou-se do tesouro dos faraós. Com a fortuna. Organizou um exército com setenta legiões. Apropriou-se também dos celeiros egípcios, repletos de trigo, com os quais passou a alimentar a plebe romana. Com isso conseguiu grande popularidade entre o exército e a plebe. Sem nenhum opositor à frente, Otávio recebeu do exército o título de Imperator (comandante supremo) e do Senado os de Princeps ( primeiro cidadão), Pontífice

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Máximo ( chefe da religião romana) e de Augusto ( Bem-aventurado ou divino), antes atribuído apenas aos deuses. Era o fim da república. Em 27 a.C., tinha início o Império Romano.

2. Por que após as conquistas territoriais, no fim da República romana, os pobres ficaram cada vez mais pobres?

Porque com o crescimento do comércio, Roma passou a receber, em grande quantidade e a preços baixos, produtos vindos de todas as províncias;

Porque o fluxo contínuo e crescente de escravos que entravam nas propriedades romanas, fruto das campanhas militares, provocava desemprego entre os trabalhadores livres do campo.

Sem poder competir com os produtos vindos do exterior ou com o trabalho escravos, muito camponeses vendiam suas terras aos grandes latifundiários dos desocupados. Uma das estratégias para controlá-los era dar-lhes pão, vinho e espetáculos violentos; política que mais tarde seria conhecida como pão e circo.

3. Comente a Revolta de espártaco:

Revoltados com as condições em que viviam, em 74 a.C. os escravos da região sul da península itálica se rebelaram sob a liderança de Espártaco, um gladiador nascido na Trácia. Em pouco tempo, o exército de escravos foragidos, constituído em sua maioria por celtas e trácios, chegou a somar cerca de 90 mil combatentes. Durante dois anos, os revoltosos percorreram a península itálica espalhando o pânico entre a população romana.

Depois de enviar contra eles vários exércitos, vendidos sistematicamente pelos rebeldes, em 71 a.C. as legiões, comandadas por Crasso e Pompeu, conseguiram sufocar a revolta. Espártaco foi morto e 6 mil de seus homens, crucificados.

4. Por que as reformas agrárias de Tibério e Caio Graco, tribunos da Plebe não foram levados até o fim?

Caio Graco, numas memórias que deixou, conta que seu irmão Tibério, atravessando a Toscânia para ir de Roma a Numância, viu aquela bela região deserta, e não tendo por lavradores e pastores senão estrangeiros e bárbaros; e que este quadro aflitivo lhe deu o primeiro pensamento de um projeto que foi para eles( Os Graco) fonte de tantas desgraças ( viriam a ser assassinados).

Por limitada que fosse essa reforma ( a proposta de lei de Tibério Graco, de 133 a.C., ordenava aos ricos a restituição das terras ilegalmente ocupadas, isentando-os do censo sobre os 125 hectares a que tinha direito), o povo contentou-se com ela, mas os ricos procuraram impedir a sua aprovação.

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5. Comente a administração dos generais Mario e Sila:

Um deles foi Mário. De origem plebéia, Mário conquistara notoriedade ao derrotar Jugurta, rei da Numídia, no norte da África, em 106 a.C. Seu prestígio militar o conduziu ao consulado em 105 a. C. Uma vez cônsul, tratou de re-estruturar o exército.Estabeleceu o pagamento de salários, a participação dos legionários nos espólios de guerra e a aposentadoria, que garantia aos militares o direito de receberem um pedaço de terra após 25 anos de serviços prestados.

Com essa re-estruturação, Mário conseguiu aumentar o contingente militar e, de certa forma, atenuar a miséria dos mais pobres. Entretanto, a nova estrutura dava grande poder aos comandantes militares, que determinavam contigentes, salários, espólios e o tamanho dos lotes de terra a serem distribuídos aos legionários. Dessa forma, muitas vezes os legionários seguiam mais os generais do que o próprio governo de Roma.

Esse poder permitiu que Mário fosse re-eleito por seis vezes seguidar para o cargo de cônsul, o que era proibido. Entretanto, apesar de ter se transformado num homem novo, a origem plebéia barrou suas pretensões ao Senado. Isso fez com que ele procurasse o apoio da facção popular. Para tanto, aproximou-se com ele e mandou matá-lo em 99 a. C.

Sua falta de tato levou-o ao desprestígio, o que fez com que perdesse o apoio de seus aliados e abrisse espaço para que outro general ascendesse ao poder: Sila, membro de uma família patrícia empobrecida, que começara SUS carreira subalterno de Mário na África.

Sila conquistara prestígio ao reprimir revoltas conhecidas como Guerra Sociais( 91 – 88 a. C.). Nessa guerras, povos aliados de Roma na península itálica se sublevaram, reivindicando igualdade com os romanos. Em 88 a. C., após um período de sangrentos combates, Sila venceu os revoltosos, mas teve de lhes conceder cidadania completa.

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