Ulcera péptica - Apostilas - Gastroenterologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
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Pipoqueiro11 de Março de 2013

Ulcera péptica - Apostilas - Gastroenterologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Gastroenterologia sobre o estudo da úlcera péptica, definição, sintomas, complicação, etiologia.
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DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA: – lesão de mucosa gastroduodenal por fatores protetores (muco, prostraglandinas) serem

sobrepujados por agressores (ácido); – lesão da mucosa muscular à submucosa; – diferente das erosões, curam e deixam cicatriz; – >5mm (erosões são puntiformes); – ulcerações normalmente são únicas (gastrite é difusa); – sintoma: dor epigástrica; – intermitente; – homens; – duodenal: 30-55a; – gástrica: 55-70a (dx diferencial com CA); – duodenais>esofágicas; – duodenais: 95% no bulbo/piloro (ulceração de repetição → fibrose → obstrução pilórica); – estomacais: 60% antro; – complicação: obstrução ao esvaziamento gástrico por estreitamento anatômico. Se aumentar

edema, piora → vômitos recorrentes; – etiologia: H. Pylori, AINEs, s. de Zollinger-Ellison (gastrinoma → gastrina →

hipercloridria), mastocitose sistêmica (inflamação generalizada). Linfoma, Crohn, CMV (suspeita em imunodeprimidos), alendronato, idiopática;

– epigastralgia: – grande maioria dos pctes; – baixa especificidade para DUP (menos de 25% dos pctes com dor têm DUP); – dx diferencial com pancreatite aguda: dor em barra/cinta; – aguda ou crônica; – intermitente, rítmica; – em queimação; – dor da DUP duodenal melhora com alimento; – dor da DUP gástrica piora com alimento; – obs.: só EDA dx; – sintomas noturnos;

– plenitude pós-prandial, saciedade precoce, náuseas; – vômitos pós-prandiais com restos alimentares podem ser por obstrução ao esvaziamento

gástrico (dx diferencial com CA, compressão por doença pancreática, estenoses...); – sinal de alarme: emagrecimento acentuado; – hemorragia digestiva alta: antes do ângulo de Treitz (2ª porção duodenal). Pode ser

manifestação inicial. Melena, enterorragia, hematêmese ou sangue oculto (mais comum). Pode levar à anemia;

– exame físico: normal/dor/desconforto à palpação profunda; – complicações: HDA, perfuração (úlcera profunda vai até peritônio → peritonite → abdome

agudo), penetração de órgãos adjacentes (pâncreas) com distribuição de suco gástrico para o mesmo (pancreatite aguda), obstrução;

– dx diferencial: dispepsia funcional, DRGE, doenças de vias biliares, doenças pancreáticas; – EDA:

– de escolha; – localiza, vê complicações e descobre etiologia; – bx para teste da urease (produzida por H. Pylori); – ulceração pode ser amarela (fibrinosa) ou avermelhada; – pode haver sangramento;

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– ulcerações múltiplas: síndrome de Zollinger-Ellinger; – bx faz dx diferencial com CA (5% das lesões gástricas com aspecto benigno são

malignas. Não biopsiar superficialmente, pois pode pegar só células inflamatórias e dar falso negativo. Usar IBP mesmo que o resultado venha negativo, pois úlceras melhoram e CA não);

H. pylori: cofator, principalmente em pcte que não usam AINEs. 1/5 dos infectados desenvolve DUP. 75-90% dos pctes de DUP duodenal têm a bactéria. A colonização do antro altera a celularidade e aumenta a secreção ácida. DUP é indicação para erradicação;

– antissecretores: – IBP:

– 1ª escolha; – inibem bomba de prótons irreversivelmente, impedindo a secreção ácida; – omeprazol, pantoprazol, rabeprazol, lansoprazol, esomeprazol; – DUP duodenal cicatriza em 4 semanas; – DUP gástrica cicatriza em 8 semanas; – seguros para tto a curto prazo; – controlam dor rapidamente e cicatrizam em menos tempo que antagonistas H2;

– antagonistas/bloqueadores H2: – cimetidina, ranitidina, famotidina; – mais baratos, mas o tto demora mais; – controlam DUP; – 2x/dia;

– protetores de mucosa: – cicatrizam úlcera ao aumentar defesa da mucosa gastrointestinal; – alívio sintomático rápido (associar a IBP nos primeiros dias, aumentando tolerância a

estes); – bismuto, antiácidos, sucralfato;

– erradicação de H. pylori: – 85% dos pctes que tratam DUP mas não a erradicam recidivam em 1 ano; – após erradicação, só 5% recidivam, provavelmente por AINEs; – indicações: DUP, linfoma MALT de baixo grau, pós-cirurgia de CA gástrico, gastrite

histológica intensa; – tto com IBP + 2ATBs: (amoxicilina, claritromicina, furazolidona). Sugestão: usar

protetores de mucosa antes de começar ATB; – controlar com teste respiratório (C13, 14), EDA (urease e bx) no mínimo 8 semanas após

o fim dos medicamentos; – AINEs e DUP: inibem irreversivelmente COX 1 e 2, sendo que a 1 produz PGL na mucosa

GI; – risco de complicações em: 3 primeiros meses de uso de AINEs, >60a, HPP de DUP, uso de

AAS, corticoides e anticoagulantes, associação com H. pylori; – recomenda-se pesquisa prévia de H. pylori em todo pcte que vá usar AINEs cronicamente.

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