Urbanização e saúde - Apostilas -Sustentabilidade, Saúde e Cidadania, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
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Tucupi11 de Março de 2013

Urbanização e saúde - Apostilas -Sustentabilidade, Saúde e Cidadania, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Sustentabilidade, Saúde e Cidadania sobre o estudo da Urbanização e saúde, Africa, Asia e Pacífico, Europa, America Latina e caribe, America do Norte.
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Faça uma resenha comparando o processo de urbanização nas diferentes regiões do mundo (África, Ásia, Europa, América Latina e Regiões polares), apontando as características principais envolvidas neste processo, suas causas e consequências.

[ÁFRICA] conflito, degradação de terra e esgotamento de recursos naturais.

Mais de 60% da população do continente é rural, ainda assim, a África tem a maior taxa de urbanização do mundo (4% ao ano). A parte norte é a mais urbanizada, sendo a oriental a menos. Malawi tem a maior taxa de urbanização do planeta (6,3% ao ano, ou seja, o triplo da mundial).

A África tem 43 cidades com mais de 1 milhão de habitantes e sua urbanização resulta de êxodo rural, crescimento da população, conflitos, declínio da produtividade agrícola, falta de oportunidades de emprego e acesso à infra-estrutura, desastres naturais e guerra civil (em Moçambique e Serra Leoa). As oportunidades nas cidades, porém, não são muito melhores, alcançando 40% de população pobre nas Ilhas Comores.

As favelas surgem pelo lento crescimento econômico e a incapacidade de desenvolvimento de infra-estrutura por falta de políticas de evolução. A África do Sul construiu moradias populares, mas houve grande desperdício de materiais, por não-conscientização de construção e utilização adequada de recursos naturais. Os assentamentos foram feitos em periferias ao invés de áreas mal-aproveitadas dentro das cidades, o que levou à necessidade de aumento das redes de infra-estrutura ao invés de se aproveitar as existentesao máximo.

Somente 31% dos resíduos sólidos são coletados e a estrutura não éadequada. Accra, por exemplo, tem coleta irregular, então os aterros acabam saturados, o que leva à prática da incineração, o que polui a atmosfera. Somente 2% do lixo africano é reciclado, por falta de incentivo, e o Egito, Marrocos e Tunísia fazem compostagem.

Nas favelas há suprimento deficiente de água e saneamento. 85% da população urbana africana tem água tratada, mas são 100% em Botswana, Djibouti, Ilhas Maurício, Marrocos e Namíbia contra 29% em Guiné-Bissau e 31% no Chad. 84% da população urbana tem acesso a saneamento, sendo 100% no Marrocos e Ilhas Maurício, contra 12% em Ruanda e 14% no Congo. Parcerias entre setores público e privado visam melhorar essas taxas, com êxito parcial, pois tendem a atender apenas grupos de renda média a alta.

O Cairo tem uma alta taxa de poluição atmosférica por seus 1,2 milhões de veículos, emissão material em suspensão e areia do deserto, tendo algumas das maiores taxas de poluição por chumbo e material em suspensão do mundo, o que levou à adoção da venda exclusiva de combustíveis sem chumbo.

Nas favelas usam-se combustíveis tradicionais, o que leva ao risco de infecções respiratórias agudas, sendo necessário para reverter tal situação, a adoção de energia elétrica nas casas, uso de combustíveis de baixa emissão e ventilação adequada das casas.

[ÁSIA e PACÍFICO] crise levou ao desemprego e à formação de favelas.

A taxa de urbanização da região é de 2,4% ao ano. Já os níveis de urbanização vão de 7,1% no Butão contra 100% em Cingapura e Nauru. A Austrália e Nova Zelândia formam a região mais urbanizada, com 85% da população vivendo em áreas urbanas. Em contraste, temos o Pacífico Sul, região menos urbanizada, com 26,4%.

Países com urbanização maior que 75%: Austrália, Japão, Nauru, Nova Calcedônia, Nova Zelândia, República da Coreia, Cingapura.

São 12 megalópoles (Pequim, Calcutá, Nova Délhi, Jacatra, Karachi, Manila, Mumbai, Osaka, Seul, Xangai, Tóquio) que abrigam 12% da população urbana da região.

Há cidades grandes em que mais de 60% dos habitantes vive em assentamentos irregulares com densidade populacional de 2,5 mil pessoas por hectare. Estes locais enfrentam falta de abastecimento regular de água, esgoto, drenagem, estradas, saúde e educação.

A poluição atmosférica se dá pela grande quantidade de veículos e maior capacidade industrial. Índia, Indonésia, Nepal, Malásia e Tailândia têm mais da metade do seu trânsito automotivo feito por veículos com motor de dois tempos, cuja

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manutenção quase sempre é deficiente, há baixa qualidade de combustível e más condições das estradas. A poluição atmosférica também é agravada pela queima de biomassa (lenha e resíduos agrícolas).

Austrália e Nova Zelândia têm muitos veículos particulares, então há construção de muitas estradas e há muita emissão de CO2, Zn++ e Cu+. Busca-se melhorar o ar com uso de catalisadores, combustíveis sem chumbo, combustíveis alternativos (GNV), uso de precipitadores eletrostáticos em usinas de energia movidas a carvão (reduz emissão de material particulado em 99%) e há incentivo para o uso de energia solar e eólica.

Pequim tem 68 medidas para prevenir a poluição atmosférica, o que reduziu os níveis de S02, NO2 e material particulado suspenso.

Muitos resíduos não-coletados são postos em águas superficiais, terrenos baldios, queimados ou jogados em aterros a céu aberto não adequadamente mantidos, o que ameaça a saúde pública. Hong Kong, Cingapura, cidades da Austrália, Japão e NZ eliminam resíduos sólidos adequadamente. Manila gerava 6300 toneladas de resíduos sólidos por dia, não podendo receber em seus aterros muito mais que a metade desse valor. Kiribati tem alta densidade populacional e pouca área para eliminação de resíduos. A eliminação em água doce leva a doenças gastrintestinais e infecções oftalmotorrinológicas. Um surto de peste bubônica na Índia, em 1994, deu-se pela eliminação inadequada do lixo.

Os resíduos perigosos (industriais, tóxicos) são despejados no sul e sudeste asiáticos (Bangladesh, Índia e Paquistão), vindos de todo o planeta. Hoje em dia esses países enfrentam os efeitos da poluição causada.

Houve privatização dos serviços de manejo de lixo no Japão, República da Coreia, Malásia e Tailândia, o que visava melhorar o serviço e gerar emprego, mas muitos destes resíduos vem de pequenos produtores, então é difícil atendê-los.

A população urbana com água tratada no Afeganistão é de 19% e 25% tem saneamento básico. China e Índia têm 20 milhões de habitantes urbanos sem abastecimento seguro de água. Quanto ao saneamento: 77% da população da região tem, contra 93% de água tratada, sendo que mais de 50% da população afegã e mongol não tem saneamento.

Bangkok tem enxurradas por monções que ultrapassam a capacidade do rio Chao Phraya, por assoreamento dos "khlongs" (canais) e extração excessiva de água subterrânea, o que levou à subsidiência do solo da cidade, que aumenta as chances de inundações.

Alguns governos procuram incentivar o desenvolvimento descentralizado para mobilizar recursos e melhorar a infra- estrutura, ainda que esse processo seja limitado por falta de capacidade institucional governamental, a limitação da mobilidade de recursos locais e o acesso restrito ao financiamento para os investidores. Níveis altos do governo, controladores, acabam por tolher os governos locais e seus recursos.

Há programas internacionais para apoiar gestão ambiental urbana, como o Plano de Ação Regional para Urbanização, a Iniciativa Ásia-Pacífico 2000, o Programa de Gestão Territorial, o Programa Local de Liderança e Capacitação em Gestão e o Plano de Ação para o Desenvolvimento Urbano Sustentável.

Os maiores problemas da região são o crescimento desordenado, disposição inadequada de resíduos, falta de água potável e saneamento, inundações e subsidiência do solo. Investe-se, hoje, em sistemas domésticos de águas residuais, distribuição de água e manipulação de resíduos sólidos.

[EUROPA] envelhecimento da população e desenvolvimento.

Com um nível de urbanização de 74,6% e crescimento anual: 0,3%, a europa tem 50% da população vivendo em pequenas cidades, 25% em médias e 25% naquelas com mais de 250.000 habitantes.

Os maiores problemas estão no Leste Europeu e Europa Central, além dos Estados recém-independentes, pois houve delegação das responsabilidades a governos locais, sem provisão de subsídios.

Estratégias de desenvolvimento adotadas: Agendas 21 locais, Agendas Habitat locais, Carta das Cidades Europeias Sustentáveis. Isso levou a um melhor uso da água e redução da poluição nesta e no ar, diminuindo a descarga de produtos perigosos sob incentivo à reciclagem. Ainda é preocupante a emissão de gases veiculares e o uso de sistemas de aquecimento obsoleto no leste europeu, bem como a queima de carvão. São preocupantes, também, as poluições sonora e resíduos sólidos.

Há agravamento no trânsito de veículos pois há aumento de distâncias entre áreas residenciais e locais de trabalho, comércio e industriais, sendo estas interligadas, muitas vezes, por rodovias. O transporte coletivo e ciclovias foram

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pobremente desenvolvidos ou adaptados, sendo a Dinamarca e Países Baixos exceções, haja vista o grande número de alternativas para o automóvel nestes países.

Existe um certo grau de compensação da emissão de poluentes automobilísticos pela redução do despejo dos componentes mais importantes na Europa ocidental, apesar dos níveis de poluição atmosférica ainda serem o suficiente para expor a população a um grau tal, capaz de causar doenças respiratórias.

Na Europa Central e Leste Europeu há uma exposição muito pequena da população ao NO2, porém o aumento no número de veículos levou à formação de uma neblina fotoquímica por aumento de NOx, hidrocarbonos e CO. Tenta-se melhorar a qualidade do ar urbano com uso de gasolina sem chumbo e catalisadores nos veículos particulares.

Mais de 30% da população urbana europeia vive em habitações com exposição a ruído proveniente de transporte acima do aceitável, ainda que os governos tenham estabelecido limites para ruídos originados em carros e caminhões. Houve uma diminuição significativa no ruído originado por aviões desde 1990, por proibição de voos noturnos e aplicação de multas ao excesso de ruído.

Na UE há produção de 1/3 a mais de resíduos orgânicos per capita que a meta estabelecida pelo seu plano de ação ambiental. Existem programas de reciclagem, porém com sucesso parcial, pois há aumento gradativo da geração de resíduos. Há grande aumento da lama em usinas de tratamento de águas, o que dificulta sua incineração, deposição em aterros e reciclagem para a agricultura. lama esta que pode estar contaminada por metais pesados e produtos tóxicos, o que pode afetar à saúde.

Há cada vez menos espaço para aterros sanitários, que são o principal destino de resíduos sólidos na Europa Ocidental e no Leste Europeu, onde a reciclagem é economicamente inviável. A Alemanha responsabiliza a indústria pela eliminação de resíduos de embalagens obrigatoriamente. Na França, essa ação é voluntária, sendo os municípios responsáveis pela coleta. No Reino Unido, divide-se a responsabilidade entre varejo, empacotadores e engarrafadores, indústria e fabricantes de matéria-prima.

Existem problemas ambientais, ainda, como congestionamento de trânsito, uso de áreas verdes, gestão de recursos hídricos e, na Europa Central e Leste Europeu, obsolescência de infra-estrutura urbana, com edifícios residenciais decrépitos e rede de água deficiente. Procura-se resolver tais problemas com base na legislação, incentivos fiscais e conscientização da população.

[AMÉRICA LATINA E CARIBE] a região mais urbanizada do planeta em desenvolvimento.

Em menos de trinta anos a população urbana desses locais mais que dobrou, dadas as melhores condições e empregabilidade nas cidades. A população urbana é de 79,8% na América do Sul, 67,3% na Central e 63% no Caribe, proporção similar a dos países industrializados. O padrão de urbanização típico de uma grande cidade por país, exceto no Brasil. Há muita desigualdade econômica e muita pobreza nas cidades.

Em 30 anos, a geração de resíduos sólidos per capita quadruplicou, sendo São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México responsáveis por 51 mil toneladas de lixo diariamente. Há coleta de quase 90% desses resíduos, mas eliminação adequada de apenas 43%, sendo a grande quantidade de lixo dada por aumento populacional e mudanças no estilo de vida, e praticamente todo o lixo não-biodegradável.

93% da população urbana tem acesso à água tratada e 87% a saneamento básico, sendo uma variação de 50% no Haiti a 100% nas Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat e Suriname. Há poluição de águas subterrâneas por tratamento inadequado de esgoto, sendo menos de 5% das águas residuais propriamente tratadas. O setor público é incapaz de sequer manter os sistemas de água e esgoto atuais, e é impossível investir em novos.

A qualidade do ar só piora, afetando a saúde de mais de 80 milhões de habitantes e causando a perda de 65 milhões de dias trabalhados anualmente. A poluição atmosférica é a principal causa de 2,3 milhões de doenças respiratórias ao ano em crianças e 100.000 casos de bronquite crônica em adultos. A qualidade do ar está caindo pelo aumento no número de veículos e pelo tempo de percurso devido aos congestionamentos. Há deficiência nos transportes públicos e as distâncias a serem percorridas entre moradia e trabalho estão cada vez maiores. Temos, porém, o bom exemplo de Curitiba, cuja rede de transportes eficiente e o uso de combustíveis diferenciados levou à diminuição no número de veículos nas ruas, bem como da emissão de partículas poluentes.

A localização geográfica da Cidade do México, num vale, leva à captação de poluentes que levam à neblina urbana. Estratégias em Buenos Aires, Cidade do México, Rio de Janeiro, São Paulo e Santiago do Chile, através da redução de emissão melhoria nos combustíveis e controle da frota veicular melhoraram muito a qualidade do ar nestas cidades, mas

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tais programas ainda não foram levados a médias cidades.

[AMÉRICA DO NORTE] alta urbanização com degradação do habitat.

A urbanização desta região se deu por conversão de terras agrícolas, degradação ambiental e perda de biodiversidade, poluição atmosférica, mudança climática, destruição de litorais e interação de vida urbana com fauna e flora silvestres e poluição da água.

A população urbana usa muita energia e outros recursos, além de produzir muito lixo, o que deixou muitas "pegadas ecológicas" ao poluir regionalmente e diminuir os recursos naturais do planeta.

O espraiamento urbano da década de 70 caracterizou-se pela formação de subúrbios de baixa densidade em torno dos centros urbanos. Esse fenômeno leva à necessidade de uso do automóvel. Houve incentivo governamental para que tal fato ocorresse, com investimento em estradas, o que diminuiu o uso de transporte coletivo, principalmente após a redução no preço de combustíveis. P espraiamento urbano leva a congestionamentos, deterioração dos centros das cidades e isolamento dos subúrbios.

Os subúrbios foram construídos em áreas de terras e florestas úmidas, áreas naturais de lazer e terras agrícolas, levando à perda de serviços, habitat animal e vegetal, capacidade de controle de inundações e produtividade do solo. Atualmente, converte-se 9320km² de terra em área urbana por ano nos EUA.

Os governos locais buscam um plano de desenvolvimento ordenado e sustentável, como a Lei da Equidade de Transporte e o Programa de Comunidades Habitáveis.

O consumo de energia e matéria-prima nestes locais é muito elevado e gera-se muita poluição e resíduos. Por mais que apenas 5% da população mundial seja norte-americana, é ela a maior consumidora de recursos naturais do planeta e a maior geradora de resíduos sólidos por município.

Há muita metas para o desenvolvimento sustentável e a indústria procura se reestruturar e reaproveitar materiais, além de observar-se grande conscientização populacional hoje em dia.

[ÁSIA OCIDENTAL] urbanização por petróleo, conflitos e integração à economia mundial.

O ligeiro crescimento econômico levou a um elevado êxodo rural, bem como a chegada de mão-de-obra estrangeira, principalmente a países do Conselho de Cooperação do Golfo.

A taxa de crescimento de população urbana anual é de 3,7%, sofrendo desaceleramento nós últimos 30 anos, provavelmente pela Segunda Guerra do Golfo, que repatriou milhões de trabalhadores estrangeiros.

Em 30 anos, a população urbana do Omã cresceu de 11,4% para 84%.

À exceção do Iêmen, com taxa de urbanização de 24,7%, todos os países da península arábica têm valores acima de 84%, tendo o Bahrein 92,2%, o Kuwait 97,6% e o Qatar 92,5% da população vivendo em áreas urbanas.

No ano 2000, a região contava com 12 grandes cidades, contendo 25 a 37% da população urbana total.

A sociedade agrária e nômade se converte em uma baseada em manufatura e serviços, o que melhorou a qualidade de vida do povo, aumentando sua expectativa de vida, renda e diminuindo a mortalidade infantil.

No Mashreq há um ritmo de mudanças tão acelerado que o governo não consegue oferecer serviços adequados à população urbana pobre, o que põe em risco a saúde e bem-estar dessas populações.

A maior parte das grandes cidades é superpovoada e tem muita poluição atmosférica pelo trânsito, consumo de energia e aumento na indústria. Terras agrícolas, habitats costeiros e florestas são convertidas em terrenos habitacionais, estradas e indústrias. Houve drenagem e aterro de marismas e áreas úmidas. Dubai aumentou sua área de 18 para 110km², principalmente por recuperação costeira.

A geração de resíduos sólidos na região aumentou mais de 5 vezes. A coleta de resíduos é muito melhor nos países do CDG que noMashreq. Há países com usinas de compostagem.

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Houve grande crescimento industrial pela disponibilidade de combustível e investimentos fiscais. Nos países do Mashreq deu-se uma transição desordenada de sociedade rural para industrial, o que causou problemas socioeconômicos, desemprego, poluição e riscos à saúde. Há grande destruição de terras e poluição fluvial e costeira, pela industrialização rápida e fora de controle.

As indústrias de transformação de petróleo demandam muitos recursos e geram altos níveis de resíduos tóxicos, possivelmente patogênicos, havendo regiões sem instalações adequadas para destino desses resíduos, o que leva à eliminação destes em rios, costas ou redes de esgoto municipais.

Há uma demanda populacional por serviços e infra-estrutura muito maior do que é possível proporcionar. Aumenta o consumo urbano, ao mesmo tempo que aumentam os impactos

[REGIÕES POLARES]: 3,75 milhões de residentes no ártico.

A maioria da população vive em assentamentos com até 5 mil pessoas, mas há tendência de migração para centros maiores. Procura-se evitar assentamentos permanentes perto de minas e campos petrolíferos, preferindo-se a contratação de trabalhadores temporários para diminuir o impacto ambiental e social, além de gerar emprego local.

A Rússia tem 11 cidades com mais de 200 mil habitantes no extremo norte do planeta, tendo sido todas elas desenvolvidas a partir da exploração pesqueira, mineradora, de processamento de madeira e extração de combustível. Desde a queda da União Soviética tornou-se impossível alojar muitos habitantes nas cidades árticas, levando à diminuição de população de até 50% em 10 anos, pelas dificuldades de orçamento.

O rápido crescimento da população ártica e concentração nos centros enfrenta, além das dificuldades de qualquer outro lugar do planeta, aspectos ambientais adversos, como temperaturas extremamente baixas e consumo de energia, portanto, muito alto. A Islândia usa energia térmica, mas outros centros árticos dependem, ainda, do diesel, energia hidrelétrica e nuclear.

Expandem-se as estradas e há conflitos pelo mau-uso da terra, com destruição da fauna e flora silvestres e com povos autóctones. O desenvolvimento da mineração faz uso intensivo da terra, gerando poluentes como metais pesados e dióxido de enxofre, o que despovoou a tundra e a taiga, anteriormente usadas por caçadores e pastores, destruindo rotas de migração de renas e dinâmicas de população.

Há construção de estradas e serviços públicos, o que acaba por prejudicar as populações animais e fragmentar o habitat. A privatização de terras pune, ainda, os povos autóctones, que ficam impedidos de utilizar a terra como gostariam. A montagem de matadouros nas cidades faz com que os criadores precisem levar renas domésticas por longas distâncias, diminuindo a qualidade e quantidade de carne produzida.

O frio extremo impede a decomposição normal de resíduos, o que leva a população a, muitas vezes, incinerá-los, o que agrava o problema da poluição atmosférica.

Há muitas cidades com sistemas de esgoto, mas muitas comunidades pequenas carecem de tal serviço. 70% da população do Alasca tinha acesso a água e esgoto tratados em 2001. Há problemas em deficiência de habitação, qualidade de água e acesso a encanamento de esgoto no norte da Rússia e comunidades do Alasca.

O financiamento governamental é lento e procura providenciar atendimento médico, saneamento, serviços e bens de consumo à população ártica.

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