Urianálise - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Urianálise - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre o conceito de urianálise, descrição do estagio, tipos de urina, exames comuns.
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INTRODUÇÃO O exame de urina é um exame frequente no laboratório clínico a urina fornece informações sobre muitas das principais funções metabólicas do organismo, por meio de exame laboratoriais. O teste consiste na verificação de cor e aspecto da amostra; determinação do PH e densidade; pesquisa de proteínas, glicose, corpos cetônicos, sangue, nitrito, além de sedimentoscopia. A amostra de urina é de obtenção rápida e coleta fácil. Por meio da analise da urina verifica-se as alterações ocorridas conforme técnicas descritas abaixo. DESCRIÇÃO DO ESTÁGIO Neste processo, podemos compreender sobre a forma correta de coleta, quais os exames que compõem a Urinálise, qual o material utilizado e os equipamentos necessários para a realização precisa dos exames. A Coleta de Urina O exame de urina é usado como método diagnóstico complementar desde o século II. Trata- se de um exame indolor e de simples coleta, o que o torna muito menos penoso para os pacientes do que as análises de sangue, que só podem ser colhidas através de punção da veia com agulha. O exame sumário da urina pode nos fornecer pistas importantes sobre doenças sistêmicas, principalmente as doenças dos rins. Conservantes da Urina: ✓ Tim ol- conserva bem a glicose e o sedimento. ✓ Ácido Bórico- conserva as proteínas e os elementos figurados. ✓ Form alina- (formaldeído) conservante de sedimentação. ✓ C lorofórm io. ✓ Tolueno. ✓ Fluoreto de sódio- Bom conservante para a análise de medicamentos. A Coleta Masculina - Lavar a glande com água e sabão. - Enxugar com toalha de pano limpo, papel descartável ou gases. - Com uma das mãos expor e manter retraído o prepúcio. - Com a outra mão, segurar o frasco de coleta destampado. - Desprezar o primeiro jato urinário. - Sem interromper a micção, urinar diretamente no frasco (20ª 50 ml). - Desprezar o restante de urina da bexiga e tampar o frasco. Coleta Feminina - Lavar a área vaginal de frente para trás com água e sabão. - Enxugar com toalha de pano limpa, papel descartável ou gazes. - Sentar no vaso sanitário e abrir as pernas. - Com uma das mãos afastar os grandes lábios.

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- Com a outra mão segure o frasco de coleta destampado. - Desprezar o primeiro jato urinário. - Sem interromper a micção, urinar diretamente no frasco (20ª 50 ml). - Desprezar o restante de urina da bexiga e tampar o frasco. Identificação do Frasco de Coleta da Urina A identificação do material do paciente é iniciada pela identificação do frasco de coleta, com o nome ou numeração da requisição. Tipos De Odor - Adocicado. - Amoniacal. - Efeito de medicamento. - Fecal. - Fétido. Urodensímetro O laboratório clínico deve possuir um refratômetro ou urodensímetro para medir o peso específico ou a densidade da urina ou para verificar a medida Informada pela tira de urina. Deve verificar periodicamente a calibração do refratômetro ou urodensímetro, em intervalos periódicos programados de acordo com o uso do equipamento e as instruções do fabricante. O emprego do Urodensímetro apresenta as seguintes limitações: a) Requer um recipiente suficientemente largo para que ele não toque suas paredes; b) O valor da leitura deve ser corrigido em função da temperatura no momento da sua obtenção. c) A visualização do menisco da urina pode ser difícil e prejudicar a leitura.O urodensímetro não é recomendado para determinar o peso específico ou densidade da urina. Tempo de Centrifugação: Para assegurar sedimentações iguais em todas as amostras, o tempo de centrifugação deve ser padronizado em 05 minutos. Velocidade de Centrifugação: A Força de Centrifugação Relativa (RCF) deve ser de aproximadamente 400, o que corresponde a uma velocidade de 1500 - 2000 rpm. Tipos de Amostra: Depende da análise a ser realizada. Amostra Isolada Aleatória Amostra ideal para o exame de rotina, coletada após 2 a 4 horas de estase vesical. Crianças sem controle da micção necessitam fazer uso de coletores auto aderentes para obtenção da amostra. A coleta de urina via cateter ou sonda é realizada apenas sob indicação médica. Amostras De Urina Minuta

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Volume de urina coletado em determinado período de tempo (resultados expressos em excreção / minuto). A mais habitual é a urina de 24 horas, utilizada para dosagem quantitativa de componente urinário. Amostras de urina devem ser recolhidas em frascos apropriados e identificadas por um período de 24 horas. As amostras também devem der conservadas em geladeira até que sejam lavadas ao laboratório. Exame Macroscópico a) Volume- não possui significado clinico e seu relato é opcional. O valor normal de urina produzida em 24 horas em adultos é de 1200ª 1500 ml e em crianças 15 ml/kg de peso. b) Cor- A cor da urina depende da presença e concentração de pigmentos de origem alimentar, medicamentosa a até mesmo endógena a urina normal geralmente é amarelada devido á presença de um pigmento chamado urocromo, produto do metabolismo endógeno e produzido em velocidade constante. Como variações de coloração nas amostras de urina anormais encontraram: - Amarelo palha- recente ingestão de líquidos ou no caso de diabetes (tanto insipidus quanto mellitus). - Âmbar- presença de bilirrubina na amostra. - Alaranjada- Interferência de medicamentos, como piridium ou mesmo vitamina A. - Vermelha – presença de hemácias, hemoglobina, mioglobina e porfirinas. - Castanha/ preta- Alcaptonúria (presença de ácido homogentisico), presença de melanina. - Verde- Interferência de medicamentos. c) Aspecto- termo que se refere á transparência da amostra de urina analisada. A urina normal tem aspecto límpido, porém podem sofrer alterações devidas á presença de numerosas células epiteliais, de leucócitos, hemácias, bactérias e lavaduras, filamentos de muco e de cristais. EXAMES DE URINA MAIS COMUNS EAS O EAS é o exame de urina mais simples, feito através da coleta de 40-50 ml de urina em um pequeno pote de plástico. Normalmente solicitamos que se use a primeira urina da manhã, desprezando o primeiro jato. Esta pequena quantidade de urina desprezada serve para eliminar as impurezas que possam estar na uretra (canal urinário que traz a urina da bexiga). Após a eliminação do primeiro jato, enche-se o recipiente com o resto da urina. A primeira urina da manhã é a mais usada, mas não é obrigatório. A urina pode ser coletada em qualquer período do dia. A amostra de urina deve ser colhida idealmente no próprio laboratório, pois quanto mais fresca estiver, mais confiáveis são os seus resultados. Um intervalo de mais de duas horas entre a coleta e a avaliação pode invalidar o resultado, principalmente se a urina não tiver sido mantida sob refrigeração. Reações Químicas. É a segunda por visualização de gotas da urina pelo microscópio. Na primeira parte mergulha- se uma fita na urina, chamada de dipstick, como as que estão nas fotos ao lado. Cada fita possuiu vários quadradinhos coloridos compostos por substâncias químicas que reagem com determinados elementos da urina. Esta parte é tão simples que pode ser feita no próprio consultório médico. Após 1 minuto, compara-se a cores dos quadradinhos com uma tabela de referência que costuma vir na embalagem das próprias fitas do EAS.

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Através destas reações e com o complemento do exame microscópico, podemos detectar a presença e a quantidade dos seguintes dados da urina: - Densidade - pH - Glicose - Proteínas - Hemácias (sangue) - Leucócitos - Cetonas – Urobilinogênio e bilirrubina - Nitrito - Cristais - Células epiteliais e cilindros. Os resultados do dipstick são qualitativos e não quantitativos, isto é, a fita identifica a presença dessas substâncias citadas acima, mas a quantificação é apenas aproximada. O resultado é normalmente fornecido em uma graduação de cruzes de 1 a 4. Por exemplo: uma urina com "proteínas 4+" apresenta grande quantidade de proteínas; uma urina com "proteínas 1+" apresenta pequena quantidade de proteínas. Quando a concentração é muito pequena, alguns laboratórios fornecem o resultado como "traços de proteínas". Os valores de referência são: a) Densidade: A densidade da água pura é igual a 1000. Quanto mais próximo deste valor, mais diluída está a urina. Os valores normais variam de 1005 a 1035. Urinas com densidade próximas de 1005 estão bem diluídas; próximas de 1035 estão muito concentradas, indicando desidratação. Urinas com densidade próxima de 1035 costumam ser muito amareladas e normalmente possuem odor forte. A densidade indica a concentração das substâncias sólidas diluídas na urina, sais minerais na sua maioria. Quanto menos água houver na urina, maior será sua densidade. b) pH: A urina é naturalmente ácida, já que o rim é o principal meio de eliminação dos ácidos do organismo. Enquanto o pH do sangue costuma estar em torno de 7,4, o pH da urina varia entre 5,5 e 7,0, ou seja, bem mais ácida. Valores de pH maiores ou igual 7 podem indicar a presença de bactérias que alcalinizam a urina. Outros fatores que podem deixar a urina mais alcalina são uma dieta pobre em proteína animal, dieta rica em frutas cítricas ou derivados de leite, e uso de medicamentos como acetazolamida, citrato de potássio ou bicarbonato de sódio. Ter tido vômitos horas antes do exame também pode ser uma causa de urina mais alcalina. Em casos mais raros, algumas doenças dos túbulos renais também podem deixar a urina com pH acima de 7,0. Valores menores que 5,5 podem indicar acidose no sangue ou doença nos túbulos renais. Uma dieta com elevada carga de proteína animal também pode causar uma urina mais ácida. Outras situações que aumentam a acidez da urina incluem episódios de diarreia ou uso de diurético como hidroclorotiazida ou clortalidona. O valor mais comum é um pH por volta de 5,5-6,5, porém, mesmo valores acima ou abaixo dos descritos podem não necessariamente indicar alguma doença. Este resultado deve ser interpretado pelo seu médico c) Glicose: Toda a glicose que é filtrada nos rins é reabsorvida de volta para o sangue pelo túbulos renais. Deste modo, o normal é não apresentar evidências de glicose na urina. A presença de glicose na urina é um forte indício de que os níveis sanguíneos estão altos. É muito comum pessoas com diabetes mellitus apresentarem perda de glicose pela urina. Isto ocorre porque a quantidade de açúcar no sangue está tão alta, que parte deste acaba saindo pela urina. Quando os níveis de glicose no sangue estão acima de 180 mg/dl, geralmente há perda na urina. A presença de glicose na urina sem que o indivíduo tenha diabetes costuma ser um sinal de doença nos túbulos renais. Isso significa que apesar de não haver excesso de glicose na urina, os rins não conseguem impedir sua perda. Basicamente, a presença de glicose na urina indica excesso de glicose no sangue ou doença dos rins. d) Proteínas: A maioria das proteínas não são filtradas pelo rim, por isso, em situações normais, não devem estar presentes na urina. Na verdade, existe apenas uma pequena quantidade de proteínas na urina, mas são tão poucas que não costumam ser detectadas pelo teste da fita. Portanto, uma urina normal não possui proteínas. Quantidades pequenas de proteínas na urina podem ser causadas por dezenas de situações, que vão desde situações benignas e triviais, como presença de febre, exercício físico horas antes da coleta de urina, desidratação ou estresse emocional, até causas mais graves, como infecção urinária,

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lúpus, doenças do glomérulo renal e lesão renal pelo diabetes. Grandes quantidade de proteínas na urina quase sempre indicam a presença de uma doença, sendo a lesão renal pelo diabetes e as doenças glomerulares as causas mais comuns. Existem duas maneiras de se apresentar o resultado das proteínas na urina: em cruzes ou uma estimativa em mg/dL: Ausência = menos que 10 mg/dL (valor normal) Traços = entre 10 e 30 mg/dL 1+ = 30 mg/dl 2+ = 40 a 100 mg/dL 3+ = 150 a 350 mg/dL 4+ = Maior que 500 mg/dL A presença de proteínas na urina se chama proteinúria, pode indicar doença renal e deve ser sempre investigada. O exame da urina de 24h é normalmente feito para se quantificar com exatidão a quantidade de proteínas que se está perdendo na urina. e) Hemácias: Na urina / hemoglobina na urina / sangue na urina: Assim como nas proteínas, a quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) na urina é desprezível e não consegue ser detectada pelo exame da fita. Mais uma vez, os resultados costumam ser fornecidos em cruzes. O normal é haver ausência de hemácias (hemoglobina). Como as hemácias são células, elas podem ser vistas com um microscópio. Deste modo, além do teste da fita, também podemos procurar por hemácias diretamente pelo exame microscópico, uma técnica chamada de sedimentoscopia. Através do microscópio consegue-se detectar qualquer presença de sangue, mesmo quantidades mínimas não detectadas pela fita. Neste caso, os valores normais são descritos de duas maneiras: - Menos que 3 a 5 hemácias por campo ou menos que 10.000 células por mL A presença de sangue na urina chama-se hematúria e pode ocorrer por diversas doenças, como infecções, pedras nos rins e doenças renais. Um resultado falso positivo pode acontecer nas mulheres que colhem urina enquanto estão na período menstrual. Uma vez detectada a hematúria, o próximo passo é avaliar a forma das hemácias em um exame chamado "pesquisa de dismorfismo eritrocitário". As hemácias dismórficas são hemácias com morfologia alterada, comum em algumas doenças como a glomerulonefrite. É possível haver pequenas quantidades de hemácias dismórficas na urina sem que isso tenha relevância clínica. Apenas valores acima de 40 a 50% costumam ser considerados relevantes. Não é todo laboratório que possui gente capacitada para executar esse exame. Por isso, muitas vezes ele não é feito automaticamente. É preciso o médico solicitar especificamente essa avaliação. f) Leucócitos ou piócitos. Esterase leucocitária. Os leucócitos, também chamados de piócitos, são os glóbulos brancos, nossas células de defesa. A presença de leucócitos na urina costuma indicar que há alguma inflamação nas vias urinárias. Em geral, sugere infecção urinária, mas pode estar presente em várias outras situações, como traumas, uso de substâncias irritantes ou qualquer outra inflamação não causada por um agente infeccioso. Podemos simplificar e dizer que leucócitos na urina significa pus na urina. Como também são células, os leucócitos podem ser contados na sedimentoscopia. Valores normais estão abaixo dos 10.000 células por mL ou 5 células por campo Alguns dipsticks apresentam um quadradinho para detecção de leucócitos, normalmente o resultado vem descrito como "esterase leucocitária". O normal é estar negativo. g) Cetonas ou corpos cetônicos: Os corpos cetônicos são produtos da metabolização das gorduras. Os corpos cetônicos são produzidos quando o corpo está com dificuldade em utilizar glicose como fonte de energia. As causas mais comuns são o diabetes, o jejum prolongado e dietas rigorosas. Outras situações menos comuns incluem febre, doença aguda, hipertireoidismo, gravidez e até aleitamento materno. Normalmente a produção de cetonas é muito baixa e estas não estão presentes na urina. Alguns medicamentos como captopril, ácido valproico, vitamina C (ácido ascórbico) e levodopa podem causar falso positivos. h) Urobilinogênio e bilirrubina: Também normalmente ausentes na urina, podem indicar doença hepática (fígado) ou hemólise (destruição anormal das hemácias). A bilirrubina só costuma aparecer na urina quando os seus níveis sanguíneos ultrapassam 1,5 mg/dL. O urobilinogênio pode estar presente em pequenas quantidades sem que isso tenha relevância clínica. i) Nitritos: A urina é rica em nitratos. A presença de bactérias na urina transforma esses nitratos em nitritos.

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Portanto, fita com nitrito positivo é um sinal indireto da presença de bactérias. Nem todas as bactérias têm a capacidade de metabolizar o nitrato, por isso, exame de urina com nitrito negativo de forma alguma descarta infecção urinária. Na verdade, o EAS apenas sugere infecção. A presença de hemácias, associado a leucócitos e nitritos positivos, fala muito a favor de infecção urinária, porém, o exame de certeza é a urocultura . A pesquisa do nitrito é feita através da reação de Griess, que é o nome dado a reação do nitrito com um meio ácido. Por isso, alguns laboratórios fornecem o resultado como Griess positivo ou Griess negativo, que é igual a nitrito positivo ou nitrito negativo, respectivamente. j) Cristais: Esse é talvez o resultado mais mal interpretado, tanto por pacientes como por alguns médicos. A presença de cristais na urina, principalmente de oxalato de cálcio, não tem nenhuma importância clínica. Ao contrário do que se possa imaginar, a presença de cristais não indica uma maior propensão à formação de cálculos renais. Os únicos cristais com relevância clínica são: cristais de cistina, cristais de magnésio-amônio-fosfato (estruvita), cristais de tirosina - cristais de bilirrubina, cristais de colesterol. A presença de cristais de ácido úrico, se em grande quantidade, também deve ser valorizada. k) Células epiteliais e cilindros: A presença de células epiteliais é normal. São as próprias células do trato urinário que descamam. Elas só têm valor quando se agrupam em forma de cilindro, recebendo o nome de cilindros epiteliais. Como os túbulos renais são cilíndricos, toda vez que temos alguma substância (proteínas, células, sangue) em grande quantidade na urina, elas se agrupam em forma de um cilindro. A presença de cilindros indica que esta substância veio dos túbulos renais e não de outros pontos do trato urinário como a bexiga, ureter, próstata, etc. Isto é muito relevante, por exemplo, nos casos de sangramento, onde um cilindro hemático indica o glomérulo como origem, e não a bexiga, por exemplo. Os cilindros que podem indicar algum problema são: - Cilindros hemáticos (sangue) = Indica glomerulonefrite - Cilindros leucocitários = Indicam inflamação dos rins - Cilindros epiteliais = indicam lesão dos túbulos - Cilindros gordurosos = indicam proteinúria - Cilindros hialinos não indicam doença, mas pode ser um sinal de desidratação. A presença de muco na urina é inespecífica e normalmente ocorre pelo acúmulo de células epiteliais com cristais e leucócitos. Tem pouquíssima utilidade clínica. É mais uma obervação. Em relação ao EAS (urina tipo I) é importante salientar que esta é uma análise que deve ser sempre interpretada. Os falsos positivos e negativos são muito comuns e não dá para se fechar qualquer diagnóstico apenas comparando os resultados com os valores de referência. Sedimento Analisado Identifica todos os elementos insolúveis, como hemácias, leucócitos, cilindros, cristais, células epiteliais, bactérias, leveduras, parasitas e possíveis artefatos. Análise Microscópica Observar no mínimo dez campos em menor e maior aumento (100 e 400x). A observação em menor aumento tem por objetivo avaliar a disposição dos elementos, a composição geral do sedimento e a presença ou não de cilindros. A identificação e contagem de todos os elementos presentes são realizadas em aumento de 400x. URINA DE 24 HORAS Os exames realizados sobre a urina de 24 horas analisam a excreção de determinadas substâncias durante um dia completo, por conta disto é tão importante que o paciente não despreze

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nenhuma micção ao longo do dia e da noite em que estiver coletando a urina. Alguns destes exames de urina de 24 horas precisam ser coletados em frascos especiais, estes frascos possuem uma pequena concentração de ácido com a finalidade de conservar/ preparar o material para análise. Portanto, antes de proceder à coleta, verifique com o laboratório a necessidade de se utilizar um frasco especial, se não for necessário o urina poderá ser coletada em frascos de água mineral sem gás, não utilize outro tipo de recipiente, pois pode interferir no resultado do exame. 3.1 Instruções Corretas Para a Realização do Exame ✓ O análise terá que ser feita durante 24 horas, portanto, o prim eiro passo é escolher qual o intervalo mais confortável para que você colha a urina. O ideal é sempre escolher a hora em que você normalmente acorda. ✓ Vam os usar o horário de 7 horas da m anhã com o exem plo para o resto das instruções. ✓ Im aginem os que você irá com eçar a coletar a urina hoje. Ao acordar às 7h, você deve esvaziar a bexiga, urinando normalmente no vaso sanitário. Portanto, a primeira urina do dia deve ser desprezada. ✓ O exam e com eça na hora em que se esvazia a bexiga pela prim eira vez no dia. A pós urinar, anote a hora exata, pois a coleta deve terminar nesta mesma hora do dia seguinte. ✓ M as se o exam e com eça às 7 da m anhã, por que então desprezar a urina desta hora? Porque a urina que estava dentro da sua bexiga às 7h não foi produzida às 7h, mas sim durante toda a madrugada, desde a última vez que você urinou. Portanto, esvaziando-se a bexiga, colheremos apenas a urina produzida a partir das 7h da manhã. ✓ D epois de esvaziar a bexiga, toda e qualquer urina deve ser guardada no m esm o recipiente (se você urina muito, pode-se usar mais de um recipiente). Não importa o volume, qualquer gota conta. Se for evacuar, não pode urinar no vaso. Se estiver tomando banho, não pode urinar no banho. Se for sair à rua, leve o recipiente junto ou não urine até voltar para casa.- O recipiente com a urina deve ser armazenado em temperatura ambiente ou dentro da geladeira. ✓ Por com odidade, indicam os a coleta do exam e durante o D om ingo; deste m odo você não precisa levar o recipiente para o trabalho e ainda consegue entregá-lo no laboratório na Segunda- feira de manhã. ✓ Se houver qualquer perda na urina, o ideal é abortar a coleta, desprezando o que já foi colhido, e reiniciá-la no dia seguinte. Uma pequena quantidade de urina perdida já é suficiente para causar erros no resultado final. ✓ Se você colheu a urina de m odo errado e não com unicou o seu m édico, quem sofrerá as consequências será você mesmo, pois o clínico ira tomar decisões baseadas em um resultado errado. ✓ Você deve colher toda urina até às 7h do dia seguinte, incluindo esta última. Se você por acaso acordou mais cedo e urinou às 6h, procure beber água para conseguir urinar de novo quando der 7h. Lembre-se, o exame começa quando você esvazia a bexiga às 7h, e termina quando a esvazia de novo, também às 7h. A coleta da última urina pode ter uma tolerância de 10 minutos para mais ou para menos (entre 6:50h e 7:10h). ✓ U m a vez term inada a coleta de 24h, a urina no recipiente pode ficar em tem peratura am biente por até 48h, porém, o ideal é mantê-la refrigerada. Quanto mais cedo a urina for entregue no laboratório, melhor. Para Que Serve a Urina de 24 Horas? Mais de 90% dos pedidos de urina de 24h são feitos para se avaliar duas situações: a) Clearance de creatinina: O clearance de creatinina é basicamente a taxa de filtração dos rins, ou seja, a medição de quantos mililitros de sangue os rins filtram por minuto. É o principal modo de avaliar a função renal. b) Proteinúria: Chamamos de proteinúria a presença de proteínas na urina, fato que só ocorre quando os rins

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estão doentes. O EAS (urina tipo 1) é capaz de detectar a presença de proteínas na urina, mas não consegue quantificá-la com exatidão. Além das proteínas totais, a urina de 24h também pode dosar a albumina na urina, chamada de albuminúria. A nossa urina ainda é composta por várias outras substâncias, entre elas: cálcio, sódio, amônia, ureia, oxalato, citrato, magnésio, fosfato, ácido úrico etc... Portanto, além da avaliação da função renal e da quantificação da proteinúria, a urina de 24 horas também pode ser usada para quantificar todas estas substâncias. Obviamente, nem todas estas dosagens apresentam relevância clínica. c) Sódio urinário. É um modo indireto de se avaliar a quantidade de sal que o paciente ingere. Em situações normais, a quantidade de sódio que sai na urina é semelhante a quantidade consumida ao longo do dia. Muito útil na: - Cirrose - Hipertensão:Casos de edemas - Cálcio urinário: Importante na avaliação dos pacientes com cálculo - Ácido úrico urinário: Importante para os pacientes com gota e/ou ácido úrico e para os pacientes com cálculo renal a base de ácido úrico. - Citrato : É uma substância que inibe a formação de cálculos. Pacientes com citrato urinário baixo estão sujeitos a formarem pedras nos rins. - Oxalato: também importante na investigação das causas de formação dos cálculos renais. - Potássio : útil na investigação de algumas doenças dos túbulos renais Problemas da Urina de 24 Horas A urina de 24 horas foi durante muitos anos o melhor e mais utilizado meio para se avaliar a função dos rins. Porém, devido às inerentes dificuldades em sua coleta e aos frequentes erros que esta ocasiona, tem sido cada vez menos pedida na prática médica, principalmente entre os nefrologistas, os especialistas em rins. O fato é que grande parte dos pacientes não colhe a urina de 24 horas de modo correto. Uma urina mal colhida gera resultados errados que mais atrapalham do que ajudam a avaliação do médico. Um agravante está no fato de que uma considerável parte dos médicos não sabe reconhecer quando a urina está colhida de modo errado. Isto faz com que condutas sejam tomadas baseadas em resultados que não correspondem com a realidade. Para saber se a urina foi realmente colhida durante as 24 horas, basta dividir o valor da creatinina urinária pelo peso do paciente. Por exemplo, se uma pessoa de 70 kg eliminou 1400 mg de creatinina em 24 horas, isto corresponde a 20 mg/kg. a) Os valores normais são: Homens 15 a 25 mg/kg Mulheres 10 a 20 mg/kg Valores abaixo ou acima destes indicam uma urina colhida de modo errado.

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CONCLUSÃO As atividades efetuadas durante o estagio de urinálise nos permitiram conhecer os fundamentos teóricos na medida em que estabeleceram as relações logicas da observação dos fenômenos. O exame é sem duvida um meio preciso da avaliação renal e outras patologias e disfunções metabólicas. E para isso a utilização de técnicas sensíveis e especificas é o fator principal para o bom desenvolvimento da analise. Logicamente há necessidade de se levar em conta os possíveis interferentes que podem causar um falso positivo. Contudo, deve-se ter muito cuidado para não permitir que a simplicidade dos procedimento provoque um relaxamento dos padrões de qualidade.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CASTIGLIA, Yara Marcondes Machado; VIANNA, Pedro Thadeu Galvão. Monitorização da Função Renal. Revista Brasileira de Anestesia. Volume: 42, Nº: 1. Págs: 85 a 89. 1992. DALMOLIN, Magnus L. A urinálise no diagnóstico de doenças renais. 2011. Disponível. .

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