Vestibular de História - Universidade Federal do Ceará - 2008 - UFC, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)
Andre_85
Andre_8513 de Março de 2013

Vestibular de História - Universidade Federal do Ceará - 2008 - UFC, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)

PDF (352.3 KB)
6 páginas
1000+Número de visitas
Descrição
Vestibular de História da Universidade Federal do Ceará do ano de 2008.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 6
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Prova de Física

História

01.Os hebreus, junto aos egípcios, mesopotâmicos, persas, fenícios e cretenses, formaram as primeiras civilizações da Antiguidade, na região do Oriente Médio. Sobre a civilização hebraica, responda as questões que seguem. A) Os hebreus são antepassados de que povo da atualidade?

B) O que foi o êxodo?

C) Explique a diáspora.

Questão 01 Os hebreus são antepassados dos atuais judeus ou israelitas. Uma das fontes de sua história é o Antigo Testamento. Os hebreus viviam perto de Ur, na Mesopotâmia, ao final do II milênio a.C. O patriarca Abraão recebe então de Deus a incumbência de deslocar seu povo para Canaã, a terra prometida, depois denominada Palestina. Fortes secas e conflitos com outros povos obrigam os hebreus a migrarem para o Egito, em torno de 1800 a.C. Lá, após convivência inicial razoável com os egípcios, estes passam a lhes cobrar pesados impostos e a escravizá-los. O “êxodo” representou a fuga dos hebreus da terra dos faraós, em retorno a Canaã, sob a liderança de Moisés, entre 1300 e 1250 a.C. Após serem dominados por vários povos, como assírios, egípcios e babilônios, por volta de 70 d.C os hebreus encontram-se sob o jugo do Império Romano. A província da Palestina insurgia-se freqüentemente contra esse domínio. Em resposta, os romanos expulsaram os hebreus da Palestina, no episódio conhecido como “diáspora”, ocorrido por volta de 135 d.C. Com a fundação do estado de Israel em 1948, os judeus retornam à Palestina. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale dois, o item B vale quatro, e o item C vale quatro.

02.O Império Romano do Oriente, criado em 395 d.C, sobreviveu às invasões bárbaras, perdurando até 1453 d.C. Sobre ele, responda: A) Qual o outro nome com que esse império ficou conhecido?

B) O que era o cesaropapismo?

C) Qual o significado do Código Justiniano?

Vestibular 2008.2 História Pág. 1 de 6

docsity.com

D) Explique o Cisma do Oriente.

E) O que foi a queda de Constantinopla?

Questão 02 Em 395, o Imperador Teodósio dividiu o Império Romano entre seus dois filhos. Um, Honório, herdou o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. O outro, Arcádio, recebeu o Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla, atual Istambul. O último Império também ficou conhecido como “Bizantino” devido à cidade de Constantinopla ser chamada de “Bizâncio” até 330, quando o Imperador Constantino impingiu-lhe nova nomenclatura. No Império Bizantino, o governante acumulava as funções de chefe de Estado (césar) e da Igreja (papa): essa forma de governo era conhecida por cesaropapismo. Seu principal soberano foi Justiniano, que ficou no poder entre 527 e 565, período em que tentou reconstruir o Império Romano mediante guerras de reconquista contra os bárbaros. Ele elaborou o “Código Justiniano”, compilação de leis romanas que dispunha sobre a organização administrativa e dilatava o poder do Estado. O cristianismo oriental divergia do ocidental em alguns aspectos, sendo por isso acusado de herético. Acreditava-se, por exemplo, no monofisismo (a idéia de que Cristo não possui natureza humana, somente divina) e no iconoclastismo (reprovação do culto de imagens sagradas). Em conseqüência dessas discordâncias, a Igreja Católica cindiu-se, em 1054, entre o papado romano e o patriarcado de Constantinopla, fato celebrizado como o “Cisma do Oriente”. Nascia então no Oriente a Igreja Ortodoxa. A “queda de Constantinopla” representou o domínio da cidade pelos turcos otomanos liderados por Maomé II, em 1453, acontecimento que pôs fim ao Império Romano do Oriente. Pontuação: A questão vale dez pontos. Cada item vale dois pontos.

03.“(...) a Revolução Inglesa de 1640-60 foi um grande movimento social, como a Revolução Francesa de 1789. O poder do Estado que protegia uma velha ordem essencialmente feudal foi derrubado, passando o poder para uma nova classe, e tornando-se possível o livre desenvolvimento do capitalismo”.

HILL, Christopher. A revolução inglesa de 1640. 3ª ed. Lisboa, Presença, s/d, p. 11.

Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre a revolução puritana, responda: A) Que segmentos das elites compunham cada um dos lados em confronto?

B) Cite uma causa política, uma causa econômica e uma causa religiosa determinantes do conflito.

Questão 03 A Revolução Puritana opôs o rei absolutista e a nobreza feudal à nobreza mercantil (gentry) e à burguesia. Os primeiros tinham ainda o suporte da nobreza cortesã e dos financistas, ao passo que os segundos eram auxiliados pelos camponeses, artesãos e empregados das manufaturas. Vários foram os fatores a desencadear a revolução. Politicamente, o Parlamento, onde se acantonava a burguesia e a nobreza mercantil, visava aumentar as suas atribuições, conduzindo a política religiosa e tributária e se reunindo

Vestibular 2008.2 História Pág. 2 de 6

docsity.com

periodicamente, sem a necessidade da convocação real. Em suma, desejava limitar o poder real. Economicamente, a burguesia se embatia pelo livre mercado, indispondo-se com os monopólios comerciais (como o da Companhia das Índias Orientais) e o das corporações de ofício. Ademais, a nobreza mercantil reagia à tentativa do rei de sustar os cercamentos, geradores de revoltas camponesas. No campo religioso, enfim, a burguesia, calvinista apregoava o laicismo, descontente com o poder conferido ao rei pela Igreja Anglicana. Em 1642, inicia-se uma guerra civil, terminada somente no ano de 1649, quando o rei Carlos I é executado e se instala uma república, sob a direção de Oliver Cromwell. Os setores populares que atuaram na guerra civil, como os levellers (niveladores) e os diggers (escavadores), ansiando por profundas reformas, foram, ao contrário, duramente reprimidos. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale até quatro, e o item B vale até seis.

04.Antes da Revolução Russa, socialistas, comunistas e anarquistas, entre outros, disputavam a hegemonia sobre o proletariado mundial. Sobre essas ideologias, responda: A) O que diferenciava a estratégia política de cada uma dessas doutrinas?

B) Caracterize o anarco-sindicalismo.

Questão 04 Socialistas, comunistas e anarquistas comungavam do desejo de suplantar o capitalismo por uma sociedade mais igualitária. Suas estratégias políticas eram, todavia, distintas. Os socialistas acreditavam que o capitalismo podia evoluir para o socialismo através de reformas graduais. Os comunistas, por seu lado, criam que o comunismo sobreviria somente após uma ditadura do proletariado, imposta por meio de revolução armada. Essa primeira etapa, que eles denominavam de “socialista”, seria voltada à criação das condições para a eliminação do Estado e da propriedade privada. Os anarquistas, por fim, defendiam a abolição imediata desses últimos, mediante a violência revolucionária. O anarco-sindicalismo foi uma das correntes do anarquismo. Propugnava que a nova sociedade, gerada a partir de uma greve geral, organizar- se-ia sob a forma de sindicatos federados pré-existentes. Desenvolvida no final do século XIX, na França, espraiou-se para países como Itália, Espanha, Inglaterra e EUA, atingindo a América Latina. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale até seis pontos, e o item B vale quatro pontos.

05.Em 1532, o rei português D. João III, disposto a ocupar e explorar o Brasil, implantou na colônia d’além- mar o sistema de capitanias hereditárias. Sobre o tema, responda as duas questões que seguem:

A) Cite duas razões fundamentais que levaram Portugal a colonizar, efetivamente, o Brasil.

B) Distinga o sistema de capitanias hereditárias do sistema de feitorias.

Vestibular 2008.2 História Pág. 3 de 6

docsity.com

Questão 05 Temendo perder a colônia para outras potências estrangeiras, cujos navegantes constantemente assediavam seu litoral, especialmente os franceses; tendo o seu comércio com o Oriente entrado em decadência, sofrendo, em decorrência, grave crise econômica; Portugal resolveu colonizar efetivamente o Brasil, substituindo o sistema de feitorias pelo de capitanias hereditárias. O primeiro era baseado na ereção de entrepostos comerciais ao longo do litoral, voltados à exploração do pau-brasil e ao reabastecimento e reparo dos navios com outros destinos. O segundo, de outro lado, correspondia à divisão da colônia em 15 unidades administrativas, concedidas a capitães-donatários, a quem cabia ocupá-las, colonizá-las e proteger seu litoral. Esses deveres, bem como os direitos dos donatários, constavam de dois documentos, a “carta de doação” e o “foral”. Já testado com sucesso nas ilhas atlânticas, esse sistema possibilitava à Coroa delegar os custos da colonização a particulares sem perder a posse das terras. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale até quatro pontos, e o item B vale até seis pontos.

06.No Brasil imperial, os opositores do rei associavam o Poder Moderador ao Antigo Regime ou ao Absolutismo. Sobre esse poder, responda:

A) Como ele foi implantado?

B) Qual era o seu objetivo expresso?

Questão 06 O Poder Moderador foi implementado por meio da Constituição outorgada por D. Pedro I, em 25 de março de 1824. Em novembro do ano anterior, uma assembléia constituinte havia sido dissolvida pelo Imperador, em função dos limites que os deputados desejavam impingir ao Poder Executivo. Expressamente, o Poder Moderador era delegado exclusivamente ao monarca, servindo à independência, equilíbrio e harmonia dos demais poderes, quais sejam, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Foi uma criação do filósofo francês Benjamin Constant (1767-1830), para quem a monarquia constitucional, ancorada na tripartição de poderes, demandava um poder neutro, com função conciliadora. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale quatro pontos, e o item B vale seis pontos.

07.A campanha das “Diretas-já!”, ocorrida no Brasil em 1984, é considerada como um exemplo de civismo e cidadania. Sobre ela, responda: A) Qual o objetivo da campanha?

B) Ela alcançou o seu intento? Qual a principal conseqüência política dessa campanha?

Vestibular 2008.2 História Pág. 4 de 6

docsity.com

Questão 07 No princípio de 1984, uma emenda que resgatava as eleições diretas para presidente da República tramitava no Congresso Nacional. Desde 1960 o povo brasileiro não escolhia o seu representante máximo. De autoria do deputado peemedebista Dante de Oliveira, a emenda suscita então ampla mobilização popular em seu apoio, a Campanha das “Diretas-já!”. Coordenada pela oposição, organizada em partidos como o PT, o PMDB e o PDT e em órgãos de classe como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a campanha não alcança a aprovação da emenda no Legislativo. A despeito disso, a movimentação da sociedade civil não fora em vão. No início do ano seguinte, o candidato da oposição, Tancredo Neves, vence a eleição para o cargo máximo do Executivo, havida no Colégio Eleitoral, interrompendo o ciclo de governos militares e dando início à Nova República. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale quatro pontos, e o item B vale até seis pontos.

08.“Acabo de receber notícias de que Felipe Alberto Patroni, unido a Joaquim Pinto Madeira e outros tem passado ao desacordo de quererem promover a Aclamação de sua Majestade Imperial Absoluto, alegando para esse fim ser esta a vontade do mesmo Augusto Senhor.(...) E por tanto que eu previno a V. Sa. faça conservar a melhor ordem e tranqüilidade e fazer constar a todos geralmente que Sua Majestade Imperial jamais quer nem tolera outro Governo que não seja o Constitucional...”

Ofício do Presidente da Província do Ceará dirigido ao Comandante do Batalhão de Caçadores, nº 74, da 2ª linha do Exército, na Vila de Aracati, em 24/08/1829 apud MONTENEGRO, João Alfredo de Souza. “A Revolução de 1832”. In: SOUZA, Simone de (org). História do Ceará. 2ª ed. Fortaleza: Fundação D. Rocha, 1994. p. 160.

A Revolução de 1832 a que alude o historiador João Alfredo Montenegro, no título de seu artigo, também ficou conhecida como Sedição ou Revolta de Pinto Madeira. A partir do texto acima, responda:

A) Que fator nacional desencadeou a sedição?

B) Que fator local gerou a revolta?

Questão 08 A Sedição ou Revolta de Pinto Madeira enovela-se com outras revoltas de igual naipe, como as ocorridas no Rio de Janeiro (Caramurus), em Recife (Abrilada) e no interior de Pernambuco (Guerra dos Cabanos), em torno do absolutismo e da restauração de D. Pedro I ao trono do Brasil. Com a abdicação do Imperador, em 1831, intensificou-se este movimento de repercussão nacional que, entre outras coisas, desejava a abolição da Constituição de 1824. No Ceará, o Coronel de Milícias Joaquim Pinto Madeira e o padre Antônio Manuel de Souza (também conhecido como “Benze-Cacetes”), os principais líderes da revolta local, eram filiados à sociedade secreta “Coluna do Trono e do Altar”, sediada em Recife. Mancomunada com os caramurus da Corte, essa sociedade tinha por fim difundir a causa regressista no Norte e Nordeste do país. Acreditava-se, inclusive, que o movimento nessas regiões tinha cunho separatista, desejando fundar um novo Império, com o nome de “Amazonas” ou “Equador”. Não obstante as ressonâncias regionais e nacionais da revolta ocorrida no Ceará, suas razões foram fundamentalmente locais. Antigo antagonismo grassava no Cariri entre os potentados da vila de Crato e os de Jardim. Esta, especialmente na figura de Pinto Madeira, alinhara-se ao longo do Primeiro Reinado com o poder central, reprimindo sublevações liberais e republicanas dirigidas pela família Alencar no Crato, de que deram exemplos a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador, em 1824. Com a abdicação de D. Pedro I, os liberais moderados assumem o

Vestibular 2008.2 História Pág. 5 de 6

docsity.com

comando do país, iniciando perseguição aos antigos desafetos. A partir de articulações do Crato com o governo interino da Província, desencadeia-se perseguição aos jardinenses. Além de tomarem o posto de Coronel de Milícias de Pinto Madeira e determinarem a sua prisão, anunciam devassa contra os moradores de Jardim, atribuindo essas medidas à necessidade de combater a conspiração restauradora em andamento. Principia, em decorrência, a revolta. Iniciada em dezembro de 1831, ela foi sufocada em outubro do ano seguinte. Cerca de dois anos depois, Pinto Madeira é condenado à pena capital, num julgamento cuja parcialidade estrondosa foi reprovada no parlamento imperial. Pontuação: A questão vale dez pontos. O item A vale quatro pontos, e o item B vale seis pontos.

Vestibular 2008.2 História Pág. 6 de 6

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome