Vestibular de Literatura brasileira - Universidade de Caxias do Sul - 2013 - UCS, Notas de estudo de Literatura. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
VictorCosta
VictorCosta13 de Março de 2013

Vestibular de Literatura brasileira - Universidade de Caxias do Sul - 2013 - UCS, Notas de estudo de Literatura. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

PDF (315.1 KB)
4 páginas
997Número de visitas
Descrição
Vestibular de Literatura da Universidade de Caxias do Sul do ano de 2013.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 4
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

LITERATURA BRASILEIRA 01

De acordo com Pablo Neruda, Tudo está na palavra... Uma ideia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu...

(Disponível em: <http://www.releituras.com/pneruda>. Acesso em: 1 nov. 2012.) Leia o fragmento do poema “Profundamente”, de Manuel Bandeira.

[...] Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo [...] – Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente. (TUFANO, Douglas. Estudos de literatura brasileira. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1995. p. 237.)

Ao comparar o fragmento do poema de Manuel Bandeira com a declaração de Pablo Neruda, é possível perceber que a afirmação de Neruda está exemplificada no poema de Bandeira por meio das palavras adormeci e dormindo. A palavra dormindo se configura como uma __________, pois sugere uma imagem completamente nova.

A alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase acima é

a) antítese. b) metonímia. c) catacrese. d) hipérbole. e) metáfora.

02 Um romance, um poema, um conto podem, de alguma forma, vir ao encontro das inquietações humanas, representando,

de maneira simbólica, medos, desejos, sonhos, preocupações, alegrias, que são parte da experiência vivida. Dentro dessa perspectiva, a literatura assume funções, tais como: divertir, construir identidades, propiciar conhecimento.

Leia os versos abaixo e assinale a alternativa que sugere uma reflexão sobre a valorização da identidade nacional brasileira.

I “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,/Que, para ouvi-las, muita vez desperto [...] (Olavo Bilac)

II Minha terra tem palmeiras,/Onde canta o Sabiá;/As aves, que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá. (Gonçalves Dias)

III Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,/fui honrado pastor na tua aldeia;/vestia finas lãs e tinha sempre/a minha choça do preciso cheia. (Tomás Antônio Gonzaga)

Dos trechos acima, expressa(m) nacionalidade

a) apenas II. b) apenas I e II. c) apenas I e III. d) apenas II e III. e) I, II e III.

docsity.com

03 A literatura cria meios de provocar reflexões e discussões acerca do mundo, das relações humanas, da condição do ser

humano. Tendo essa premissa como verdadeira, associe as obras, elencadas na Coluna A, às discussões que elas sugerem,

presentes na Coluna B.

COLUNA A COLUNA B 1 2

Senhora, de José de Alencar Capitães da Areia, de Jorge Amado

( ) Determinadas regras sociais estão mais a serviço da hipocrisia e da manutenção do status do que da felicidade do ser humano.

3 4

Dom Casmurro, de Machado de Assis Navio Negreiro, de Castro Alves

( ) Muitas vezes, o descaso pelo ser humano pode levar à marginalização.

( ) Uma dúvida pode ser o motivo de nossa infelicidade pela vida inteira.

( ) O ser humano, iludido pelo seu poder de superioridade, torna a vida do outro um verdadeiro purgatório.

Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.

a) 4 – 2 – 3 – 1 b) 3 – 1 – 2 – 4 c) 1 – 2 – 3 – 4 d) 2 – 1 – 4 – 3 e) 1 – 3 – 4 – 2

04 Observe a reprodução da obra Iracema, de José Maria de Medeiros.

(Disponível em: <http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0965>. Acesso em: 05 set. 2012.)

Analise a veracidade (V) ou a falsidade (F) das afirmativas a seguir, tendo como base a relação entre o sentimento romântico expresso na pintura e as propostas da escola romântica na literatura brasileira.

( ) A inocência e a sensualidade com que o amor e a figura feminina eram tratados por alguns autores românticos fazem parte também do quadro acima.

( ) O tédio e a solidão da mulher de meados do século XIX, atestados pelos poemas de Álvares de Azevedo, entre outros poetas, estão inscritos tanto na pintura acima como na terceira fase da escola romântica.

( ) A liberdade presente nas raízes do Romantismo, influenciado pelo lema da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade), é sugerida na pintura acima, como vivência, e, no Condoreirismo de Castro Alves, como desejo.

Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.

a) V – V – V b) F – V – F c) V – F – V d) V – F – F e) F – V – V

docsity.com

05 Sobre o Simbolismo, é correto afirmar que

a) a sinestesia é um recurso de linguagem característico desse período, centrado em sensações. b) o sonho, a nebulosidade, o mistério dão a esse movimento literário um aspecto de cientificidade. c) viajar em direção ao desconhecido é uma forma de os simbolistas negarem a intuição como guia e também como parte do processo de criação dos poemas. d) a forma do poema é valorizada pelos poetas, possibilitando-lhes o trânsito com o Parnasianismo. e) os simbolistas, retomando as propostas do Romantismo, procuram preencher o poema com ambientação mística.

06 Uma das propostas da segunda geração modernista levadas a cabo por vários autores, na poesia de 30, foi a denúncia

social. Em relação a essa característica, é possível afirmar que, dos versos abaixo, os que contemplam uma crítica à sociedade brasileira daquela época são

a) Sei que canto. E a canção é tudo./ Tem sangue eterno a asa ritmada./E um dia sei que estarei mudo:/– mais nada . (“Motivo”, Cecília Meireles) b) Não serei o poeta de um mundo caduco./Também não cantarei o mundo futuro./Estou preso à vida e olho meus companheiros. (“Mãos dadas”, Carlos Drummond de Andrade) c) – Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. (“Poética”, Manuel Bandeira) d) Eu, filho do carbono e do amoníaco,/Monstro de escuridão e rutilância,/Sofro, desde a epigênesis da infância,/A influência má dos signos do zodíaco. (“Psicologia de um vencido”, Augusto dos Anjos) e) Do salário injusto,/da punição injusta,/da humilhação [...]/retiramos algo e com ele construímos um artefato/um poema/uma bandeira. (“Agosto, 1964”, Ferreira Gullar)

07 Érico Veríssimo, o cruzaltense que é um dos escritores nacionais mais lidos, deu vida a personagens inesquecíveis, que

permanecem no imaginário coletivo. Entre essas personagens estão Clarissa, do romance Clarissa; Ana Terra e Capitão Rodrigo Cambará, da trilogia O tempo e o vento.

Sobre essas personagens e as respectivas obras a que pertencem, é correto afirmar que

a) Clarissa, jovem adolescente chegada do interior, é a personagem principal do romance homônimo. Nessa narrativa o mundo é descoberto e encoberto pelos olhos da jovem, que deseja secretamente casar-se com o pianista Amaro. b) Ana Terra e Capitão Rodrigo são personagens da trilogia O tempo e o vento. Em termos cronológicos, no primeiro romance, surge Ana Terra e, no último, Capitão Rodrigo. c) É possível comparar as duas obras utilizando o critério urbano/rural, visto que em Clarissa o autor ambienta a narrativa na cidade e, por meio de fatos, cria a atmosfera do cotidiano da pensão, das ruas, da vizinhança, dos bairros de Porto Alegre. Já a referida trilogia tem como espaço o campo e o pequeno vilarejo de Santa Bárbara. d) Rodrigo, que encarna o mito do gaúcho, e Bento Amaral, seu rival, se enfrentaram, no primeiro volume da trilogia, em um duelo que teve como causa o amor de ambos por Bibiana, neta de Ana Terra. e) Ana Terra e Clarissa são personagens com pouca profundidade psicológica e maior caracterização realista; já o Capitão Rodrigo Cambará é uma personagem fundamentalmente psicológica.

docsity.com

08 Leia o fragmento de um poema extraído da obra Plural da Ausência, de João Cláudio Arendt.

[...] Onde a palavra implosão da cinza rumor de pedra e incêndios inúteis?

Onde a vida barco adernado geografia de sombras ponte suspensa exílio no mármore?

(ARENDT, João Cláudio. Plural da ausência. Caxias do Sul: Biblioteca Pública Municipal, 2009. p.85.)

Com base no poema e na obra, considere as afirmativas abaixo.

I Nos versos, o eu lírico define palavra por meio de metáforas, que sugerem um sentido de descontentamento diante da expressão poética.

II A metáfora barco adernado, na segunda estrofe, sugere que o sujeito lírico sente como se tivesse perdido o rumo de sua vida.

III Em síntese, a cinza implode; o incêndio é inútil; o exílio é no mármore. É plausível afirmar que, na obra Plural da ausência, um sentimento ácido corrói a vida e a palavra, o tempo e o homem.

Das afirmativas acima,

a) apenas I está correta. b) apenas II está correta. c) apenas I e III estão corretas. d) apenas II e III estão corretas. e) I, II e III estão corretas.

09 Sobre a obra A morada do ser, de Marina Colasanti, é correto afirmar que

a) o conto “Portaria” assinala a sensação de impossibilidade de ascensão social por parte de um dos moradores. b) o sentimento de espera está alinhavado no conto “Apto 205”, sugerindo a ideia de que o ser humano deixa seus sonhos

para depois. c) é possível perceber, junto com a narradora, uma grande dose de tédio, pessimismo e violência na vida de cada ser

humano. d) o sentido da palavra morar confunde-se, nos contos, com a ideia de morrer. e) a observação do pequeno mundo de cada personagem leva a pensar sobre como, no fundo, todas as personagens

apresentam as mesmas frustrações.

10 Leia o fragmento do romance Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão. Tentaram tudo para eliminar esse cheiro de morte e decomposição que nos agonia continuamente. Será que tentaram?

Nada conseguiram. Os caminhões, alegremente pintados em amarelo e verde, despejam mortos, noite e dia. Sabemos, porque tais coisas sempre se sabem. É assim.

(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não verás país nenhum. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, p.11.)

Em relação ao fragmento e à obra, é correto afirmar que

a) a expressão alegremente pintados em amarelo e verde revela a ironia que perpassa toda a obra. b) a narração em primeira pessoa permite que o leitor entre não apenas no inóspito país, mas também nos sentimentos da

personagem Adelaide. c) É assim denota o cansaço, o conformismo e a falta de perspectiva daqueles que despejam os mortos. d) é possível perceber, no fragmento, a confiança que a personagem principal tem em relação às ações daqueles que

comandam o país. e) as duas palavras com sentido de negação, no título da obra, são contraditórias em relação à temática da narrativa,

que está centrada na problemática existencial do narrador.

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome