Vestibular de Português - Universidade Federal do Rio Grande - 2007 - FURG, Notas de estudo de . Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
VictorCosta
VictorCosta13 de Março de 2013

Vestibular de Português - Universidade Federal do Rio Grande - 2007 - FURG, Notas de estudo de . Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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Vestibular de Português da Universidade Federal do Rio Grande do ano de 2007.
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(Microsoft Word - L\315NGUA PORTUGUESA-OBJ.doc)

FURG – COPERVE – PROCESSO SELETIVO 2007

CADERNO 1 – LÍNGUA PORTUGUESA 1

LÍNGUA PORTUGUESA Questões Objetivas

As questões 1 a 5 referem-se ao texto 1. ____________________________________________________________________________________________________________________

TEXTO 1: POR UM POUCO DE LIMITES Lya Luft. Revista Veja, 14 de junho de 2006 (adaptação).

_______________________________________________________________________________________________ 1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

Sempre que devo falar em educação procuro não parecer cética, mas me lembro do que dizia um velho e experiente professor: “Se numa turma de quarenta alunos faço um aprender a pensar, me dou por satisfeito”. Das coisas boas que me marcaram, uma foram os limites sensatos, outra, a autoridade bondosa. Nada a ver com autoritarismo, desrespeito ou controle abusivo. O colégio era severo, não cruel. Estudava-se muito. Muito de psicologia mal interpretada nos mostrou pelos anos 60 que não dá para traumatizar crianças e jovens: eles têm que aprender brincando. Esqueceu-se que a vida não é brincadeira e que o colégio – como a família – deveria nos preparar para ela. Um pouco de ordem na infância e na adolescência – em casa, na escola e na sociedade em geral – ajudaria a aliviar a perplexidade e angústia dos jovens. Respeito deveria ser algo natural e geral, começando em casa, onde freqüentemente as crianças comandam o espetáculo. O exemplo vem de cima, e nisso estamos mal. Corrupção e impunidade são o modelo que se nos oferece publicamente. Se os pais pudessem instaurar uma ordem em casa – amorosa, mas firme - dando aos filhos limites e sentido, respeitando o fato de estarem em formação, estariam sendo melhores do que agindo de forma servil ou eternamente condescendente. Aliás, em casa começaria o melhor currículo, a melhor ferramenta para a vida: respeitar, enxergar e questionar. Nem calar a boca, como antigamente, nem gritar, bagunçar ou ofender: dialogar, comunicar-se numa boa, com irmãos, pais e outros. Isso estimularia a melhor arma para enfrentar o tsunami de informações, das mais positivas às mais loucas, que enfrentamos todos os dias: discernimento. O resto, meus caros, pode vir depois: com todas as teorias, nomenclaturas, “modernidades” e instrumentação. É ornamento, é detalhe, pouco serve para quem não aprendeu a analisar, ler, concentrar-se, argumentar e ser um cidadão integrado e firme no caótico e admirável mundo nosso.

1) Assinale a alternativa que revela uma oposição ao enunciado “Sempre que devo falar em educação procuro não parecer cética...”. A) “O colégio era severo, não cruel.” (linha 6) B) “... me lembro do que dizia um velho e

experiente professor: ‘Se numa turma de quarenta alunos faço um aprender a pensar, me dou por satisfeito.’” (linhas 1 a 3)

C) “Respeito deveria ser algo natural e geral, começando em casa...” (linhas 11,12)

D) “Esqueceu-se que a vida não é brincadeira e que o colégio – como a família – deveria nos preparar para ela.” (linhas 8,9)

E) “Estudava-se muito.” (linha 6)

2) Assinale a alternativa em que as expressões grifadas apresentam a mesma função. I. em casa (linha 18) e numa boa (linha 20) II. dos jovens (linha 11) e de cima (linha 14) III. sensatos (linha 4) e bondosa (linha 5) IV. aos filhos (linha 16) e para ela (linha 9) V. de forma servil (linha 17) e de informações (linha 21) A) IV, V e I estão corretas. B) II, IV e III estão corretas. C) III, II e V estão corretas. D) I, III e IV estão corretas. E) V, I e II estão corretas.

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FURG – COPERVE – PROCESSO SELETIVO 2007

CADERNO 1 – LÍNGUA PORTUGUESA 2

3) Assinale a alternativa em que o emprego das formas sugeridas, em substituição às expressões grifadas nos enunciados do texto, não produz alteração na estrutura formal nem no sentido global do enunciado.

A) Substituição da expressão eles têm que aprender brincando (linha 8) por eles têm que aprender a brincar.

B) Substituição do vocábulo sempre (linha 1) por invariavelmente.

C) Substituição da expressão pudessem instaurar (linha 15) por tivessem tido a possibilidade de instaurar.

D) Substituição da expressão aprendeu a analisar (linha 25) por analisou.

E) Substituição do vocábulo freqüentemente (linha 12) por muitas vezes.

_________________________________________ 4) Assinale a opção adequada às idéias e aos aspectos gramaticais veiculados pelo texto. I. Na expressão um velho e experiente

professor (linha 2), o deslocamento dos termos com valor adjetivo para depois do substantivo não alteraria o sentido do enunciado.

II. As duas idéias apresentadas nos enunciados “O colégio era severo, não cruel.” (linha 6) e “... amorosa, mas firme.” (linhas 15,16) são ligadas por uma mesma relação de sentido.

III. Os vocábulos sublinhados nas expressões em casa (linha 12) e em formação (linha 16) pertencem à mesma classe gramatical, mas não produzem o mesmo efeito de sentido.

IV. Em “... deveria nos preparar para ela (linha 9).”, se substituíssemos o vocábulo grifado pelo vocábulo a, o sinal de crase deveria ser empregado.

V. As palavras ornamento e detalhe (linha 24) referem-se à expressão o resto (linha 23).

A) II, III e V estão corretas. B) I, II e III estão corretas. C) I, II e IV estão corretas. D) II, III e IV estão corretas. E) I, IV e V estão corretas.

5) Tomando como referência a norma padrão da língua, assinale a alternativa em que a reescritura do parágrafo não fere a estrutura lingüística – a norma padrão da língua – nem altera o sentido global do enunciado. O resto, meus caros, pode vir depois: com todas as teorias, nomenclaturas, “modernidades” e instrumentação. É ornamento, é detalhe, pouco serve para quem não aprendeu a analisar, ler, concentrar-se, argumentar e ser um cidadão integrado e firme no caótico e admirável mundo nosso. A) Meus caros, o resto pode vir depois: com todas

as teorias, nomenclaturas, “modernidades”, instrumentação. É ornamento é detalhe, e pouco serve, para quem não aprendeu a: analisar, ler, concentrar-se, argumentar, e ser um cidadão integrado e firme no nosso caótico e admirável mundo.

B) O resto, meus caros, pode vir depois com: todas as teorias, nomenclaturas, “modernidades”, e instrumentação. É ornamento, é detalhe, mas pouco serve para quem não aprendeu a analisar, ler, a concentrar-se, argumentar e ser um cidadão integrado e firme no caótico e admirável mundo nosso.

C) O resto pode vir depois, meus caros, com todas as teorias, nomenclaturas, “modernidades” e instrumentação. É ornamento, é detalhe e pouco serve para aquele que não aprendeu a analisar, ler, concentrar-se, argumentar ou ser um cidadão firme e integrado no nosso mundo caótico e admirável.

D) O resto, meus caros, pode vir, depois: com todas as teorias nomenclaturas, “modernidades”, e instrumentação. É ornamento, é detalhe, ou pouco serve para quem não aprendeu a analisar, ler, concentrar- se, argumentar e é um cidadão integrado e firme no caótico, e admirável mundo nosso.

E) O resto, pode vir depois, meus caros: com todas as teorias, nomenclaturas; “modernidades” e instrumentação. É ornamento, ou detalhe, mas não serve para quem não aprendeu a analisar, ler, concentrar- se, argumentar e ser um cidadão integrado e firme no caótico e admirável mundo nosso.

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FURG – COPERVE – PROCESSO SELETIVO 2007

CADERNO 1 – LÍNGUA PORTUGUESA 3

As questões 6 a 10 referem-se ao texto 2. ____________________________________________________________________________________

TEXTO 2: NO ANO PASSADO...

Mario Quintana: Porta Giratória. São Paulo, Ed Globo, 3ª edição, 1997.____________________________________________________________________________________

1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem... .Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado, deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte: "Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados". Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos... Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado. Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

6) Assinale a alternativa que revela uma leitura possível e coerente com as idéias apresentadas neste texto. A) O teor do despacho da Associeted Press é

revolucionário, induz as pessoas à desordem. B) A expressão uma simples metáfora

(linha 13) revela o desdém do enunciador em relação ao desejo de recomeçar que as pessoas demonstram a cada ano novo.

C) A expressão levar muito longe (linha 13) produz o efeito de sentido de dar muito trabalho.

D) O narrador, movido pelo conteúdo do despacho da Associeted Press, começou o ano novo com uma sensação de alívio e renovação.

E) O narrador, diante do conteúdo do despacho da Associeted Press, sentiu-se desanimado e com vontade de suicidar-se.

7) Assinale a alternativa correta, a partir das relações estabelecidas no texto. I. na outra margem (linha 2) refere-se a tudo

(linha 2). II. as panelas velhas (linha 9) refere-se a

atirará (linha 9). III. apenas (linha 12) refere-se a no bolso

(linha 12). IV. no ano passado (linha 5) refere-se a

deparei (linha 6). V. que (linha 15) refere-se a polícia (linha 15). A) I, II e IV estão corretas. B) II, IV e V estão corretas. C) I, II e III estão corretas. D) I, III e IV estão corretas. E) III, IV e V estão corretas.

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FURG – COPERVE – PROCESSO SELETIVO 2007

CADERNO 1 – LÍNGUA PORTUGUESA 4

8) Assinale a alternativa em que as expressões grifadas desempenham o mesmo papel sintático. A) de alívio (linha 4) , da Europa (linha 7) e

pela janela (linha 11). B) leve (linha 3) , concretas (linha 15) e livre

(linha 3). C) um rio (linha 2) , um parágrafo (linha 8) e

tudo (linha 2). D) a alma (linha 3) , metáforas (linha 14) e um

recorte (linha 12). E) nossa (linha 20) , já (linha 1) e eu (linha 5). _________________________________________ 9) Assinale a alternativa em que as substituições sugeridas não causariam mudanças na estrutura, não trariam prejuízos à forma, nem produziriam alteração no sentido do enunciado. A) Substituição do vocábulo que (linha 18) por

pois. B) Substituição do vocábulo pois (linha 17) por

contudo. C) Substituição do vocábulo como (linha 4) por

porque. D) Substituição do vocábulo para, em

“...metáforas são para aproveitar...” (linha 15), por a fim de.

E) Substituição do vocábulo embora (linha 3) por apesar.

10) Assinale a alternativa correta, tomando como ponto de partida as referências e os sentidos produzidos no texto. I. Em “Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da

passagem...” (linha 18), a supressão do ponto final, depois do vocábulo não, ocasionaria mudança no sentido do enunciado; mas a colocação de uma vírgula depois da palavra ressuscitei não acarretaria prejuízo nem da estrutura nem do sentido desse enunciado.

II. A palavra metaforicamente (linha 17), se suprimida, poderia ser recuperada pelo contexto.

III. Se substituíssemos a palavra ímpeto (linha 11), em “O meu ímpeto, modesto

mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela...”, pela palavra vontade, três outros vocábulos deveriam ser flexionados em gênero.

IV. O vocábulo quando (linha 8) poderia ser substituído por ao, sem prejuízo da estrutura ou do sentido do enunciado.

V. A forma verbal se comemoraria (linha 7), em “...como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo...”, poderia ser substituída por seria comemorado, sem nenhuma restrição quanto à norma padrão da língua.

A) I, III e V estão corretas. B) II, III e V estão corretas. C) I, III e IV estão corretas. D) II, IV e V estão corretas. E) I, II e IV estão corretas.

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