project avac MORADIA PORTO, Grafiken und Mindmaps von Erneuerbare Energien

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Art: Grafiken und Mindmaps

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P936 – MORADIA CASA ALEGRE
FOZ DO DOURO, PORTO
PROJETO DE EXECUÇÃO
INSTALAÇÕES MECÂNICAS DE AVAC
Setembro 2016
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P936 – MORADIA CASA ALEGRE

FOZ DO DOURO, PORTO

PROJETO DE EXECUÇÃO

INSTALAÇÕES MECÂNICAS DE AVAC

Setembro 2016

ÍNDICE

P936 Casa Alegre Memória Descritiva

Projeto Execução - AVAC 9 / 119

Memória Descritiva

1 Introdução

Neste texto pretende-se justificar e caracterizar as soluções propostas para os sistemas de ventilação, aquecimento, climatização e produção de Águas quentes sanitárias, relativo à moradia, a localizar na Rua Alegre nº44, Foz do Douro, União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, e cujo Licenciamento foi requerido por Helmut Olaf Kempin, com morada na Rua Sá Albergaria Nº 205-A, 4150-646, Porto, e número de identificação fiscal (NIF) 277953910.

Esta moradia divide-se em duas frações autónomas.

2 Objetivo

O objetivo do presente projeto é o de justificar que estão garantidas as necessidades de ventilação e aquecimento específicas de cada espaço, nomeadamente:

  • assegurar os níveis de conforto térmico em aquecimento ambiente para a generalidade dos espaços, por intermédio de radiadores a água;
  • assegurar os níveis de conforto térmico em aquecimento ambiente para a generalidade das instalações sanitárias, por intermédio de Toalheiros a água;
  • assegurar o caudal de ar de extração, requerido por razões higiénicas, para as instalações sanitárias, cozinhas e arrumos;
  • assegurar a produção de Água Quente Sanitárias (AQS);
  • cozinha: para além da ventilação higiénica normal é necessário, também, garantir a evacuação de vapores e eliminação de odores provenientes da confeção de alimentos, pelo que, está prevista a instalação de um exaustor mecânico com ventilador incorporado cujo funcionamento será pontual, e não permanente, sendo a compensação do ar extraído conseguida pelo processo natural de infiltração através dos vãos envidraçados;

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3.2 PRODUÇÃO DE ÁGUA QUENTE SANITÁRIA

A produção de AQS é garantida pela conjugação do sistema solar com a caldeira a gás natural (prevista para aquecimento ambiente).

Genericamente, o sistema proposto para produção de AQS é, assim, constituído pelos seguintes elementos:

  • sistema base composto por dois painéis solares;
  • sistema de apoio, por armazenamento, através da caldeira mural a gás natural (afeta também ao aquecimento ambiente). Quando necessário, isto é, sempre que o contributo solar não seja suficiente para colocar a água do depósito à temperatura pretendida (60ºC), a caldeira fará o complemento à temperatura de consumo desejada. Todo este processo tem por base a alimentação da água da rede ao nível do depósito DAQS, localizado na lavandaria.

A tubagem referente ao circuito solar é do tipo a 2 tubos e é realizada em tubo de cobre termicamente isolado e revestido. A tubagem será revestida a chapa de alumínio quando à vista no exterior e será protegida a tubo de PVC corrugado quando circule em vala (enterrada).

A partir da caldeira é iniciada a rede de distribuição de água quente sanitária (pertencente ao projeto de Instalações Hidráulicas) da habitação.

3.3 SISTEMA DE VENTILAÇÃO NORMAL

A ventilação é assegurada tendo em atenção o tipo funcional e temporal dos espaços em questão.

De um modo geral a ventilação dos diversos espaços é garantida através da admissão de ar diretamente do exterior pelo processo natural de infiltração por intermédio de grelhas de admissão devidamente integradas na fachada ou na caixilharia dos vãos envidraçados.

A ventilação da cozinha é garantida através da instalação de um exaustor doméstico, com ventilador incorporado, a localizar sobre o fogão, de modo a eliminar gases e maus cheiros. O exaustor é interligado ao exterior através de uma conduta que se desenvolve até à fachada. A compensação do ar extraído é conseguida pela admissão natural de ar por infiltração. Este exaustor não integra o presente projeto, mas integra o projeto de arquitetura, fazendo parte deste projeto apenas a conduta de interligação do mesmo ao exterior.

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O acionamento do ventilador associado ao exaustor é manual mediante uma botoneira incorporada no próprio exaustor.

3.4 EXAUSTÃO DOS PRODUTOS DE COMBUSTÃO DA HABITAÇÃO

A montagem dos aparelhos de queima de gás combustível, termoacumulador e fogão, deverá ser feita segundo a norma NP - 1037, em ambiente com boa ventilação, de modo a garantir uma boa renovação do ar.

3.4.1 Fogão a gás

Na cozinha, as entradas de ar são realizadas por intermédio de aberturas protegidas por grelhas, cuja soma das áreas será maior ou igual ao valor exigido pela norma acima mencionada, designadamente, 120 cm^2. Aquela abertura está colocada numa parede exterior, de cada fração, a uma altura máxima de 1.0 m.

A exaustão dos aparelhos do tipo A:

  • fogão: aparelho em que os gases de combustão neles produzidos descarregam diretamente para a atmosfera envolvente.

Pelo que, o compartimento em que o aparelho está instalado é provido de um sistema de ventilação apropriado, exaustor mecânico, conforme descrito no ponto anterior.

3.4.2 Caldeira a gás

A exaustão dos aparelhos do tipo B:

  • caldeira de combustão: aparelho em que os gases de combustão neles produzidos descarregam diretamente para o exterior por intermédio de conduta específica. No entanto as entradas de ar são realizadas por intermédio de aberturas protegidas por grelhas, cuja soma das áreas será maior ou igual ao valor exigido pela norma acima mencionada.

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Resumidamente o controlo baseia-se em:

  • O funcionamento da caldeira será controlado e garantido mediante microprocessador interno devidamente incorporado na unidade. A bomba circuladora integrada na caldeira, bomba circuladora associada ao circuito de aquecimento ambiente, integrada no circuito primário, e a válvula de três vias (com prioridade ao apoio ao AQS) serão comandadas pelo microprocessador da caldeira, com possibilidade de controlo horário, com programação a definir em função do tipo de utilização.
  • o controlo da temperatura interior dos espaços cujo aquecimento é garantido mediante painéis radiadores de parede, é garantido ao nível de cada painel, através de válvulas termostáticas a instalar com os mesmos aparelhos, permitindo uma regulação local. A alimentação elétrica aos equipamentos de comando e controlo deste sistema dependerá do quadro elétrico local previsto. Por outro lado, o instalador das instalações mecânicas deverá fornecer, atempadamente, todas as características dos equipamentos instalados ao instalador das instalações elétricas.

3.5.2 Produção de Água Quente Sanitária

O controlo do apoio à produção de água quente sanitária até à temperatura final será realizado também pelo microprocessador associado à caldeira mediante a informação recebida do respetivo sensor de temperatura inserido no depósito DAQS, devidamente interligado com o sistema solar.

Por sua vez, o sistema solar apresenta uma central de comando, devidamente prevista para o efeito, que garantirá o funcionamento de todo o sistema solar e a conjugação/interação com o sistema de apoio da caldeira.

O armazenamento de AQS, ao nível do depósito DAQS será efetuado a 60ºC, e o controlo de produção de água quente sanitária tem prioridade sobre o controlo aquecimento ambiente.

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3.5.3 Sistema de ventilação

O acionamento dos diversos ventiladores de extração serão de modo garantir uma das seguintes funções (automático; off):

  • controlo automático – horário;
  • controlo manual – off;

O acionamento do ventilador associado ao exaustor da cozinha será manual mediante uma botoneira incorporada no próprio exaustor.

3.6 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A alimentação e proteção elétrica dos equipamentos previstos nesta empreitada dependerá dos quadros elétricos locais previstos pelas Instalações Elétricas. Cabe ao empreiteiro das instalações elétricas deixar o cabo de alimentação junto de cada equipamento, cabendo ao empreiteiro das mecânicas efetuar a interligação finais dos mesmos.

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Projeto Execução - AVAC 18 / 119

Quadro 1 - Dados climáticos Inverno Verão Zonamento climático I1 V Graus Dia (GD) 1140 - Duração da Estação (meses) 6.1 - Temperaturas média (ºC) * 10.4 20. Temperaturas exteriores de projecto (ºC) * 1.3 29. Temperatura de bolbo húmido (ºC) - 19. Amplitude térmica diária - 10.

  • Inverno – para uma probabilidade acumulada de ocorrência de 2.5% Verão – para uma probabilidade acumulada de ocorrência de 97.5%

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4.4 CONDIÇÕES AMBIENTE INTERIORES

Para o cálculo das necessidades energéticas tomam-se como base valores convencionais de temperatura do ar interior capazes de satisfazer as exigências de conforto térmico ambiente requeridas para o tipo de atividade prevista.

Não se prevê um controlo efetivo da humidade do ar interior, mas apenas o resultante do tratamento térmico a que o ar é sujeito, tratamento esse, que é suficiente para garantir valores de humidade relativa do ar dentro de valores aceitáveis de conforto térmico. Espaços em geral:

  • aquecimento ......................................................................22 ºC;
  • humidade relativa ................................... não controlada (30 % a 70 %).

4.5 PARÂMETROS DE CARACTERIZAÇÃO TÉRMICA

Os parâmetros de qualidade térmica da envolvente dos edifícios a caracterizar são:

  • Coeficientes de transmissão térmica através da envolvente opaca (U [W/m^2 /ºC]); o UI [W/m²ºC], condições de Inverno; o UV [W/m²ºC], condições de Verão;
  • Fatores solares dos envidraçados (g⊥);

4.5.1 Coeficientes de transmissão térmica de elementos de envolvente

Os coeficientes de transmissão térmica dos elementos de envolvente do edifício, exteriores e interiores, são calculados com base nos materiais construtivos que os constituem (de acordo com o projeto de arquitetura, o qual, integra também os respetivos elementos estruturais) e nos respetivos valores de condutibilidade térmica, tendo sido, para o efeito, considerados os valores estabelecidos na publicação do LNEC: Coeficientes de Transmissão Térmica de Elementos da Envolvente dos Edifícios – versão atualizada 2006 (ITE 50).