2 gÊneros textuais ou tipos textuais, Dissertações de Mestrado de Artes. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)
Ricardo.Lucas
Ricardo.Lucas10 de setembro de 2016

2 gÊneros textuais ou tipos textuais, Dissertações de Mestrado de Artes. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

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AULA_02_2010

LEITURA, COMPREENSÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO:

GÊNEROS TEXTUAIS OU TIPOS TEXTUAIS? Muito se tem falado sobre a diferença entre "tipos textuais" e "gêneros textuais". Alguns teóricos denominam dissertação, narração e descrição como "modos de organização textual", diferenciando-os das nomenclaturas específicas que são consideradas "gêneros textuais".

A fim de simplificar o entendimento de diversos estudos em torno desse assunto, foi criado o quadro abaixo, pautando-se no estudo de Luiz Antônio Marcushi.

Tipos textuais Designam uma sequência definida pela natureza linguística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas. Narração Descrição Argumentação Exposição Injunção

Gêneros textuais

ß São os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal.

ß ExposiçãoCarta pessoal, comercial, bilhete Diário pessoal, agenda, anotações Romance Resenha Blog E-mail Bate-papo (Chat) Orkut Vídeo-conferência Fórum Aula expositiva, virtual Reunião de condomínio, debate Entrevista Lista de compras Piada Sermão Cardápio Horóscopo Instruções de uso Inquérito policial Telefonema etc.

DESCRIÇÃO Descrever é representar verbalmente um objeto, uma pessoal, um lugar, mediante a indicação de aspectos característicos, de pormenores individualizantes. Requer observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se o uso de palavras específicas, exatas.

ß Por fim, vejamos a seguir os dois tipos de descrição existentes:

Descrição objetiva: acontece quando o que é descrito apresenta-se de forma direta, simples, concreta, como realmente é:

a) O objeto tem 3 metros de diâmetro, é cinza claro, pesa 1 tonelada e será utilizado na fabricação de fraldas descartáveis.

b) Ana tem 1,80, pele branca, olhos castanhos claros, cabelos castanhos escuros e lisos e pesa 65 kg. É modelo desde os 15 anos.

Descrição subjetiva: ocorre quando há emoção por parte de quem descreve:

a) Era doce, calma e respeitava muito aos pais. Porém, comigo, não tinha pudores: era arisca e maliciosa, mas isso não me incomodava.

Portanto, na descrição subjetiva há interferência emocional por parte do interlocutor a respeito do que observa, analisa.

ß Por Sabrina Vilarinho - Graduada em Letras - Equipe Brasil Escola

ß “Da janela de seu quarto podia ver o mar. Estava calmo e, por isso, parecia até mais azul. A maresia inundava seu cantinho de descanso e arrepiava seu corpo...estava muito frio, ela sentia, mas não queria fechar a entrada daquela sensação boa. Ao norte, a ilha que mais gostava de ir, era só um pedacinho de terra iluminado pelos últimos raios solares do final daquela tarde; estava longe...longe! Não sabia como agradecer a Deus, morava em um paraíso!” ß

NARRAÇÃO é um relato organizado de acontecimentos reais ou imaginários. São seus elementos constitutivos: personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito.

DOMINGO NO PARQUE DE GILBERTO GIL

ß Exposição: identificação das personagens

ß O rei da brincadeira – ê José O rei da confusão – ê João Um trabalhava na feira – ê José Outro na construção – ê João

ß Desenvolvimento: encadeamento de ações ß A semana passada, no fim da semana,

João resolveu não brigar. No domingo de tarde saiu apressado E não foi pra ribeira jogar Capoeira pra lá, pra ribeira, Foi namorar. O José como sempre, no fim da semana Guardou a barraca e sumiu. Foi fazer, no domingo, um passeio no parque, Lá perto da boca do rio. Foi no parque que ele avistou Juliana, Foi que ele viu Juliana na roda com João, Uma rosa e um sorvete na mão. Juliana, seu sonho, uma ilusão, Juliana e o amigo João.

ß Complicação: ponto de tensão ß O espinho da rosa feriu Zé

E o sorvete gelou seu coração. O sorvete e a rosa – ê José A rosa e o sorvete – ê José Oi dançando no peito – ê José Do José brincalhão – ê José O sorvete e a rosa – ê José A rosa e o sorvete – ê José Oi girando na mente – ê José Do José brincalhão – ê José

ß Juliana girando – oi girando Oi a roda gigante – oi girando Oi na roda gigante – oi girando O amigo João – oi João O sorvete é morango – é vermelho Oi girando e a rosa – é vermelha Oi girando, girando – é vermelha

ß Clímax: ponto de maior tensão

ß Oi girando, girando – olha a faca Olha o sangue na mão – ê José Juliana no chão – ê José Outro caído – ê José Seu amigo João – ê José

ß Desfecho

ß Amanhã não tem feira – ê José Não tem mais construção – ê João Não tem mais brincadeira – ê José Não tem confusão – ê João.

DISSERTAÇÃO Dissertar é apresentar ideias, analisá- las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho.

Tipos dissertação ß Na dissertação expositiva, o autor apresenta uma ideia, uma

doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto. Geralmente faz a amplificação da ideia central, demonstrando sua natureza, antecedentes, causas próximas ou remotas, consequências ou exemplos.

ß Na dissertação argumentativa, o autor quer provar a veracidade ou falsidade de ideias; pretende convencer o leitor ou ouvinte, dirige-se à sua inteligência através de argumentos, de provas evidentes, de testemunhas.

ß Se a dissertação é objetiva, o tratamento dado ao texto é impessoal, com argumentação lógica partindo de elementos gerais e indo para os particulares.

ß Na dissertação subjetiva, o autor dirige-se não só à inteligência, mas também, de modo pessoal, aos sentimentos de quem ele pretende convencer. Além da emoção, às vezes há ironia, sarcasmo, ridículo.

INJUNÇÃO Indica como realizar uma ação; aconselha. É também utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo. Há também o uso do futuro do presente.

Tipos de textos injuntivos:

1) Injuntivo-instrucional: quando a orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho.

Exemplos: a) o texto que predomina num livro de autoajuda; b) o manual de instruções de um eletroeletrônico; c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa – sobre metas, funções etc.; d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó...

2) Injuntivo-prescritivo: a orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sine qua non. Exemplos: a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável; b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal; c) a norma culta da Língua Portuguesa; d) manuais de guerrilha; d) as cláusulas de um contrato; e) o edital de um concurso público...

ß Texto para a questão 4 [cesupa-2010] ß “... Sem o desenvolvimento do método

científico, não teríamos os avanços tecnológicos que tanto beneficiam a humanidade. O método tornou-se uma espécie de roteiro seguro para pensar sobre todos os assuntos, não apenas para fazer pesquisas. Quem aprendeu a pensar como cientista e a usar o método científico tem um raciocínio mais enxuto e rigoroso. As perguntas são mais bem formuladas e já facilitam a busca sistemática das respostas. Não importa o assunto.”

(Cláudio de Moura Castro, Veja, 28/10/09-trecho)

04) A leitura do texto revela que ele é construído com predominância de elementos

A) Narrativos e descritivos B) Dissertativos C) Narrativos D) Descritivos

Cosmo visão 1 – Leitura =

Compartilhamento

ß Canção Do Novo Mundo ß (Beto Guedes / Ronaldo Bastos) Quem sonhou Só vale se já sonhou demais Vertente de muitas gerações Gravado em nosso corações Um nome se escreve fundo As canções em nossa memória Vão ficar Profundas raízes vão crescer A luz das pessoas Me faz crer E eu sinto que vamos juntos Oh! Nem o tempo amigo Nem a força bruta Pode um sonho apagar

Quem perdeu o trem da história por querer Saiu do juízo sem saber Foi mais um covarde a se esconder Diante de um novo mundo Quem souber dizer a exata explicação Me diz como pode acontecer Um simples canalha mata um rei Em menos de um segundo Oh! Minha estrela amiga Porque você não fez a bala parar Oh! Nem o tempo amigo Nem a força bruta Pode um sonho apagar Quem perdeu o trem da história por querer Saiu do juízo sem saber Foi mais um covarde a se esconder Diante de um novo mundo

ß Amarildo – A Gazeta – Espírito Santos =08/01/2010 – Charge On line

ß Humberto Jorn. do Commercio (PE) ( 05/01/2010)

ß Diário da tarde 03/02/2007

ß Humberto (08:00) Jorn. do Commercio (PE) Charge on line.

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