6 Sub Filo Crustacea, Notas de estudo de Ciências Biologicas
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6_SubFilo Crustacea

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE – UNESC

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – ZOOLOGIA III

Subfilo Crustacea

P R O FA . M A I N A R A C A S C A E S

Introdução

• Mandibulados aquáticos.

Características gerais

• Atributos únicos dos crustáceos: – Presença de 2 pares de antenas. – Apêndices birremes.

• 3 Tagmas: cabeça, tórax e abdômen. – Entre as classes há diferentes níveis de fusão –

cefalotórax.

– 16 a 20 somitos.

Características gerais

• Classe Malacostraca – padrão corpóreo geral para o subfilo.

– Cabeça – 5 segmentos fundidos. – Tórax – 8 segmentos. – Abdômen – 6 segmentos. – Na região anterior: rostro. – Na região posterior: télson e urópodes.

Características gerais

Morfologia externa

• Cutícula espessa = quitina, proteína e calcário. – A cutícula forma uma carapaça que cobre o

cefalotórax.

– Na região do abdômen, cada somito é coberto por placas separadas.

Apêndices

• Um par de apêndices articulados em cada somito.

• Todos os apêndices são birremes. – Homologia seriada = 17 tipos de apêndices.Brânquia

Coxopodito

Basipodito

Endopodito

Exopodito

Protopodito

Apêndices

Protopodito = rosa / Endopodito = roxo / Exopodito = amarelo

Apêndices

Antenas Antênulas Pedúnculo ocular

Apêndices do tórax = pereópodes = “caminhar”

Apêndices do abdômen = pleópodes = “nadar”

Apêndices

Mandíbulas

Maxila

Maxilípedes

Sistema muscular

• Músculos estriados, dispostos em feixes antagônicos: flexores e extensores.

– Os crustáceos tem musculatura forte que é responsável pela locomoção.

Morfologia externa

Locomoção

• Natação e caminhamento. – Natação.

• Remada de apêndices. • 2 fases:

– Força ou propulsão = os apêndices são forçados para trás. – Recuperação = os apêndices são levados para frente.

• Batimento de ondas metacronais. • Em alguns crustáceos o epipodito tem uma estrutura

larga e filamentosa = filopódios.

Caminhamento. • Ação dos feixes musculares flexores e extensores.

Alimentação

• Suspensivoria. – Ação dos apêndices torácicos formam correntes

para trazer alimentos em suspensão.

– As partículas de depositam nas cerdas dos enditos, são levadas ao sulco oral e conduzidas ao sistema digestivo.

Alimentação

• Suspensivoria. – As tatuíras e as cracas filtram passivamente o

alimento durante o refluxo das ondas.

Alimentação

• Predadores ativos. – Manipulação direta do alimentos pelas peças

bucais, especialmente nos quelados.

– Dilaceração, maceração ou corte.

– O estômago destes organismos predadores é dividido em duas câmaras: estômago pilórico e estômago cardíaco.

Alimentação

• Predadores ativos. Moinho gástrico

Alimentação

• Parasitas – Ecto ou endoparasitas.

Sistema digestivo

• Inclui as 3 porções básicas para artrópodes. – As porção anterior e posterior são revestidas de

cutícula e sofrem o processo de muda.

Sistema circulatório

• Aberto, com coração dorsal. – O sangue deixa o coração pelas veias, circula pela

hemocele e retorna pelos óstios.

Trocas gasosas

• Em crustáceos pequenos as trocas ocorrem nas áreas mais finas da cutícula.

• Em crustáceos de grande porte = brânquias. – Uma região da segunda maxila bombeia água para

o interior da câmara branqueal.

Excreção

• Órgão específico, um par de glândulas antenais ou maxilares.

– As glândulas antenais também são chamadas de glândulas verdes.

Os crustáceos não possuem Túbulos de Malpighi.

Excreção

Bexiga

Labirinto

Bexiga

Labirinto

Túbulo renal

Saco terminal

Excreção

• A bexiga se abre em um poro na base da antena. • A pressão para a filtração é dada pela pressão

hidrostática da homocele.

• Pela passagem no túbulo renal, ocorre o processo de reabsorção, e a excreção é de resíduos nitrogenados.

• Em organismos de água doce, as glândulas antenais também atuam na osmorregulação, liberando um urina super diluída.

Sistema nervoso

• Um gânglio supra-esofágico = cérebro. – Nervação para os olhos e antenas.

• Cordão nervoso ventral duplo, com um par de gânglios em cada somito, onde parte nervos para os apêndices.

Sistema nervoso

Órgão sensoriais

Olhos compostos = omatídeos (unidades fotorreceptoras).

– Cada omatídeo comporta-se como um pequeno olho. – Em cada omatídeo há uma córnea transparente , dividida

em pequenos hexágonos chamados de facetas.

– A imagem percebida por um artrópode é uma combinação da informação recebida pelos vários omatídeos que compõem o olho. Cada omatídos está orientado de tal maneira a que receba luz de um ponto diferente que o omatídio vizinho.

Órgão sensoriais

Olhos compostos.

Órgão sensoriais

Olhos compostos.

Raios luminosos

Córnea (faceta)

Células fotorreceptoras

Nervos

Omatídio

Órgão sensoriais

Estatocistos. – Uma bolsa formada por grão de areia revestida de

quitina, encontrada na base da primeira antena.

– Mudanças de posição são percebidas pelos estatocistos e permitem que o cérebro ajuste a posição do corpo.

– A cada ecdise a bolsa é perdida, e novos grão são incorporados.

Órgão sensoriais

Cerdas táteis. – Projeções da cutícula, abundantes nas quelas,

peças bucais e télson.

Reprodução

• Dióicos com especializações para cópula. • Desenvolvimento direto e indireto.

Desenvolvimento indireto = metamorfose. – Ovo – larva – adulto. – Primeiro larva = náuplio = 3 pares de apêndices

natatórios.

– Segunda larva = protozoéia = adicionam-se somitos .

Reprodução

Desenvolvimento indireto.

Ecdise

Processo de ecdise.

Intermuda Protocutícula antiga se separa da epiderme

Fluidos dissolvem a cutícula antiga Cutícula antiga é descartada

Ecdise

Processo de ecdise. – A muda é controlada pela inibição da produção da

ecdisona.

– A ecdisona é secretada pela glândula órgão Y, localizada na base das antenas.

– A atividade deste órgão é controlada pela ação do hormônio MIH (hormônio inibidor de muda), produzido pelo órgão X, localizado no pedúnculo ocular.

– Níveis altos de MIH no sangue, impedem a produção de ecdisona e consequentemente a muda.

Ecdise

Ausência do estímulo externo

Células do órgão X produzam MIH

MIH é armazenado na

Estímulo externo e ou interno apropriado

Sistema nervoso central

Inibição da produção de

Níveis de MIH caem no sangue

glândula do seio, e o hormônio liberado no

sangue.

MIH inibe a produção de ecdisona pelo

órgão Y

Não há muda

MIH pelo órgão X

Órgão Y produz ecdisona

Ocorre a muda

Filo Arthropoda Subfilo Crustacea

Classe Remipedia

Classe Cephalocarida

Classe Branchiopoda

Classe Maxillopoda

Classe Malacostraca

Classe Remipedia

• 10 espécies descritas recentementes. • Animais com características primitivas. • Habitat = cavernas conectadas ao mar.

Classe Remipedia

• 25 a 38 segmentos, dotados de apêndices natatório, birremes.

Classe Cephalocarida

• 9 espécies conhecidas, com características primitivas.

• Ocorrem ao longo da costa norte-americana, Caribe e costa japonesa.

• 2-3 mm, encontram-se nos sedimentos da zona entre-marés até 300 m de profundidade. Não possuem olhos, car paças

ou apêndices abdominais.

 Hermafroditas verdadeiros, eliminam óvulos e sptz por um mesmo duto.

Classe Cephalocarida

Classe Branchiopoda

• Também apresenta carateres primitivos. • 4 ordens são reconhecidas dentro da classe:

– Anostraca – artêmias, sem carapaça. – Notostraca – carapaça em forma de concha dorsal. – Conchostraca – carapaça bivalve. – Cladocera – pulgas-d’água, carapaça que só não

recobre a cabeça.

Classe Branchiopoda

Anostraca

Notostraca

Conchostraca

Cladocera

Classe Branchiopoda

• Primeira antena e segunda maxila reduzidas. • Apêndices filopódios, que são os principais

órgãos respiratórios.

– Suspensívoros, utilização os filopódios para alimentação.

– Também podem servir como apêndices locomotores.

• Dulcícolas.

Classe Branchiopoda

• Cladocera é a ordem mais representativa, especialmente pelo gênero Daphnia.

Classe Branchiopoda

• Os cladóceros possuem um processo reprodutivo que lembra a dos rotíferos.

– Durante o verão, as fêmeas reproduzem-se por partenogênese.

– Em condições desfavoráveis ocorre reprodução sexuada, onde os ovos tem grande capacidade de sobrevivência.

Ovos

Filo Arthropoda

Subfilo Crustacea

Classe Maxillopoda

Subclasse Ostracoda

Subclasse Mystacocarida

Subclasse Copepoda

Subclasse Tantulocarida

Subclasse Branchiura

Subclasse Cirripedia

Classe Maxillopoda

• Grupo monofilético. • 5 somitos cefálicos, 6 toráxicos e 4 abdominais

terminados em um télson.

• Não há presença de apêndices abdominais. • Olho naúplio – olho típico da fase larval que

(pode) persiste nos adultos.

Classe Maxillopoda: Subclasse Ostracoda

• Semelhantes aos Branchiopodas com conchas. – Presença de carapaça bivalve. – 0,25 a 8 mm.

• Alimentação e locomoção = apêndices cefálicos.

• Marinhos e dulcícolas = vivem no fundo ao sobre plantas.

• Desenvolvimento = metaforfose.

Classe Maxillopoda: Subclasse Mystacocarida

• 10 espécies descritas. – -0,5 mm de comprimento. – Marinhos, vivem entre os grãos de areia.

Classe Maxillopoda: Subclasse Copepoda

• Ausência de carapaça. • Presença de olho naupliar. • Organismos marinhos de vida livre ou

simbiontes.

Classe Maxillopoda: Subclasse Copepoda

• 4 pares de apêndices locomotores (o quinto par está reduzido).

• 1 par de maxilípides.

Classe Maxillopoda: Subclasse Copepoda

• Desenvolvimento indireto.

Sacos ovígeros em fêmeas de Copepoda

Classe Maxillopoda: Subclasse Copepoda

• Papel ecológico muito importante: primeiro nível trófico de consumidores em comunidades aquáticas.

Calanus é uma dos gêneros mais abundantes. – Biomassa.

• Alguns copépodes são HI de platelmintos e nematóides de seres humanos.

Classe Maxillopoda: Subclasse Tantulocarida

• 12 espécies descritas. • Ectoparasitas de outros crustáceos. • Similares aos copépodes. • A larva penetra na cutícula de seus hospedeiros

pela boca.

– O abdômen e as pernas torácicas são perdidas quando adultos.

Classe Maxillopoda: Subclasse Tantulocarida

• Ciclo de vida: partenogênese e/ou reprodução sexuada.

• Ausência de apêndices cefálicos.

Classe Maxillopoda: Subclasse Branchiura

• Grupo pequeno. • Ausência de brânquias. • Parasita de peixes marinhos e de água doce.

Classe Maxillopoda: Subclasse Branchiura

• Carapaça larga, em forma de escudo. • Olhos compostos. • 4 pares de apêndices torácicos natatórios. • Abdômen pequeno e não segmentado.

Classe Maxillopoda: Subclasse Branchiura

• Segunda maxila tornou-se uma ventosa. • Desenvolvimento semi-direto jovens são

semelhantes aos adultos, exceto pelo grau de desenvolvimento dos apêndices.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Duas grandes ordens: – Thoracica – cracas. – Rhizocephala – parasitas de siris e caranguejos.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Thoracica – cracas. – Organismos sésseis, que podem estar aderidas ao

substrato, ou por um pedúnculo.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Thoracica – cracas. – Formado corpo: carapaça, e uma concha de placas

calcárias.

– Cabeça reduzida. – Apêndices torácicos são cirros. – Os cirros servem como estrutura de alimentação =

filtração.

• São expostos pela abertura entre as placas calcárias.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Thoracica – cracas. – Cirros.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Thoracica – cracas. – Hermafroditas com fecundação cruzada. – Após a eclosão nasce uma larva dotada de carapaça

bivalve, elas se fixam ao substrato pelas primeiras antenas.

– Secreção de placas calcárias, perda dos olhos, transformação dos apêndices em cirros.

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Thoracica – cracas. – “Nada mais do que um animal parecido com um

camarão, que se mantém de pé sobre a própria cabeça, dentro de uma casa calcária, e que joga alimento para dentro da boca com as patas”.

Zoólogo Louis Agassiz

Classe Maxillopoda: Subclasse Cirripedia

• Ordem Rhizocephala – Sacculina.

Vídeo 28

Filo

Ordem Isopoda

Ordem Amphipoda

Arthropoda Subfilo

Crustacea Classe

Malacostraca Ordem

Euphausiacea

Ordem Decapoda

Classe Malacostraca

Classe Malacostraca: Ordem Isopoda

• Crustáceos terrestres. • Tatuzinhos-de-quintal (Armadilidium vulgaris)

Classe Malacostraca: Ordem Isopoda

• Achatados dorsoventralmente. • Carapaça ausente. • Maxílipedes são o primeiro par de apêndices

torácicos.

• Presença de brânquias nos apêndices abdominais.

– Entretanto a respiração é pode estar relacionadas a pseudotraquéias, ou a cutícula vascularizada.

Classe Malacostraca: Ordem Isopoda

Classe Malacostraca: Ordem Isopoda

Caecidotea - dulcícola

Ligia - marinha

Classe Malacostraca: Ordem Isopoda

Algumas espécies são parasitas

de peixes.

Classe Malacostraca: Ordem Amphipoda

• Semelhantes aos Isopoda: – Ausência de carapaça. – 1 par de maxilípedes.

• Diferenças: – Corpo comprido lateralmente. – Brânquias articuladas com o tórax.

Classe Malacostraca: Ordem Amphipoda

• Os organismos incluem formas marinhas, dulcícolas, e poucas parasitas.

• Desenvolvimento direto.

Classe Malacostraca: Ordem Amphipoda

• Família Cyamidae – simbiontes obrigatórios das calosidades de cetáceos.

Cyamus ovalis

Classe Malacostraca: Ordem Amphipoda

• Família Cyamidae – simbiontes obrigatórios das calosidades de cetáceos.

Classe Malacostraca: Ordem Euphausiacea

• 90 espécies. • Grupo muito importante como base da cadeia

alimentar oceânica: krill.

Classe Malacostraca: Ordem Euphausiacea

• 3-6 cm de centímetros. • Carapaça fundida com todos os segmentos

torácicos, mas não cobrem totalmente as brânquias.

• Bioluminescentes – fotóforo. • “Enxames” que cobrem 45 m² por 500 m em

uma única direção.

• Ovos eclodem como larvas náuplio, e o desenvolvimento é indireto.

Classe Malacostraca: Ordem Euphausiacea

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

• Grupo mais conhecido: lagostins, lagostas, siris, camarões, caranguejos, corrupto, tatuíras.

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

• 3 pares de maxilípedes. • 5 pares de apêndices ambulatórios.

– 1 par modificado em quelas.

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

• Siris e caranguejos.

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

Télson

Abdômen

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

Macho com abdômen fechado Macho com abdômen aberto

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

Fêmea com abdômen fechado Fêmea com abdômen aberto

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

• Diferença entre siri e caranguejo.

Os siris possuem

apêndices natatórios

Classe Malacostraca: Ordem Decapoda

• Diferença entre siri e caranguejo.

Os caranguejos não

possuem apêndices

natatórios

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