A CONCEPÇÃO DE DIAGRAMA UNIFILAR DE BACIA HIDROGRÁFICA PARA ESTUDOS DE INTERESSE HIDROLÓGICO:, Manual de Hidráulica. Universidade de São Paulo (USP)
francisco-marcuzzo
francisco-marcuzzo6 de novembro de 2017

A CONCEPÇÃO DE DIAGRAMA UNIFILAR DE BACIA HIDROGRÁFICA PARA ESTUDOS DE INTERESSE HIDROLÓGICO:, Manual de Hidráulica. Universidade de São Paulo (USP)

PDF (20 MB)
90 páginas
8Número de visitas
Descrição
Como montar um diagrama unifilar de bacia hidrográfica. O passo a passo de como obter as informações, como montar o diagrama unifilar e como verificar e corrigir seus dados inventariais básicos.
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 90

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 90 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 90 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 90 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 90 pages

baixar o documento
http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/

TUTORIAL

A CONCEPÇÃO DE DIAGRAMA UNIFILAR DE

BACIA HIDROGRÁFICA PARA ESTUDOS DE

INTERESSE HIDROLÓGICO: O passo a passo de

como obter as informações, como montar o diagrama

unifilar e como verificar e corrigir seus dados

inventariais básicos

Versão 4.0

Programas Utilizados: ARCMAP 10.1 E 10.3, ARCHYDRO

10.3, HIDRO 1.2, GOOGLE EARTH, QGIS 2.18.2, E

PACOTE MICROSOFT OFFICE

Elaboração do tutorial: Amália Koefender

Cecília Jardim Reis Souza

Daniel Borges Almeida

Guilherme Mendoza Guimarães

Juliano Santos Finck

Francisco F. N. Marcuzzo

Porto Alegre/RS

2017

Sumário

1. Obtenção de Dados......................................................................................... 1

1.1 Modelo Digital de Elevação SRTM30 ....................................................... 1

1.2 Inventário da Agência Nacional de Águas ................................................. 1

1.3 Inventário do SIGEL .................................................................................. 2

1.4 Hidrografia ANA, IBGE, e versões regionais (HW, 2010) ........................ 4

1.5 Municípios IBGE ........................................................................................ 5

2. Preparação dos arquivos ................................................................................. 5

2.1. Utilizando o ArcGIS ............................................................................... 5

2.1.1. Caminhos relativos no ArcGIS ........................................................... 5

2.1.2. Importar Inventário ANA de formato .mdb para ArcGIS ................... 7

2.1.3. Seleção das estações de interesse ...................................................... 14

2.1.4. Estimar altitude de pontos de interesse via SRTM30 no ArcGIS ..... 16

2.1.5. Processamento de MDE para análise espacial no ArcGIS ................ 17

2.1.6. Detalhamento das Linhas de Drenagem ............................................ 27

2.1.7. Projeção para cálculo de áreas (Cônica Conforme de Lambert) ....... 29

2.2. Utilizando o QGIS ................................................................................ 31

2.2.1. Caminhos relativos no QGIS ............................................................ 31

2.2.2. Importar Inventário ANA de formato .mdb para QGIS .................... 32

2.2.3. Seleção das estações de interesse ...................................................... 35

2.2.4. Estimar altitude de pontos de interesse via SRTM30 no QGIS ........ 36

2.2.5. Processamento de MDE para análise espacial no QGIS ................... 39

2.2.6. Detalhamento das Linhas de Drenagem ............................................ 51

2.2.7. Projeção para cálculo de áreas (Cônica Conforme de Lambert) ....... 52

2.2.8. Simbologia no QGIS ......................................................................... 54

3. Diagrama ...................................................................................................... 56

3.1 Visualização no SIG ................................................................................. 56

3.2 Estimar a área de drenagem das estações fluviométricas, UHE, PCH e

CGH via SRTM30 ...................................................................................................... 58

3.3 Montagem no Microsoft Word ................................................................. 60

3.4 Definição Legenda Diagrama ................................................................... 63

3.4.1 Dados da ANA .................................................................................. 63

3.4.2 Dados SIGEL .................................................................................... 68

3.5 Verificação dos dados ............................................................................... 71

3.6 Distâncias ................................................................................................. 72

3.7 Áreas de Drenagem .................................................................................. 74

4. Consistência de dados inventariais para construção do Diagrama Unifilar . 75

4.1 Acesso à informação do governo federal ................................................. 79

4.2 Outra abordagem para se consistir os dados ............................................. 80

Exemplo ................................................................................................................ 82

5. Modelo padrão e demais materiais para construção do diagrama unifilar

proposto neste tutorial .................................................................................................... 84

6. Como referenciar, em referências bibliográficas, este tutorial visando citar a

utilização do modelo e dos procedimentos aqui exemplificados ................................... 85

7. Referências bibliográficas ............................................................................ 85

1

1. Obtenção de Dados

1.1 Modelo Digital de Elevação SRTM30

Pode-se obter os arquivos do Modelo Digital de Elevação (MDE, ou também no

inglês DEM, digital elevation model) da área em questão nesse sítio. Esse MDE é

derivado da Shuttle Radar Topography Mission, SRTM, o qual tem resolução horizontal

média de 30 metros.

Pode-se unir estes arquivos via ferramenta “Mosaico” do ArcGIS. Mais detalhes

neste sítio.

Deve-se sempre manter em mente que anualmente novos MDE são gerados, e

que para a área em que se está trabalhando, pode haver um MDE de melhor resolução.

Em sítio, por exemplo, podem-se visualizar alguns MDE de melhor resolução para o

Rio de Janeiro e Santa Catarina. Deve-se se manter atento a essas atualizações.

1.2 Inventário da Agência Nacional de Águas

a) Nesse sítio, clica-se em “Softwares”.

2

b) Na nova janela aberta, no item “3. Inventário pluviométrico/fluviométrico

atualizado”, baixa-se o arquivo “Inventário.zip”, e anota-se a data da atualização.

Aqui, no caso, 13/04/2017.

Aconselha-se também baixar o software “Hidro” no item “1. Hidro” para auxiliar

a visualização e o acesso aos dados hidrológicos do inventário. Em algumas etapas

deste presente tutorial, utiliza-se como base o layout do Hidro.

c) O inventário encontra-se inicialmente compactado. Utiliza-se um programa

descompactador, como o Winzip ou Winrar, para extrair o inventário para uma

pasta. Ao extrair, notar-se-á que o formato é .mdb, o qual pode ser lido pelo

programa Access. Recomenda-se renomear o arquivo .mdb com a data de

atualização do inventário, já que este é uma informação chave e deve ser informada

no diagrama. Como importar os dados do arquivo .mdb para o programa de SIG

está descrito no item de 2. Preparação de arquivos.

1.3 Inventário do SIGEL

Acessando este sítio, clica-se em “Download” para acessar o mapa de download

de dados.

3

Após isso, clicar em shapefile (1), estender a janela aberta de shapefile para

facilitar a visualização, selecionar as camadas desejadas para o download (2), descer a

barra de rolamento e clicar em “Executar”. Costumeiramente, estaremos interessados

nas seguintes camadas: CGH, UHE e PCH. Há a Camada AHE que representa todas

juntas (Aproveitamentos Hidrelétricos).

2

1

4

Assim, será gerado um link para download na aba de saída com os arquivos

desejados em formato zip.

Extrai-se os arquivos, utilizando um descompactador (Winzip ou Winrar).

Aconselha-se aqui sejam salvos juntos na mesma pasta. Pode-se adicionar os arquivos

ao ArcGIS/QGIS, estando esses em formato .shp. Basta arrastá-los.

1.4 Hidrografia ANA, IBGE, e versões regionais (HW, 2010)

Para auxiliar no desenvolvimento do Diagrama Unifilar, é interessante obter os

traçados de drenagem da ANA. Estes arquivos podem ser baixados do GeoNetwork.

Nesse repositório há diversos arquivos. Um deles, de abrangência nacional, é a Base

Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas 2013.

Há também a hidrografia compilada do IBGE. Dentro da assim intitulada Base

Cartográfica Contínua do Brasil 1:250000 de 2015 (BC250, 2015), há dados de

hidrografia para a nação inteira. O sítio direto para a hidrografia para a BC250 de 2015

é este. Eventualmente o nome das pastas pode ser alterado pelo departamento de TI do

IBGE. Caso isso aconteça, o endereço não funcionará e será necessário procurar na rede

FTP do IBGE.

Quando existente se faz também de bases hidrográficas regionais. No caso do Rio

Grande do Sul, há a base hidrográfica de Hasenack e Weber (2010) <https://www.ufrgs.

br/labgeo/index.php/dados-espaciais/250-base-cartografica-vetorial-continua-do-rio-

grande-do-sul-escala-1-50-000>. A hidrografia de Hasenack e Weber (2010) está

5

disponível em diferentes projeções. Para o Rio Grande do Sul, estando esse em zona de

latitudes intermediárias, recomenda-se utilizar a projeção conforme de Lambert de dois

paralelos. Informações mais aprofundadas dessa projeção podem ser obtidas neste ou

neste sítio.

1.5 Municípios IBGE

Dados georeferenciados de municípios podem ser obtidos em “bases e referencias

» bases cartográficas » malhas digitas”. O último levantamento em formato shapefile

disponível é de 2015 e pode ser obtido neste sítio. Acessando “Municipal 2015”, pode-

se procurar “br_município.zip”.

Caso o usuário necessite do endereço para download direto. Esse endereço pode,

porém, já estar corrompido porque de tempo em tempo a estrutura de pastas do FTP do

IBGE é alterada.

2. Preparação dos arquivos

Escolhe-se entre duas opções neste tutorial para realizar os procedimentos de

preparação de arquivos: usar o ArcGIS ou o QGIS. Fica a critério do usuário qual dos

programas utilizar, sendo que ambos apresentam resultados semelhantes.

2.1. Utilizando o ArcGIS

2.1.1. Caminhos relativos no ArcGIS

Antes de começar a trabalhar com o ArcGIS, recomenda-se habilitar a opção de

armazenamento de nomes de caminhos relativos para fontes de dados.

Por padrão o ArcGIS utiliza o caminho (ou endereço) completo para busca de

qualquer arquivo adicionado no mapa, porém pode-se alterar essa opção, tornando

relativo o caminho do arquivo mapa .mxd até os arquivos que estão presentes no mapa

(e.g. dado um aquivo .shp localizado em C:\ArcGIS\projeto\subbacia81.shp e um

arquivo do mapa do ArcGIS C:\ArcGIS\projeto\projeto_mapa_sb81.mxd, o caminho

relativo passaria só pela própria pasta). Qual a vantagem? Caso se copie a pasta projeto

para um pendrive, pode-se abrir o arquivo .mxd e ele vai reconhecer que o caminho

6

relativo até o arquivo .shp é pela mesma pasta em que o .mxd está; prontamente o

arquivo .shp será encontrado.

Note ainda que a pasta “projeto” poderia ser realocada em qualquer local já que os

arquivos todos estão dentro de “projeto” e o caminho relativo entre .mxd e os arquivos

não mudou. Diferentemente, quando não marcada a opção de caminhos relativos, se o

nome do disco local for alterado de “C:” para “G:”, aparecerá o seguinte ícone ao abrir

o arquivo .mxd:

Caso isso aconteça será necessário localizar de novo o caminho da camada, e isso

será um trabalho dispendioso e cansativo. Para evitar tais problemas, deve-se clicar na

aba “Arquivo”, em “Propriedades do Documento do Mapa...” e habilitar a caixa

“Armazenar nomes do caminho relativo para fontes de dados” como mostra as figuras

abaixo.

Para não precisar marcar essa opção toda vez que começar um novo trabalho,

clica-se na aba “Personalizar”, em “Opções do ArcGIS...” e marcar a caixa “Tornar os

caminhos relativos o padrão para novos documentos” na aba “Geral”, como mostra as

figuras abaixo.

7

2.1.2. Importar Inventário ANA de formato .mdb para ArcGIS

a. Abre-se o arquivo Access e, dentro dele, a tabela “Estacao”.

b. Na Barra de Ferramentas, clica-se “Dados Externos”. No espaço “Exportar”,

clica-se em “Excel” para exportar para planilha do Excel em formato .xlsx.

8

c. Define-se nome, local e formato do arquivo de destino. Utiliza-se formato

“.xlsx”. Novamente, recomenda-se manter a data de atualização no título do arquivo.

Sugere-se, por exemplo, “2017-04-14-Inventário” uma vez que o formato “ano-mês-

dia” facilita analise de um banco de dados grande. Isso é particularmente importante

quando se pretende atualizar o diagrama rotineiramente.

d. (Opcional) Preenche-se células em branco, e interpreta-se códigos ANA de

interesse.

Motivação

Para que serve o Hidro na hora de visualizar os dados?

O Hidro interpreta os valores de cada coluna do arquivo .mdb

Pode-se montar uma simbologia, e utilizar rótulos (labels) no

programa de SIG, utilizando assim apenas um programa.

Basta que se entenda o significado de cada coluna da planilha

de Estacao do .mdb de Inventário.

Abre-se o arquivo Excel recém-exportado do Access, e realiza-se algumas mudanças que

facilitarão a visualização das informações de altitude, área de drenagem, e municípios. O

ArcMap interpreta células em branco como zero, o que pode eventualmente levar a equívocos

(e.g. uma estação pode exibir altitude zero, porém, na verdade, nunca se mediu a altitude dessa

estação). Também, encontra-se o campo de município sob um código apenas utilizado pela

ANA, e esse não é interpretável sem a presença da relação “código da ANA - nome do

município”.

Para renomear todas as células em branco de altitude e área de drenagem para “-

9999”, sugere-se no Excel seguir seguinte processo: seleciona-se primeiramente a

coluna com brancos a serem preenchidos, depois, na barra de ferramentas, clica-se em

“Classificar e Filtrar”, “Classificar do Menor para o Maior” (o Excel pode estar lendo

essa coluna como string e aparecerá “Classificar de A para Z”. Nesse caso, seleciona-se

essa opção).

D:\2017-04-14-Inventário.xlsx

9

Uma janela de aviso abrirá. É extremamente importante que se marque “Expandir a

seleção” antes que se clique em “Classificar”.

Clica-se numa das células não nulas dessa coluna que agora foi classificada em ordem

crescente, segurar “Ctrl”, clicar “”, soltar “Ctrl”, clicar “↓” (1), digitar -9999 (2), e dar duplo

clique no pequeno quadrado preto no canto inferior direito dessa mesma célula (3). Isso copiará

todos os valores -9999 até a última célula em que não há dados (4). Realiza-se esse processo

tanto para coluna de altitudes assim como para a de área de drenagem.

Ainda se faz necessário adicionar uma nova coluna para o nome de município. Insere-se

uma nova coluna e a ela dá-se o nome “MunicípioNome”.

Insere-se uma planilha nova (ou, pressiona-se Shift+F11) na qual se coloca a relação

“código da ANA - nome do município”. A ela, dá-se o nome de “Municípios”.

(1) → (2) → (3) → (4)

10

Faz-se necessário seguir procedimento semelhante ao já realizado, em que se exportou a

tabela de “Estacoes” do arquivo .mdb, no qual se encontra o inventário da ANA. Agora, porém,

deve-se exportar, também em formato .xlsx, a tabela “Municipio”, ao invés de “Estacoes.

Sugere-se utilizar o nome “Municipio.xlsx”.

Uma vez exportada a tabela Municipio, deve-se abrir ela. Agora há dois arquivos Excel

abertos. Copia-se as colunas Codigo e Nome do arquivo “Municipio.xlsx” para a nova planilha

inserida no arquivo Excel do inventário de estações. Segue imagens abaixo:

11

Voltando-se a planilha “Estacao”, na primeira célula da coluna “MunicipioNome

anteriormente criada, escreve-se a seguinte função:

“=ÍNDICE(Municipios!$A$2:$B$5706;CORRESP(J2;Municípios!$A$2:$A$5706;0);2)”

E dá-se duplo clique no pequeno quadrado inferior direito da célula. Assim, acaba-se por

copiar essa função para todas as células abaixo nessa mesma coluna. Espera-se que apareça o

nome de todos os municípios.

Pode haver eventualmente algum erro na função acima mencionada caso os dados não

tenham sido copiados e colados exatamente como apontado, e.g. o nome da planilha inserida

(Shift+F11) não seja o sugerido (“Municípios”). Além disso, com o passar dos anos, a lista de

municípios da ANA pode apresentar mais ou menos municípios, e isso implicaria em uma

matriz relação código-município de tamanho diferente. Enfim, ocorrendo algum erro, ou sendo

de interesse do usuário a lógica da função acima mencionada, segue explicação abaixo:

“=ÍNDICE(Municipios!$A$2:$B$5706;CORRESP(J2;Municipios!$A$2:$A$5706;0);2)”

“=ÍNDICE(matriz relação código-nome;CORRESP(código de município da estacao que

será procurado na matriz relação código-nome;coluna de códigos da matriz relação código-

nome;o valor 0 indica que se deve buscar uma correspondência exatamente igual entre o código

de município da estação e o código presente na coluna de códigos da matriz relação código-

nome*);o número 2 indica que, após ter sido encontrado o valor na matriz relação código-nome,

deve-se retornar o dado na segunda coluna dessa matriz)”

*Às vezes se utiliza essa função para buscar valores que são menores, ou maiores do que os que contam na

coluna. Esses artifícios não são usados para resolução desse problema, no entanto.

12

Pode-se realizar processo semelhante para adicionar uma coluna com o nome de rios, já

que a priori só há coluna de código de rios. Nesse caso, os parâmetros da função ÍNDICE serão

diferentes, e deve-se adicionar uma planilha relação “código-nome” que se extrai também do

.mdb. No arquivo .mdb, o nome da planilha a ser exportada é “Rio”.

Por fim, finalmente, salva-se o excel.

e. Posteriormente, faz-se interessante visualizar tais dados em programa de

Sistema de Informações Geográfico (SIG). Uma vez aberto o ArcMap, deve-se na Barra

de Ferramentas, clicar em “Arquivo” > “Adicionar Dados” > “Adicionar Dados XY...

Seleciona-se no campo principal a aba do Excel, contendo as informações

desejadas. Uma caixa de diálogo será aberta e automaticamente os campos referentes à

latitude e longitude serão preenchidos. Nota-se aqui que ao selecionar o arquivo Excel

sempre haverá uma opção de pegar dados de uma planilha hipotética “Estacao”, ou de

uma mesma planilha “Estação$”. Selecionando a primeira, importa-se apenas valores,

ignorando fórmulas feitas na planilha Excel, ocasionando assim a eventual omissão de

dados calculados por funções. No caso da segunda, “Estação$”, é importado o valor de

saída de cada célula, levando-se em conta a equação. Sugere-se, então, sempre

selecionar a opção com cifrão, no caso: “Estacao$”.

13

O Sistema de Coordenadas deve ser definido como SIRGAS2000. Desde 25 de

fevereiro de 2015, segundo primeira resolução da presidência do IBGE/2015, o

SIRGAS2000 (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas) é o único sistema

geodésico de referência oficialmente adotado no Brasil. O uso de outros sistemas pode

causar inconsistências e imprecisões no momento de combinação de dados. Esta medida

vem a facilitar o intercâmbio de informações nacionais. Sendo assim, todos os arquivos

utilizados devem ser convertidos a SIRGAS2000, e arquivos criados devem ter sistema

de coordenadas definido como SIRGAS2000.

A mensagem abaixo avisa que não há uma coluna com nome ObjectID. O ArcGIS

necessita dessa para habilitar ações de seleção, consulta, edição de feições, ou definição

de feições relativas. Clica-se “OK”. Posteriormente, quando se exporta essa mesma

camada em formato shapefile, o próprio processo cria essa coluna.

Em seguida, clica-se com o botão direito sobre a camada, “Data”, “Export

Data...”. Na janela que abrirá, definir o endereço e o nome do arquivo a ser salvo.

Depois que o arquivo for salvo em shapefile uma janela perguntará se é desejo adicionar

14

o arquivo exportado já no ArcGIS. Pode-se clicar que sim para visualizar e já trabalhar

com o arquivo.

2.1.3. Seleção das estações de interesse

Com a bacia já delimitada, pode-se então selecionar as estações da ANA, as

PCH, CGH e UHE que farão parte do Diagrama Unifilar. Para isso, deve-se clicar em

Selection >> Select by Attributes...”. Usa-se um comando para selecionar todos os

pontos de mesmo código de sub-bacia. Aqui se selecionaram aquelas de código 86.

Em seguida, clica-se em “Selection >> Select by Location...”. Seleciona-se aqui

todos os pontos que fazem intersecção com a camada da sub-bacia. Deve-se atentar para

15

manter “add to the currently selected features in” e “intersect the source layer feature

selecionados.

Deve-se tomar cuidado ao realizar essa operação, pois há casos em que as

coordenadas geográficas das estações fornecidas pela ANA apresentam erros, como por

exemplo, estações da bacia de interesse localizadas fora da área do polígono e estações

de outras bacias dentro da área do polígono – situação ilustrada a seguir.

16

2.1.4. Estimar altitude de pontos de interesse via SRTM30 no ArcGIS

Do MDE pode-se extrair altitude estimada para as estações, os barramentos, e

qualquer outro ponto de interesse que esteja em formato shapefile. Nesta etapa serão

utilizados os shapefiles com dados das estações da ANA, aqueles com os dados da

ANEEL e o modelo digital de elevação SRTM30.

1. Primeiramente deve-se verificar se a extensão 3D Analyst está ativa e, caso não

estiver, deve-se ativá-la em “Personalizar” > “Extensões...”:

2. Em “ArcToolbox" selecionar “Ferramentas do 3D Analyst” > “Superfície

Funcional” > “Adicionar Informações da Superfície”. Abrirá assim a seguinte

caixa de diálogo:

3. Selecionar então como “Classe de Feição de Entrada” um dos shapefiles com

dados aos quais deseja-se atribuir altitudes. Em “Superfície de Saída” deve-se selecionar

17

o MDE SRTM30 e em “Propriedades de Saída” aparecerá a opção , que deve ser

assinalada.

4. Deve-se repetir este procedimento até que os shapefiles da ANA e da ANEEL

apresentem as altitudes referentes ao MDE SRTM30. Isto pode ser verificado abrindo a

Tabela de Atributos” de cada um deles. O procedimento acima acrescentará uma

coluna “Z” ao final da tabela.

2.1.5. Processamento de MDE para análise espacial no ArcGIS

Com o MDE do SRTM30 já mosaicado e pronto para ser utilizado, ativa-se a

extensão SpatialAnalyst para que se comece a utilizar as ferramentas do ArcHydro.

Deve-se definir o sistema de coordenadas das camadas utilizadas sempre como Datum

SIRGAS2000.

Para a montagem do Diagrama Unifilar, faz-se necessário um raster de

acumulação de fluxo. Portanto, no mosaico deve conter a área de todas bacias que se

propõem estudar (principalmente bacias a montante, mesmo que elas não sejam objetos

de estudo; bacias à montante influenciam as áreas de drenagem de estações e usinas

presentes no curso de rios principal de bacias à jusante). Pode-se observar esse fato no

mapa que segue.

18

Qualquer elemento que esteja no rio principal na sub bacia 73 sofrerá influência

das áreas de drenagem das bacias 72, 71 e 70. Por essa razão, reitera-se a importância

em utilizar o arquivo do MDE mosaicado por inteiro.

Apresenta-se aqui o seguinte índice dos passos que hão ser realizados no

ArcHydro para determinar a área de drenagem da bacia em estudo:

1. FillSinks

2. Flow Direction

3. Flow Accumulation

4. Stream Definition

5. Stream Segmentation

6. Catchment Grid Delineation

7. Catchment Polygon Processing

8. Drainage Line Processing

9. Adjoint Catchment Processing

10. Drainage Point Processing

11. Batch Point Generation

12. Watershed Delineation

Antes de tudo, para começar a utilizar o ArcHydro, deve-se definir o destino dos

arquivos que serão gerados e utilizados nos processos. Para isso, clica-se em

ApUtilities” > “Set Target Locations”. Clica-se duas vezes em “HydroConfig”.

Define-se para os documentos raster uma pasta, de preferência vazia, em que os

raster serão armazenados. Para salvar os vetores, deve-se criar um Arquivo

Geodatabase e defini-lo como destino. Recomenda-se que o Arquivo Geodatabase seja

criado dentro da pasta definida como destino para os arquivos raster. Este procedimento

ajuda a evitar erros.

19

1. Antes de utilizar o MDE como base para a determinação da bacia, deve-se

corrigir suas possíveis “falhas”.

Quando uma célula está circundada por células de maior elevação, os algoritmos

utilizados no ArcHydro interpretariam que água drenada até ali ficaria presa nesta

célula e isso é chamado de “buraco”, ou “depressão”, no Modelo Digital de Elevação.

Deve-se, portanto, preencher essas depressões.

Para evitar esse impasse, segue-se “ArcHydro Tools” > “Terrain Preprocessing

> “DEM Manipulation” > “FillSinks”. Informa-se o arquivo do MDE (ou, em inglês,

Digital Elevation Model, DEM) e o ArcHydro criará um arquivo chamado “Fil”.

Recomenda-se que o arquivo do MDE utilizado seja o menor possível para

diminuir o tempo necessário para o processamento dos dados.

2. Prossegue-se com a Direção de Fluxo em “ArcHydro Tools” > “Terrain

Preprocessing” > “Flow Direction”. Neste caso, deve-se informar o arquivo “Fil” como

20

Modelo Digital de Elevação, no campo Hydro DEM. Será criado então um arquivo

chamado “Fdr” (Flow Direction).

3. Cria-se então o arquivo de Acumulação de Fluxo em “ArcHydro Tools” >

Terrain Preprocessing” > “Flow Accumulation”. A Acumulação de Fluxo (“Fac”) é

desenvolvida a partir da Direção de Fluxo (“Fdr”).

21

4. Prossegue-se com a Definição de Fluxo em “ArcHydro Tools” > “Terrain

Preprocessing” > “Stream Definition”. Essa ferramenta estima os cursos d’água

baseado no arquivo de Acumulação de Fluxo.

Em “Número de Células”, atribuir o limiar que vai definir quais valores de

acumulação de fluxo serão considerados corpos d’água e quais serão apenas superfície

do terreno. Isso significa que todas as células do arquivo rasterFac” que tiverem valor

superior ao limiar receberão valor 1 (e serão representadas como corpo d’água) e todas

as outras serão consideradas “NoData”. O valor padrão é o valor recomendado para a

definição de rios e representa 1% do maior valor de Acumulação de Fluxo. Qualquer

outro valor pode ser escolhido, lembrando que quanto menor o valor, mais densa ficará

a rede de cursos d’água resultante, já que mais valores de acumulação serão

considerados corpos d’água. Isto resultará em um raster com maior nível de

detalhamento, já que contemplará maior número de corpos d’água. O raster resultante é

chamado “Str”.Pode-se testar os valores de limiar até encontrar o resultado mais

satisfatório.

22

5. O próximo passo é a Segmentação dos Cursos d’Água, em que se cria uma

grade com os cursos d’Água que tenham a mesma identificação. “ArcHydro Tools” >

Terrain Preprocessing” > “Stream Segmentation”. O arquivo raster resultante é

nomeado “StrLnk”.

comentários (0)

Até o momento nenhum comentário

Seja o primeiro a comentar!

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 90 pages

baixar o documento