A Fotografia e a Periferia (Síntese), Resumos de Estudos Espaciais. Centro Universitario Belas Artes de Sao Paulo (FEBASP)
ana-wertzner
ana-wertzner10 de abril de 2017

A Fotografia e a Periferia (Síntese), Resumos de Estudos Espaciais. Centro Universitario Belas Artes de Sao Paulo (FEBASP)

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Ana Ariela Wertzner RA.: 201301326 ARQ4AM-MCB

Fundamentos de Projeto de Arquitetura III Prof.: Kátia A. Teixeira

Síntese do texto A Fotografia e a Periferia

Desde o desenho das cidades até os edifícios e objetos, existe uma racionalização na representação dos espaços, de forma que é importante que os arquitetos busquem novos modos de resgatar uma consciência das implicações culturais de ferramentas convencionais de representação.

A fotografia é vista como um filtro entre a realidade e as pessoas que já preferem a representação ao invés do real, ela é aceita como um agente cultural que serve para encurtar a distância entre a realidade do mundo e suas projeções. Porém, quanto mais uma cidade é fotografada, mais ela escapa da compreensão racional pois esta nunca será tão esclarecedora quando se espera, de forma que essa “des-representação” deve ser um ponto de partida na busca por um retrato real da cidade

É importante ressaltar três fotógrafos que tiveram uma atuação significativa neste aspecto com suas diferentes formas de aproximação diante a problemática. O primeiro deles, o fotógrafo Edward Weston usa uma técnica de pré-visualização, uma ferramenta que lhe permitiu capturar as coisas em seus momentos mais profundos de percepção. Ele procurava temas tidos como “feios” para retratar aspectos “não retratáveis” das cidades. Estas fotografias modernistas vieram para distorcer nossas noções de cidade, dando uma certa importância a estes objetos e descobrindo assim a beleza na feiura. Porém o perfeccionismo de Weston acabou por domesticar o caráter agressivo dos temas que abordava, gerando assim uma ironia pois domesticou o conteúdo incomodo que suas fotos escondiam.

Eugéne Atget, fotógrafo que iniciou um processo de mudança ao retratar a “terceira cidade” de Paris. Seu objetivo era abordar o tema de forma crua e adaptar suas fotografias para a função que teriam posteriormente. Em oposição à Weston, Aget retratava cenários onde o aleatório se manifesta, de forma que o olhar do fotógrafo nunca está definido, buscava lugares onde se sentia caminhando por uma cidade real.

Por último, o fotografo e cineasta Wim Wenders, retrata Berlim com a intenção de forjar uma imagem personalista, onde a periferia não é apenas espaços vazios sem significados ou terrenos que devem ser ocupados, mas um elemento próprio da cidade.

Assim, uma estratégia para um novo modo de intervenção urbanística deve passar por um processo de criação de espaços “fora de foco”, sempre levando em conta a vida e a cultura existentes.

comentários (1)
Muito bom texto
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