A “HOMOSSEXUALIADADE”  E A “HOMOFOBIA” NA  HISTÓRIA DO POVO PRETO, Pesquisas de História da África. Universidade Estácio de Sá (Estácio)
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A “HOMOSSEXUALIADADE” E A “HOMOFOBIA” NA HISTÓRIA DO POVO PRETO, Pesquisas de História da África. Universidade Estácio de Sá (Estácio)

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Geração tombamento no Brasil questionando sobre a existência da HHNA – Homossexualidade e Homofobia Negra na África.
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CENTRO UNIVERSITARIO ESTÁCIO DE SÃO PAULO

UNIDADE SANTO AMARO

GILMAR XAVIER SANTOS

A “HOMOSSEXUALIADADE” E A “HOMOFOBIA” NA HISTÓRIA DO POVO PRETO: a geração tombamento no Brasil questionando sobre a existência da HHNA – Homossexualidade e Homofobia Negra na África.

Artigo apresentado como requisito para avaliação na disciplina Prática de Pesquisa em História do curso de História do Centro Universitário Estácio Radial São Paulo sob supervisão do professor Ms. Ricardo Felipe Santos da

Costa.

São Paulo - 2017

1. INTRODUÇÃO: ENTENDENDO A GERAÇÃO TOMBAMENTO

Também conhecida como a Geração Afrontamento, esta ligada a nova reação social vinda pelo preto1, é uma abordagem critica no qual mostra que o preto necessita se libertar das amarras já pré-definidas que a sociedade exige, levantando questionamentos sobre a sua visão cultural, de individuo e ação politica. Teve todo um inicio de estrutura com o Movimento Feminista da Mulher Negra (iniciado no Brasil em meados de 1970) e logo se espalhou para outras lutas que se integram entre si da comunidade negra, principalmente os LGBTT’s.

Dessa forma será que é possível o preto LGBTT encontrar-se na história de forma sucinta? Já que o que mais surge são hipóteses e pessoas que questionam a presença da homossexualidade e homofobia na África, em destaque na região subsaariana.

Um dos primeiros estudiosos a falar isso na história foi Edward Gibbon² em 1781, e hoje o que mais encontramos são pessoas que defendem essa tese e ainda querem dar maior destaque no fato de não acreditarem que era existente a homofobia na África Subsaariana antes da colonização e a entrada do cristianismo.

Entra nisso o questionamento, o que é HOMOFOBIA SÓCIO ESTRUTURAL E A HOMOFOBIA RELIGIOSA. Para podermos entender esses dois assuntos devemos primeiramente separar essas duas vertentes de pensamento e ação homofóbica na sociedade.

Segundo relatos dos próprios jovens dentro da militância Negra LGBTT no Brasil, a homossexualidade dentro do conceito étnico africano ainda é muito conturbada e mal interpretada já que diversos termos, expressões culturais e entendimentos principalmente tribais não consegue encontrar significado de mesmo pesar e sentido de homossexualidade como encontramos no ocidente.

O negro gay não tem visibilidade dentro da atual luta LGBTT e nem na Racial. Esse questionamento passou a ser mais forte quando foram surgindo artistas e músicos que representam de forma expressiva essa nova formação de estruturas que esta se levantando.

O Artigo a seguir esta relacionado ao contato do negro LGBTT com a história, prevendo ter uma representatividade historiográfica, buscando dados desde a África Subsaariana pré- colonial até o contato com o Brasil e mencionando aspectos que influenciam nos nossos dias atuais.

Todo o foco do mesmo esta relacionado em trazer para hoje fatos da existência da homossexualidade tão rejeitada por muitos na África e como hoje é tida de forma conturbada no continente. Vamos encontrar aqui uma nova visão da existência da homofobia religiosa presente na África (cristã x muçulmana), mostrando os países com maior índice de punição LGBTT e suas correntes religiosas.

1 O termo preto utilizado tanto no titulo e no desenvolvimento da introdução/texto, esta ligado a nova

visão dos jovens dentro da luta de militância, em positivar essa cor, vinculando de forma afável esse

termo.

2. O CONTINENTE QUE VOLTOU PARA O ARMÁRIO

A homossexualidade é algo negado dentro do continente Africano, em

destaque na parte subsaariana. Para muitos nativos essa prática foi inserida

junto à entrada dos povos e culturas ocidentais, hoje consideram isso algo

abominável e pecaminoso

Deve-se ser dito em defesa de que a visão ocidental que temos sobre a

homossexualidade é muito diferente da Africana, ligamos a não-

heterossexualidade apenas ao sentido sexual físico, ou seja, a satisfação do

intimo em se relacionar com quem sexualmente lhe satisfaça, diferente de

muitas tribos africanas, darei como exemplo os Azandes2: era comum homens

mais jovens se casarem com homens mais velhos, por muitas vezes

mantinham de forma aceita socialmente a relação dos dois, isso era muito

comum pelo motivo de que casar-se com uma mulher era necessário o

pagamento de um dote, onde poucos tinham condições de pagar e somando

também com o fato de ser comum os homens mais ricos serem casados com

mais de uma mulher sendo assim, a presença feminina não compromissadas

nas tribos era pequena, o que logo facilitava o relacionamento entre dois

homens, porém de forma diferente do que entendemos hoje (ocidentalmente

falando). Para os Azandes o ato sexo anal é proibido, seja com homem ou com

mulher. Pelos estudos mostrados no livro “Bruxaria, oráculos e magia Entre os

Azandes” de E.E Evans Pritchard3, mostra que o casamento entre dois

homens, era tido principalmente para que o mais velho tenha um elemento

feminino para que lhe faça agrados matrimoniais sociais4. Faziam tudo como

era feito um casal de homem e mulher, até mesmo dormiam na mesma cama,

porém o ato sexual era tido apenas pela masturbação ou pressionamento das

genitálias - pelo menos era o que rondava de forma externa a casa do casal.

Tais ações eram aceitas, porém de forma amena, pois o relacionamento

dos mesmos não podiam se externar. Em algum dado momento aqueles

homens deveriam casar-se com mulheres, alguns líderes, até continuavam

2 Grupo étnico tribal do Norte da África Central, em grande maioria no nordeste da República

Democrática do Congo, no centro-sul e sudeste do Sudão do Sul e no sudeste da República Centro-

Africana

3 Obra original feita em, 1937.

4 Como cozinhar, lavar, fazer agrados, é mais no sentido de ter uma companhia.

mantendo o seu relacionamento com seu marido-esposa, porém com limites

diversos implantados pela família do jovem, das esposas e do rei. Com isso

podemos dar exemplo da diferença entre ato homo afetivo e a

homossexualidade; entre a homofobia religiosa e homofobia sócio-estrutral.

A homo afetividade, esta ligado em manterem-se como um sendo a

companhia do outro e não necessariamente fazerem o coito entre si, a

homossexualidade esta ligado principalmente na satisfação sexual. Não é

existente em nenhum tipo de língua tribal algum termo que se semelhei com o

significado de homossexualidade como conhecemos.

A homofobia religiosa é o pensamento pragmático de que aquela prática

vai contra uma crença. A homofobia sócia-estrutural, esta ligado ao não

aceitamento de duas pessoas do mesmo sexo manterem-se juntos como um

único objetivo afetivo e/ou amoroso, isso é encontrado nas regiões onde a

Gamocêntria5 é a principal forma politica de encarar o desenvolvimento de uma

sociedade.

Colocando no pensamento ocidental e entrando com a ideia de que

muitos defendem que a homossexualidade não era existente na África pré

colonial, podemos por em base os seguinte: primeiro fato a ser justificada a

existência da homossexualidade no continente africano é o próprio estudo

biológico, onde foi comprovado que a mesma não é doença e nem adquirida

culturalmente/ socialmente, mas sim algo genético assim como a orientação

heterossexual (OMS – Organização Mundial de Saúde, 1990).

Essa ideia da não existência da homossexualidade no continente

africano, esta ligado ao ponto que citei a cima, o entendimento de diversas

tribos africanas, sobre a convivência de dois homens é diferente da que temos.

O segundo fato, são alguns dados relacionados às culturas antigas e

tribais do continente, em muitas culturas a homossexualidade era tida como um

processo que qualquer pessoa sendo homem ou mulher poderia passar, sendo

em algumas comunidades como as de origem bosquímanos6, onde em

diversas pinturas rupestres mostravam atos sexuais entre homens. Também

5 Sociedade que o centro do seu desenvolvimento esta no casamento e quantidade de filhos.

6 É um dos grupos étnicos mais importantes da África Austral, existiram a aproximadamente 1.400 A.C.

encontramos tal feito na tribo de Gangue, no Reino do Congo, onde Ganga Ya

Chibanda, era um homem que se travestia e quando mulher era chamado de

“Avó”.

Já os atos homo afetivos temporários em grande parte do continente era

de comum aceitamento, sendo existente em algumas tribos do antigo Dahomey

- atual Benin - um termo usado para meninos que praticavam sexo com

meninos era: “Ganglo”, onde enquanto mantinham, suas relações sexuais o

mais feminino ou passivo era considerado socialmente uma mulher até que se

casasse.

O Lesbianismo também era algo muito forte, temos documentado no

final de 1640, por um militar holandês, uma rainha guerreira chamada N’zinga

do Reino de N’dongo M’bundo, que governava como rei e seu exército era feito

por homens, sendo que maioria era vestido de mulher e considerados esposas

da rainha. Entre os Capu Bantu, mulheres que praticavam comportamento

homossexuais estavam próxima de alcançar um importante cargo na tribo.

Dando novamente os Azandes como exemplo: o relacionamento homo

afetivo entre homens era comum, porém entre as mulheres era visto como uma

magia que se o seu marido visse era um agouro de morte. Existem relatos no

livro “Bruxaria, oráculos e magia Entre os Azandes”(pg, 51-56), que conta que

uma mulher que tem relações intimas com outra é o mesmo que o “andara”, um

tipo de parto onde na mitologia deles a mulher da a luz a gatos e seria fatal se

um homem visse sua mulher amamentando seus filhos-gatos.

Dado o trabalho de historiadores, antropólogos e alguns arqueólogos,

é difícil dizer que a homossexualidade é um influência ocidental, pois

parece cada vez mais claro que há uma história e práticas

homossexuais em todo o continente. Isso é documentado – a

categoria “homossexual”, não era reconhecida como é hoje. As

situações para essas pessoas eram diferentes, dependendo de onde

moravam, sua classe social, sua idade e outras características.

(Patrick Awondo, antropólogo, entrevista feita em maio de 2012 para

Eric O. Lembembe).

Em tese, a estrutura de um casal homossexual masculino de vida sexual

ativa, como gestores de uma família sempre foi mal visto pelos olhos

tradicionalistas africanos, antes mesmo da pré-colonização, o que acarreta na

homofobia sócio estrutural, pois as bases culturais e sociais em geral na Africa

esta em torno da familia, é conhecido em meio aos povos bantu de Angola, o

seguinte ditado “O Sompa Kita, Owutai i n’luta” (casar é um negócio, cujo o

lucro são os filhos).

Com a presença Islamica em meado do século XV, já teve grande

alteração na visão cultural sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo,

porém ficou muito mais evidente essa transformação do ponto de vista de

homofobia sócio estruturalé e homofobia religiosa, quando deu-se entrada no

continente os europeus.

O sentido de pecado era algo inexistente no continente africano, sendo

questionado até mesmo o sentido do que é o “bem” e o que é o “mal”. Com a

entrada de uma nova cultura e novos olhares, tornou-se fácil para os colonos

impor no território africano o pensamento de ser algo errado e pecaminoso, no

qual atrasaria ainda mais o desenvolvimento do mesmo.

Em algumas regiões africanas povoada pelos povos bantus, os

homossexuais já eram - e até hoje são - chamados de quimbanda7, eram tidos

como grandes feiticeiros, muito respeitados do reino do Congo.

7 A palavra quimbanda também deu origem a uma religião afro-brasileira – ela esta relacionada ao sentido

de feitiçaria, no qual os homossexuais eram tidos como grandes feiticeiros e formadores de comunidades.

3. DOCUMENTANDO O BRASIL

Os portugueses ao chegarem no Brasil, aqui também depararam-se

com a prática de relações homo afetivas praticadas pelos índios, identificado

pelos mesmo como o pecado nefando, era até mesmo proibido o uso de termo

que classificasse uma relação homo afetiva.

O primeiro travesti documentado no Brasil, foi o negro Francisco

Manicongo, morava no centro de Salvador (Bahia) no bairro de Misericórida,

ele recusava-se a usar roupas masculinas e ser tratado de forma masculina, foi

denunciado em 1591 frente ao visitador do Santo Oficio da Inquisição na Bahia.

Considerado um dos travestis mais corajosos do Brasil, pois mesmo sendo

denunciado e ter fama de somítico continuou travestindo-se e mantendo suas

vestes de limbambo8.

Temos outros relato:

- Em 1678, de um garoto negro, que foi executado na capitania de

Sergipe, ele foi morto por açoites.

- O primeiro sodomita9 preso no Brasil, foi o negro Mateus Duarte, 50

anos, o mesmo era bem conhecido na Bahia, corria que boca puiblica “o dito

mulato iria ser queimado” (Denunciações da Bahia, 1594:497).

- Fernão Luiz, residente de Matoim (BA), após ter mantido relações

sexuais com um garoto, matou o moço e seus pais com veneno por medo de

ser queimado pela Santa Inquisição.

“Sobre todos os pecados, bem parece ser o mais torpe, sujo e

desonesto, o pecado da sodomia e não é achado tão aborrecido ante

Deus e o mundo, como ele – Sendo a causa do Dilúvio universal, de

destruição das cinco cidades contiguas a Sodoma e Gomorra, motivo

da extinção da Ordem dos Templários, etc – disse El Rey: Mandamos

e pomos por lei geral que todo homem que tal pecado fizer, seja

queimado e feito per fogo em pó, por tal que nuca de seu corpo possa

ser ouvida memória. (Livro V, t. 17:53-54)10

8 Espécie de roupa que era usado por mulheres e homens passivos no reino do Congo.

9 Essa palavra foi usada para referir-se a forma nominal utilizada na época para homossexualidade..

10 Tirado do artigo: “História da Criminalização da homossexualidade no Brasil: da sodomia ao

homossexualismo”, de Eriká Aparecida Pretes e Túlio Vianna.

3. OS QUIMBANDA (HOMOSSEXUAIS) E O SAGRADO.

Sabemos que as religiões afro brasileiras são as que mais tem aceitação

com o a homossexualidade, é existente ainda alguns dogmas, porém com uma

visão liberal muito mais ampla.

Vemos na religiosidade a presença da homo afetividade no sagrado, o

que acaba ajudando os LGBTT’s se identificarem ainda mais com a religião,

mas deve ser sempre lembrado que Orixá/ Inkisse/ Vodun11, não influencia em

orientação sexual.

É frequente a pergunta: “Porque a tantos homossexuais no candomblé,

é algo relacionado aos Orixás?”

Os Santos12 nada tem haver com a orientação sexual dos praticantes da

religião, pelo contrário segundo a crença, o seu santo esta ligado à você por

razões de ancestralidade e não por motivos comportamentais.

Como citado a cima é existente de forma mitológica dentro da religiões

santos que mantiveram, são ou praticaram relações intimas com outros do

mesmo sexo.

Oxumarê é um Orixá meta-meta, ou seja, hermafrodita, ele possui dois

sexos, sendo que por seis meses é uma cobra macho e por outros seis meses

é a cobra do céu fêmea (o Arco-íris).

Logum-edé é considerado um Orixá de extrema sensibilidade e

feminilidade, um dos poucos orixás masculinos aceito livremente no convívio

das orixás mulheres.

Existe uma lenda onde diz que Oxóssi, o deus das Matas se apaixona

por Ossãe, deus das plantas medicinais, e se relacionam, mantendo um

casamento longo, que só chega ao fim porque a mãe de Oxóssi, Yemanjá, em

pedidos de seu outro filho, Ogum, vai busca-lo.

Iansã, considerada uma Orixá máscula e que segundo algumas lendas

mitológicas já se envolveu com Oxum.

11 O Candomblé não é uma religião unilateral, ou seja, de uma única origem, ela é dividida em três

nações: angola que cultua m’inkisse (plural de inkisse), Ketu que cultua Orixás e Gegê que cultua

Voduns, havendo dentro delas subdivisões.

12 Colocarei essa nomenclatura para generalizar Inkisse, Vodun e Orixá.

“Nada tem haver Orixá e homossexualidade, porém nas religiões afro

brasileiras, os LGBTT’s recebem mais apoio dos lideres religiosos,

não são alimentados por aquela visão de algo pecaminoso e se

sentem mais integrados com fé/ religião.”, (Babalorixá Cornélio dos

Santos, em entrevista para o escritor do artigo em 13 de novembro de

2017).

Encontramos na religião fortes influências que ajudaram na abertura do

espaço social para a homossexualidade no final do século XX, grande exemplo

é Joãzinho da Goméia, primeiro pai-de-santo assumidamente homossexual,

com ele deu-se inicio à uma grande família de santo reconhecida e respeitada

até hoje. Ele é tido como um grande marco para o reconhecimento da

aceitação de LGBTT’s no candomblé, tão importante quanto grande yalorixás,

como: Mãe Menininha do Cantuá, Olga de Alaketú e etc.

Atualmente é tido que pelo menos a cada 15 praticantes do candomblé

um é LGBTT.

“A visão do candomblé para com os gays é de normalidade,

entendemos que a homossexualidade não é uma opção, pois não é

uma escolha, e se dentro da nossa mitologia é existente orixás de

diferentes orientações sexuais e de gênero, seria uma traição a nossa

própria fé discrimina-los.” (mãe Sambarenamín, zeladora do Ilê Axé

Awo ty Orumilá, em entrevista para o autor do artigo, em 10 de

outubro de 2017).

4. GERAÇÃO AFROTOMBAMENTO EM CONEXÃO COM A HOMOFOBIA

ALÉM MAR, DE ECONONTRO COM AS LEIS

É normal em debates feitos entre pessoas negras a seguinte afirmação

“A homofobia na África é algo implantado pelo cristianismo”, o que de fato pode

ser questionado, como em alguns trechos do artigo foi feito a cima.

Só dando um adendo: o cristianismo em muitas partes da África

Subsaariana chegou muito posterior ao islamismo, religião essa que tem

grande criticas ás praticas homo afetivas assim como o cristianismo, baseado

nas leis da Sharia - leis parecidas com dos dez mandamentos – usadas até

hoje como ordem politica e religiosa em países islâmicos, já que nos mesmo

não existe uma separação entre Religião e Estado.

“Dentre as criaturas, achais de vos acercar dos varões, deixando de

lado o que vosso Senhor criou para vós, para serem vossas esposas

Em verdade, sois um povo depravado” ( Al Corão 26:165 – 66)

Se pensarmos hoje, os países africanos com maiores índices e leis que

penalizam as práticas não heterossexuais são de origem islâmicas, como

segue alguns dados recentes abaixo:

NIGÉRIA: em doze estados, principalmente no norte do país, a punição

é a pena de morte, no restante do país a pena é quatorze anos de prisão – de

grande influência islâmica, mas hoje com grande quantidade cristã,

aproximadamente 40% da população;

SUDÃO: pena de morte;

ZIMBABWE: prisão de um a cinco anos, sendo novamente feito, pena de

morte;

BENIM: cinco anos de punição;

BOTSUANA: de dois à dez anos de prisão;

BURUNDI: pena mínima, multa e pena máxima dois anos de prisão.

CAMARÕES: de seis anos à treze anos de prisão;

REPUBLICA CENTRO AFRICANA: pena de morte ou prisão perpétua;

CHADE: pena de morte por apedrejamento;

DJIBUTI: pena de morte;

CONGO: prisão perpétua ou pena de morte

SERRA LEOA: pena de morte.

Dessa forma percebemos que maioria dos países com penas mais fortes

são de origem e/ou influências islâmicas.

Hoje esta em grande alta a chegada de pastores protestantes,

principalmente americanos, entrando de forma religiosa e cultural nos países

subsaarianos, no intuito de propagar de forma mais fechada o que não

conseguem na américa, já que a mesma é mais aberta aos não

heterossexuais.

Em março de 2009, em Kampala, uma organização Americana

Evangélica: ”Rede Vida Familiar”, organizou um seminário para definir as

causas e curas da homossexualidade, bem como para prevenir a sua

ocorrência.

Todas essa onda de preconceito incentivado pelas duas religiões priores

no continente incentiva um genocídio geral nas comunidades, já que dentre

todos esses países, tende a cultura de pensar que o HIV é uma doença

predominantemente dos homossexuais, em destaques os homens. Em países

como Zimbabwe, Nigéria e Sudão, propaganda contra HIV próximo de escolas

são proibidas, são tidas como influenciadoras a favor da homossexualidade. o

que dificulta ainda mais as ações contra essa epidemia que assola quase que o

continente inteiro..

“É complicado falarmos sobre homossexualidade lá na Nigéria,

estamos totalmente influenciados pelas leis cristãs e islâmicas. E nos

é impedido a cuidados de saúde. Graças a Orumilá 13 eu não tenho

nenhuma nada – porém se hoje eu parar pra pensar, percebo que

grande parte das pessoas que tem AIDS na Nigéria, são os que são

casados com mulheres, transam com nós, os gays, se usar

camisinha e depois infectam suas esposas, já fui convidado a transar

com um homem que havia acabado de transar com dois amigos

13 Orixá considerado o grande patrono da religião tradicional Nigeriana, nele esta o principio de tudo o

que tem no mundo, é também conhecido como o Grande Orixá

meus” (imigrante da cidade de Osun, Nigéria, não quis se identificar,

entrevista feita pelo autor do artigo em 23 de Outubro de 2017)

5. GERAÇÃO AFROTOMBAMENTO QUESTIONANDO

Como já foi dito anteriormente, o termo GERAÇÃO AFRONTAMENTO

ou TOMBAMENTO, tem origem em 1970 com o MFMN – Movimento Feminista

da Mulher Negra – que se uniu com o passar do tempo com outro movimento

principalmente o LGBTT-P – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e

Travestis Pretos.

A maior luta encarada hoje é pelos direitos e reconhecimentos, de fazerem o

máximo possível para manterem-se distantes das amarras sociais implantadas

pelos brancos, seja por vestes, modo de comportarem-se, liberdade sexual e

de gênero, comportamentos, trabalho, ensino superior, dentre outros.:

Um dos maiores questionamentos dessa geração tombamento é sobre a

existência da homossexualidade em África, já que os muitos estudos afirmam

que não havia tais feitos no continente antes do colonialismo

No percorrer do artigo vimos diversos termos e visões a serem usadas

diferentes do que ocidentalmente conhecemos por homossexualidade.

Colocando assim em cheque o fato de que sim, era existente a

homossexualidade na África, porém com um destaque mais ligado ao homo

afetivo, e sim também era existente a homofobia, mas de forma sócio

estrutural, cai em cheque alguns contextos que é positivo por em ênfase aqui, a

questão sobre a presença da homossexualidade e homofobia no continente

africano esta ligado exclusivamente ao não encontro de palavras e/ou

conceitos que ligue a nossa visão ocidental ao que acontecia na África

Subsaariana. O intuito deste artigo foi mostrar de forma plausível que a

diferença de conceitos e interpretações não muda o fato de que a

homossexualidade é presente em todas as sociedades desde os nossos

primórdios, podendo mudar culturalmente, porém ainda sim existente.

Colocando de forma sucinta na história grandes nomes e pessoas que

devem ter grande representação para o povo preto no Brasil.

Atualmente a Geração Afrotombamento esta com uma abertura social

muito maior, porém ainda muito limitada. Encontramos hoje grandes artistas

responsáveis por ajudar a abertura social e cultural, dentre destaque esta:

Liniker, Rico Dalasam, Tais Araújo, Lazaro Ramos e eternamente, o Grande

Gilberto Gil.

Hoje, o Brasil esta entre os três países com maior índice de homofobia

no mundo, porém dentre tudo isso devemos computar o fato de que

aproximadamente setenta e dois países no mundo, sendo trinta e seis deles no

continente africano, a homossexualidade é considerado crime ou punido

socialmente por ser considerado imoral.

Um dos maiores pesares hoje do publico LGBTT negro é a “hiper

sexualização” de seus corpo, por serem os negros embalados por dizeres

sociais de serem melhores e com órgão genitais maiores, esse é um tabu no

qual os afrotombadores mas se veem erguidos em combate.

O ser efeminado para os homossexual negro também é tido como

grande tabu, já que socialmente o preto tem como destaque ser sempre

comparado a algo bruto e másculo, por tais motivos, muitos homossexuais

negros se vetam a praticar de forma aberta suas vontades de estilo de vida

com medo dos falares externos que reprimiram suas ações.

Desde meados de 2009, esta aberto em diversos espaços publicos,

principalmente na periferia a entrada de forma sucinta do negro como

participante integrante das causas LGBTT’s, é interessante falar que, o publico

LGBTT gay não tem muito espaço dentro das lutas do movimento e tem pouco

apoio vindo do movimento de luta Negra, já que para muitos ainda esta

enraizada o pensamento de que é necessário ser o homem negro másculo que

tenha diversas companheiras e, mulher negra sexy que cause impacto por

onde passe.

.

6. BIBLIOGRÁFIA

6. 1. VÍDEOS

BBC – Dj Scott Mills - O Pior Lugar do Mundo Para Ser Gay.Completo -

https://www.youtube.com/watch?v=8LsoPDAelG4 – acessado em 13/10/2017

às 02:30 h. Tempo de vídeo 51min. e 54 seg.

Coelinho o Mr. - Homossexualidade Programa 4 -

https://www.youtube.com/watch?v=uDkKLrycq88 – acessado em 29/10/2017 às

12:25 h.

Diaspora do Sul – Homossexualidade na África-

https://www.youtube.com/watch?v=f7RZ6toyuxU – acessado em 15/10/2017 às

10:30 h. Tempo de vídeo: 4 min. e 29 seg.

Felha, Rodrigo - Documentário Completo: Favela Gay -

https://www.youtube.com/watch?v=4WCJfHcUTfU – acessado em 13/10/2017

às 23:45 – tempo de vídeo, 1 horas, 11 min. e 32 seg.

Ocean Press - A Homossexualidade em Cabo Verde - www.oceanpress.inf -

https://www.youtube.com/watch?v=Lr0LvIJ7xj4

Sharma, Parvez - Homossexualidade e Islamismo – Jihad do Amor

https://www.youtube.com/watch?v=SKa7vdDo8ug – tempo de vídeo: 1 hora, 20

min e 54 seg.

6. 2. ENTREVISTADOS

Cornélio do Santos de Ogum, Babalorixá do Ilê Axé Ogum Já, nos Estados Unidos, NY. Frederico Bolivar, filho de Yá Sambarenamin de Oxum, do Ilê Axé Awo ty Orumilá. Imigrante – Não quis identificar-se – Exilado da Nigéria, cidade de Osun. Yá Sambarenamin de Oxum, Yalorixá do Ilê Axé Awo ty Orumilá, em São Paulo – Brasil

6. 3. LIVROS, ARTIGOS E MONOGRAFIAS

Al Corão – livros de Suruta.

Cadornega, Antonio de Oliveira – História Geral das Guerras Angolanas, paginas 247 à 259 – Leitura

Cruz, Luan da; e Raphael, de Paulo Tito – A Comunidade GLS da Língua Iorubá

E.E Evans Pritchard - “Bruxaria, oráculos e magia Entre os Azandes” de Obra original feita em, 1937.

Francisco Miguel (PPGAS – UnB Brasil) – Por uma Antropologia da Homossexualidade em África: o Cabo Verde.

Frandi, Reginaldo - Mitologia dos Orixás – Leitura do exemplar completo

Jark, Renan Batista – MONOGRAFIA Africa e a Colonialidade do ser: Um Estudo sobre os direitos LGBT na Nigéria

Mariana Bracks, Fonseca - Artigo Nzinga Mbandi

Montecaccolo, Padre João Antonio Cavazzi – Descrição História dos Três Reinos: do Congo, Matamba e Angola – páginas em destaque usadas para o artigo 202 e 203

Santos, Milton Silva dos – Fazendo Gênero 8 – Corpo, Violência e Poder – Sexo, Gênero e Homossexualidade: o que diz o povo-de-santo paulista?

Santos, Milton Silva dos – Sexo, gênero e homossexualidade: o que diz o povo- de-santo paulista?

Wolff, Erick – A Homossexualidade Abordada na Religião Yorubá.

Zenaide Alves – Inquisição e Homossexualidade na Colônia.

6. 4. BIBLIOGRAFIA: LINKS

Afrol.com – acessado em 01/10/2017, às 14:00 h.

Christphe Cassiau – Haurie & Silvestre Luwa - A homossexualidade na África, um tabu persistente. O exemplo da Republica Democrática do Congo – http://www.africagay.org - Acessado em 21/09/2017 – ás 17:00h > 27/09/2017 – às 19:30h > 13/10/2017 às 02:30 h– noticias governamentais em prol da causa.

Fonte: Plus News – www.angonoticias.com – Homossexuais em Angola: Vida de Anonimato e Marginalização – acessado em 18/10/2017 – às 13:30H.

Galvão, Renata – África do Sul Vira Refúgio para Gays Perseguidos no Continente – www.bbc.com – acessado em 01/11/2017 às 00:30 h.

Homossexualismo é crime em 38 países da África, destaca Anistia Internacional - https://oglobo.globo.com/mundo/homossexualismo-crime- em-38-paises-da-africa-destaca-anistia-internacional-8805159 - acessado em 11/07/2017, às 14:30 h. - Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 748 de 30 de Março de 2016.

Lemembder, Eric . O que a Homossexualidade Tradicional Aprendeu com o Ocidente – www.76crimes.com – Acessado em 02/11/2017 às 22:15 h

Nkondo, Makuta e Afonso, Kuiba – Regime do MPLA promove homossexualidade Violando Cultura Bantu – www.pressreader.com – acessado 14/10/2017 às 15:00

O Escritor Queniano Biyanvanga Wainaina Declara: “Eu sou homossexual” - www.theguardian.com – acessado em 25/10/2017 às 02:30 h.

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www.archive.org – acessado em 02/11/2017 às 21:50 h

www.olorum.com.br – acessado em diversos dias por conter atrualizações semanais.

RESUMO

TITULO:

A “HOMOSSEXUALIADADE” E A “HOMOFOBIA” NA HISTÓRIA DO

POVO PRETO: a geração tombamento no Brasil questionando sobre a

existência da HHNA – Homossexualidade e Homofobia Negra na África.

A estrutura da homofobia e o conhecimento que temos hoje por

homossexualidade influência muitos pensamentos em diversas sociedades,

assim sendo elas moldadas e as vezes não compreendidas.

A homossexualidade ocidentalmente falando, esta presente desde os

primórdios, o que torna-se contestável é a forma que ela é vista pela sociedade

onde as pessoas estão inseridas, em África pouco entendia-se sobre tal

comportamento de forma sucinta, era tido por eles algo ligado mais ao

companheirismo do que ao próprio ato sexual.

A homofobia é um outro contexto que deve ser discutido, já que a

mesma esta ligada tanto a uma estrutura religiosa, como vivemos hoje, assim

como a uma estrutura sócio estrutural, o que encontrávamos no continente

africano e até aqui no Brasil entre os índios..

Encontramos aqui um pouco de fatos e curiosidades históricas que

mostram que o continente africano já era vivo antes da colonização, mantendo

dentro dele fatos tão importantes e fortes quanto em outros países

considerados desenvolvidos. É existente a predominância de uma aculturação

religiosa que força os próprios indivíduos a negar um feito social importante

para que de forma regional revejam as suas práticas penais referente a

homossexualidade e diversos outros assunto que molda ainda de forma

colonial as leis instituídas nos países.

Palavra-chave 1: Homossexualidade

Palavra-chave 2: Homofobia

Palavra-chave 3: África

Palavra-chave 4: Subsaariana

Palavra-chave 5: Colonialismo

Palavra-chave 6: Geração Tombamento

Palavra-chave 7: Afrontamento

Palavra-chave 8: Afrotombamento.

ABSTRACT

TITLE:

A "HOMOSEXUALIADADE" AND "HOMOPHOBIA" IN THE HISTORY OF THE BLACK PEOPLE: A tipping generation in Brazil questioning the existence of HHNA - Homosexuality and Black Homophobia in Africa. A structure of homophobia and the knowledge that it is today, by homosexuality, influences many thoughts in different societies, just as they are shaped and not seidas. Western homosexuality, present since the earliest, what becomes more competitive is a form that is seen by the society where people are inserted, in Africa little was understood about the behavior succinctly, was had by them something related to the sexual. A homophobia is another context that must be discussed, since it is the same structure as a structural structure, as we live today, as well as a socio-structural structure, which we find on the African continent and up to here in Brazil among the Indians. . Here we find a bit of facts and historical curiosities that show the African continent was already alive before the colonization, keeping within it facts as important and strong as in other developing countries. It is a predominance of a human culture that is a social force, a matter of social importance to the form of regional dissemination as its criminal practices concerning homosexuality and several others

Keyword 1: Homosexuality

Keyword 2: Homophobia

Keyword 3: Africa

Keyword 4: Sub-saharan

Keyword 5: Colonialism

Keyword 6: Generation Tumbing

Keyword 7: Frontality

Keyword 8: Afrotombamento

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