ADMINISTRAR ITENS OPERACIONAIS DE BANCO DE DADOS COM FOCO NA IMPORTAÇÃO DE RESULTADOS FÍSICO-QUÍMICOS DE LABORATÓRIO E VALIDAÇÃO MATEMÁTICA., Projetos de Banco de Dados Dedutivos. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)
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ADMINISTRAR ITENS OPERACIONAIS DE BANCO DE DADOS COM FOCO NA IMPORTAÇÃO DE RESULTADOS FÍSICO-QUÍMICOS DE LABORATÓRIO E VALIDAÇÃO MATEMÁTICA., Projetos de Banco de Dados Dedutivos. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)

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Projeto de Estágio apresentado ao curso de Engenharia Civil, da Faculdade Pitágoras – Unidade Divinópolis, como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro Civil. Orientador: Diego Fernandes da Cruz
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FACULDADE PITÁGORAS – UNIDADE DIVINÓPOLIS ANDERSON SANDRO VICENTE

ADMINISTRAR ITENS OPERACIONAIS DE BANCO DE DADOS COM FOCO NA IMPORTAÇÃO DE RESULTADOS FÍSICO-QUÍMICOS DE LABORATÓRIO E

VALIDAÇÃO MATEMÁTICA.

DIVINÓPOLIS 2013

ANDERSON SANDRO VICENTE

ADMINISTRAR ITENS OPERACIONAIS DE BANCO DE DADOS COM FOCO NA IMPORTAÇÃO DE RESULTADOS FÍSICO-QUÍMICOS DE LABORATÓRIO E

VALIDAÇÃO MATEMÁTICA.

Projeto de Estágio apresentado ao curso de Engenharia Civil, da Faculdade Pitágoras – Unidade Divinópolis, como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro Civil. Orientador: Diego Fernandes da Cruz

DIVINÓPOLIS 2013

AGRADECIMENTO

A Mineração Usiminas por me

proporcionar um horário de trabalho

compatível com o curso e pelo incentivo.

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

SGBD - Sistema Gerenciador de Banco de Dados

TI - Tecnologia da Informação

DBA – administrador de banco de dados

GI - Gerente de Informação

Pulps - amostras de polpa

IT – Rotas de Itabiritos

HC - Rotas de Hematitas

LAB - laboratório

Script – Linha programável de comando

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Vista de Sonda Mecânica ............................................................................. 13

Figura 2 - Vista de Sonda Mecânica 2 .......................................................................... 13

Figura 3 - Caixas de testemunho esterilizadas.............................................................. 14

Figura 4 - Caixas de testemunho esterilizadas – Detalhe do testemunho ..................... 14

Figura 5 - Barrilete de 1,00 m coroa e calibrador .......................................................... 15

Figura 6 - Detalhamento das coroas de diamante ......................................................... 15

Tabela 1 - Relação do tipo de coroa para o diâmetro do furo realizado e respectivo .... 16

Figura 7 - conjunto de seções norte-sul ........................................................................ 17

Figura 8 - Campanha de Sondagem-amostragem 2008-2009: Fluxograma de

preparação física das amostras de testemunho de sondagem. .................................... 19

Tabela 2 - Métodos de análise e limites de detecção utilizados pelos laboratórios ....... 21

Figura 9 – Organograma de funcionamento GDMS ...................................................... 27

Figura 10 – Elaboração de tabelas no GDMS através do query buider ........................ 35

Figura 11 – Vista Datamine com interface no GDMS .................................................... 36

Figura 12 – Elaboração de tabelas no Datamine com interface no GDMS ................... 36

SUMÁRIO

1 PLANO DE ESTÁGIO .................................................................................................. 8

2 ANTEPROJETO ........................................................................................................ 10

3 MARCO TEÓRICO .................................................................................................... 12

3.1 SONDAGEM E AMOSTRAGEM ........................................................................... 12 3.2 OBJETIVOS DA SONDAGEM .............................................................................. 16 3.3 PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS .......................................................................... 18 3.4 ANÁLISES QUÍMICAS .......................................................................................... 20 3.5 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS DA SONDAGEM .................................................. 21

REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 25

GLOSSÁRIO ................................................................................................................. 26

4 RELATÓRIO DE ESTÁGIO ....................................................................................... 27

4.1 FUSION DH LOGGER .......................................................................................... 28 4.2 FUSION CLIENT ................................................................................................... 28 4.3 FUSION ADMINISTRATOR .................................................................................. 28 4.4 FUSION QUERY BUILDER ................................................................................... 28 4.5 PERFIS DO USUÁRIO .......................................................................................... 29 4.6 ETAPA 1.TESTANDO QUÍMICA ........................................................................... 30 4.7 ETAPA 2.TESTANDO PREPARAÇÃO FÍSICA ..................................................... 31 4.8 ETAPA 3.VALIDAÇÃO DE AMOSTRAS ............................................................... 31 4.9 ETAPA 4 REANÁLISES ........................................................................................ 33 4.10 ETAPA 5.ANÁLISE CRÍTICA PARA VALIDAÇÃO NO GDMS OU DESCARTE DAS AMOSTRAS GEOLÓGICAS COLETADAS ........................................................ 34 4.11 DISPONIBILIZAÇÕES DOS RESULTADOS ....................................................... 34

5 DECLARAÇÃO DE VÍNCULO ................................................................................... 38

8

1 PLANO DE ESTÁGIO

1. ESTAGIÁRIO:

Nome (por extenso): ANDERSON SANDRO VICENTE

Matrícula: 00049009 Curso: Engenharia Civil

Telefone(s): (37) 9109-2113 (31) 9713-2078 e-mail: andeson.sandro@yahoo.com.br /

anderson.vicente@usiminas.com

2. EMPRESA:

Razão Social: MINERAÇÃO USIMINAS S.A

Endereço: Distrito Povoado Samambaia, S/N Zona Rural Cidade: Itatiaiuçu Estado:

MG

Telefone: 31 3572 4087 Ramal: 4002 e-mail: site: www.mineracaousiminas.com

3. ESTÁGIO:

Vínculo do Aluno: ____ Estagiário X Funcionário ____ Empresário

Setor da Empresa: Gerencia de Geotecnia e Hidrogeologia e Planejamento de Lavra a

longo Prazo

Supervisor de Estágio na Empresa: Joao Henrique Oliveira Nicacio

Início: 01 / 08 / 2013 Término: 04 / 10 / 2013 Nº de horas aproximadamente 352

horas

4. ATIVIDADES A DESENVOLVER:

Liste as atividades que serão desenvolvidas pelo aluno no estágio supervisionado.

1) Acompanhamento de Obras: a) Alteamento da barragem de rejeito SOMISA; b) Reforço da barragem de rejeitos SAMAMBAIA; c) Drenagens superficiais diversas. 2) Acompanhamento da disposição de estéreis em pilhas 3) Acompanhamento dos projetos em desenvolvimento das pilhas de estéril e barragens. 4) Administrar itens operacionais de Banco de Dados e validação de amostragens com resultados de laboratório e controle de qualidade de resultados.

5. BENEFÍCIOS ESPERADOS:

9

Para a empresa Para o estagiário

Melhoria no controle das etapas de

desenvolvimento das obras

Conhecimento, aprendizado e

experiência em obras de terra e

estruturas

Divinópolis, ____ de ________________ de 20_____.

____________________________

Aluno Estagiário

_____________________________

Professor orientador

10

2 ANTEPROJETO

2.1 ÁREA

A área de abrangência é a Geotecnia com foco em Sondagem.

2.2 TEMA

Administrar itens operacionais de banco de dados com foco na importação de

resultados físico-químicos de laboratório, validação matemática de amostras e

disponibilização dos resultados para aproveitamento da engenharia de extração

mineral.

2.3 INTRODUÇÃO

A sondagem é umas das etapas fundamentais para a concepção do projeto,

pois possibilita o conhecimento do comportamento do solo. Ela pode ser subdividida em

etapas englobando os trabalhos de retirada de amostras de campo, metodologia de

amostragens, transporte e análise em laboratórios, tabulação e interpretação dos dados

além de armazenamento e descarte das amostras físicas.

Tendo em vista esta abordagem, o presente trabalho tem a finalidade de

descrever e mostrar a relevância da correta manipulação dos parâmetros das amostras

de solo analisado em laboratório e correta disposição dos resultados para que possa

ser trabalhada nas etapas posteriores a esta.

11

2.4 JUSTIFICATIVA E IMPORTÂNCIA

A sondagem é importante, pois detalha o ambiente onde a obra será erguida,

evitando com isso uma série de patologias decorrentes de recalques sofridos pelo solo

devido ao acúmulo de cargas, evitando assim possíveis retrabalhos.

A razão pelo qual foi escolhido o tema é enfatizar a importância da correta

manipulação e disponibilização dos resultados para análise final minimizando e até

mesmo eliminando erros nas varias etapas que consiste a sondagem.

2.5 OBJETIVOS

2.5.1 OBJETIVO GERAL

Possibilitar que a engenharia tome decisões apos análises em dados

consistentes e sólidos tornando estas decisões mais acertadas, com utilização de

métodos construtivos mais eficazes e econômicos.

2.5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Recebimento dos dados de laboratório com olhar crítico;  Desenvolvimento de metodologia para se evitar trocas de amostras;  Junção dos dados físico-químicos para apresentação em formas de tabelas.

12

3 MARCO TEÓRICO

3.1 SONDAGEM E AMOSTRAGEM

Sondagem é uma técnica de coleta de uma parte ou porção do solo e/ou

subsolo do qual chamamos “amostras”, com objetivo de analise das propriedades deste

solo. Admite-se que esta porção do solo ou subsolo possui todas as características do

solo todo, assim como suas propriedades mecânicas, físicas e químicas, desde que se

respeitem certos padrões de coleta, o qual se determina Amostragem.

Amostragem é a utilização de um processo para obtenção de dados

aplicáveis a um conjunto, denominado universo ou população, por meio do exame de

uma parte deste conjunto denominada amostra.

”A finalidade da amostragem é fazer generalizações sobre todo um grupo sem precisar

examinar cada um de seus elementos.” (Stevenson, 1981, p. 158).

A sondagem é uma operação muito utilizada para se conhecer determinada

região, ou corpo de minério, características mecânicas do solo, comportamento

geológico, entre outros. Pode ser realizada em minas de exploração de minério para

acompanhamento do processo, ou também em regiões onde há necessidade de se

conhecer ou detalhar projetos para construção civil.

Existem no mercado diversos tipos de sondagem, que entre eles destaca-se

a sondagem rotativa a diamante.

Este processo é feito com sonda mecânica para perfuração do solo com

auxilio de coroa anelar, e diamantes encravados na estrutura desta coroa, que, através

de giro e pressão da sonda corta o solo segundo uma seção cilíndrica/circular (amostra

ou testemunho de sondagem), que será então acomodada em recipientes (caixas de

testemunho esterilizadas) convenientemente tratados para posteriores análises físicas e

químicas.

13

Figura 1 – Vista de Sonda Mecânica

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

Figura 2 – Vista de Sonda Mecânica 2

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

14

Figura 3 – Caixas de testemunho esterilizadas

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

Ao solo cortado pela coroa de sondagem dá-se o nome de testemunho de

sondagem, ou simplesmente amostra de sondagem.

Figura 4 – Caixas de testemunho esterilizadas – Detalhe da amostra de sondagem

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

15

A amostra depois de cortada é trazida à superfície por um conjunto barrilete,

calibrador e coroa conforme figura abaixo.

Figura 5 – Barrilete de 1,00 m, coroa e calibrador

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

Barrilete é o compartimento cilíndrico construído em ligas de aço que abriga

o testemunho durante a furação. Já o calibrador é o responsável pela fixação do

barrilete à coroa. A coroa é o instrumento responsável pelo corte do terreno e também

por determinar o diâmetro do testemunho.

Figura 6 – Detalhamento das coroas de diamante

Fonte: http://www.dentalpress.com.br/

16

A tabela 1 abaixo especifica o tipo de coroa relacionando-os com o diâmetro

do furo produzido e o diâmetro aproximado de amostra.

Coroa Diâmetro do furo (mm) Diâmetro do amostra (mm) E 38,0 19.0 A 49,2 29,0 B 60,3 41,3 N 76,2 54,0 H 100,0 76,0

Tabela 1 – Relação do tipo de coroa para o diâmetro do furo realizado e respectivo

diâmetro do testemunho

Fonte: Arquivo pessoal próprio Autor

3.2 OBJETIVOS DA SONDAGEM

As amostras ou testemunhos de sondagem podem ser extraídos em

profundidades diversas dependendo das informações que se pretende obter. Para se

ter uma ideia, para se conhecer o minério de ferro das empresas de mineração na

região próxima a Belo Horizonte - MG realizaram-se coletas de amostras de 100 a 400

metros de profundidade no subsolo.

Assim, é importante ressaltar que pesquisas por sondagens, são

fundamentais para o conhecimento do minério de ferro, pois indicam:

 Existência ou não de volume de minério passível de ser lavrado;

 O posicionamento, forma, extensão e profundidade dos corpos de minério;

 Parâmetros para estudos e análises de estimativas e determinação estimada da

qualidade e granulometria do minério de ferro.

Estes itens, postos conjuntamente, fornecem então dados para a

interpretação de seções geológicas e construção de modelos geológicos tri-

dimensonais com o objetivo de indicar os recursos e reservas disponíveis nos direitos

minerários bem como a melhor forma de explotá-los. Desta forma, pode-se dizer que

sem pesquisa geológica, sem trabalhos de pesquisa por sondagens, amostragens nas

17

minas enfim, não há como quantificar e estimar a qualidade do minério com a

especificação necessária. O conhecimento da quantidade, qualidade, forma e

posicionamento do minério também indicarão a vida útil da mina, melhor maneira de se

lavrá-lo e a qualidade passível de ser esperada, de forma a direcionar processos de

beneficiamento (plantas) e assim a possibilidade de produção de produtos com

qualidade.

A figura 1 abaixo se trata de conjunto de seções norte-sul de uma

determinada área explorada pela Mineração Usiminas onde representa um projeto

modelos geológico tridimensional do minério de ferro explorado.

Figura 7 – conjunto de seções norte-sul

Fonte: Mineração Usiminas

O que esta em cor rosa e vermelho é o que será extraído. O que esta em verde será

usado para revegetação. Já a parte azul mais escura é a região onde este minério será

estocado para comercio.

Estas são apenas algumas informações que esta imagem nos fornece

apenas com uma avaliação breve. Ainda desta figura, mediante alguns cálculos é

possível que se saiba precisamente massa e volume de material a se mover, tempo

necessário para execução, porte, tipo e quantidade de equipamentos necessários para

18

toda obra, além é claro do investimento e lucratividade a ser atingida. E talvez a

resposta mais importante e também que resume o que foi falado aqui: a viabilidade do

negocio.

Altos investimentos objetivando altos lucros só são efetivados depois desta

certeza. Para que se chegue neste ponto é preciso de pesquisa inicial, que no nosso

caso é a sondagem.

3.3 PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS

Para que se entenda o processo de preparação das amostras coletadas para análise

química, será citada a Campanha de Sondagem 2008-2009 realizada pela Mineração

Usiminas na cidade de Itatiaiuçu – Minas Gerais. Para isto seguiu-se o procedimento

PRPLLP0013 – que trata sobre amostragens de minério de ferro. De acordo com o

procedimento PRPLLP0013 as amostras, devidamente identificadas, foram previamente

classificadas - de acordo com a avaliação visual do material amostrado – em uma das

duas categorias seguintes: IT para Itabiritos ou HC para Hematitas.

Itabiritos e Hematitas são variedades minerais básicas nas quais delas se

extraem o minério de ferro. Posteriormente foram encaminhadas para o laboratório da

USIMINAS (Mina Central) onde foram realizadas todas as etapas da preparação

conforme demonstrado no fluxograma:

19

Figura 8 - Campanha de Sondagem-amostragem 2008-2009: Fluxograma de

preparação física das amostras de testemunho de sondagem.

Fonte: PRPLLP0013 – Mineração Usiminas

As amostras foram inicialmente peneiradas em 31,5mm sendo,

posteriormente, o retido também britado em 31,5mm. Posteriormente as amostras

foram homogeneizadas e quarteadas, sendo retirada de uma alíquota com ¼ do peso

da amostra para análise química. Os ¾ restantes seguem o fluxo de preparação.

Toma-se então 2/4 da massa original das amostras cujo material foi

classificado visualmente como “IT” ou “HC” para o peneiramento a seco na fração

6,3mm. O percentual retido nesta peneira corresponde à variável denominada “Peso

Seco (PS)”. Para os materiais previamente classificados como “IT” cujo PS seja maior

que 55%, encerra-se o processo estocando-se a amostra. Caso contrário, as amostras

são submetidas ao mesmo procedimento das amostras descritas como “HC”,

implicando isto que, após a homogeneização da amostra é formada uma alíquota com

aproximadamente 1kg, que é subdividida adiante, agora por peneiramento a úmido, em

quatro classes de tamanho, utilizando-se as seguintes peneiras: 6,3mm; 1mm e

0,15mm. Ao agir assim, são geradas as seguintes frações granulométricas:

20

•W1 = % em peso > 6,3mm;

•W2 = % em peso entre 6,3 e 1mm;

•W3 = % em peso entre 1 e 0,15mm e

•W4 = % em peso < 0,15mm.

Cada uma destas frações foi então homogeneizada para envio para análise química. No

entanto, apenas são enviadas - para as análises químicas de Raios-X junto ao

Laboratório de Rotina (ou Primário) - alíquotas de 30g de polpa (pós preparação).

3.4 ANÁLISES QUÍMICAS

A Mineração Usiminas SA contratou Laboratório externo de reconhecimento

internacional como o Laboratório de Rotina ou Primário para as Análises Químicas de

todas as amostras que foram geradas durante o Programa de Pesquisas Geológicas.

O método executado foi de fluorescência de Raio X com leitura feita em

pastilhas fundidas por tetraborato de lítio com a determinação dos elementos Fe, SiO2,

P2O5, Al2O3, Mn, K2O, CaO, MgO, Na2O e TiO2, sendo solicitado que os resultados

de P2O5 e Mn fossem também reportados respectivamente para P e MnO. A Perda ao

Fogo (PPC ou P.F.) foi determinada por calcinação a 1000º C

Para cada uma das amostras são geradas duas polpas ou ”pulps”, sendo

uma destinada para arquivo enquanto outra é enviada para laboratório externo. A sobra

das polpas ou “pulps,” após análise também são destinadas para arquivamento.

21

MÉTODO ELEMENTO UNIDADE LIMITE DE DETECÇÃO

MXR Fe % 0.01 MXR SiO2 % 0.1 MXR P % 0.005 MXR P2O5 % 0.01 MXR Al2O3 % 0.1 MXR P.F. % 0.1 MXR Mn % 0.1 MXR MnO % 0.01 MXR CaO % 0.01 MXR K2O % 0.01 MXR MgO % 0.1 MXR Na2O % 0.1 MXR TiO2 % 0.01

Tabela 2 - Métodos de análise e limites de detecção utilizados pelos laboratórios.

3.5 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS DA SONDAGEM

A sondagem é a base de todas estas informações que se bem tradada pode

satisfazer esta resposta correta e precisa de que estamos falando. Por outro lado a

sondagem é realizada em várias etapas e as amostras geradas por ela precisam ser

tradadas tanto durante a retirada do solo quanto no laboratório onde são realizados os

diversos testes de resistência e análises físico-químicas. Todo este processo gera

diversos dados numéricos de diferentes naturezas, que se não forem manipulados

corretamente, chega a invalidar todo o processo de sondagem, gerando altos prejuízos

de tempo e investimentos financeiros.

Por este motivo um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) de

qualidade torna-se uma importante ferramenta que nos auxilia no controle destes dados

provenientes da sondagem. Sobre o Conceito de Banco de Dados pode-se defini-lo de

acordo com a seguinte afirmação:

Um Sistema de Banco de Dados é apenas um Sistema Computadorizado de armazenamento de registro, seu propósito em geral é armazenar informações e

22

permitir ao usuário buscar e atualizar essas informações quando solicitado de forma rápida e eficaz. (DATE, p.01)

Segundo VELLOSO (2003, p. 87) um Banco de Dados se compõe essencialmente de:  Uma base de dados;  Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD);  Linguagem de exploração;  Programas voltados a necessidades objetivas.

Além dos elementos citados, há a necessidade de um hardware capaz de

abrigá-lo, dotado de recursos compatíveis, e o pessoal capacitado.

O banco de dados quando eficaz traz vantagens como: Independência de

dados, controle de redundância de dados, garantia de integridade de dados,

privacidade de dados, facilidade de criação de novas aplicações, segurança de dados,

controle automático de relacionamento entre registros, otimização da utilização de

espaço de armazenamento, além de gerar relatórios e gráficos instantâneos

configurados para determinado fim.

O estudo e elaboração de um Projeto de Banco de Dados já foram vista

como exclusivo para áreas de informática e profissionais de Tecnologia da Informação

(TI). Embora na atualidade este conceito já tenha sido desfeito, ainda hoje há

investidores que tratam este assunto de forma secundária. Porém o grande caso de

sucesso tem seus profissionais idealizadores como multifuncionais, que além de

desenvolver as atividades especificas da área, também tem um bom domínio do banco

de dados. Podemos citar a indústria e a mineração como grandes contribuintes para

este cenário.

O Projeto de Banco de Dados hoje não é mais uma tarefa realizada somente por profissionais da área de informática, mas também possível de ser realizada por não especialistas, através de técnicas estruturadas como a Modelagem Conceitual de Dados. (MACHADO & ABREU, 1996, p. 25)

O seu diferencial está na sua metodologia de aplicação, é ter um controle central e

seguro dos dados de uma organização, de suas pesquisas e dos programas de acesso

23

a eles, é ter pleno conhecimento do enunciado de requisitos ao entrevistar os usuários

finais do Banco de Dados, isto por que são os usuários finais que irão comprovar a

eficiência do Banco de Dados.

VELLOSO (2003, p. 77) destaca que os dados estão organizados em

arquivos. Define-se arquivo como um conjunto de informações referentes aos

elementos de um conjunto, podendo essas informações dizer respeito a programas ou

simplesmente a dados. E os elementos bem definidos do arquivo chamam-se registros,

por exemplo, num controle de transações bancárias, cada registro pode ser constituído

pelo número da conta, data de transação, valor da transação e saldo.

Este registro, por ter caráter lógico, é denominado Registro Lógico. Já a parte

que cuida da quantidade de informação transmitida ou retirada da memória é

denominada Registro Físico.

As operações básicas de um registro são: Inclusão, Exclusão, Alteração,

Consultas e Relatórios. Para essas operações serem realizadas é necessário que tenha

uma ferramenta para o controle e gerenciamento das informações, capaz de:

 Acrescentar novos arquivos, vazios, ao Banco de Dados;

 Inserir novos dados em arquivos existentes;

 Buscar dados de arquivos existentes;

 Alterar dados em arquivos existentes;

 Eliminar dados de arquivos existentes;

 Remover arquivos existentes do banco de dados.

É importante a criação de backups de segurança, para poder se respaldar de

possíveis danos físicos nos computadores.

O administrador de banco de dados detém todos estes controles sobre o bom

funcionamento. Sempre haverá uma pessoa que tenha a responsabilidade central sobre

o sistema. Segundo SANCHES (2005), a pessoa que tem esse controle sobre os

sistemas é o chamado administrador de banco de dados (database administrator, DBA)

ou Gerente de Informação (GI) que são nomes e funções que começam a ganhar força

24

e necessidade no mercado de trabalho atual, cada um com suas respectivas funções e

competências.

Para SANCHES (2005) as funções de um Administrador do Banco de Dados

devem incluir: definição do esquema original do próprio banco; definição da estrutura de

armazenamento e do método de acesso; modificação da organização física e do

esquema; concessão de autorização para acesso a dados; e especificação de

restrições de integridade para preservar as informações, entre outras.

25

REFERÊNCIAS

DATE, C.J. Introdução a Sistema de Banco de Dados. Traduzida da 7ª Ed. americana. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

SANCHES, André Rodrigo. Disciplina: Fundamentos de Armazenamento e

Manipulação de Dados. Disponível em: <www.ime.usp.br/~andrers/aulas/bd2005-

1/aula5.html> Acesso em: 09/11/2013.

SOUZA, Vandenberg Dantas de. Traduzido de DATE, C. J. Introdução a Sistemas de Banco de Dados. 7. ed. Rio de Janeiro: Campos, 2000.

VELLOSO, Fernando de Castro. Informática: Conceitos Básicos. 6. ed. Rio de Janeiro: Campus LTDA, 2003.

MACHADO, Felipe Nery Rodrigues e ABREU, Maurício Pereira de. Projeto de Banco

de Dados: Uma Visão Prática. São Paulo: Érica, 1996.

STEVENSON, William J. Estatística aplicada à administração. São Paulo: Harbra,

1981.

PRPLLP0013 – Mineração Usiminas. Procedimento Operacional Planejamento de

Lavra a Longo Prazo Referencia 0013 – Mineração Usiminas S.A

26

GLOSSÁRIO

GDMS - Geological Data Management System traduzido do inglês significa Sistema de

Gerenciamento de Dados Geológicos. O produto é um software de origem canadense e

comercializado para varias empresas do setor de mineração.

QAQC - programa de Controle e garantia de qualidade. QA / QC do inglês quality

assurance e quality control, respectivamente é a combinação de garantia de qualidade,

o processo ou o conjunto de processos utilizados para medir e assegurar a qualidade

de um produto, e o controle de qualidade, o processo de produtos e serviços de reunião

às expectativas dos consumidores.

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