anatomia da pelve feminina e masculina, Notas de aula de Anatomia. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
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anatomia da pelve feminina e masculina, Notas de aula de Anatomia. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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musculos, irrigação, inervação da pelve
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AULA DE ANATOMIA – 29.03.2017

Vamos terminar o assunto reto. A gente já viu e parou aqui na irrigação

do reto. Quem irriga superiormente, medialmente e inferiormente o reto, ok? Aí

a drenagem do reto, vai lá no plexo venoso retal interno, plexo venoso retal

externo. Então, internamente ao reto tem o plexo venoso interno e

externamente tem o plexo venoso externo. Drenou tudo ali, mandou para o

plexo venoso retal. Tudo que drena na pelve vai para qual veia? Veia ilíaca

comum, depois veia cava superior.

A inervação: tem inervação simpática e parassimpática. A inervação

simpática vem da região lombar e a inervação parassimpática vem da região

sacral. A lombar na parte final da lombar, L4 e L5. A sacral no nível de S2 a S4.

Canal anal vem depois do reto. Terminou o reto vem o canal anal, o ânus

propriamente dito. No Moore ele não fala canal anal, apenas reto e cita ânus.

O canal anal está localizado inferiormente ao reto e dividindo os dois temos a

junção anorretal, que é uma linha imaginária que divide o reto do ânus.

Chegando no ânus temos uma coluna internamente. Uma elevação, uma

depressão, uma elevação, uma depressão: essas são as colunas anais ou

colunas de Morgagni, antigamente era chamada assim. No interior dessas

colunas passam as veias anais. São essas veias que ficam dilatadas quando

ocorre a hemorroida e muitas vezes elas rompem e ocorre o sangramento.

Inferiormente nós temos uma linha como montanha russa, a linha pectinada.

Temos a parte do ânus propriamente dita formada por pele. Ânus é só isso.

Em volta do ânus nós temos o esfíncter externo do ânus, que faz parte

do períneo. Essa musculatura se contrai ajudando também na defecação. É

isso.

SISTEMA GENITAL MASCULINO

O testículo do lado esquerdo é maior por causa do tamanho do funículo

espermático que é maior. No interior do testículo apresenta esse formato, é

revestido por uma túnica chamada túnica albugínea, que é essa parte mais

interna. Essa túnica reveste os testículos e vai penetrar no interior dos

testículos, quando entra vai formar os séptulos dos testículos. A túnica

albugínea está aderida aos testículos e é resistente. Ela contorna todo o

testículo e quando chega no mediastino ela entra dentro dos testículos para

separar os lóbulos, formando os séptulos dos testículos.

Os testículos também são revestidos pela fáscia vaginal/lâmina vaginal.

Essa fáscia vaginal é dividida em parte parietal (mais externa) e parte visceral

(mais interna).

A túnica albugínea está mais interna e a túnica vaginal mais externa. A

túnica vaginal também reveste os testículos.

O que nós temos no interior destes lóbulos? Temos os TÚBULOS

SEMINÍFEROS CONTORCIDOS e é NESTE LOCAL QUE SÃO PRODUZIDOS

OS ESPERMATOZÓIDES.

Os espermatozoides são produzidos aqui nos túbulos seminíferos contorcidos, são encaminhados aos túbulos seminíferos retos e vão para a rede do testículo. Saem da rede e entram nos ductos deferentes dos testículos e vão finalmente para o epidídimo.

O epidídimo é dividido em cabeça, que é a parte mais robusta, corpo e

cauda do epidídimo. A cabeça do epidídimo está situada na porção súpero-

posterior ao testículo. O corpo passa na região posterior do testículo e continua

descendo até formar a cauda do epidídimo. Na cauda há a continuidade com o

ducto deferente. No interior há o mediastino do testículo, epidídimo, cabeça do

epidídimo, séptulos separando os lóbulos. A túnica albugínea é essa mais

externa (na imagem) e reveste mais diretamente os testículos.

Nos túbulos seminíferos contorcidos são produzidos os

espermatozoides. Em seguida, eles vão aos túbulos seminíferos retos, rede e

ducto deferente.

Bolsa escrotal. É uma bolsa que vai alojar os testículos. Além de

proteger os testículos também sofre ação do músculo que passa sobre ela. Nós

temos o músculo cremaster, que vai promover uma contração, fazendo com

que a bolsa se movimente em relação à temperatura corporal. Para ocorrer a

espermatogênese é necessário que os testículos estejam numa temperatura de

aproximadamente 35ºC. Se essa temperatura está acima ou abaixo de 35,

então não ocorre a formação de espermatozoides. Por exemplo: a temperatura

do corpo caiu abaixo de 35ºC, então esse músculo cremaster vai contrair a

bolsa para que o testículo se aproxime do corpo. Quando chega na

temperatura de 35ºC ocorre um relaxamento desse músculo. A bolsa escrotal

volta à posição de origem. Quando acontece o inverso, a temperatura corporal

está muito elevada então esse músculo relaxa para separar/afastar o testículo

do corpo para ficar sempre numa temperatura adequada para ocorrer a

espermatogênese.

Externamente, a bolsa escrotal é revestida pela pele, há o tecido

subcutâneo, aderida à pele temos a túnica dartos – ela é bbem ligada à pele,

não dá para separá-la. Passam fibras musculares sobre a túnica dartos e ela

também ajuda na contração da bolsa escrotal. Mais interna à túnica dartos

temos a fáscia espermática externa, que vai revestir o músculo cremaster, e

internamente ao músculo cremaster temos a fáscia espermática interna. O

músculo cremaster está entre as duas fáscias.

A túnica dartos é possível visualizar na peça, ela dá proteção

anteriormente. Ela se liga ao estrato membranáceo da pelve, subcutâneo ao

abdome, anteriormente. Posteriormente, a túnica dartos se liga à camada

membranácea da pelve subcutânea e do períneo. Uma parte das fibras vai para

o abdome e outra parte das fibras vai para o períneo.

A bolsa escrotal é dividida internamente pelo septo do escroto.

Externamente, é dividida pela rafe do escroto. Mais profundamente, quando

chega no períneo, tem a rafe do períneo. Esse septo do escroto é formado pela

túnica dartos. O septo do escroto divide a bolsa escrotal em duas partes. Esse

septo além de ter fibras que vêm da túnica dartos, também tem fibras que vêm

do ligamento fundiforme do pênis. No Moore tem foto na página 403. Esse

ligamento vem da linha alba, a qual é formada pelas fáscias dos músculos do

abdome, principalmente o reto, e vai até a sínfise púbica na região anterior.

Quando chega na região anterior da sínfise púbica, esse ligamento vai

circundar o pênis e vai continuar descendo pela túnica dartos até ajudar na

formação do septo do escroto.

Na imagem, a professora mostrou a bolsa escrotal, as túnicas, funículo

espermático, testículos revestidos e epidídimo.

Os testículos, quando o bebê está na vida intrauterina, são formados no

abdome. Quando a mulher chega no 8º mês de gestação, eles têm que estar

presente na bolsa escrotal. Eles vêm lá do abdome, descem, passam pelo

canal inguinal, funículo espermático e chegam na bolsa escrotal. Quando o

bebê nasce, ele já está com os dois testículos na bolsa escrotal. Porém, há

meninos que não tem a descida dos testículos, então eles nascem sem estar

com os testículos na bolsa escrotal. Às vezes só um, às vezes os dois. Isso é

chamada de criptorquidia, que é a não descida dos testículos para a bolsa

escrotal. Durante a avaliação médica é pedido que a mãe aguarde até os seis

meses de vida para saber se vai ocorrer a descida desses testículos e até o 6º

mês de vida se não descerem é necessário exame para ver se precisa de

cirurgia ou não, porque se o testículo não descer e ficar somente um, esse

testículo vai ficar sobrecarregado, prejudicando a criança e futuramente pode

até desenvolver um câncer de testículo na vida adulta.

Os testículos são irrigados pelas artérias testiculares. De onde vem as

artérias testiculares? De onde elas se originam? A artéria testicular é homologa

à artéria ovárica. De onde a artéria ovárica sai? Parte abdominal da aorta.

Então as artérias testiculares se originam do mesmo lugar. A artéria testicular

sai da parte abdominal da aorta, desce na região do abdome até atingir a

pelve, cruza os vasos ilíacos externos e entra no funículo espermático para

chegar até o testículo. Então, ela vai irrigar os testículos, vai se anastomosar

com a artéria do ducto deferente. A artéria do ducto deferente se origina da

artéria vesical superior. Essa é a irrigação do testículo.

O testículo é drenado pelo plexo venoso pampiniforma. O plexo venoso

pampiniforme é uma rede feita de 8 a 12 veias e está presente no testículo e

passa no funículo espermático. Essa rede de veias no lado esquerdo e no lado

direito vai formar uma única veia cada. Essa única veia formada pelo plexo

venoso esquerdo vai formar a veia renal esquerda. A única veia formada pelo

plexo venoso direito vai formar a veia cava inferior.

Quem inerva o testículo é o plexo venoso testicular. Ramos de S2 a S4.

Vem do nervo pudendo, forma o nervo perineal e depois se ramifica até chegar

ao nervo testicular, no testículo.

Funículo espermático. É como um canal que dá proteção a todas as

estruturas no seu interior. É formado pela fáscia espermática interna, fáscia

cremastérica e fáscia espermática externa. No interior da fáscia espermática

externa e interna temos o músculo cremaster, na bolsa escrotal. As fáscias da

bolsa escrotal ascendem e continuam acima como funículo espermático. No

interior das duas fáscias temos a fáscia cremastérica. (Quando ela diz interior,

quer dizer entre as fáscias).

Dentre os componentes do funículo espermático, o principal é o ducto

deferente. O ducto deferente é um canal tubular que vai servir de transporte

para o espermatozoide. Os espermatozoides produzidos chegam no ducto

deferente, passam pelo funículo espermático.

Temos também como componente do funículo espermático a artéria

testicular, que irriga os testículos e se origina da parte abdominal da aorta. A

artéria do ducto deferente vai irrigar o ducto deferente e se originou da artéria

vesical inferior. Temos também a artéria cremastérica que vai irrigar a fáscia

cremastérica e o músculo cremáster.

Existem também fibras nervosas no interior do funículo que vão

promover a contração da bolsa escrotal e dar a sensibilidade local. Temos

também o ramo genital do nervo genitofemoral, que sai do plexo lombar, das

raízes de L1. Quando o nervo chega na pelve, passa anteriormente ao músculo

psoas depois continua descendo, chega na pelve e se transforma em nervo

genitofemoral, esse nervo genitofemoral passa no funículo espermático.

Vasos linfáticos: estão presentes no testículo e vão ajudar a drenar.

Quando não está funcionando de forma eficaz, ocorre a hidrocele, que é o

acúmulo de água entre as fáscias que estão na bolsa escrotal.

Ducto deferente: é o principal componente do funículo espermático e faz

o transporte dos espermatozoides. Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos contorcidos, depois passam pelos túbulos seminíferos retos, vão para a rede, para a cabeça do epidídimo, sofre uma maturação, passa para o corpo do epidídimo, cauda do epidídimo e chega no ducto deferente.

O ducto deferente passa posterior ao testículo e medialmente ao

epidídimo. Quando a cauda do epidídimo termina e começa o ducto deferente,

ele vai pegar um sentido ascendente, passa pelo funículo espermático, entra no

canal inguinal, sobe na pelve, cruza os vasos ilíacos externos, pega a parte

superior do fundo da bexiga, cruza medialmente o ureter, termina na região

posterior da bexiga na ampola do ducto deferente.

O ducto deferente é um tubo muscular bastante resistente, mas seu

lúmen é muito pequeno. Quando ele chega na região posterior da bexiga, ele

se alarga, formando a ampola do ducto deferente. Essa ampola do ducto

deferente vai subir atuando nas seminais para formar o ducto ejaculatório. A

ampola do ducto deferente uniu a glândula seminal para formar o ducto

ejaculatório.

Quem tem uma íntima relação com a bexiga? A bexiga repousa sobre a

próstata. A ampola do ducto deferente vai se unir à glândula seminal para

formar o ducto ejaculatório.

No ducto deferente ocorre a deferentectomia ou a vasectomia. Quando

o homem não quer ter filhos, é feita uma secção do ducto deferente. É uma

cirurgia bastante simples. Depois de 15 dias o homem pode apresentar edema

local porque os testículos ainda não sabem que seccionaram o ducto, então ele

continua produzindo espermatozoides. Depois de um tempo ele vai receber do

sistema nervoso a informação que não precisa mais produzir. É uma cirurgia

reversível até 10 anos, depois não é possível reverter.

Glândula ou vesícula seminal: eu coloquei aqui vesícula seminal porque

o nome é antigo. A glândula seminal era chamada vesícula, mas ela não

armazena nada, apenas produz e por isso não pode ser chamada vesícula. Ela

produz o líquido seminal, que é leitoso, tem frutose (que vai dar energia para os

espermatozoides) e é um líquido alcalino, porque na parede da vagina a acidez

é muito elevada, isso vai proteger os espermatozoides dessa acidez.

Ductos ejaculatórios: são dois, vêm de dois ductos deferentes. Penetram

na próstata, passando pelo interior dela. O material que vem tanto dos ductos

deferentes quanto da glândula seminal não se mistura com o líquido produzido

pela próstata, apesar de passar por ela. Esse ducto ejaculatório vai

desembocar no colículo seminal, que está localizado na parte prostática da

uretra.

Os ductos ejaculatórios vão desembocar na parte prostática da uretra,

colículo seminal. No interior da próstata passam os ductos ejaculatórios.

A próstata é a maior glândula acessória masculina, possui cerca de 4cm

de comprimento, 3cm de largura e 2cm de profundidade. Geralmente quando o

paciente apresenta essas medidas aumentadas (com maior probabilidade na 3ª

idade), o que pode ocorrer sem ter relação com tumor maligno. Isso é comum

ocorrer em idosos.

Superiormente à próstata temos a bexiga (que repousa sobre a

próstata), anteriormente à próstata temos a sínfise púbica, que é separada da

próstata pela gordura peritoneal. Posteriormente à próstata temos o reto e

inferiormente temos o músculo esfíncter externo da uretra e o músculo

transverso profundo do períneo.

A irrigação da próstata se dá pelas artérias prostáticas. Elas irrigam toda

a parte da próstata e essa artéria vem da vesical inferior. Existe uma outra

artéria que também pode irrigar a próstata e está atrás da próstata, a artéria

retal média, que também irriga o reto.

Cápsula fibrosa da próstata: é revestida pela cápsula fibrosa (parte mais

externa) e ela adentra nos ductos prostáticos. A cápsula serve como proteção

da próstata.

A próstata é dividida em lóbulos. Alguns autores dividem a próstata em

duas partes somente, mas a maioria divide em quatro lóbulos.

Istmo da próstata, parte anterior à uretra. No seu interior passam fibras

do músculo esfíncter da uretra. Passa pelo interior do istmo até chegar ao

músculo esfíncter interno da uretra. Essa parte da próstata é fibromuscular, já

as outras partes são glandulares. Somente no istmo da próstata temos

componentes musculares. No Moore, os lóbulos são ínfero-lateral, antero-

medial (mais próximo da uretra), súpero-medial e inferoposterior. Todos eles em

relação à uretra. O inferoposterior que é sentido no exame do toque retal. Esse

lóbulo supero-medial é que vai ajudar na formação da úvula. A úvula é visível

quando ocorre algum tumor de próstata. Esse lóbulo vai estar edemaciado e

ajuda na formação da úvula. O istmo da próstata é a parte anterior da próstata.

Ele é composto por fibras musculares. A outra parte da próstata é só glandular,

aqui é fibromuscular.

Ductos prostáticos: são os ductos que existem no interior da próstata,

que produz o líquido prostático e é o odor característico do sêmen – parecido

com água sanitária.

A próstata é irrigada pelas artérias prostáticas e é drenada pelo plexo

venoso prostático, que manda a irrigação para a ilíaca externa, comum e veia

cava superior. A hipertrofia da próstata pode ser diagnosticada através do

exame retal.

Glândulas bulbouretrais: São pequenas localizadas lateralmente na parte

membranácea da uretra. Elas emitem ducto que vai atravessar o músculo

esfíncter externo da uretra até chegar na parte prostática da uretra. Essa

glândula produz líquido que ajuda na lubrificação da uretra.

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