Apostila 01 tintas e vernizes, Pesquisas de Arquitetura. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)
Deh.Pimenta
Deh.Pimenta21 de junho de 2016

Apostila 01 tintas e vernizes, Pesquisas de Arquitetura. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

PDF (1 MB)
56 páginas
3Números de download
341Número de visitas
Descrição
Tudo sobre Tintas e vernizes
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 56

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 56 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 56 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 56 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 56 pages

baixar o documento
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

GOLD ICEP – MONTE CASTELO

CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

DISCIPLINA: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

TINTAS E VERNIZES Prof.ª: Patrícia Martins, especialista

Atualizada em: Julho / 2009

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

INTRODUÇÃO

Estamos constantemente cercados por cores que alegram todos os ambientes. Estas cores geralmente são dadas através das tintas, mas o que é uma tinta e qual a sua finalidade? A história do uso das cores e da pintura se confunde com a própria história da humanidade.

O ser humano na pré-história, possuidor de limitados recursos verbais para transmitir experiências, viu-se obrigado a desenvolver alternativas que complementassem sua comunicação e que perpetuasse a informação.

Neste contexto, os pigmentos eram utilizados somente como veículo de comunicação ao possibilitar a representação iconográfica do cotidiano do homem primitivo. Mais tarde, juntamente com a evolução humana, às tintas foram sendo atribuídas outras funções. Assim, já começavam a ser utilizadas como elemento de decoração e proteção de superfícies.

A pintura é uma das últimas etapas de uma obra, mas deve ser pensada desde o início do projeto, pois, ao definirmos o tipo de pintura devemos levar em consideração as condições do ambiente em relação ao clima da região, o tipo de ocupação entre outros aspectos relevantes. Caso o ambiente seja externo, também teremos que considerar as agressões atmosféricas.

Podem-se identificar as seguintes classes de pinturas:

Pintura arquitetônica – são aquelas cujo propósito primário é decorativo, apesar de que as funções protetoras não serem desprezadas. Elas incluem o conjunto de tintas e vernizes para aplicação interna ou externa, em madeira ou alvenaria e argamassa.

Pintura de manutenção – são aquelas aplicadas primeiramente para proteção e incluem um conjunto de recobrimentos aplicados ao ferro, aço e concreto.

Pinturas de comunicação – são aquelas cujo propósito primário é a prevenção de acidentes, identificação de equipamentos de segurança, delimitação de áreas e advertindo contra perigo, classificando categorias de operários, etc.

TERMINOLOGIAS

 Abrasão: desgaste provocado pelo atrito. Em tintas, resistência à abrasão significa a propriedade de o acabamento manter sua estrutura e aspecto originais, quando submetida a esfregamento ou atrito.

 Absorção: ato ou efeito de reter em si.

 Acabamento: etapa final do sistema de pintura, ao qual se atribuem os efeitos decorativos, tais como a cor desejada, grau de brilho, textura e outras propriedades. É também responsável pela resistência às intempéries, ataques químicos e danos mecânicos.

 Adesão / aderência: ato de estar intimamente ligado, inerente tanto ao sistema tinta / substrato, como ao sistema de pintura em que diversas demãos de diferentes tintas devem estar completamente ligadas.

 Aditivos: compostos que adicionados às tintas conferem a elas características ou propriedades específicas, tais como anti-sedimentação, secagem, plastificação etc.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

 Agentes de cura / catalisador: substância adicionada à outra, resultando uma reação química irreversível, concedendo ao produto final características especiais, tais como a resistência a agentes químicos, dureza etc.

 Anticorrosivo: característica do produto de proteger contra a corrosão os substratos de ferro ou ligas ferrosas.

 Calcinação: depósito pulverulento, de coloração esbranquiçada, formado na superfície do filme, causado pela degradação do veículo.

 Cargas / pigmento estendedor: materiais inorgânicos, naturais ou sintéticos, de baixa opacidade, sem propriedades colorísticas, e que conferem às tintas certas propriedades, tais como de enchimento, textura, controle de brilho, dureza, resistência à abrasão e outras.

 Cobertura: propriedade da tinta de encobrir o substrato no qual foi aplicado.

 Cor: impressão produzida no órgão visual por raios da luz branca decomposta. Fisicamente, é a propriedade de os corpos absorverem e refletirem a luz em determinados comprimentos de onda, normalmente atribuídos aos pigmentos, cuja resultante são as cores dentro do espectro visível.

 Corante: substância natural ou sintética solúvel no veículo utilizado para dar cor, e que não concede cobertura.

 Corrosão: fenômeno resultante da exposição do substrato aos agentes atmosféricos, tais como: umidade, radiação ultravioleta, temperatura, agentes químicos e biológicos etc.

 Craqueamento: defeito na película seca, sob a forma de fendas ou fissuras, com ou sem exposição do substrato.

 Degradação: processo de alteração das características originais, como a de deteriorar.

 Demão: cada uma das camadas de produto aplicada sobre o substrato.

 Desempenho (performance): conjunto de características que demonstram o grau de qualidade de um produto ou sistema.

 Diluente: líquido volátil compatível com o produto, cuja finalidade é ajustar a viscosidade ou a consistência de fornecimento e uso, podendo também ser utilizado para limpeza do equipamento de aplicação.

 Durabilidade: capacidade de um produto manter suas propriedades ao longo do tempo, sob condições normais de uso.

 Eflorescência: depósito de coloração esbranquiçada de sais minerais, proveniente do substrato, que aparece na superfície dos acabamentos.

 Empolamento: formação de bolhas na superfície do acabamento, provenientes de líquidos ou gases.

 Emulsão: sistema de dois líquidos imiscíveis, um dos quais está disperso no outro na forma de pequenas gotas.

 Filme: película de produto aplicado e seco.

 Fissura: defeito estrutural da película caracterizado pela descontinuidade alongada.

 Flexibilidade: capacidade de um filme ou película ser maleável, elástico.

 Fundo: primeira(s) demão(s) de uma tinta sobre o substrato, que funciona como uma ponte entre o substrato e a tinta de acabamento. A tinta de fundo tanto pode ser chamada de primer como de selador.

 Fungicida: substância química que inibe o desenvolvimento de fungos (microorganismos que mancham as superfícies das tintas e causam a degradação da película).

 Intemperismo: conjunto de processos provocados por agentes atmosféricos e biológicos cuja ação gera a destruição física e a degradação química dos materiais.

 Látex: (tinta à base de): produto à base de emulsão aquosa de polímeros sintéticos.

 Lavabilidade: capacidade da película de um produto de resistir à lavagem.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

 Não voláteis: todos os materiais na composição do produto que não evaporam. Também conhecidos como sólidos de uma tinta.

 Óleos secativos: óleos que possuem a propriedade de formar um filme, quando expostos ao ar.

 Pigmentos: substâncias sólidas, insolúveis, orgânicas ou inorgânicas, que dão ao filme seco as propriedades de cor, cobertura e resistência aos agentes químicos e à corrosão.

 Plastificantes: substâncias que, quando adicionadas a um produto, conferem a ele propriedades de formar filmes mais flexíveis.

 Polimerização: processo em que duas ou mais moléculas de uma ou mais substâncias se ligam para formar uma estrutura múltipla das unidades iniciais.

 Polímero: produto resultante da polimerização.

 Resinas: substâncias que conferem propriedades específicas à película de um produto, tais como impermeabilidade, resistência a agentes químicos e ao intemperismo, brilho, dureza, aderência flexibilidade etc. Cada resina tem uma ou mais propriedades específicas, e é a sua natureza que vai definir a base da tinta.

 Resinas naturais: substâncias orgânicas, sólidas, originadas da secreção de certas plantas, insetos ou fósseis, de propriedades inflamáveis, solúveis em solventes orgânicos apropriados, que, quando evaporados, formam filmes.

 Resinas sintéticas: substâncias conforme acima descrito, porém obtidas por polimerização.

 Secantes: compostos organometálicos que aceleram a secagem de óleos secativos.

 Solventes: líquidos voláteis que permitem dissolver a resina, possibilitando a obtenção do veículo.

 Solução: mistura homogênea e límpida de duas ou mais substâncias.

 Substrato: toda ou qualquer superfície à qual é aplicado o sistema de pintura.

 Tintas: produtos compostos de veículo, pigmentos, aditivos e solventes, que quando aplicados sobre um substrato se convertem em película sólida, dada à evaporação do solvente e/ou reação química, com a finalidade decorativa, de proteção e outras.

 Tintas à base de dispersão: tintas contendo como veículo uma dispersão aquosa estável de resinas sintéticas, polimerizadas por emulsão, que também são conhecidas como tintas plásticas ou látex.

 Tintas à base de emulsão: tintas cujo veículo (óleo, verniz ou resina sintética) é emulsionado em água, por agitação.

 Thinner: mistura de solventes e diluentes cuja função básica é igual à do diluente.

 Veículo: fração líquida da tinta, constituída basicamente por resina e solvente, cuja finalidade é se converter em película sólida (filme). A natureza da resina do veículo é que vai definir a base do produto (à base de...).

 Verniz: veículo sem pigmentos, que, quando seco, forma um filme transparente.

 Voláteis: todos os materiais da composição do produto que evaporam.

CONCEITUAÇÃO E FUNÇÃO

Tomando-se uma definição geral, tinta é uma mistura homogênea de solventes, aditivos, resinas e pigmentos que tem por finalidade revestir uma superfície de modo a protegê-la contra a ação de intempéries de todos os gêneros, bem como funcionar como elemento de decoração.

Outra definição mais completa é a de que tinta é uma mistura estável entre pigmentos e cargas dispersos numa resina líquida que, ao ser estendida numa fina película, forma um filme aderente ao substrato com a finalidade de cobrir, proteger e embelezar.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

Neste contexto, entende-se como tinta uma composição química líquida pigmentada ou não que, ao ser aplicada em um substrato, se converte em filme sólido por mecanismos característicos de cada tipo de tinta.

Sendo assim, suas funções consistem em: criar uma película protetora de superfícies, sinalizar, distribuir iluminação e ornamentar ambientes, isto é, as tintas possuem quatro funções básicas: higiene, iluminação, proteção e segurança. O Esquema 1 representa sintetiza as funções de uma tinta.

Normalmente as tintas de revestimento são classificadas como:  Tintas Imobiliárias / Linha Imobiliária  Tintas Automotivas / Linha Automotiva  Tintas Industriais / Linha Industrial

A tintaé uma preparação, geralmente na forma líquida, cuja finalidade é a de revestir uma dada superfície ou substrato para conferir beleza e proteção. Quando essa tinta não contém pigmentos, ela é chamada de verniz. Por ter pigmentos a tinta cobre o substrato, enquanto o verniz deixa transparente.

COMPOSIÇÃO DAS TINTAS

Em sua essência, a tinta é composta por veículos, pigmentos, solventes e aditivos. Assim, os veículos ou aglutinadores constituem as resinas para tintas a base de solventes e as emulsões para tintas a base de água. Servem para unir as partículas de pigmento. Os pigmentos podem ser ativos ou inertes. Os ativos conferem cor e cobertura e os inertes conferem enchimento, facilidade de lixamento, entre outras propriedades.

FUNÇÕES DE UMA TINTA

HIGIENE ILUMINAÇÃO PROTEÇÃO SEGURANÇA

Figura 1: Funções da tinta

CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS

Linha Automotiva

Figura 2: Classificação das tintas quanto a tipologia

Linha Imobiliária Linha Industrial

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

Os aditivosmelhoram ou aperfeiçoam uma série de características das tintas, sejam elas à base de água ou solvente. Um deles, os espessantes, trabalham a viscosidade na tinta e a espessura que o filme da tinta vai ter, depois de seca. Conforme ilustra a Figura 2.

a) Resina é a parte não-volátil da tinta, que serve para aglomerar as partículas de pigmentos. A resina também denomina o tipo de tinta ou revestimento empregado. É ela responsável pela formação da película protetora na qual se converte a tinta depois de seca. Outra função é a de proporcionar brilho, aderência, elasticidade e resistência. Assim, por exemplo, temos as tintas acrílicas, alquídicas, epoxídicas, etc. Antigamente as resinas eram a base de compostos naturais, vegetais ou animais. Hoje em dia são obtidas através da indústria química ou petroquímica por meio de reações complexas, originando polímeros que conferem às tintas propriedades de resistência e durabilidade muito superior às antigas.

b) Pigmento material sólido finamente dividido, insolúvel no meio. Utilizado para conferir cor, opacidade, certas características de resistência e outros efeitos. São divididos em pigmentos coloridos (conferem cor), não-coloridos e anti-corrosivos (conferem proteção aos metais).

c) Aditivo ingrediente que, adicionado às tintas, proporciona características especiais às mesmas ou melhorias nas suas propriedades. Utilizado para auxiliar nas diversas fases da fabricação e conferir características necessárias à aplicação. Existe uma variedade enorme de aditivos usados na indústria de tintas e vernizes, como secantes, anti-sedimentantes, niveladores, antipele, antiespumante, etc.

d) Solventes – líquido volátil, geralmente de baixo ponto de ebulição, utilizado nas tintas e correlatos para dissolver a resina. São classificados em: solventes aditivos ou verdadeiros, latentes e inativos.

Dentre as tintas imobiliárias disponíveis no mercado podem-se encontrar as seguintes tipologias: látex PVA, acrílicas, esmaltes sintéticos, vernizes e texturas. Conforme mostra o Esquema 3.

VEÍCULOS

PIGMENTOS

SOLVENTES

ADITIVOS

TINTA

ATIVOS

INERTES

RESINAS

EMULSÕES

Figura 3: Composição das tintas

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

TIPOS DE TINTAS

Linha Imobiliária:

É a linha cujos produtos são indicados para uso em edificações residenciais e comerciais.

O volume e a concentração de pigmentos nas tintas regulam os diferentes níveis de brilho e interferem inclusive na resistência do produto. As variações de brilho são calculadas através de um índice chamado PVC (pigmento-volume-concentração).

Assim, quanto menor for o índice, mais baixo será o volume de pigmentos e maior o brilho da tinta. Conforme o volume de pigmentos da fórmula, uma tinta imobiliária é dividida em três tipos: semi-brilho, fosca e acetinada e sua indicação deve estar de acordo com as características de cada uma delas. Esquema 4.

As tintas PVA látex são compostas por resinas à base de dispersão aquosa de polímeros vinílicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, glicóis e tensoativos etoxilados e carboxilados. Sua aplicação deve ser feita com rolo de lã, trincha ou pistola esta tinta apresenta probabilidade de apresentar um ligeiro manchamento quando exposta água (sereno ou chuvas leves), ocorrendo geralmente no período de cura do filme da tinta, isto é, nas duas primeiras semanas. Para a

TINTAS IMOBILIÁRIAS

PVA LÁTEX

ACRÍLICAS ESMALTES SINTÉTICOS

VERNIZES

Figura 4: Tipologias das tintas imobiliárias

TEXTURAS

TEXTURIZADOS

ACABAMENTOS DAS TINTAS IMOBILIÁRIAS

Figura 5: Acabamentos das tintas imobiliárias

PVA LÁTEX

Fosco aveludado

ACRÍLICAS

Semi-brilho

Acetinado

Fosco

ESMALTES SINTÉTICOS

Brilhante

Acetinado

Fosco

TEXTURAS

Lisa

Média

Grossa

VERNIZES

Brilhante

Acetinado

Fosco

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

solução deste problema, os fabricantes recomendam que a superfície seja toda lavada com água em abundância tão logo tenha ocorrido o manchamento.

As tintas acrílicas são compostas por resina 100% acrílica elastomérica em dispersão aquosa, aditivos heterocíclicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, álcoois, tensoativos etoxilados e carboxilados. A aplicação é feita com rolo de lã ou trincha.

Os esmaltes sintéticos são compostos por resina alquídica à base de óleo vegetal semi- secativo, pigmentos orgânicos e inorgânicos, cargas minerais inertes (nos metais acetinados e foscos), hidrocarbonetos alifáticos, secantes organo-metálicos e não contém benzeno.

O Quadro 3 identifica os tipos de acabamentos com suas principais características.

QUADRO 1 – TIPOLOGIAS E ACABAMENTOS

TIPO

FICHA TÉCNICA

Descrição Substrato/Aplicação Acabamento

Látex PVA

Resina à base de dispersão aquosa de polímeros vinílicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, glicóis e tensoativos etoxilados e carboxilados.  Tinta à base de água;  Não lavável;  Secagem rápida;  Média cobertura.

A aplicação deve ser feita com rolo de lã, pincel/trinha ou pistola  Alvenarias:

- Interiores.

 Fosco aveludado

Acrílica

 Tinta à base de água;  Excelente lavabilidade e

cobertura.

 Alvenarias: - Exteriores - Interiores

 Fosco  Acetinado  Semi-brilho

Esmaltes Sintéticos

 Tinta à base de solventes;  Ótimo acabamento  Resistência a intempéries.

 Superfícies internas de: - Madeiras - Metais

 Fosco  Acetinado  Semi-brilho

Vernizes

 Produtos à base de solventes;  Acabamento e proteção

transparente;  Conservação do aspecto natural

da madeira.

 Superfícies: - Internas - Externas

 Brilho  Semiibrilho  Fosco  Pigmentado

Texturas

 Tinta à base de água com efeito;  Textura em alto relevo;  Ação hidrorrepelente.

 Superfícies: - Internas - Externas

Variado

As diferenças de brilho entre um produto e outro são, em primeiro lugar, uma opção para o tipo de acabamento que o consumidor deseja. O acabamento oferecido pelas tintas semi-brilho, apresentam maior quantidade de resina. As acetinadas mostram um brilho mais reduzido. Seus preços são menores ou idênticos ao da semi-brilho. As foscas são geralmente mais baratas e não têm brilho algum, algo que não reduz e nem modifica sua qualidade. As tintas com acabamento semi-brilho são usadas tanto em superfícies externas, como internamente.

Em relação às tintas acetinadas, estas são mais resistentes e laváveis, apresentando certa facilidade na remoção de sujeiras. Elas são feitas com o mesmo tipo de resina, mas são acrescidos agentes fosqueantes, ingredientes que diminuem o brilho, sem afetar a qualidade. Quando a tinta é fosca, problemas de polimento podem ser percebidos. O fato surge com o atrito dos móveis ou

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

objetos contra a parede. O Quadro 4 indica as tintas conforme seu índice de Pigmento, Volume e Concentração – PVC.

QUADRO 2 – IDENTIFICAÇÃO DAS TINTAS CONFORME O ÍNDICE DE PVC

Alto brilho PVC de 20 a 25%

Semibrilho PVC de 30 a 35%

Acetinada PVC de 40 e 45%

Fosca PVC de 50 a 55%

* Índice de PVC – pigmento + volume + concentração

Os produtos de primeira linha, em especial os preparados com a tecnologia acrílica, têm a vantagem de render mais, além de resistir mais ao desgaste da limpeza. Para áreas como o teto, que implicam a reflexão da luz recomenda-se a tinta fosca. Nas demais, indica aqueles produtos ditos “top” de linha, como os acrílicos acetinados e semi-brilhantes.

Linha Industrial:

A linha industrial caracteriza-se por ter uma alta tecnologia de formulação, rigoroso controle de qualidade das matérias-primas, pelo processo de fabricação e por resistir à agressividade do meio. Acrescenta-se ainda que, esta linha difere-se da linha imobiliária ou de construção civil pela adição de resina fenólica que garante um aumento da resistência destes produtos. As tintas da linha industrial estão subdivididas conforme Esquema 5.

Em relação à sua composição as tintas industriais podem ser classificadas como:

a) Alquídicas São tintas monocomponentes que contém solventes, resinas e pigmentos. A resina é um

polímero resultante da reação de glicerina com óleos vegetais e com anidrido ftálico que é um ácido proveniente da petroquímica. Nesta reação – de um álcool (glicerina) e um ácido (anidrido ftálico) mais a inclusão do óleo vegetal (soja ou mamona) adquiri-se um poliéster ftálico modificado com óleos vegetais cujas características são:

Figura 65: Tipos de tintas na linha industrial

TINTAS DA LINHA INDUSTRIAL

ALQUÍDICAS ACRÍLICAS

EPÓXIDICAS

ETIL SILICATO DE

ZINCO

POLUIRETÂNICAS

ALTA

TEMPERATURA

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

 Baixa resistência à umidade elevada, imersão em água, meios alcalinos, solventes fortes e produtos químicos;

 Baixo custo inicial;  Apropriadas para ambientes rurais sem poluição, ambientes industriais de baixa agressividade,

construção civil em madeira e aço (interiores das edificações) e para estruturas e equipamentos abrigados, bem como em locais secos.

Não é aconselhado o uso destas tintas sobre concreto, alvenaria ou aço revestido com zinco, pois as superfícies cimentadas/alvenarias formam sabões de cálcio quando em contato com a umidade. Já nas superfícies zincadas formam-se sabões de zinco. Em ambos os casos estas reações resultam no destacamento da película em pouco tempo.

b) Acrílicas

São tintas monocomponentes que contém solventes, resinas e pigmentos. A resina é um polímero acrílico. Tais polímeros podem ser solubilizados em solventes orgânicos (lacas acrílicas) ou dispersos em água (emulsões acrílicas). As tintas industriais acrílicas apresentam resistência a intemperismos (ação do sol ou da chuva), bem como as seguintes vantagens:

 Baixo odor;  Não emitem vapores inflamáveis;  Não são combustíveis;  Tornam mais fácil a limpeza dos equipamentos de pintura;

Sobre o alumínio, o acabamento pode ser aplicado diretamente na superfície, porém, em

aço carbono e aço galvanizado é necessária a utilização do primer correspondente, também acrílico.

c) Epoxídicas

São tintas bicomponentes (componente A e componente B), ou seja, apresentam-se em duas embalagens. Em uma embalagem tem-se a resina epóxi e em outra se tem o agente de cura (catalizador). Estas tintas são subdivididas em:

 Epóxi curadas com poliamidas – são resistentes a umidade, imersão em água doce ou

salgada. Possuem alta flexibilidade e aderência em aço carbono ou concreto. São adequadas para ambientes internos de reservatórios de água potável até 55ºC.

 Epóxi curadas com poliaminas – são resistentes à imersão em soluções ou vapores químicos. Recomenda-se sua utilização para pintura interna de tanques, tubulações, equipamentos e estruturas sujeitas a imersões, derrames ou respingos de produtos químicos ou solventes.

 Epóxi modificadas – fqbricadas a partir de alta tecnologia, são muito próximas às poliamidas, pois são formuladas com pigmentos lamelares, inibidores de corrosão e aditivos tensoativos

 Epóxi curadas com isocianato – são utilizadas como primer de aderência sobre superfície de aço galvanizado, alumínio, aço inoxidável ou outros metais não ferrosos e sobre poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass).

 Epóxi hidrossolúveis – são também chamadas de tintas WB (water base or water borne).

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

d) Poliuretânicas

São tintas bicomponentes (A e B), armazenadas em duas embalagens, uma contendo a resina poliéster ou de acrílica polihidroxilada e outra contendo o agente de cura a base de isocianato alifático ou aromático. As tintas PU, como são comumente conhecidas no mercado, são de alta resistência ao intemperismo por apresentarem características químicas ao serem formuladas a partir de resinas poliéster ou acrílicas “catalisadas” com agente de cura que garantem esta resistência.

Os poliuretanos alifáticos são tintas de acabamento utilizados normalmente em esquemas de pintura com primer epóxi, com os quais são perfeitamente compatíveis. Uma característica relevante neste tipo de tinta é a possibilidade de ser resistente a “pichações”, pois, as superfícies com este tipo de acabamento podem ser limpas com solventes orgânicos do tipo do xilol sem sofre danos à superfície ou pintura. Com isto, é possível remover marcas de grafitagem ou pichações.

e) Alta temperatura

São tintas a base de silicone ou de silicatos que resistem a temperaturas elevadas de até 540ºC por que ao curarem se transformam em um filme inorgânico. Tais tintas são apresentadas somente em alumínio e seu uso é recomendado em pinturas de chaminés, exterior de caldeiras, fornos reatores, colunas de destilarias, escapamentos, dutos aquecidos, trocadores de calor, dentre outras superfícies que apresentam temperaturas elevadas. Acrescenta-se que, o uso de silicone como componente desta tinta acarreta na necessidade de um pré-cura entre 130º e 230ºC e o primer utilizado deverá ser de etil silicato de zinco.

f) Etil Silicato de Zinco

São tintas bicomponentes (A e B) fornecidas em duas embalagens, uma contendo a solução de silicato de etila e a outra contendo o pó de zinco metálico (filler).

Tais tintas são aplicadas um uma única demão sobre superfícies de aço carbono preparado por jateamento abrasivo, para promoverem proteção catódica ao aço carbono.

Esta proteção (catódica) é contra a corrosão sendo conseguida quando dois metais diferentes são colocados em contato entre si na presença de um eletrólito (líquido com propriedades condutoras de corrente elétrica). Neste processo, o metal mais nobre é protegido pelo menos nobre. No caso da proteção catódica do aço carbono pelo zinco, o ferro é protegido e se constitui no catodo sendo o zinco que é o anodo é sacrificado em benefício do ferro.

Nestas tintas, a proteção catódica dá-se em função do alto teor de zinco na película seca, motivo pelo qual são chamadas de “zincagem a frio”. O filme curado é totalmente inorgânico e constituído de silício, zinco e oxigênio.

Para esta tinta é recomendada a utilização de um primer de alto desempenho em ambientes agressivos e seu uso é recomendado para pintura de guindastes expostos em ambientes marítimos, estruturas para indústria naval, plataformas off shore, pintura interna de tanques de álcool hidratado e de outros tipos de solventes. Também são utilizadas em superfícies de alta temperatura.

Por sua natureza química e por possuírem alto teor de pigmento (zinco metálico), as tintas de zinco apresentam baixa flexibilidade e película quebradiça. Ressalta-se que, estas tintas não devem receber lixamento devido a falta de adesão da camada de tinta o que não compromete sua aderência.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DAS TINTAS

O processo de fabricação da tinta segue uma série de etapas seqüenciadas, quando a formulação deve ser rigidamente observada e obedecida.

1) Avaliação e Controle de Qualidade da matéria-prima; 2) Pesagem das matérias-primas obedecendo à formulação; 3) Pré-misturaMistura de pigmentos, aditivos e resinas em equipamento de alta precisão; 4) Moagem –a pasta obtida na pré-mistura passa pelo moinho para ser finamente dividida em

pequenas partículas; 5) Completação –o produto obtido na moagem é levado para tanques equipados com agitadores,

onde se completa a formulação, através da adição de solventes, resinas e demais matérias- primas da formulação;

6) Tingimento – éa etapa onde se acerta a cor da tinta, conforme o padrão estabelecido; 7) Controle de Qualidade – nesta etapa, os produtos são submetidos a rigorosas análises para

observação de viscosidade, brilho, cobertura, cor e secagem. Após aprovação, são liberados para enchimento nas embalagens;

8) Embalagem –os produtos são filtrados e enlatados para serem enviados à expedição.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

1 – Pesagem

2 – Mistura

3 – Diluição e secagem

4 – Trituração

5 – Teste de cor e qualidade

6 – Tintagem7 – Filtragem

8 – Embalagem

9 – Transporte 10 – Comercialização

Figura 7 – Processo de fabricação e comercialização das tintas

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

PINTURA ELETROSTÁTICA

Este processo de pintura industrial atende a exigências econômicas e técnicas, classificando-se como ecologicamente correto por não utilizar solventes e, desta forma, não produzir odores e/ou vapores agressivos ao meio ambiente. Seus métodos de aplicação mais conhecidos são: leito fluidizado e pulverização eletrostática.

Estas tintas são basicamente em pó que produz um revestimento termofixo, isento de fase líquida e aplicável a todas as superfícies metálicas, podendo ser encontrada em três famílias:

a) Híbridas – tintas compostas por resinas epóxi poliéster e indicadas para

superfícies metálicas em peças de uso interior; b) Poliéster - tintas compostas por resina poliéster e indicadas para superfícies em

peças de uso exterior, especialmente peças de efeito arquitetônico; c) Epóxi – tintas compostas por resinas epóxi e indicada para superfícies metálicas

em peças de uso em ambientes quimicamente agressivos.

Recomenda-se a aplicação da pintura eletrostática em móveis de aço, esquadrias de alumínio/aço, produtos aramados, estantes e gôndolas de aço, peças metálicas de decoração, estruturas espaciais, treliças de cobertura, telhas e calhas metálicas, elementos de composição arquitetônica, rodas automotivas, bicicletas, eletrodomésticos em geral e uma infinidade de outras peças metálicas. Conforme mostra a Figura 4.

a) Método de Leito Fluidizado

A cura da camada de tinta depositada é obtida pelo processo de polimerização, formando um filme rígido, obtido em estufa convectiva, com temperatura variando entre 120º e 260º C. Este processo consiste no aquecimento do substrato a uma temperatura pouco superior

Figura 8 – Processo de pintura eletrostática

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

ao ponto de fusão da tinta e imersão em um recipiente contendo tinta pulverizada, que é mantida fluidizada através de uma placa difusora por uma corrente de ar. A camada de tinta resultante deste tipo de aplicação, é regulada pelo tempo de permanência da peça imersa no leito fluidizado e pela temperatura do substrato.

Após a retirada do substrato do tanque de aplicação, o mesmo é submetido a um novo aquecimento para cura total do revestimento. Este método foi utilizado durante algum tempo, porém com alguns inconvenientes como:

 Altas variações de camadas

 Necessidade de pré-aquecimento do substrato. b) Método de Pulverização Eletrostática

O bom desempenho da pintura a pó levou à necessidade de se desenvolver um sistema que eliminasse os inconvenientes do processo até então existentes e que permitisse uma aplicação mais eficiente, rápida e econômica. O princípio da pulverização eletrostática está baseado no fato de que as cargas opostas se atraem, portanto a maioria dos materiais condutivos é apropriada para serem revestidos por este tipo de processo.

O pó que não é atraído pelo substrato e cai no interior da cabine, deve ser recuperado, peneirado e reutilizado na pintura do mesmo. Existem dois tipos de carregamento:

 Carregamento por ionização - a pistola para pintura eletrostática é carregada negativamente por uma fonte geradora, cada partícula que passa por esta pistola receberá cargas negativas. Quando jogamos estas partículas no ar dentro de um campo elétrico, ela será atraída pela peça a ser pintada desde que a mesma encontra-se aterrada

 Carregamento por atrito - na pistola tribo o carregamento se dá pelo atrito do pó com o corpo da pistola. Neste caso não se forma o campo elétrico entre a pistola e a peça.

SISTEMA DE PINTURA

Para que se tenha um perfeito resultado na aplicação das tintas nas superfícies, é preciso considerar que a pintura é um sistema que envolve várias etapas a serem seguidas de forma criteriosa, pois delas depende a qualidade do resultado final.

À primeira vista, uma parede interna, fachada ou ainda superfícies de madeira aparentam formar a base ideal para receber a pintura. Entretanto, aplicação de revestimentos sobre superfícies de reboco, concreto ou madeira não é um processo tão simplificado que se inicia e termina com a simples aplicação da tinta de acabamento na superfície.

Assim, os materiais de construção empregados na preparação e no acabamento das paredes são quimicamente agressivos, podendo, consequentemente, atacar e destruir as tintas aplicadas sobre elas. Desta forma, as madeiras podem apresentar-se não totalmente secas, podendo conter grande quantidade de água ou resina vegetal característica típica de algumas madeiras. Já os materiais de alvenaria podem conter considerável quantidade de água, apresetnar porosidade excessiva ou irregularmente carbonatada, estando sujeitos à degradação progressiva que terminará por reduzir ou destruir a firmeza destas paredes, e com elas o sistema de revestimento empregado.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

Assim, tendo-se a noção de que a função de uma tinta vai além do simples embelezamento da superfície, tem-se que, a película deve atender também à função de proteção, higiene, iluminação e segurança. Neste contexto, além da tinta propriamente dita são utilizados produtos complementares que atuam em conjunto com a tinta e formam o sistema de pintura.

Tais complementos podem ser citados: fundos preparadores, massas e seladores. Os fundos e seladores, também chamados de primer são aqueles que têm a finalidade de preparar a superfície corrigindo defeitos e uniformizando a absorção da superfície, proporcionam durabilidade à pintura e economia de tinta de acabamento. As massas têm a finalidade de regularizar defeitos ou imperfeições apresentados pela superfície. O acabamento é a parte visível da pintura e confere à ela qualidade, desempenho e beleza.

O Esquema 5 esquematiza o sistema de Pintura

Antes da aplicação de qualquer revestimento deve-se aguardar pelo menos 30 dias para que ocorra a cura total do cimento, nos casos de alvenaria. Pinturas sobre superfícies mal curadas problemas que acabam por danificar o revestimento.

Em relação à preparação da superfície onde será aplicada a tinta, esta deverá estar isenta de sujeira de qualquer natureza (graxas, óleos, poeira etc) e umidade. Em superfícies com histórico de umidade (banheiros, por exemplo) é aconselhável que seja aplicado na superfície um banho de solução de hipoclorito de sódio a 50%, ou seja, 50 partes de água para 50% de hipoclorito, deixando a mesma agir por 15 minutos, tomando os devidos cuidados e utilizando equipamentos de proteção individual. É importante lavar a superfície para eliminar resíduos de cloro e continuar os procedimentos de pintura.

A superfície deve estar isenta de imperfeições (buracos, saliências etc), as quais deverão ser tratadas previamente com massa corrida PVA ou acrílica. Para melhor fixação sobre o substrato, deve-se utilizar massa corrida PVA para pinturas internas e, nas superfícies externas, massa corrida acrílica. Ainda para melhor aplicabilidade e maior durabilidade da pintura, após a massa corrida pode-se dar uma demão de selador acrílico. O Quadro 5 sintetiza as características de cada superfície em relação à preparação para pintura.

QUADRO 3 – Superfície versus Pintura

SUPERFÍCIE DESCRIÇÃO

Concreto e Reboco

É preciso aguardar pelo menos 30 dias para que ocorra a cura total. Sobre reboco fraco deve-se utilizar fundo preparador de paredes o que aumentará a coesão das partículas da superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento precoce. Superfícies de concreto ou reboco bem curado e coesos (reboco novo) não precisam de aplicação de fundo, porém devem ser seladas com selador acrílico para, posteriormente, receberem a tinta de

SISTEMA DE PINTURA

Fundo Massa Acabamento

Figura 9: Sistema de pintura

Fundo

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

acabamento. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e agentes desmoldantes.

Cimento Amianto

Trata-se de uma superfície altamente alcalina, sendo indicado a aplicação de um fundo resistente à alcalinidade para selar a superfície. Este procedimento não é necessário se forem utilizados produtos acrílicos que apresentem resistência à alcalinidade.

Pisos

O piso deve apresentar-se limpo e seco, isento de impregnações (óleo, graxa, cera, etc). Pisos de concreto liso (cimento queimado) devem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água (1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após o tratamento, o piso deve ser bem enxaguado, seco e só então pintado. O tratamento com ácido muriático é ineficaz sobre pisos de ladrilhos vitrificados. Pisos excessivamente impregnados com substâncias gordurosas (graxas, óleos, cera, etc) deverão ser lavados mais de uma vez , caso seja necessário. A pintura só poderá ser realizada em caso de remoção total da impregnação, de outra forma, a aderência estará prejudicada.

Madeira

Deve estar limpa e seca. As madeiras verdes ou com excesso de umidade não oferecem boa base para aplicação de revestimentos. Deverá estar devidamente aparelhada e isenta de óleos, graxas, sujeiras ou outros agentes contaminantes. Madeiras resinosas ou áreas que contém nós devem ser previamente seladas.

Tão ou mais importante do que escolher o tipo de tinta a ser utilizado é a maneira como aplicá-lo. É necessário que o profissional tome certos cuidados para que possa obter o melhor resultado através do produto e técnica escolhidos na pintura.

As superfícies rebocadas (a receberem pintura) deverão ser examinadas e corrigidas de todos e quaisquer defeitos de revestimento, antes do início dos serviços de pintura. Todas as superfícies a pintar serão cuidadosamente limpas, isentas de poeira, gorduras e outras impurezas. As superfícies poderão receber pintura somente quando estiverem completamente secas. A principal causa da curta durabilidade da película de tinta é a má qualidade da primeira demão, fundo (primer), ou a negligência em providenciar boa base para a tinta. Nas paredes com reboco, aplicar as seguintes demãos:

 Selador: composição líquida que visa reduzir e uniformizar a absorção inútil e excessiva da superfície;

 Emassado: para fechar fissuras e pequenos buracos que ficarem na superfície e que só aparecem após a primeira demão de selador;

 Aparelhamento (da base): para mudar as condições da superfície, alisando-a ou dando-lhe uma textura especial;

 A segunda demão e as subseqüentes só poderão ser aplicadas quando a anterior estiver inteiramente seca, sendo observado, em geral, o intervalo mínimo de 24 h entre as diferentes aplicações. Após o emassamento, esse intervalo será de 48 h. Serão dadas tantas demãos quantas forem necessárias, até que sejam obtidas a coloração uniforme desejada e a tonalidade equivalente, partindo dos tons mais claros para os tons mais escuros.

Ferragens, vidros, acessórios, luminárias, dutos diversos etc., já colocados,

precisam ser removidos antes da pintura e recolocados no final, ou então adequadamente protegidos contra danos e manchas de tinta. Deverão ser evitados escorrimentos ou respingos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura, tais como concreto ou tijolos aparentes, lambris que serão lustrados ou encerados, e outros. Quando aconselhável essas partes serão protegidas com papel, fita-crepe ou outro qualquer processo adequado, principalmente nos casos de pintura efetuada com pistola. Os respingos que não puderem ser evitados terão de ser removidos com

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

emprego de solventes adequados, enquanto a tinta estiver fresca. Nas esquadrias de ferro, após a limpeza da peça, serão aplicadas as seguintes demãos:

 Fundo antióxido de ancoragem (zarcão ou cromato de zinco)

 selador

 emassado

 Fundo mate (sem brilho)

As superfícies metálicas e outros materiais cobertos por primer durante a fabricação serão limpos para remoção de sujeira, partículas finas, concreto, argamassa, corrosão etc., acumulados durante ou após sua instalação. As superfícies de ferro (a pintar) que apresentarem pontos descobertos ou pontos enferrujados deverão ser limpas com escova ou palha de aço e retocadas com o mesmo primer anticorrosivo utilizado, antes da aplicação da segunda camada de fundo na obra. Os trabalhos de pintura externa ou em locais mal abrigados não poderão ser executados em dias de chuva. O armazenamento do material tem de ser feito sempre em local bem ventilado e que não interfira com outras atividades da construção. Todos os panos, trapos oleosos e outros elementos que possam ocasionar fogo precisam ser mantidos em recipientes de metal e removidos da construção diariamente. A aplicação de tinta a pincel é um método relativamente lento. Entretanto, apresenta vantagens quando se quer obter melhor contato da tinta com superfícies muito irregulares ou rugosas. Para que a tinta possa ser considerada boa para ser aplicada a pincel, ela obedecerá aos seguintes requisitos:

 Espalhar-se com pequeno esforço (não poderá ser excessivamente viscosa ou (espessa))

 Permanecer fluida o tempo suficiente para que as marcas do pincel desapareçam e a tinta não escorra (nas superfícies verticais).

Princípios Gerais para a Execução de Pintura:

A superfície a ser pintada precisa ser adequadamente preparada, isto é, estar limpa, sem sujeira, poeira, óleo, graxa, eflorescência e partículas soltas. O modo de preparo depende do tipo de base, do tipo de tinta a ser empregada e da condição da superfície a ser pintada. As imperfeições existentes na superfície de base, tais como trincas, fissuras, Saliências e reentrâncias, serão reparadas com material idêntico ao utilizado na base, ou com material apropriado compatível com a tinta e de acordo com a orientação do fabricante; a textura da área reparada deve ser semelhante à do substrato. A porosidade da superfície da base pode ser regularizada empregando pintura de fundo, de acordo com recomendação do fabricante da tinta.

AS TINTAS DISPONÍVEIS NO MERCADO

Levando em consideração a gama de fornecedores de tintas podemos contar com os seguintes tipos de tintas:

Sistemas Acrílicos:

 Tinta látex acrílica (PVA)

 Tinta acrílica

 Tinta texturizada acrílica

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

 Fundo selador acrílico pigmentado

 Massa acrílica

 Fundo preparador de parede

Sistemas Vinílicos:

 Tinta látex vinílica

 Fundo selador vinílico

 Massa corrida

Sistemas Alquídicos:

 Esmalte sintético alquídico

 Fundo selador pigmentado

 Fundo anticorrosivo com cromato

 Fundo anticorrosivo com fosfato

 Massa a óleo

 Tinta a óleo

Tintas à base de cimento (argamassa decorativa)

Cal hidratada para pintura (caiação) Silicones (produto de tratamento de superfície)

Vernizes:

 Verniz sintético alquídico

 Verniz sintético alquídico com filtro solar

 Verniz poliuretânico

 Fundo selador nitrocelulósico

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS TINTAS

Pintura a Látex (PVA):

A tinta látex tem sua composição à base de polímeros de PVA (acetato de polivinila) emulsionados em água, pigmentada, de secagem ao ar. Seguem dados:

 Tempo de secagem: de ½ h a 2h (ao toque); de 3h a 6h (entre demãos); de 24h (de secagem final para ambientes internos); de 72 h (de secagem final para ambientes externos).

 Rendimento por demão: de 30m2/galão a 45 m2/galão, sobre reboco; de 40m2/galão a 55m2/galão, sobre massa corrida ou acrílica.

 Número de demãos: duas a três.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

 Cores: as mais diversas. É possível também adquirir a tinta na cor branca e misturá-la com corantes diversos, também fornecidos (em bisnagas) pelo fabricante.

 Ferramentas: rolo de lã de carneiro, trincha e pincel. Os acessórios e ferramentas, imediatamente após o uso, deverão ser limpos com solvente recomendado pelo fabricante.

 Utilização básica: superfícies de quaisquer inclinações, internas ou externas, onde se que resistência aos raios solares, às intempéries e que estejam sujeitas à limpeza freqüente. Poderá ser aplicada sobre reboco de tempo de cura recente, pois sua microporosidade permite a exsudação por osmose, de eventual umidade das paredes (respiração da película), sem empolamento nem afetação do acabamento. Não se poderá utilizar diretamente sobre superfícies metálicas.

 Base para aplicação: terá de ser lixada e seca. Livre de gordura, fungos, restos de pintura velha e solta, pó ou outro corpo estranho. Em superfícies muito absorventes ou pulverulentas, como tijolos de barro, reboco muito poroso, mole e arenoso, aplicar uma ou duas demãos de selador. Em seguida, será aplicada tinta PVA com rolo, pincel ou trincha, diluída em 20% de água. A primeira demão servirá como seladora em superfícies pouco porosas. Duas ou três demãos serão suficientes. Espaçar as aplicações de 3h a 6 h, no mínimo. A segunda demão será aplicada pura.As tintas serão rigorosamente agitadas dentro das latas e periodicamente revolvidas antes de usadas, evitando a sedimentação dos pigmentos e componentes mais densos. Quando for indicado revestimento com massa corrida, o trabalho será executado conforme as seguintes indicações:

 Duas demãos de massa corrida (lixa fina entre uma e outra demão) aplicadas com desempenadeira de aço ou espátula.

 Intervalo mínimo de 6 h entre as demãos.

 Lixamento da última demão.

 Pintura com tinta látex, em duas demãos, das superfícies já tratadas com massa corrida.

 Embalagem: ¼ galão (0,9 L); galão (3,6 L); lata de 18 L.

 Orientação: pintar primeiramente as superfícies exteriores e depois as interiores; pintar o prédio de cima para baixo; evitar condensação de vapor de água nas paredes durante a pintura de superfícies internas; em tempo muito quente, umedecer levemente as paredes de reboco novo.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

001 Branco Neve 002 Branco Gelo 844 Palha 018 Pérola 820 Areia

818 Marfim 506 Amarelo Vanilla 503 Cromo Suave 354 Flamingo 813 Pêssego

666 Concreto 814 Camurça 802 Cerâmica 373 Vermelho Telha 669 Azul Luna

672 Verde Musgo 008 Preto

Pintura a Esmalte:

Os esmaltes são obtidos adicionando pigmentos aos vernizes ou às lacas,

resultando daí uma tinta caracterizada pela capacidade de formar um filme excepcionalmente liso. O esmalte sintético é fabricado à base de resinas alquídicas obtidas pela reação de poliésteres e óleos secativos. Seu tempo de secagem é de 4h a 6h, para o toque, e 24 h para secagem completa.

O rendimento é de 20 m2/ galão a 50 m2 / galão, por demão. Poderá ser utilizada em superfícies de qualquer inclinação, internas ou externas e deverá ser aplicada em base seca, livre de gorduras, fungos, ferrugem, restos de pintura velha solto ou pó. É preciso aplicar a primeira demão de selador (primer) de acordo com o tipo da base (madeira ou ferro), em uma ou duas camadas, espaçadas de 18 h a 24 h, conforme o caso.

Em seguida, o esmalte sintético será aplicado com pincel, rolo, revólver ou por imersão, diluído com solvente, se necessário, em função do tipo de base. Serão suficientes duas a três demãos. A proporção básica para diluição é de 20% para a primeira demão e de 5 a 10% para a segunda demão. A tinta terá de ser remisturada com freqüência, com espátula ou régua de madeira, durante a utilização. Na sua aplicação, deve-se proceder conforme o caso:

 Esmalte sobre superfície de madeira – Limpeza preliminar pelo lixamento a seco com lixa nº 1 e remoção do pó da lixa. Em seguida, uma demão de aparelhamento, aplicada com trincha, de acabamento fosco. Após, uma demão de massa corrida, aplicada com espátula ou desempenadeira metálica, bem calcada em todas as fendas, depressões e

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

orifícios de pregos ou parafusos. Em seguida, lixamento com lixa nº 1 ou nº 1,5 e subseqüente limpeza com pano seco. Após, segunda demão leve de massa corrida, corrigindo defeitos remanescentes. Em seguida lixamento a seco com lixa nº 00 e subseqüente limpeza com pano a seco. Finalmente, duas demãos de acabamento com esmalte sintético, sendo a primeira fosca. A massa corrida sintética só poderá ser usada em interiores ou exteriores abrigados, à sombra, distante de intempéries.

 Esmalte sobre superfície metálica – Caso a pintura de fundo (dada nas esquadrias pelo serralheiro, na oficina, antes da colocação da peça) esteja danificada ou manchada, retocar toda a área afetada, bem como todas as áreas sem pintura e os pontos de solda, utilizando a mesma tinta empregada pelo serralheiro. Efetuar, em seguida, sobre as superfícies de ferro, a remoção de eventuais pontos de ferrugem quer seja por processo mecânico (aplicação de escova de aço seguida de lixamento, e remoção do pó com estopa umedecida em benzina), quer seja por processo químico (lavagem com ácido clorídico diluído, água de cal etc.). Após, deverá ser aplicada uma demão de tinta zarcão verdadeira ou de cromato de zinco. Não constituindo a demão de fundo anticorrosivo, por si só, proteção suficiente para os elementos metálicos, será vedado deixá-los expostos ao tempo por longo período sem completar a pintura de acabamento. Terá de ser feito um repasse com massa onde necessário para regularizar a superfície, antes da aplicação das demãos de acabamento. A espessura do filme, por demão de tinta esmalte, será de no mínimo 30 micrometros.

Os esmaltes se apresentam em dois tipos de acabamento: alto brilho, acetinado e fosco.

001 Branco 002 Branco Gelo 016 Platina 014 Cinza Médio 019 Cinza Escuro

164 Azul Del Rey 172 Azul França 168 Anil Intenso 163 Azul Mar 165 Celeste

848 Marrom Conhaque 822 Colorado 828 Tabaco 802 Marrom 814 Camurça

817 Creme 818 Marfim 820 Areia 351 Laranja 518 Amarelo Caterpillar

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

500 Amarelo 008 Preto 374 Vermelho Goya 360 Rubi 350 Vermelho

017 Alumínio 815 Pêssego Suave 354 Flamingo 819 Strato 674 Verde Colonial

651 Verde Folha 652 Verde Nilo 001 Branco 002 Branco Gelo 016 Platina

814 Camurça 820 Areia 818 Marfim 802 Marrom Barroco 164 Azul Del Rey

674 Verde Colonial 001 Branco 008 Preto 696 Verde Escolar

Pintura a Óleo:

As tintas a óleo são constituídas de:

 Veículos: são óleos secativos, isto é, quando expostos ao ar em finas camadas, formam uma película útil (sólida, relativamente flexível e resistente, aderente à superfície, aglutinante do pigmento etc.). O veículo das tintas poderá conter uma resina alquídica, à qual os óleos secativos se incorporam quimicamente (tinta fosca de base alquídica, para interiores). As principais vantagens dessa adição são: melhor adesividade da película resultante, melhor flexibilidade e secagem mais rápida.

 Solventes: a função essencial desses componentes é baixar a viscosidade do veículo de maneira a facilitar a aplicação da tinta em cada caso particular. É conveniente também estocar as tintas na forma de misturas de alta viscosidade e diluí-las no momento da aplicação. A vantagem desse procedimento é que se constitui para evitar a sedimentação de pigmentos em camada endurecida, apresentada por algumas tintas. Além disso, os solventes desempenham um papel importante e não muito bem explicável na formação da película; se mal escolhidos, darão margem a uma série de defeitos na película durante ou logo após a aplicação. O solvente mais usado em tintas a óleo é a aguarrás. Usa-se também gasolina sem aditivos.

 Secantes: são catalisadores de absorção química de oxigênio e, portanto, do processo de secagem. As quantidades usadas variam de 0,05% a 0,2%. Quantidade excessiva de secante ocasiona películas duras e quebradiças.

 Pigmentos: consistem em pequenas partículas cristalinas que são insolúveis nos demais componentes de tinta (óleo, solventes etc.) e têm por finalidade principal dar cor e opacidade à película útil. Muitos pigmentos são substâncias orgânicas, como por exemplo, cromato de chumbo, óxido de titânio, alvaiade de chumbo, óxido de zinco, óxido de ferro e zarcão. Recomenda-se somente empregar tintas preparadas industrialmente. Para

obtenção das tonalidades especificadas, admite-se a mistura na obra, atendida às

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

recomendações e prescrições do fabricante. A tinta deverá ser freqüentemente revolvida dentro do recipiente. É necessário, em qualquer caso, ser observadas as seguintes determinações específicas, no caso de pintura a óleo sobre ferro:

 Limpeza a seco

 Emassamento necessário à correção das superfícies

 Duas demãos de tinta de acabamento

 No caso de a pintura aplicada pelo serralheiro se apresentar danificada, tomar as seguintes medidas: limpeza da superfície por meios químicos ou mecânicos; aplicação de uma demão de água e cal; aplicação de uma ou duas demãos de tinta anticorrosiva.  Pintura à base de cal:

Tintas para caiação são muito econômicas. Seu componente principal é a cal

extinta, produzida a partir de rochas calcárias e dolomíticas, que apresentam baixo teor de óxidos de ferro e de alumínio, o que determina o índice de alvura na pintura. As tintas coloridas poderão ser obtidas por incorporação de pigmentos ou corantes resistentes ou estáveis em relação à cal. A máxima quantidade de pigmentos não poderá ir além de 10%.

Para aumentar a aderência e a durabilidade da película, é recomendável aplicar, como fundo, cola de caseína, de peixe, de carpinteiro ou outras. A caiação exige duas demãos, aplicadas com broxa ou, excepcionalmente, com pincel, porém nunca com rolo, especialmente em tetos, sendo a primeira dada com cerca da metade da quantidade de cal extinta da demão final, com adição de fixador (óleo de linhaça ou de cozinha).

Para tetos, é útil a adição de gesso. As tintas à base de cal extinta e gesso já se encontram preparadas no comércio. Exigem somente a adição de duas partes de água e uma parte do pó, ou na proporção indicada pelo fabricante, e um certo tempo de repouso antes de serem aplicadas. O consumo é de cerca de 0,6 L/m2, para duas demãos. A pulverulência da caiação é baixa, garantindo uma camada de cobertura homogênea, lisa e firme. O poder de cobertura é elevado.

A aderência da caiação é boa quando aplicada sobre argamassa, concreto ou blocos de concreto. A facilidade de aplicação é elevada, variando com a viscosidade da suspensão da cal e com as características da superfície a ser caiada (lisa ou rugosa, seca ou úmida). A seqüência mais recomendável dos serviços de caiação é a seguinte:

 Limpeza e lixamento das paredes e tetos com vassoura, escova ou lixa de calafate;

 Vedação de fendas ou falhas, eventualmente verificadas no revestimento, com argamassa no traço 1:1:6 de cimento, cal e areia, em volume, quando as falhas forem grandes, ou idêntica à do reboco, quando pequenas;

 Umedecimento das superfícies a pintar, jogando sobre elas água limpa;

 Aplicação, por meio de broxa, como primeira demão, da cola, evitando escorrimento;

 Aplicação, com intervalos de 48 h, de segunda e terceira demãos cruzadas de caiação, adicionada do óleo, em direções perpendiculares.

Sua utilização básica é em paredes externas ou internas. É adequada para as

paredes internas em ambientes com pouca ventilação, como banheiros, cozinhas e garagens, pois permite a transpiração de paredes, dificultando o aparecimento de manchas de mofo sobre as superfícies pintadas.

APOSTILA 01 – TINTAS E VERNIZES Profª: Patrícia Martins, especialista

1000 Branco

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1002 Branco Gelo

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1003 Azul Celeste

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1008 Creme

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1010 Azul Pavão

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1006 Amarelo

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1009 Cinza

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1012 Verde

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1007 Camurça

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1014 Pessego

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1001 Areia

Fonte: HIDRACOR, 2004. 1015 Verde Cana

Fonte: HIDRACOR, 2004.

1004 Rosa Fonte: HIDRACOR, 2004.

1013 Concreto Fonte: HIDRACOR, 2004.

Pintura Látex Acrílica (PVA):

Recomendada para a aplicação sobre superfícies internas e externas de alvenaria à base de cimento e/ou cal (argamassa), concreto, bloco de concreto, cimento amianto, gesso, cerâmica não vitrificada. Tinta formulada a base de dispersão de copolímeros acrílicos ou estireno acrílico, contém pigmentos como dióxido de titânio e/ou outros pigmentos coloridos, cargas e aditivos. Seu acabamento pode ser fosco aveludado ou semi-brilho.

025 Branco Imperial 002 Branco Gelo 844 Palha 018 Pérola 820 Areia

SB / F / A / SL SB / F / A / SL SB / F / A / SL SB / F / A / SL SB / F / A / SL

818 Marfim 506 Amarelo Vanilla 503 Cromo 801 Ocre Colonial 813 Pêssego

comentários (0)

Até o momento nenhum comentário

Seja o primeiro a comentar!

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 56 pages

baixar o documento