Apostila anatomia Dental, Outro de Anatomia Dentária. Universidade Cândido Mendes (UCAM)
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maysa-veiga11 de Julho de 2017

Apostila anatomia Dental, Outro de Anatomia Dentária. Universidade Cândido Mendes (UCAM)

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Apostila anatomia Dental , bom resumo para quem deve estudar essa matéria deveras importante.
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SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

ANATOMIA DENTAL

Florisa Maria Nunes de Abreu Tunes

Gustavo Cosenza Botelho Nogueira

2012

ETEC Philadelho Gouvêa Netto Prótese Dentária - 2012

Florisa Tunes Gustavo Cosenza

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA

Prótese Dentária: É a ciência e/ou a arte que proporciona elementos

substitutos adequados para as porções coronárias de um ou mais dentes naturais e

também de suas partes circunvizinhas. Tem por finalidade restaurar a função, a

estética, o conforto e a saúde do paciente.

Anatomia Dental: Ciência que estuda as formas dos dentes, onde o

dente é um órgão do corpo humano, importante e complexo, que tem função,

sensibilidade e ação motora.

A - Composição

-esmalte

-dente -dentina

-polpa

órgão dental

-de proteção -gengiva

-periodonto -cemento

-de inserção -ligamento periodontal

-processo alveolar

-alvéolo

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Esmalte:

• Estrutura mais dura e densamente mineralizada. Mais que o osso!

• Translúcido;

• Responsável pelo brilho do dente;

• Sais inorgânicos 98%;

• 2 a 4 % de matéria orgânica e água;

• Elementos minerais - cristais de apatita nas formas de: Hidróxi-apatita

Carbonato-apatita;

• Organizado em: Prismas de esmalte;

• Espessura variando entre 2 e 3 mm, onde o máximo se atinge nas bordas incisais

dos dentes anteriores e nos ápices das cúspides dos posteriores;

Dentina:

• De conformação semelhante à do dente, porém mais grosseira;

• Estrutura que dá cor aos dentes;

• Relaciona-se: internamente: polpa

externamente: esmalte

• 65 a 75 % de substâncias minerais (material inorgânico semelhante ao esmalte);

• 25% de substâncias orgânicas (proteínas do grupo dos colágenos);

• 10% de água;

• Organizado em: Túbulos e canalículos, que desempenham papel importante na

condução de estímulos;

• Maior susceptibilidade à carie;

• Espessura variando entre 2 e 5 mm.

Polpa:

• Divide-se em: Câmara Coronária

Canal Radicular

• Constituída basicamente de tecido conjuntivo frouxo;

• Ricamente inervada e vascularizada;

• Vasos: arteríolas e vênulas;

• Filetes nervosos: responsáveis pela sensibilidade do dente;

• Função: defesa

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formação de dentina secundária

• Ampla nos jovens e diminuta nos mais velhos.

B. Função

• Mastigação: Incisivos: cortar

Caninos: dilacerar

Pré-Molares: moer

Molares: moer

• Fonação: principalmente os anteriores, na pronúncia das consoantes:

F, V, T, D, N, S, C;

• Estética;

• Suporte facial: principalmente bochecha e lábios superior e inferior. A ausência

dos dentes ocasiona o “Perfil de Polichinelo”.

C - Localização

• Normal: Interior da cavidade bucal, sobre os processos alveolares maxilares,

dispostos em fileiras;

• Localização ectópica (fora do lugar normal): palato, assoalho da boca, faringe,

esôfago;

D - Direção

• Direção absoluta: É a direção do dente sozinho. Pode ser retilíneo ou curvilíneo;

• Direção relativa: É a direção do dente quando relacionado com estruturas vizinhas.

Pode ser vestibularizado, distalizado, por exemplo.

E - Número

• Varia de acordo com a espécie: Homem: 20 - dentição decídua

32 - dentição permanente

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F - Dimensões

• Varia de espécie para espécie; a dentição do Homem (homo) é diferente da

dentição dos cães (canis), gatos (felis).

• Varia dentro de uma espécie; a dentição dos brancos é diferente da dentição dos

negros, que também é diferente da dentição dos amarelos.

• Varia em uma mesma arcada; incisivos são diferentes dos caninos, que são

diferentes dos pré-molares, que são diferentes dos molares.

• Varia em um mesmo dente; o incisivo central difere do lateral.

Fatores: sexo

genética

fatores externos

G. Cor

• Varia entre:

Amarelo Acinzentado Branco Azulado

• Varia segundo a idade;

• Arcada: maxila: + escura

mandíbula: + clara

• Em um mesmo dente: cervical

médio

incisal

H - Classificação - Homem

• Braquiodonte: dentes curtos e de crescimento limitado

• Plexodonte: dentes com tubérculos, cúspides, cristas, sulcos e fóssulas

• Bunodonte: visto pela oclusal, apresenta cúspides distintas com ápices

arredondados

• Heterodontes: vários tipos de dentes

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I - Nome

Incisivos central

• anteriores: lateral

CANINOS

Pré-molares: primeiro

• Posteriores: segundo

primeiro

Molares segundo

terceiro

J - Dentições

• Pré-decídua

• Decídua

• Permanente

• Pós-permanente

Esquema mostrando a conformação cuboidal da coroa dos dentes.

Mo = aresta mésio-oclusal. Vcd = ângulo triedro vestíbulo-cérvico-distal

Os esquemas do lado direito mostram o desenvolvimento da porção lingual ou cúspide

lingual (porção tracejada) a partir do incisivo até o molar.

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GENERALIDADES

A- COROA:

Porção visível do dente quando este está implantado no seu alvéolo.

Apresenta uma superfície lisa, polida e brilhante. É muito resistente.

Os dentes se assemelham a cubos, inclusive os anteriores, onde a

disposição cuneiforme destes dentes não invalida a semelhança cúbica, se não se

admitisse a atrofia do segmento posterior ou lingual dos mesmos, representada

apenas por um simples tubérculo (ou talão).

Comparando as coroas dos incisivos e caninos com os pré-molares,

ver-se-á que eles são diferentes, particularmente por suas faces oclusais; portanto as

diferenças nas configurações gerais são dadas pelas faces oclusais, que sofrem

modificações mais profundas.

As outras faces, mesial (M), distal (D), vestibular (V) e lingual (L) variam

apenas pelas dimensões relativas dos elementos que a constituem e por alguns

detalhes morfológicos.

Todas as coroas são constituídas segundo um mesmo plano

arquitetônico.

Sobre a direção geral das faces de qualquer dente, os planos das faces

proximais (mesial e distal) mostram na direção geral uma convergência no sentido

apical. As faces V e L são inversas.

Em uma visão vestibular ou lingual, constata-se que o maior diâmetro

do dente está situado junto à borda livre, enquanto o menor é próximo da cervical.

Por outro lado, observando-se em uma visão proximal, a porção da face

mais larga é a cervical, enquanto a incisal é a menor.

Os dentes são assimétricos, como todos os órgãos pares, e contém

várias estruturas que os forma, tais como: cúspides, cristas, fóssulas, sulcos, etc.

Dentre as cúspides, temos: cúspides vestibulares e cúspides linguais.

Dentre os sulcos, temos o sulco principal, sulcos secundários, sulcos

terciários, etc.

Cristas: cristas marginais mesial e distal.

Ângulos vivos, que podem ser diedros (bordas ou arestas) e triedros.

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1 - Face Vestibular

• Corresponde ao vestíbulo da boca

• Simbologia: V

• Bucal: deve ser desprezada porque todas as faces estão na boca

2 – Face Lingual

• Opõe-se à vestibular

• Chamada de face palatina nos superiores, e lingual nos inferiores

• Simbologia: P ou L

3 – Face Mesial

• É a face mais próxima da linha mediana

• Simbologia: M

4 – Face Distal

• Ligeiramente mais convexa

• É contígua a mesial do dente vizinho, exceto Incisivos centrais e terceiros

molares

• Simbologia: D;

5 – Face Oclusal (ou Incisal)

• É onde existe oclusão dos posteriores

• Chamada de Incisal nos anteriores

• Simbologia: O ou I

6 – Face Cervical

• É a face da coroa voltada para a raiz do dente

• É uma face “virtual”

• Só pode ser observada se separarmos coroa da raiz dental

• Simbologia: C

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7 – Faces Proximais

• Recebem este nome porque estão voltadas para o dente vizinho

• São as faces M e D

B – Colo

• Também chamado de porção cervical, é a área limítrofe entre coroa e raiz

Colo clínico: corresponde à linha gengival

Colo anatômico: corresponde à porção radicular extra-alveolar

Colo ósseo: linha da raiz próxima à trabécula óssea

C – Raiz

• Conformação geralmente cônica

• Coloração amarelada

• Ausência de brilho

• Parte mergulhada nos alvéolos maxilares e mandibulares

• Mais longa que a coroa, fato este que mantém o dente em equilíbrio (estabilidade)

• Uni, bi ou tri-radicular

• Contém forame apical, por onde entram e saem vasos sanguíneos e terminações

nervosas

• Ligadas do cemento (porção mais externa) ao osso através de ligamentos

periodontais

• Retilíneas ou curvilíneas

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NOTAÇÃO DENTAL

A notação dental é o processo sinóptico para se determinar o número e

a situação dos dentes, tendo a vantagem de indicar as falhas, ou extra numerários, as

anomalias, fornecendo assim o estado atual dos dentes nos arcos.

Os dentes de cada semi-arco, numerados de 1 a 8, sendo o primeiro o

Incisivo Central e o último o Terceiro Molar, ficam divididos em quatro séries por dois

traços que se cruzam perpendicularmente. O traço vertical representa a linha

mediana. O traço horizontal equivale à linha de oclusão. Os números situados acima

deste traço correspondem aos dentes superiores, os que estão abaixo, correspondem

aos inferiores. Por sua vez, os que estão à esquerda da linha mediana, esquerdos, e

os que estão à direita, direitos.

1º quadrante 2º quadrande

S

8..7..6..5..4..3..2..1 1..2..3..4..5..6..7..8 Dentição

Permanente D 8..7..6..5..4..3..2..1 1..2..3..4..5..6..7..8 E

I

4º quadrante 3º quadrante

5º quadrante 6º quadrande

S

V IV III II I I II III IV V Dentição

Decídua D V IV III II I I II III IV V E

I

8º quadrante 7º quadrante

A notação dental é dada por dois algarismos, onde o primeiro indica o

quadrante e o segundo indica o nome do dente.

Dente DU, onde: D indica o quadrante em que está localizado U indica o dente propriamente dito

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SENTIDO DAS FACES

Para as faces proximais (mesial e distal), a zona mais abaulada situa-se

sempre próxima da borda oclusal (contato interproximal), enquanto a porção cervical é

plana ou com leve tendência à concavidade.

Inversamente ocorre para as faces vestibular e lingual, onde a saliência

acha-se, constantemente, na vizinhança da região cervical.

Ao unirmos os pontos de maior proeminência das faces V, D, L e M

temos o que chamamos de equador dental.

Figura mostrando os pontos de maior proeminência em cada uma das faces dentais: D, M, V e L. A união dos pontos forma o Equador Dental.

Esquema demonstrando que todas as coroas dentais são construídas sob um mesmo plano arquitetônico. As faces dentasis sempre se opõem duas a duas, à saber: V e L, M e D.

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DIMENSÕES DOS DENTES

A face vestibular é sempre maior que a face lingual, exceto no 1º molar superior.

A face mesial, em qualquer dente, é sempre maior e mais larga que a

face distal, exceto no Incisivo Central Inferior.

RAÍZ

A raiz apresenta-se quase sempre inclinada para o lado distal.

OCLUSAL

1 – Sulcos

Sulco principal, primário ou fundamental: é o sulco que separa as

cúspides Vestibulares das cúspides Linguais. É profundo, bem definido, que resiste

perfeitamente à abrasão mecânica.

Sulcos secundários: geralmente situados sobre as cúspides, tem

direção geral mais ou menos paralela a aresta da cúspide, podendo apresentar

pequenas ramificações transversais. São menos profundos que os principais.

Os sulcos têm papel importante no escoamento dos alimentos e nos

movimentos excursivos da mandíbula .

Podem terminar de duas maneiras: apagando-se gradativamente ou

terminar em fóssulas.

2 – Fóssula

Também conhecidas por fossas, são depressões encontradas

principalmente na face oclusal dos dentes.

Fóssula principal: são aquelas encontradas nas extremidades M e D do

sulco principal. São denominadas triangulares mesial ou distal.

Fóssulas secundárias: resultadas do cruzamento de sulcos principais

ou de acessórios. Quando são muito pequenas, são denominadas cicatrículas.

3 – Cristas Marginais

São saliências que unem, nas faces proximais, as cúspides vestibular e

lingual.

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INCISIVOS

A. CARACTERÍSTICAS GERAIS:

• Os dentes incisivos, também chamados de cuneiformes ou espatulados, são as

peças situadas na parte mediana dos arcos dentais. O nome incisivo vem do latim

incidere, que significa cortar, o que caracteriza a função exercida por estes dentes.

• Habitualmente são em número de oito, distribuídos quatro para cada arco, dois à

direita e dois à esquerda da linha mediana.

B. CONFORMAÇÃO GERAL:

• De forma geral, a coroa dos incisivos é uma cunha ou prisma quadrangular,

adaptada para a especial função de cortar os alimentos, assumindo assim uma

fisionomia toda especial. São unirradiculares.

INCISIVO CENTRAL SUPERIOR

A. CARACTERÍSTICAS GERAIS:

• Também denominado grande incisivo, incisivo interno superior, incisivo medial ou

primeiro incisivo superior;

• São em número de dois e estão dispostos lado a lado da linha mediana;

• É o maior dente do grupo dos incisivos.

B. SITUAÇÃO NA BOCA:

• Está posicionado adjacente à linha mediana, um em cada hemi-arco;

• Observando-se por vestibular, a coroa mostra-se disposta verticalmente.

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C. COROA:

• É de aspecto cuneiforme, quando vista por uma das faces proximais;

• Quando observada por V ou L, a coroa alarga-se à medida que se aproxima de

borda oclusal.

1 – Face Vestibular

• Apresenta-se com a forma de trapézio cujo grande lado é oclusal e o pequeno é o

cervical;

• É convexa tanto no sentido vertical quando no longitudinal;

• A convexidade no sentido longitudinal não é uniforme, alcançando seu máximo

junto à borda cervical e diminuindo progressivamente à medida que se aproxima da

borda oclusal até tornar-se plana;

• Metade ou 2/3 oclusais podem mostrar-se completamente planos;

• Dois sulcos de desenvolvimento dividem a face em três segmentos ou lóbulos:

lóbulo mesial (o maior), lóbulo mediano (o menor) e lóbulo distal (de volume médio);

• Sulcos e lóbulos são melhor visíveis na metade inferior da coroa, desaparecendo à

medida que se aproximam da borda cervical;

• É limitada por quatro bordas ou margens arredondadas, que se continuam sem

limites precisos com as faces vizinhas;

• A borda livre oclusal é retilínea e ligeiramente inclinada para cima do lado distal;

• A borda cervical é curvilínea, com raio de curvatura pequeno e de convexidade

voltada para a raiz;

• As bordas proximais (M e D) são freqüentemente retilíneas e ligeiramente

convergentes para a raiz;

• A borda mesial é mais longa e menos inclinada que a distal;

• O ângulo distal, formado pelo encontro da borda oclusal coma distal é muito mais

arredondado e menos vivo que o mesial.

2 - Face Lingual

• É escavada, ao contrário da face V;

• É de forma trapezoidal, de lados e ângulos arredondados (semelhante à V);

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• Muito côncava, tanto no sentido longitudinal como no transversal;

• Forma, no conjunto, uma ampla escavação chamada Fossa Lingual;

• A fossa lingual é limitada, do lado cervical e dos lados proximais, por bordas mais

ou menos nítidas, abertas ao nível da borda livre do dente, onde se alarga;

• A fossa lingual é reforçada por três pilares, dois são marginais (Cristas Marginais

Mesial e Distal);

• Estes pilares reúnem-se ao nível do terço cervical, no ponto correspondente ao lobo

lingual, onde formam uma saliência hemisférica ou alongada, que constitui o

Cíngulo, tubérculo dental, esporão ou talão;

• O cíngulo pode apresentar-se sob vários aspectos: algumas vezes constitui zona

de união com as cristas vizinhas, outras vezes exibe uma proeminência linguiforme,

mais ou menos independentes da fossa lingual, determinando por isso, a formação

de uma pequena cavidade, denominada buraco ou forame cego;

• Em qualquer desses tipos, o cíngulo pode apresentar-se simples, sulcado (bipartido

ou tripartido) ou constituir tubérculos acessórios completamente independentes;

• Os rebordos proximais, mais ou menos salientes, delimitam as bordas da face

lingual e recebem a denominação de cristas marginais. São delgadas e estreitas

ao nível da borda oclusal e vão se alargando e salientando-se à medida que se

avizinham do cíngulo, com o qual se fusionam na maioria das vezes;

• As cristas marginais M e D correspondem aos lóbulos M e D da face vestibular. A

fossa lingual corresponde ao lóbulo mediano;

• As bordas proximais (cristas marginais) são oblíquas e convergentes para o lado da

raiz, sendo a distal menor e mais inclinada;

• Borda cervical curvilínea, muito saliente e de convexidade voltada para a raiz.

3 – Face Mesial

• Exibe contorno em forma de triângulo com ápice oclusal e base cervical;

• Ligeiramente convexa no conjunto, apresenta-se quase plana ao nível da borda

cervical;

• Borda cervical tem forma de “V”, de abertura angular voltada para a raiz;

• Borda vestibular convexa no terço cervical e plana nos dois terços oclusais;

• Borda lingual côncavo-convexa, cuja concavidade toma os dois terços oclusais da

face voltada para a face bucal

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• Borda livre muito aguda nos dentes jovens, é substituída no dente desgastado por

uma pequena margem obliquamente dirigida de cima para baixo no sentido L-V;

• Todos os ângulos agudos e muito vivos.

4 – Face Distal

• Repete a mesma configuração da mesial

• É menor e mais convexa em todos os sentidos.

5 – Face Oclusal

• Também denominada borda livre, borda cortante ou borda incisal;

• Mostra, principalmente em dentes jovens, três dentículos, separados por dois

sulcos em forma de ”V” invertido;

• Em dentes desgastados, a borda oclusal transforma-se em uma faceta plana,

inclinada para cima, do lado distal.

D. COLO

• Sinuoso e irregular;

• Semicircular, de convexidade voltada para a raiz ao nível das faces V e L;

• Mostra-se conformado em “V”, de ápice arredondado, ao nível das faces proximais.

E. RAIZ

• É única (unirradicular);

• Curta e intumescida;

• Forma conóide na maioria dos casos.

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Medidas Médias

C – I 10,0 mm

M – D 9,0 mm

V - L 7,0 mm

Incisivo Central Superior direito, em posição na boca. Da esquerda para a direita, temos as faces D, M, L e V.

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INCISIVO LATERAL SUPERIOR

A – CARACTERÍSTICAS GERAIS

• Também conhecido como incisivo externo superior, pequeno incisivo ou segundo

incisivo;

• São em número de dois, situados do lado distal dos centrais e mesial dos caninos.

B – SITUAÇÃO NA BOCA

• É quase idêntica a do incisivo central, a única diferença está no fato que a face

vestibular da coroa é mais inclinada para o lado vestibular e, portanto, a linha do

colo não cai a prumo sobre a linha da borda incisal;

• Oclui mesialmente com o Incisivo Lateral Inferior e distalmente com o Canino

Inferior.

C – COROA

• É um dos dentes mais variáveis da dentadura humana;

• Tende a desaparecer, segundo Beltrami;

• Pode assumir aspectos morfológicos diversos, que vão desde as formas típicas de

dentes bem constituídos até aqueles com coroa puramente cônica;

• A forma cônica ocorre quando os lóbulos mesial e distal não se desenvolvem;

• Pode ocorrer a ausência do dente, ou do lado direito, ou do lado esquerdo.

1 – Face Vestibular

• É semelhante à do incisivo central;

• É trapezoidal, de lados e ângulos muitos arredondados, e convexa em todos os

sentidos, com acentuação ao nível do terço cervical;

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• Os sulcos de desenvolvimento e os lóbulos têm mesmo nome e mesma disposição

do Incisivo Central, porém, os sulcos são mais rasos e os lóbulos menos

proeminentes;

• A borda cervical é mais convexa, devido ao seu menor raio de curvatura;

• A borda incisal ou oclusal apresenta-se muito inclinada para cima do lado distal,

principalmente na metade distal;

• O ângulo mesial sendo muito agudo, e o distal muito arredondado, diminuem

consideravelmente a altura da borda do mesmo nome. Desta maneira, a face distal

e, conseqüentemente, a borda distal das faces V e L, são muito menor que as

homólogas do lado oposto.

2 – Face Lingual

• É acentuadamente côncava, em razão das saliências maiores do cíngulo e das

cristas marginais;

• A fossa lingual é bastante profunda;

• O buraco cego é bastante freqüente;

• A fossa lingual é contornada por cristas marginais bem desenvolvidas e bastante

salientes;

• O cíngulo é de conformação variável, embora semelhante ao que se descreveu

para o Incisivo Central. Algumas vezes pode estar ausente. Outras vezes

desenvolve-se tanto a ponto de constituir uma cúspide independente.

3 – Face Mesial

• É de forma triangular, com lados e ângulos arredondados;

• É maior e menos inclinada que a distal, discretamente convexa em toda sua

extensão junto ao colo, onde pode apresentar ligeira escavação.

4 – Face Distal

• Semelhante à face M, porém, muito menor e mais convexa.

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5 – Face Incisal (ou Oclusal)

• Nos dentes jovens ou com pouco desgaste, apresenta três dentículos, separados

por dois sulcos, que se continuam com os lóbulos de desenvolvimento da face V e

L;

• Na porção mediana desta face é comum a presença de uma saliência que divide a

borda oclusal em porções mesial e distal. A primeira, forma com a borda do mesmo

nome, um ângulo agudo. A segunda continua-se com a face distal através de um

ângulo arredondado, bem mais pronunciado que o do Incisivo Central Superior;

• A eminência central, verdadeira cúspide, desgasta-se muito rapidamente,

transformando a borda numa superfície quadrilátera e estreita, obliquamente

dirigida para cima e do lado distal.

D – COLO

• É semelhante ao do Incisivo Central Superior, porém, com raios de curvatura

menores, e com um achatamento maior no sentido mésio-distal.

E – RAÍZ

• É única (unirradicular);

• É relativamente mais longa que a do Incisivo Central Superior, porém, mais delgada

e achatada no sentido mésio-distal.

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Medidas Médias

C - I 9,0 mm

M - D 6,5 mm

V - L 6,0 mm

Incisivo Lateral Superior direito, visto em posição na boca. Da esquerda para a direita temos as faces D, M, L e V.

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CARACTERES DIFERENCIAIS ENTRE INCISIVOS CENTRAIS E LATERAIS SUPERIORES

INCISIVO CENTRALINCISIVO LATERAL

COROA VISTA PELA FACE V

1. Configuração quadrilátera ou trapezoidal, cuja altura e largura são aproximadamente iguais.

1. Configuração trapezoidal, tendendo para o lanceolado. Aspecto caniniforme.

2. Dimensão vertical ligeiramente maior que a horizontal.

2. Dimensão vertical acentuadamente preponderante sobre a horizontal.

3. Pequena diferença de altura entre a borda mesial e distal.

3. Grande diferença de altura entre a borda mesial e distal.

4. Borda oclusal ligeiramente oblíqua para o lado distal.

4. Borda oclusal acentuadamente inclinada para o lado distal.

5. Ângulo mesial quase reto. 5. Ângulo mesial agudo. 6. Lóbulos aproximadamente iguais. 6. Lóbulo distal mais destacado. 7. Ângulo distal arredondado. 7. Ângulo distal muito arredondado.

COROA VISTA PELA FACE L 1. Variações menores do cíngulo. 1. Detalhes de conformação muito mais

evidentes. Cíngulo mais desenvolvido e mais baixo.

2. Buraco cego menos freqüente. 2. Buraco cego muito freqüente.

COROA VISTA PELA FACE M 1. Borda vestibular convexa no 1/3 cervical e retilínea nos 2/3 oclusais.

1. Borda vestibular inteiramente convexa, com acentuação no 1/3 cervical.

COROA VISTA PELA FACE D 1. Grande e relativamente pouco convexa. 1. Pequena e muito convexa.

COROA VISTA PELA BORDA O 1. Retilínea e pouco oblíqua. 1. Muito oblíqua e com rudimentos de

cúspide mediana.

ASPECTO DA RAIZ 1. Raiz cônica ou prismático-triangular. 1. Raiz achatada no sentido mésio-distal. 2. Curta e grossa. 2. Relativamente longa e afilada. 3. Secção triangular. 3. Secção ovalar. 4. Maior percentagem de raízes retilíneas (75%).

4. Maior porcentagem de raízes curvas (66,5%).

5. Número menor de forames acessórios. 5. Maior freqüência dos forames acessórios.

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INCISIVO CENTRAL INFERIOR

A – SITUAÇÃO NA BOCA

São em número de dois, situados lado a lado na linha mediana

• Éo menor dente da série dos incisivos, e também o menor da dentadura humana.

• Oclui com o Incisivo Central Superior.

B - COROA

• Assume forma típica de cinzel ou cunha, alongada no sentido vertical e estreita no

sentido mésio-distal.

1. Face Vestibular

• Configura um trapézio alongado, de grande base oclusal;

• Sua superfície é convexa tanto no sentido vertical como no horizontal;

• A convexidade é mais acentuada ao nível do terço cervical, a partir do qual, a

superfície torna-se plana e inclinada para o lado lingual;

• Os sulcos de desenvolvimento e os lóbulos desta face são muito atenuados e

discretos;

• A borda cervical é semicircular, de convexidade voltada para a raiz e pequeno raio

de curvatura;

• As bordas mesial e distal são ligeiramente convergentes para o colo;

• A borda mesial é menor que a distal (inverso dos demais);

• A borda livre é retilínea e obliquamente dirigida de baixo para cima no sentido

mésio-distal;

• Nos primeiros anos de vida do dente, a borda oclusal apresenta três dentículos que

desaparecem rapidamente devido ao desgaste;

• Os ângulos mesial e distal são quase retos. Após o desgaste natural, o ângulo

mesial torna-se obtuso e o distal agudo.

ETEC Philadelho Gouvêa Netto Prótese Dentária - 2012

Florisa Tunes Gustavo Cosenza

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2 – Face Lingual

• É mais estreita que a vestibular;

• É côncava na parte superior, onde exibe a fossa lingual pouco profunda, tornando-

se convexa junto ao colo;

• É limitada por duas cristas marginais muito pouco salientes e por um cíngulo bem

pouco desenvolvido;

• O buraco cego é muito raro, devido a pouca saliência do cíngulo;

• Os sulcos de desenvolvimento e os lóbulos desta face são ainda mais discretos que

os da face vestibular.

3 – Faces Proximais

• São triangulares, de lados e ângulos arredondados e base muito larga, voltada para

o colo do dente;

• Tanto a face mesial como a face distal são planas no sentido vertical e convexas no

horizontal;

• Apesar de muito parecidas, a face distal é mais convexa e de configuração mais

nítida;

• A face mesial é menor e menos inclinada que a distal.

4 – Face Oclusal

• É uma simples borda retilínea nos dentes jovens;

• Nos dentes com certo desgaste, torna-se uma faceta longa e estreita, obliquamente

dirigida para baixo do lado mesial.

C – COLO

• Muito achatado no sentido mésio-distal;

• Apresenta raios de curvatura reduzidos.

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Florisa Tunes Gustavo Cosenza

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D – RAÍZ

• Achatada no sentido mésio-distal, nitidamente sulcada, chegando o sulco a dividir o

canal contido no interior da raiz;

• É única (unirradicular).

Medidas Médias

C – I 9,0 mm

M – D 5,5 mm

V - L 6,0 mm

Dente incisivo central inferior direito, visto em posição na boca. Da esquerda para direita têm-se, sucessivamente, as faces D, M, L e V.

Incisivo central inferior visto pelas faces V, M e L. Observar a inclinação

da borda oclusal desgastada para o lado M, a escassa profundidade de

sulcos (s e s’), o pequeno volume das cristas marginais (c) e do cíngulo

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