Apostila curso final, Manual de Jornalismo Comunitário. Universidade Estácio de Sá (Estácio)
paulodfatima1
paulodfatima119 de Maio de 2016

Apostila curso final, Manual de Jornalismo Comunitário. Universidade Estácio de Sá (Estácio)

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Apostila dando uma visão geral da área de produção de imagens para jornaçis,op de tv e produção em geral
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Curso de Vídeo E Produção Básico

Introdução

A luz está para o vídeo, como o sol está para continuação da existência da vida sobre a face da Terra. Pois sem a luz não podemos ter imagem alguma, ou seja, a luz é a mãe de toda a arte que tem a imagem como matéria prima.

• Luz é uma forma de energia radiante visível. Através desta é que podemos produzir nossas imagens.

• Estas imagens são produzidas a partir da reflexão da energia, ou seja, a reflexão da luz sobre os objetos que vemos. Por isso uma boa qualidade de luz nos dará um bom re- sultado final, em suma, um bom nível de luz é fundamental para termos uma finalização de qualidade na nossa produção.

• Temos estas três imagens, onde a primeira éstá completamente sem iluminação, a segunda já recebe um pouco de iluminaçãoe finalmente na terceira temos a plena visão de um salão cheio de pessoas, que no início era apenas um borrão de total escuridão. O que será que conseguiamos identificar dentro da primeira imagem? Creio que a resposta seja fácil, ou seja, nada podemos identificar, pois não havia luz suficiente para que nosso olho podesse perceber a existência de coisa aldentro deste espaço. O mesmo há de acontecer com a nossa câmera, que tem basicamente o mesmo processo que nossos olhos para cap- tação de imagens. E diga-se de passagem que uma câmera tem limitações muito maiores que nossos olhos para captar tais imagens e transmiti-las para a fita magnética, onde são gravadas tais imagens.

Vamos, agora, observar um pouco da evolução da imagem através dos tempos, desde a ne- cessidade do homem registrar a sua história através da imagem até a chamada era digital.

O homem na idade das cavernas começa a ter a necessidade de comunicar através de desenhos, rupestres sua presença e suas ações diárias. Com o passar do tempo o homem começa a desenvolver técnicas que vão aprimorando a fixação das imagens e perpetuando momentos. Até então o homem tem a penas capturando momentos estáticos, através de pinturas e totalmente impressionista, pois era a visão do artista passada para um determi- nado espaço; limitado. Através da evolução chegamos as primeiras imagens realista, ou seja, as primeiras fotografia

Gravação de Entrevistas;

A gravação de entrevistas, é uma situação primária em reportagens. Até hoje muitas das suas regras primárias são questionadas e discutidas. Mas a experiência de diversos profissionais estabeleceu certas regras; as quais veremos a seguir:

A primeira dessas regras é a regra dos 180 graus.

É uma regra que todos nós profissionais de imagem (em movimento) devemos conhecer e respeitar. Ela é muito simples: nós cinegrafistas devemos traçar uma linha imaginária, unindo o entrevistado ao entrevista- dor, e trabalhar apenas em um dos lados desta linha, num ângulo de 180 graus(Inserir Imagens de Exemplo) Respeitando esta regra, mesmo que o entrevistado ou entrevistador não apareçam juntos na mesma cena em plano geral, o telespectador há de perceber que o entrevistado está voltado para o entrevistador e vice-versa.

O enquadramento é algo de fundamental em qualquer produção, pois a nossa telinha passa a ser para nós como um tela de um artista plástico. Pois como o artista nós vamos criar um campo para passar o que esta- mos captando naquele exato momento e ao mesmo tempo estamos criando limites, dentro de cada plano e dentro de cada composição de imagem que determinamos. Sem mudarmos o plano ou ângulo, podemos modificar o distribuição dos elementos dentro do nosso enqua- dramento. Neste caso estamos trabalhando com a composição da imagem. devemos tomar cuidado para que dentro do nosso enquadramento não tenhamos elementos que venham a dispersar o nosso público com elementos que venham a chamar a sua atenção. estes elementos podem ser os mais diversos, desde um brinco de uma pessoa até um elemento decorativo dentro de um determinado ambiente. Para ilustrar melhor este tipo de acontecimento dentro de uma determinada produção de imagem: Temos uma apresentadora com um brinco por demais chamativo , o mesmo nos atrai a atenção e nos disper- sa da informação que ela nos está transmitindo. Ou ainda este outro exemplo: uma entrevista dentro de uma sala que no fundo, da mesma, temos um quadro com cores fortes que mais uma vez nos distrair chamando a atenção para o mesmo. Nestes dois exemplos vimos que a composição de um enquadramento deve ser feita com o maior cuidado, para não pecarmos em coisas simples como: pedir para a nossa apresentadora usar adereços discretos, ou buscarmos um enquadramento com plano mais fechado ou buscarmos um outro ângulo para amenizarmos a nossa composição. Agora vamos falar sobre algo fundamental para termos uma boa composição que é um seguimento natural, ou seja, vamos falar dos planos. Os planos seguem o que acontece naturalmente quando chegamos a qualquer lugar, são na verdade três pontos de vista, os quais são: Geral, Médio e Detalhe.

- PLANO GERAL O plano geral é um plano que serve para nos localizarmos dentro de terminado espaço, ou seja, che- gamos em um salão de festas assim que entramos vemos todo o espaço e o que o compõe. A esta visão cha- mamos, em vídeo, de plano geral.

- PLANO MÉDIO O plano médio pode ser visto como um plano de identificação, ou seja, quando entramos neste mesmo salão identificamos um certo grupo de pessoas conhecidas. Neste momento reduzimos o nosso ponto de vista.

- PLANO DETALHE O plano detalhe o próprio nome já fala por si só, ou seja, é aquele no qual depois de identificarmos o determinado grupo dentro do mesmo um componente deste nos chama a atenção. Neste momento reduzi- mos ao máximo o nosso ponto de vista.

Dentro destes planos é que vamos compor nosso enquadramento, ou melhor, vamos distribuir os elementos que temos no eixo de visão de nossa lente.

Composição A composição tem um peso muito grande em toda a produção de imagem. Nela é que vamos “pintar” nosso quadro. A composição nada mais é que a distribuição dos elementos dentro do nosso enquadramento. Devemos sempre tomar o máximo de cuida nesta distribuição, pois apenas um elemento mal posicionado dentro do quadro há de trazer uma desarmonia sem igual. Quando apontamos a lente de nossa câmera para qualquer objetivo, devemos antes de tudo analisar se dentro do quadro que definimos para gravar tudo está em harmonia, e como vemos isso. A resposta é bem simples, pois esta está nosso bom senso, por exemplo: vamos gravar um noivo e uma noiva juntos num jardim e ve- mos que atrás do noivo tem uma certa quantidades de galhos que parece estar saindo de sua cabeça devemos mudar estes de posição ou mudarmos o ângulo do qual estamos fazendo tal imagem. Ou estamos gravando uma entrevista e ao fundo do nosso entrevistado tem algo que está chamando por demais a atenção do teles- pectador, fazendo com que o mesmo fique disperso devemos buscar um ângulo melhor ou retirar este ele- mento dispersivo do nosso quadro, isso pode ser feito muitas vezes com uma mudança no plano que estamos usando ou modificando um pouco a posição do nosso entrevistado. A composição deve levar em conta as linhas do cenário, pois através das mesmas conseguimos melhores resultados na questão da perspectiva (profundidade). Quando nos referimos a linhas estamos nos referindo a todos os elementos retos da cena .

Movimento de Câmera

O movimento de câmera traz uma dinâmica ao nosso vídeo, mesmo sabendo nós, que a imagem tem seu próprio movimento. Mas estes movimentos devem ser usados nos momentos adequados, ou seja, os mesmos não devem ser usados em demasia e fora do contexto da nossa produção. Existem momentos em que o movimento de câmera ou de lentes tornam-se indispensáveis, mas os mesmos devem estar dentro do contexto da produção da imagem, a seguir vamos ver alguns exemplos onde podemos e devemos utilizar o recurso do movimento de câmera ou lentes. Zoom

Ex.: Estamos gravando uma entrevista e o entrevistador começa a sua entrevista com um comentário antes de apresentar a pessoa entrevistada e no decorrer de seu texto ele em dado momento apresenta, esta pessoa. Qual seria a melhor maneira de apresentar esta pessoa ou como seria mais interessante começar esta produ- ção da imagem desta entrevista? Poderíamos optar por algumas variações, como por exemplo: um plano geral com as duas pessoas em qua- dro, é uma boa opção, mas perdemos a vantagem de surpreendermos a quem está assistindo esta entrevista se o texto tiver tal intenção, a de revelar quem é o nosso entrevistado. E além de perdermos em muito aquele contato íntimo entre o entrevistado e o telespectador, o qual devemos dar a ilusão da participação dentro des- ta entrevista. Agora vamos utilizar outro exemplo; a câmera começa num plano mais fechado, plano america- no (cortando o nosso entrevistador um pouco a baixo da cintura), isso sem mostrarmos o nosso entrevistado e durante o texto vamos fazendo um movimento suave que vai revelando o entrevistado durante a introdução feita pelo entrevistador.

Exemplo de texto: _ Aqui em nossos estúdios, hoje, temos a presença deste que é uma grande nome na área do documentário. Conosco Emílio Galo, documentarista e roteirista de... Panorâmica

Podemos usar o movimento de câmera para fazer a ligação entre dois pólos para criar um vinculo informati- vo, mas devemos tomar cuidado para que entre dois pólos não haja um vazio por demais grande e que passe para o nosso telespectador esta sensação de vazio mais uma vez vamos a um exemplo: Estamos fazendo um vídeo sobre uma comunidade que mora perto de uma usina de lixo e queremos mos- trar a má qualidade de vida de uma criança que mora nesta comunidade. Em determinado momento vemos uma criança próxima a este lixo, mas não queremos enquadrar de modo direto a criança e o lixo, queremos pôs, no momento, apenas fazer uma ligação entre as duas informações visuais. Fazemos então uma pequena panorâmica ligando a criança ao lixo. Tomando cuidado para não deixarmos um espaço muito grande entre estes dois pólos informativos, pois o nosso objetivo maior é fazer a ligação entre os mesmos. Esta ligação da qual estamos falando pode ser feita tanto na horizontal (panorâmica) ou na vertical (tilt), reforçando o que foi descrito a cima, como regra, não devemos deixar um espaço por demais vazio.

Além de fazer este movimento de câmera para fazer a ligação entre dois pólos, podemos utilizar o mesmo para identificação do ambiente ou até mesmo a localização do mesmo, por exemplo:

Estamos no alto de uma montanha e queremos mostrar todo um vale que está abaixo de nós, isso nos dá a identificação do ambiente em que estamos. Agora estamos numa determinada rua da cidade e fazemos o mesmo movimento, neste caso além de identificarmos o ambiente estamos localizando o nosso telespectador dentro deste mesmo ambiente.

Traveling

Temos ainda um movimento muito usado em produções mais trabalhadas, que é chamado de traveling, ou melhor, passeando com a câmera. Em outras palavras, a câmera se movimenta de modo real, ou seja, nós andamos com a mesma, este movimento pode ser feito com a câmera no ombro ou sobre algum suporte com rodas como por exemplo: sobre um carinho sobre trilhos, sobre um tripé com dolly (rodinhas que ficam na base do mesmo). Assim, podemos realizar movimento como: aproximar de algum objeto ou ser que seja nosso alvo, sem ter que usar o recurso do zoom (movimento de lentes, onde o que fazemos é uma troca de diversas lentes que estão contidas na nossa torre de lentes). Ou até mesmo acompanhar determinado elemen- to em movimento, como se a câmera estivesse presa ao seu movimento, por exemplo:

Primeiro estamos acompanhando uma pessoa andando por um jardim e estamos fazendo isso em traveling, em plano médio, ângulo de noventa graus perpendicular a mesma, mostramos esta pessoa passando por diversos elementos visuais, que estão do lado oposto do qual estamos gravando. Este mesmo movimento serve também para darmos a idéia da câmera subjetiva, ou seja, ela passa a ser a visão do nosso personagem, que está caminhando por este mesmo jardim. Agora temos a visão frontal do que este personagem está vendo. Mas devemos saber que uma câmera subjetiva não precisa estar diretamente ligada a questão do traveling, pois dentro da linguagem da edição ou da nossa produção podemos ter este efeito com outros tipos de movimentos ou até mesmo com a nossa câmera parada, isso vai depender de como concebemos a nossa produção, neste momento em particular.

Iluminação : Como temos visto deste o início desta apostila, a luz é fundamental para termos uma imagem de qualidade, mas não somente a luz em si em importante. Devemos saber que a distribuição desta luz é fundamental para termos um resultado qualitativo. Um dos objetivos básicos da luz em vídeo é, iluminar de tal maneira que crie a ilusão ou sensação da profun- didade. O posicionamento próprio e a intensidade de várias luminárias (pontos de luz) irão criar esta ilusão. Provavelmente o aspecto mais importante da iluminação em vídeo seja passar que a mesma é apenas a cap- tação da luz natural do ambiente e para isso é preciso se ter o domínio de como iluminar, ou seja, devemos tentar ter a qualidade de um bom diretor de fotografia (este é responsável pela luz dentro de um estúdio). em resumo devemos iluminar de tal forma que quem esteja assistindo o resultado do nosso trabalho, tenha a sensação muito especial que não há iluminação extra apenas a natural, como falamos antes. existem situações nas quais iluminação do local deve ser respeitada e mantida, exemplo, iluminação de shows, peças teatrais. Existem pontos básicos de luz, ou seja, para realizarmos uma iluminação precisamos de três pontos básicos de luz, os quais são: (Inserir Imagens de Exemplo) - Luz pricipal (Key Light) - Luz de preenchimento (Fill Light) - Contra luz

Obs.: O elemento não deve nunca em nenhum dos casos estar próximo de mais do fundo que estamos utili- zando, porque senão perderemos um importante espaço para que possamos passar a ilusão da profundidade e teremos como resultado uma imagem com o elemento chapado no fundo que escolhemos para trabalhar.

Luz chave: (Key Ligth)

Esta luminária deve ser colocada em dos lados da câmera num ângulo aproximado de 30 a 40 graus e a uma inclinação de 45 graus de altura. Iluminando o elemento principal do enquadramento, criando através das sombras o efeito de profundidade. Pois como disse os antes a sombra dá profundidade e volume, mas estas devem parecer o mais natural possível.

Luz de preenchimento: (Fill Ligth)

Esta luminária tem a função de atenuar a luz chave, ou seja, ela vem suavizar as sobras criadas através da luz chave. Mas em momento algum ela deve eliminar as mesmas e sim dar a sensação de que esta sombra seja o mais natural possível, pois a função da iluminação é passar a que a luz que esta no ambiente seja a ilu- minação natural do ambiente, exemplo: a iluminação que teríamos dentro de uma sala iluminada pela luz do dia. Esta é posicionada da mesma forma que a luz chave, ou seja, ao lado da câmera, sendo que oposto o da luz chave. Esta irá controlar de maneira direta a questão da relação de contraste, mas também ainda permitir o efeito de aprofundamento dos contornos do nosso elemento principal, sob o qual estamos fazendo nossa luz.

Esta luz de preenchimento pode iluminar dois elementos. Entretanto se um elemento tem uma co- loração claro e o outro escura, devemos usar tipos individuais de luz de preenchimento. Que dentro de um equilíbrio por nós criado dará um resultado mais coerente para os dois elementos, fazendo que um não se destaque mais que o outro e que venhamos a ter problemas de variação de diafragma muito perceptíveis. Contra luz: (Back Ligth)

Esta luminária é posicionada diretamente atrás do elemento ou elementos e a um ângulo de 45 a 60 graus. A finalidade deste posicionamento desta luminária é conseguir uma luz de contorno sobre o ponto superior do elemento. Isso separará o elemento do fundo criando a sensação de profundidade. Normalmente é usado um contraluz para cada elemento que compõe nosso quadro, caso haja mais de um elemento. Quan- do tempos um elemento muito importante dentro do nosso quadro e queremos dar maior destaque o mes- mo podemos utilizar mais de um contra luz sobre o mesmo, com realçamos mais este elemento, pois damos maior profundidade e maior sensação de “descolamento” do fundo.

TEMPERATURA DE COR: No período da TV branco e preto a questão da temperatura de cor não gerava preocupação alguma. Mas com o advento da televisão com transmissão a cores veio então a preocupação com o fator da temperatura de cor. E para tanto em estúdio tomou-se com temperatura standard a referência de 3200K e tanto isso tornou- -se regra que todas as câmeras( profissionais ou domésticas vêm com este padrão de fábrica). Tabela das diversas temperaturas de cor de certos elementos.

vt 800 K Ferro em brasa

1850 K

1850 K Luz de vela

2400 K Lâmpadas incandescentes domésticas antigas

2500 K Lâmpadas incandescentes de tungstênio a vácuo de 60 W

2600 K Lâmpadas incandescentes de tungstênio a vácuo de 100 W

2700 K Lâmpadas incandescentes de tungstênio a gás de 100 W

2800 K Lâmpadas incandescentes de tungstênio a gás de 500 W

2900 K Lâmpadas incandescentes de tungstênio a gás de 1000 W

3000 K

3200 K Lâmpadas de tungstênio para cine e TV.

3400 K Lâmpadas especiais de halogênio para filme e TV

3600 K Fotoflood tipo S

3800 K Flash de magnésio

4000 k Sol nascente e sol poente

4200 K Arco voltaico de carvão, normal

4600 K

5000 k Arco voltaico de carvão branco

5600 K Arco voltaico de carvão branco HI (alta intensidade)

7100 K dia céu nublado e claro

Vídeo-Jornalismo O Vídeo-Jornalismo tem uma linguagem própria, ou seja, a linguagem informativa. Ele está sempre ancora- do a um texto, mas este texto é conduzido pelas imagens e não ao contrário. No Vídeo-Jornalismo a máxima é a seguinte: uma imagem vale mais que mil palavras, sabemos da importân- cia de uma boa qualidade de imagem, mas muitas da vezes não temos ambiente que nos propicie uma ima- gem de qualidade, então devemos avaliar se esta imagem é de importância fundamental para nosso trabalho, caso na nossa avaliação ela o é, devemos então capta-la da melhor maneira dentro da limitações que estamos tendo no momento. Devemos tomar um cuidado especial na questão do enquadramento e composição, pois tratando-se de jorna- lismo as coisas estão acontecendo num ritmo muito rápido e temos, então, que estarmos muito mais atentos aos detalhes que estão a nossa volta e isso implica numa maior atenção no que estamos pondo dentro da nossa tela. Existem certos padrões ou regras que devemos seguir sempre, uma dessas regras é dos 180 que vimos no início esta apostila. Um outro padrão é quanto certas situações vividas no dia-a-dia, como por exemplo gravação de uma exposição de artes, neste tipo de produção é imprescindível a utilização do tripé, para que possamos ter uma imagem segura, pois estamos tratando com imagens estáticas e que nos exige um maior detalhamento do objeto que estamos gravando. O mesmo se aplica a situação de uma explosão, programada, pois o tripé nos dará maior firme quando do deslocamento do ar e neste caso devemos “disparar” com trinta segundos de antecedência da explosão para não corrermos o de perder a explosão ou até mesmo tremermos a imagem. As gravações aéreas também tem suas regras primárias para serem executadas com qualidade. Estas devem ser feitas sempre que possível com lente grande angular, mas sabemos por experiências que cenas gravadas de grandes altitudes, as imagens ficam sem definição, mas se usarmos lentes teleobjetivas o resultado será de- sastroso, ou seja, teremos um verdadeiro terremoto. Neste caso devemos buscar uma lente que esteja a meio termo e que se adapte a situação. O uso da grande angular é possível em casos de vôo em ultra-leves, pois estamos voando a baixa altitude e as imagens estarão bem definidas. Agora vamos falar de uma coisa que por muitas das vezes cria uma linguagem e que passa por nós desaper- cebida, que é o instrumento básico de uma repórter ou apresentador; o microfone. Sim o microfone, este ins- trumento tão simples tem uma grande força na linguagem de qualquer programa vamos citar três programas que vão ao ar em algumas emissoras no nosso território: - Jô Soares onze e meia - Sem Censura - Programa Livre Esses três programas têm uma coisa em comum, os três são programas com entrevistas e a diferença de lin- guagem entre cada um deles pode ser vista através do uso de microfones. No primeiro, Jô Soares Onze e Meia, o apresentador não usa microfone colocado diretamente em seu corpo, hora é utilizado um microfone direcional e em outro momento ele utiliza o microfone que está sobre sua mesa. No caso do Sem Censura, a apresentadora utiliza um microfone de lapela e a mesma se mantém todo o tempo num só lugar e o mesmo lhe deixa as mãos livres, mas está presente todo o tempo em quadro. Já no Programa Livre, o apresentador utiliza um microfone de mão, pois o mesmo o utilizado o tempo todo, pois ele interage com o público durante todo o

programa e este microfone lhe dá a mobilidade necessária para fazer este contato direto com o público.

Microfones: Existem diverso tipos de microfones cada uma deles tem uma utilização específica. Uns são mais sensíveis outros menos. Cada um deste pode fazer parte de uma linguagem visual dentro de uma produção em vídeo, como vimos anteriormente. Existem microfones: - Sem Fio - De mão - De lapela - Direcionais Os microfones sem fio podem ser de mão, lapela ou mesmo direcionais. Eles trabalham ligados atra- vés de ondas a um receptor e este receptor tem um transmissor que envia este áudio captado por este micro- fone para a câmera ou mesa de áudio, permitindo uma maior mobilidade de quem estiver utilizando-o, pois esta pessoa pode estar a grande distância. Este tipo de microfone é excelente para ser usado em matérias de denúncia, pois no caso de um lapela, o mesmo pode ser escondido sob a roupa e o cinegrafista pode captar a imagem a distância sem ser visto, vemos isso sendo utilizado em muitas matérias do chamado jornalismo investigativo.

Os microfones de mão podem ser bidirecionais ou omnidirecionais. Os bidirecionais captam o áudio de duas direções ( ou lados) já os omnidirecionais captam o áudio de diversas direções (ou lados).

Os microfones de lapela, são também omnidirecionais e são mais sensíveis.

Os microfones direcionais, como o próprio nome já diz eles captam o som de uma determinada direção somente e trabalham geralmente acoplados a uma vara boom, que é uma haste que sustenta o mesmo em sua extremidade, são usados principalmente em produções de teledramaturgia, onde seria muito difícil trabalhar com muitos atores usando microfones sem fio, haveria então a necessidade de uma mesa áudio para trabalhar diversos sinais entrando e conseqüentemente um aumento no custo da produção.

Já que estamos falando da questão do som (áudio) vamos ver qual a importância da sonorização dentro de um material jornalístico. estamos acostumados a ver que durante a maioria das matérias jornalísticas não termos a presença de música como B.G (Som de fundo), isso porque

o som de fundo (B.G) é o som ambiente. Se trocássemos o som ambiente por uma música estaríamos cor- rendo um risco enorme de “maquiar” a nossa matéria e passarmos uma coisa falsa. Mas é claro que isso não é uma regra, pois existem determinadas matérias que merecem um tratamento maior, inclusive receber uma música de fundo para que se torne mais agradável e atrativa um exemplo: são as matérias de arte, esporte e algumas de comportamento, nas quais a música vem trazer o que pode ser chamado de molho.

Vamos a um exemplo bem próximo a nós:

Imaginemos uma recepção de casamento, temos durante todo o tempo o som ambiente e este som é um verdadeiro burburinho de vozes misturado, algumas vezes, a uma música qualquer. Se ficarmos com o som ambiente todo o tempo será uma coisa cansativa, mas da mesma maneira se pusermos música todo o tempo também, então alternamos da seguinte maneira: em determinado momento deixamos a música em segundo plano e temos o som ambiente e em outro invertemos a posição do som temos nossa música, para que isso tenha um bom resultado vai depender da nossa sensibilidade e bom senso.

No campo do telejornalismo ocorre da mesma maneira só que existem matérias que requerem a presença de (B.G). Vamos ver três exemplos de matérias que vão utilizar áudio ambiente, um fundo musical.

A - Cobertura de um confronto entre civis e militares ( B.G som ambiente e locução em primeiro plano)

B - Cobertura da bienal de São Paulo mostrando a exposição em si (B.G com música)

C - Cobertura de uma corrida de fórmula I (B.G som ambiente e locução em primeiro plano)

ROTEIRO DE EDIÇÃO

CLIENTE: AGÊNCIA:

PRODUTOR: GÊNERO:

OBS.: TEXTO:

Pós - Produção

A pós produção é algo de suma importância para termos um trabalho em vídeo de boa qualidade. Devemos saber que existem alguns instrumentos que vão além dos equipamentos comuns de vídeo. Uma simples folha de papel pode e vem a ser uma excelente ferramenta de apoio a esta chamada pós - produção. E como uma folha de papel pode vir a ser tal ferramenta? De maneira muito simples, nesta criamos uma pla- nilha na qual fazemos o que é chamado de decupagem, ou seja, assistimos e vamos anotando as imagens que foram feitas por nós ou qualquer outro profissional que nos passou seu material para fazermos a chamada pós - produção. Após decuparmos o material que chegou a nossas mãos precisamos fazer uma análise quanto a linguagem que será utilizada neste processo de pós - produção. Devemos analisar a melhor maneira de editar, montar, este material de amaneira que este seja agradável a quem vai assistir. Para tanto será preciso saber o que vamos fazer para dar a este o ritmo mais coerente, atra- vés do uso dos recursos visuais e sonoros. Quando falamos em recursos visuais, estamos falando da utilização de efeitos, computação gráfica, legenda- ção etc. Já no momento em que nos referimos a recursos sonoros, estamos falando da questão da sonorização, que é um elemento de fundamental importância. Devemos ter atenção redobrada com esta questão. Antes de mais nada devemos saber que uma boa sonorização, está ligada diretamente a questão do feeling de cada um que está fazendo esta parte na pós - produção. O som dentro de uma edição tem uma função primária, pois cada situação pede um som próprio, a seguir vamos ver algumas situações: - Estamos finalizando a pós - produção de um vídeo sobre esporte radical. Neste caso cabe fazermos um sobe som ambiente e este vai receber uma música forte e instrumental em segundo plano. - Estamos no mesmo processo de pós - produção, mas neste caso temos que sonorizar um Vídeo-Instrucio- nal. Neste caso devemos ter o cuidado de não deixar o BG que estamos utilizando sacrificar a informação que o vídeo pretende transmitir. Pois o importante aqui não é a boa qualidade do BG e sim a qualidade das in- formações, caso em algum momento uma informação seja com o áudio ambiente devemos captar este coma máxima qualidade para utilizá-lo na nossa pós - produção. Vimos então estas duas variações na utilização do áudio numa o pós - produção e sabemos que sua impor- tância é de relevante valor. Quanto aos recursos visuais, efeitos digitais ou computação gráfica estes recursos devem ser usados de maneira coerentes, pois o nosso “cliente” não que ver um show de efeitos e sim um vídeo com qualidade, bom gosto e beleza. Esta beleza pode ser garantida através da utilização de alguns efeitos digitais, mas em princípio através de boas imagens que por nós foram feitas, antes de qualquer coisa o qualitativo da imagem é quem mais pesa. Este chamado show de efeitos vem ser muitas vezes prejudicial e visto apenas como uma arma para cobrir nossos defeitos, o que várias vezes é uma verdade. Este tipo de atitude não acontece só no meio fora das emissoras, mas também dentro destas; um efeito digital ou outro qualquer, muitas vezes está salvando uma imagem que por algum motivo não ficou tão boa e a mesma é de importância dentro de uma matéria. É claro que existem alguns tipos de vídeos nos quais não podemos abrir mão da utilização da com- putação gráfica. Pois a mesma vem enriquecer a qualidade visual do nosso trabalho, dar um “molho” especial e uma imagem mais profissional e é claro trará ganhos melhores, pois mais qualidade, mais ganho. Quando estamos fazendo a decupagem do material, devemos aproveitar para fazermos a revisão técnica do material, ou seja, ver se não há defeitos na fita tais como: drop out, amassado na fita, falha no áudio ou qual- quer tipo de problema que venha a por em risco a qualidade do nosso trabalho.

Vamos ver os equipamentos primários que precisamos ter para montarmos uma ilha de edição. Nesta “ilha” vamos ter os recursos necessários para finalizarmos nosso trabalho de maneira limpa e qualitativa. O esquema que está na próxima página nos dá uma idéia de como deve ser a nossa “central” de pós-produção . Vamos a seguir ver os procedimentos básicos que devemos tomar em relação a uma produção deste o início da mesma. Quando me refiro a início, este é antes mesmo de tirarmos a idéia do papel e tornarmo-la em fato real, ou seja, num vídeo. Devemos preparar um check list de tudo que será necessário para executar a minha produção, ou seja, esta- mos agora trabalhando a pré-produção criando suporte necessário para encaminharmos a nossa produção; bem vamos a um exemplo básico para produção de vídeo-empresa instrucional. Material humano: - Um diretor geral que administra e delega funções aos demais. - Um diretor de estúdio - Um produtor - Um cinegrafista - Um auxiliar de cinegrafista - Um roterista - Um pesquisador - Um iluminador - Um eletricista - Um maquiador - Um assistente de produção - Três atores - Operador de áudio Recursos técnicos (equipamentos) - Câmeras - Tripés - Baterias para câmera - Adaptador de AC. para câmera - Cabos de câmera para a mesa de corte ou CCU - VTs - Fitas (VHS,SVHS, HIG 8, DIGITAL OU BETA), que vai depender do formato que estiver utilizando para gravar sua produção - Mesa de corte ou CCU - Microfones (Variado tipos de microfones ex.: lapela, de mão, direcional) - Cabos de áudio ligando microfones a mesa de áudio - Receptores de microfones sem fio - Mesa de áudio - Locação de iluminação (Variado tipos de spots, tripés e suportes para os mesmos)

Locomoção da equipe

Locação de transporte, quando preciso for. - Marcar local para pegar a equipe - Marcar horário para pegar equipe Alimentação

- Contatar restaurante próximo a locação - Contatar bufe caso seja não tenha disponibilidade de sair da locação. Neste caso a produção de se encarregar de ter: Mesas, cadeiras, pratos, talheres (garfos, facas e colheres), copos.

Tendo nas mãos esta lista de coisas primárias que irá precisar para dar andamento a sua produção, agora é em primeiro lugar montar a sua equipe e delegar funções e responsabilidade. Se você assumiu a posição do diretor geral, cabe à você gerenciar toda a produção, claro que sem centralizar todas as decisões, sua função está mais ligada a questão financeira da produção, pois você delegou funções e deu autonomia para que as pessoas a sua volta resolvam os problemas que por ventura venham a existir. Em suma sua função agora é dar condições as pessoas de fazer a produção fluir.

Depois de termos visto a sua função primária, devemos saber que este mesmo procedimento deverá ser exe- cutado por cada membro da equipe, para que através desse check list não nos esqueçamos de nenhum deta- lhe para que nossa produção não seja interrompida por falta de algum elemento que por ventura venha a ser esquecido porque não fizemos nosso check list.

DECUPAGEM

FITA Nº: CLIENTE: DATA: / / 0

TEMPO DESCRIAÇÃO: Nascer do sol em Itaipava...

0:00:00 /0:02:35

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