Apostila de Economia parte 3, Notas de estudo de Economia. Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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Apostila de Economia parte 3, Notas de estudo de Economia. Universidade Estadual de Maringá (UEM)

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Apostila de economia. Micro e Macroeconomia
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08/04/2003

CURSO:

DISCIPLINA: Economia

PROFESSOR: Ronaldo Fernandes

CARGA HORÁRIA: 40 Horas

1 - CONCEITO DE ECONOMIA

Etimologicamente, a palavra economia vem do grego oikos (casa) e nomos (norma da lei). Seria a “administração da casa”, que pode ser generalizada com “administração pública”.

Economia pode ser definida como a ciência que estuda como

o indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos, na produção de bens e serviços, de modo distribuí-los entre varias pessoas e grupos da sociedade, com a finalidade de satisfazer as necessidades humanas.

Assim, trata-se de uma ciência social, já que objetiva atender

às necessidades humanas. Contudo, depende de restrições físicas, provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção (mão-de-obra, capital, terra, matérias- primas).

Pode-se dizer que o objeto do estudo da ciência econômica

é a questão da escassez, ou seja, como “economizar” recursos. A escassez surge em virtude das necessidades humanas

ilimitadas e da restrição física de recursos. Afinal, o crescimento populacional renova as necessidades básicas; o contínuo desejo de elevação do padrão de vida (que poderíamos classificar como uma necessidade “social” de melhoria de status) e a evolução tecnológica fazem com que surjam “novas” necessidades (computador, freezer, vídeo, CD, etc). Nenhum país, mesmo os países ricos, são auto-suficientes, em termos de disponibilidade de recursos produtivos, para satisfazer a todas as necessidades da população.

Se não houvesse escassez de recursos, ou seja, se todos os

bens fossem abundantes (bens livres), não haveria necessidade de estudarmos questões como inflação, crescimento econômico,

déficit no balanço de pagamentos, desemprego, concentração de renda etc.

A Questão da Escassez e os Problemas Econômicos Todas as sociedades, qualquer que seja seu tipo de

organização econômica ou regime político, são obrigadas a fazer opções, escolhas entre alternativas, uma vez que recursos não são abundantes. Elas são obrigadas a fazer escolhas sobre O QUE E QUANTO, COMO e PARA QUEM produzir.

O QUE E QUANTO produzir: a sociedade deve decidir se

produz mais bens de consumo ou bens de capital, ou, como num exemplo clássico: quer produzir mais canhões ou mais manteiga? Em que quantidade? Os recursos devem ser dirigidos para a produção de mais bens de consumo, ou bens de capital?

COMO produzir: trata-se de uma questão de eficiência

produtiva; serão utilizados métodos de produção capital intensivos? Ou mão de obra intensivos? Ou terra intensivos? Agricultura ou Indústria? Mercado Interno ou Mercado Externo? Região Sul ou Norte? Ou seja, trata-se de decidir como será distribuída a renda gerada pela atividade econômica.

A Questão da Organização Econômica – Sistemas

Econômicos Como as sociedades resolvem os problemas econômicos

fundamentais: o que e quanto, como e para quem produzir? A resposta depende da forma de organização econômica.

Existem duas formas principais de organização econômica:

 Economia de mercado (ou descentralizada, tipo capitalista)

 Economia planificada (ou centralizada, tipo socialista)

Fluxo de fatores de produção, bens e serviços cujo

denominamos fluxo real da economia

Mercado de Bens e Serviços Demanda Oferta

Famílias Empresas

Oferta Demanda

Mercado de fatores de produção

Fluxo Monetário da Economia

Pagamento de Bens e Serviços

Famílias Empresas

Remuneração dos Fatores de Produção

Funcionamento de Uma Economia de Mercado

As economias de mercado podem ser analisadas por dois

sistemas:

 Sistema de concorrência pura (sem interferência do governo);

 Sistema de economia mista (com interferência governamental)

SISTEMA DE CONCORRÊNCIA PURA

Num sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina o laissez-faire: milhares de produtores e milhões de consumidores têm condições de resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e

para que produzir), como que guiados por uma “mão invisível”. Isso sem necessidade de intervenção do estado na atividade econômica.

IMPERFEIÇÕES DO SISTEMA DE CONCORRÊNCIA PURA As críticas mais freqüentes a esse tipo de sistema econômico

são os seguintes:

 Trata-se de uma grande simplificação da realidade

 Os preços nem sempre flutuam livremente, ao sabor do mercado em virtude de fatores como;

a) Força de sindicatos sobre a formação de salários(salários também são preços, que remuneram os serviços de mão-de-obra)

b) Poder de monopólios e oligopólios sobre a formação de preços no mercado, não permitindo a queda dos preços de seus produtos;

c) Intervenções do governo via: - impostos, subsídios, tarifas e preços públicos (água, energia etc); - política salarial (fixação de salário mínimo, reajustes, prazos de dissídios etc); - fixação de preços mínimos; - congelamento e tabelamento de preços; - impostos e subsídios; - política cambial;

 O mercado sozinho não promove perfeita alocação de recursos. Em países mais pobres, que querem desenvolver-se, o Estado precisa prover a infra- estrutura básica, como estradas, telefonia, siderurgia, portos, usinas hidroelétricas, que exigem altos investimentos, com retornos apenas a longo prazo, afastando o setor privado.

 O mercado sozinho não promove perfeita distribuição de renda, pois as empresas estão preocupadas em maximizar seu lucro, e não com questões distributivas.

São todas as críticas pertinentes, que justificam inclusive a

atuação do governo para complementar a iniciativa privada e regular alguns mercados e fixar salário mínimo, preços mínimos na agricultura etc. Entretanto, muitos mercados comportam-se mais ou menos num sistema de concorrência quase pura. Afinal, centenas de milhares de mercadores são produzidas e consumidas por milhões de pessoas, mais ou menos por sua livre iniciativa e sem uma direção central. O marcado hortifrutigranjeiro, por exemplo, aproxima-se bastante desse modelo. SISTEMA DE MERCADO MISTO: O PAPEL ECONÔMICO DO GOVERNO Por pelo menos 100 anos, do final do século XVIII, com a Revolução Industrial, ao final do século passado, predominava um sistema de mercado muito próximo da concorrência pura. No século XX, quando se tornou mais presente a força dos sindicatos e dos monopólios e oligopólios, associada à outros fatores, como ao aumento da especulação financeira, desenvolvimento do comércio internacional, a economia tornou-se mais complexa. A concorrência de uma grande crise econômica, qual seja, à depressão nos anos 30, mostrou que o mercado, sozinho, não garante que a economia opere sempre com pleno emprego de seus recursos, evidenciando a necessidade de uma atuação mais ativa do setor público nos rumos da atividade econômica. Basicamente, a atuação do governo justifica-se com o objetivo de eliminar as chamadas distorções alocativas (Isto é, na alocação de recursos) e distributivas, e promover a melhoria do padrão de vida da coletividade. Isso pode dar-se das seguintes formas:

Atuação sobre a formação de preços, via impostos, subsídios, tabelamentos, fixação de salário mínimo, preços mínimos, taxa de câmbio.

Complemento da iniciativa privada, principalmente de investimentos em infra-estrutura básica (energia, estradas etc), o qual, eventualmente, o setor privado não tem condições financeiras de assumir, seja pelo elevado montante de recursos necessários, seja em virtude do longo

tempo de maturação do investimento, até que venha a propiciar retorno.

Fornecimento de bens públicos: são bens gerais, fornecidos pelo Estado, que não são vendidos no mercado, fundamentalmente, educação, justiça, segurança.

Compra de bens e serviços do setor privado: o governo é, isoladamente, o maior agente do sistema e, portanto, o maior comprador de bens e serviços.

FUNCIONAMENTO DE UMA ECONOMIA CENTRALIZADA

No sistema de economia centralizada ou planificada, a forma de resolver os problemas econômicos fundamentais (ou seja, a escolha da melhor alternativa) é decidida por uma Agência ou Órgão Central de Planejamento, e não pelo mercado. A propriedade dos recursos (chamados de meios de produção, nesses sistemas) é do Estado (ou seja, os recursos são de propriedade pública). Os meios de produção incluem máquinas, edifícios, residências, terra, entidades financeiras, matérias-primas. Os meios de sobrevivência pertencem aos indivíduos (roupas, carros, televisores etc) Na economia de mercado, como vimos prevalece a propriedade privada dos fatores de produção. CURVA (OU FRONTEIRA) DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO – O CONCEITO DE CUSTOS DE OPORTUNIDADES Para ilustrar a questão da escassez dos recursos, e as alternativas que as sociedades dispõem para resolver seus problemas econômicos fundamentais (o que, quanto, com e para quem produzir), a teoria econômica apresenta dois importantes conceitos: curva de possibilidade de produção e custos de oportunidade.

A Fronteira ou Curva de Possibilidade de Produção (CPP), também chamada de Curva de Transformação, é a fronteira máxima que a economia pode produzir dados os recursos produtivos limitados. Mostra as alternativas de produção da sociedade, supondo os recursos plenamente empregados.

Trata-se de um conceito eminentemente teórico, que permite ilustrar como a limitação de recursos leva à necessidade de a sociedade fazer opções ou escolhas entra alternativas de produção. Manteiga (mil t) 10 A 8 B 6 C

5 D Canhões (mil unidades) CONCEITO DE CUSTO DE OPORTUNIDADE Custo de Oportunidade é o sacrifício que se faz ao optar pela

produção de um bem, em termos da produção alternativa sacrificada.

O custo de oportunidade também é chamado de custo alternativo ou, ainda, custo implícito (pois não implica dispêndio monetário). Mediante esse conceito, com ampla aplicação na teoria econômica, procura-se mostrar que, dada à escassez de recursos, tudo tem um custo em economia, mesmo não envolvendo dispêndio financeiro. Como coloca o Prêmio Novel norte-americano Milton Friedman, da Universidade de Chicago, não existe almoço grátis.

2 - DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA

A Microeconomia, ou Teoria dos Preços, é a parte da teoria econômica que estuda o comportamento das famílias e das empresas e os mercados no quais operam.

A Microeconomia preocupa-se mais com a análise parcial, com as unidades (consumidores, firmas, mercados específicos).

A Microeconomia analisa a formação de preços que se

formam com base em dois mercados:

 Mercado de bens e serviços (preços de bens e serviços);

 Mercado dos serviços de fatores de produção (salários, juros, aluguéis e lucros)

Deve ser observado que a Microeconomia não tem seu foco específico na empresa (não deve ser confundida com Administração de Empresas), mas no mercado nos quais as empresas e consumidores interagem. Ou seja, enquanto o administrador e o contador olham mais os custos de produção da firma, o economista enfoca mais o mercado global onde a empresa opera. A CONDIÇÃO COETERIS PARIBUS

Coeteris paribus é uma expressão latina que significa tudo o mais constante.

A microeconomia é parcial. Para poder analisar um

mercado isoladamente, supõe todos os demais mercados constantes. Ou seja, que o mercado em estudo não afeta nem é afetado pelos demais. Essa condição serve também para verificarmos o efeito de variáveis isoladas, independente dos efeitos de outras variáveis, ou seja, quando queremos, por exemplo, saber o efeito isolado de uma variação de preço sobre a procura de determinado bem, independente do efeito de outras variáveis que afetam a procura, como a renda do consumidor, gastos e preferências etc.

ANÁLISE DE DEMANDA DE MERCADO Definição de Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir, num dado período.

Assim, a demanda é desejo, um plano. Representa o máximo que o consumidor pode aspirar, dada sua renda e os preços no mercado. A escala de demanda indica quanto o consumidor pode adquirir, dadas várias alternativas de preços de um bem ou serviço. Indica que, se o preço for $ 2,00, ele pode consumir, dada sua renda, 10 unidades, se o preço for $ 3,00, ele pode consumir 8 unidades, e assim por diante. Nesse sentido, a demanda não representa a compra efetiva, mas intenção de comprar, dados preços. FUNDAMENTO DA TEORIA DE DEMANDA Valor Utilidade e Valor Trabalho Os fundamentos de análise da demanda ou procura estão alicerçados no conceito subjetivo de utilidade. A utilidade representa o grau de satisfação que os consumidores atribuem aos bens e serviços que podem adquirir no mercado. Ou seja, a utilidade é a quantidade que os bens econômicos possuem de satisfazer às necessidades humanas. Valor Utilidade – pressupõe que o valor de um bem se forma por sua demanda, isto é, pela satisfação que o bem representa par ao consumidor. Ela é portanto subjetiva, e representa a chamada visão utilitarista, em que prepondera a soberania do consumidor, pilar do capitalismo. Valor Trabalho – considera que o valor do bem se forma do lado da oferta, mediante os custos de trabalho incorporado ao bem. Os custos de produção eram representados, basicamente, pelo fator mão-de-obra, em que a terra era praticamente gratuita (abundante) e o capital, pouco significativo. Pela teoria do Valor Trabalho, o valor do bem depende do tempo produtivo que é incorporado ao bem. Nesse sentido, a Teoria do Valor Trabalho é objetiva (depende de custos). Pode-se dizer que a Teoria do Valor Utilidade veio complementar a Teoria do Valor Trabalho, pois já não era possível predizer o comportamento dos preços dos bens apenas

com base nos custos, sem considera o lado da demanda (padrão de gostos, hábitos, rendas etc). Ademais, a Teoria do Valor Utilidade permitiu distinguir claramente o que vem a ser o valor de uso e o valo de troca de um bem.

Valor de Uso: é a utilidade ou satisfação que o bem representa para o consumidor.

Valor Troca: forma-se pelo preço de mercado, pelo encontro da oferta e da demanda do bem ou serviço.

CONCEITOS DE UTILIDADE TOTAL E MARGINAL

Utilidade Total - tende a aumentar quanto maior a quantidade consumida do bem ou serviço.

Utilidade Marginal – é a satisfação adicional (na margem) obtida pelo consumo de mais uma unidade do bem é decrescente, porque o consumidor vai saturando-se desse bem, quanto mais consome.

Matematicamente: Umg = ∆Utq

Utilidade

Total

Quantidade Consumida

Utilidade marginal

O chamado paradoxo da água e do diamante ilustra a

importância do conceito de Utilidade Marginal. Porque a água, mais necessária, é tão barata, e o diamante, supérfluo, tem preço tão elevado? Ocorre que a água tem grande utilidade total, mas, como encontrada em abundância, tem baixa utilidade marginal, enquanto o diamante, por ser escasso, tem grande utilidade marginal.

NOCÕES SOBRE EQUILÍBRO DO CONSUMIDOR, OS CONCEITOS DE CURVA DE INDIFERENÇA E RETA ORÇAMENTÁRIA. Toda teoria de demanda que será desenvolvida neste capítulo tem como hipótese básica que o consumidor está maximizando sua utilidade ou satisfação, limitado por seu nível de renda e pelos preços de bens e serviços que pretende adquirir no mercado.

A curva de indiferença (CI) é um instrumental gráfico que seva para ilustrar as preferências do consumidor. É o lugar geométrico de pontos que representam diferentes combinações de bens que dão ao consumidor o mesmo nível de utilidade. Supondo apenas dois bens, carnes e batatas, temos então:

A

8

Curva de Indiferença 5 B

C 3

Quantidade consumida

Batatas

(kg)

2 3 5

RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA A restrição orçamentária é o montante de renda disponível

do consumidor, em dado período de tempo. Ela limita as possibilidades de consumo, condicionando quanto ele pode gastar.

Ou seja, enquanto a curva de indiferença refere-se ao conjunto de bens e serviços que o consumidor deseja adquirir, considerando apenas as preferências subjetivas do consumidor, a restrição orçamentária condicionará o conjunto possível de bens e serviços que o consumidor pode adquirir.

Nesse sentido, defini-se linha de preços, ou reta

orçamentária como as combinações máximas de bens, dados a renda do consumidor e os preços dos bens.

Supondo dos bens, temos:

Restrição Orçamentária

Portanto, a reta orçamentária representa em que o consumidor

gasta toda a sua renda. Abaixo da reta, ele está gastando abaixo que poderia: acima da Reta Orçamentária, o consumidor não tem condições de adquirir os bens, com renda de que dispões e dados os preços do mercado.

Assim o consumidor estará maximizando sua utilidade quando

sua reta orçamentária tangenciar dada curva de indiferença, como se segue:

Carne (kg)

Batatas

kg

Carne (kg)

Batatas

kg

5 Equilíbrio do Consumidor

3

VARIÁVEIS QUE AFETAM A DEMANDA A demanda de um bem ou serviço pode ser afetada por muitos fatores, tais como:

 Riqueza (e sua distribuição);

 Renda (e sua distribuição);

 Preço de outros bens;

 Fatores climáticos e sazonais;

 Propaganda;

 Hábitos, gostos, preferências dos consumidores;

 Expectativas sobre o futuro;

 Facilidade de crédito (disponibilidade, taxa de juros, prazos)

Tradicionalmente, a função demanda é colocada como dependente das seguintes variáveis, consideradas as mais relevantes e gerais, pois costumam ser observadas na maioria dos mercados de bens e serviços. Função Geral da Demanda

qi

d = f (pi , ps , pc , R G)

qi d = quantidade procurada (demanda) do bem i/t (t significa num dado

período)

Carne (kg)

pi = preço do bem i/t

ps = preço dos bens substitutos ou concorrentes/t

pc = preço dos bens complementares/t

R = renda do consumidor

G = gostos, hábitos e preferências do consumidor/t

São variáveis mais freqüentes para explicar a demanda de qualquer bem ou serviço. Agora, o mercado de cada bem tem suas particularidades, e algumas dessas variáveis podem não afetar a demanda, ou ainda, a demanda pode ser afetada por variáveis não incluídas nessa relação (por exemplo, localização dos consumidores, influência de fatores sazonais)

Para estudar o efeito de cada uma dessas variáveis sobre a procura de determinado bem ou serviço, recorremos à hipótese de coeteris paribus (todas as demais permanecem constantes)

Porque que ocorre essa relação inversa entre o preço e a

quantidade demandada de um bem ou serviço? A resposta esta na ocorrência dos chamados efeitos de

substituição e renda que agem conjuntamente.

Efeito Substituição: o bem fica mais barato relativamente aos concorrentes, com o que a quantidade demandada aumenta;

Efeito Renda: com a queda do preço, o poder aquisitivo do consumidor aumenta, e a quantidade demandada do bem deve aumentar. Isto é, ao preço de um bem, mesmo com sua renda não variando, o consumidor pode compara mais mercadorias.

A curva convencional de demanda é, portanto, negativamente inclinada. Ela expressa qual a escala de procura para o consumidor, ou seja, dados os preços, quanto o consumidor deseja adquirir. Por exemplo:

Preço ($) Qtde. Demandada (unidades)

1,00 50

2,00 45

3,00 40

4,00 35

pi

Di

q d

0 1

RELAÇÃO ENTRE QUANTIDADE DEMANDADA E PREÇOS DE OUTROS BENS E SERVIÇOS

Bens Substitutos ou Concorrentes – O consumo de um bem substitui o consumo do outro;

Bens Complementares – São bens consumidos em conjunto;

Bem Normal – Aumentos na renda levam ao aumento da demanda do bem;

Bem Inferior – Aumentos na renda levam à queda de demanda do bem: carne de segunda, roupas rústicas etc;

Bem de consumo saciado – Se aumentar a renda do consumidor, não aumentará a demanda do bem. Basicamente, é o caso da demanda de alimentos básicos, como sal, açúcar, arroz.

DEFINIÇÃO DE OFERTA

Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço que os

produtores e vendedores desejam vender em determinado período.

Função Linear

Como a demanda, a oferta representa um plano ou intensão neste caso dos produtores ou vendedores, e não a venda efetiva.

As principais variáveis que afetam a oferta de dado bem ou

serviço são: q

s = f(Pi, rm Pn , O) Função Geral da Oferta

i

onde:

q s = quantidade ofertada do bem i/t

i

Pi = Preço do bem i/t

rm = preço dos fatores e insumos de produção m (mão-de-obra), matérias-

primas, etc.

Pn = preço de outros n bens, substitutos na produção.

O = Objetivos dos empresários

Sendo o sobrescrito s derivado do inglês supply (oferta).

Assim, como definimos uma escala de procura, tem-se

também uma escala de oferta, que mostra os empresários reagem, quando se altera o preço do bem ou serviço, coeteris paribus. Por exemplo:

Preço ($) Qtde. Ofertada (unidades)

1,00 30

2,00 35

3,00 40

4,00 35

Graficamente, Si

p i

q

i O EQUILÍBRIO DE MERCADO DE UM BEM OU SERVIÇO O Equilíbrio de mercado de um Bem ou Serviço O preço em uma economia de mercado é determinado tanto

pela oferta como pela procura. Colocando em um único gráfico as curvas de oferta e de procura de um bem ou serviço qualquer, a intersecção das curvas é o ponto de E, ao qual correspondem o preço po e a quantidade q0 .

p p

0 E q0 O ponto E é único: a quantidade que os consumidores desejam comprar é exatamente igual à quantidade que os produtores desejam vender. Ou seja, não há excesso de oferta ou demanda. Existe coincidência de desejos.

Excesso de oferta

Excesso de demanda

CONCEITO DE ELASTICIDADE

 Cada produto tem uma sensibilidade específica com relação às variações dos preços e da renda. Essa sensibilidade ou reação pode ser medida por meio do conceito de elasticidade. Genericamente elasticidade reflete o grau de relação ou sensibilidade de uma variável quando ocorrem alterações em outra variável coeteres paribus.

ESTRUTURAS DE MERCADO

 Concorrência Perfeita - mercado livre

 Concorrência Imperfeita - Mercado com externalidades - não livre

 Monopólio - Um único vendedor

 Oligopólio - Alguns vendedores

 Monopsônio - Um único Comprador

 Oligopsônio - Alguns Compradores

 Monopólio Natural - Ocorre quando o mercado, por suas próprias características, exige elevado volume de capital.

IMPOSTOS

Impostos Indiretos – imposto que incidem sobre o consumo ou sobre a venda. (IPI ICMS)

Impostos diretos – impostos que incidem sobre a renda ou patrimônio (IR)

Imposto específico – o valor é fixo qualquer que seja o valor da unidade vendida

Imposto ad-valorem – É o percentual ( alíquota ) aplicado sobre o valor da Venda.

Vasconcelsos, M.A.S. (2001) Economia: Micro e Macro.

SACHS e LARRAIN

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