apostila de educação física, Pesquisas de Psicologia do Esporte. Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC)
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apostila de educação física, Pesquisas de Psicologia do Esporte. Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC)

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Revisão sobre os conteúdos da educação física e sua história bem como dos principais esportes.
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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA

No século passado, a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Visando melhorar a condição de vida, muitos médicos assumiram uma função higienista e buscaram modificar os hábitos de saúde e higiene da população. A Educação Física, então, favoreceria a educação do corpo, tendo como meta a constituição de um físico saudável e equilibrado, menos suscetível às doenças. Além disso havia no pensamento político e intelectual brasileiro da época uma forte preocupação com a eugenia. Como o contingente de escravos negros era muito grande, havia o temor de uma “mistura” que “desqualificasse” a raça branca. Dessa forma, a educação sexual associada à Educação Física deveriam incutir nos homens e mulheres a responsabilidade de manter a “pureza” e a “qualidade” da raça branca. Embora a elite imperial estivesse de acordo com os pressupostos higiênicos, eugênicos e físicos, havia uma forte resistência na realização de atividades físicas por conta da associação entre o trabalho físico e o trabalho escravo. Qualquer ocupação que implicasse esforço físico era vista com “maus olhos”. Essa atitude dificultava que se tornasse obrigatória a prática de atividades físicas nas escolas. Dentro dessa conjuntura, as instituições militares sofreram influência da filosofia positivista, o que favoreceu que tais instituições também pregassem a educação do físico. Almejando a ordem e o progresso, era de fundamental importância formar indivíduos fortes e saudáveis, que pudessem defender a pátria e seus ideais. No ano de 1851 foi feita a Reforma Couto Ferraz, a qual tornou obrigatória a Educação Física nas escolas do município da Corte. De modo geral houve grande contrariedade por parte dos pais em ver seus filhos envolvidos em atividades que não tinham caráter intelectual. Em relação aos meninos, a tolerância era um pouco maior, já que a ideia de ginástica associava-se às instituições militares; mas, em relação às meninas, houve pais que proibiram a participação de suas filhas. Em 1882, Rui Barbosa deu seu parecer sobre o Projeto 224 — Reforma Leôncio de Carvalho, Decreto n. 7.247, de 19 de abril de 1879, da Instrução Pública —, no qual defendeu a inclusão da ginástica nas escolas e a equiparação dos professores de ginástica aos das outras disciplinas. Nesse parecer, ele destacou e explicitou sua ideia sobre a importância de se ter um corpo saudável para sustentar a atividade intelectual. No início do século XIX, a Educação Física, ainda sob o nome de ginástica, foi incluída nas escolas dos Estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo.

Os anos 30 tiveram ainda por característica uma mudança conjuntural bastante significativa no país: o processo de industrialização e urbanização e o estabelecimento do Estado Novo. Nesse contexto, a Educação Física ganhou novas atribuições: fortalecer o trabalhador, melhorando sua capacidade produtiva, e desenvolver o espírito de cooperação em benefício da coletividade. Após 1964, a educação, de modo geral, sofreu as influências da tendência tecnicista. O ensino era visto como uma maneira de se formar mão-de-obra qualificada. Era a época da difusão dos cursos técnicos profissionalizantes. Nesse quadro, em 1968, com a Lei n. 5.540, e, em 1971, com a 5.692, a Educação Física teve seu caráter instrumental reforçado: era considerada uma atividade prática, voltada para o desempenho técnico e físico do aluno. Na década de 70, a Educação Física ganhou, mais uma vez, funções importantes para a manutenção da ordem e do progresso. O governo militar investiu na Educação Física em função de diretrizes pautadas no nacionalismo, na integração nacional (entre os Estados) e na segurança nacional, tanto na formação de um exército composto por uma juventude forte e saudável como na tentativa de desmobilização das forças políticas oposicionistas. As atividades esportivas também foram consideradas como fatores que poderiam colaborar na melhoria da força de trabalho para o “milagre econômico brasileiro”. Nesse período estreitaram-se os vínculos entre esporte e nacionalismo. Um bom exemplo é o uso que se fez da campanha da seleção brasileira de futebol, na Copa do Mundo de 1970.

O QUE É EDUCAÇÃO FÍSICA?

Você sabe o que é Educação Física? O termo Educação Física remete à ideia de educar o físico. Mas o que isso significa? Fortalecer a musculatura? Praticar esportes? Adquirir postura? Bem, a Educação Física nasceu como uma disciplina cujo objetivo era disciplinar os indivíduos a partir dos seus corpos. Ou seja: a Educação Física está historicamente atrelada a um método de dominação do indivíduo.

Para melhor compreendermos como esse processo acontece, é necessário recorrer a um conceito importante do filósofo Michel Foucault: corpos dóceis. Segundo ele, a sociedade moderna (constituída a partir das Revoluções Industrial e Francesa) foi marcada pelo êxodo rural e consequentemente pelo inchaço de pessoas nas grandes cidades europeias. Dito de maneira bastante simplificada, uma vez que as autoridades não tinham pessoas suficientes para trabalhar, foi preciso desenvolver um método em que as pessoas controlassem a si mesmas: a vigia. Trata- se de um mecanismo em que a pessoa se sente vigiada constantemente e que, portanto, dificilmente fará algo que contrarie as regras sociais. Um desses mecanismos é o controle do corpo: ora, à medida que o corpo é disciplinado, sua conduta está sendo disciplinada. É possível, portanto, entender que tornar o corpo dócil – ou disciplinado – já foi um dos papéis fundamentais da Educação Física.

Hoje em dia as coisas mudaram. Há alguns autores, como Medina, por exemplo, que afirmam que a Educação Física não cuida apenas do corpo, mas antes de tudo da mente. A conotação atual do conceito de Educação Física é a de que esta é uma área que trabalha não apenas o corpo em movimento, mas que trabalha a partir do corpo em movimento. Explicando: o objetivo dessa disciplina não é fazer com que as pessoas saibam somente jogar basquete, mas sim que elas consigam vivenciar essa prática, compreender sua origem, estruturar reflexões sobre o comércio envolvido nos materiais esportivos, sobre a compra e venda de atletas, dentre outras coisas. É por isso que Medina afirma que a Educação Física trabalha corpo e mente.

Outra coisa importante para entendermos melhor a Educação Física é esclarecermos quais são os conteúdos que devem ser ensinados na escola. Você sabe que os conteúdos de Matemática ou de Língua Portuguesa são bem estruturados e deve saber dizer o que está aprendendo nesse momento. Mas você sabe dizer se na sua aula de Educação Física isso também acontece? Você está aprendendo alguma coisa nova nessa matéria? Há um documento do governo federal chamado “Parâmetros Curriculares Nacionais” que apresenta em blocos todos os conteúdos que o professor deve trabalhar ao longo do ensino fundamental.

CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Tudo na Educação Física está organizado dentro de 6 CONTEÚDOS BÁSICOS. Esportes, jogos, lutas, atividades rítmicas e expressivas, conhecimentos sobre o corpo e ginástica.

Esportes – Refere-se aos esportes como um todo, num geral, com suas regras oficiais e com caráter competitivo. Ex. Futsal, vôlei...

Jogos – os jogos são definidos pela flexibilidade em sua organização e mudança das regras, adaptando-se aos materiais, espaço físico, etc. Ex. Travinha, lets, lets-cola

Lutas - disputas onde tem se o objetivo de se sobressair ao adversário, vence-lo, através de estratégias e técnicas de imobilização, contusão, desequilíbrio e ou exclusão de um determinado espaço, combinando movimentos de ataque e defesa. Ex. judô, capoeira.

Atividades rítmicas e expressivas – são manifestações corporais, comunicação através de gestos, através do corpo, tudo determinado por estímulos sonoros. Ex. dança, cantigas de roda.

Conhecimentos sobre o corpo - diz respeito as conquistas individuais de conhecimento e de domínio corporal. Conhecer seu próprio corpo, seus limites, nomenclaturas e localização das partes do corpo. Ex. nome dos ossos, dos músculos.

Ginásticas - é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento FÍSICO E MENTAL.

Entre as competitivas estão: • Ginástica acrobática: que tem como objetivo fazer acrobacias de forma que se tenha

habilidade, força, equilíbrio, flexibilidade e também é realizada em equipe;

Ginástica artística: também é uma forma que se deve ter força, equilíbrio e habilidade, um exemplo, é o cavalo de alças;

Ginástica rítmica: esta modalidade envolve movimentos em forma de dança em variados tipos e dificuldades e também com a utilização de pequenos equipamentos;

Ginástica de Trampolim: nesta modalidade são usados um e dois trampolins para um ou dois atletas que devem executar uma série de dez elementos;

Entre as não-competitivas estão: • Contorcionismo que consiste em exercitar movimentos de flexibilidade poucos comuns e

geralmente é mais usado em espetáculos de circo;

Ginástica cerebral: praticada através de exercícios e movimentos coordenados do corpo que, executados de maneira apropriada, acessam e estimulam partes específicas do cérebro;

Ginástica laboral: geralmente praticada no ambiente de trabalho para funcionários, durante o horário de trabalho, para se evitar lesões de esforços repetitivos;

Ginástica localizada de academia: são os exercícios feitos em academias que ajudar o condicionamento físico e também emagrecer e para alguns também o fortalecimento muscular;

Hidroginástica: melhora a capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, força etc., e como o nome já diz é uma ginástica praticada na água;

ATIVIDADE FÍSICA X EXERCÍCIO FÍSICO

Não é segredo para ninguém que o sedentarismo é um dos maiores inimigos de uma boa saúde: movimentar o corpo é essencial para gastar calorias, não acumular quilos extras e também para manter o aparelho cardiovascular em dia. No entanto, as formas de fazer isso variam bastante. Poucas pessoas sabem, mas atividade física e exercício físico, embora sejam igualmente benéficos, não são exatamente a mesma coisa. Veja:

ATIVIDADE FÍSICA

A atividade física pode ser entendida em um contexto muito amplo: ela é todo o tipo de movimento produzido pelos músculos, que nos causam um gasto energético acima do que teríamos em repouso.

Em outras palavras, ela é tudo o que realizamos no dia a dia quando não estamos descansando: andar do quarto para a sala, limpar a casa, lavar a louça, passear com o cachorro, descer a escada do prédio, brincar com os filhos, levantar para atender o telefone, cuidar do jardim e muito mais.

Como podemos ver, a atividade física não é algo sistematizado ou programado: ela simplesmente ocorre pela necessidade natural do ser humano e existir e se relacionar com seu meio e seu estilo de viver. E vale reforçar um detalhe importante: ela não deve ser menosprezada!

Quem automatiza sua vida em excesso com controles remotos ou telefones sem fio, quem usa o carro para tudo e evita todo o tipo de esforço, certamente poderá ter prejuízos na saúde e ganhar uns quilos extras em médio e longo prazos.

EXERCÍCIO FÍSICO

O exercício físico, por sua vez, é uma sequência sistematizada de movimentos, que são executados de maneira planejada e possuem um objetivo especifico. Ela é repetitiva e deve ser feita com a ajuda de um profissional de saúde, pois somente ele poderá determinar a intensidade ideal, a duração, as cargas e o objetivo de acordo com o perfil e o estado físico da pessoa. Veremos isso mais adiante.

O exercício pode servir para desenvolver valências físicas, equilibrar ou aumentar a musculatura, reduzir de maneira mais rápida o peso corporal, melhorar a capacidade respiratória, diminuição da pressão arterial e precaver o surgimento de males como diabetes e patologias cardiovasculares. Alguns dos exemplos mais comuns são a natação, o cooper, a musculação, o futebol, o basquete e muitos outros esportes.

MITOS E CURIOSIDADES

Uma pessoa pode ser considerada ativa fazendo atividade física ou exercício físico, desde que ultrapasse 150 minutos por semana se movimentando, seja continuamente ou intercalando. Ainda que fazer um treinamento com o auxílio de um profissional possa trazer resultados mais seguros e rápidos, o seu coração, por exemplo, não vai diferenciar se você está fazendo meia hora de caminhada ou se passeia com o seu cachorro pelo mesmo período.

O essencial é procurar algo que lhe dê prazer e fazer de forma contínua: poucos dias de sedentarismo são suficientes para provocar mudanças negativas na sua composição corporal e na sua aptidão física.

E um mito muito comum nesse aspecto é achar que você precisa se derreter de suor para melhorar o seu rendimento. Na verdade, você deve forçar seu corpo a um limite tolerável e jamais pode se esquecer da hidratação: 20 minutos antes do esforço, um ou dois copos d’água são altamente indicados.

Outra lenda é achar que os alongamentos são bobeira: eles preparam os músculos para a contração e a extensão em praticamente qualquer tipo de movimento, além de serem indispensáveis para a manutenção da flexibilidade. Portanto não abra mão de fazê-los sempre que possível.

BENEFÍCIOS

Atualmente, a atividade física é uma questão de saúde pública. Os benefícios inerentes à prática da atividade física são amplamente reconhecidos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a atividade física reduz o risco de morte prematura por doenças cardiovasculares,

diabetes do tipo II e cancro do cólon, reduz ainda a depressão e a ansiedade, ajuda a controlar o peso corporal, a reduzir a hipertensão arterial, a manter a saúde e o bom funcionamento do sistema músculo-esquelético, a melhorar a mobilidade e a promover o bem-estar psicológico.

Poderemos começar a falar dos benefícios da atividade física utilizando uma visão retrospectiva de alguém idoso que já tarde (uma vida inteira) percebeu aquilo que hoje vos transmito: “Se eu soubesse que iria viver tanto tempo,…teria cuidado melhor de mim.” Idoso anónimo

Felizmente os avanços da medicina permitem-nos viver mais anos. Mas aquilo que importa perceber é em que estado iremos viver. Já perguntou a si próprio como é que acha que irá ser o seu estado de saúde na velhice? O que é que pretende fazer para poder ter uma boa qualidade de vida depois dos 60 anos, ou mesmo até antes? E se existisse um comprimido “milagroso” que tomado todos os dias, permitisse diminuir em 20% a probabilidade de vir a contrair cancro, em 30% a probabilidade de ter uma doença cardíaca, em 50% a probabilidade de vir a ter diabetes, e que o ajuda-se a viver mais e com melhor saúde à medida que vai envelhecendo?

QUANTO É QUE VOCÊ ESTARIA DISPOSTO A PAGAR POR ISSO?

Iríamos insistir com os nossos filhos, pais, familiares, amigos, para o tomarem? É sobre a importância desse comprimido “milagroso” que vamos falar. Esta bênção infelizmente não é utilizada por todos, pois tem uma contrapartida. Precisa da força de vontade para ser ativado e assim libertar e exercer as suas qualidades promotoras da saúde. Apresento-vos:

O RESULTADO DA EVOLUÇÃO

O nosso corpo evolui ao longo dos milhares de anos, aquilo que somos hoje desenvolveu-se baseado no esforço, nas dificuldades, na privação, na dureza do clima. Os órgãos foram-se constituindo e desenvolvendo, preparados para o esforço. A vida dependia muito mais da força muscular que nos dias de hoje, todas as estruturas internas que nos constituem, necessitam de um determinado grau de esforço para estabelecerem o equilíbrio homeostático, só assim funcionarão bem e de forma saudável.

Utilizamos muito menos as funções adaptativas do que os nossos antepassados. Sobretudo nos últimos 50 anos, habituámo-nos ao meio, por mecanismos criados pela inteligência e não pelos mecanismos fisiológicos. O esforço muscular não foi completamente eliminado mas tornou-se muito menos frequente. Suprimindo o esforço muscular da vida cotidiana, suprimimos também, sem o sabermos, o constante exercício a que se entregavam os órgãos internos para manter o equilíbrio. Como é sabido, os músculos consomem açúcar e oxigénio, produzem calor, e libertam ácido láctico para o sangue em circulação. Para se adaptar a estas mudanças, o organismo é obrigado a pôr em ação o coração, o aparelho respiratório, o fígado, o pâncreas, os rins, as glândulas sudoríparas, o sistema cérebro-espinhal e o sistema nervoso simpático.

Em suma, é provável que os exercícios do dia a dia ou mesmo os de baixa intensidade, não sejam, o equivalente à atividade muscular contínua que os nossos antepassados exerciam. Hoje o esforço físico dispendido é drasticamente menor, e isto torna-se prejudicial para nós! A atividade de todos os sistemas do corpo exercem uma poderosa influência no desenvolvimento saudável do indivíduo. Sabemos que o funcionamento, em vez de gastar as estruturas anatómicas, as torna mais resistentes. Assim a utilização das atividades orgânicas e mentais é o meio mais seguro de melhorar a qualidade dos tecidos e consequentemente da vida.

No entanto a atividade tem mais benefícios, quando existe uma prática de exercício físico programado e regular com intensidades que mobilizem a capacidade de adaptação do organismo.

Tomando o conceito de saúde como um estado positivo, e não mera ausência de doença, tal como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), é necessário promover comportamentos de saúde (neste caso específico a promoção de exercício físico), tendo em conta as diferentes idades, aspectos culturais e educativos.

EXERCÍCIO FÍSICO E SAÚDE

Um estilo de vida ativo, incluindo uma prática regular de exercício físico, como tem sido insistentemente sublinhado, permite melhorar a qualidade de vida dos indivíduos de várias formas, sendo frequentemente salientados benefícios físicos e psicológicos associados à prática de exercício físico:

Na manutenção ou desenvolvimento das estruturas ósseas e musculares; Na prevenção ou redução da tensão arterial; Aumento da capacidade de resposta do organismo para combater o stress; Alívio da tensão muscular; Redução da dor; Melhor percepção de bem-estar; Uma maior percepção de eficácia e controle pessoal; Período de atividade que possibilita um tempo de afastamento e distração face aos problemas do cotidiano;

O exercício físico reduz o risco de morte prematura por doenças cardiovasculares, diabetes do tipo II e cancro do cólon, reduz ainda a depressão e a ansiedade, ajuda a controlar o peso corporal, a reduzir a hipertensão arterial, a manter a saúde e bom funcionamento do sistema músculo-esquelético e melhorar a mobilidade. No entanto, apesar das evidências, os estudos sugerem que a porcentagem de praticantes é muito reduzida. Os inquéritos de saúde (OMS) realizados no mundo são notavelmente semelhantes: a porcentagem de adultos sedentários ou quase sedentários flutua de 60% a 85%. A cultura atual leva milhões de pessoas a um ponto em que é urgente a implementação de medidas eficazes para promover a atividade física e melhorar a saúde.

O exercício físico pode prevenir:

Osteoporose Diabetes Hipertensão Infarto

O exercício físico melhora:

Capacidade de se cuidar Auto-estima Capacidade funcional Postura Imunidade ás infecções Padrões do sono Recuperação de doença e cirurgias Desempenho fisiológico

O exercício Físico reduz:

Dor Obesidade Fadiga Incontinência Necessidade de alguns medicamentos solidão

A falta de exercício pode contribuir para:

Problemas cardíacos Asma Múltiplas incapacidades Angina de peito

A incapacidade poderá causar algumas complicações como:

Trombose venosa profunda Edemas Constipação Depressão e ansiedade Dependência Quedas e lesões Má circulação

BENEFÍCIOS PARA O CORAÇÃO

Melhora o funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a ser menor). Aumenta a resistência aos esforços físicos e ao stress. Reduz doenças cardíacas (angina, enfarto, arritmias, insuficiência etc). Aumenta a sobrevida até mesmo nas pessoas que já tiveram um enfarto. Estimula uma melhor vascularização (aumento da irrigação de sangue para o próprio coração), o que garante melhor funcionamento do órgão. Reduz fatores de risco para artérias coronárias – como pressão arterial e colesterol.

BENEFÍCIOS PARA A DEPRESSÃO

A atividade física ajuda as pessoas a sentirem-se melhor, com reflexo na melhoria do humor e estado reduzido de traço de ansiedade. Também pode ajudar as pessoas a sentirem-se melhor acerca de si mesmo através da melhoria de auto percepções corporais, e pode melhorar a auto estima, especialmente naqueles com baixa autobestima.

BENEFÍCIOS PARA AS COSTAS

Uma variedade de atividades de resistência que não provoquem demasiado stress na parte inferior das costas pode aliviar a dor lombar. Atividades gerais de lazer são recomendadas para pessoas com dor lombar.

MELHORIA DA CAPACIDADE PULMONAR

A atividade física aumenta a rede de pequenos vasos que irrigam os alvéolos pulmonares (estruturas de troca de gases), melhorando o aproveitamento de oxigénio pelos pulmões. Desse modo, a respiração fica mais eficiente.

O QUE É A BOA FORMA?

Não é necessário ser um atleta de alta competição, não é necessário ser um exímio levantador de pesos, nem tão pouco treinar horas a fio ou ser muito musculado ou fazer proezas físicas.

A boa forma é: O estado que permite a pessoa melhorar e manter a capacidade de resistir e tolerar as exigências internas e externas, sem prejuízo físico e psicológico.

Recomendações sumárias para a atividade física, saúde e bem-estar A atividade física deve:

envolver vários grupos musculares ser praticado com regularidade e se possível diariamente aumentar progressivamente Na prática, um exercício ritmado com intensidade significativa, tal como caminhadas de 20-30 minutos, preencherá os requisitos descritos

PARA SE RETIRAR O MÁXIMO BENEFICIO, A ATIVIDADE FÍSICA DEVE:

incluir alguns períodos de atividade física intensa incluir uma vasta gama de exercícios aeróbios e anaeróbios exercitar grande parte dos músculos do tronco e membros inferiores ser mantido ao longo da vida

DICAS PARA QUEM PRETENDE INICIAR A PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO:

Frequência – 3 a 5 vezes por semana com 1 ou 2 dias de descanso para recuperação Intensidade – fraca a moderada, inicie com ritmos fracos e construa a sua resistência sobre um período de tempo prolongado (mais de 2 meses) Um programa de treino para ter sucesso deverá ser individualizado Um só programa não funciona para todas as pessoas

ATIVIDADE AERÓBICA

Sabe-se que uma atividade aeróbia com duração entre 20 a 30 minutos, surte em ganhos significativos ao nível da saúde e bem-estar, no entanto dever-se-á levar em consideração os conceitos de:

Duração Intensidade

Frequência Tipo de atividade Tipo de supervisão

A prática de exercício físico pontual e não organizado não surte o mesmo efeito que os benefícios gerados por uma atividade mais vigorosa, regular e programada, mais particularmente na libertação de endorfinas. A maior parte das pessoas necessita de alguns meses de prática regular, para atingir os níveis de frequência, intensidade e duração adequados que permitam mudanças positivas significativas.

PRECAUÇÕES PARA UM COMEÇO SAUDÁVEL:

Para evitar dores e lesões, você deverá programar um aumento na atividade física devagar e gradual até o valor desejado para dar ao corpo tempo para se adaptar. Pessoas com problemas de saúde crónicos, tais como doenças cardíacas, diabetes ou obesidade, ou os que estão em alto risco para estes problemas devem consultar um médico antes de iniciar um programa de atividade física. Além disso, homens com mais de 40 anos de idade e mulheres acima de 50 anos que pretendem iniciar um programa de nova atividade física vigorosa deve previamente consultar um médico para ter certeza que não têm doença cardíaca ou outros problemas de saúde.

Os benefícios da prática da atividade física ultrapassam grandemente os seus riscos. No entanto, em determinadas condições, pouco frequentes, a atividade física pode ter consequências negativas. Seja por sentimentos de natureza psicológica oriundos do insucesso em aderir a um programa regular ou por prática excessiva da atividade física podendo originar um estado de “dependência do exercício”, ou ainda for exercícios inadequados ao objetivo pretendido.

Também é necessário ter algum cuidado durante a prática do exercício físico para garantir nossa segurança. Nosso coração possui uma capacidade de batimentos por minutos que não poderá ser ultrapassado. Essa capacidade chama-se frequência cardíaca máxima ( FC max). Para garantir a eficácia e a segurança durante nosso exercício devemos manter nossos batimentos cardíacos entre 65 e 85% da frequência cardíaca máxima.( FC max). Podemos calcular a FC max através da seguinte fórmula:

FC máx = 207 – ( 0,7 x idade )

OS ESPORTES

Certamente o Futebol é o esporte mais praticado no Brasil e na sua comunidade. Mas quando falamos em futebol não possuímos uma definição concreta sobre ele. O FUTEBOL EM SI É O ESPORTE JOGADO COM A BOLA NOS PÉS, mas precisamos saber que existem três esportes jogados com a bola no pé: futsal ou futebol de salão, futebol de campo e futebol society. Tudo começou com os nossos antepassados. Relatos nos direcionam aos primeiros passos desse esporte, contando que antigamente se jogava futebol com crânios de animais, de pessoas, através de chutes simples no objeto que mais tarde tornou-se a bola.

Algumas comunidades tinham rituais de cortar a cabeça de seus inimigos em batalhas e mais tarde chuta-las. Isso não se parece com o que fazemos hoje? Assim como estes existem vários outros relatos sobre as origens do esporte. Com o passar do tempo adotou-se regras especificas, as bolas começaram a ficar mais macias, ( feitas de bexigas de animais) e criou se então o futebol de campo, que hoje conhecemos e assistimos quase que diariamente nas redes de TV ou ouvimos falar. A partir do futebol de campo, adaptou-se o futebol society e o futsal.

Futebol de campo: 11 jogadores, campo grande de grama natural ou sintética.

Futebol society: 7 jogadores, campo menor de grama natural ou sintética.

Futsal: 5 jogadores, quadra de piso ou outro material firme, com tamanho menor que os outros dois.

FUTSAL

O Futsal, também conhecido como Futebol de Salão, é uma modalidade esportiva que foi adaptada do futebol de campo para as quadras. O futsal é muito praticado no Brasil, fazendo parte de uma das principais atividades esportivas das aulas de Educação Física nas escolas de todo país.

HISTÓRIA DO FUTSAL

O Futsal foi criado na cidade de Montevidéu (Uruguai) no ano de 1934. O criador foi o professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Juan Carlos Ceriani Gravier. Este professor batizou o esporte como Indoor-Foot-Ball. Em 1935, os professores João Lotufo e Asdrubal Monteiro, após se graduarem no Instituto Técnico da Federação Sulamericana das ACM como secretários diretores de educação física da ACM, voltaram ao Brasil e introduziram o "Indoor Football" que passou a ser chamado futebol de salão. Por possuir características do regulamento, ainda a iniciar, o pequeno tamanho da quadra e o peso da bola, causavam muitos acidentes pela potência dos chutes. Já no ano de 1948, passado João Lotufo para Secretário Geral da ACM São Paulo, transferiu Asdrubal Monteiro para o cargo de Diretor de Educação Física, com a proposta de que os dois resolvessem os problemas negativos da prática desse esporte, elaborando assim, um novo regulamento com elementos do futebol, hockey de grama, basquete e waterpolo. Durante dois anos, Lotufo e Monteiro, estudaram, observaram e ampliaram as novas regras, chegando ao protótipo do esporte que encontramos hoje, ou seja, o limite de cinco jogadores e as marcações da quadra. Ao chegar a um resultado satisfatório, que justificou na publicação dessa regra em 1950, o esporte foi intensamente praticado nas ACM de São Paulo e Rio de Janeiro.

Alterando ao curto prazo. Antes das regras serem estabelecidas, praticava-se futebol de salão com times de cinco a sete jogadores. A bola foi sendo deixada mais pesada numa tentativa de reduzir sua capacidade de saltar e consequentemente suas frequentes saídas de quadra. A "bola pesada" acabou por se tornar uma das mais interessantes características originais do futebol de salão. Em 1957 surgiu a primeira iniciativa de se uniformizar as regras do esporte, através da criação do Conselho Técnico de Assessores de Futebol de Salão, por Sylvio Pacheco, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Devido a sua praticidade, tanto no reduzido número de jogadores necessários em uma partida, quanto no espaço menor que exigia, o esporte rapidamente adquiriu crescente popularidade, atingindo outras localidades, gerando novos torneios e conquistando adeptos em todas as capitais do país.

Regras básicas do Futsal

NÚMERO DE JOGADORES – Cada equipe possui 5 jogadores, sendo um deles o Goleiro. Normalmente um equipe é formada por um GOLEIRO, UM FIXO, DOIS ALAS E UM PIVÔ.

DURAÇÃO DE UMA PARTIDA – Nas categorias adulta/profissional, sub 20 e sub 17 uma partida é disputada em dois tempos de 20 minutos cronometrados, já na sub 15 é disputada em dois tempos de 15 minutos.

AS SUBSTITUIÇÕES: O número de substituições no Futsal são ilimitadas. • O TIRO DE SAÍDA, TIRO LATERAL e TIRO de CANTO(ESCANTEIO): são cobrados

obrigatoriamente com os pés e o jogador terá 4 segundos para realizar a cobrança. Já o ARREMESSO DE META é cobrado com as mãos, somente pelo Goleiro dentro da área de gol que também deverá fazê-lo em 4 segundos.

REGRA DOS 4 SEGUNDOS – Não é permitido ao Goleiro ficar com o controle ou domínio da bola por mais de 4 segundos em sua meia quadra de defesa em nenhum ocasião;

RECUO PARA O GOLEIRO – É permitido apenas um recuo de bola para o Goleiro e ele não poderá pegá-la com as mãos. Após um recuo a bola somente poderá ser recuada novamente após tocar em um adversário. Estando o Goleiro em sua meia quadra de ataque ele poderá receber a bola quantas fezes for necessário sem limite de tempo;

FALTAS – Cada equipe poderá cometer um limite de 5 faltas por tempo de jogo, a partir da 5° falta a equipe será punida com um tiro livre direto sem barreira que poderá ser cobrado no local da falta ou na marca de 10 metros.

CARTÕES: Assim como no Futebol, o cartão amarelo é uma advertência e o vermelho expulsão. O Jogador que tomar dois cartões amarelos receberá obrigatoriamente o cartão vermelho. A equipe que tiver um jogador expulso deverá ficar 2 minutos com menos um jogador ou até sofrer um gol, após um isso um outro jogador deve completar a equipe, o jogador expulso não poderá mais retornar a partida.

VOLEIBOL

HISTÓRIA DO VOLEIBOL E REGRAS

O vôlei foi criado em 1895, pelo professor de Educação Física William G. Morgan, na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos. O primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi mintonette. Naquela época, o esporte da moda era o basquetebol, criado apenas quatro anos antes, mas que tivera um rápida difusão. Era, no entanto, um jogo muito cansativo para pessoas de idade. Por sugestão do pastor Lawrence Rinder, Morgan idealizou um jogo menos fatigante para os associados mais velhos da ACM e colocou uma rede semelhante à de tênis, a uma altura de 1,98 metros, sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida, surgindo assim o jogo de vôlei. Uma equipe de voleibol de quadra possui 6 jogadores e o voleibol de areia possui 2 jogadores. A altura da rede também é diferente para os gêneros. Masculino: 2.43m e Feminino 2.24m As medidas da quadra são 9 m de largura por 18 m de comprimento. Os principais fundamentos do vôlei são: Rodízio, Saque, posição de expectativa, Toque, Manchete, Cortada e bloqueio, também podemos determina-los como os movimentos para trabalhar o ataque e defesa durante o jogo. Rodízio: é uma sequência lógica de movimentação OBRIGATÓRIA, onde os jogadores de cada equipe rodam trocando de lugar dentro de seu campo de jogo.

Saque: É o movimento que dá início à partida. Para fazê-lo, um jogador deve se posicionar atrás da linha de fundo de seu campo, batendo na bola fazendo com que está ultrapasse por cima da rede. Caso os jogadores adversários não consigam receber a bola e ela toque o chão, é marcado ponto e a equipe que sacou no primeiro momento tem o direito de saque novamente.

Posição de expectativa: É a posição que o jogador deve aguarda a chegada da bola, onde as pernas devem ficar semi - flexionadas.

Manchete : É o ato de recepcionar a bola, com as mãos unidas, posicionadas na altura da cintura e com os braços esticados. Geralmente utiliza-se para recepcionar o saque ou a cortada vindos do adversário.

Toque: É o ato de passar a bola para o companheiro ou joga-la para o campo adversário. No toque as duas mãos estão colocadas acima da cabeça. É mais comum no levantamento, onde a bola é preparada para a cortada.

Cortada: A cortada é bater a bola com a mão aberta para o campo adversário na tentativa de que ela não consiga ser recebida pelo outro time e toque o chão.

Bloqueio: É uma forma de defesa, onde um ou mais jogadores pulam junto a rede com as mãos abertas na tentativa de bloquear o ataque adversário e rebater a bola de volta para o campo do adversário.

REGRAS BÁSICAS 1. Um set tem 25 pontos. Cada set é terminado quando uma equipe alcança 25 pontos,

tendo 2 pontos de vantagem sobre a equipe adversária. Caso não tenha, o set prossegue até que uma equipe conquiste tal vantagem. Ex. 24 a 24 ou 25 a 24 obriga uma das equipes a abrir 2 pontos de diferença.

2. Uma partida de vôlei termina quando um time ganha 3 sets. Uma partida pode ter no máximo 5sets, sem tempo definido

3. Cada time é composto por 6 jogadores em quadra e 6 jogadores reserva. 4. Após o saque, cada time poderá dar no máximo 3 toques na bola, sendo proibido que um

jogador toque a bola duas vezes seguidas. 5. O jogador deve bater na bola e não conduzi-la. 6 Toda vez que a bola tocar o chão na quadra adversária caracteriza-se um ponto. O ponto pode ocorrer também pelo erro de saque, ou em hipótese de o adversário não conseguir devolver a bola com três toques 7.É proibido tocar na rede ou pisar na linha abaixo da rede. 8 Existem nas duas extremidades da rede, duas antenas. Elas estão situadas exatamente em cima das linhas laterais. A bola deve sempre passar por entre estas duas antenas para ser válida.

HANDEBOL

HISTÓRIA DO HANDEBOL

O handebol praticado no Brasil é o de quadra, porque não existem campos de handebol na atualidade para esse tipo de esporte. Inicialmente foi praticado no campo, mas também na Alemanha onde surgiu, passou a ser praticado em quadras fechadas devido ao frio intenso no inverno. O handebol é um esporte que foi inventado na Alemanha em 1919 por um professor de Educação Física chamado Karl Scheleng, reformulando um jogo anterior chamado torball. No início, o jogo foi inventado para as alunas, depois passou a ser praticado também pelos

rapazes. Em 1927 surge a primeira Federação Internacional de Hand Ball (como era originalmente conhecido) e chegou ao Brasil em 1930 e foi popularizado em escolas e clubes do país.

O handebol é formado por equipes de 7 jogadores e é o mais popular no Brasil. O jogo é disputado em dois tempos de 30 minutos para homens e 25 minutos para mulheres. É um esporte muito veloz onde a bola é movimentada com passes feitos pelas mãos até chegarem a área do adversário não podendo adentra-la. Os defensores fazem com o corpo uma barreira na área de lançamento para impedir o lançamento da bola ao gol. Se o goleiro não defender o lançamento sua equipe recomeça o jogo a partir do meio do campo. O handebol é disputado em quadras de 40 m de comprimento por 20 m de largura, com duas traves de 3 m de largura por 2 de altura. A bola tem 50 a 60 cm de circunferência pesa entre 125 e 176 gramas para homens. Para as mulheres e crianças tem 54 a 56 cm e 325 a 400 gramas de peso.

REGRAS BÁSICAS DO HANDEBOL

Área do Gol

Fica entre a linha de fundo e a linha de 6m. Somente o goleiro pode permanecer na área de gol. O atacante que penetra essa área é castigado com um tiro livre; se for propositadamente e não tiver a posse da bola, será dado lance livre. O jogador que invadir a área de gol, depois de ter lançado a bola, não está sujeito a qualquer punição, desde que isso não resulte em prejuízo para a ação do adversário.

Goleiro / Gol

O goleiro é o único jogador que pode se deslocar para qualquer posição da quadra; é o único que pode parar ou rebater a bola com os pés (mas isso apenas na sua área), fora dela deve jogar como qualquer jogador de linha. Só será considerado gol a bola que lançada regularmente ultrapasse inteiramente a linha de gol por, dentro da baliza.

Manejo da Bola

É permitido lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola, não importa de que maneira, com a ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos. Segurar a bola durante o máximo de três segundos, mesmo ela estando no chão. Fazer o máximo de três passos com a bola na mão. É proibido conduzir ou manejar a bola com os pés.

Comportamento Para com o adversário

Utilizar os braços ou as mãos para se apoderar da bola. Tirar a bola da mão do adversário com as mãos abertas, não importa de que lado. Bloquear o caminho ao adversário com o corpo. É proibido arrancar a bola do adversário com uma ou duas mãos, assim como bater com o punho na bola que o mesmo tem as mãos.

Tiro de meta

O tiro de meta é ordenado nos seguintes casos: quando, antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha sido tocada por um jogador da equipe atacante ou pelo goleiro da equipe defensora, estando este dentro da sua área de gol. O tiro de meta deve ser cobrado dentro da área do

goleiro, e só ele poderá colocar a bola em jogo.

Bola ao chão

A bola ao chão é marcada quando, mantida a bola dentro da quadra e fora das áreas de goleiro, ocorrer: falta simultânea de jogadores das duas equipes; interrupção do jogo por qualquer motivo ou razão que não se caracterize como infração as regras.

Escanteio

O lance de escanteio é ordenado desde que a bola tocada pela equipe defensora ultrapasse a linha de fundo (sem que o goleiro desta tenha tocado na bola). O lance é executado no ponto de interseção da linha de fundo e a linha lateral, do lado onde a bola tenha saído.

Lance lateral

O lance lateral é ordenado desde que a bola tenha ultrapassado totalmente a linha lateral. Ao ser cobrado o jogador deverá manter um pé sobre a linha lateral e o outro fora da quadra, caso isto seja desrespeitado o árbitro poderá ordenar nova cobrança de lateral ou aplicar reversão, dando o direito da cobrança a equipe adversária.

Lance de 7m

Este lance apenas é ordenado com a execução de uma falta grave sobre o adversário; no momento da cobrança os jogadores da defesa e ataque deverão permanecer atrás da linha de 9m. O jogador que for cobrar deverá manter um pé fixo perante a linha de 7m, não podendo invadí-la ou mover este pé.

Lance livre

É ordenado lance livre nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador; mau comportamento; faltas cometidas pelos jogadores na área de gol; lançamento intencional da bola para sua área de gol; faltas do goleiro; execução ou conduta irregular nos lances de lateral, escanteio, livre, tiro de meta e 7m; atitude antidesportiva.

Execução

Antes da execução de todos os lances citados acima a bola deverá pousar na mão do lançador e todos os jogadores deverão ter tomado a posição regularmente. Apenas o lançador pode tocar na bola e este não deve ficar batendo-a contra o chão, pois o árbitro pode considerar o lance como cobrado e aplicar reversão da jogada.

PUNIÇÕES

Cartão Amarelo

Serve para advertir qualquer atleta ou técnico. Aplicado em algumas faltas, por reclamações ou quando após uma falta o jogador não deixa a bola no lugar indicado, podendo variar com o critério de cada árbitro.

Dois Minutos

Este apenas é aplicado a jogadores. Quem receber esta punição deve permanecer fora da partida durante um períiodo de dois minutos (que será controlado pelo cronometrista), e após podendo retornar ao jogo com permição da mesa de arbitragem. Durante este período o time fica com um jogador a menos, esta punição é geralmente aplicada a faltas desnescessárias e a substituições incorretas.

Cartão Vermelho: (ou desqualificação)

Ao ser aplicado um Cartão Vermelho o jogador deve retirar-se da quadra, não podendo nem permanecer no banco de reservas e nem voltar mais a partida. O time permanece durante dois minutos com um jogador a menos e após pode completar o time com outro jogador. (O jogador que receber mais que 3 "Dois Minutos" durante a partida é automaticamente desqualificado, sofrendo todo o processo acima descrito).

Exclusão

Este é um recurso extremo da arbitragem, utilizado apenas em casos de agressão física e verbal. O jogador que sofrer exclusão não pode voltar a quadra e nem se sentar no banco de reservas, e seu time permanece até o fim da partida com um jogador a menos

BASQUETE

HISTÓRIA DO BASQUETE

Embora o basquete tenha sido inventado no Estados Unidos, sua história começa, na realidade, no vizinho Canadá. Em 6 de novembro de 1861 nasceu nos arredores de Ottawa – mais precisamente no distrito de Ramsay, hoje a cidade de Almonte – James Naismith, o filho de modestos fazendeiros que 30 anos depois inventaria o esporte da bola ao cesto.

James Naismith se formou em artes pela universidade de McGill, em Montreal, e no final do século XIX se mudou para o Estados Unidos, onde as atividades esportivas entraram de vez em sua vida. Já em Springfield, Massachusetts, Naismitth começou a lecionar educação física na Associação Cristã de Moços (ACM); E foi aí, em 1891, que com o auxílio de cestos de frutas, ele criou o basquete. No rigoroso inverno de 1891 Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), convocou o professor canadense de educação física para lhe propor um desafio: Criar um jogo sem violência que pudesse ser praticado em ambientes fechados durante o inverno e fosse capaz de estimular os alunos à prática de atividades físicas.

As primeiras idéias do professor Naismith foram que o novo jogo deveria ser jogado com as mãos, precisava ter uma bola, um alvo fixo e, principalmente, ter um sentido coletivo.

Elaborando mais suas idéias, Naismith chegou a conclusão que o alvo fixo não poderia ficar no solo como no hóquei ou no futebol jogado na Inglaterra. A altura de 3 metros e 5 centímetros do chão foi uma solução para agregar dificuldade ao jogo e evitar que os adversários impedissem o acerto do alvo.

Com a ajuda do zelador do colégio, Naismith arranjou dois cestos velhos de frutas, os pregou no ginásio da escola assim nasceu a cesta de basquete. Estas cestas estão expostas no Hall da Fama do Basquete que leva o nome do professor e fica em Springfield, Massachusetts.

Em menos de uma hora o canadense escreveu as 13 regras do novo jogo. As fixou no ginásio e

com 18 alunos deu início à primeira partida de basquete da história. Por não terem idéia da proporção que tomaria aquela nova brincadeira, não registrou-se a data exata do cotejo, mas sabe-se pelo que contam os historiadores que o embate se deu em dezembro de 1891, próximo ao Natal. Pouco tempo depois Naismith teve a idéia de cortar o fundo das cestas, inserindo uma maior dinâmica ao jogo. No início de 1892 a diretoria do Springfield College aprovou oficialmente o novo jogo e no dia 11 de março do mesmo ano realizou-se, no ginásio Armony Hill, a primeira partida oficial do novo esporte. Cerca de 200 pessoas acompanharam o prélio onde o time dos estudantes bateu a equipe formada por professores pelo placar de 5 X 1. A primeira bola de basquete foi fabricada pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro eraligeiramente maior que o de uma bola de futebol.

As primeiras cestas sem fundo – cilindros de madeira com bordas de metal – foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, ainda em 1892. No ano seguinte a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede pendurada. As tabelas só foram introduzidas em 1895. James Naismith viu seu inocente jogo crescer e tornar proporções de grande modalidade esportiva. A consagração veio em 1936, em Berlim, quando o professor canadense foi convidado para lançar a bola ao alto na primeira partida de basquete na história dos Jogos Olímpicos

Hoje, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas praticam basquete em todo o mundo e sua entidade máxima, a FIBA, conta com 215 associações nacionais federadas, 23 a mais que a ONU.

PRINCIPAIS REGRAS DO BASQUETE. PRINCIPAIS REGRAS DO BASQUETE! O basquete é um esporte que atrai milhares de pessoas no mundo inteiro. É comum vermos pessoas jogando em parques e quadras poliesportivas de condomínios e clubes. Mas você sabe quais são as regras do basquete? À primeira vista parece simples: basta uma bola e uma cesta e o jogo pode começar! Entretanto, como todas as modalidades, há regras que precisam ser seguidas. O basquete é um esporte simples e de fácil acesso. Não existem regras muito complexas. Além disso, algumas delas, como a quantidade de jogadores em quadra, podem ser adaptadas caso necessário!

Número de jogadores em quadra

O jogo de basquete é formado por 10 atletas, 5 de cada equipe. Além desses jogadores, cada time deve ter no mínimo 3 e no máximo 7 no banco de reservas.

Duração da partida

A partida de basquete tem a duração corrida de 40 minutos. Esse tempo é dividido em 4 partes, cada uma com 10 minutos.

Início da partida

Quando o jogo vai começar, o juiz lança a bola para cima, dentro do círculo do meio campo. Neste momento, um atleta de cada equipe salta para disputar a posse da bola e dar início à partida.

Pontuação

A pontuação do basquete é computada sempre que o atleta consegue acertar a cesta, e é dividida de acordo com a distância do lançamento. Para arremessos realizados fora do grande círculo, ou seja, atrás de 6,25 m, a pontuação é 3. Já para aqueles pontuados dentro do grande círculo a pontuação é 2.

Há ainda o lance livre, que deve ser feito em um lugar específico no garrafão, valendo 1 ponto.

Falta

Qualquer contato físico que aconteça entre os jogadores de equipes adversárias e influencie na jogada é considerado falta. O defensor deve manter os braços para cima ou para baixo. Caso ele esteja com os braços abertos lateralmente e o atacante encoste neles, é marcada falta da defesa.

Se a falta ocorrer durante uma troca de passes ou qualquer situação que não seja a de arremesso, o time que sofreu a falta cobra uma lateral a seu favor. No entanto, se a falta impedir um arremesso, o time que a sofreu tem direito a cobrança de 2 lances livres.

Lance livre

O lance livre é marcado em decorrência de faltas em três diferentes situações:

• se o jogador que sofreu a falta conseguir converter o arremesso, ele tem direito a um lance livre;

• caso a falta tenha impedido o atleta de fazer a cesta, ele tem direito a dois lances livres; • se o arremesso que originou a falta era de três pontos, a equipe tem direito a três lances

livres.

Reposição de bola

Depois de uma cesta, o jogo recomeça na linha de fundo da quadra e a posse de bola é da equipe que sofreu o ponto contra. Após uma falta, como dito anteriormente, o jogo recomeça na lateral da quadra.

Passos

O número de passos permitido com a bola na mão é apenas dois. Após isso é necessário que o jogador passe a bola ou arremesse.

Regra dos segundos

Muitas regras do basquete são classificadas por segundos. Veja alguma delas:

• regra dos três segundos: o jogador não pode ficar mais do que três segundos dentro do garrafão caso não esteja com a bola na mão;

• regra dos cinco segundos: o tempo de contato com a bola que o atleta pode ter é de até cinco segundos;

• regra dos oito segundos: o time que estiver com a posse de bola na defesa tem até oito segundos para avançar com a bola para o ataque;

• regra dos vinte e quatro segundos: o time tem até vinte e quatro segundos para arremessar a bola na cesta.

Empate

O jogo de basquete não pode acabar empatado. Caso isso ocorra, são adicionados mais 5 minutos para que o jogo possa desempatar, e assim sucessivamente até que haja um vencedor.

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