Apostila decontabilidade teoria, Manual de Matemática
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russeline_lops8 de Janeiro de 2016

Apostila decontabilidade teoria, Manual de Matemática

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demostra a aplicação da contabilidade na empresa
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APOSTILA DE CONTABILIDADE

APOSTILA DE CONTABILIDADE

TEORIA

Elaborada por MARIA ELENA GAVA

UNIDADE I

NOÇÕES BÁSICAS

1.1 INTRODUÇÃO

A Contabilidade é a ciência que tem por objeto o patrimônio das entidades e por objetivo o

controle desse patrimônio, com a finalidade de fornecer informações a seus usuários.

1.2 OBJETO DA CONTABILIDADE

O patrimônio é o objeto da Contabilidade, isto é, constitui a matéria sobre a qual se exercem as

funções contábeis. O patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados à entidade.

1.3 OBJETIVO

O objetivo da Contabilidade é controlar o patrimônio. Na Contabilidade, os objetivos estão

definidos como as informações que deverão ser geradas para que os diversos usuários possam tomar

conhecimento da situação da organização em dado momento, com a finalidade de tomar as decisões que

considerarem necessárias.

1.4 FINALIDADE DA CONTABILIDADE

A finalidade da Contabilidade é a de controlar o Patrimônio, assegurar o controle do patrimônio

administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o

resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser

lucrativos ou meramente ideais (sociais, esportivos e outros). Ou seja, fornecer informações a seus

usuários.

1.5 CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE

O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades (pessoas) físicas ou jurídicas,

com ou sem fins lucrativos, que possuam patrimônio. Tais entidades são unidades econômico-

administrativas, cujos objetivos podem ser sociais e/ou econômicos. Uma entidade econômico-

administrativa também pode ser chamada de AZIENDA, palavra de origem italiana que significa

FAZENDA.

PESSOAS FÍSICAS: É qualquer ser humano considerado individualmente, sujeito a direitos e

obrigações, cujo nascimento se dá por meio do parto com vida.

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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PESSOAS JURÍDICAS: É aquela resultante de uma organização humana, com vida a

patrimônio próprios, igualmente sujeitos a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá, no caso das

sociedades empresariais, através do registro na Junta Comercial do Estado e, no caso de empresas

prestadoras de serviços, no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas.

Quanto ao fim a que se destinam, as entidades econômico-administrativas podem ser assim

classificadas:

a. Entidades com fins econômicos – chamadas empresas, visam ao lucro para preservar e/ou aumentar o

patrimônio líquido. Exemplos: empresas comerciais, industriais, agrícolas etc.

b. Entidades com fins sócio-econômicos – intituladas instituições, visam superávit que reverterá em

benefício de seus integrantes. Exemplos: associações de classe, condomínios, clubes sociais etc.

c. Entidades com fins sociais – também chamadas instituições, têm por obrigação atender às necessidades

da coletividade a que pertencem. Exemplos: a União, os Estados e os Municípios.

1.6 FUNÇÃO DA CONTABILIDADE

Função administrativa → controlar o patrimônio

Função econômica → apurar o resultado

Resultado → diferença entre o valor das receitas e o valor das despesas.

O resultado pode ser:

Positivo ou Lucro → Receita > Despesa

Negativo ou Prejuízo → Receita < Despesa

Nulo → Receita = Despesa

Para entender o porquê e como atingir esses objetivos, é necessário definir a forma como as

informações devem ser geradas e quais são os usuários-alvo dessa informação.

1.7 ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

Atos Administrativos são os acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam

alterações no Patrimônio. Por exemplos, Admissão de empregados, assinaturas de contratos, aval de títulos,

fianças em favor de terceiros, etc.

Fatos Administrativos são acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais,

podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido. Por modificarem o Patrimônio, devem ser contabilizados

através das contas patrimoniais e de resultado. Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Entidades econômico-administrativas são organizações que reúnem os seguintes elementos:

pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado.

São classificados em três grupos:

• Fatos permutativos;

• Fatos modificativos;

• Fatos mistos.

1.8 USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL

Os usuários da informação contábil podem ser classificados da seguinte forma:

a) usuários internos (gerentes, diretores, encarregados de produção, chefes de departamento etc.);

b) usuários externos (governo, bancos, fornecedores, sindicatos, acionistas ou cotistas etc).

1.9 TÉCNICAS CONTÁBEIS

Para atingir sua finalidade, a Contabilidade utiliza as seguintes técnicas:

a) Escrituração – registro, em livros próprios (Diário, Razão, Caixa e Contas Correntes), de todos os Fatos Administrativos que ocorrem no dia-a-dia das empresas.

b) Elaboração das Demonstrações Contábeis – elaboração de quadros técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa. As demonstrações financeiras mais conhecidas são o

Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.

c) Auditoria - confirmação dos registros e demonstrações contábeis; verificação da exatidão e dos documentos que deram dos dados contidos nas demonstrações financeiras, através do exame minucioso

dos registros contábeis origem a eles.

d) Análise de Balanços – exame e interpretação dos dados contidos nas Demonstrações Financeiras, com o fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da Contabilidade.

O registro de todas as ocorrências patrimoniais é feito através de uma técnica a que chamamos de

escrituração.

CONCEITOS IMPORTANTES

Rédito: é o resultado da atividade econômica e que provoca variação patrimonial, aumentativa ou diminutiva;

Regime de Caixa: quando na apuração dos resultados (réditos) são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período;

Regime de Competência: quando, na apuração dos resultados (rédito) do exercício são consideradas as receitas e despesas nas datas a que se referirem, independente dos seus

recebimentos ou pagamentos. Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Exercício Social: é o espaço de tempo (12 meses) findo o qual as pessoas jurídicas apuram os seus resultados. Ele pode coincidir ou não com o ano-calendário, de acordo

com o previsto no estatuto ou contrato social. Perante a legislação do imposto de renda o

exercício social deve coincidir com o calendário civil.

Gestão: é o conjunto dos acontecimentos verificados na entidade, sejam fatos contábeis ou meramente atos administrativos e se divide em duas partes; uma de caráter econômico

e outra de natureza permanente técnica ou administrativa.A gestão técnica relaciona-se

com o aspecto técnico como a produção de bens, na indústria ou de serviços, nas entidades

prestadoras de serviços. A gestão administrativa é a que dirige todo o pessoal na busca

dos objetivos sociais, A gestão econômica está relacionada à aplicação de recursos

disponíveis na entidade de forma a atingir os objetivos, ou seja, auferir lucro, de modo a

aumentar o patrimônio líquido da empresa.

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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UNIDADE II

PATRIMÔNIO

2.1 CONCEITO E DEFINIÇÃO

Patrimônio significa, a princípio, o conjunto de bens e os valores a receber pertencentes tanto a

pessoas físicas (seres humanos) quanto a pessoas jurídicas (empresas). Em contabilidade esses valores a

receber são chamados de direitos.

Entretanto, para se identificar a situação de uma pessoa, não basta relacionar os bens e direitos; é

preciso saber as dívidas (obrigações) que ela possui. É necessário saber o valor do patrimônio (um

apartamento,por exemplo) e apurar se ela não tem dívidas com um banco financiador (no caso de ela ter

adquirido o imóvel financiado).

PATRIMÔNIO DE UMA PESSOA OU EMPRESA Bens e Direitos e Receber Obrigações a pagar

2.2 BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES

BENS

São as coisas úteis, capazes de satisfazer as necessidades das pessoas e das empresas e que podem

ser avaliados economicamente.

Classificação

Bens Tangíveis, materiais, corpóreos ou concretos: têm existência física, existem como coisa ou objeto;

são os que possuem corpo, matéria.

Exemplos:

Máquinas (industriais, de somar, de escrever), Equipamentos, Veículos, Estoques de Mercadorias, Imóveis,

Dinheiro, Móveis, Ferramentas, Materiais de Consumo.

Bens Intangíveis, imateriais, incorpóreos, abstratos. Constituem aplicações absolutamente necessárias para

a empresa atingir seus objetivos; inexistem como coisa; não palpáveis, não constituídos de matéria.

Exemplos:

 Marcas de Indústria (Nike, Coca-Cola etc.)

 Patentes de invenção (documento pelo qual o Estado garante a uma pessoa ou empresa o direito

exclusivo de explorar uma invenção)

 Luvas (quantia paga para retirar um indivíduo de um imóvel que você vai ocupar) Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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 Fundo de Comércio ou ponto ou local de trabalho ou clientela ou fama da loja (um indivíduo vende

uma loja e além do valor de venda cobra mais um valor referente ao ponto)

 Direitos Autorais

 Despesas Pré-Operacionais

 Benfeitorias em prédios de terceiros visando a adaptação operacional aos objetivos da empresa

 Despesas relacionadas com pesquisa e desenvolvimento de produtos

 Despesas realizadas no período de implantação do empreendimento

 Direitos adquiridos para exploração de minas, jazidas e reservas florestais.

OBS.: o bem intangível inexiste como coisa mas assume um valor no contexto do patrimônio. É

importante citar que os direitos adquiridos decorrentes da aplicação de recursos significativos,

destinados à exploração de minas, jazidas ou reservas florestais, não se confundem com outros tipos

de direitos conhecidos por negociáveis, tais como: Duplicatas, Letras de Câmbio, Notas Promissórias

etc.

Os direitos podem ser recebidos em dinheiro ou transferidos para terceiros, enquanto os que habilitam

as empresas à exploração econômica de uma coisa são amortizados durante certo período, a fim de

permitir a recuperação do investimento realizado.

DIREITOS

São os valores que a empresa tem a receber de terceiros. Esses direitos geralmente aparecem com

os nomes dos elementos seguidos da expressão a Receber. Exemplos:

- Duplicatas a Receber

- Notas Promissórias a Receber

- Juros a Receber

- Aluguéis a Receber

OBRIGAÇÕES

Todos os valores que a empresa tem a pagar para terceiros. Essas obrigações geralmente aparecem com os

nomes dos elementos seguidos da expressão a Pagar ou a Recolher Exemplos:

- Duplicatas a Pagar

- Notas Promissórias a Pagar

- Salários a pagar

- Aluguéis a pagar

- Contribuições sociais a Recolher

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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2.3 ASPECTOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS

Todos os relatórios elaborados a partir da escrita contábil deverão ressaltar esses dois aspectos:

Qualitativo consiste em qualificar, dar nomes aos elementos componentes do respectivo

relatório, permitindo que se conheça a natureza de cada um;

Quantitativo consiste ematribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda.

2.4 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO

BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO BENS

E

DIREITOS

OBRIGAÇÕES EXIGÍVEIS

E

OBRIGAÇÕES NÃO EXIGÍVEIS

2.4.1 ATIVO (APLICAÇÃO DE RECURSOS)

É o conjunto de bens e direitos decorrentes de transações passadas e que tenha a potencialidade

de geração de caixa.

O aspecto de geração de caixa é extremamente importante na conceituação de um ativo, pois, no

momento em que se resolve iniciar uma atividade qualquer, recursos são transferidos na expectativa de que

a geração de caixa seja suficiente para prover aos investidores lucros superiores àqueles que obteriam com

os recursos aplicados em outra atividade.

Ativo, portanto, são todos os bens e direitos de propriedade da empresa, expressos em moeda, e

que representam benefícios presentes ou futuros para a mesma.

Para ser considerado um ativo é preciso preencher quatro características simultaneamente:

a) Ser bens ou direitos;

b) Ser de propriedade da empresa

c) Ser mensurável em dinheiro;

d) Trazer benefícios presentes ou futuros.

Exemplos

• Dinheiro depositado no banco

• Duplicatas a receber

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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• Estoque de mercadorias para venda

• Móveis para uso

• Veículos

• Edifícios

• Terrenos

2.4.2 PASSIVO (ORIGENS DE RECURSOS)

Significa as obrigações da empresa.

PASSIVO EXIGÍVEL

Representa todas as obrigações financeiras que uma empresa tem para com terceiros. É tudo aquilo

que a empresa deve; são as dívidas que ela contraiu.

A palavra “terceiros” abrange o conjunto de pessoas físicas e jurídicas com quem a empresa tem

dívidas: fornecedores (de mercadorias), funcionários (salários), governo (impostos), bancos (empréstimos

bancários) encargos sociais (FGTS, previdência social), encargos financeiros (financiamentos), etc.

O Passivo Exigível evidencia o endividamento da empresa. O seu crescimento de forma desmedida

pode levar a empresa à concordata ou até mesmo à falência.

Exemplos

• Duplicatas a pagar

• Empréstimos a pagar

• Juros a pagar

• Seguros a pagar

2.4.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ORIGENS DE RECURSOS)

Representa o registro do valor que os proprietários de uma empresa têm aplicado no negócio. A

aplicação inicial dos proprietários denomina-se, contabilmente, Capital.

Na constituição da sociedade , o valor do capital coincide com o valor do PL. A partir daí não

necessariamente coincide, porque este último incorpora todas as variações patrimoniais. Se uma empresa

apresenta lucro, o valor do PL será representado pela soma do Capital + Lucro obtido. Se, ao contrário, a

empresa apresenta prejuízo, o PL será representado pelo Capital subtraído do prejuízo.

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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O PL também pode ser definido como sendo a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo de

uma entidade, em um determinado momento e pode ser proveniente das seguintes fontes: Investimentos e

Lucros.

2.4.4 DIFERENÇA ENTRE PASSIVO EXIGÍVEL E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Pela representação gráfica, temos no lado esquerdo o Ativo que são todos os bens e direitos de

propriedade da empresa. No lado direito, temos as obrigações que a empresa tem com terceiros. É uma

obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer, será exigida a liquidação da mesma.

Temos, também, o Patrimônio Líquido evidenciando recursos dos proprietários aplicados

no empreendimento.

“A Lei das Sociedades Anônimas denomina de Passivo todo o lado direito do Balanço Patrimonial.

Dessa forma, o Patrimônio Líquido estaria incluído na denominação Passivo.

Este enfoque da Lei não é bem aceito nos meios contábeis, uma vez que o termo Passivo tem

uma conotação de conjunto de dívidas, encargos e obrigações com terceiros, não sendo suficientemente

extenso para abranger Patrimônio Líquido.

De certa forma, o Patrimônio Líquido também é uma obrigação da empresa com os seus

proprietários. Todavia é uma obrigação não exigível, isto é, os proprietários não exigem da empresa o

reembolso da sua aplicação, pois têm um interesse de continuidade da mesma. Por isso, antigamente, o

Patrimônio Líquido era conhecido como Não Exigível”.

(Contabilidade Empresarial - José Carlos Marion).

2.5 EQUILÍBRIO PATRIMONIAL

Balanço lembra balança de dois pratos. Para refletir situação normal, os dois pratos da balança

precisam estar em equilíbrio. Como ocorre com a balança, o balanço também precisa estar em equilíbrio.

Para o Balanço Patrimonial refletir adequadamente a situação financeira da entidade, o total do lado do

Ativo deverá ser igual ao total do lado do Passivo.

No lado esquerdo, denominado lado do Ativo, são classificados os elementos positivos (Bens e

Direitos). No lado direito, denominado lado do Passivo, é classificados os elementos negativos

(Obrigações).

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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O gráfico em “T”, também utilizado para representar a situação patrimonial de uma empresa,

denomina-se Balanço Patrimonial.

A equação fundamental do patrimônio é a que evidencia o patrimônio em situação normal, ou

seja, em Situação Líquida Positiva.

2.6 SITUAÇÕES PATRIMONIAIS

O ATIVO, considerado isoladamente, constitui o Patrimônio Bruto. Mas o Ativo, sozinho, não

reflete a verdadeira situação patrimonial da Pessoa.

Essa só é demonstrada quando do Ativo se deduz o valor do passivo. Portanto, Situação

Patrimonial Líquida é determinada pela diferença entre Ativo e Passivo.

Dependendo dos valores que possam assumir os elementos da equação patrimonial (A =PE+PL), o

Balanço Patrimonial pode apresentar as seguintes configurações, não esquecendo que Situação Líquida é

a diferença entre o Ativo e o Passivo ( SL = A – PE ):

1a - Positiva ou Superavitária: A > PE

a) A = P + SL => quando A > P sendo o P > 0

Favorável, Positiva ou Superavitária: quando o Ativo é maior que o Passivo EXIGÍVEL.

A > PE

Dizemos, nessa hipótese, que há Patrimônio Líquido. Patrimônio Líquido é, pois, a

diferença entre Ativo e Passivo. PL = A – PE. Essa situação representa um equilíbrio patrimonial na

empresa, uma vez que, o ativo é suficientemente superior para saldar os compromissos da empresa com

terceiros, representados pelas obrigações.

2a - Negativa ou Deficitária ou Passivo a Descoberto

A < P A + SL = P ⇒ SL < 0

Desfavorável, Negativa ou Deficitária: quando o Ativo é menor que o Passivo EXIGÍVEL.

A < PE

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Todo o capital foi absorvido, havendo ainda um déficit patrimonial .

A= P + PL

EQUAÇÃO CONTÁBIL BÁSICA: ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Nessa hipótese, estaremos diante da figura denominada PASSIVO A DESCOBERTO, isto

é, uma parcela das Obrigações(PASSIVO) ficará sem ser paga mesmo que a empresa realize todo o seu

ativo. Ou seja, o Ativo não é suficiente para liquidar todas as dívidas.

Passivo a Descoberto = PE - A, sendo PE >A

3a – Nula ou Inexistente quando o ATIVO é igual ao PASSIVO. A = PE ==> SPL = 0

A = PA = P ⇒ SL = 0

Esta representa uma situação muito difícil de acontecer, pois sendo o A = PE, significa que

toda a parte do proprietário já foi consumida pelas obrigações que representam o mesmo valor do conjunto

de bens e direitos. Considerando, ainda, que uma parte do ativo é constituída de bens necessários a

atividade operacional da empresa e deles não pode se desfazer, o Ativo deverá ser maior que Passivo

Exigível, no mínimo pela soma desses valores, pois, caso contrário, é bem provável que a empresa tenha

que alienar esses bens, para poder solver seus compromissos, daí nada sobrando para que ela possa

continuar em operação.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Relatório Contábil é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela Contabilidade, cujo

objetivo é fornecer aos usuários os principais fatos registrados no período e distinguem=se entre os

obrigatórios e não obrigatórios.

Os relatórios obrigatórios são aqueles exigidos por lei e são conhecidos como Demonstrações

Financeiras. São exigidos para as sociedades anônimas e parte deles estendidos a outros tipos societários,

através do Imposto de Renda.

Os relatórios contábeis não obrigatórios não têm menor importância. Existem relatórios não

obrigatórios imprescindíveis para a administração.

A Lei 6.404/76, de 15/12/76, publicada no D.O.U. de17/12/76, e posteriores atualizações

estabelece, para as Sociedades Anônimas que, ao fim do exercício social e com base na escrituração

contábil fará elaborar as seguintes Demonstrações Financeiras (ou Contábeis), as quais deverão ser

publicadas em dois jornais - Diário Oficial e um de grande circulação:

 Balanço Patrimonial (BP);

 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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O capital foi absorvido e todo o patrimônio pertence a terceiros, pois o total de bens e direitos é igual ao das obrigações.

 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ou Demonstração de Mutações do

Patrimônio Líquido (DMPL), esta última não exigida pela Lei das S.A., mas pela CVM em sua

Instrução nº 59/86 para as cias.. abertas. Para as demais, é optativa uma ou outra; e

 Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos somente para a a sociedades de capital aberto

que negociam suas ações em bolsa e as grandes Sociedades Anônimas. As companhias fechadas

com patrimônio líquido inferior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) estão dispensadas da

obrigatoriedade de elaboração e publicação.

Essas demonstrações serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente

habilitados.

Pela legislação do Imposto de Renda, as sociedades por quotas de responsabilidade limitada e outros

tipos societários deverão apresentar as seguintes demonstrações:

 Balanço Patrimonial (BP);

 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);

 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA).

Complementação às Demonstrações Financeiras

O conjunto de informações que deve ser divulgado por uma empresa, representa sua “prestação

de contas” e abrange ainda:

• Relatório da Administração

• Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas que as integram

• Parecer dos Auditores Independentes.

• Valor Adicionado/Balanço Social

Relatório da Administração

É um complemento às Demonstrações Contábeis fornecido pela empresa, onde a Diretoria dará ênfase às

informações contendo dados e informações (normalmente de caráter não financeiro), que sejam úteis aos usuários em

seu julgamento e tomada de decisões, tais como:

• Dados estatísticos diversos

• Indicadores de produtividade

• Desenvolvimento tecnológico

• A empresa no contexto socioeconômico

• Políticas diversas

• Projetos de expansão Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Essas informações seriam mais significantes se não houvesse um excesso de otimismo, como freqüentemente

se observa

Notas Explicativas

A Lei das S.A. estabelece que as Demonstrações Financeiras serão complementadas por Notas Explicativas.

Como a evidenciação é um dos objetivos básicos da Contabilidade, as Notas Explicativas devem garantir aos usuários

informações completas e confiáveis sobre sua situação financeira e os resultados da Empresa. Nelas devem constar

informações que a simples leitura do demonstrativo não é auto esclarecedora.

Exemplos de Notas Explicativas:

• Critérios de cálculos na obtenção de itens que afetam o lucro;

• Obrigações de longo prazo, destacando os credores, taxa de juros, garantias à dívida, etc.

• Composição do capital social por tipo de ações

• Ajustes de exercícios anteriores.

Parecer dos Auditores

É o parecer do auditor externo, que não possui nenhum tipo de vínculo com a instituição, tendo total

independência para emitir sua opinião sobre as Demonstrações Contábeis.

Informa se representam adequadamente a situação patrimonial e situação financeira, se foram levantadas de

acordo com os Princípios Fundamentais da Contabilidade e se há uniformidade em relação ao exercício anterior. Em

alguns casos, informações contidas nos comentários do auditor já foram incluídas nas Notas Explicativas, o que traz

maior segurança para o usuário da Demonstração Financeira.

O auditor externo não pode, sequer, ter um parente que tenha vínculo empregatício com a empresa e uma das

formas de se avaliar se o parecer é confiável é identificar se a empresa de auditoria não está demasiadamente

dependente de um único cliente (mais de 2% de seu faturamento já é comprometedor).

As companhias abertas, instituições financeiras e alguns outros casos específicos são obrigadas a publicar as

Demonstrações auditadas por auditores independentes, registrados na Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

Valor Adicionado/Balanço Social

Esse relatório visa dar informações relativas ao desempenho econômico e social da empresa para a sociedade

em geral, como por exemplo, quantidade de funcionários (entrando e saindo), gastos com treinamento, benefícios

sociais espontâneos.O principal item do Balanço Social é o valor adicionado.

O Valor Adicionado ou Valor Agregado procura evidenciar para quem a empresa está canalizando a renda

obtida ou, ainda, admitindo que o valor que a empresa adiciona por meio de sua atividade seja um “bolo”, distribuídas

as fatias, para quem e de que tamanho são essas fatias.

Para apurar o montante de valor que a empresa está agregando (adicionando) como conseqüência de sua

atividade, subtrai-se das vendas todas as compras de bens e serviços, obtendo-se o valor que a empresa gera para

remunerar salários, juros, impostos e reinvestir em seu negócio.

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Essa informação permite analisar, por exemplo, se há interesse ou não de uma empresa se instalar em um

município ou estado; permite-se avaliar quanto a determinada empresa vai agregar de renda para a região.

UNIDADE III

TEORIA DAS CONTAS

3.1 CONCEITO

As Contas representam registros de débitos e créditos da mesma natureza ou espécie, identificadas

por nomes (títulos) que qualificam elementos patrimoniais (bens, direitos, obrigações, patrimônio líquido,

despesas e receitas).

Toda conta deverá ter titulação própria adequada para que possa reproduzir com clareza o fato

ocorrido.

Exemplo:

• Todas as entradas e saídas de dinheiro em uma empresa são registradas na conta “caixa”.

• O valor dos móveis comprados por uma cia. é registrado na conta “móveis e utensílios”.

• Uma compra a prazo realizada pela empresa gera uma obrigação denominada “duplicatas a pagar”.

• O valor que os proprietários de um afirma têm aplicados na mesma de ser registrado numa conta denominada “capital social”.

• Uma venda realizada pela empresa é registrada numa conta denominada “receita de vendas”.

• Os juros pagos pela utilização dos recursos financeiros de terceiros são registrados numa conta denominada “despesas de juros” etc.

3.2 FUNÇÃO

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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A função das contas é controlar, mediante registro dos atos e fatos da administração econômica dos

componentes do patrimônio e a formação dos resultados realizados em cada período de tempo (exercício

social).

3.3 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Para simplificar as ilustrações e a resolução de problemas, utilizaremos uma representação gráfica

bastante simples, que será denominada CONTA T ou RAZONETE ou simplesmente T.

Título da Conta

3.3.1 ELEMENTOS DE UMA CONTA

Título da Conta: Indica o elemento patrimonial ou de resultado.

Lado Esquerdo: Indica o lado do Débito.

Lado Direito: Indica o lado do Crédito.

Um lançamento no lado direito de uma conta é denominado, crédito; um lançamento no lado

esquerdo de uma conta é denominado, débito.

Se o valor dos débitos for superior ao valor dos créditos a conta terá um saldo devedor, caso

contrário, saldo credor.

Uma conta pode apresentar saldo devedor ou credor e o seu saldo, em determinado

período, é a diferença entre o somatório dos débitos e créditos efetuados nesta conta durante aquele

período.

As contas são classificadas em:

Patrimoniais: compõem o Balanço Patrimonial e representam o Ativo, Passivo Exigível (PE) e

Patrimônio Líquido (PL).

De Resultado: registram as variações patrimoniais e englobam receitas e despesas, servindo

também para determinar o resultado do exercício.

As contas que representam Bens, Direitos, Despesas e Custos têm saldo devedor.

As contas que representam Obrigações (PE), Patrimônio Líquido (PL) e Receitas, têm saldo

credor.

3.4 CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Na Contabilidade existiram várias escolas que se especializaram nos estudos contábeis,

notadamente na teoria das contas, entre as quais podemos destacar:

• Personalista

• Materialista

• Patrimonialista.

3.4.1. TEORIA PERSONALISTA

Segundo a Teoria Personalista, cada conta assume a configuração de uma pessoa no seu

relacionamento com a empresa ou com a entidade. Dessa forma, Caixa, Bancos. Duplicatas a Receber,

Fornecedores, Capital, Receitas e Despesas representam pessoas com as quais a entidade mantém

relacionamento. De acordo com essa teoria, as contas se classificam em Agentes Consignatários

(representam os bens da empresa), Agentes Correspondentes (representam os direitos e obrigações) e

Proprietários (representam as contas do Patrimônio Líquido e suas variações, inclusive despesas e

receitas).

3.4.2 TEORIA MATERIALISTA

Para a teoria Materialista as contas representam relações materiais e se classificam em dois

grandes grupos:

Contas Integrais que representam bens, direitos e obrigações exigíveis (PE) e Contas

Diferenciais, que representam as contas do Patrimônio Líquido e suas variações, inclusive as receitas e

despesas.

3.4.3. TEORIA PATRIMONIALISTA

A Teoria Patrimonialista entende que o patrimônio é o objeto a ser administrado e separa as

contas que representam a situação estática (patrimônio) das contas que representam a dinâmica da

situação (receitas e despesas)

Abaixo se encontra um quadro-resumo relativo às teorias citadas:

TEORIAS SIGNIFICADO CLASSIFICAÇÃO CONTAS

PERSONALISTA

Vincula as contas a

“pessoas” responsáveis

pelos fatos.

Ag Consignatários

Ag. Correspondente

Bens

Direitos e Obrigações

Exigíveis.

Introdução à Contabilidade – GST 449 -–2006.1 Denílson Nogueira

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Proprietário Patrimônio Líquido,

Receitas e Despesas.

MATERIALISTA

As contas são apreciadas

no sentido econômico

ou impessoal.

Integrais

Diferenciais

Ativo e Passivo

Patrimônio Líquido,

Receitas e Despesas.

PATRIMONIALISTA

Aprecia as contas no

sentido de objeto e

controle.

Patrimoniais

Resultado

Ativo, Passivo, PL

Receitas e Despesas

3.5 PLANO DE CONTAS

Plano de Contas é o agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas dentro de

determinada empresa, considerado indispensável para o registro de todos os fatos contábeis.

De acordo com sua atividade e seu tamanho, cada empresa deve ter próprio Plano de Contas, com

um único título de conta para determinada operação, evitando que diversas pessoas ligadas ao setor

contábil (lançadores) registrem um mesmo fato contábil ou uma mesma operação com nomenclaturas

diferentes.

Um Plano de Contas deve conter as contas que serão movimentadas pela Contabilidade em

função das atividades da empresa e o grau de pormenores depende do volume e da natureza de seus

negócios. Não há razão, por exemplo, que uma empresa prestadora de serviços relacione em seu Plano de

Contas a conta “Estoques” no seu Ativo Circulante, se ela não realiza operações com mercadorias.

Igualmente, não há necessidade de constar no Realizável a Longo Prazo a conta “Empréstimos a

Coligadas” se não existe nenhuma coligada. Entretanto, na estruturação do Plano de Contas devem ser

considerados os interesses dos usuários (gerentes, proprietários da empresa, governo, bancos, etc.).

Na prática, o Plano de Contas é numerado ou codificado de forma racional, o que facilita a

contabilização por meio de processos mecânicos ou eletrônicos.

A codificação do Plano de Contas deve ser realizada da seguinte maneira:

Inicia-se com a unidade 1 para todas as contas do Ativo, com a unidade 2 para as contas do

Passivo, e do Patrimônio Líquido, com a unidade 3 para as contas Receita de deduções da Receita e com a

unidade 4 para as contas Dedutivas do Resultado (Custo, Despesas, Participações, etc.). Vide Modelo de

Plano de Contas no livro-texto (página 241).

O modelo de plano de contas a seguir apresentado, em suas linhas gerais, procura acompanhar a

classificação de contas previstas pela Lei 6.404/76, que regulamenta as sociedades por ações:

1. ATIVO

1.1. Ativo Circulante

1.1.1. Disponível

1.1.1.1. Caixa

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1.1.1.2. Bancos Conta Movimento

1.1.1.3. Títulos Vinculados ao Mercado Aberto

1.1.2. Direitos

1.1.2.1. Duplicatas a Receber

1.1.2.2. (-) Provisão para Devedores Duvidosos

1.1.2.3. (-) Duplicatas Descontadas

1.1.2.4. Contas a Receber

1.1.2.5. Títulos a Receber

1.1.2.6. Adiantamentos de Salários

1.1.2.7. Adiantamentos para Despesas de Viagem

1.1.2.8. Impostos a Recuperar

1.1.2.9. Investimentos a curto prazo

Títulos e outras aplicações financeiras

1.1.3. Estoques

1.1.3.1. Mercadorias

1.1.3.2. Produtos Acabados

1.1.3.3. Produtos em Elaboração

1.1.3.4. Matérias-primas

1.1.3.5. Almoxarifados

• Material de Manutenção

• Combustíveis e Lubrificantes

1.1.4. Despesas do Exercício Seguinte

1.1.4.1. Despesas Financeiras pagas Antecipadamente

1.1.4.2. Seguros a vencer

1.1.4.3. Despesas antecipadas

1.2. Ativo Realizável a Longo Prazo

1.2.1. Direitos

1.2.1.1. Duplicatas a Receber

1.2.1.2. (-) Provisão para Devedores Duvidosos

1.2.1.3. Empréstimos a coligadas e/ou controladas

1.2.1.4. Adiantamento a Sócios e/ou Diretores

1.2.1.5. Títulos Diversos

1.2.2. Investimentos

1.2.2.1. Aplicações Financeiras

1.2.2.2. Fundos de Investimento

1.2.2.3. Depósitos para Aplicações por Incentivos Fiscais

1.2.2.4. Certificados de Aplicações em Fundos de Investimentos

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1.2.2.5. Empréstimos Compulsórios e Obrigações Eletrobrás

1.2.3. Bens não destinados a uso

1.2.3.1. Imóveis para Venda (de empresas exceto construtoras)

1.2.3.2. Estoques de Imóveis (em construção com previsão para término após 12 meses)

1.3. Ativo Permanente

1.3.1. Investimentos

1.3.1.1. Participações em Coligadas e/ou Controladas

1.3.1.2. Participações em Outras Empresas

1.3.1.3. Imóveis para Renda

1.3.1.4. Terrenos (destinados aos planos de expansão da empresa)

1.3.1.5. Títulos Patrimoniais

1.3.1.6. Obras de Arte

1.3.2. Imobilizado

Imobilizações Tangíveis

1.3.2.1. Terrenos

1.3.2.2. Edifícios

1.3.2.3. (-) Depreciação Acumulada

1.3.2.4. Máquinas e Equipamentos

1.3.2.5. (-) Depreciação Acumulada

1.3.2.6. Veículos

1.3.2.7. (-) Depreciação Acumulada

1.3.2.8. Ferramentas

1.3.2.9. (-) Depreciação Acumulada

1.3.2.10. Móveis, Utensílios e Instalações

1.3.2.11. (-) Depreciação Acumulada

Imobilizações Intangíveis

1.3.2.12. Marcas e Patentes

1.3.2.13. (-) Amortização Acumulada

1.3.2.14. Concessões Obtidas

1.3.2.15. (-) Amortização Acumulada

Imobilizações em Andamento

1.3.3. Diferido

1.3.3.1. Gastos com Organização

1.3.3.2. Gastos com Reorganização

1.3.3.3. Gastos com Implantação de Sistemas

1.3.3.4. (-) Amortização Acumulada

2. PASSIVO

2.1. Passivo Circulante

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2.1.1. Obrigações

2.1.1.1. Fornecedores (Duplicatas a Pagar)

2.1.1.2. Contas a Pagar

2.1.1.3. Salários a Pagar

2.1.1.4. FGTS a Recolher

2.1.1.5. INSS a Recolher

2.1.1.6. 13º a Pagar

2.1.1.7. Contribuição Sindical a Recolher

2.1.1.8. Empréstimos Bancários

2.1.1.9. Juros a Pagar sobre empréstimos

2.1.1.10. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

2.1.1.11.Taxas Bancárias a Pagar

2.1.1.12. COFINS a Recolher

2.1.1.13. PIS a Recolher

2.1.1.14. ICMS a Recolher

2.1.1.15. Contribuição Social a Recolher

2.1.1.16. Seguros a Pagar

2.1.1.17. Fretes a Pagar

2.1.1.18. Aluguéis a Pagar

2.1.1.19. Títulos a Pagar

2.1.1.20. Dividendos a Pagar

2.2. Passivo Exigível a Longo Prazo

2.2.1. Fornecedores

2.2.2. Títulos a Pagar

2.2.3. Financiamentos

2.2.4. Empréstimos de Coligadas e/ou Controladas

2.2.5. Empréstimos de Diretores ou Acionistas

2.3. Resultado de Exercícios Futuros

2.3.1. Receita Antecipada

2.3.2. (-) Custos

2.4. Patrimônio Líquido

2.4.1. Capital

2.4.1.1. Capital Social

2.4.1.2. (-) Capital a Realizar

2.4.2. Reservas de Capital

2.4.2.1. Ágio na emissão de ações

2.4.2.2. Auxílios e subvenções

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2.4.3. Reservas de Reavaliação

2.4.3.1. Reavaliação dos bens do Ativo

2.4.4. Reservas de Lucros

2.4.4.1. Reserva Legal

2.4.4.2. Reserva Para Investimentos

2.4.4.3. Reserva Estatutária

2.4.5. Resultados Acumulados

2.4.5.1. Lucros Acumulados

2.4.5.2. (-) Prejuízos Acumulados

2.4.6. Ações em Tesouraria

3. RECEITAS

3.1. Receitas Operacionais

3.1.1. Vendas

3.1.1.1. Receita de Vendas

3.1.1.2. Receita de Serviços

3.1.2. Receitas Financeiras

3.1.2.1. Juros recebidos ou auferidos

3.1.2.2. Descontos Obtidos

3.1.2.3. Receitas de Aplicações Financeiras

3.1.2.4. Variações Monetárias

3.1.3. Outras Receitas Operacionais

3.1.3.1. Dividendos Recebidos

3.1.3.2. Alugueis Recebidos

3.1.3.3. Lucros de Participações em Outras Sociedades

3.1.3.4. Venda de Sucatas

3.2. Receitas não-Operacionais

3.2.1. Ganhos na alienação de investimentos

3.2.2. ganhos na alienação ou baixa de Imobilizado

3.2.3. Ganhos na baixa de elementos do Ativo Diferido

4. DESPESAS

4.1. Despesas Operacionais

4.1.1. Despesas Administrativas

4.1.1.1. Salários e Ordenados

4.1.1.2. 13º Salário

4.1.1.3. Honorários da Diretoria

4.1.1.4. INSS

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4.1.1.5. FGTS

4.1.1.6. Gratificações

4.1.1.7. Seguro contra acidentes de trabalho

4.1.1.8. Férias

4.1.1.9. Aluguéis

4.1.1.10.Condução

4.1.1.11.Água e Luz

4.1.1.12.Telefone, Telex e Fax

4.1.1.13.Cartas e Telegramas

4.1.1.14.Prêmios de Seguros

4.1.1.15.Combustíveis e Lubrificantes

4.1.1.16.Material de Escritório

4.1.1.17.Assinatura de jornais e revistas

4.1.1.18.Depreciação, Amortização e Exaustão

4.1.1.19.Material de Limpeza

4.1.1.20.Lanches e Refeições

4.1.1.21.Serviços de Terceiros

4.1.2. Despesas com Vendas

4.1.2.1. Viagens e estadias

4.1.2.2. Fretes e Carretos

4.1.2.3. Provisão para Devedores Duvidosos

4.1.2.4. Comissão sobre Vendas

4.1.2.5. Propaganda e Publicidade

4.1.3. Despesas Financeiras

4.1.3.1. Juros Pagos

4.1.3.2. Despesas Bancárias

4.1.3.3. IOF

4.1.3.4. Variações Monetárias

4.1.4. Despesas Tributárias

4.1.4.1. Impostos e Taxas Diversos

4.1.4.2. CPMF

4.1.4.3. Contribuição Sindical Patronal

4.1.5. Deduções sobre Vendas

4.1.5.1. Devoluções de vendas

4.1.5.2. Descontos Comerciais Concedidos

4.1.5.3. ICMS sobre Vendas

4.1.5.4. COFINS

4.1.5.5. PIS/PASEP sobre faturamento

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4.2. Despesas não-Operacionais

4.2.1. Perdas na alienação de investimentos

4.2.2. Perdas na alienação ou baixa de Imobilizado

4.2.3. Perdas na baixa de elementos do Ativo Diferido

4.3. Custos

4.3.1. Mercadorias

4.3.1.1. Compras

4.3.1.2. (-) Devolução de Compras

4.3.1.3. ICMS sobre compras

4.3.1.4. Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

UNIDADE IV

VARIAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

As principais causas que fazem variar o patrimônio líquido são:

a) O investimento inicial de capital na empresa e seus aumentos ou desinvestimentos (devolução

de capital);

b) O resultado obtido do confronto entre receitas e despesas dentro do período, que podem ser Lucros ou Prejuízos.

4.1 TERMINOLOGIA CONTÁBIL

Na contabilidade encontramos diversos termos com significados diferentes que muitas vezes são

utilizados de forma inadequada. Por exemplo, podemos encontrar termos como desembolso, dispêndio,

gastos, desencaixe, despesa, custo, perda ou outros, de natureza subtrativa.

Além de termos de natureza subtrativa, há aqueles que representam acréscimo, como receita,

ganho, encaixe, etc.

Para que haja o entendimento das informações geradas pela Contabilidade, é necessária a adoção

de uma terminologia homogênea, que simplifique e permita a comunicação.

Sem esgotar o assunto e de dar uma conotação de profundidade, vamos descrever o significado

desses termos:

4.1.1 GASTO (OU DISPÊNDIO) – Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a

obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de

entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Exemplos:

→ Gasto com mão-de-obra (salários e encargos sociais) = aquisição de serviços de mão-de-obra;

→ Gasto com aquisição de mercadorias para revenda;

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→ Gasto com aquisição de matérias-primas para industrialização;

→ Gasto com a aquisição de máquinas e equipamentos;

→ Gasto com energia elétrica = aquisição de serviços de fornecimento de energia;

→ Gasto com aluguel de edifício (aquisição de serviços);

→ Gasto com Reorganização Administrativa (serviço).

4.1.2 DESEMBOLSO

É todo dinheiro que sai do caixa para um pagamento. Sinônimo de desencaixe.

4.14 RECEBIMENTO

Entradas de dinheiro ou bens para a empresa. Quando se refere a dinheiroambem chamado de

encaixe.

4.14 TIPOS DE GASTOS

a) INVESTIMENTOS

Gasto ativado em função e sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s).

Exemplos:

• Aquisição de Móveis e Utensílios;

• Aquisição de Imóveis;

• Aquisição de Marcas e Patentes;

• Aquisição de Matérias-Primas;

• Aquisição e Material de Escritório

b) CUSTOS

Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços.

Exemplos:

• Salários do pessoal da produção;

• Matéria-Prima utilizada no processo produtivo

• Combustíveis e Lubrificantes usados nas máquinas da fábrica

• Aluguéis e Seguros do prédio da fábrica;

• Depreciação dos equipamentos da fábrica;

• Gastos com manutenção das máquinas.

c) DESPESA

Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.

Exemplos:

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