Apostila macroeconomia resumo dornbusch, Resumos de Macroeconomia. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
pedro_lucas_bastos
pedro_lucas_bastos5 de outubro de 2016

Apostila macroeconomia resumo dornbusch, Resumos de Macroeconomia. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

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1

MACROECONOMIA I

RESUMO DOS CAPÍTULOS DO DORNBUSCH

2

SUMÁRIO 01. Revisão de Contabilidade Social..........................................................03 02. Capítulo 3..............................................................................................06 03. Capítulo 4..............................................................................................17 04. Capítulo 5..............................................................................................28 05. Capítulo 7..............................................................................................36 06. Capítulo 8..............................................................................................43 07. Capítulo 9..............................................................................................50 08. Capítulo 13............................................................................................59

3

Revisão de Contabilidade Social Primeira versão de Contas Nacionais: Simon Kuznets e Richard Stone (NBER, 1941) Brasil: IBGE / Conjuntura Econômica – FGV / Boletins do Banco Central PIB (Produto Interno Bruto): medida de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território nacional, em determinado período de tempo, avaliados a preços de mercado.

i) é um fluxo (não estoque) ii) bens e serviços finais  para evitar dupla contagem de bens intermediários. iii) Finais = de consumo e de capital iv) Variação de estoque faz parte do PIB  é um bem de capital v) Exclui produção de donas de casa vi) Exclui produção não declarada, não oficial, mercado informal. vii) Sensível à variações do nível de preços (PIB nominal x real)

PIB  não inclui rendas dos residentes e das firmas domésticas auferidas no exterior, portanto apenas rendas geradas internamente. PNB  não inclui rendas resultantes de atividades de não residentes ou firmas estrangeiras atuando dentro do país, considera a nacionalidade do residente. Ex.: Canadá: há muito mais investimento externo no país do que investimento canadense no exterior  PIB > PNB  mesmo caso do Brasil Paquistão: muitos residentes trabalhando no exterior  PIB < PNB EUA: PIB ≈ PNB (1) PIB ≡ Y ≡ C + I + G + X – M C: Consumo corrente do setor doméstico (bens e serviços) I: Investimento  pode ser: investimento fixo das empresas (If), construção civil (Icc) ou variação de estoques (∆E). ∆E pode ser negativo ou positivo (2) I ≡ If + Icc + ∆E  é bruto! Ainda não ocorreu correção pela depreciação. (3) IL = I – Depreciação (Investimento Líquido) G: Gasto do governo (gasto em administração: federal, estadual ou municipal) Obs.: não entra Previdência Social e nem pagamento de juros. X - M: Exportações Líquidas Obs.:

• Descontamos M pois faz parte do consumo, gastos governamentais e Investimento.

• Não incluímos economia informal • Não é medida de bem-estar

4

• É uma medida útil do nível global de atividade econômica (tamanho da economia); útil para monitorar as oscilações econômicas de curto prazo e tendências de crescimento à longo prazo da economia.

(4) Renda Líquida Enviada ao Exterior = RLEE ≡ Renda de não residentes gerada internamente enviada ao exterior – Renda de residentes gerada fora recebida do exterior ex.: Brasil: RLEE > 0 (5) PNB ≡ PIB – RLEE Renda Nacional (RN): soma de todas as rendas dos fatores produtivos obtidas na produção de bens e serviços em determinado período de tempo. (6) RN ≡ Salários + Juros + Lucros + Aluguéis. Ou seja, renda dos empregados + renda econômica (em atividades produtivas) + renda de proprietários de capital + renda de proprietários de terra. OBS.:

i) medida NACIONAL = media INTERNA – RLEE ii) medida LIQUIDA = medida BRUTA – DEPRECIAÇÃO iii) medida A CUSTO DE FATORES = medida A PREÇO DE MERCADO –

Impostos Indiretos Líquidos (Imp. Indireto – Subsídios) Então, (7) RN = PNLcf ≡ PIBpm – RLEE – Depreciação – Imp. Indireto Liquido (8) Renda Pessoal = RN - Imposto sobre lucros e lucros não distribuídos - Contribuições Previdência Social + Transferências aos indivíduos (Prev. Social, aposentadoria, donativos) + Renda pessoal com juros. (9) Renda Pessoal Disponível = Renda Pessoal – Impostos sobre a renda = Consumo (C) + Poupança (S) Oferta Agregada global = Y + M Demanda Agregada global = C + I + G + X

 Y + M = C + I + G + X  Y = C + I + G + X – M oferta interna = demanda agregada interna

(X-M) = (Exportação – Importação) de bens e serviços não fatores (fretes, seguros) = Transferência Líquida de recursos ao exterior = Balança Comercial + serviços não fatores

5

Pela ótica da renda: Ynacional = C + S + T Pela ótica da distribuição das despesas: Yinterno = C + I + G + X – M Mas, Ynacional = Yinterna – RLEE Então, S + T = I + G + X – M – RLEE  (X - M - RLEE) = (T - G) + (S - I) (X-M-RLEE) = Transações Correntes = - Poupança Externa (X-M-RLEE) > 0  superávit ou no setor privado (S-I)>0, ou no governo (T-G)>0, ou em ambos. Rearranjando, S + (T - G) + (M + RLEE - X) = I Poupança privada + Poupança do Governo + Poupança Externa = Investimento global Poupança privada + Poupança do Governo = Poupança interna Se poupança interna for insuficiente para financiar o investimento, então paris deve apresentar déficit em transações correntes.

6

Dornbusch & Fischer Capítulo 3 – Renda e Gastos I) Modelo I

Simplificação: Economia sem governo (G = TA = TR = 0); sem comércio internacional

(NX = X-M = 0)

Onde, TA = Tributação, TR = Transferências do governo, NX = Exportações Líquidas, X = Exportações de bens e serviços não fatores e M = Importação de bens e serviços não fatores. Obs.: se não há setor externo, então PNB=PIB; se não há governo, então não há diferença entre medido a preços de mercado e a custo de fatores. (1) Y = C + I Demanda Agregada (DA): volume total de bens demandados na economia. A) Hipótese: DA independe do nível de renda. DA = constante. Equilíbrio: quantidade de produto produzido = quantidade demandada. No ponto E demanda agregada = produto = 300. IU = Investimento não-planejado em estoque (estoques involuntários) = Y - DA i) Produto > demanda agregada: Y>DA → IU>0 : aumento de estoques involuntários (produção não vendida) → decisão: redução de produção. ii) Produto < demanda agregada: Y<DA → IU<0 : redução de estoques → decisão: aumento de produção. iii) Equilíbrio: No ponto E, IU=0 → Y=DA, equilíbrio. Em resumo,

• Produção = gasto planejado + ajuste involuntário de estoque • Equilíbrio é quando o gasto planejado é igual à produção real (IU=0). • Demanda agregada determina o nível de equilíbrio da produção.

DA

Y

300

D em

an da

a gr

eg ad

a

45º

IU<0

IU>0 E

300

7

• Equilíbrio implica que o gasto real em consumo e investimento é igual ao gasto planejado.

B) Hipótese: Demanda agregada depende do nível de renda. A Demanda agregada por consumo não é mais autônoma, mas depende da renda. Função consumo: (2) C = cY, 0 < c < 1 onde, c: propensão marginal a consumir.

dY

dC

Y

C c =

∆ ∆

= , inclinação da função consumo

(3) DA = C + I = cY + I Poupança: S ≡ Y – C (4) S ≡ Y – cY ≡ (1-c)Y ≡ sY Onde, s = (1-c): propensão marginal a poupar. 0 < s < 1.

dY

dS

Y

S s =

∆ ∆

= , inclinação da função poupança.

Função Investimento: II = , é constante. Função Demanda Agregada: cYAIcYDA +=+=

IA = : demanda agregada autônoma = parte de DA que independente da renda.

Equilíbrio: Y = DA → ocorre no ponto E sobre a reta de 45º Suponha agora, cYCC += , II = DA = C + I = cYA + , onde ICA +=

DA = cY + I

Y

DA0

D A

45º

E

Y0

C = cY

I

8

A produção está no seu ponto de equilíbrio quando a demanda agregada é igual à produção. Isto ocorre no ponto E. Se Y>Y0, então IU>0 e as empresas reduzem a produção. Se Y<Y0, então IU<0 e as empresas aumentam a produção. Se Y=Y0, então não há tendência para que o nível de produção varie. Definição do equilíbrio: Y0

Y = DA cYAY += AYc =− )1(

A c

Y −

= 1

1 0 (5) → ),(0 cAfY =

Y0 depende apenas do valor da demanda agregada autônoma e da propensão marginal a consumir. Y0 é maior, quanto maiores forem A e c.

1 1

1

0 )1(

0

2 0

> −

= ∂

> −

= ∂

cA

Y

c

A

c

Y

Poupança e Investimento: em equilíbrio Y = DA → C + S = C + I → S = I (6) → IIYcCCYS ==−+−=−= )1(

E

IU>0 DA = A + cY

Y

DA0

D A

45º

Y0

C = C + cY

A

I

C IU<0

9

( )( ) c

c

Y

cc

cA

cc AY

∆ −

= −−

∆ =

 

  

 −

− −

=∆

´11´1

1

1

´1

1

0

0

Y0

E

DA

Y

DA0

D A

45º

Y0

C

A

I

C

S

Y

I

S

S , I

C

45º

E

Y0 Y0´ Y

DA

A

cYADA +=

YcADA ´´ +=

10

O Multiplicador: Quanto um aumento de $1 no gasto autônomo aumenta o nível de equilíbrio da renda? Aumento inicial: A∆ → AY ∆=∆ → AcYcC ∆=∆=∆ → AcY ∆=∆ → AcYcC ∆=∆=∆ 22 → ...

Fase Aumenta da

renda por fase

Aumento acumulado da

renda 1 A∆ A∆ 2 c A∆ (1+c) A∆ 3 c2 A∆ (1+c+c2) A∆ 4 c3 A∆ (1+c+c2+c3) A∆ ... ... ...

∞ 0 A c

cA i

i ∆ −

=∆ ∑ ∞

= 1

1

1

Multiplicador : c−

= 1

1 α → é o montante pelo qual a produção varia quando a

demanda agregada autônoma aumenta de uma unidade. Como 0 < c < 1, então α > 1.

• Mede o efeito sobre a renda (endógena) de uma variação exógena. • Quando maior c (propensão marginal a consumir), maior o multiplicador.

A c

Y ∆ −

=∆ 1

1 0

Resumindo:

• Uma elevação no gasto autônomo aumenta o nível de equilíbrio da renda. • O aumento na renda é um múltiplo do aumento no gasto autônomo. • Quanto maior a propensão marginal a consumir, maior o multiplicador que surge

da relação entre consumo e renda.

A∆ 'A

A

01

1 YA

c ∆=∆

DA

DA’

∆Y0

Y0 Y0’

E

E’

45º

11

II) Modelo II

= Modelo I incluindo o GOVERNO O governo afeta o nível de renda de equilíbrio de duas maneiras:

• Compras de bens e serviços (G) afeta a demanda agregada • Impostos (TA) e Transferências (TR) afetam a relação entre produto e renda (Y)

e a renda disponível (Yd)

(7) C + I + G ≡ S + (TA – TR) + C Onde, GICDA ++= O Consumo agora irá depender da renda disponível: (8) )( TATRYcCcYCC d −++=+= Hipótese: GG = , RTTR = , TA = tY, 0 < t < 1 → Gastos e Transferências independem da renda; Tributação é uma fração t da renda. Assim, a função consumo fica: YtcRTcCC )1( −++= (8´) i.e., TR aumenta o consumo autônomo e TA diminui o gasto com consumo a cada nível de renda.

Demanda Agregada:

(9) YtcADA

YtcGIRTcCDA

)1(

)1()(

−+=

−++++= → maior intercepto, menor inclinação

Equilíbrio:

AtcY

YtcAY

DAY

=−−

−+=

=

)]1(1[

)1( → )( )1(1

1 0 GIRTcC

tc Y +++

−− = (10)

45º

cYICDA ++=

YtcGIRTcCDA )1()(' −++++=

DA

Y

12

multiplicador: ctc −

< −− 1

1

)1(1

1

→ O imposto sobre a renda diminui o multiplicador porque reduz o aumento induzido do consumo independentemente das variações na renda. (A curva DA é menos inclinada)

( )

0 )]1(1[

0 )]1(1[

)1(1)1(

)1(1

)1(1

1

2 0

2 0

0

000

< −−

− =

> −−

−−+− =

−− =

−− =

∂ =

∂ =

tc

Ac

t

Y

tc

tcRTAt

c

Y

tc

c

RT

Y

tcG

Y

I

Y

C

Y

1) Efeito de uma variação nos gastos do governo (∆G):

G tc

Y ∆ −−

=∆ )1(1

1 0

Obs.: Imposto de renda como estabilizador automático: (é quando produz um efeito de redução da variação da produção em resposta a uma alteração na demanda autônoma)

O imposto de renda reduz o multiplicador → variações na demanda autônoma implicam menores variações na produção → menores flutuações

Fato histórico: maiores alíquotas de imposto de renda no período pós-II Guerra são uma razão para que o ciclo de negócios tenha sido menos acentuado que antes.

45º

YtcADA )1(´´ −+=

YtcADA )1( −+= G∆

E

Y0 Y0´ Y

DA

A

´A

∆Y0

13

2) Efeito de uma variação no Imposto de Renda (∆t):

A tc

Y

A tc

Y

´)1(1

1 ´

)1(1

1

0

0

−− =

−− =

→ ( )( )

t tc

cY

t tctc

Ac

tctc AYYY

∆ −−

− =

∆ −−−−

− =

 

  

−− −

−− =−=∆

´)1(1

)1(1´)1(1

)1(1

1

´)1(1

1 ´

0

000

Exemplo: Corte no imposto de renda: Y0 = 100, c = 0,8, t = 0,2; t´ = 0,1.

56,28)2,01,0( )1,01(8,01

)100)(8,0( 0 =−−−

− =∆Y

3) Efeito de uma variação na propensão marginal a consumir (∆c):

´ )1´(1

1 ´

)1(1

1

0

0

A tc

Y

A tc

Y

−− =

−− =

, onde RTcAA

GICARTcAA

´´

,

1

11

+=

++=+=

( )( ) c

tctc

RTAt

tc

c

tc

c RT

tctc AYYY

∆ −−−−

+− =

 

  

−− −

−− +

  

−− −

−− =−=∆

)1(1)1´(1

)1(

)1(1)1´(1

´

)1(1

1

)1´(1

1 ´

1

1000

4) Efeito de um aumento nos Pagamentos de Transferências (∆TR):

RT tc

c Y ∆

−− =∆

)1(10

→ o aumento no produto será c vezes o multiplicador Conclusões:

i) As compras do governo e os pagamentos de transferências agem como aumentos no gasto autônomo quanto aos efeitos sobre a renda de equilíbrio.

14

ii) Um imposto de renda proporcional reduz a proporção de cada dólar extra de produção, que é recebido como renda disponível pelos consumidores e, portanto, tem os mesmos efeitos sobre a renda de equilíbrio que uma redução na propensão a consumir. iii) Política Fiscal tem impacto sobre a economia. Aumenta-se a produção cortando impostos ou aumentando gastos do governo. Orçamento Superávit orçamentário: BS (budget surplus) = excesso de receita do governo sobre seus gastos em bens e serviços e transferências.

RTGtY

RTGTABS

−−=

−−≡

→ recessões reduz BS, i.e. podemos ver déficits orçamentários. Efeitos sobre BS:

1) G∆ : efeito direto de reduzir BS e efeito indireto de aumentar BS, aumentando tributação via aumento induzido da produção.

G tc

tc

G tc

t

GG tc

t BS

∆ −− −−

−=

∆ 

  

 −

−− =

∆−∆ −−

=∆

)1(1

)1)(1(

1 )1(1

)1(1

→ o efeito é sem dúvida NEGATIVO

ex.: c = 0,8, t = 0,25 → um aumento de $1 nos gastos do governo produz uma redução de $0,375 no superávit orçamentário. 2) ∆t: diretamente aumenta a tributação, mas a base é menor porque tivemos redução de produção → a soma dos dois efeitos é POSITIVO

RTGtYBS −−=

)( RTG +−

Y

BS

15

( )( ) ( )( )

( )( ) t

tc

Yc t

tctc

Ac

A tctc

tct A

tctc

ttcttctt

A tc

t

tc

t

tYYtBS

∆ −−

− =∆

−−−− −

=

−−−− ∆−∆

= −−−− −+−−−

=

 

  

−− −

−− =

−=∆

´)1(1

)1(

´)1(1)1(1

)1(

´)1(1)1(1´)1(1)1(1

´)1()1(´´

)1(1´)1(1

´

´´

0

00

3) mesmo que o governo mantenha constante sua política fiscal, BS pode mudar por mudança de gastos privados autônomos, que induzem a variação do produto. → assim, aumento de BS não pode ser confundido com uma política fiscal expansionista ou redução de BS como uma política fiscal contracionista; pode ser efeito de variação de gastos privados autônomos. Superávit orçamentário de pleno emprego: BS* Mede o orçamento não em seu nível real de renda, mas sim no nível de pleno emprego de renda ou no nível potencial.

Portanto, existe uma dada política fiscal resumida por ( tRTG ,, ) com superávit ou déficit que gere o pleno emprego (Y*).

BS*-BS = t(Y* - Y) Recessão (superemprego) → superávit de pleno emprego excede (é menor que)

o superávit real.

Exemplo: Política Fiscal combinada : redução de t e redução de G. Inicialmente: t = 0,2 ; Y0 = 100 ; c = 0,8 Política: t´ = 0,1 ; ∆G = -10 Multiplicador: início: 1/0,36 = 2,78 ; depois: 1/0,28 = 3,57

AY 36,0

1 0 = , então 36=A

10−=∆=∆ AG , 26´=A

86,9226 28,0

1 ´0 ==Y , 14,70 −=∆Y

arrecadação: 20=TA , 286,9´=TA , 714,10−=∆TA superávit orçamentário: 714,0)10(10714 −=−−−=∆−∆=∆ GTABS

16

Orçamento Equilibrado: 0=∆BS , ou seja GtYYt

GTA

∆=−

∆=∆

00´´

Obs.: AG ∆=∆

Mostrar que: 0=∆BS ⇔ tYtA ∆=−∆ 0´)1( Solução:

´ ´)1(1

1 ´

)1(1

1

0

0

A tc

Y

A tc

Y

−− =

−− =

⇒ ´´

´)1(1

1 ´´

)1(1

1

0

0

At tc

Yt

At tc

tY

−− =

−− =

⇒ AAt tc

At tc

∆= −−

− −− )1(1

1 ´´

´)1(1

1

⇒ [ ] [ ] [ ][ ]´)1(1)1(1´)1(1´´)1(1 tctcAAttcAttc −−−−∆=−−−−−

⇒ [ ] ( )[ ] [ ] ( )[ ] 0)1(1´)1(1´)1(1´)1(1´ =−−−−−−−−−−− tcttcAtcttcA

⇒ [ ][ ] [ ][ ] 0)1)(1(´)1(1)1´)(1()1(1´ =−−−−−−−−− cttcActtcA

⇒ [ ] [ ]{ } 0)1(´)1(1´)1()1(1´)1( =−−−−−−−− ttcAttcAc

⇒ [ ] [ ] [ ] 0)1(´)1(1´)1()1(1´)1()1(1 =−−−−−−−+−−−∆ ttcAttcAttcA

⇒ [ ] [ ] 0´)1()1(´)1()1(1 =−−−−−−−∆ ttAttcA

⇒ [ ] 0´)1()1(1 =∆−−−−∆ tAttcA

⇒ tYtA ∆=−∆ 0´)1(

17

Dornbusch & Fischer

Capítulo 4 – Moeda, Juros e Renda

o Introdução de moeda e juros o Política Monetária o Interação dos mercados de bens e de ativos o Determinação da taxa de juros

I) Mercado de Bens: modelo com governo + introdução de juros na decisão de investimento. ⇒ Existe uma relação inversa de investimento e juros:

(1) biII −= , b>0 onde i é a taxa de juros e b é a sensibilidade dos gastos com investimento em relação à taxa de juros.

Representação gráfica: como é uma reta, temos uma relação biunívoca e portanto podemos inverter os eixos. Esta representação é ideal para a construção da curva IS que faremos a seguir.

⇒ I bb

I i

1 −= ⇒

A curva de investimento mostra o nível planejado de gastos com investimento a cada nível de taxa de juros.

b grande: I é muito sensível à i b pequeno: I pouco sensível a i

I

i

I

i

I

i

18

Demanda Agregada:

(2)

biYtcA

GbiIYtcRTcC

GICDA

−−+=

+−+−++=

++=

)1(

)1( ⇒ ),,;,( AtcYiDADA =

Para cada nível de taxa de juros temos uma curva de demanda agregada no plano (DA,Y). CURVA IS: lócus de equilíbrio no mercado de bens. Mostra as combinações de taxas

de juros e nível de produção, de tal modo que os gastos planejados sejam iguais à renda.

Equilíbrio no mercado de bens: Y = DA

(3) )(

)1(1)1(1

)1(

ISi tc

b

tc

A Y

biYtcAY

−− −

−− =

−−+=

(4) ou, )( 1

ISY bb

A i

α −= , onde

)1(1

1

tc −− =α (multiplicador)

A inclinação da curva IS depende (inversamente) da sensibilidade do Investimento a juros (b) e do multiplicador (α)

Y

DA 45º

Y3 Y2 Y1

E1

E2

E3

11 )1( biYtcADA −−+=

33 )1( biYtcADA −−+=

22 )1( biYtcADA −−+=

i1 > i2 > i3

19

Pontos fora da curva IS: Y > DA : Excesso de Oferta de bens (EOB);

Y < DA : Excesso de Demanda de bens (EDB).

E1

E2

E3

Y

DA 45º

Y3 Y2 Y1

)( 1iDA

)( 3iDA

)( 2iDA

E1

E2

E3

Y

i

Y3 Y2 Y1

i1

i2

i3

Y > DA

Y < DA

IS = Equilíbrio no mercado de bens

Y

i

IS1 IS2

Inclinação de IS1 > Inclinação de IS2

2211

11

αα bb > ⇒ 1122 αα bb >

20

Variação de Gastos Autônomos ( A∆ ) (seja através de IGRTC ∆∆∆∆ ,,, ): Aumento de gastos autônomos desloca a curva DA paralelamente para cima ⇒ deslocamento da curva IS para direita/cima.

E1

E2

Y

DA 45º

Y2 Y1

1)1(´´ biYtcADA −−+=

E1 E2

Y

i

Y2 Y1

IS

i1

1)1( biYtcADA −−+=

IS´

AY ∆=∆ α

AY ∆=∆ α A

´A A∆

21

II) Mercado de Ativos (moeda e títulos)

o Títulos de renda fixa: promessa de pagamento ao seu detentor de um certo

volume de moeda em datas específicas no futuro. o Decisão de quanto da riqueza será guardada em moeda ou títulos (decisões de

portfólio ou de carteira de ativos) Obs.: (BOX 4.1) Os ativos se dividem em duas categorias distintas: ativos financeiros e ativos tangíveis (reais).

Ativos Financeiros: o Moeda = moeda em circulação + Depósitos à vista (M1) [idéia de liquidez] Há também o conceito de M2 = M1 + Outros depósitos (Poupança) (menor

liquidez)

o Títulos (obrigações) do governo e de empresas (Letras do Tesouro [LTN] e debêntures)

o Ações de empresas (rendem dividendos, mais ganho de capital)

Ativos Tangíveis: máquinas, terra, estrutura das empresas, bens de consumo durável

(carros, eletrodomésticos), residências. Em macroeconomia separamos os ativos em duas categorias: MOEDA (serve como

meio de pagamento) e OUTROS ATIVOS.

Demanda por Moeda:

Demanda Nominal versus demanda real (correção pelo nível de preços) Encaixes monetários reais: quantidade de moeda nominal dividida pelo nível de preços (M/P) Restrição orçamentária de riqueza: demanda por encaixes reais (L) mais demanda por obrigações reais (DB) = riqueza financeira real do indivíduo (WN/P)

(5) P

WN DBL =+ ,

mostra a decisão do indivíduo em deter riqueza em forma de moeda ou obrigações.

Lado da oferta de ativos: (6) OB P

M

P

WN += (moeda real + obrigações)

Então, 0)( =−+ 

  

 − OBDB P

M L , quando o mercado de moeda está em equilíbrio, o

mercado de títulos também está em equilíbrio. Se há excesso de demanda de moeda, então há excesso de oferta de títulos. Se há excesso de oferta de moeda, então há excesso de demanda por títulos.

22

Esta dualidade entre mercados de moeda e títulos nos permite modelar apenas um deles. Trataremos do Mercado de Moeda.

A Demanda por encaixes reais (M/P) depende do nível de renda real e da taxa de juros. Quanto maior a renda, mais moeda os indivíduos precisam para financiar suas despesas, por outro lado, a posse da moeda implica num custo que é o juro de não transforma-la em um ativo que rende juros.

(7) hikYL −= , k, h > 0

k: sensibilidade da demanda por encaixes reais à renda h: sensibilidade da demanda por encaixes reais aos juros

Oferta de Moeda: A quantidade nominal de moeda é controlada pelo Banco Central: M

Oferta Real de Moeda: PM /

L

i

L2 = kY2 - hi L1 = kY1 - hi

k∆Y

A função demanda por encaixes reais implica que para um dado nível de renda a

quantidade demandada é uma função decrescente da taxa de juros.

L PM /

i

L = kY - hi

i0

23

CURVA LM: lócus de equilíbrio no mercado de moeda. Mostra todas as combinações de taxas de juros e nível de renda nos quais a demanda por encaixes reais é igual à oferta. Ao longo da curva LM, o mercado monetário está em equilíbrio, logo o mercado de ativos também estará.

Equilíbrio no mercado de moeda: L = M/P

(8)  

  

 −= P

M kY

h i

1 (LM)

Pontos abaixo da curva LM, (L > M/P), significam Excesso de Demanda por Moeda (EDM); pontos acima da curva LM, (L < M/P), significam Excesso de Oferta por Moeda (EOM).

Inclinação da curva LM: é tanto maior quanto maior for a sensibilidade da demanda de moeda à renda (k) e quanto menor for sensibilidade da demanda de moeda aos juros (h).

Deslocamentos da LM: A curva LM se desloca paralelamente por alterações na oferta real de moeda.

L

i i

Y

i1

i2

i3

i1

i2

i3

PM / Y3 Y2 Y1

L(Y1)

L(Y2)

L(Y3)

LM

L > M/P

L < M/P

24

Aumento da oferta real de moeda desloca a LM paralelamente para direita/baixo. III) Equilíbrio no Mercado de Bens e de Moeda: IS: equilíbrio no mercado de Bens LM: equilíbrio no mercado de Moeda IS = LM: equilíbrio nos mercados de bens e Moeda

IS

LM

Y

i

i0

Y0

E

EOB EOM

I

EDB EOM

II

EDB EDM

III

EOB EDM

IV

L

i i

Y

i1

i2

i1

i2

P

M

Y1

L(Y1)

LM (M/P)

P

M ´

LM´

M´ > M

EOM

25

Se o mercado de títulos (ou moeda) se ajustar mais rapidamente que o mercado de bens, então o caminho para o equilíbrio se dá sobre a curva LM. Mudança no nível de equilíbrio da renda e da taxa de juros:

o Equilíbrio inicial no ponto E. o Suponha um aumento dos gastos de investimento autônomo ( I∆ )

o Deslocamento da curva IS para direita/cima de I∆α o No ponto E continuamos ter equilíbrio no mercado de moeda, mas o mercado de

bens está em desequilíbrio: há excesso de demanda por bens. o O novo equilíbrio ocorre no ponto E´, em que taxa de juros e renda são maiores. o Quando aumenta os gastos autônomos realmente tende a elevar o nível de renda,

porém, um incremento na renda aumenta a demanda por moeda (deslocamento da curva de demanda por moeda para cima no mercado de moeda). Como a oferta de moeda é fixa a taxa de juros sobe. Com a maior taxa de juros o nível de investimento é menor e portanto o nível de equilíbrio da renda é menor que o

deslocamento horizontal da curva IS, I∆α .

IS

LM

Y

i

i0

Y0

IS

LM

IS´

Y0´ Y0 Y

i0 E

i0´

i

I∆α

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