Apostila pneumatica, Manual de Hidráulica. Universidade Paulista (Unip)
Gabriel_At.Garcia
Gabriel_At.Garcia30 de Outubro de 2015

Apostila pneumatica, Manual de Hidráulica. Universidade Paulista (Unip)

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APOSTILA SOBRE O CONTEÚDO DE PNEUMÁTICA
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Microsoft Word - APOSTILA_PNEUMATICA

COLÉGIO NETWORK

CURSO TÉCNICO EM MECÂTRONICA

HIDROPNEUMÁTICA

Apostila de Pneumática

PROFESSOR: BRUNO BRASSELOTTI

SUMARÉ-SP JULHO – 2012 REVISÃO 01

1

1. Introdução ....................................................................................................................... 2 2. Comportamento do ar comprimido .................................................................................. 3

2.1. Compressibilidade ................................................................................................... 3 2.2. Elasticidade ............................................................................................................. 3 2.3. Difusibilidade ........................................................................................................... 4 2.4. Expansibilidade ....................................................................................................... 4 2.5. Peso do ar ............................................................................................................... 4

3. Sistema de medidas ....................................................................................................... 5 4. Produção, Preparação e Distribuição de Ar Comprimido ................................................ 6

4.1. Qualidade do Ar Comprimido ................................................................................... 6 4.2. Sistema de Produção e Preparação do Ar Comprimido ........................................... 7 4.3. Compressores ......................................................................................................... 8 4.3.1 Compressor de Êmbolo ............................................................................................. 9 4.3.2 Compressores Rotativos ......................................................................................... 10 4.3.3 Compressor Parafuso ............................................................................................. 11 4.3.4 Compressor Roots .................................................................................................. 11 4.3.5 Turbo compressores axial ....................................................................................... 12 4.3.6 Turbo compressores radial ...................................................................................... 12 4.4. Secagem do ar comprimido ................................................................................... 13 4.4.1 Secagem por Refrigeração ..................................................................................... 13 4.4.2 Secagem Por Absorção .......................................................................................... 14 4.4.3 Secagem Por Adsorção .......................................................................................... 14 4.5. Distriubuição do ar comprimido.............................................................................. 15 4.5.1 Filtro ........................................................................................................................ 17 4.5.2 Válvula reguladora de pressão ................................................................................ 18 4.5.3 Lubrificador ............................................................................................................. 19

5. Atuadores Pneumáticos ................................................................................................ 19 5.1. Componentes mecânicos de um cilindro ............................................................... 20 5.1.1 Cilindros de simples ação ....................................................................................... 20 5.1.2 Cilindros de dupla ação ........................................................................................... 21 5.1.3 Cilindro de haste passante ...................................................................................... 22 5.1.4 Cilindro de múltiplas posições ................................................................................. 23 5.1.5 Cálculo para dimensionamento de cilindro .............................................................. 24

6. Motores Pneumáticos ................................................................................................... 25 6.1. Motores Rotativos .................................................................................................. 26 6.1.1 Motor de Palhetas ................................................................................................... 26 6.1.2 Motor de Engrenagens e Motor Roots ..................................................................... 26 6.2 Motores de Pistões .................................................................................................... 26 6.2.1 Motor de Pistões Radiais ........................................................................................ 27 6.2.2 Motor de Pistões Axiais ........................................................................................... 27 6.2. Motores de Turbina ................................................................................................ 28

7. Elementos de sinal e comando pneumático .................................................................. 28 7.1. Válvulas direcionais ............................................................................................... 28 7.2. Válvulas de Bloqueio ............................................................................................. 34 7.3. Válvula de pressão ................................................................................................ 36 7.4. Válvula de Controle de Fluxo ................................................................................. 39

8. Diagrama trajeto passo ................................................................................................. 41 9. Eletropneumática .......................................................................................................... 43 10. Bibliografia ................................................................................................................ 62

2

1. Introdução

O termo pneumática é derivado do grego Pneumos ou Pneuma (respiração,

sopro) e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos

fenômenos físicos relacionados com os gases ou vácuos.

Pneumática é também o ramo da engenharia que estuda a aplicação do ar

comprimido para a tecnologia de acionamento e comando. Na verdade o uso do ar

comprimido como fonte de energia pelo homem data de 2550 AC. Nessa época

eram fabricados foles e órgãos que essencialmente geram sons baseado no

escoamento do ar sob pressão em tubos com furos. O ar comprimido era produzido

por uma bomba acionada manualmente. No século XIX, surgiram as primeiras

máquinas pneumáticas complexas, as locomotivas e perfuratrizes (nas minas de

carvão). Na verdade, essas máquinas utilizavam vapor superaquecido e não ar

comprimido propriamente dito, no entanto os princípios envolvidos no funcionamento

são idênticos. No entanto, foi no século XX, que a pneumática passou a ser aplicada

na automação industrial e se desenvolveu ao ponto que é conhecida hoje.

Atualmente existem várias aplicações da pneumática no meio industrial e

mesmo na nossa vida diária. Entre alguns exemplos de aplicações atuais de

pneumática podemos citar:

• prensas pneumáticas;

• dispositivos de fixação de peças em máquinas ferramenta e esteiras;

• acionamento de portas de um ônibus urbano ou dos trens do metrô;

• sistemas automatizados para alimentação de peças;

• robôs industriais para aplicações que não exijam posicionamento

preciso;

• freios de caminhão;

• parafusadeiras e lixadeiras;

• broca de dentista;

• pistola de pintura;

• correio pneumático.

3

A seguir são apresentados os conceitos de geração, preparação e distribuição

de ar comprimido, atuadores e válvulas que compõem os sistemas pneumáticos,

além de outros dispositivos.

2. Comportamento do ar comprimido

2.1. Compressibilidade

O ar tem a propriedade de ocupar todo o volume de qualquer recipiente,

adquirindo ser formato, já que não forma própria. Assim podemos fechá-lo em um

recipiente com volume determinado e posteriormente provocar-lhe uma redução de

volume usando uma força exterior.

2.2. Elasticidade

Possibilita ao ar voltar ao seu volume inicial assim que instinto a força

responsável pela redução.

4

2.3. Difusibilidade

Permite misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não

esteja saturado.

2.4. Expansibilidade

Ocupa totalmente o volume de qualquer recipiente, adquirindo seu formato.

2.5. Peso do ar

Como toda matéria o ar tem peso. Um litro de ar, a 0ºC e ao nível do mar,

pesa 1,293 x 10-3 kgf.

5

3. Sistema de medidas

Os sistemas de medidas usados na pneumática são: o internacional (SI) e o

técnico.

 Unidade de pressão nos sistemas

Internacional Pa

Técnico Kgf/cm2

Inglês Psi ou lb/pol2 (pound square inch)

 Unidade de força nos sistemas

Internacional newton

Técnico Kgf

Inglês lb (libra força)

 Conversão

6

Exercícios: 1. Converta: 150 bar = psi 300 psi = kgf/cm² 15 atm = psi 195 lb/pol2 = bar 3,5 kgf/cm2 = lb/pol2 35 lb/pol2 = kgf/cm2

4. Produção, Preparação e Distribuição de Ar Comprimido

4.1. Qualidade do Ar Comprimido

Os equipamentos pneumáticos (principalmente as válvulas) são constituídos

de mecanismos muito delicados e sensíveis e para que possam funcionar de modo

confiável, com bom rendimento, é necessário assegurar determinadas exigências de

qualidade do ar comprimido, entre elas:

• Pressão

• Vazão

• Teor de água

• Teor de partículas sólidas

• Teor de óleo

As grandezas de pressão e vazão estão relacionadas diretamente com a

força e velocidade, respectivamente, do atuador pneumático. Cada componente

pneumático tem sua especificação própria de pressão e vazão de operação. Para

atender a essas especificações é necessário suficiente vazão no compressor,

correta pressão na rede e tubulação de distribuição corretamente dimensionada em

função da vazão.

Já água, óleo e impurezas têm grande influência sobre a durabilidade e

confiabilidade de componentes pneumáticos. O óleo em particular é usado para

lubrificar os mecanismos dos sistemas pneumáticos. Dependendo da aplicação as

exigências do ar com relação à água, óleo e impurezas são diferentes.

7

Assim o ar deve passar por um tratamento rigoroso, que envolve filtros,

secadores e lubrificadores, antes de ser distribuído na fábrica.

4.2. Sistema de Produção e Preparação do Ar Comprimido

A figura abaixo mostra as etapas que o ar comprimido passa desde a sua

geração e tratamento até ser distribuído nas máquinas. Em geral, o ar comprimido é

produzido de forma centralizada e distribuído na fábrica. Para atender às exigências

de qualidade, o ar após ser comprimido sofre um tratamento que envolve:

• Filtração

• Resfriamento

• Secagem

• Separação de impurezas sólida e líquidas inclusive vapor d'água

Nessa figura cada equipamento por onde o ar passa é representado, por um

símbolo. Em pneumática existe uma simbologia para representar todos os

equipamentos pneumáticos. Assim estão representados na figura, por exemplo, os

símbolos do filtro, compressor, motor (elétrico ou de combustão), resfriador, secador

e reservatório.

No exemplo dado vemos que o ar é aspirado pelo compressor, que é a

máquina responsável por comprimir o ar. A taxa de compressão é em geral 1:7, ou

seja, o ar atmosférico à 1 bar é comprimido para 7 bar. Na entrada do compressor

existe um filtro para reter partículas sólidas do ar do meio ambiente. Ao ser

comprimido, o ar aquece aumentando a temperatura. Assim é necessário resfriá-lo,

pois a alta temperatura pode danificar a tubulação. Após o resfriamento o ar passa

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por um processo de secagem na tentativa de remover a água do ar que está sob a

forma de vapor, além disso, sofre uma filtração para eliminar partículas sólidas

introduzidas pelo compressor, por exemplo. O ar então é armazenado num

reservatório que tem duas funções:

• Garantir uma reserva de ar de maneira a garantir que a pressão da

linha se mantenha constante, evitando que o compressor tenha que ser

ligado e desligado várias vezes. Note que o consumo de ar na fábrica é

variável ao longo do expediente.

• Alguns compressores, como o compressor de êmbolo (ver adiante)

geram pulsos de pressão na compressão do ar. O reservatório evita

que esses pulsos de pressão sejam transmitidos para linha pneumática

da fábrica.

Do reservatório, o ar é distribuído na fábrica e em cada máquina existe uma

unidade de tratamento de ar que irá ajustar as características do ar comprimido de

acordo com as necessidades específicas da máquina. O ar comprimido é então

convertido em trabalho mecânico pelos atuadores pneumáticos.

4.3. Compressores

O compressor é uma máquina responsável por transformar energia mecânica

(ou elétrica) em energia penumática (ar comprimido), através da compressão do ar

atmosférico. A figura abaixo mostra a classificação dos compressores existentes que

serão descritos a seguir.

Classificação de compressores existentes

9

Os compressores de êmbolo e rotativo se caracterizam por comprimir

mecanicamente um volume fixo de ar em cada ciclo. Já o turbo-compressor

comprime o ar forçando o seu escoamento por um bocal (difusor), ou seja,

transforma a sua energia cinética em energia de pressão.

4.3.1 Compressor de Êmbolo

Consiste num mecanismo biela-manivela (igual ao motor de um automóvel)

acionado por um motor elétrico ou de combustão.

Nesse compressor, o pistão aspira o ar através da válvula de aspiração e o

comprime no curso de compressão até atingir a pressão desejada quando abre a

válvula de pressão. São os mais usados ("compressor do dentista"), pois tem uma

larga faixa de operação.

São econômicos na faixa de pressão de 8 a 10 bar. Quando a razão de

compressão necessária é muito alta ocorrem perdas térmicas muito altas, e nesse

caso deve-se usar a versão multiestágio, em que a cada estágio ocorre um aumento

da pressão melhorando-se o rendimento. Em torno de cada pistão existem aletas

para a dissipação do calor gerado na compessão. Em alguns casos é necessário um

sistema de refrigeração à água.

Esse compressor apresenta como desvantagem a geração de oscilações de

pressão além de um fluxo de ar pulsante.

Uma variação desse compressor, chamado compressor de membrana, possui

uma membrana ao invés de um pistão. A idéia é isolar o ar a ser comprimido das

10

peças do compressor evitando resíduos de óleo. É muito utilizado nas indústrias

alimentícias e farmacêuticas, por exemplo.

4.3.2 Compressores Rotativos

Trata-se de um rotor que gira no interior de uma carcaça acionado por um

motor elétrico ou de combustão. O rotor está excêntrico à carcaça e apresenta

palhetas ao seu redor que podem deslizar em guias.

Note que o volume de ar aspirado é ligeiramente comprimido ao longo do

percurso do rotor. Dessa forma, o fluxo gerado é pouco pulsante, mas opera em

faixas de pressão menores do que a do compressor de êmbolo. A lubrificação é feita

por injeção de óleo.

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4.3.3 Compressor Parafuso

Consiste em dois parafusos, cada um ligado a um eixo de rotação acionado

por um motor elétrico ou de combustão. O ar é deslocado continuamente entre os

parafusos, com isto não ocorrem golpes e oscilações de pressão, uma vez que não

há válvulas de oscilação de pressão e aspiração fornecendo um fluxo de ar

extremamente contínuo. São pequenos e permitem alta rotação, apresentando um

alto consumo de potência. Embora sejam caros são os mais preferidos no mercado

por fornecer um fluxo contínuo de ar. Devem operar à seco com ar comprimido

isento de óleo.

4.3.4 Compressor Roots

Consiste em duas "engrenagens" que se movimentam acionadas por um

motor elétrico ou de combustão. Funciona sem compressão interna sendo usado

apenas para o transporte pneumático gerando baixas pressões. A pressão é

exercida apenas pela resistência oferecida ao fluxo.

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4.3.5 Turbo compressores axial

O ar passa por rodas girantes atinge altas velocidades e no último estágio,

através de um difusor, a energia cinética do fluxo de ar é convertida em pressão.

Geram altas vazões de ar, porém como em cada estágio a pressão é muito baixa faz

se necessário a montagem de muitos estágios para alcançar pressões maiores.

4.3.6 Turbo compressores radial

A aspiração ocorre no sentido axial sendo o ar conduzido no sentido radial

para a saída. Apresentam as mesmas características dos compressores axiais (altas

vazões e baixas pressões).

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4.4. Secagem do ar comprimido

A aquisição de um secador de ar comprimido pode figurar no orçamento de

uma empresa como um alto investimento, um secador chegava a custar 25% do

valor total da instalação de ar. Mas cálculos efetuados mostravam também os

prejuízos causados pelo ar úmido: substituição de componentes pneumáticos, filtros,

válvulas, cilindros danificados, impossibilidade de aplicar o ar em determinadas

operações como pintura, pulverizações e ainda mais os refugos causados na

produção de produtos. Concluiu-se que o emprego do secador tornou-se altamente

lucrativo, sendo pago em pouco tempo de trabalho, considerando-se somente as

peças que não eram mais refugadas pela produção. Os meios utilizados para

secagem do ar são múltiplos. Vamos nos referir aos três mais importantes, tanto

pelos resultados finais obtidos quanto por sua maior difusão.

4.4.1 Secagem por Refrigeração

O método de desumidificação do ar comprimido por refrigeração consiste em

submeter o ar a uma temperatura suficientemente baixa, a fim de que a quantidade

de água existente seja retirada em grande parte. Além de remover a água, provoca,

no compartimento de resfriamento, uma emulsão com o óleo lubrificante do

compressor, auxiliando na remoção de certa quantidade.

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4.4.2 Secagem Por Absorção

É o método que utiliza em um circuito uma substância sólida ou líquida, com

capacidade de absorver outra substância líquida ou gasosa. Este processo é

também chamado de Processo Químico de Secagem, pois o ar é conduzido no

interior de um volume através de uma massa higroscópica que absorve a umidade

do ar, processando-se uma reação química As principais substâncias utilizadas são:

Cloreto de Cálcio, Cloreto de Lítio, Dry-o-Lite.

Com a conseqüente diluição das substâncias, é necessária uma reposição

regular, caso contrário o processo torna-se deficiente. A umidade retirada e a

substância diluída são depositadas na parte inferior do invólucro, junto a um dreno,

de onde são eliminadas para a atmosfera.

4.4.3 Secagem Por Adsorção

É a fixação das moléculas de um adsorvato na superfície de um adsorvente

geralmente poroso e granulado, ou seja, é o processo de depositar moléculas de

uma substância (ex. água) na superfície de outra substância, geralmente sólida

(ex.SiO2). Este método também é conhecido por Processo Físico de Secagem, o

processo de adsorção é regenerativo; a substância adsorvente, após estar saturada

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de umidade, permite a liberação de água quando submetida a um aquecimento

regenerativo.

4.5. Distriubuição do ar comprimido

As tubulações pneumáticas exigem manutenção regular, razão pela qual não

devem, dentro do possível, serem mantidas dentro de paredes ou cavidades

estreitas, pois isto dificulta a detecção de fugas de ar. Pequenos vazamentos são

causas de consideráveis perdas de pressão. Existem três tipos de redes de

distribuição de pressão principais:

• Rede em circuito aberto

• Rede em circuito fechado

• Rede combinada

Essas linha principais são feitas de tubos de Cobre, latão, aço liga, etc…

Conectadas às linhas principais estão as linhas secundárias, em geral, mangueiras

de borracha ou material sintético.

A rede em circuito aberto é a mais simples e deve ser montada com um

declive de 1% a 2% na direção do fluxo para garantir a eliminação da água que

condensa no interior da linha. Isso ocorre porque o ar fica parado no interior da linha

quando não há consumo.

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Já a rede em circuito fechado permite que o ar flua nas duas direções e que

fique circulando na linha reduzindo o problema de condensação.

As redes combinadas, também são instalações em circuito fechado. No

entanto, mediante as válvulas de fechamento existe a possibilidade de bloquear

determinadas linhas de ar comprimido quando a mesmas não forem usadas ou

quando for necessário colocá-las fora de serviço por razões de manutenção. Há uma

estanqueidade da rede portanto.

Em todas as configurações de rede por causa da formação de água

condensada (maior ou menor) é fundamental instalar a tomada de ar das tubulações

de ar secundárias na parte superior do tubo principal. Desta forma evita-se que a

água condensada, eventualmente existente na tubulação principal possa chegar aos

ramais secundários. Para interceptar e drenar a água condensada devem ser

instaladas derivações com drenos na parte inferior da tubulação principal.

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Para se manter o ar comprimido em boas condições de uso, utilizamos a

unidade de conservação. A utilização desta unidade de serviço é indispensável em

qualquer tipo de sistema pneumático, do mais simples ao mais complexo. Ao mesmo

tempo em que permite aos componentes trabalharem em condições favoráveis,

prolonga a sua vida útil é composta de:

• filtro

• regulador de pressão

• lubrificador

4.5.1 Filtro

O filtro serve para eliminar partículas sólidas e líquidas (impurezas, água,

etc..). A filtração ocorre em duas fases. Uma pré-eliminação é feita por rotação do ar

gerando uma força centrífuga. A eliminação fina é feita pelo elemento filtrante. O

filtro apresenta um dreno (manual ou automático) para a eliminação de água. A

porosidade do elemento filtrante é da ordem de 30 a 70 µm.

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4.5.2 Válvula reguladora de pressão

Essa válvula tem a função de manter constante a pressão no equipamento.

Ela somente funciona quando a pressão a ser regulada (pressão secundária) for

inferior que a pressão de alimentação da rede (pressão primária). Assim essa

válvula pode reduzir a pressão, mas jamais aumentá-la.

O seu funcionamento ocorre da seguinte forma. Se a pressão secundária

diminuir em relação a um valor especificado a mola 2 empurra o êmbolo 6 que abre

a comunicação com a pressão primária. Se a pressão secundária aumenta, em

relação a um valor especificado (por exemplo, devido à um excesso de carga no

atuador) então a membrana 1 é atuada pressionando a mola 2 e o êmbolo 6 fecha a

comunicação até que a pressão secundária diminua. Se a pressão secundária

aumentar demais, então além de ocorrer a situação anterior, a membrana 1 se

separa do êmbolo 6, abrindo a comunicação com os furos de exaustão, ocorrendo o

escape de ar, o que reduz a pressão secundária. O parafuso 3 permite regular a

rigidez da mola 2 e portanto a pressão secundária. Logicamente essa válvula gera

uma oscilação de pressão na sua saída (pressão secundária), no entanto tanto

menor será essa oscilação quanto melhor forem dimensionados os componentes da

válvula.

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4.5.3 Lubrificador

A lubrificação do ar comprimido é feita através do lubrificador que abastece os

elementos pneumáticos com óleo lubrificante. Os lubrificantes reduzem as forças de

atrito ao mínimo, protegem os elementos móveis contra o desgaste e evitam a

corrosão os aparelhos. Os lubrificantes geralmente funcionam pelo princípio venturi.

Neste sistema de lubrificação, a diferença de pressão, entre a pressão antes do local

pulverizador e, a pressão de estrangulamento do bocal, suga o óleo do reservatório,

pulverizando-o na corrente de ar. Aparelho lubrificador só entra em funcionamento

quando há um fluxo de ar suficiente para provocar a depressão que suga o

lubrificante do reservatório. Desta forma, é muito importante que se preste atenção

aos valores de vazão (fluxo) indicados pelo fabricante do aparelho.

5. Atuadores Pneumáticos

Os atuadores pneumáticos são classificados em atuadores lineares que

geram movimentos lineares e atuadores rotativos que geram movimentos rotativos

que serão descritos a seguir.

As principais características dos atuadores pneumáticos são:

• Apresentam baixa rigidez devido à compressibilidade do ar;

20

• Não há precisão na parada em posições intermediárias;

• Apresentam uma favorável relação peso/potência;

• Dimensões reduzidas;

• Segurança à sobrecarga;

• Facilidade de inversão;

• Proteção à explosão.

5.1. Componentes mecânicos de um cilindro

5.1.1 Cilindros de simples ação

Os cilindros de simples ação realizam trabalho recebendo ar comprimido em

apenas um de seus lados. Em geral o movimento de avanço é o mais utilizado para

a atuação com ar comprimido, sendo o movimento de retorno efetuado através de

mola ou por atuação de uma força externa devidamente aplicada.

A força da mola é calculada apenas para que se possa repor o embolo do

cilindro à sua posição inicial com velocidade suficientemente alta, sem absorver

energia elevada.

O curso dos cilindros de simples ação está limitado ao comprimento da mola.

Por esta razão não são fabricados cilindros de simples ação com atuação por mola

21

com mais de 100 mm. Os cilindros de simples ação são especialmente utilizados em

operações que envolvam fixação, expulsão, extração e prensagem entre outras. Os

cilindros de simples ação podem ainda ser construídos com elementos elásticos

para reposição. É o caso dos cilindros de membrana onde o movimento de retorno é

feito por uma membrana elástica presa à haste. A vantagem da membrana está na

redução do atrito, porém a limitação da força nestes casos se torna uma

desvantagem. Estes cilindros são usados especialmente em situações de pequenos

espaços disponíveis para operações de fixação e indexação de peças ou

dispositivos.

5.1.2 Cilindros de dupla ação

Os cilindros de dupla ação realizam trabalho recebendo ar comprimido em

ambos os lados.

Desta forma realizam trabalho tanto no movimento de avanço como no

movimento de retorno. Um sistema de comando permite ao ar comprimido atingir

uma câmara de cada vez, exaurindo o ar retido na câmara oposta. Assim quando o

ar comprimido atinge a câmara traseira estará em escape à câmara dianteira e o

cilindro avançará. No movimento de retorno o ar comprimido chega à câmara

22

dianteira e a câmara traseira estará em escape. Como não há a presença da mola,

as limitações impostas aos cilindros de dupla ação, estão ligadas as deformações da

haste quanto à flexão e a flambagem. Os cilindros de dupla ação quando sujeitos a

cargas e velocidades elevadas, sofrem grandes impactos, especialmente entre o

embolo e as tampas.

5.1.3 Cilindro de haste passante

Com este cilindro pode-se efetuar trabalho em ambos os lados ao mesmo

tempo. Pode-se também utilizar um dos lados somente para acionamento de

elementos de sinal. Um ponto positivo importante deste tipo de cilindro é o fato de

que por possuir dois mancais de apoio para as hastes, ele pode suportar cargas

23

laterais maiores, porém por possuir hastes em ambos os lados ele tem sua

capacidade de forças reduzidas em relação à cilindros convencionais com uma

única haste.

5.1.4 Cilindro de múltiplas posições

Este tipo de cilindro é formado por dois ou mais cilindros unidos por suas

câmaras traseiras. Desta forma se consegue um curso mais longo em um pequeno

espaço físico.

Além disso pode-se conseguir posicionamentos intermediários escalonados.

24

5.1.5 Cálculo para dimensionamento de cilindro

Para selecionar um cilindro devemos saber:

• Força

• Pressão

• Curso máximo

• Tempo

• Tipo de fixação

• Temperatura

As forças realizadas pelos cilindros dependem da pressão do ar, do diâmetro

do êmbolo e em função da aplicação que se deseja do cilindro. A força teórica

exercida pelo cilindro é calculada segundo a fórmula:

Ft = P x A

Ft = Força teórica de êmbolo (N)

A = Superfície útil do embolo (cm2)

P = Pressão de trabalho (bar)

• Cilindro de simples ação

Fav = A x P – (Fr + Ff)

• Cilindro de dupla (avanço)

Fav = A x P – Fr

• Cilindro de dupla (retorno)

Fret = A2 x P – Fr

• F = força efetiva do êmbolo (N)

• A = área útil do êmbolo (cm2)

• P = pressão trabalho (bar)

• Fr = força de atrito (N)

• Ff = força de resistência da mola de compressão (N)

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