Apostilas sobre a Amazônia_Parte2, Notas de estudo de Geologia. Universidade da Amazônia (UNAMA)
Wanderlei
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Apostilas sobre a Amazônia_Parte2, Notas de estudo de Geologia. Universidade da Amazônia (UNAMA)

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Apostilas de Geografia sobre a Amazônia, Amazônia, Parque nacional, Rio Amazonas, Zona Franca de Manaus, Amazonas Estado, Relevo e Clima, Economia e Comunicações.
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Roraima e as repúblicas da Venezuela e da Colômbia; a oeste, com a Colômbia e o Peru; ao sul com o estado do Acre, um pequeno pedaço da Bolívia e os estados de Rondônia e Mato Grosso; e a leste com o Pará.

O número reduzido de municípios (62 em 1991), quando comparado ao seu tamanho, implica o reconhecimento de que a maioria deles possui grandes extensões territoriais. Quase 40% dos municípios apresentam áreas superiores a 20.000 km2. Essas grandes extensões contrastam com a baixa densidade demográfica, de 1,36 hab/km2, irregularmente distribuída ao longo dos dez grandes vales fluviais que cortam o estado (Amazonas/Solimões, Uatumã, Madeira, Negro, Purus, Japurá, Juruá, Jutaí, Içá e Javari).

A exceção mais evidente fica por conta da cidade de Manaus, que experimentou um forte incremento populacional entre 1980 e 1991, partindo de 618.435 habitantes em 1980, para 1.005.634 em 1991, o que representa 67% da população urbana do estado. RELEVO E CLIMA Quanto aos aspectos geomorfológicos, o estado do Amazonas situa-se em sua maior parte na Depressão da Amazônia Central, área plana, de relevo caracterizado por vales fluviais, originando as formas de amplos topos tabulares. Ao longo dos principais cursos fluviais forma-se outra unidade de relevo denominada planície interiorana, conhecida popularmente como várzea, sendo justamente nessas áreas onde se concentra a maior parcela da população e das atividades produtivas do estado.

A cobertura vegetal que domina a maior parte do território amazonense é a floresta ombrófila (densa e aberta) que se caracteriza por árvores de grande porte, de folhagens sempre verdes e com alto coeficiente de transpiração, reflexo de um clima equatorial quente e superúmido (temperaturas médias anuais acima de 25 C e precipitação pluvial variando entre 2.000 mm e 3.000 mm de altura média anual). É nesse amplo domínio vegetal que se apoia uma das três mais importantes atividades econômicas do estado: a extração de madeira e subprodutos da floresta (raízes, folhas, resinas e cascas). As duas outras (a indústria de bens de consumo durável e a extração de minerais) concentram-se em localizações pontuais, quando analisadas na escala em que se situa a extensão territorial do estado do Amazonas. ECONOMIA E COMUNICAÇÕES A produção de bens duráveis está vinculada a um enclave da indústria de transformação (montagem de produtos eletroeletrônicos e de um segmento dos produtos de transporte – as motocicletas) e situa-se na cidade de Manaus (ver Zona Franca de Manaus), o que explica o forte incremento populacional, na última década. A extração de minerais apoia-se na estrutura geológica, operando em dois campos distintos: a prospecção de petróleo, na bacia do Solimões (rio Urucu), no município de Coari, e a mineração de cassiterita no alto curso do rio Pitinga, no município de

Presidente Figueiredo, e na mina Igarapé Preto, no município de Novo Aripuanã.

Como já se viu anteriormente, o problema do difícil acesso ao interior do estado do Amazonas é o principal entrave ao desenvolvimento de suas estruturas produtivas. As longas distâncias, pelas rodovias BR-364 e BR-319, entre essa unidade da Federação e os grandes centros urbanos e áreas de produção do Sudeste e Centro-Oeste, dificultam a circulação de mercadorias e de pessoas. O sistema de navegação fluvial ainda é precário e só nos últimos anos apresentou tendência à melhora, com a ampliação da hidrovia do rio Madeira, que liga Porto Velho, capital do estado de Rondônia e ponto de transbordo para a rodovia BR-364, com as cidades do vale do rio Amazonas, através de um sistema de barcaças.

O outro sistema que consegue superar essa dificuldade é o aeroviário, cuja base principal é o aeroporto internacional Eduardo Gomes, em Manaus, que se tornou um dos principais terminais de carga aérea do Brasil, em virtude das ligações materiais entre as empresas da Zona Franca de Manaus e os três grandes centros do Sudeste: São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Entretanto, esse tipo de transporte é reconhecidamente caro e somente cargas de pequeno peso/alto valor e/ou subsidiadas podem suportar os custos inerentes a esse sistema, caso dos produtos operados pelas indústrias da capital amazonense. Em termos demográficos, o estado do Amazonas apresentou em 1991 uma população de 2.102.901 habitantes, dividida em 1.501.807 em áreas urbanas e 601.094 em áreas rurais. Manaus, cidade do norte do Brasil, capital do estado do Amazonas, que constitui um porto às margens do rio Negro, próximo de sua confluência com o rio Solimões para formar o Amazonas. A cidade, na qual podem atracar transatlânticos, é um dos principais portos em processo de desenvolvimento da bacia amazônica, e estende sua influência aos vizinhos estados de Roraima, Acre e o norte de Rondônia, que escoam por ali seus produtos. Fundada em 1669 e transformada em capital da província do Amazonas em 1852, Manaus experimentou a partir de 1890 seu período áureo, com a riqueza produzida pelo boom da borracha. Os donos de seringais enriqueceram além do previsível, e essa riqueza se evidenciou na construcão de residências suntuosas, do esplêndido Teatro Amazonas, onde faziam temporada as melhores companhias de ópera européias, e na modernização da cidade, que rapidamente adquiriu serviços modernos e belos edifícios públicos. Entre as exportações da cidade se destacavam a borracha, as castanhas do Brasil, a madeira e outros produtos da floresta úmida que a rodeia. O fim do ciclo da borracha teve profundo efeito sobre a cidade, que viu decair seu comércio, diminuir a arrecadação e perder-se a glamurosa vida da belle epoque. Mas a importância do seu papel na região amazônica levou sucessivos governos a tomar medidas para reverter essa decadência,

em um processo que levou à implantação da Zona Franca de Manaus, motor do desenvolvimento moderno da cidade que entrou num novo perído de crescimento. Paralelamente, se transformou no principal centro de turismo ecológico do país, através dos admiráveis "hotéis de selva" que reúnem o conforto da civilização com o contato direto com a natureza exuberante dos arredores da cidade. Entre suas atividades econômicas significativas predominam as refinarias de petróleo, a indústria alimentícia, o turismo e a fabricação de produtos químicos. População (1994): 1.108.612 habitantes. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), criado em 1952, realiza pesquisas científicas na Amazônia, a fim de obter conhecimentos maiores sobre a região e promover a integração entre o homem e a natureza. Elevado à categoria de centro de excelência para o desenvolvimento de pesquisas na região amazônica, em torno de 1992, o instituto localiza-se em Manaus, e conta com quatro bases de pesquisa flutuantes, núcleos de pesquisas nos estados do Acre, Roraima e Rondônia, duas reservas florestais, além de duas estações experimentais. O Inpa também assume a responsabilidade de formação de profissionais qualificados em ciência e tecnologia, através de cursos de mestrado e doutorado em áreas afins. Mineração na Amazônia, conjunto de atividades de retirada de minerais que ocorre principalmente em território brasileiro, mas que também existem em alguns dos países da Amazônia. Por suas condições de isolamento, derivadas do tipo de cobertura vegetal, do clima muito quente e úmido e das grandes distâncias envolvidas, as atividades de mineração na área estão divididas em dois grupos: a mineração de grande porte, fixa em pontos determinados e dotada de uma infra-estrutura especializada, e o garimpo, geralmente móvel, envolvendo grandes contigentes de pessoas, geralmente a procura de ouro e pedras preciosas nos rios e barrancos. As grandes mineradoras possuem planos de preservação da área minerada, através de técnicas de reflorestamento; já os grupos de garimpo, por sua grande mobilidade e falta de controle de seus componentes, invadem terras indígenas e parques naturais, muitas vezes causando grande destruição.

Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), criado em 1990, foi concebido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em conjunto com os Ministérios da Justiça e Aeronáutica, e tem o propósito de zelar e fiscalizar a Amazônia Legal (que compreende a Região Norte do Brasil, o estado do Mato Grosso e parte do estado do Maranhão). O Sivam atua como uma poderosa rede de coleta e processamento de informações ao levantar as informações obtidas por cada órgão governamental que trabalha na Amazônia, e tratar e integrar essas informações numa grande base de dados para que todos os órgãos compartilhem desse conhecimento.

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