Apostilas sobre Crítica Textual_Parte1, Notas de estudo de Teorias da Comunicação. Universidade Veiga de Almeida (UVA)
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Apostilas sobre Crítica Textual_Parte1, Notas de estudo de Teorias da Comunicação. Universidade Veiga de Almeida (UVA)

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Apostilas de Comunicação da Faculdade de Letras de Lisboa sobre Crítica Textual, Como se avalia uma edição, Tipos de Edição, Editores e Leitores de edições, Crítica textual tem uma dimensão técnica.
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Introdução à Crítica Textual

1ª Aula – 05-02-13

Aulas começam ás 10:10h

Avaliação:

Teste (30%) – 19 de Fevereiro

Trabalho Presencial (3 Etapas) – 20% / 20% / 30%

O programa baseia-se num texto dramático – Frei Luís de Sousa

2ª Aula - 07-02-13

Memoria ao conservatório real e a peça – próxima aula

Como se avalia uma edição

Uma edição de um texto é uma representação de um texto.

Eu fui tirar um livro da estante - Certo

Eu fui tirar um texto da estante – Errado

Um texto não é material, é uma entidade abstracta. Para poder ser avaliado tem de ser transformado em

material – livro. Representações materializadas do texto. - qualquer formato.

Posso fazer representações diferentes do mesmo texto.

3 Tipos de Edição

Edição Facsimilada (digital-computador)

- É atribuída a uma máquina.

- É uma edição mecânica.

- É uma Reprodução do aspecto físico do que temos à nossa frente.

- Chama-se Facsimilada porque esta na internet e não é física. Edição digital. O objectivo é reproduzir

um testemunho de maneira a que o leitor possa ter acesso sobre aquilo que o autor escreveu. Todas as

edições têm uma componente mecânica.

- Também pode ser considerada como uma representação fotográfica daquilo que temos à frente. Tem

de ser uma reprodução exacta do original.

Edição Diplomática ou Paleográfica

Nesta edição tudo tem de ser transcrito. Não se faz actualização da ortografia, não se corrigem os erros

e todas as zonas de hesitação do autor são reproduzidas.

Edição Crítica

- A palavra cousas não é um erro mas não podemos alterar porque também íamos alterar o som da

palavra. Se for para alterar a substância sonora, não tocamos na palavra.

- A edição diplomática deve dispor a ordem da escrita, este tipo de edição não faz nada disso e deve

corrigir os erros.

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- Esta edição diferencia-se das outras porque pode ser posta em prática em vários documentos do

mesmo texto. Temos de avaliar qual o sistema ortográfico da época e quais os seus sons.

- As edições críticas podem ser feitas de acordo com princípios diferentes. Por vezes temos de respeitar

a última vontade do autor. Existe um determinado numero de dados fornecidos para saber qual a

melhor maneira de o editor crítico trabalhar. O editor pode acrescentar e retirar palavras. Neste caso o

escritor vai ter que dar bastantes explicações ao leitor. Terá de ter uma explicação tal como os sinais de

perigo na estrada.

Editores e Leitores de edições

Esta disciplina trata dos leitores de edições.

Portugal é fraco em termos de leitores de edições:

- No meio universitário existem mais pessoas a fazer edições do que apreciá-las.

- A recensão é um texto de extensão comedida em que se faz a descrição e apreciação crítica de um

trabalho. Aqui em Portugal são publicadas poucas recensões.

- Não há prémios para a publicação de edições.

3ª Aula – 14/02/13

Frei Luís de Sousa - Teste - 1ª Edição FLS 1844 – Não aparece no teste

- Ordem – São Domingos de Benfica

- Teatro da quinta do pinheiro- teatro particular – representações privadas.

- Obra representada em 1843

- Respostas simples sobre o conhecimento do texto e da memória ao conservatório real.

- O conhecimento de coisas básicas relacionadas com edições.

- As perguntas não são de desenvolvimento mas de resposta rápida e concisa.

Outras Notas

- Impressão de uma digitalização – Facsimilada – Método mecânico. (digital, mecânica)

- Representação próxima em que tudo é mantido – Edição diplomática

- Edição crítica – diversas versões – reunião de todos os testemunhos, todas as versões e fruto da

comparação que permite a tomada de decisões sobre o que se vai fazer a seguir. (Pode mudar a

ortografia ou não.)

- Na edição crítica existe mais do que um documento na diplomática não, só tem um.

- Na diplomática e crítica temos sempre quem fez a obra nos créditos.

- Pode haver uma edição diplomática e crítica ao mesmo tempo.

A Crítica textual tem uma dimensão técnica, mas não só:

- Lado técnico – Avaliar o que o editor fez (aldrabice – aldrabonice) - errou

- As questões técnicas estão dependentes de um ponto de vista

- Critérios para uma avaliação de uma edição:

a) doutrina

b) aplicação

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Avaliação de edições:

- Quando?

- Sugestão bibliográfica

- Regra geral

- Regras Particulares

Quando é que se faz uma edição? (Antes e depois de ela ser publicada)

a) Antes

- Instância consultiva de uma casa editora.

- Instância consultiva de uma entidade que subsidia a publicação.

b) Depois

- Recensões (imprensa em geral, publicações de especialidade. - Suplementos de jornais ou em

publicidade de especialidade.

Exemplos: Obras clássicas da literatura portuguesa. Esta comissão tinha dois papeis. Delimita a

colecção ás obras clássicas da literatura portuguesa. Depois receberam propostas de publicação. A

escolha foi feita devido aos critérios que a comissão usou.

Temos de adquirir um conjunto de critérios que nos permitam avaliar uma obra.

MLA – guidelines for editors...- Auxiliar quem queira fazer uma edição e quem quer avaliar essa

mesma edição.

Castro, Ivo; Ramos, Maria Ana. “Estratégia e táctica de transcrição” In. Critique Textuelle Portugaise.

Acts du Colloque, Paris: Fondation Calouste Gulbenkian, Centre Culturel Portugais, 1986, p. 99.122.

5ª Aula – 21/02/13

Recensões Tipo de preocupações um recensiador tem a avaliar uma edição.

Exercício da próxima aula

Download de uma recensão qualquer. Ir ao site da revista colóquio letras – search – seleccionar um

texto conhecido da literatura portuguesa - titulo estudado – ver se existe alguma recensão

- Verificar na recensão algum critério que não seja verificado na aula de hoje.

- Quais os aspectos eu devo descrever e dar a minha opinião?

- Este aspecto existe na minha recensão ou não?

Camilo Castelo Branco – Amor de Perdição (Fazer Recensão)

- Temos de dizer que edição que é.

- Temos de por o nome do autor no topo.

- Titulo em itálico.

- Recolhemos a informação da folha de rosto. Também no verso da folha de rosto.

- Quem é o responsável pela edição e o que fez.

- Apresentação crítica e sugestões para analise literária.

- Se pertencer a uma colecção temos de a indicar.

- Pomos o lugar de publicação a casa editora e a data da edição.

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Índice

Ao consultarmos um índice estamos a consultar uma estrutura:

1 - Introdução (Isto é uma unidade)

2 – Cronologia

3 – Bibliografia Activa

4 - Bibliografia Passiva

Tratamento do Texto Para a Recensão (Edição)

- O texto é reproduzido integralmente?

- O texto existe no seu todo?

- Temos de ler o texto palavra a palavra, ponto a ponto, para dizermos se é uma reprodução integral ou

não.

- Temos de comparar FLS com a nossa noção de texto.

- Não há nenhuma edição que sirva de ponto de referência. Mas existem edições de referência. Também

essas não são perfeitas.

A noção de integral vai variar com cada edição e com a nossa opinião do que é integral. É o texto de

FLS ou o texto com a matéria de Garrett? A opinião crítica é de terceiros e a nota dos editores e dos

editores mesmo.

- O texto integral tem de ser segmentado de acordo com a sua ordem. Se não houve índice dizemos que

não tem e temos de refazer um índice.

- Errata – Umas edições tem muitas outras nem tanto.

- Na minha digitalização a errata foi omitida. Uma edição revista pelo autor é um problema também.

- Temos de apanhar a informação acerca do responsável da nossa edição e em que edição ele se baseia.

Se é esta por que é esta? Onde é que se foi buscar o texto? Nós precisamos de saber qual o livro que

serviu de base para o que estamos a fazer. Temos de saber qual a edição que serve de matriz.

- Distinguir avaliação de descrição.

- Investigar acerca da evolução das edições.

- Comparação de diferentes edições de modo a procurar diferenças.

7ª Aula – 26/02/13

Resumo da matéria

a) Referir sempre o tipo de edição.

- Para além das três normais há a escolar. Também há a corrente.

- Identificar sempre o autor do texto e do título.

- Referir o responsável pela edição. Pode não haver.

b) Devo conhecer a obra na integra.

- Devo consultar o índice para ver se coincide com a estrutura.

- Ao conhecer a obra na integra devemos ter a certeza se é integral ou não.

- Referir quando a edição foi escrita e posta a publicar.

c) Ninguém se deve debruçar para já sobre personagens e obra analisada. Temos de tentar perceber em

que outra edição a nossa está baseada.

- Apontar pontos fortes e fracos.

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Póstumo e Semi-Póstumo

- Póstumo – Publicado depois do autor ter morrido.

- Semi-Póstumo – Situação em que um autor escreve para um jornal um texto que vai ser publicado

semanalmente e o autor tempos depois reúne todas as partes e faz um livro. Preparou o texto mas este

não saiu porque o autor morreu.

- Temos de saber qual a 1ª edição e quando morreu Almeida Garrett para ver textos póstumos e semi

póstumos. O texto de FLS é editado em vida.

Ex. o romance não tinha sido concluído por Eça De Queiroz e o filho dele pegou na obra naquilo e

completa-a usando o estilo do pai. Isto é um texto de autoria híbrida. Ninguém sabia desde até 1992

que o filho dele tinha escrito o resto. O recensiador só vai falar sobre as partes de Eça De Queiroz.

É um texto incompleto e não é alterado pelo editor.

O que está a interessar o resenciador é a evolução da escrita desde o começo do texto de Eça De

Queiroz.

8ª Aula - 28/02/13

Normas de Transcrição

É a realização de uma lista de todos os tópicos que vão servir para a avaliação da nossa edição.

Estratégia E Táctica Da Transcrição

Este é um dos artigos mais importantes sobre edições feitas em Portugal. Explica bastantes coisas sobre

o tema em questão e auxilia candidatos a editores a tomar edições.

Antes de decidir qual a edição que vou fazer preciso de saber qual o texto que vou editar e como tal

também preciso de saber se é preciso fazer uma edição.

Também temos de perceber em que circunstancias é que um texto não precisa de edição?

Existe Qualidade Acessibilidade

Facsimilada Sim Boa Pode ser comprada hoje

Diplomática Sim Boa Pode ser comprada hoje

Crítica Sim Boa Pode ser comprada hoje

Divulgação / Escolar Sim Boa Pode ser comprada hoje

O campo bibliográfico está completo. Se por acaso algum daqueles parâmetros não for cumprido pode

haver razão para fazer uma edição nova seja facsimilada, diplomática, crítica ou de divulgação/escolar.

A tabela acima designa-se por campo bibliográfico.

A edição escolar só deve ser feita quando as pessoas tiverem de acordo qual a versão do texto que

o autor escolheu.

Por exemplo na minha edição:

- Existe alguma edição facsimiliada: Sim

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- Existe alguma diplomática: Não há (Que se saiba) - Há alguma crítica: Sim, 1943 – Rodrigo Lapa fez a única critica. (Mas não está disponível.) Vamos

republicá-la.

Edições de divulgação

Existem muitas porque esta obra está dentro do programa escolar. No Frei Luís de Sousa ainda

existem mais porque esta obra tem a característica de ser o cânone da literatura portuguesa. É um

texto canónico, é fundamental. O texto que tem mais etapas é o que pode ter mais erros de transmissão editoriais. Sendo o FLS um

texto bastante circulável é certo que existam mais erros nesse texto do que num menos conhecido.

Normas de Transcrição

O texto de Ivo Castro e Maria Ramos diz-nos que se adoptarmos normas de transcrição

conservatórias vamos atingir um público pequeno. E por outro lado se utilizarmos normas

uniformizadas obtemos um público maior. E ainda maior se forem normas uniformizadoras

actualizadas.

No Frei Luís de Sousa quando estamos a pensar em normas de transcrição estamos a dar os mesmos

sons em 1843 através de uma superfície gráfica diferente ou igual.

Devemos avaliar se as normas de transcrição são normas que podendo alterar a grafia protegem o

som ou não. Se conservam o som são boas se não conservam o som são más.

9ª Aula - 05/03/13

Em que texto é que a minha edição se baseia?

- Qual o texto de referência no qual possamos comparar com a edição que escolhemos?

- A edição que devemos ter como ponto de referencia é a de 1844?

Estrutura

Página do índice – 1ª edição

O índice tem cinco partes (Na minha edição) (Comparação com 4 diferentes edições)

Mesmo sem índice tenho de referir como o livro está estruturado

1- Lisboa Editora, 2004 2- Livraria Didáctica Editora,

1969

3 - Ulisseia, 2008

Ao conservatório real

Acto Primeiro I

Acto Segundo II

Acto Terceiro III

Bibliografia

Introdução Memória ao Conservatório Real

Frei Luís de Sousa:

Acto I

Acto II

Acto III

Questionário:

Introdução

FREI LUIS DE SOUSA

Acto I

Acto II

Acto III

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